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PRÁTICAS PEDAGÓGICAS FAVENI

Trabalho de Prática Profissional sobre a importância da literatura na alfabetização de crianças especiais. Contém apresentação e justificativa, propostas de leitura compartilhada (contação de histórias, interpretação, fantoches, vídeos) e fundamentação teórica (Freire, Orlandi).

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
PRÁTICA PROFISSIONAL 
CAMPINAS
ELABORAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
ANDRÉIA DE SOUZA BRITO 
PRÁTICA PEDAGÓGICA 
 PROFISSIONAL 
 
Trabalho apresentado a disciplina Prática Profissional, do Centro Universitário FAVENI, no Curso de 2º Licenciatura em Educação Especial como pré-requisito para aprovação.
 
CAMPINAS
2024
1. TÍTULO 
A importância da literatura no trabalho do pedagogo de Educação Especial para a alfabetização de crianças especiais.
2. APRESENTAÇÃO 
O tema a ser apresentado aborda “A importância da literatura no trabalho do pedagogo para a alfabetização de crianças especiais”, foi realizado com o intuito de esclarecer que a literatura é fundamental na vida das crianças e da escola de forma geral.
É de tal importância este trabalho que o pedagogo de Educação Especial pode e deve utilizar da literatura para realizar um trabalho dinâmico e interessante nas aulas.
O estudo literário, a leitura compartilhada pode ser realizada em sala de aula ou outros espaços disponíveis em diferentes atividades como contação de histórias, interpretação de textos, exposição de teatros de fantoches a até mesmo em vídeos.
	Este tema justifica-se pela necessidade de expor a importância que a
literatura existe na vida dos alunos e no trabalho do professor como facilitador da aprendizagem e o impulso num hábito gratificante em aguçar a leitura.
Sendo que a leitura dentro ou fora do ambiente educacional deve ser instrumento de constante uso, motivar o aluno a ler enriquece não apenas o conteúdo de l íngua portuguesa, mas torna o aluno apto futuramente para a compreensão de diversas disciplinas.
	É importante destacar aqui neste projeto que a prática da leitura se faz
presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. Tem-se o constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro.
Orlandi (2003) em seus estudos destaca que a leitura deve estar relacionada com cada fase dos alunos, ou seja, esta deve vir acompanhada de seu crescimento escolar. 
	Freire (1989), relata que a leitura torna os alunos mais crítico, mais apto a fazer uma interpretação coerente, melhora sua escrita e consequente entende
melhor o que está lendo.
	Martins (1994) e Silva (2003), destacam que o professor precisa antes de
tudo valorizar o ato de ler do aluno, pois tudo começa com as primeiras palavras,
estas precisam ser bem trabalhadas se quisermos alcançar no futuro uma leitura
plena.
	Novamente Freire (1 989), acredita que a leitura abre portas para a criança
para sua vivencia e reconhecimento do mundo, pois “A leitura da palavra é sempre precedida da leitura do mundo” (FREIRE, 1985, p.9). 
Assim ele relata que quando a criança l ê ela aprende muito do que acontece
ao seu redor, seja em histórias reis ou fictícias).
Orlandi (2003) acredita que a leitura é na verdade uma “produção de
sentidos”, pois o aluno que lê bem escreve bem, ou seja, uma está interligada a outra e, portanto, há a necessidade de executar esta primeira parte de maneira responsável e eficiente.
O ato de ler é um ato da sensibilidade da inteligência, da compreensão e de comunhão com o mundo; lendo, expandimos o estar no mundo, alcançamos esferas do conhecimento antes não experimentadas e, no dizer de Aristóteles, nos comovemos catedraticamente ampliamos a condição humana. Esta sensação de plenitude, iluminante, ainda, que dolorosa a aguda tem sido a constante que o discurso artístico proporciona. Diante de um quadro, de uma música, de um texto, o mundo inteiro, que não cabe no relance do olhar, se condensa e aprofunda em nós um sentimento que abarca no relance do olhar, se condensa e aprofunda em nós um sentimento que abarca a totalidade, como se, pela parte que tocamos, pudéssemos entrever o não visto e adivinhar o que, de fato, não experimentamos (YUNES, 1995, p. 185).
É certo que a leitura nos leva a sentimentos de alegria e prazer, quando lemos um bom livro aprendemos com estes, mas também nos divertimos, interagimos com o mundo, expandimos nosso aprendizado, enfim os conhecimentos e o ganho de forma geral são imensos, através do poder que a leitura tem em nossas vidas.
