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Índice
Língua Portuguesa:
Compreensão e interpretação de textos
Tipologia textual
Ortografia oficial
Acentuação gráfica
Emprego das classes de palavras
Emprego do sinal indicativo de crase
Sintaxe da oração e do período
Pontuação
Concordância nominal e verbal
Regência nominal e verbal
Significação das palavras
Redação oficial
Compreensão e interpretação de textos
QUESTÃO 1
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2024)
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em
restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos
serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde.
Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão,
estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem.
Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em
benefício do corpo e da mente.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os
quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV
ficou radiante:
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de
um deles – o que tivera a ideia da pescaria.
– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da
Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no
batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir
riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses
quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas! – Pai, você é um barato*!
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
– Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos
garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça;
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
mente bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias.
(Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14)
O texto apresenta um momento culminante do conflito na narrativa – o ‘clímax’ – assinale a alternativa que
apresenta esse momento no texto:
a) “Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.”
b) “O programa, badaladíssimo, começou.”
c) “E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!”
d) “Se eu pego aqueles safados mato eles.”
QUESTÃO 2
(IBFC - ATI (IMBEL)/IMBEL/Sem Área/2024)
Texto I
Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)
Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu
desenvolvimento
Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade.
Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo
condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”,
desanimado ou inconveniente.
A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço
físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano
evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo
ou nojo.
Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível
evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas
chatas.
Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar
com essa situação?
Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho:
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
1. Saiba o que incomoda
Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como
disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar
pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e
consequente melhoria da relação.
2. Não compartilhe defeitos
Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem
com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém
potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!
3. Não forneça muita informação sobre você
Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença
entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a
pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as
transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser
profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.
4. Preserve seu (bom) humor
Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No
final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia.
Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”.
Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato
e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós
encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.
(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/
4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/sob o título: 4 passos para lidar com
colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)
Em um primeiro momento, o texto traz afirmativas sobre relacionamento com pessoas pouco tolerantes.c) Tem um requerente que se dirige a uma autoridade pública para solicitar o atendimento de um direito ou
concessão legal de algo.
d) Expõe à autoridade superior a execução de trabalhos concernentes a serviços ou ao exercício de
cargos, por determinado período.
e) Apresenta um exame apurado sobre determinado assunto com apresentação fundamentada de solução,
podendo ser favorável ou contrário a este.
QUESTÃO 23
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2024)
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em
restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos
serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde.
Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão,
estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem.
Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em
benefício do corpo e da mente.
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os
quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV
ficou radiante:
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de
um deles – o que tivera a ideia da pescaria.
– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da
Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no
batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir
riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses
quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas! – Pai, você é um barato*!
Língua Portuguesa
Tipologia textual
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
– Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos
garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça;
mente bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias.
(Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14)
Em: “Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã
cristalina. Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O
pessoal da TV ficou radiante”. Esse trecho do texto pode ser considerado______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) Opinativo, pois marca aspectos linguísticos envolvendo exposição de características de objeto, pessoa
e acontecimento com foco no tempo passado.
b) Narrativo, pois apresenta fatos e acontecimentos reais, imaginários ou fictícios, contados em ordem
cronológica ou psicológica.
c) Dissertativo, pois expõe uma informação e apresenta uma argumentação, uma tese, uma opinião ao
leitor.
d) Injuntivo, pois busca instruir e educar, incentivar e induzir o leitor.
QUESTÃO 24
(IBFC - Ag Sau (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Call Center/2023)
Vênus
(Caio Fernando Abreu)
Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque
havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem
vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que
Língua Portuguesa
Tipologia textual
ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo
demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais
tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente.
Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse
determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se
por Beatriz.
Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas
festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois
empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os
outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do
balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava
mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
- Beatriz.
A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e
disse assim:
- Credo, aquele estrelete?
Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento,
ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?)
da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando
tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz
tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar
quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a
faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o
sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas
que ele ainda não entendia.
O texto Vênus, pertence à tipologia narrativa. Em relação ao papel do narrador, é correto afirmar que:
a) busca apresentar todas as informações sem interferir na apresentação dos fatos.
b) assume uma postura bastante objetiva à medida que não apresenta juízo de valor.
c) apresenta apenas asimpressões ditas pelos personagens presentes nas cenas.
d) revela uma postura vacilante ao narrar evidenciando traços de sua subjetividade.
QUESTÃO 25
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Leia o texto abaixo e responda à questão seguinte.
Cusco
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Cusco, que na linguagem quéchua (língua indígena local) significa "umbigo do mundo", é uma pequena
cidade do Peru situada no vale sagrado dos Incas, no alto da cordilheira dos Andes. O local, que atrai
turistas de todas as partes, está localizado em uma região de clima seco e frio o que ajuda a preservar
construções dos antigos povos incas que se misturam com prédios de estilo colonial. As ruínas de Cusco -
cidade que foi nomeada pela Unesco em 1983 Patrimônio Cultural da Humanidade -, são o que mais
chamam a atenção de turistas. Vários templos, palácios e fortalezas centenárias estão espalhadas pela
cidade (...). Os incas acreditavam que quanto mais perto do céu e do sol, mais feliz o povo seria, por isso,
as casas e os vilarejos da cidade são perto das montanhas.
Juliana Venturi Tahamtani / R7.com. 2015.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto, que se define como sendo do gênero textual.
a) Crônica – trata de acontecimentos corriqueiros do cotidiano.
b) Diário – relatos de experiências e fatos cotidianos de uma pessoa.
c) Relatório – expõe resultados de uma atividade realizada.
d) Biografia – relata a vida de uma pessoa, seu legado, suas experiências.
e) Reportagem – transmitem informações aos leitores.
QUESTÃO 26
(IBFC - Tec Adm (SAEB BA)/SAEB BA/Administrativo/2023)
Assinale a alternativa correta, em relação ao gênero textual.
a) É uma Charge porque opina e critica por meio do grafismo e humor.
b) É uma tirinha: histórias curtas, geralmente fazendo uso do humor.
c) É um gênero veiculado em revistas em quadrinhos e obras infantis.
d) É um cartum porque evidencia, com humor, a fala dos animais.
QUESTÃO 27
(IBFC - Ag Aten (CET Santos)/CET Santos/2023)
Noruega...
“...Em maio e junho a área do Dalsnibba é coberta de neve e do alto as pessoas veem as montanhas
brancas e se deparam com o famoso inverno Norueguês. Já em agosto e setembro, quando os dias são
mais longos, o céu estrelado é uma visão maravilhosa daqui. Muitas pessoas visitam o lugar para observar
as estrelas com telescópios.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
A simplicidade do lugar com construções de madeira vermelha e branca emolduradas por grama verde
esmeralda convidam o visitante a apreciar a beleza do lugar como a tela de um belo quadro: sem pressa.
... Pelo vilarejo, locais e turistas se misturam andando sem pressa, distraidamente pelas ruazinhas. Num
charmoso café de cerca branca, com uma floreira carregada de flores cor de rosa, as pessoas conversam
animadas enquanto na padaria, um delicioso aroma de pão fresquinho atrai mais e mais fregueses.
Noruegueses possuem uma incrível habilidade de fazer pães deliciosos, portanto vá preparado para se
esbaldar...”
Trecho retirado de Tuka Pereira. Catraca livre.com.br. Janeiro 2018.
Assinale a alternativa correta. No trecho: “A simplicidade do lugar com construções de madeira vermelha e
branca emolduradas por grama verde esmeralda convidam o visitante a apreciar a beleza do lugar como a
tela de um belo quadro: sem pressa.”, temos um parágrafo predominantemente:
a) Injuntivo.
b) Narrativo.
c) Descritivo.
d) Dissertativo.
QUESTÃO 28
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023)
Assinale a alternativa correta. O texto escrito abaixo trata-se de:
https://www.portugues.com.br/redacao/historia-em-quadrinhos.html
a) Descrição e dissertação.
b) Dissertação.
c) Narração e dissertação.
d) Descrição.
e) Narração.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
QUESTÃO 29
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Leia o texto abaixo e responda à questão seguinte.
Cusco
Cusco, que na linguagem quéchua (língua indígena local) significa "umbigo do mundo", é uma pequena
cidade do Peru situada no vale sagrado dos Incas, no alto da cordilheira dos Andes. O local, que atrai
turistas de todas as partes, está localizado em uma região de clima seco e frio o que ajuda a preservar
construções dos antigos povos incas que se misturam com prédios de estilo colonial. As ruínas de Cusco -
cidade que foi nomeada pela Unesco em 1983 Patrimônio Cultural da Humanidade -, são o que mais
chamam a atenção de turistas. Vários templos, palácios e fortalezas centenárias estão espalhadas pela
cidade (...). Os incas acreditavam que quanto mais perto do céu e do sol, mais feliz o povo seria, por isso,
as casas e os vilarejos da cidade são perto das montanhas.
Juliana Venturi Tahamtani / R7.com. 2015.
O texto acima é predominantemente:
a) Injuntivo.
b) Narrativo.
c) Descritivo.
d) Dissertativo.
e) Argumentativo.
QUESTÃO 30
(IBFC - Sold (CBM PB)/CBM PB/Combatente/2023)
Texto II
Cerca de 5.700 pessoas morrem afogadas no Brasil a cada ano, diz entidade
Alerta é da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa)
Anualmente, cerca de 5.700 pessoas morrem por afogamento no Brasil, de acordo com informações da
Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em balneários, rios e piscinas.
Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, que atende, em média, de 35 a 40 ocorrências de
afogamentos por ano, a maior parte dos casos decorre de imprudência dos banhistas. Bombeiro
salva-vidas de Manaus, cidade famosa pelas praias fluviais, o cabo Guaracy dá algumas dicas que ajudam
a prevenir o risco de acidentes.[...]
(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/cerca-de-5-700-pessoas-morrem-
afogadas-no-brasil-a-cada-ano-diz-entidade/. Acesso: 13/08/2023. Adaptado)
Ao considerar o modo pelo qual o texto II organiza-se, percebe-se que ele pertence à tipologia:
a) expositiva.
b) injuntiva.
c) argumentativa.
d) narrativa.
e) descritiva.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
QUESTÃO 31
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Lion Park e Lujan
Um exemplo de turismo cruel com animais em cativeiro é o Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul.
O Lion Park permite aos visitantes entrar nos ambientes onde os filhotes de leões são mantidos para fazer
carinho e tirar fotos. Depois de uma certa quantidade de visitas, os filhotes são trocados de ambiente, e
outros, que ainda não foram submetidos à interação, entram no lugar, como um rodízio de leões.
Os filhotes são arrancados de seu habitat natural e separados de suas famílias desde muito cedo e são
obrigados a conviver com milhares de turistas, todos os dias, que pagam caro para interagir com esses
filhotes.
Outro caso polêmico é o Zoológico argentino de Lujan. O lugar permite que os visitantes entrem em jaulas
para acariciar leões adultos e interagir com tigres e onças. Milhões de críticas quanto aos cuidados dos
animais foram feitas ao parque, que está sob investigação, pois há a suspeita de que os animais sejam
seriamente dopados.
Acabar com a crueldade no turismo com animais depende de regulamentação e fiscalização dos governos,
que muitas vezes precisam auxiliar a população para obter outra fonte de renda. Além disso, depende das
decisões éticas por parte dos operadores de turismo e indivíduos que trabalham nessa indústria.
Trecho de reportagem de Juliana Tahamtani/https://mulheresjornalistas.com/turismo-selvagem
Assinale a alternativa correta. A tipologia do texto lido “Lion Park e Lujan” é predominantemente:
a) Narrativo.
b) Descritivo.
c) Dissertativo.
d) Injuntivo.
e) Expositivo.
QUESTÃO 32
(IBFC - Ass Adm (MGS)/MGS/2023)
O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas
mãos, uma história policial que não conseguia parar de ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de
suspense numa noite de ventania. O sábado já estava quase no fim e ela ali, presa àquelas páginas. O
som do telefone era uma intromissão, um estorvo. Atendeu a contragosto.
(Heloisa Seixas. Contos minimos. Rio de Janeiro: Record, 2001. p.43.)
Assinale a alternativa correta,que indica que o texto acima é, predominantemente, uma:
Língua Portuguesa
Tipologia textual
a) Dissertação.
b) Descrição.
c) Injunção.
d) Narração.
QUESTÃO 33
(IBFC - Of Jud (TJ MG)/TJ MG/Assistente Técnico de Controle Financeiro/2022)
Texto I
Sobre coisas que acontecem
(Martha Medeiros)
Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que seria o dia que mudaria a minha vida.
Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O dia que eu me enxergaria no
espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que encontraria um envelope
lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes.
(Que dia foi esse? Quem está falando?)
É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os desdobramentos
que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada, que pode
ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita.
Convém que a primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico:
“Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna
Karenina, de Tolstói. Arrebatador. Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é
puxado para um local em que nunca esteve, é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas
certamente fascinante, pois novo. Talvez não se identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua
repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma
sonolência contínua.
A crônica tem o mesmo dever: o de jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido
(literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria,
para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da leitura de jornal um hábito não só informativo,
mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que admiro, teria que me estender por
meia dúzia de páginas, mas só tenho essa.
A crônica é um gênero livre por excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar
dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou
filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos
que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é.
Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária. Hoje, antes de adormecer, você já estará um
pouco transformado.
(Revista ELA, O Globo, 24/07/2022)
No último parágrafo, para ratificar a afirmação contida em “A crônica é um gênero livre por
excelência.”, a autora constrói uma sequência de frases estruturadas pela seguinte ferramenta
linguística:
a) a enumeração de características necessariamente excludentes entre si.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
b) o uso reiterado de um verbo auxiliar modal e lista de vários predicativos.
c) o emprego de tom imperativo na apresentação das características da crônica.
d) a disposição arbitrária de atributos exclusivos do gênero textual crônica.
e) o registro de várias expressões adverbiais que exprimem juízo de valor.
QUESTÃO 34
(IBFC - Ana (MGS)/MGS/Suporte/2022)
Pão de queijo mineiro
(Texto adaptado de https://comidinhasdochef.com/pao-de-queijo-mineiro/)
O pão de queijo é um alimento típico na casa de muita gente, congelado ou feito na hora, possui um sabor
irresistível que agrada aos (os – aos) mais diversos paladares. No entanto, não há. (a – à – há) nada
melhor do que saborear um pão de queijo mineiro, digno do estado que criou a receita! Com preparos que
levam queijo minas, canastra ou, até mesmo, parmesão, é possível encontrar a receita ideal para o seu
paladar. Viaje a Minas Gerais sem sair da cozinha com esta deliciosa receita de pão de queijo mineiro!
Passo 1 - Em uma panela, coloque o óleo, o leite e a água e leve ao fogo médio;
Passo 2 - Quando começar a levantar fervura e subir, desligue o fogo;
Passo 3 - Em uma tigela grande, coloque o polvilho, o sal e misture bem, em seguida adicione à mistura
que estava fervendo;
Passo 4 - Vá adicionando aos poucos e vá misturando bem com uma colher, para escaldar o polvilho;
Passo 5 - Vá misturando a massa com as mãos até formar uma farofa;
Passo 6 - Em seguida adicione os ovos, um a um e vá mexendo a massa, amassando e misturando;
Passo 7 - Amasse a massa até que ela fique bem lisa e homogênea...
