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Trecho da lei sobre empresas públicas e sociedades de economia mista: definição legal (arts. 3–4), exigências de transparência (art. 8 — carta anual, divulgação e políticas, relatório integrado) e normas de governança (art. 12 — divulgação de remuneração, código de conduta e arbitragem).

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REGIME JURIDICO DAS EMPRESAS PUBLICAS E 
SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA 
 
 
 
 Arts 3º- e 4º- NOVA DEFINICAO DE EMPRESA 
PUBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA 
 
Art. 3o Empresa pública é a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, 
cujo capital social é integralmente detido pela 
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos 
Municípios. 
Parágrafo único. Desde que a maioria do 
capital votante permaneça em propriedade da 
União, do Estado, do Distrito Federal ou do 
Município, será admitida, no capital da empresa 
pública, a participação de outras pessoas jurídicas 
de direito público interno, bem como de entidades 
da administração indireta da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios. 
Art. 4o Sociedade de economia mista é a 
entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com criação autorizada por lei, sob a forma 
de sociedade anônima, cujas ações com direito a 
voto pertençam em sua maioria à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a 
entidade da administração indireta. 
 
 
 
 
ART8º. REGRAS DE TRANSPARENCIA 
 
 
Art. 8o As empresas públicas e as sociedades 
de economia mista deverão observar, no mínimo, 
os seguintes requisitos de transparência: 
I - elaboração de carta anual, subscrita pelos 
membros do Conselho de Administração, com a 
explicitação dos compromissos de consecução de 
objetivos de políticas públicas pela empresa 
pública, pela sociedade de economia mista e por 
suas subsidiárias, em atendimento ao interesse 
coletivo ou ao imperativo de segurança nacional 
que justificou a autorização para suas respectivas 
criações, com definição clara dos recursos a serem 
empregados para esse fim, bem como dos 
impactos econômico-financeiros da consecução 
desses objetivos, mensuráveis por meio de 
indicadores objetivos; 
II - adequação de seu estatuto social à 
autorização legislativa de sua criação; 
III - divulgação tempestiva e atualizada de 
informações relevantes, em especial as relativas a 
atividades desenvolvidas, estrutura de controle, 
fatores de risco, dados econômico-financeiros, 
comentários dos administradores sobre o 
desempenho, políticas e práticas de governança 
corporativa e descrição da composição e da 
remuneração da administração; 
IV - elaboração e divulgação de política de 
divulgação de informações, em conformidade com 
a legislação em vigor e com as melhores práticas; 
V - elaboração de política de distribuição de 
dividendos, à luz do interesse público que justificou 
a criação da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista; 
VI - divulgação, em nota explicativa às 
demonstrações financeiras, dos dados 
operacionais e financeiros das atividades 
relacionadas à consecução dos fins de interesse 
coletivo ou de segurança nacional; 
VII - elaboração e divulgação da política de 
transações com partes relacionadas, em 
conformidade com os requisitos de competitividade, 
conformidade, transparência, equidade e 
comutatividade, que deverá ser revista, no mínimo, 
anualmente e aprovada pelo Conselho de 
Administração; 
VIII - ampla divulgação, ao público em geral, de 
carta anual de governança corporativa, que 
consolide em um único documento escrito, em 
linguagem clara e direta, as informações de que 
trata o inciso III; 
IX - divulgação anual de relatório integrado ou 
de sustentabilidade. 
§ 1o O interesse público da empresa pública e 
da sociedade de economia mista, respeitadas as 
razões que motivaram a autorização legislativa, 
manifesta-se por meio do alinhamento entre seus 
objetivos e aqueles de políticas públicas, na forma 
explicitada na carta anual a que se refere o inciso I 
do caput. 
§ 2o Quaisquer obrigações e responsabilidades 
que a empresa pública e a sociedade de economia 
mista que explorem atividade econômica assumam 
em condições distintas às de qualquer outra 
empresa do setor privado em que atuam deverão: 
I - estar claramente definidas em lei ou 
regulamento, bem como previstas em contrato, 
convênio ou ajuste celebrado com o ente público 
competente para estabelecê-las, observada a 
ampla publicidade desses instrumentos; 
II - ter seu custo e suas receitas discriminados e 
divulgados de forma transparente, inclusive no 
plano contábil. 
 