	Yunes (1995), relata que a leitura nos ensina muito e muda nossa visão sobre diversos assuntos que antes desconhecíamos ou não entendíamos direito.
Nisto os construtivistas têm razão em que palavra escrita não é fragmento, mas corresponde à mesma totalidade da linguagem dominada oralmente ainda que só por hipótese, a princípio a leitura deve constituir-se em um recurso para se alcançar o mundo que não temos, não conhecemos se quer imaginamos. Ler significa descortinar, mudar de horizontes, interagir com o real, interpreta-lo, compreendê-lo e decidir sobre ele. Desde o início a leitura deve contar com o leitor, sua contribuição ao texto, sua observação ao contexto, sua percepção do entorno. O prazer de ler é também um a descoberta. Será, contudo, muito difícil descobri-lo se não há condições explícitas para esta intimidade (YUNES, 1995, p. 184).
kleiman (2002) considera a leitura com múltiplas faces, não apenas no campo escrito, ele destaca que a leitura é também fonte de conhecimento para os alunos cegos, através do braile. Para ele o professor tem que se preparar para trabalhar com os diferentes alunos em suas deficiências, ler não á para alguns é sim para todos, não importa o tipo de leitura e o método para aplica-la, todos os alunos tem o direito de ter uma leitura de qualidade que estimule seu aprendizado.
A sala de aula é considerada como um espaço produtivo para o desenvolvimento da competência e espaço propicio para dar início pela leitura e escrita, assim como um importante setor para o intercâmbio da cultura literária.
O educador tem nesse ambiente a oportunidade perfeita para concluir um
trabalho importante no qual ele se dedique e realize bons projetos.
O tema escolhido instiga o educador a trabalhar de maneira árdua e continua com a leitura, pois somente através desta é que o aluno conseguirá se sobressair na escola.
Sendo assim o educador deve fazer com que o aluno vivencie situações variadas e tenham contato com textos e obras literárias de forma prazerosa e dinâmica, despertando no aluno a competência e o gosto pela leitura. 
Desta maneira incentivar o aluno a refletir e debater a partir de determinados assuntos, é formar sua própria opinião e aprender assim a produzir textos com autoria, criatividade e competência. 
Além disso, proporciona diferentes momentos e experiências de produção
escrita, desenvolvendo assim a competência comunicativa.
Refiro-me a que a leitura de mundo se trata de leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura de mundo, mas que por certa forma de ‘descrevê-lo’ ou de ‘reescrevê-lo’, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente (FREIRE, 1984 a, p.22)
Consequentemente, acredita-se na força da leitura como estratégia importante de aprendizado na escola que se fortalece em todas as disciplinas e garante aprendizado a todos.
Contudo, a leitura e literatura são essenciais para o trabalho do professor seja e qualquer série, no entanto nas séries iniciais estas são fundamentais pois os alunos precisam desde o princípio adquirir o hábito da leitura, pois este hábito oferecerá suporte e subsídios para todas as disciplinas, além do aprendizado e do prazer que se tem ao ler um bom livro.
3. OBJETIVOS 
Objetivo geral em reconhecer a importância do trabalho literário na formação do leitor crítico, mas principalmente da literatura como contribuição no aprendizado.
Objetivos específicos descrever os métodos e as maneirasque a literatura pode ser utilizada na educação e no trabalho do pedagogo, apresentar ao aluno que a literatura é rica em aprendizado, aguçar o gosto e apreciação pela leitura.
4. METODOLOGIA 
Para a elaboração da prática trabalhamos com os alunos o Livro do Sítio do Pica Pau amarelo com as muitas possibilidades apresentadas através da leitura, como ilustrações, letras, palavras, frases, composições, história e quem escreveu o livro.
Foram três dias de execução do projeto, tendo como atividades leituras,
apresentações de teatro, brincadeiras e diversas atividades proporcionadas através da leitura.
No primeiro dia realizamos a leitura do livro, apresentando aos alunos as ilustrações do livro, leitura compartilhada com perguntas e sugestões sobre determinada leitura.
	No segundo realizamos o cinema com o filme “O poço do Visconde” disponível nas redes sociais. Os alunos assistiram ao filme apresentando grande satisfação, visto que muitos deles não conheciam estas histórias.
No terceiro dia, realizamos a montagem do mural, os alunos pintaram as
mãos para fazer os cabelos da Emília, o engajamento e participação de todos, demonstrou a satisfação dos educandos com determinada atividade. Foi muito satisfatório apreciar toda a euforia.
