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Técnicas Conexas e Soldagem – Anhembi Morumbi – Engenharia Mecânica Atividade 2 – Unidade de Estudos 3 Por: Ricardo Augusto de Abreu Borghi Leia o trecho a seguir. “Existe um grande número de processos por fusão que podem ser separados em subgrupos, por exemplo, de acordo com o tipo de fonte de energia usada para fundir as peças. Dentre estes, os processos de soldagem a arco (fonte de energia: arco elétrico) são os de maior importância industrial na atualidade. Devido à tendência de reação do material fundido com os gases da atmosfera, a maioria dos processos de soldagem por fusão utiliza algum meio de proteção para minimizar estas reações. A Tabela 1.1 mostra os principais processos de soldagem por fusão e suas características principais” (MARQUES; MODENESI, BRACARENSE, 2016, p. 6). PROCESSO FONTE DE CALOR TIPO DE CORRENTE E POLARIDADE AGENTE PROTETOR OUTRAS CARACTERÍSTICAS APLICAÇÕES Soldagem por Eletroescória Aquecimento por resistência da escória líquida Contínua ou alternada Escória Automática/Mecanizada. Junta na vertical. Arame alimentado mecanicamente na poça de fusão. Não existe arco elétrico. Soldagem de aços-carbono, baixa e alta liga, espessura ≥ 50 mm. Soldagem de peças de grande espessura, eixos etc. Soldagem a Arco Submerso Arco elétrico Contínua ou alternada. Eletrodo + Escória Automática/mecanizada ou semiautomática. O arco arde sob uma camada de fluxo granular. Soldagem de aços-carbono, baixa e alta liga. Espessura ≥ 10 mm. Posição plana ou horizontal de peças estruturais, tanques, vasos de pressão etc. Soldagem com Eletrodo Revestido Arco elétrico Contínua ou alternada. Eletrodo + ou - Escória e gases gerados Manual. Vareta metálica recoberta por camada de fluxo. Soldagem de quase todos os metais, exceto cobre puro, metais preciosos, reativos e de baixo ponto de fusão. Usado na soldagem em geral. Soldagem TIG Arco elétrico Contínua ou alternada. Eletrodo - Argônio, Hélio ou misturas destes Manual ou automática. Eletrodo não consumível de tungstênio. O arame é adicionado separadamente. Soldagem de todos os metais, exceto Zn, Be e suas ligas, com espessura entre 1 e 6 mm. Soldagem de não ferrosos e aços inox. Passe de raiz de soldas em tubulações. Quadro 3.1 — Processos de soldagem por fusão Fonte: Adaptado de Marques, Modenesi e Bracarense (2016). #PraCegoVer: o quadro apresenta a comparação de quatro tipos de soldagem e suas características. A Soldagem por Eletroescória possui fonte de calor de aquecimento por resistência da escória líquida, pode ser feita com corrente contínua ou alternada e tem, como agente protetor, a escória formada. Pode ser automática/mecanizada, junta na vertical, e o arame alimentado, mecanicamente, na poça de fusão não possui arco elétrico. Tem como aplicações: soldagem de aços-carbono, baixa e alta liga, espessura ≥ 50 mm. Soldagem de peças de grande espessura, eixos etc. A Soldagem a Arco Submerso possui, como fonte de calor, o arco elétrico com corrente contínua ou alternada; tem, como agente protetor, a escória formada. Pode ser automática/mecanizada ou semiautomática. Possui como característica o arco arder sob uma camada de fluxo granular. Tem como aplicações: soldagem de aços-carbono, baixa e alta liga; com espessura ≥ 10 mm; na posição plana ou horizontal de peças estruturais, tanques, vasos de pressão etc. A Soldagem com Eletrodo Revestido possui, como fonte de calor, o arco elétrico com corrente contínua ou alternada; tem, como agente protetor, a escória formada e os gases gerados. É realizada de forma manual com vareta metálica recoberta por camada de fluxo. Tem como aplicações: soldagem de quase todos os metais, exceto cobre puro, metais preciosos, reativos e de baixo ponto de fusão. Usada na soldagem em geral. Já a Soldagem TIG possui, como fonte de calor, o arco elétrico com corrente contínua ou alternada; tem, como agente protetor, os gases Argônio, Hélio ou misturas destes. Pode ser automática/mecanizada, o eletrodo não consumível de tungstênio. O arame do metal de adição é adicionado separadamente. Tem como aplicações: soldagem de todos os metais, exceto Zn, Be e suas ligas, com espessuras entre 1 e 6 mm; soldagem de não ferrosos e aços inox. Passe de raiz de soldas em tubulações. Suponha que você é o engenheiro de uma empresa de soldagem e recebeu dois projetos em que deve selecionar o tipo de solda apropriada e suas condições de realização. Os processos de soldagem que sua empresa utiliza estão listados no Quadro 3.1. O Projeto A constitui na seleção do planejamento de soldagem para a fabricação de tubos de aço inox em uma fábrica. Os tubos apresentam espessura de 5 mm. O Projeto B consiste no planejamento de uma solda a ser utilizada na fabricação de caldeiras de aço carbono, que possuem paredes de 12 mm de espessura. O processo será realizado na própria fábrica. Dessa forma, analise