 
ART.12º. BOAS PRATICAS DE GOVERNANCA 
 
Art. 12. A empresa pública e a sociedade de 
economia mista deverão: 
I - divulgar toda e qualquer forma de 
remuneração dos administradores; 
II - adequar constantemente suas práticas ao 
Código de Conduta e Integridade e a outras regras 
de boa prática de governança corporativa, na forma 
estabelecida na regulamentação desta Lei. 
Parágrafo único. A sociedade de economia 
mista poderá solucionar, mediante arbitragem, as 
divergências entre acionistas e a sociedade, ou 
entre acionistas controladores e acionistas 
minoritários, nos termos previstos em seu estatuto 
social. 
Art. 13. A lei que autorizar a criação da 
empresa pública e da sociedade de economia 
mista deverá dispor sobre as diretrizes e restrições 
a serem consideradas na elaboração do estatuto 
da companhia, em especial sobre: 
I - constituição e funcionamento do Conselho de 
Administração, observados o número mínimo de 7 
(sete) e o número máximo de 11 (onze) membros; 
II - requisitos específicos para o exercício do 
cargo de diretor, observado o número mínimo de 3 
(três) diretores; 
III - avaliação de desempenho, individual e 
coletiva, de periodicidade anual, dos 
administradores e dos membros de comitês, 
observados os seguintes quesitos mínimos: 
a) exposição dos atos de gestão praticados, 
quanto à licitude e à eficácia da ação 
administrativa; 
b) contribuição para o resultado do exercício; 
c) consecução dos objetivos estabelecidos no 
plano de negócios e atendimento à estratégia de 
longo prazo; 
IV - constituição e funcionamento do Conselho 
Fiscal, que exercerá suas atribuições de modo 
permanente; 
V - constituição e funcionamento do Comitê de 
Auditoria Estatutário; 
VI - prazo de gestão dos membros do Conselho 
de Administração e dos indicados para o cargo de 
diretor, que será unificado e não superior a 2 (dois) 
anos, sendo permitidas, no máximo, 3 (três) 
reconduções consecutivas; 
VII – (VETADO); 
VIII - prazo de gestão dos membros do 
Conselho Fiscal não superior a 2 (dois) anos, 
permitidas 2 (duas) reconduções consecutivas. 
 
 
 
ART.27º- FUNCAO SOCIAL DA EMPRESA 
PUBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA 
 
Art. 27. A empresa pública e a sociedade de 
economia mista terão a função social de realização 
do interesse coletivo ou de atendimento a 
imperativo da segurança nacional expressa no 
instrumento de autorização legal para a sua 
criação. 
§ 1o A realização do interesse coletivo de que 
trata este artigo deverá ser orientada para o 
alcance do bem-estar econômico e para a alocação 
socialmente eficiente dos recursos geridos pela 
empresa pública e pela sociedade de economia 
mista, bem como para o seguinte: 
I - ampliação economicamente sustentada do 
acesso de consumidores aos produtos e serviços 
da empresa pública ou da sociedade de economia 
mista; 
II - desenvolvimento ou emprego de tecnologia 
brasileira para produção e oferta de produtos e 
serviços da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista, sempre de maneira 
economicamente justificada. 
§ 2o A empresa pública e a sociedade de 
economia mista deverão, nos termos da lei, adotar 
práticas de sustentabilidade ambiental e de 
responsabilidade social corporativa compatíveis 
com o mercado em que atuam. 
§ 3o A empresa pública e a sociedade de 
economia mista poderão celebrar convênio ou 
contrato de patrocínio com pessoa física ou com 
pessoa jurídica para promoção de atividades 
culturais, sociais, esportivas, educacionais e de 
inovação tecnológica, desde que 
comprovadamente vinculadas ao fortalecimento de 
sua marca, observando-se, no que couber, asnormas de licitação e contratos desta Lei. 
 