Passo 18 - Leve para assar em forno preaquecido, 200ºC, por cerca de 35 minutos ou até dourar”.
Ao ler o texto, podemos afirmar que ele é formado por duas tipologias textuais, uma é a descritiva e a outra
é . Essa tipologia tem como característica fornecer instruções para a realização de uma ação desejada,
assim sendo, o texto com essa tipologia leva o leitor a realizar algo.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) injuntiva.
b) narrativa.
c) dissertativa.
d) recíproca.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
QUESTÃO 35
(IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022)
Texto I
A Mulher do Vizinho
Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército
morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora,
às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu
ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial,
dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem
recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a
dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
- O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca
ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis
do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de
respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem
entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex!
Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo
em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O
sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
- Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
- Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem
meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor
também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército,
sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
- Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
- Da ativa, Motinha! Sai dessa…
Fernando Sabino
Utilize o texto acima para responder a questão
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Retorne ao texto “A Mulher do Vizinho” e observe que ele apresenta uma estrutura fixa e objetivos bem
definidos. A partir dessa afirmativa, identifique as tipologias textuais, considerando que se trata do texto em
gênero crônica.
I. Tipologia textual injuntiva.
II. Tipologia textual narrativa.
III. Tipologia textual dissertativa.
IV. Tipologia textual descritiva.
a) As tipologias II e IV estão corretas.
b) As tipologiasI e II estão corretas.
c) As tipologias II e III estão corretas.
d) As tipologias I e III estão corretas.
e) As tipologias III e IV estão corretas.
QUESTÃO 36
(IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022)
Texto I
A Mulher do Vizinho
Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército
morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora,
às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu
ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial,
dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem
recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a
dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
- O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca
ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis
do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de
respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem
entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex!
Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo
em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O
sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
- Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
Língua Portuguesa
Tipologia textual
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
- Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem
meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor
também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército,
sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
- Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
- Da ativa, Motinha! Sai dessa…
Fernando Sabino
Utilize o texto acima para responder a questão
Sabe-se que um narrador relata uma situação ou acontecimento, seja ela real ou fictícia. Em síntese, o
narrador é aquele que conta uma história. Considerando-se que há diferentes tipos de narradores, leia
atentamente a crônica “A Mulher do Vizinho” e assinale a alternativa que identifica corretamente o estilo do
narrador.
a) Narrador personagem.
b) Narrador testemunha.
c) Narrador onisciente intruso.
d) Narrador presente e ativo.
e) Narrador onisciente neutro.
QUESTÃO 37
(IBFC - Ag Seg (CM Itatiba)/CM Itatiba/2022)
Considere o texto abaixo para responder a questão.
“A salada ficou salgada: preços da cenoura, tomate e alface dispararam; veja maiores altas de preços em
12 meses.
Gasolina exerceu maior influência de alta sobre a inflação de abril, mas preços de alguns alimentos lideram
ranking dos itens que mais subiram nos últimos 12 meses.
A cenoura ficou 178% mais cara. O tomate, 103%. Até o preço da alface disparou, com alta de 45% nos 12
meses até abril. E a saladinha do brasileiro ficou salgada – e pesada para o bolso.
A gasolina foi o item que mais contribuiu, sozinho, para a inflação de abril, segundo dados divulgados
nesta quarta-feira (11) pelo IBGE. Mas foram os alimentos que lideraram o ranking das maiores altas em
12 meses.”
https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/05/11/a-salada-ficou-salgada-precos-da-cenoura-tomate-e-alface-dispararam
-veja-maiores-altas-de-precos-em-12-meses.ghtml - Acesso em 12/05/2022
Língua Portuguesa
Tipologia textual
O trecho acima mencionado pertence a um tipo textual específico, que pode ser identificado a partir
de suas características estruturais e, também, de sua organização temática. A partir dessa leitura é
possível caracterizar o texto como:
a) se trata de uma crônica, pois anuncia com ironia as informações apresentadas.
b) este trecho é de uma reportagem, pois apresenta informações de dados reais para os leitores.
c) por ser um texto narrado em forma de parágrafos se aproxima de um conto.
d) é um texto organizado em estrofes, o que o enquadra em um poema.
QUESTÃO 38
(IBFC - Of Jud (TJ MG)/TJ MG/Assistente Técnico de Controle Financeiro/2022)
Texto I
Sobre coisas que acontecem
(Martha Medeiros)
Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que seria o dia que mudaria a minha vida.
Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O dia que eu me enxergaria no
espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que encontraria um envelope
lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes.
(Que dia foi esse? Quem está falando?)
É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os desdobramentos
que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada, que pode
ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita.
Convém que a primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico:
“Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna
Karenina, de Tolstói. Arrebatador. Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é
puxado para um local em que nunca esteve, é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas
certamente fascinante, pois novo. Talvez não se identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua
repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma
sonolência contínua.
A crônica tem o mesmo dever: o de jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido
(literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria,
para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da leitura de jornal um hábito não só informativo,
mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que admiro, teria que me estender por
meia dúzia de páginas, mas só tenho essa.
A crônica é um gênero livre por excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar
dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou
filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos
que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é.
Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária. Hoje, antes de adormecer, você já estará um
pouco transformado.
(Revista ELA, O Globo, 24/07/2022)
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Ao fazer uso da comparação e afirmar que a crônica “é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano”
(7º§), entende-se que a autora atribui aos dois elementos da comparação a seguinte característica:
a) incoerência.
b) simplicidade.
c) fragilidade.
d) dificuldade.
e) variabilidade.
QUESTÃO 39
(IBFC - Tec (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU-UNIFAP/Segurança do Trabalho/2022)
Texto I
O conto do vigário
(Joseli Dias)
Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para
Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola
para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de
memória que fizesse, lembraria o dia em que PedroLulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar
alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por
comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco
tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima.
A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e
juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre
Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele
mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando
tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou
uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo
mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e
a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho.
Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até
mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns.
“Isso tem que acabar”, disse consigo.
Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao
padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o
mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido
confessar-se passando o segredo adiante.
O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a
misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não
podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...]
A leitura atenta do texto permite-nos classificá-lo como pertencente à tipologia narrativa. A respeito dos
elementos que o caracterizam, é correto afirmar que:
a) a apresentação idealizada atribuída ao personagem Pedro Lulu reforça a indiferença dos demais
personagens por ele.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
b) a ausência de uma delimitação do espaço em que se passa a história permite, ao leitor, situá-la em
qualquer região do país.
c) a longa descrição apresentada pelo narrador acerca do personagem Pedro Lulu revela a posição isenta
do foco narrativo selecionado.
d) o texto concentra-se na caracterização dos traços físicos do personagem Pedro Lulu em detrimento de
suas atitudes.
e) a situação apresentada logo no início do texto revela um recorte temporal da história que ainda será
explicado posteriormente.
QUESTÃO 40
(IBFC - TAT (DETRAN DF)/DETRAN DF/2022)
Texto
Meu reino por um pente
(Paulo Mendes Campos)
Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida
pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los.
A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza
imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do
radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas
palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa
miséria”.
Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando
pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo
indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.
Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco
de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido
edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo.
Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha
caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo
ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas
Gerais, renunciar...
Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar
com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não
suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais,
a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...]
1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881.
2 desastre, catástrofe
Língua Portuguesa
Tipologia textual
A crônica é um gênero textual que faz uso de estratégias que buscam a aproximação com o leitor. A
interlocução é uma delas. Nesse sentido, assinale a passagem em que essa estratégia não é observada.
a) “Você vai se rir de mim ao saber” (5º§)
b) “Pois se ria a valer” (5º§)
c) “Quando isso acontece (sempre)” (6º§)
d) “Ridículo? Sim, ridículo” (7º§)
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 21
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, que classifica o texto como dissertativo. Isso se deve ao fato de
que o texto apresenta uma argumentação clara sobre a questão do trabalho na sociedade contemporânea,
discutindo a importância do trabalho, a desigualdade na distribuição da riqueza e propondo reflexões sobre
a redução do tempo de trabalho e a economia social. O objetivo principal é expor ideias e opiniões,
caracterizando assim a tipologia dissertativa. As demais alternativas não se aplicam, pois não refletem a
estrutura e a intenção do texto apresentado.
QUESTÃO 22
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que um relatório "expõe à autoridade superior a
execução de trabalhos concernentes a serviços ou ao exercício de cargos, por determinado período." Essa
definição está alinhada com a função principal de um relatório, que é apresentar de forma clara e
organizada as atividades realizadas, os resultados obtidos e a situação de um determinado trabalho ou
serviço, permitindo que a autoridade superior tenha uma visão geral do que foi executado. As demais
alternativas não refletem com precisão a essência do gênero textual "relatório".
QUESTÃO 23
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**, pois o trecho mencionado descreve uma sequência de ações
em um contexto narrativo, apresentando fatos que ocorrem de maneira cronológica e envolvendo
personagens em uma situação específica. O uso de termos como "desceram os aparelhos" e "os quatro
retiravam do mar" indica uma narrativa que relata eventos, caracterizando o estilo narrativo do texto. As
demais alternativas não se aplicam, pois não refletem a natureza descritiva e sequencial do trecho.
QUESTÃO 24
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que o narrador "revela uma postura vacilante ao narrar
evidenciando traços de sua subjetividade". Isso está certo porque o texto apresenta um narrador que
reflete sobre suas memórias e sentimentos, mostrando incertezas e uma visão pessoal dos
acontecimentos, o que caracteriza uma narrativa subjetiva. As outras alternativas descrevem um narrador
mais objetivo e imparcial, o que não se aplica ao estilo do texto, que é marcado por uma forte carga
emocional e uma perspectiva pessoal.
QUESTÃO 25
Gabarito: E
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Comentário: A alternativa correta é a E: "Reportagem – transmitem informações aos leitores." O texto
sobre Cusco apresenta informações descritivas e informativas sobre a cidade, suas características, história
e atrativos turísticos, o que se alinha ao gênero da reportagem. Diferentemente das outras alternativas,
que se referem a gêneros como crônica,diário, relatório e biografia, a reportagem tem como foco a
transmissão de informações de interesse público, tornando-a a escolha mais adequada para o texto
apresentado.
QUESTÃO 26
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que afirma que o texto é uma tirinha, caracterizada por histórias
curtas que geralmente utilizam o humor. Essa definição se alinha com as características do gênero, que é
conhecido por apresentar narrativas breves e um tom cômico, frequentemente explorando situações do
cotidiano de forma leve e divertida. As outras alternativas descrevem gêneros que possuem características
diferentes, como a charge, que é mais crítica, e o cartum, que pode não necessariamente ser uma história
curta.
QUESTÃO 27
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c', que classifica o parágrafo como descritivo. Isso se deve ao fato de
que o trecho apresenta uma rica descrição do ambiente, enfatizando as características visuais e sensoriais
do lugar, como as construções de madeira vermelha e branca e a grama verde esmeralda, além de
convidar o visitante a apreciar a beleza do local. O foco na descrição detalhada e na atmosfera do lugar é o
que torna essa alternativa a mais apropriada.
QUESTÃO 28
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D) Descrição. O texto mencionado, que não pode ser visualizado,
provavelmente apresenta características que se concentram em descrever algo de forma detalhada, sem a
intenção de argumentar ou contar uma história, o que é típico da descrição. Essa forma textual é utilizada
para apresentar informações sobre um objeto, pessoa ou situação, focando em suas qualidades e
características, ao invés de desenvolver uma narrativa ou uma dissertação.
QUESTÃO 29
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) Descritivo'. O texto apresenta características típicas de uma
descrição, pois fornece informações sobre a cidade de Cusco, suas características geográficas, culturais e
históricas, sem narrar uma história ou apresentar um argumento. A ênfase está na descrição dos aspectos
da cidade, como seu significado na língua quéchua, o clima, as construções e a importância cultural, o que
justifica a classificação como um texto descritivo.
QUESTÃO 30
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, que classifica o texto II como expositivo. Isso se deve ao fato de
que o texto apresenta informações e dados sobre o afogamento no Brasil, sem buscar convencer o leitor
de um ponto de vista ou narrar uma história, mas sim informar sobre um problema e suas estatísticas. A
tipologia expositiva é caracterizada pela apresentação clara e objetiva de informações, o que se encaixa
perfeitamente no conteúdo apresentado.
QUESTÃO 31
Gabarito: C
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Comentário: A alternativa correta é a 'c) Dissertativo'. O texto "Lion Park e Lujan" apresenta uma
argumentação clara sobre a crueldade no turismo com animais, expondo fatos e opiniões que visam
convencer o leitor sobre a necessidade de regulamentação e fiscalização. A estrutura dissertativa é
caracterizada pela apresentação de uma tese, desenvolvimento de argumentos e conclusão, o que é
evidente no texto, que discute as práticas de turismo cruel e suas implicações éticas.
QUESTÃO 32
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que classifica o texto como uma narração. Isso se deve ao fato de
que o trecho apresenta uma sequência de eventos e ações da protagonista, como atender o telefone
enquanto está imersa em um livro, o que caracteriza a narrativa. A presença de personagens, ações e um
contexto temporal são elementos típicos da narração, diferenciando-a de outros gêneros como dissertação,
descrição ou injunção.
QUESTÃO 33
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**, que menciona "o uso reiterado de um verbo auxiliar modal e
lista de vários predicativos". No último parágrafo do texto, a autora realmente utiliza uma estrutura que
envolve a repetição de características da crônica, apresentando-as de forma que sugere uma lista de
predicativos, o que reforça a ideia de que a crônica é um gênero livre e multifacetado. Essa construção
linguística ajuda a enfatizar a diversidade e a flexibilidade do gênero, alinhando-se à afirmação inicial sobre
a crônica.
QUESTÃO 34
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A) injuntiva. Essa tipologia textual é caracterizada por fornecer
instruções e orientações para a realização de uma ação, como é o caso do texto que ensina a receita do
pão de queijo. O texto apresenta uma sequência de passos que orientam o leitor a preparar o alimento, o
que é típico da função injuntiva. As demais alternativas (narrativa, dissertativa e recíproca) não se aplicam,
pois não têm a função de instruir diretamente o leitor sobre como realizar uma atividade específica.
QUESTÃO 35
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, que afirma que as tipologias II (narrativa) e IV (descritiva) estão
corretas. Isso se deve ao fato de que o texto "A Mulher do Vizinho" apresenta uma narrativa que conta uma
história com personagens e enredo, além de descrever situações e características dos personagens, como
o comportamento do delegado e a atitude da mulher do sueco. As tipologias injuntiva e dissertativa (I e III)
não se aplicam ao texto, pois não há uma instrução ou argumentação formal, mas sim uma narrativa com
elementos descritivos.