5. CRONOGRAMA 
	O que fazer?
	Quando Fazer? Datas:
	Responsáveis:
	Leitura compartilhada
	Estimular a imaginação previa do aluno ao apresentar a leitura e ao longo da mesma fazer pequenas aberturas para a participação dos alunos. 
Data: 17/18/19 e 20/06/2024
	Professora e alunos 
	Atividade em folha A4, estimulando a imaginação
	Representar através de desenhos livres a leitura compartilhada e apresentar aos demais colegas.
Data: 21/06/2024
	Professora e alunos 
	Sessão cinema
	Oportunizar aos alunos a experiencia de uma sessão cinema com direito a pipoca e suco.
Data:24/06/2024
	Professora e alunos 
	Mãos em pratica, texturas, cores e aromas.
	Montagem de um painel com as ilustrações elaboradas pelas crianças, apresentando a história de maneira diferente, compartilhando assim uma leitura com todos da unidade escolar.
Data: 25/26 e 27/06/2024
	Professora e alunos 
6. RECURSOS NECESSÁRIOS 
 Livro; 
TV com acesso à internet;
Pipoca;
Suco;
Tinta;
Papel crepon;
Cartolina;
TNT de diversas cores;
Algodão;
Cotonetes.
7. RESULTADOS ESPERADOS 
Deve-se compreender que a atividade que envolvem a leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê, dessa forma tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor para a compreensão vocabulário e regras da língua e seu uso, gêneros textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. 
Sendo assim este projeto visa aguçar a leitura e estimular a escrita como sendo
essenciais não apenas na disciplina de língua portuguesa, mas em todo seu aprendizado e desenvolvimento.
A leitura é uma ferramenta eficaz de aprendizado, que ao adquirir este hábito os alunos tem maior aproveitamento e desenvolvimento em todas as disciplinas, principalmente na interpretação e produção textual.
A leitura é algo essencial uma vez que a oralidade está presente em nossa
vida desde nosso nascimento, a comunicação que temos com as pessoas, as
primeiras palavras, o início da alfabetização, tudo isso é de fato importante em
nossa vida e faz parte do nosso crescimento como leitor.
A leitura compreende mais do que saber ler, é preciso compreender o que
está sendo lido, por isso incentivar as crianças a ler e a se basear na literatura é
fundamental para o crescimento pessoal e educacional do educando enquanto estudante e do ser humano em sociedade.
8. REFERÊNCIAS 
FREIRE, Paulo, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam .
23 ed. São Paulo: Cortez, 1989.
LEIMAN, A. Texto e Leitor: aspectos cognitivos da leitura . 8ª. ed. Campinas SP:
Pontes,2002b
MARTINS, Ligia M. e DUARTE, Formação de professores limites
contemporâneos e alternativas necessárias. 1ª ed, São Paulo: Cultura
acadêmica, 2010.
MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio: quais os desafios do Professor
?.In: BUZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (orgs). Português no ensino médio e
formação de professor. São Paulo: Parábola editorial, 2006.
MAIA, Joseane Literatura na formação de leitores e professores São Paulo:
Paulinas, - Coleção literatura e ensino 2007.
ORLANDI, Eni Pulcinelli. Discurso e Leitura 8ed. São Paulo, Cortez, 2008.
SILVA, I., M., M. Literatura em Sala de Aula: da teoria literária à prática escolar.
Anais do Evento PG Letras: 30 anos, v. 1, n° (1), 514-527, 2003.
YUNES, E. Pelo avesso: a leitura e o leitor. Letras, Curitiba, editora da UFPR.n.44.
p. 185-196. 1995
RELATÓRIO FINAL DO PROJETO DE INTERVENÇÃO
Diante do presente relato até aqui sobre a leitura, podemos concluir que aos aguçar a leitura ainda nos princípios da vida de uma criança pode ser considerada como algo que promove o desenvolvimento dos indivíduos estimulando-os de maneira prazerosa e significativa durante o processo de aprendizagem
Portanto não deve ser visto apenas como um passatempo, e sim como um instrumento facilitador de todo o processo de desenvolvimento humano, pois é uma necessidade do ser humano em todas as fases da vida.
Ler é ampliar a percepção, é ser motivado à observação de fatos que antes passavam despercebidos, enfim ler bons livros é capacitar-se para ler a vida, redescobrir o novo.
Pensando desta maneira, este trabalho buscou abordar como a leitura se faz importante para a prática pedagógica e no desenvolvimento, pois age como facilitadora da aprendizagem do aluno no processo de alfabetização. 
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