 
 
ART.28º NOVAS REGRAS DE LICITACAO E 
CONTRATOS 
 
 
DISPOSIÇÕES APLICÁVEIS ÀS EMPRESAS 
PúBLICAS, ÀS SOCIEDADES DE ECONOMIA 
MISTA E ÀS SUAS SUBSIDIÁRIAS QUE 
EXPLOREM ATIVIDADE ECONÔMICA DE 
PRODUÇÃO OU COMERCIALIZAÇÃO DE BENS 
OU DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, AINDA QUE 
A ATIVIDADE ECONÔMICA ESTEJA SUJEITA AO 
REGIME DE MONOPÓLIO DA UNIÃO OU SEJA 
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. 
CAPÍTULO I 
DAS LICITAÇÕES 
Seção I 
Da Exigência de Licitação e dos Casos de 
Dispensa e de Inexigibilidade 
Art. 28. Os contratos com terceiros destinados 
à prestação de serviços às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, inclusive de 
engenharia e de publicidade, à aquisição e à 
locação de bens, à alienação de bens e ativos 
integrantes do respectivo patrimônio ou à execução 
de obras a serem integradas a esse patrimônio, 
bem como à implementação de ônus real sobre tais 
bens, serão precedidos de licitação nos termos 
desta Lei, ressalvadas as hipóteses previstas nos 
arts. 29 e 30. 
 
 
ART.85. FISCALIZACAO PELO ESTADO E 
SOCIEDADE. 
 