QUESTÃO 36
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e) Narrador onisciente neutro'. Essa escolha é adequada porque o
narrador tem acesso a informações sobre os personagens e suas emoções, mas não interfere diretamente
na história ou expressa opiniões pessoais, mantendo uma postura neutra. Ele relata os acontecimentos de
forma objetiva, permitindo ao leitor compreender a situação sem tomar partido, o que caracteriza o estilo
onisciente neutro.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
QUESTÃO 37
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que caracteriza o trecho como uma reportagem, pois apresenta
informações baseadas em dados reais, como os preços dos alimentos e a inflação, com uma linguagem
objetiva e informativa. As demais alternativas não se aplicam ao texto, pois não há ironia como em uma
crônica (A), não é um conto, já que não narra uma história (C), e não está organizado em estrofes, o que o
excluiria de ser um poema (D). Assim, a opção B é a que melhor reflete a natureza do texto apresentado.
QUESTÃO 38
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e) variabilidade'. A autora compara a crônica a um caleidoscópio para
enfatizar que ambos são dinâmicos e multifacetados, refletindo a diversidade e as mudanças constantes
do cotidiano. A ideia de variabilidade sugere que, assim como as imagens em um caleidoscópio mudam a
cada movimento, as experiências e percepções da vida também são diversas e em constante
transformação, o que se alinha perfeitamente à proposta da crônica de capturar essas nuances da vida.
QUESTÃO 39
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'E', pois a situação apresentada no início do texto, que menciona a
quantia que o velho pároco perdeu para Pedro Lulu, indica um momento específico que se desdobrará ao
longo da narrativa. Essa introdução sugere um recorte temporal que será explorado posteriormente,
permitindo ao leitor antecipar que a história se desenvolverá em torno desse evento inicial. As demais
alternativas não refletem com precisão as características narrativas do texto.
QUESTÃO 40
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C: “Quando isso acontece (sempre)” (6º§). Essa passagem não
estabelece uma interlocução direta com o leitor, pois se refere a uma situação pessoal do autor sem
convidar o leitor a participar ou se identificar com a experiência narrada. Ao contrário, as outras opções (A,
B e D) utilizam expressões que buscam uma conexão mais próxima com o leitor, como a provocação de
risadas ou a confirmação de um sentimento de ridículo, o que caracteriza a estratégia de interlocução.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
Ortografiaoficial
QUESTÃO 41
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 01 - Higiene ou bons modos?
Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos crianças, ouvimos nossos
pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o banho!”, “Lave as
mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos.
Um dia desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma
amiga, que se atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo, ______
(01- começei – comecei) a notar as pessoas ao meu redor.
Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele me
chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio
dental, detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser,
naquele momento, um exemplo de boa conduta e higiene.
A ______ (02 – ojeriza – ojerisa) tomou conta de mim e o cavalheiro não se ______ (03- arrefeceu –
arresfeceu) com o meu olhar de censura, continuou a higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e
vir do fio dental acompanhava meus pensamentos... será que isso não vai terminar? Será que esse senhor
não se percebe? Será que só eu estou vendo isso? E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse
senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao meu filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A
pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso).
No texto 01, podemos encontrar lacunas com palavras a serem completadas. Assinale a alternativa que
preencha corretamente os espaços no texto.
a) 01 - comecei; 02 - ojeriza; 03 - arrefeceu.
b) 01 - comecei; 02 - ojeriza; 03 - arrefesceu.
c) 01 - começei; 02 - ojerisa; 03 - arrefeceu.
d) 01 - comecei; 02 - ojerisa; 03 - arrefesceu.
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
QUESTÃO 42
(IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022)
O Sueco mudará para uma nova residência no próximo mês. Ele elaborou uma lista com algumas
pendências a serem solucionadas antes de sua mudança. Leia atentamente as alternativas abaixo e
assinale, dentre as palavras em destaque, a única que apresenta uma palavra contendo desvio ortográfico.
a) Reivindicar a alteração do endereço residencial junto ao banco.
b) Solicitar a compania elétrica o religamento da energia.
c) Pintar a fachada.
d) Retirar o enxame de abelhas da varanda.
e) Verificar o funcionamento de registro de água.
QUESTÃO 43
(IBFC - Ag Seg (CM Itatiba)/CM Itatiba/2022)
A mudança da escrita de algumas palavras pode tornar um texto errado segundo a norma culta.
Isso ocorre porque há alteração ortográfica em alguns termos, o que também muda o seu
significado. A partir disso, assinale a alternativa que apresenta a frase em que não há erro de
ortografia.
a) O professor não o porque eu faltei ontem.
b) O estudante solicitou dispensa da disciplina, pois já estudou este conteúdo.
c) A solicitação do candidato foi diferida pelo atendente.
d) A informação apresentada na reportagem é um sinal de descrimição racial.
QUESTÃO 44
(IBFC - Op (SAAE SGDA (RN))/SAAE SGDA (RN)/Sistemas de Água e Esgoto/2021)
Assinale a alternativa em que todas as palavras foram escritas corretamente.
a) O concerto do automóvel foi bem feito. Tudo funciona perfeitamente agora.
b) É um previlégio participar de um grupo tão unido e prestativo.
c) Os materiais foram deixados encima da mesa da sala.
d) Compreendo as exigências e farei o possível para acatá-las.
QUESTÃO 45
(IBFC - TJ TRE PA/TRE PA/Administrativa/"Sem Especialidade"/2020)
Acerca das regras de ortografia, assinale a alternativa incorreta.
a) "Há muitos tipos de agressão e é um problema contínuo e social." A palavra em destaque é grafada
com "ss" pois é substantivo derivado de verbo terminado em "gredir".
b) "Sempre que possível, faça uma limpeza interior." A palavra em destaque é grafada com "z" pois é um
substantivo abstrato derivado de adjetivo.
c) "Sejam todos bem vindos ao grande espetáculo da noite!" A palavra em destaque é grafada sem hífen
desde a alteração do Novo Acordo Ortográfico.
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
d) "É possível que os noivos viajem e façam a viagem de seus sonhos." Os vocábulos em destaque são
grafados com "j" e "g" porque são compostos por um verbo e um substantivo, respectivamente.
QUESTÃO 46
(IBFC - Sold (PM BA)/PM BA/2020)
Observe a charge abaixo e assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas do
enunciado.
(Fonte: www.laifi.com)
A fala do personagem da esquerda diz respeito ao sinal de que foi abolido com o novo acordo ortográfico,
assim como também o das palavras destacadas na fala do personagem da direita.
a) dois pontos / travessão.
b) trema / hífen.
c) reticências / traço.
d) dois pontos / hífen.
e) reticências / travessão.
QUESTÃO 47
(IBFC - Tec (EBSERH)/EBSERH/Análises Clínicas/2020)
De acordo com as normas de ortografia, assinale a alternativa correta.
a) "Cometer deslizes é algo inerente ao ser humano." A palavra em destaque, neste contexto, é grafada
com z; no entanto, há o vocábulo "deslises" com s que possui significação diferente.
b) "Nos dois últimos meses do ano, é preciso dar atenção às roseiras do jardim." A palavra em destaque é
escrita com s por ser um substantivo primitivo.
c) "O senhor dedusiu que o caminho estava correto e seguiu sua intuição." O vocábulo em destaque é
grafado com s visto que é uma forma conjugada de verbo terminado em usir.
d) "Quando viu a situação da casa, percebeu que precisava urgente de uma limpeza." O vocábulo em
destaque é escrito com z por ser um substantivo formado com o prefixo eza.
e) "O chefe analizou toda a documentação pendente." A palavra em destaque é escrita com z por ser um
verbo intransitivo.
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
QUESTÃO 48
(IBFC - Tec (Pref C S Agost)/Pref C Sto Agostinho/Agrícola/2019)
Assinale a alternativa em que há apenas uma palavra grafada incorretamente.
a) realizar, concretisar, pesquisar, comercialisar
b) humanizar, analizar, deslizar, suavizar
c) problematizar, hospitalisar, canalizar, amenisar
d) contabilisar, visualisar, paralisar, avisar
QUESTÃO 49
(IBFC - Aux (FSA)/FSA/Administração I/2019)
Observe: imergir, compreender, adquirir, pretender, conceder, abster. Há substantivos que são derivados
destes verbos. Nesse sentido, assinale a alternativa correta quanto à escrita adequada dos termos.
a) imersão, compreenção, aquisição, pretenção, conceção, abstenção.
b) imersão, compreensão, aquisição, pretensão, concessão, abstenção.
c) imerção, compreensão, aquisição, pretensão, concessão, abstenssão.
d) imerção, compreenção, aquisissão, pretenção, conceção, abstensão.
QUESTÃO 50
(IBFC - Ass (Pref Candeias)/Pref Candeias/Administrativo/2019)
Leia atentamente os enunciados abaixo e assinale o único que não apresenta erro de ortografia.
a) Dizem que todo homem cafageste é uma pessoa boa.
b) Despege todo o conteúdo no balde e esteje certo que nada sobrou na embalagem.
c) Espero que eles viajem após a festa de casamento e arranjem um cantinho só deles.
d) Com tanta chuva, deu infiltração em minha lage e trincou a garagem.
QUESTÃO 51
(IBFC - Ana (MGS)/MGS/Suporte/2022)
Pão de queijo mineiro
(Texto adaptado de https://comidinhasdochef.com/pao-de-queijo-mineiro/)
O pão de queijo é um alimento típico na casa de muita gente, congelado ou feito na hora, possui um sabor
irresistível que agrada (os – aos) mais diversos paladares. No entanto, não (a – à – há) nada melhor do
que saborear um pão de queijo mineiro, digno do estado que criou a receita! Com preparos que levam
queijo minas, canastra ou, até mesmo, parmesão, é possível encontrar a receita ideal para o seu paladar.
Viaje a Minas Gerais sem sair da cozinha com esta deliciosa receita de pão de queijo mineiro!
Passo 1 - Em uma panela, coloque o óleo, o leite e a água e leve ao fogo médio;
LínguaPortuguesa
Ortografia oficial
Passo 2 - Quando começar a levantar fervura e subir, desligue o fogo;
Passo 3 - Em uma tigela grande, coloque o polvilho, o sal e misture bem, em seguida adicione à mistura
que estava fervendo;
Passo 4 - Vá adicionando aos poucos e vá misturando bem com uma colher, para escaldar o polvilho;
Passo 5 - Vá misturando a massa com as mãos até formar uma farofa;
Passo 6 - Em seguida adicione os ovos, um a um e vá mexendo a massa, amassando e misturando;
Passo 7 - Amasse a massa até que ela fique bem lisa e homogênea...
Passo 18 - Leve para assar em forno preaquecido, 200ºC, por cerca de 35 minutos ou até dourar”.
Volte ao texto e assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
a) os – à.
b) os – a.
c) aos – há.
d) aos – a.
QUESTÃO 52
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 02
Inspiração para seus sonhos.
Guarujá é docemente conhecida como a "Pérola do Atlântico". Quem já visitou sabe o porquê. Praias
paradisíacas, ecoturismo, pesca de aventura, aqui tem de tudo. E não é só à beira do mar que o Estado de
São Paulo impressiona. Gastronomia, shoppings, cultura, trilhas, templos e museus também fazem bonito.
(...)
(ABEAR- Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Texto com modificações para este Concurso) Disponível em
https://www.pressreader.com/brazil/hoteis/20220601
Analise a estrutura “Quem já visitou sabe o porquê.”, neste caso, o emprego do porquê está correto.
Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que contém o uso incorreto de uma das seguintes formas:
‘porquê / porque / por que / por quê’.
a) Não sei o porquê gostamos tanto do Guarujá.
b) O por quê comentar tanto do Guarujá?
c) Usar protetor solar, por quê?
d) A menina tímida não foi para o Guarujá porque estava doente.
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
QUESTÃO 53
(IBFC - Ass San (EMBASA)/EMBASA/Técnico em Segurança do Trabalho/2015)
Texto I
Os bolsos do morto
(Luis Fernando Veríssimo)
O morto não é exatamente um amigo. Mais um conhecido, mas daqueles que você não pode deixar de ir
ao velório. E lá está ele, estendido dentro do caixão forrado de cetim, de terno azul-marinho e gravata
grená, esperando para ser enterrado.
Se fosse um amigo você ficaria em silêncio, compungido, lembrando o morto em vida e lamentando sua
perda. Como é apenas um conhecido, você comenta com o homem ao seu lado - que também não parece
ser íntimo do morto:
- Poderiam ter escolhido outra gravata...
- É. Essa está brava.
- Já pensou ele chegando lá com essa gravata?
- “Lá” onde?
- Não sei. Onde a gente vai depois de morto. Onde vai a nossa alma.
- Eu acho que a alma não vai de gravata.
- Será que não? E de fatiota?
- Também não.
- Bom. Pelo menos esse vexame ele não vai passar.
- Você é da família?
- Não. Apenas um conhecido.
Você examina o morto. Engraçado: ele vai partir para a viagem mais importante, e mais distante, da sua
vida, mas não precisa carregar nada. Identidade, passaporte, nada. Nem dinheiro, o que dirá cheques de
viagem ou cartões de crédito. Nem carteira!
Você diz para o outro:
- A coisa mais triste de um defunto são os bolsos. O outro estranha.
- Como assim?
- Os bolsos existem para carregar coisas. Coisas importantes, que definem sua vida. CPF, licença para
dirigir, bloco de notas, caneta, talão de cheques, remédio para pressão...
- Pepsamar...
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
- Pepsamar, cartão perfurado da Sena, recortes de artigos sobre a situação econômica, fio dental... Isso
sem falar em coisas com importância apenas sentimental. Por exemplo: um desenho rabiscado por uma
possível neta que parece, vagamente, um gato, e que ele achou genial e guardou. Entende?
- Sei.
- E aí está ele. Com os bolsos vazios. Despido da vida e de tudo que levava nos seus bolsos, e que o
definia. O homem é o homem e o que ele leva nos bolsos. Poderiam ter deixado, sei lá, pelo menos um
chaveiro
- Você acha?
- Claro. As chaves da casa. As chaves do carro. Qualquer coisa pessoal, que pelo menos fizesse barulho
num bolso da fatiota, pô!
Você se dá conta de que está gritando. As pessoas se viram para reprová-lo. “Mais respeito” dizem as
caras viradas. Você faz um gesto, pedindo perdão. Sou apenas um conhecido, desculpem. Mas continua,
falando mais baixo:
- A morte é um assaltante. Nos mata e nos esvazia os bolsos.
- Sem piedade.
- Nenhuma.
Vocabulário:
Fatiota - roupa de melhor qualidade, usada em situações mais formais
Pepsamar - tipo de medicamento
No fragmento “Mais um conhecido, mas daqueles que você não pode deixar de ir ao velório.”(1°§), estão
destacadas duas palavras que se aproximam quanto à pronúncia, contudo diferenciam-se quanto à
classificação morfológica. Assinale a opção que indica, respectivamente, o valor semântico que elas
introduzem.
a) intensidade e oposição
b) adição e explicação
c) oposição e conclusão
d) retificação e intensidade
QUESTÃO 54
(IBFC - PNM (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Oficial Administrativo/2019)
Assinale a alternativa em que o uso de letra maiúscula está incorreto.
a) Para aqueles que estudam, Julho e Dezembro são meses de lazer e descanso.
b) No sábado, a jovem recebeu um belo buquê de flores porque era o Dia dos Namorados.
c) Avenida 15 de Novembro, 1025. Este é o endereço do curso de Administração gratuito.
d) O Sistema Único de Saúde passa por vários problemas. Faltam médicos e equipamentos.