a necessidade de chanfro, as características da solda e o processo mais adequado para a soldagem (posição, manual ou automatizada, tipo de corrente e agente protetor). MARQUES, P. V.; MODENESI, P. J.; BRACARENSE, A. Q. Soldagem: fundamentos e tecnologia. São Paulo: LTC, 2016. RESPOSTA: Como engenheiro responsável pelo projeto, inicialmente “Projeto A” do qual é constituído no planejamento da soldagem para fabricação de tubos em aço inox com parede de 5mm, sugiro a utilização da solda TIG, pois a mesma se adequa a uma grande gama de materiais Fazendo uso da tabela 3.1, sexta coluna, indica-se o processo GTAW, pois este, pode ser empregado em chapas e tubulações com espessura de até 6mm. Determinado o uso da solda TIG, observa-se os seguintes parâmetros, pois: A soldagem tipo TIG, geralmente é utilizada para conexões e tubos de ligas inoxidáveis, não ferrosos ou ferrosos e de parede fina fazendo uso de material de adição, aquecendo as bordas para fusão e adicionando material conforme necessidade. A preparação das extremidades deverá ter um chanfro em “V” à 75º de ângulo, com bisel de 37,5º, em todas as juntas, a abertura de raiz nas juntas preparadas para iniciar a soldagem podem variar de 3mm até 5mm. O metal brilhante, na margem da junta, até aproximadamente 30mm deverá ser limpo a fim de evitar contaminação do metal soldado. A máquina de solda, deverá estar regulada com polaridade reversa e corrente contínua, e aplicação de gás argônio, pois este, tem por propriedade, impedir a oxidação na raiz da junta, e a necessidade de um soldador capacitado para executar esse tipo de soldagem. Deve-se utilizar uma tocha resfriada à água, e evitar correntes de vento para não levar o gás argônio e prejudicar a proteção no campo de solda, por final, utilizar eletrodos não consumíveis, que pode ser de tungstênio puro, toriado ou zirconizado; A posição, deverá ser pensando na menor distância possível, dessa forma se evitará maiores vazões e risco elevado de captação do ar ambiente, contaminando a solda. Em relação ao “Projeto B” do qual é constituído no planejamento para soldagem na fabricação de caldeiras de aço carbono com parede de 12mm, sugiro para esta ação, a soldagem do tipo ARCO SUBMERSO, e o processo poderá ser realizado na própria fábrica. Este processo de soldagem, é muito eficiente, pois consiste em um processo onde o calor gerado para soldagem é fornecido por alguns arcos, entre o eletrodo de arame sólido ou tubular e a peça obra em questão, este arco, estará protegido por uma camada de produto granular fundido, que o protegerá, tal qual, o metal que está na poça de fusão, da contaminação da atmosfera, pois este fica, completamente coberto e invisível, por esse motivo, a solda não desenvolve faiscar, luminosidades ou respingos. O processo pode ser semiautomático, com pistola operada pelo soldador, embora não seja umprocesso de elevada produtividade. Como é um processo que deposita produto granular, só pode ser feita na posição plana ou horizontal, sendo fundamental, a união das virolas das caldeiras, e estes, entrarem em rotação para solda permanecer em um ponto alto estático. Esse processo de soldagem, possibilita o uso de correntes elevadas, de até 4000 A, as faixar mais usuais de trabalho estão entre 400 A à 1500 A, essas diferenças que definem a largura e profundidade dos cordões de solda, sendo que a corrente alternada permite um melhor controle dessa largura e profundidade dos cordões de solda. As soldas realizadas pelo processo de Arco Submerso, oferecem boa tenacidade e resistência aos impactos, e são soldas bem uniformes, dispensando demais processos para acabamento dos cordões; Se alcançar um ajuste satisfatório de fluxo, consegue-se propriedades mecânicas iguais ou superiores que o metal de base. Os fluxos possuem várias funções no processo de arco submerso, as principais são, estabilizar o arco, fornecer elementos de liga para o metal de solda, proteger o arco e o metal aquecido da contaminação do meio atmosférico, reduzir as impurezas no metal de solda que produzem escória com determinadas propriedades físicas e químicas, que inevitavelmente influenciarão no formato e aspecto do cordão de solda. E por final, a junta, dependerá da espessura e o tipo do metal base empregado, as juntas de topo em chapas de até 8mm de espessura, podem ser unidas sem a necessidade de chanfros, tampouco, abertura de raiz; Com aberturas de 10% da espessura, podem ser soldadas juntas de até 15mm, porém, nesse caso, é necessário utilizar cobre-junta, que permite maior penetração. A abertura, ou seja, distância entre as peças, afeta diretamente o perfil e formato do cordão de solda, consequentemente, a altura do reforço; Ao soldar peças com perfil mais espesso, poderá se exigir tanto a soldagem com mais de um “passe” quanto a regularização de chanfros para garantir uma penetração profunda, uniforme e eficiente.