DA FISCALIZAÇÃO PELO ESTADO E PELA 
SOCIEDADE 
Art. 85. Os órgãos de controle externo e interno 
das 3 (três) esferas de governo fiscalizarão as 
empresas públicas e as sociedades de economia 
mista a elas relacionadas, inclusive aquelas 
domiciliadas no exterior, quanto à legitimidade, à 
economicidade e à eficácia da aplicação de seus 
recursos, sob o ponto de vista contábil, financeiro, 
operacional e patrimonial. 
§ 1o Para a realização da atividade fiscalizatória 
de que trata o caput, os órgãos de controle deverão 
ter acesso irrestrito aos documentos e às 
informações necessários à realização dos 
trabalhos, inclusive aqueles classificados como 
sigilosos pela empresa pública ou pela sociedade 
de economia mista, nos termos da Lei no 12.527, 
de 18 de novembro de 2011. 
§ 2o O grau de confidencialidade será atribuído 
pelas empresas públicas e sociedades de 
economia mista no ato de entrega dos documentos 
e informações solicitados, tornando-se o órgão de 
controle com o qual foi compartilhada a informação 
sigilosa corresponsável pela manutenção do seu 
sigilo. 
§ 3o Os atos de fiscalização e controle 
dispostos neste Capítulo aplicar-se-ão, também, às 
empresas públicas e às sociedades de economia 
mista de caráter e constituição transnacional no 
que se refere aos atos de gestão e aplicação do 
capital nacional, independentemente de estarem 
incluídos ou não em seus respectivos atos e 
acordos constitutivos. 
Art. 86. As informações das empresas públicas 
e das sociedades de economia mista relativas a 
licitações e contratos, inclusive aqueles referentes 
a bases de preços, constarão de bancos de dados 
eletrônicos atualizados e com acesso em tempo 
real aos órgãos de controle competentes. 
§ 1o As demonstrações contábeis auditadas da 
empresa pública e da sociedade de economia 
mista serão disponibilizadas no sítio eletrônico da 
empresa ou da sociedade na internet, inclusive em 
formato eletrônico editável. 
§ 2o As atas e demais expedientes oriundos de 
reuniões, ordinárias ou extraordinárias, dos 
conselhos de administração ou fiscal das empresas 
públicas e das sociedades de economia mista, 
inclusive gravações e filmagens, quando houver, 
deverão ser disponibilizados para os órgãos de 
controle sempre que solicitados, no âmbito dos 
trabalhos de auditoria. 
§ 3o O acesso dos órgãos de controle às 
informações referidas no caput e no § 2o será 
restrito e individualizado. 
§ 4o As informações que sejam revestidas de 
sigilo bancário, estratégico, comercial ou industrial 
serão assim identificadas, respondendo o servidor 
administrativa, civil e penalmente pelos danos 
causados à empresa pública ou à sociedade de 
economia mista e a seus acionistas em razão de 
eventual divulgação indevida. 
§ 5o Os critérios para a definição do que deve 
ser considerado sigilo estratégico, comercial ou 
industrial serão estabelecidos em regulamento. 
Art. 87. O controle das despesas decorrentes 
dos contratos e demais instrumentos regidos por 
esta Lei será feito pelos órgãos do sistema de 
controle interno e pelo tribunal de contas 
competente, na forma da legislação pertinente, 
ficando as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista responsáveis pela demonstração 
da legalidade e da regularidade da despesa e da 
execução, nos termos da Constituição. 
§ 1o Qualquer cidadão é parte legítima para 
impugnar edital de licitação por irregularidade na 
aplicação desta Lei, devendo protocolar o pedido 
até 5 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a 
ocorrência do certame, devendo a entidade julgar e 
responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis, 
sem prejuízo da faculdade prevista no § 2o. 
§ 2o Qualquer licitante, contratado ou pessoa 
física ou jurídica poderá representar ao tribunal de 
contas ou aos órgãos integrantes do sistema de 
controle interno contra irregularidades na aplicação 
desta Lei, para os fins do disposto neste artigo. 
§ 3o Os tribunais de contas e os órgãos 
integrantes do sistema de controle interno poderão 
solicitar para exame, a qualquer tempo, 
documentos de natureza contábil, financeira, 
orçamentária, patrimonial e operacional das 
empresas públicas, das sociedades de economia 
mista e de suas subsidiárias no Brasil e no exterior, 
obrigando-se, os jurisdicionados, à adoção das 
medidas corretivas pertinentes que, em função 
desse exame, lhes forem determinadas. 
Art. 88. As empresas públicas e as sociedades 
de economia mista deverão disponibilizar para 
conhecimento público, por meio eletrônico, 
informação completa mensalmente atualizada 
sobre a execução de seus contratos e de seu 
orçamento, admitindo-se retardo de até 2 (dois) 
meses na divulgação das informações. 
§ 1o A disponibilização de informações 
contratuais referentes a operações de perfil 
estratégico ou que tenham por objeto segredo 
industrial receberá proteção mínima necessária 
para lhes garantir confidencialidade. 
§ 2o O disposto no § 1o não será oponível à 
fiscalização dos órgãos de controle interno e do 
tribunal de contas, sem prejuízo da 
responsabilização administrativa, civil e penal do 
servidor que der causa à eventual divulgação 
dessas informações. 
Art. 89. O exercício da supervisão por 
vinculação da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista, pelo órgão a que se vincula, não 
pode ensejar a redução ou a supressão da 
autonomia conferida pela lei específica que 
autorizou a criação da entidade supervisionada ou 
da autonomia inerente a sua natureza, nem 
autoriza a ingerência do supervisor em sua 
administração e funcionamento, devendo a 
supervisão ser exercida nos limites da legislação 
aplicável. 
Art. 90. As ações e deliberações do órgão ou 
ente de controle não podem implicar interferência 
na gestão das empresas públicas e das sociedades 
de economia mista a ele submetidas nem 
ingerência no exercício de suas competências ou 
na definição de políticas públicas.

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