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
QUESTÃO 55
(IBFC - Ag Aten (CET Santos)/CET Santos/2023)
Em relação à ortografia correta das palavras, assinale a alternativa correta.
a) O pósgraduado é co-autor do livro escrito.
b) Os pré-escolares fizeram um passeio de micro-ônibus.
c) O superhomem contaatacou os inimigos.
d) Depois do ultra-som, tomou um antinflamatório.
QUESTÃO 56
(IBFC - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2023)
Em relação à ortografia das palavras sublinhadas, assinale a alternativa incorreta.
a) Aquela auto-estrada é muito movimentada.
b) Gosto muito do filme do super-homem, apesar de ser antigo.
c) O médico indicou uma ultrassonografia.
d) O livro contava tudo sobre a pré-história.
e) O ex-governador ainda é muito popular.
QUESTÃO 57
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Em relação à ortografia das palavras sublinhadas, assinale a alternativa incorreta.
a) A auto-estima do garoto ficou ainda mais abalada.
b) Ficou faltando muita infraestrutura nas construções mais novas.
c) Os micro-ônibus são mais ágeis nas ruas da cidade.
d) Todos ficaram temendo um contra-ataque.
e) O ex-prefeito prestou declarações à polícia.
QUESTÃO 58
(IBFC - TCE (TCM-RJ)/TCM RJ/2016)
Assinale a locução que não deve ser grafada com hífen de acordo com o Novo Acordo Ortográfico.
a) cor-de-rosa
b) pingue-pongue
c) mato-grossense
d) manda-chuva
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 41
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a Alternativa A: "01 - comecei; 02 - ojeriza; 03 - arrefeceu". A palavra
"comecei" está corretamente conjugada no passado do verbo "começar", enquanto "ojeriza" é a forma
correta da palavra que expressa aversão. Por fim, "arrefeceu" é a forma correta do verbo "arrefecer", que
significa esfriar ou diminuir a intensidade. As demais alternativas apresentam erros de grafia ou
conjugação que as tornam incorretas.
QUESTÃO 42
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que apresenta a palavra "compania". O correto é "companhia",
com o "nh", que é a forma adequada de grafar a palavra em português, referindo-se a uma empresa ou
prestadora de serviços. As demais alternativas estão corretas em relação à ortografia das palavras
destacadas.
QUESTÃO 43
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "O estudante solicitou dispensa da disciplina, pois já estudou este
conteúdo." Essa frase está gramaticalmente correta e não apresenta erros de ortografia, utilizando as
palavras de forma adequada e com a pontuação correta. As outras alternativas contêm erros que
comprometem a norma culta da língua, como a utilização incorreta de "o" na alternativa A, "diferida"que
pode ser confusa na alternativa C, e "descrimição" que está incorreta na alternativa D, devendo ser
"discriminação".
QUESTÃO 44
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois todas as palavras estão escritas corretamente: "Compreendo
as exigências e farei o possível para acatá-las." As demais alternativas contêm erros de ortografia, como
"previlégio" na alternativa B, que deveria ser "privilégio", e "em cima" na alternativa C, que é uma
expressão que não deve ser escrita como uma única palavra. Portanto, a alternativa D é a única que
apresenta a grafia correta de todas as palavras.
QUESTÃO 45
Gabarito: C
Comentário: A alternativa incorreta é a Alternativa C. A frase "Sejam todos bem vindos ao grande
espetáculo da noite!" apresenta a expressão "bem vindos" grafada sem hífen, o que está incorreto segundo
as regras do Novo Acordo Ortográfico. A forma correta é "bem-vindos", pois se trata de um adjetivo
composto que deve ser escrito com hífen quando usado como saudação ou para qualificar um substantivo.
Portanto, essa alternativa não está de acordo com as normas ortográficas vigentes.
QUESTÃO 46
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B) trema / hífen**. Essa resposta está certa porque, com o novo
acordo ortográfico, o uso do trema foi abolido em palavras da língua portuguesa, exceto em nomes
próprios e seus derivados. Além disso, houve mudanças nas regras de uso do hífen, que também foram
simplificadas. Assim, a fala do personagem da esquerda se refere à eliminação do trema, enquanto a fala
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
do personagem da direita menciona a alteração nas regras de uso do hífen, o que se alinha perfeitamente
com o que foi solicitado na questão.
QUESTÃO 47
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, que afirma que "deslizes" é grafada com "z" e que existe um
vocábulo "deslises" com "s" que possui significação diferente. Essa afirmação está correta, pois a forma
"deslizes" refere-se a erros ou falhas, enquanto "deslises" não é uma palavra reconhecida na língua
portuguesa. As demais alternativas contêm erros de grafia ou explicações incorretas sobre a formação das
palavras, o que as torna inadequadas.
QUESTÃO 48
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, pois a palavra "analizar" está grafada incorretamente; o correto é
"analisar". As demais palavras nas alternativas A, C e D estão escritas corretamente, enquanto na
alternativa B, apenas "humanizar", "deslizar" e "suavizar" estão corretas, evidenciando que "analizar" é a
única palavra com erro.
QUESTÃO 49
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **Alternativa B**, que apresenta os substantivos derivados dos
verbos de forma adequada: "imersão", "compreensão", "aquisição", "pretensão", "concessão" e
"abstenção". As demais alternativas contêm erros de grafia, como "compreensão" e "aquisição" que estão
incorretas em outras opções, demonstrando a importância de conhecer a ortografia correta dos
substantivos derivados para uma escrita adequada.
QUESTÃO 50
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, que diz: "Espero que eles viajem após a festa de casamento e
arranjem um cantinho só deles." Essa frase está correta em termos de ortografia, pois utiliza a forma
correta do verbo "viajar" no subjuntivo ("viajem") e não apresenta erros nas demais palavras. As outras
alternativas contêm erros de ortografia, como "cafageste" (que não é uma palavra reconhecida), "esteje"
(que deveria ser "esteja"), "lage" (que deveria ser "laje") e "trincou" (que pode ser confuso, mas o contexto
sugere uma construção inadequada).
QUESTÃO 51
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) aos – há'. A primeira lacuna deve ser preenchida com "aos", que é
a forma correta da preposição "a" com o artigo "os", indicando que o pão de queijo agrada a diversos
paladares. A segunda lacuna deve ser preenchida com "há", que indica a existência de algo no tempo, no
caso, a expressão "não há nada melhor". Portanto, a combinação "aos – há" é a que se encaixa
corretamente no contexto da frase.
QUESTÃO 52
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "O por quê comentar tanto do Guarujá?". O uso de "por quê" nesta
frase está incorreto, pois "por quê" deve ser utilizado apenas no final de perguntas, acompanhado de uma
pontuação, e deve ser precedido de um verbo que o justifique. O correto seria usar "por que", que é a
forma adequada para introduzir uma pergunta indireta, como "por que comentar tanto do Guarujá?". As
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
demais alternativas estão corretas em seu uso das formas de "porquê", "porque" e "por quê".
QUESTÃO 53
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a 'A', que indica que as palavras "mais" e "mas" introduzem,
respectivamente, intensidade e oposição. No contexto da frase, "mais um conhecido" sugere a adição de
um novo elemento à lista de conhecidos, enquanto "mas" introduz uma ideia de contraste, indicando que,
apesar de ser apenas um conhecido, a presença no velório é necessária. Essa distinção é fundamental
para compreender a relação entre as ideias expressas na frase.
QUESTÃO 54
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, pois o uso da letra maiúscula em "Julho" e "Dezembro" está
incorreto. Os nomes dos meses não devem ser escritos com inicial maiúscula em português, a menos que
estejam no início de uma frase. Portanto, a forma correta seria "julho" e "dezembro". As demais alternativas
utilizam a letra maiúscula de maneira apropriada, como em nomes de datas comemorativas e endereços.
QUESTÃO 55
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "Os pré-escolares fizeram um passeio de micro-ônibus." Essa
frase está ortograficamente correta, pois utiliza o prefixo "pré-" de forma adequada, sem erros de grafia. As
outras alternativas apresentam erros: a alternativa A tem um erro na grafia de "pós-graduado", a C contém
um erro de digitação em "contaatacou" e a D apresenta um erro na grafia de "anti-inflamatório". Portanto, a
alternativa B é a única que está correta em relação à ortografia.
QUESTÃO 56
Gabarito: A
Comentário: A alternativa incorreta é a 'A', que apresenta a palavra "auto-estrada" com o uso do hífen. De
acordo com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a forma correta é "autoestrada", sem o
hífen. As demais alternativas estão corretas em relação à ortografia das palavras sublinhadas.
QUESTÃO 57
Gabarito: A
Comentário: A alternativa incorreta é a 'a', que apresenta a palavra "auto-estima" grafada de forma errada.
O correto é "autoestima", escrito sem hífen, conforme as regras do novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa. As demais alternativas estão corretas em relação à ortografia das palavras sublinhadas.
QUESTÃO 58
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D) manda-chuva, pois, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico,
essa locução não deve ser grafada com hífen. As demais alternativas, como cor-de-rosa, pingue-pongue e
mato-grossense, mantêm o hífen por serem compostos que exigem essa grafia. Portanto, a opção D é a
única que não se enquadra nas regras que exigem o uso do hífen.
Língua Portuguesa
Ortografia oficial
Acentuação gráfica
QUESTÃO 59
(IBFC - Ass Adm (MGS)/MGS/2023)
Assinale a alternativa correta, em relação à ortografia e acentuação das palavras:
I. Os alunos leem regularmente vários periódicos.
II. São necessárias novas ideias para a pesquisa do célebre autor.
III. Os pais crêem que os filhos vêem os problemas de modo simplificado.
a) I e III estão corretas.
b) II e III estão corretas.
c) I e II estão corretas.
d) Somente II está correta.
QUESTÃO 60
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023)
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente.
a) A ideia de fazer um mau negócio o atormentava.
b) Toda vez que viajo de micro-onibus, sinto enjôo.
c) Ele tirou o chapeu para seu herói.
d) Os lojistas tem todos os tipos de papéis de parede.
e) Fica mais facil se começar pelo inicio do têxto.
QUESTÃO 61
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023)Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente.
a) Campainha, egoísta, saúde, falência, sótão.
b) Campaínha, egoista, saude, falência, sotão.
c) Campainha, egoísta, saude, falencia, sotao.
d) Campainha, egoista, saúde, falencia, sótao.
e) Campaínha, egoísta, saude, falência, sótão.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
QUESTÃO 62
(IBFC - Tec Adm (SAEB BA)/SAEB BA/Administrativo/2023)
Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam acentuadas incorretamente.
a) papéis, ônibus, imperialísta, troféu.
b) Véu, fiéis, crêem, período.
c) Assembléia, lêem, feiúra, enjôo.
d) Contemporâneo, idéia, anéis, faróis.
QUESTÃO 63
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2022)
Analise o excerto a seguir para responder a questão.
Nesse momento, o gelo seco passa diretamente do estado sólido para o gasoso. O processo dá origem a
uma nuvem em torno do cometa. Ela recebe o nome de cabeleira ou coma e funciona como uma capa para
o núcleo. Fazendo uma comparação com a estrutura existente nos planetas, a cabeleira seria uma espécie
de atmosfera. Em sua composição são encontrados gases a base de hidrogênio e oxigênio.
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que orienta a Língua Oficial utilizada no Brasil, também
guia a acentuação das palavras paroxítonas. A partir do parágrafo apresentado, assinale a alternativa que
contenha uma sequência de palavras paroxítonas acentuadas.
a) Sólido; dá; núcleo.
b) Espécie; hidrogênio; composição.
c) Oxigênio; são; sólido.
d) Espécie; hidrogênio; oxigênio.
QUESTÃO 64
(IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022)
Observe atentamente os hábitos do Sueco. Considerando-se a norma culta da Língua Portuguesa e o uso
dos acentos ortográficos, assinale a alternativa em que há desvio a essas normas.
a) O Sueco está tranqüilo, pois contratou uma empresa de mudanças.
b) A empresa de mudanças teve dificuldade em embalar o micro-ondas.
c) Como consequência, quebraram o eletrodoméstico.
d) O Sueco reclamou sobre a infraestrutura da empresa de mudanças.
e) A empresa marcou ao meio-dia, mas chegou quase duas horas depois.
QUESTÃO 65
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Apoio ao Educando/2022)
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente:
a) Alguém, regras, você, português, exemplo.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
b) Alguem, régras, voce, portugues, exêmplo.
c) Alguém, régras, você, portugues, exêmplo.
d) Alguem, regras, voce, português, exemplo.
QUESTÃO 66
(IBFC - Tec (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU-UNIFAP/Segurança do Trabalho/2022)
Texto I
O conto do vigário
(Joseli Dias)
Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para
Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola
para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de
memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar
alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por
comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco
tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima.
A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e
juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre
Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele
mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando
tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou
uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo
mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e
a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho.
Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até
mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns.
“Isso tem que acabar”, disse consigo.
Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao
padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o
mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido
confessar-se passando o segredo adiante.
O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a
misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não
podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...]
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa alterou a acentuação de algumas palavras. No entanto,
“réis” conserva o acento que recebia em função de seu ditongo aberto. Dentre as palavras abaixo, assinale
a que apresenta, INDEVIDAMENTE, o acento gráfico.
a) herói.
b) céu.
c) dói.
d) véu.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
e) jibóia.
QUESTÃO 67
(IBFC - Ana (MGS)/MGS/Suporte/2022)
Pão de queijo mineiro
(Texto adaptado de https://comidinhasdochef.com/pao-de-queijo-mineiro/)
O pão de queijo é um alimento típico na casa de muita gente, congelado ou feito na hora, possui um sabor
irresistível que agrada aos (os – aos) mais diversos paladares. No entanto, não há. (a – à – há) nada
melhor do que saborear um pão de queijo mineiro, digno do estado que criou a receita! Com preparos que
levam queijo minas, canastra ou, até mesmo, parmesão, é possível encontrar a receita ideal para o seu
paladar. Viaje a Minas Gerais sem sair da cozinha com esta deliciosa receita de pão de queijo mineiro!
Passo 1 - Em uma panela, coloque o óleo, o leite e a água e leve ao fogo médio;
Passo 2 - Quando começar a levantar fervura e subir, desligue o fogo;
Passo 3 - Em uma tigela grande, coloque o polvilho, o sal e misture bem, em seguida adicione à mistura
que estava fervendo;
Passo 4 - Vá adicionando aos poucos e vá misturando bem com uma colher, para escaldar o polvilho;
Passo 5 - Vá misturando a massa com as mãos até formar uma farofa;
Passo 6 - Em seguida adicione os ovos, um a um e vá mexendo a massa, amassando e misturando;
Passo 7 - Amasse a massa até que ela fique bem lisa e homogênea...
Passo 18 - Leve para assar em forno preaquecido, 200ºC, por cerca de 35 minutos ou até dourar”.
Assinale a alternativa que contenha uma sequência de palavras formadas pela antepenúltima sílaba tônica
acentuada e pronunciada com maior força e intensidade, ou seja, que contenha uma sequência de
palavras proparoxítonas:
a) sofá; filé; purê.
b) óleo; médio; distância.
c) você; açúcar; árvore.
d) âncora; ângulo; básico.
QUESTÃO 68
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2022)
Leia atentamente a seleção de frutas abaixo. Considerando-se a norma culta da Língua Portuguesa e o
uso dos acentos ortográficos, assinale a alternativa em que há desvio a essas normas.
a) Abacaxí.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
b) Açaí.
c) Cajá.
d) Maracujá.
QUESTÃO 69
(IBFC - Tec (DETRAN AM)/DETRAN AM/Administrativo/2022)
É proibido chorar
Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades de lançar meu livro e, ao mesmo tempo,
de suportar as dores diárias da sobrevivência, muita gente se identificou com a minha luta.
Nenhuma surpresa nisso, pois desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho.
E a briga pelo leite, o choro, já era o nosso grito de que não aceitaríamos tudo calados.
Infelizmente, alguns deixaram de gritar, por isso, choram até hoje. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva
de quem faz sofrer.
Sei de vários que estão na luta e merecem o meu e o nosso respeito: são os quixotes da periferia.
Não só os da periferia geográfica, mas todos os que vivem no centro do esquecimento da humanidade,
quer seja artista (?),Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Em todas as empresas, os colegas de trabalho com desagradáveis.
( ) A prática de lidar com pessoas pouco agradáveis ocorre no decorrer da nossa vida: na família, na
escola, no local de moradia até no local de trabalho.
( ) Usamos de estratégias para nos livrarmos de pessoas desagradáveis, uma delas é a de cansar a
pessoa com diversas perguntas e nos tornarmos mais ‘chatos’ que elas.
( ) Fugir de uma pessoa desagradável é uma estratégia interessante, porém, não conseguimos usá-la a
contento em todos os locais e nem a qualquer momento
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V - F - F - F.
b) F - V - V - F.
c) V - V - V - V.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
d) V - F - V - F.
e) F - V - F - V.
QUESTÃO 3
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2024)
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em
restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos
serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde.
Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão,
estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem.
Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em
benefício do corpo e da mente.
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os
quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV
ficou radiante:
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de
um deles – o que tivera a ideia da pescaria.
– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da
Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no
batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir
riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses
quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas! – Pai, você é um barato*!
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
– Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos
garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça; mente
bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias.
(Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14)
Assinale a alternativa que retrata a rotina na vida dos personagens:
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
a) “Semana inteira no escritório, lidando com problemas.”
b) “ (...) retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados.”
c) “(...) ver os maiores pescadores da paróquia em plena ação.”
d) “Trocavam a poluição pela natureza, vida ao ar livre.”
QUESTÃO 4
(IBFC - Ass PAS (AMPASS)/AMPASS RECIPREV/2024)
Texto I
A passagem por Budapeste se dissipara no meu cérebro. Quando a recordava, era como um rápido
acidente, um fotograma que trepidasse na fita da memória. Um lance ilusório, talvez, que me dispensei de
referir à Vanda ou a quem quer que fosse. É verdade que a Vanda tampouco se preocupava em saber que
grandes escritores eram esses que eu encontrava todo ano, em congressos que ninguém noticiava. Talvez
se defendesse de fantasiar aventuras do marido mundo afora, poetisas, dramaturgas, antropólogas que me
fizessem perder o juízo e o avião de volta. Portanto, seria estúpido relatar, sem convicção, a uma Vanda
que não queria ouvir, a minha madrugada solitária de Budapeste. E hoje aquela Budapeste estaria morta e
sepultada, não fosse o menino levantá-la do meu sonho. Uma tentativa de se aproximar do pai,
compreendi logo mais, que eu a rechaçara com uma brutalidade inexplicável. Às seis e meia em ponto das
manhãs seguintes, quando mãe e filho acordavam com o despertador, me obriguei a também me por de
pé. Passei a dedicar ao menino o tempo que me sobrava antes do trabalho, usado em geral para me
espreguiçar, pensar na vida e ler jornais no banheiro. Agora, quando a Vanda saía para a televisão, eu
ficava na copa tomando café com o meu filho. Observando-o às voltas com os sorvetes e coca-colas,
procurava restaurar as feições perdidas em seu rosto flácido, e admiti que eram as de um menino muito
bonito. Com a ponta do guardanapo, limpava-lhe a boca dos sucrilhos e encontrava os lábios carnudos da
mãe, como da mãe eram seus olhos negros. [...]
(BUARQUE, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p.31-32)
O texto tem um caráter memorialístico. A partir de uma leitura atenta, assinale a alternativa correta.
a) Há um narrador observador que apresenta as lembranças de outra pessoa.
b) O narrador personagem mostra uma mudança no tratamento que dava ao seu filho.
c) Com foco narrativo em terceira pessoa, é apresentado o ciúme da esposa Vanda.
d) Se nota uma Budapeste que sempre esteve viva na memória do narrador.
e) Não é possível perceber o motivo pelo qual o narrador viajara a Budapeste.
QUESTÃO 5
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2024)
Virtudes da Preguiça (por Catherine Halpern)
A questão do lugar do trabalho na sociedade é hoje mais viva do que nunca. O desenvolvimento das
tecnologias permitiu um aumento significativo da produtividade e aliviou os homens de muitas tarefas
ingratas. Entretanto, o trabalho ainda ocupa um lugar muito importante em nossas vidas.
Embora seja ainda sobre ele que repousa a distribuição da riqueza, esta não é igualmente distribuída. Uma
parte da população se encontra excluída e sofre tanto pelas condições materiais à que está reduzida como
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
pela forma como é vista.
Para o economista Jeremy Rifkin, cujo livro The End of Labor (O fim do Trabalho,1996) suscita um amplo
debate, o trabalho está em um inexorávelou não. Aliás, ser artista neste país não é um privilégio, e sim um castigo, não sei por
que tem tanta gente metida a besta só por conta disso.
Tristes figuras. Às vezes, os vejo por aí, os guerreiros, correndo atrás de sonhos e também me vejo neles,
sou um deles também, nunca deixei de sonhar, coleciono pedras, mas também semeio quimeras. Vejo e
me identifico com a luta, outras vezes, observo-os em silêncio e penso no que será que eles estão
pensando, ou como deve ser a casa deles, e, na maioria das vezes, quantos inimigos devem ter. E a única
coisa da qual tenho certeza e sei é sobre o que eles comem: poeira e lama. Seja procurando um emprego
no centro da cidade, um CD demo debaixo do braço, uns poemas numas folhas de sulfite amareladas e
sujas ou um simples bico de pedreiro, boa parte desses guerreiros passa a vida lutando e não se importa
com as portas pesadas que cada vez se fecham mais para a nossa gente, que nasce sem as chaves
certas e programadas.
A chave de tudo é não desistir, não há outra saída que não a ousadia, a perseverança e a teimosia. [...]
(VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia: histórias de um povo lindo e inteligente. São Paulo: Global Editora, 2020, p. 39-40)
Todos os vocábulos abaixo, retirados do texto, recebem o acento gráfico em razão da mesma regra de
acentuação, exceto:
a) diárias.
b) sobrevivência.
c) geográfica.
d) privilégio.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
QUESTÃO 70
(IBFC - Ag Seg (CM Itatiba)/CM Itatiba/2022)
Com base no novo acordo ortográfico, assinale a alternativa que não apresenta erro de acentuação
gráfica.
a) juiz, onomatopéia, consequência, (eles) tem.
b) juiz, onomatopéia, conseqüência, (eles) têm.
c) juíz, onomatopeia, consequência, (eles) tem.
d) juiz, onomatopeia, consequência, (eles) têm.
QUESTÃO 71
(IBFC - Mec (MGS)/MGS/Automóvel/2022)
Texto
Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo.
A data perdeu sua origem reivindicativa para se tornar um negócio com grande carga sentimental.
(David Bernal)
Um colar feito com macarrões coloridos, uma moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro
com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer o presente do Dia das Mães era todo um
acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o entusiasmo com que fazíamos na
escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos flores, ligamos com um “amo
você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão.
Ao contrário do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo
comemora o Dia das Mães. O que poucos sabem é o porquê de ele ser comemorado, já que sobre essa
data existem algumas falsas crenças.
O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países
tão diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo
de maio. Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro
lado estão a Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro.
O segundo mito é a crença de que se trata de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de
dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até que
em 1965 houve mudança.
Os primeiros sinais desta festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a
deusa Ísis, mãe de todos os faraós, e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses
Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias
a deusa Cibele em um festival chamado Hilária.
Mas para encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, onde um evento
chamado Domingo das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída
da Missa, acabou como um dia de folga no trabalho.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia das Mães.
“Levantem-se, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a conhecemos
hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das Mães
para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não
só isso: começou uma campanha para que o resto do país também comemorasse. E funcionou, pois, em
1914, o presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para
o resto do mundo. Até hoje.
Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se perdido
ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam.
[Texto adaptado de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/01/estilo/1462053874_986350.htm]
Observe as palavras retiradas do texto e assinale a alternativa em que a regra de acentuação e a divisão
silábica estejam corretas em relação às regras vigentes de ortografia e acentuação oficiais.
Palavras: ‘faraó’, ‘distância’, ‘Júpiter’.
I. ‘faraó’ é uma oxítona dissílaba.
II. ‘distância’ é uma proparoxítona polissílaba.
III. ‘Júpiter’ é uma proparoxítona trissílaba.
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) I e II apenas.
d) III apenas.
QUESTÃO 72
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 01 - Higiene ou bons modos?
Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos crianças, ouvimos nossos
pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o banho!”, “Lave as
mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos.
Um dia desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma
amiga, que se atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo,
comecei a notar as pessoas ao meu redor.
Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele me
chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio
dental, detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser,
naquele momento, um exemplo de boa conduta e higiene.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar de censura, continuou a
higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus pensamentos...
será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou vendo isso?
E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao meu
filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a
resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso).
Em relação à acentuação oficial, há uma sequência de palavras retiradas do texto e que foram acentuadas
como “oxítona – paroxítona – proparoxítona”. Assinale a alternativa em que haja essa sequência.
a) retórica – importância – será.
b) será – importância – retórica.
c) importância – será – retórica.
d) retórica – será – importância.
QUESTÃO 73
(IBFC - Ass (CM Franca)/CM Franca/Contábil/2022)
Texto
O pavão
Esses dias, limpando os armários empoeirados do tempo, encontrei um exemplar do Jornal “O Globo”, de
primeiro de agosto de 1960, eu nem tinha nascido ainda, era coisa do meu pai. Comecei a folhear e bater
os olhos em notícias antigas, eis que me deparei com uma crônica de Rubem Braga! Que grata
surpresa...reconheci nela o maestro das palavras. Resolvi trazê-la para lermos, como uma singela
homenagem a um grande escritor que nos deixou a exatos 23 anos.
Coloquei uma foto do texto original e, logo abaixo, o transcrevi.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
Assim começa a crônica: “Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendorde suas cores; é um
luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão.
Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um
prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o
máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério
é a simplicidade”.
Ainda Rubem Braga, notado pelo lirismo com que abordava o cotidiano, a simplicidade, a vida diária em
suas crônicas, vai nos abarcando quando une o pavão ao amor, isso é genialidade! Vejam:
“Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e
estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de
glórias e me faz magnífico”.
Perceberam como um assunto tão comum se torna poesia no trato dado por uma mente perspicaz, um
discurso plausível e uma alma sensível? Então, esses são os qualificativos encontrados na maioria de
seus textos, pelo menos é assim que os senti... Isso mesmo: texto é sentido.
Fonte/Autor: BRAGA, Rubem. O pavão. O Globo. Rio de Janeiro, 1 ago. 1960. Acervo da Fundação Casa de Rui
Barbosa; Portal da Crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao.Texto
ampliado especificamente para este concurso.
Segundo Bezerra (2015), “o conhecimento sobre a sílaba tônica do vocábulo é imprescindível para que
não se cometam erros no momento de se acentuar graficamente o vocábulo quando for necessário”. Leia
atentamente as afirmativas abaixo.
I. Vocábulos oxítonos → são os vocábulos cuja sílaba tônica recai na última sílaba.
II. Vocábulos paroxítonos → são os vocábulos cuja sílaba tônica recai na penúltima sílaba.
III. Vocábulos proparoxítonos → são os vocábulos cuja sílaba tônica recai na antepenúltima sílaba.
Considerando-se as afirmações acima e as regras de acentuação da Língua Portuguesa oficial no Brasil,
assinale a alternativa que não está correta.
a) A palavra “pavão” contida no texto, é uma palavra dissílaba e oxítona.
b) A palavra “íris” contida no texto, é uma palavra dissílaba e paroxítona.
c) A palavra “máximo” contida no texto, é uma palavra trissílaba e proparoxítona.
d) A palavra “mistério” contida no texto, é uma palavra polissílaba e proparoxítona.
QUESTÃO 74
(IBFC - Ag (Pref SGDA (RN))/Pref SGDA (RN)/Administrativo/2021)
Analise as afirmativas abaixo e atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) “Os jabutis machos possuem o plastrão côncavo”. A palavra em destaque é uma proparoxítona e por
isso está corretamente acentuada.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
( ) “Filantropo é aquele que ama a humanidade”. A palavra em destaque deveria receber acento
circunflexo por ser uma proparoxítona.
( ) “Esta instituição desenvolve vários trabalhos filantrópicos”. A palavra em destaque recebe acento
circunflexo por ser uma proparoxítona.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, F, F.
b) V, V, F.
c) F, V, V.
d) V, F, V.
QUESTÃO 75
(IBFC - Ag (Pref SGDA (RN))/Pref SGDA (RN)/Administrativo/2021)
Annabel Lee
Edgar Allan Poe
(tradução de Fernando Pessoa)
Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
*barras marcam divisão dos versos do poema.
Observe: “Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.” Assinale a alternativa que
apresenta corretamente a regra de acentuação gráfica utilizada nos vocábulos em destaque.
a) As palavras em destaque foram acentuadas por serem oxítonas terminadas com as vogais “a” e “e”.
b) As palavras em destaque foram acentuadas por serem proparoxítonas terminadas com as vogais “a” e
“e”.
c) As palavras em destaque foram acentuadas por serem paroxítonas terminadas com as vogais “a” e “e”.
d) As palavras em destaque foram acentuadas por serem monossílabos tônicos terminados com as vogais
“a” e “e”.
QUESTÃO 76
(IBFC - Op (SAAE SGDA (RN))/SAAE SGDA (RN)/Sistemas de Água e Esgoto/2021)
Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa que apresenta uma palavra acentuada
incorretamente.
a) O destino era próximo à estação Anhangabaú.
b) O Freguês comprou uma fortuna em presentes para a família.
c) Na última quermesse, havia um lanche exótico feito com carne de tatú.
d) Os aniversariantes do mês foram recebidos com uma salva de palmas e os parabéns.
QUESTÃO 77
(IBFC - AnaCon (COHAB Band.)/COHAB Bandeirante/2021)
Assinale a alternativa incorreta:
a) O plural do verbo ter é acentuado: ele tem, eles têm.
b) A palavra ideia não é acentuada, segundo o novo acordo ortográfico.
c) Não há acento nas palavras paroxítonas: taxi, lapis, bonus, impar.
d) De acordo com o novo acordo ortográfico, não mais existe o trema em palavras de origem portuguesa
como tranquilo, cinquenta, bilíngue.
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 59
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c', que afirma que as frases I e II estão corretas. A frase I está
correta, pois "leem" é a forma adequada do verbo "ler" para a terceira pessoa do plural, e a frase II também
está correta, pois "célebre" é acentuada corretamente. Por outro lado, a frase III apresenta um erro, pois a
forma correta do verbo "crer" na terceira pessoa do plural é "creem", e do verbo "ver" é "veem", ambos com
acento. Portanto, apenas as alternativas I e II estão corretas.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
QUESTÃO 60
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "A ideia de fazer um mau negócio o atormentava." Nesta frase,
todas as palavras estão acentuadas de acordo com as regras da língua portuguesa. "Ideia" e "mau" são
acentuadas corretamente, assim como "atormentava", que não requer acentuação, mas está escrita de
forma correta. As demais alternativas contêm erros de acentuação, como "micro-ônibus" na alternativa B,
que deveria ser escrito como "micro-ônibus" (com acento circunflexo), e "chapéu" na alternativa C, que
também deve ser acentuada. Portanto, a alternativa A é a única que apresenta todas as palavras
acentuadas corretamente.
QUESTÃO 61
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "Campainha, egoísta, saúde, falência, sótão." Todas as palavras
apresentadas nesta alternativa estão acentuadas de acordo com as regras da língua portuguesa.
"Campainha" possui acento por ser uma paroxítona terminada em ditongo; "egoísta" e "saúde" têm acento
circunflexo por serem oxítonas terminadas em 'i' e 'u'; "falência" também é acentuada por ser uma
paroxítona terminada em 'ia'; e "sótão" é acentuada por ser uma oxítona terminada em 'ão'. As demais
alternativas contêm erros de acentuação, tornando a alternativa A a única correta.
QUESTÃO 62
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c', que apresenta todas as palavras acentuadas incorretamente:
"Assembléia" deveria ser "Assembleia" (sem acento), "lêem" deveria ser "leem" (sem acento), "feiúra"
deveria ser "feiura" (sem acento), e "enjôo" deveria ser "enjoo" (sem acento). Portanto, essa alternativa é a
única que contém todas as palavras com erros de acentuação, tornando-se a resposta correta para a
questão.
QUESTÃO 63
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D: "Espécie; hidrogênio; oxigênio." Todas aspalavras apresentadas
nessa alternativa são paroxítonas e estão acentuadas corretamente, conforme as regras do Novo Acordo
Ortográfico. Palavras paroxítonas são aquelas cuja penúltima sílaba é a tônica, e é importante que estejam
acentuadas quando necessário, como no caso de "espécie" e "hidrogênio". A alternativa D é a única que
atende a todos os critérios exigidos pela questão.
QUESTÃO 64
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, pois a palavra "tranqüilo" apresenta um desvio das normas da
língua portuguesa atual. Desde a reforma ortográfica de 2009, o trema foi abolido em palavras da língua
portuguesa, sendo assim, a forma correta é "tranquilo". As demais alternativas estão de acordo com a
norma culta e o uso correto dos acentos ortográficos.
QUESTÃO 65
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "Alguém, regras, você, português, exemplo." Todas as palavras
apresentadas estão acentuadas de acordo com as regras de acentuação da língua portuguesa. As
palavras "Alguém", "você" e "português" possuem acentos gráficos que são necessários, enquanto
"regras" e "exemplo" não precisam de acentuação, pois são palavras paroxítonas terminadas em "as" e "o",
respectivamente. As outras alternativas contêm erros de acentuação, como a falta de acento em "alguem"
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
e "voce", e o uso incorreto de acentos em "régras" e "exêmplo".
QUESTÃO 66
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a **E) jibóia**. Essa palavra apresenta um acento gráfico que é
adequado, pois o acento circunflexo em "jibóia" indica a tonicidade da vogal "o" em um ditongo, mas a
questão pede a palavra que apresenta o acento de forma indevida. As demais alternativas, como "herói",
"céu", "dói" e "véu", têm acentuação correta, uma vez que seguem as regras do Novo Acordo Ortográfico.
Portanto, a alternativa E é a única que não se encaixa corretamente nas novas normas, pois a acentuação
de "jibóia" não é questionável, mas sim a sua presença em relação à solicitação da questão.
QUESTÃO 67
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que apresenta as palavras "âncora", "ângulo" e "básico", todas
proparoxítonas, ou seja, possuem a antepenúltima sílaba tônica acentuada. As proparoxítonas são
palavras que, por regra, sempre são acentuadas, e essa característica as distingue das demais palavras.
As outras alternativas contêm palavras que não seguem essa regra, apresentando sílabas tônicas em
posições diferentes.
QUESTÃO 68
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, "Abacaxí". O desvio em relação às normas da Língua Portuguesa
ocorre porque a forma correta de acentuação é "abacaxi", sem o acento agudo no "i". As outras
alternativas (B, C e D) estão corretas, pois as palavras "açaí", "cajá" e "maracujá" estão devidamente
acentuadas conforme as regras de acentuação da língua.
QUESTÃO 69
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'C' (geográfica). Todos os vocábulos apresentados nas alternativas
'A' (diárias), 'B' (sobrevivência) e 'D' (privilégio) recebem acento gráfico por serem palavras paroxítonas
terminadas em ditongo, enquanto 'geográfica' é uma palavra proparoxítona, que é acentuada por uma
regra diferente. Portanto, a alternativa 'C' é a única que não segue a mesma regra de acentuação dos
demais vocábulos.
QUESTÃO 70
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois apresenta todas as palavras escritas de acordo com o novo
acordo ortográfico: "juiz" (sem acento), "onomatopeia" (sem acento), "consequência" (com acento na letra
'e'), e "têm" (com acento circunflexo, indicando a forma verbal correta). As demais alternativas contêm
erros de acentuação, como o uso incorreto de acentos ou grafias desatualizadas.
QUESTÃO 71
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que "Júpiter" é uma proparoxítona trissílaba. Essa
afirmativa está correta porque "Júpiter" possui a acentuação na antepenúltima sílaba (Júp-i-ter),
caracterizando-a como uma proparoxítona. As demais afirmativas estão incorretas: "faraó" é uma oxítona e
não uma dissílaba, e "distância" é uma paroxítona, não uma proparoxítona. Portanto, a única afirmativa
correta é a que se refere a "Júpiter".
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
QUESTÃO 72
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b' (será – importância – retórica). Essa sequência apresenta uma
oxítona ("será"), seguida de uma paroxítona ("importância") e, por fim, uma proparoxítona ("retórica"). As
oxítonas são acentuadas quando terminam em 'a', 'e', 'o', 'em' e 'ens'; as paroxítonas, em geral, são
acentuadas quando não terminam em ditongo; e as proparoxítonas sempre são acentuadas. Portanto, a
alternativa 'b' atende à sequência correta de acentuação solicitada na questão.
QUESTÃO 73
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois a palavra "mistério" é, de fato, uma palavra polissílaba e
proparoxítona, já que a sílaba tônica recai na antepenúltima sílaba (mis-té-rio). As demais alternativas
apresentam erros: a alternativa A está errada porque "pavão" é uma palavra oxítona, mas é trissílaba; a
alternativa B está errada porque "íris" é uma palavra paroxítona, mas é monossílaba; e a alternativa C está
errada porque "máximo" é uma palavra paroxítona, não proparoxítona. Portanto, a alternativa D é a única
que está correta.
QUESTÃO 74
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a 'a) V, F, F'. A primeira afirmativa é verdadeira porque a palavra
"côncavo" é uma proparoxítona e, portanto, está corretamente acentuada. A segunda afirmativa é falsa,
pois "filantropo" não é uma proparoxítona e, por isso, não recebe acento circunflexo. A terceira afirmativa
também é falsa, já que "filantrópico" não é uma proparoxítona, portanto, não deve receber acento. Assim, a
sequência correta é de fato V, F, F.
QUESTÃO 75
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois as palavras "já" e "pé" são monossílabos tônicos que recebem
acento gráfico. No caso do acento, "já" é um monossílabo tônico que termina em vogal, e "pé" é um
monossílabo tônico terminado em "e". As demais alternativas estão incorretas porque não consideram que
ambas as palavras são monossílabos e, portanto, não se enquadram nas definições de oxítonas,
proparoxítonas ou paroxítonas.
QUESTÃO 76
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, pois a palavra "tatú" está acentuada de forma incorreta. O correto
é "tatu", sem acento, já que se trata de um substantivo comum que não exige acentuação gráfica. As
demais alternativas apresentam as palavras acentuadas corretamente de acordo com as regras de
acentuação da língua portuguesa.
QUESTÃO 77
Gabarito: C
Comentário: A alternativa incorreta é a Alternativa C: "Não há acento nas palavras paroxítonas: taxi, lapis,
bonus, impar." Essa afirmação é errada porque, de acordo com as regras de acentuação, as palavras
"táxi", "lápis", "bônus" e "ímpar" são paroxítonas e devem ser acentuadas graficamente. Portanto, a
alternativa C apresenta informações incorretas sobre a acentuação dessas palavras, tornando-a a resposta
correta para a questão.
Língua Portuguesa
Acentuação gráfica
Emprego das classes de palavras
QUESTÃO 78
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Apoio ao Educando/2021)
Texto II
Um asno, vítima da fome e da sede, depois de longa caminhada, encontrou um campo de viçoso feno ao
lado do qual corria um regato de límpidas águas. Consumido pela fome e pela sede, começou a hesitar,
não sabendo se antes comia o feno e depois bebia da água ou se antes saciava a sede e depois aplacava
a fome. Assim, perdido na indecisão, morreu de fome e de sede.
(Fábula de Buridan, filósofo da Idade Média)
No início do texto II, o personagem “asno” é introduzido ao leitor por meio do “um”, artigo que cumpre o
seguinte papel:
a) apresenta o substantivo de modo bem específico.
b) delimita qualidades exclusivas do substantivo.
c) singulariza determinado animal entre seus pares.
d) confere ao substantivo uma ideia de indefinição.
QUESTÃO 79
(IBFC - Sold (CBM PB)/CBM PB/Combatente/2023)
Texto I
O incendiadorde caminhos
Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as
chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger
ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na
realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as
razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os
camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir
essa incumbência.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a
converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais
razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a
que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher
a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas
esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações
invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de
Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem
não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da
sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos
e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais
que garantam estabilidade.
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de
um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um
dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que
progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O
fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio
tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de
referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e
seguro. [...]
(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
O vocábulo “boas-vindas” é um substantivo composto.
Dentre os vocábulos compostos abaixo, indique o que apresenta a flexão de número correta:
a) vices-diretores.
b) cirurgiões-dentistas.
c) segundas-feira.
d) quebras-mares.
e) beijas-flores.
QUESTÃO 80
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Assinale a alternativa correta, em que o termo “vencedor” é um substantivo.
a) Ela ganhou o prêmio vencedor.
b) O vencedor foi o que ganhou também a última corrida.
c) O prêmio será do trabalho vencedor.
d) O melhor será o participante vencedor da disputa.
e) O aluno vencedor será aquele que acertar o resultado do problema.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
QUESTÃO 81
(IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022)
Texto I
A Mulher do Vizinho
Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército
morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora,
às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu
ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial,
dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem
recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a
dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
- O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca
ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis
do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de
respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem
entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex!
Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo
em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O
sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
- Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
- Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem
meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor
também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército,
sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
- Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
- Da ativa, Motinha! Sai dessa…
Fernando Sabino
Utilize o texto acima para responder a questão
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
As classes de palavras possuem formações sufixais. Retorne ao texto “A Mulher do vizinho” e observe a
lista das palavras abaixo em seu contexto. Assinale a alternativa que apresenta a única em que o sufixo
“-ADO” é formador de um substantivo.
a) Reclinado.
b) Delegado.
c) Espantado.
d) Desalentado.
e) Descuidado.
QUESTÃO 82
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2022)
Analise cuidadosamente todos os substantivos grafados abaixo e quanto a sua classificação, assinale a
alternativa que os apresenta incorretamente.
I. Guarda-chuva.
II. Girassol.
III. Café.
IV. Cafeteira.
a) Guarda-chuva é um substantivo composto.
b) Girassol é um substantivo simples.
c) Café é um substantivo primitivo.
d) Cafeteira é um substantivo derivado
QUESTÃO 83
(IBFC - Ag Sg Sc (SEJUSP MG)/SEJUSP MG/2022)
Texto I
Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não
conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na
garganta, pois sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada
história que escutava. Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas
tristezas para Maria-Nova. Mas a menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia,
mas naquela que ela traz no peito. Na ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó,
do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do bisavô que
tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha. Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades
de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca vivera. Entretanto o que doía mesmo em
Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no fundo, a miséria era a mesma. O seu
povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram os vencedores, e sim, quase
sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cásempre ardia, doía e sangrava muito.
(EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017)
1 para os escravizados, era como se chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de
aversão à privação da liberdade
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
A oração “em que ele percebeu” relaciona-se com a anterior cumprindo um papel:
a) adverbial.
b) substantivo.
c) adjetivo.
d) pronominal.
QUESTÃO 84
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2022)
Você é mais tênis ou frescobol?
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o
outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que
tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada
- palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O
prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar
porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo
ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de
propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa
pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou
ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro
de um, no frescobol, é (...) um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo
é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado.
Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
Adaptado de “Você é mais tênis ou frescobol?” - Rubem Alves.
No decorrer do texto, o autor utiliza o adjetivo “sádico”. Assinale a alternativa que apresenta um significado
equivalente ao adjetivo citado.
a) Compassivo.
b) Perverso.
c) Indulgente.
d) Aprazível.
QUESTÃO 85
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2022)
Analise o excerto a seguir para responder a questão.
Os cometas são corpos celestes que, junto com os planetas e asteroides, integram o Sistema Solar. Eles
são descritos por astrônomos como "pedras de gelo sujo". Isso se deve a sua constituição, que é,
basicamente, gases congelados, poeira cósmica e rochas. Esses corpos celestes possuem órbita em
formato de elipse em torno do Sol. Logo, a proximidade em relação ao astro varia de acordo com a posição
em que estão localizados.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
A partir do parágrafo apresentado, assinale a alternativa que não contenha adjetivo.
a) (Os planetas) possuem órbitas mais regulares.
b) Esses corpos celestes possuem tempo de vida variável.
c) (...) um tempo de vida curto.
d) (...) os cometas se diferenciam dos planetas.
QUESTÃO 86
(IBFC - GM (Pref Vinhedo)/Pref Vinhedo/2020)
Texto I
Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não
atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e
seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os
bancos de macambira.
Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os
berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se.
Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de
sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão
se admiraria, invejoso.
- Inferno, inferno.
Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha
Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e
poderosa. Se houvesse feito menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas
tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais
quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa única dos
cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado, fazia-o observar os pais antes
de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à
cachorrinha com abundância de gritos e gestos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60)
As expressões destacadas em “repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o
som dos galhos” cumprem um papel importante uma vez que:
a) conferem dinamismo ao texto, com noção de movimento, de ação, exercendo valor verbal.
b) indicam especificações em relação ao substantivo a que se referem, cumprindo valor adjetivo.
c) apresentam conotação adverbial revelando circunstâncias de modo em relação ao substantivo.
d) sugerem a noção de posse em relação a termos genéricos, sendo classificadas como pronomes.
QUESTÃO 87
(IBFC - Sold (PM SE)/PM SE/Combatente/2018)
Rua da Amargura
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
(Vinicius de Moraes)
A minha rua é longa e silenciosa como um caminho que foge
E tem casas baixas que ficam me espiando de noite
Quando a minha angústia passa olhando o alto(a).
A minha rua tem avenidas escuras e feias
De onde saem papéis velhos correndo com medo do vento(b)
E gemidos de pessoas que estão eternamente à morte.
A minha rua tem gatos que não fogem e cães que não ladram
Tem árvores grandes que tremem na noite silente
Fugindo as grandes sombras dos pés aterrados(c).
A minha rua é soturna...
Na capela da igreja há sempre uma voz que murmura louvemos
Sozinha e prostrada diante da imagem
Sem medo das costas que a vaga penumbra apunhala.[...](d)
O texto é marcado pela presença de muitos adjetivos. Desse modo, assinale a alternativa em que a palavra
destacada NÃO é um exemplo de adjetivo.
a) “Quando a minha angústia passa olhando o alto.”
b) “De onde saem papéis velhos correndo com medo do vento”.
c) “Fugindo as grandes sombras dos pés aterrados.”
d) “Sem medo das costas que a vaga penumbra apunhala.”
QUESTÃO 88
(IBFC - Ag (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Cultural/2018)
Texto
O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não
viesse. [...] Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move
em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.
Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que
“de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja,
fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. [...] Seu ponto de vista é o contrário
do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de
tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se
somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete
despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”[...]
Se não sentir fome ou dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de
descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.
(JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2, p. D 10)
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Cumprindo papel caracterizador, os adjetivos elocuções adjetivas são instrumentos que podem contribuir
para indicação do posicionamento do autor. Dessa forma, assinale a alternativa em que a locução adjetiva
assume um caráter mais subjetivo, sinalizando um posicionamento do autor.
a) “parado no sinal de trânsito” (1º§).
b) “o menino de rua só pode brincar” (2º§).
c) “A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades” (2º§).
d) ”sair do útero da mãe” (3º§).
QUESTÃO 89
(IBFC - TAT (DETRAN DF)/DETRAN DF/2022)
Texto
Meu reino por um pente
(Paulo Mendes Campos)
Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida
pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los.
A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza
imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do
radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas
palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa
miséria”.
Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando
pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo
indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.
Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco
de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido
edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo.
Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha
caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo
ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas
Gerais, renunciar...
Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar
com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não
suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais,
a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...]
1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881.
2 desastre, catástrofe
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Em “Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar” (7º§), ainda que pertençam ao modo
Indicativo e ilustrem tempos distintos, semanticamente, os verbos destacados conferem ao enunciado um
valor de:
a) revolta.
b) incerteza.
c) negação.
d) imposição.
QUESTÃO 90
(IBFC - Tec (SESACRE)/SESACRE/Órtese e Prótese Ortopédica/2022)
Texto II
“Morrer... Eu não tinha medo de morrer. Por minha juventude, talvez, ou algo assim... Estávamos rodeados
pela morte, a morte estava sempre por perto, porém eu não pensava nela. Não falávamos a respeito. Ela
nos rodeava e cercava bem de perto, mas eu sempre passava batido. Uma noite, uma companhia inteira
veio fazer reconhecimento de combate na área do nosso regimento. Quando estava amanhecendo, ela se
retirou, e começamos a escutar gemidos vindos da faixa neutra. Um ferido tinha ficado ali. ‘Não vá, vão
matar você’, os soldados não me deixavam ir, ‘não vê que já está clareando?”
Não dei ouvidos e rastejei para lá. Achei o ferido e arrastei-o por oito horas, usando um cinto que amarrei
na mão. Trouxe-o com vida. O comandante ficou sabendo e, de cabeça quente, me deu cinco dias de
prisão pela ausência sem autorização. Mas o comandante substituto do regimento reagiu de outra forma:
‘Merece uma medalha’.
Aos dezenove anos recebi a Medalha por Bravura. Aos dezenove anos meus cabelos ficaram brancos. Aos
dezenove anos, na última batalha, um tiro pegou meus dois pulmões, a segunda bala passou no meio de
duas vértebras. Minhas pernas ficaram paralisadas... E fui dada como morta...
Aos dezenove anos... Minha neta tem essa idade agora. Olho para ela e não acredito. É uma criança!
Cheguei do front em casa, minha irmã me mostrou a notificação de óbito... Tinham me enterrado...”
(Nadiéjda Vassílievna Aníssimova, enfermeira-instrutora do batalhão
de metralhadoras, no livro A guerra não tem rosto de mulher, de
Svetlana Aleksiévitch, 2016, p. 77-78)
No primeiro parágrafo, um tempo verbal é empregado para referir-se a ações que apresentavam certo
prolongamento e continuidade, que não eram apenas pontuais. Trata-se do:
a) presente do Indicativo.
b) pretérito imperfeito do Indicativo.
c) pretérito perfeito do Indicativo.
d) futuro do pretérito do Indicativo.
QUESTÃO 91
(IBFC - Aux (FSA)/FSA/Administração I/2019)
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Quanto à classificação gramatical das expressões extraídas do texto: “use”, “compre”, “beba”, “prove”,
“coma”, assinale a alternativa correta.
a) são verbos no presente do indicativo.
b) são verbos no modo imperativo.
c) são advérbios no pretérito imperfeito.
d) são advérbios no modo subjuntivo.
QUESTÃO 92
(IBFC - Ass San (EMBASA)/EMBASA/Agente Administrativo/2017)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. Mesmo tendo ________________ a conta, o cliente teve a sua assinatura cancelada.
II. Até ontem à noite, as mercadorias não tinham ________________.
III. Eu deveria ter ____________ o pen drive.
a) pagado - chegado - trazido.
b) pagado - chego - trazido.
c) pago - chego- trago.
d) pago - chegado - trago.
QUESTÃO 93
(IBFC - TAT (DETRAN DF)/DETRAN DF/2022)
Texto
Meu reino por um pente
(Paulo Mendes Campos)
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida
pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los.
A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza
imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do
radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas
palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa
miséria”.
Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando
pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo
indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.
Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco
de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido
edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo.
Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha
caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo
ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas
Gerais, renunciar...
Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar
com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não
suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais,
a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...]
1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881.
2 desastre, catástrofe
Nas orações “Filhos, melhor não tê-los” e “como sabê-lo” (4º§),notam-se pronomes oblíquos átonos que
apresentam semelhanças e distinções entre si. Quanto a eles, é correto afirmar que:
a) o primeiro está enclítico ao verbo e o segundo em posição proclítica.
b) o primeiro exerce a função de objeto direto e o segundo, de objeto indireto.
c) o primeiro faz uma referência anafórica e o segundo, catafórica.
d) o primeiro tem um substantivo como referente e o segundo, uma ideia ou oração.
QUESTÃO 94
(IBFC - Ag Adm (DIVIPREV)/DIVIPREV/2018)
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Um pé de milho
Os americanos, através do radar, entraram em contato com a lua, o que não deixa de ser emocionante.
Mas o fato mais importante da semana aconteceu com meu pé de milho.
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que
podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro
na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava
do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim.
Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros,
lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu
nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um
canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo
e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão
imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi numa noite
de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um
galo cantando.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de
milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele
pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força
e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de
milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata
máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.
(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27. Ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p.77)
O vocábulo destacado em “Há muitas flores belas no mundo” (4º§) flexiona-se em função de sua
classificação morfológica. Assinale a alternativa em que se destaca um vocábulo que tenha essa mesma
classificação.
a) Todos acordaram muito preocupados.
b) Ele tomou muito remédio ontem.
c) O responsável passou muito mal.
d) Queria ter dançado muito na festa.
QUESTÃO 95
(IBFC - Sold (CBM PB)/CBM PB/Combatente/2023)
Texto I
O incendiador de caminhos
Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as
chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger
ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na
realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as
razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os
camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir
essa incumbência.
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a
converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais
razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a
que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher
a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas
esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações
invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de
Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem
não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da
sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos
e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais
que garantam estabilidade.
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de
um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um
dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que
progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O
fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio
tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de
referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e
seguro. [...]
(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
Em “que irei falar neste breve depoimento”, o pronome que se encontra contraído no termo destacado
pode ter seu emprego justificado por:
a) apontar a proximidade do interlocutor.
b) se referir a um futuro distante da enunciação.
c) indicar o tempo presente da enunciação.
d) retomar uma informação citada anteriormente.
e) situar elementos de uma enumeração.
QUESTÃO 96
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2022)
Recordação
“Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem
reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora pra percorrer a
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele me encara pelo
espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte
e cinco anos de casado”.
Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1o de junho de 1988. A gente
se conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco
anos atrás… Fazer o quê, né? Se Deus quis assim…”.
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto
muito”. “Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil?
Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto
dela fazendo as coisas dela, entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada.
Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De
avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na
cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho
pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano
mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá enunca
tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim
de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido,
pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá
acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet
ski do meu cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”
“Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de
viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar onde a gente se
conheceu.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda
morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: ‘Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de
sapatos e disse: ‘É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.”
Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas cinquenta pessoas pelas
mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “Primeiro de junho de 1988?”
“Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava
nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai
chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o
testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo vinte e cinco anos hoje, hoje, rapaz. Ali do lado da
banca, tá bom pra você?”
(PRATA, Antonio. Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 12)
Na passagem “Sei lá, quis voltar naquele bar onde a gente se conheceu.”(4º§), o distanciamento espacial
do enunciador em relação ao local lembrado fica evidenciado por meio do seguinte recurso da linguagem:
a) o uso do pronome relativo referenciando uma ideia de lugar.
b) a especificação do encontro por meio da expressão “se conheceu”.
c) o emprego de um pronome demonstrativo de terceira pessoa.
d) a noção de indefinição propiciada pela expressão “Sei lá”.
QUESTÃO 97
(IBFC - Moto (CM Vassouras)/CM Vassouras/2015)
Dentro de um abraço
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num
determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons
amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa
sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na
minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco,
numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de
dentista.
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Meu palpite: dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente
com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre
seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que
você pensa e sofre dentro de um abraço se dissolve.
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um
recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta,
estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.
O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se
faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz
nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
[...]
(Martha Medeiros)
Em “Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive”(2º§), o pronome em destaque está
empregado corretamente. Desse modo, dentre as alternativas abaixo, assinale aquela em que também se
acerta no emprego deste termo.
a) Esta é uma idade onde sobra disposição.
b) Refiro-me a um tempo onde éramos felizes.
c) Busca-se um relacionamento onde haja parceria.
d) Falo daquela solução onde todos ficam satisfeitos.
e) O Brasil é um país onde o debate é favorecido.
QUESTÃO 98
(IBFC - Ad Adm (SESACRE)/SESACRE/2022)
Texto II
“Morrer... Eu não tinha medo de morrer. Por minha juventude, talvez, ou algo assim... Estávamos rodeados
pela morte, a morte estava sempre por perto, porém eu não pensava nela. Não falávamos a respeito. Ela
nos rodeava e cercava bem de perto, mas eu sempre passava batido. Uma noite, uma companhia inteira
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
veio fazer reconhecimento de combate na área do nosso regimento. Quando estava amanhecendo, ela se
retirou, e começamos a escutar gemidos vindos da faixa neutra. Um ferido tinha ficado ali. ‘Não vá, vão
matar você’, os soldados não me deixavam ir, ‘não vê que já está clareando?”
Não dei ouvidos e rastejei para lá. Achei o ferido e arrastei-o por oito horas, usando um cinto que amarrei
na mão. Trouxe-o com vida. O comandante ficou sabendo e, de cabeça quente, me deu cinco dias de
prisão pela ausência sem autorização. Mas o comandante substituto do regimento reagiu de outra forma:
‘Merece uma medalha’.
Aos dezenove anos recebi a Medalha por Bravura. Aos dezenove anos meus cabelos ficaram brancos. Aos
dezenove anos, na última batalha, um tiro pegou meus dois pulmões, a segunda bala passou no meio de
duas vértebras. Minhas pernas ficaram paralisadas... E fui dada como morta...
Aos dezenove anos... Minha neta tem essa idade agora. Olho para ela e não acredito. É uma criança!
Cheguei do front em casa, minha irmã me mostrou a notificação de óbito... Tinham me enterrado...”
(Nadiéjda Vassílievna Aníssimova, enfermeira-instrutora do batalhão
de metralhadoras, no livro A guerra não tem rosto de mulher, de
Svetlana Aleksiévitch, 2016, p. 77-78)
A repetição, no terceiro parágrafo, da expressão adverbial “Aos dezenove anos” busca contrastar a
juventude do enunciador com a dureza das experiências representadas. Considerando o contexto, tem-se,
destacado, outro exemplo de expressão adverbial em:
a) “Por minha juventude, talvez, ou algo assim...” (1º§)
b) “Uma noite, uma companhia inteira veio fazer” (1º§)
c) “usando um cinto que amarrei na mão” (2º§)
d) “Olho para ela e não acredito.” (4º§)
QUESTÃO 99
(IBFC - Tec Adm (DPE MT)/DPE MT/Área Fim/2022)
Texto
Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi
assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em
estúdio, iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade.
Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores de rua com três cães. Abordou-os e, no fim
dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida Paulista. “Vão fazer o que lá?”,
perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de lá”, contou a dupla,
que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus bichinhos.
Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste
universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto
que nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas redes sociais de Leporo, gerando imenso
interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do clique, havia quem quisesse
saber mais sobre os bastidores daquela imagem.
Era isso! Para dar visibilidade àquelas pessoase a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso
narrar as suas histórias. E foi assim, de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes
comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo.
“Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade. É com ele
que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu José,
morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14
deles ao lado do pequeno Duque. [...]
(Revista Ocas, edição nº119, 2019)
No sexto parágrafo, ao fazer uso da expressão adverbial “às vezes”, o enunciado:
a) explicita, de modo específico, a incidência do que se afirma.
b) relativiza o sentido da afirmação, impedindo a generalização.
c) intensifica o conteúdo do que se afirma por meio do exagero.
d) quantifica, com precisão, a ocorrência do que é afirmado.
QUESTÃO 100
(IBFC - Ag Exec (SEJUF PR)/SEJUF PR/Técnico de Enfermagem/2021)
Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassouras, como se fossem cisco.
Limpava o chão, passava pano molhado para refrescar, ia chorar e dormir. Meu coração agora faz
diferença nenhuma de coração de galinha ou barata que galinha come. Não tem amor nele, nem de mãe,
nem de esposa, nem de nada. Tá seco, raivoso e antipático, quer é sossego, quer é lembrar o morto horas
a fio, espernear em cima de vida tão sem graça e cinzenta. Gosto de ir até no fundo da cisterna e revirar o
lodo, tirar ele com a mão, me emporcalhar bastante, só pra depois ver água minando clarinha de novo.
Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas, gosto de lavar o filtro todo o sábado, encher as
talhas com água nova, gosto. Gosto, mas exaspero-me esquecida dos dons, e parto, como hoje, o pão
sem reparti-lo.
(PRADO, Adélia. Solte os cachorros. Rio de Janeiro/São Paulo. Editora Record, 2006. p.71)
As locuções adverbiais cumprem papel acessório no texto modificando, geralmente, um verbo. Assinale a
opção cujo termo destacado é um exemplo desse tipo de expressão.
a) “varria as pessoas todas com vassouras”.
b) “passava pano molhado para refrescar”.
c) “ver água minando clarinha de novo”.
d) “Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas”.
e) “mas exaspero-me esquecida dos dons”.
QUESTÃO 101
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Leia a tirinha abaixo para responder à questão seguinte.
(http://www.blogdoenem.com.br)
Em “Tudo bem, mas antes dá pra acertar o pronome?”, a conjunção “mas” pode ser substituída por:
a) contudo; porém.
b) entretanto; pois.
c) todavia; portanto.
d) por conseguinte; assim.
e) porquanto; que.
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 78
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois o artigo "um" utilizado no início do texto indica que o asno é
apresentado de forma indefinida, ou seja, não se refere a um asno específico, mas a um qualquer entre
muitos. Isso confere ao leitor a ideia de que se trata de um exemplo genérico, ilustrando uma situação que
poderia acontecer com qualquer asno, e não apenas com um em particular.
QUESTÃO 79
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B) cirurgiões-dentistas**, pois apresenta a flexão de número
adequada para um substantivo composto. No caso de "cirurgiões-dentistas", a forma plural é corretamente
formada ao pluralizar ambos os elementos do composto, mantendo a concordância. As demais alternativas
apresentam erros na flexão de número: "vices-diretores" (alternativa A) é uma forma não usual,
"segundas-feira" (alternativa C) é incorreta, pois o correto é "segundas-feiras", "quebras-mares" (alternativa
D) não é uma forma aceita, e "beijas-flores" (alternativa E) também não é a forma plural correta, que seria
"beija-flores".
QUESTÃO 80
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**: "O **vencedor** foi o que ganhou também a última corrida."
Nessa frase, o termo "vencedor" é utilizado como um substantivo, referindo-se diretamente à pessoa que
ganhou a corrida. As outras alternativas apresentam o termo "vencedor" em contextos onde ele atua como
adjetivo ou parte de uma construção que não o caracteriza como um substantivo isolado, o que não se
aplica à alternativa B.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
QUESTÃO 81
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B) Delegado, pois o sufixo "-ADO" em "delegado" forma um
substantivo que designa a pessoa que exerce a função de delegado. As demais opções, como "reclinado",
"espantado", "desalentado" e "descuidado", são adjetivos que descrevem estados ou características, mas
não se referem a substantivos. Portanto, apenas "delegado" se destaca como um substantivo formado pelo
sufixo "-ADO".
QUESTÃO 82
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que afirma que "Girassol é um substantivo simples". Essa
afirmação está incorreta, pois "girassol" é um substantivo composto, formado pela junção de "gira" e "sol".
As demais alternativas estão corretas: "guarda-chuva" é um substantivo composto, "café" é um substantivo
primitivo e "cafeteira" é um substantivo derivado. Portanto, a alternativa B é a única que apresenta uma
classificação errada.
QUESTÃO 83
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) adjetivo'. A oração “em que ele percebeu” funciona como um
adjunto adjetivo, pois está qualificando o sujeito da oração anterior, indicando uma circunstância
relacionada ao momento em que Bondade se calou. Essa relação de qualificação é típica dos adjuntos
adjetivos, que acrescentam informações sobre o sujeito ou o objeto da oração. Portanto, a escolha da
alternativa 'c' está correta, pois reflete a função que a oração exerce no contexto da frase.
QUESTÃO 84
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B) Perverso, pois o adjetivo "sádico" refere-se a alguém que obtém
prazer com o sofrimento ou a dor dos outros, o que se alinha com a ideia de perversidade. As outras
alternativas, como "compassivo", "indulgente" e "aprazível", têm significados opostos ou não relacionados
ao conceito de causar dor ou prazer à custa do outro, tornando a alternativa B a única que reflete
adequadamente o significado do termo utilizado pelo autor.
QUESTÃO 85
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois a frase "os cometas se diferenciam dos planetas" não contém
nenhum adjetivo. Os adjetivos são palavras que qualificam ou caracterizam substantivos, e na alternativa
D, não há palavras que desempenhem essa função. As demais alternativas apresentam adjetivos, como
"regulares" na alternativa A, "variável" na alternativa B e "curto" na alternativa C, que qualificam os
substantivos que as acompanham.
QUESTÃO 86
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, pois as expressões "do vento" e "dos galhos" especificam os sons
que estão sendo imitados pelo menino, funcionando como adjuntos adnominais que qualificam os
substantivos "barulho" e "som". Isso significa que essas expressões ajudam a dar mais detalhes sobre
quais sons estão sendo referidos, cumprindo, assim, um papel adjetivo ao indicar características
específicas dos substantivos mencionados.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
QUESTÃO 87
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: “Quando a minha angústia passa olhando o **alto**.” A palavra
"alto" nesta frase não é um adjetivo, mas sim um substantivo que se refere a uma posição elevada ou ao
céu, dependendo do contexto. As demais alternativas contêm palavras que funcionam como adjetivos,
qualificando os substantivos que acompanham. Portanto, a alternativa A é a única que não apresenta um
exemplo de adjetivo, justificando sua escolha como resposta correta.
QUESTÃO 88
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C: “A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades” (2º§). Essa
locução adjetiva "de impossibilidades" carrega um caráter subjetivo e expressa claramente o
posicionamento do autor em relação à realidade do menino de rua, sugerindoque a cidade, embora pareça
cheia de oportunidades, na verdade é um espaço que exclui e limita as possibilidades de vida para ele.
Essa visão crítica é um reflexo da percepção do autor sobre as desigualdades sociais presentes no
ambiente urbano.
QUESTÃO 89
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B) incerteza. No trecho "Creio que seria capaz (talvez seja
presunção) de aguentar", o uso do verbo "creio" no presente do indicativo e "seria" no condicional expressa
uma dúvida ou uma falta de certeza sobre a capacidade do eu-lírico de suportar a situação descrita. A
expressão "talvez seja presunção" reforça essa ideia de incerteza, indicando que o eu-lírico não tem plena
confiança em sua afirmação, o que caracteriza o valor semântico de incerteza.
QUESTÃO 90
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b) pretérito imperfeito do Indicativo'. O pretérito imperfeito é utilizado
para descrever ações que ocorreram de forma contínua ou habitual no passado, sem um limite definido, o
que se encaixa na ideia de prolongamento e continuidade mencionada na questão. No primeiro parágrafo
do texto, a narrativa reflete essa característica ao relatar experiências e sentimentos que estavam
presentes de maneira constante durante a vivência do narrador, como a presença da morte e a falta de
medo em relação a ela.
QUESTÃO 91
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**, que afirma que as expressões “use”, “compre”, “beba”, “prove”
e “coma” são verbos no modo imperativo. Essa classificação está correta porque essas formas verbais são
utilizadas para dar ordens, conselhos ou instruções, características típicas do modo imperativo. As demais
alternativas estão incorretas, pois não refletem a função e a conjugação dos verbos apresentados.
QUESTÃO 92
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a 'A', que preenche as lacunas de forma adequada: "pagado" se refere
ao ato de quitar uma conta, "chegado" indica que as mercadorias não tinham chegado até o momento
mencionado, e "trazido" é a forma correta do particípio do verbo trazer, que se encaixa na frase sobre o
pen drive. As demais alternativas apresentam erros de conjugação ou uso inadequado das formas verbais,
não completando as frases de maneira correta.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
QUESTÃO 93
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que "o primeiro tem um substantivo como referente e o
segundo, uma ideia ou oração". Na frase "Filhos, melhor não tê-los", o pronome "tê-los" refere-se
diretamente ao substantivo "filhos". Já na frase "como sabê-lo", o pronome "sabê-lo" refere-se à ideia
expressa na oração anterior, que discute a questão de ter ou não filhos. Portanto, a distinção entre os
pronomes se dá pela natureza do que eles estão se referindo: um substantivo no primeiro caso e uma ideia
ou oração no segundo.
QUESTÃO 94
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "Ele tomou muito remédio ontem." O vocábulo "muito" nessa frase
é um advérbio de quantidade, assim como "muitas" na frase "Há muitas flores belas no mundo", que é um
adjetivo que também indica quantidade. Ambas as palavras têm a função de modificar substantivos,
indicando a intensidade ou a quantidade do que está sendo referido. Portanto, a classificação morfológica
é a mesma, justificando a escolha da alternativa B.
QUESTÃO 95
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C) "indicar o tempo presente da enunciação". O pronome "que" na
expressão "que irei falar" é utilizado para referir-se a algo que será abordado no momento atual da fala, ou
seja, no presente. Essa utilização demonstra que o enunciador está se referindo a um ato que ocorrerá em
breve, caracterizando a temporalidade presente da enunciação.
QUESTÃO 96
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'C', que menciona "o emprego de um pronome demonstrativo de
terceira pessoa". Essa escolha é adequada porque a expressão "naquele bar" utiliza o pronome
demonstrativo "aquele", que indica um distanciamento espacial em relação ao local mencionado,
evidenciando que o enunciador não está mais presente naquele espaço, mas sim se recorda dele. Esse
recurso linguístico é crucial para transmitir a ideia de saudade e nostalgia em relação ao passado.
QUESTÃO 97
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'E', pois o pronome "onde" é utilizado de forma adequada para indicar
um lugar em que ocorre uma ação ou situação, neste caso, referindo-se ao ambiente em que o debate é
favorecido. As demais alternativas falham no uso do pronome "onde", que não se aplica corretamente a
contextos que se referem a tempo ou condições, como nas alternativas 'A', 'B', 'C' e 'D', onde o uso de
"quando" ou "em que" seria mais apropriado.
QUESTÃO 98
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: “Por minha juventude, talvez, ou algo assim...”. Essa expressão
adverbial destaca uma circunstância que influencia a percepção do enunciador sobre a morte,
contrastando com as experiências difíceis que ele vivenciou. A repetição da expressão “Aos dezenove
anos” no texto enfatiza a juventude do narrador em meio a situações extremas, e a expressão escolhida na
alternativa A também cumpre essa função ao referir-se à juventude como um fator que pode ter contribuído
para a falta de medo em relação à morte.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
QUESTÃO 99
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**, que afirma que a expressão adverbial "às vezes" relativiza o
sentido da afirmação, impedindo a generalização. Isso ocorre porque a expressão indica que o que é dito
não se aplica a todos os casos, mas sim a algumas situações específicas, permitindo uma interpretação
mais flexível e evitando conclusões absolutas sobre a relação entre os moradores de rua e seus cães.
Essa nuance é importante para compreender a complexidade das experiências retratadas no texto.
QUESTÃO 100
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: “varria as pessoas todas com vassouras”. Nesta frase, a expressão
"com vassouras" é uma locução adverbial que indica o meio pelo qual a ação de varrer é realizada,
modificando o verbo "varria". As locuções adverbiais têm a função de adicionar informações sobre como,
quando, onde ou de que maneira a ação ocorre, e neste caso, especificam o instrumento utilizado na ação
de varrer. As demais alternativas não apresentam locuções adverbiais, mas sim complementos ou
adjetivos que não desempenham essa função modificadora no contexto apresentado.
QUESTÃO 101
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A) "contudo; porém", pois essas conjunções são sinônimas de "mas"
e podem ser utilizadas para introduzir uma ideia que contrasta ou limita a afirmação anterior, mantendo a
mesma função na frase. As outras alternativas apresentam conjunções que não têm o mesmo sentido de
oposição ou contraste, como "por conseguinte" e "portanto", que indicam consequência, e "porquanto", que
indica causa.
Língua Portuguesa
Emprego das classes de
palavras
Emprego do sinal indicativo de crase
QUESTÃO 102
(IBFC - GM (Pref Manaus)/Pref Manaus/2024)
Leia a explicação sobre acentuação e identifique o sinal utilizado na formação da crase:
“Os acentos são notações léxicas empregadas sobre algumas vogais para indicar a sílaba tônica ou para
indicar a fusão entre elas (...)”.
(Bezerra, 2015, p. 60)
a) Grave
b) Apóstrofo
c) Agudo
d) Til
e) Circunflexo
QUESTÃO 103
(IBFC - ATI (IMBEL)/IMBEL/Sem Área/2024)
Texto I
Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)
Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu
desenvolvimento
Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade.
Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo
condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”,
desanimado ou inconveniente.
A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar dodeclínio. Por causa da automatização e da informatização, uma
grande parte dos empregos em todos os setores de atividade está prestes a desaparecer e inutilizar
grande parte da população trabalhadora ativa.
Diante desse problema social, o autor defende a redução do tempo de trabalho, de repensar a distribuição
da riqueza de uma outra maneira que não seja baseada na produção e de desenvolver ainda mais o que
chama de "terceiro setor", ou seja, a economia social e a esfera associativa que trabalham para o
bem-estar do outro. [...] A vida humana não se resume à produção.
(Texto adaptado para este concurso- tradução nossa. O texto original em Siences humaines, Mensal N° 196 -
agosto-setembro de 2008, está disponível em
https://www.scienceshumaines.com/des-vertus-de-la-paresse_fr_22454.html acesso em 22 jan-24)
Segundo Jeremy Rifkin, podemos ‘repensar a distribuição de riquezas’ de outra forma que não sobre a
base de produção. Identifique a alternativa que completa corretamente o trecho apresentado.
a) Reduzindo a carga horária de trabalho e investindo em produção.
b) Apenas desenvolvendo o terceiro setor e aumentando de produção.
c) Repensando melhor a distribuição de riquezas e a não redução do tempo de trabalho.
d) Redução do tempo de trabalho, repensar o modo de distribuição de riqueza, desenvolver o terceiro
setor.
QUESTÃO 6
(IBFC - GM (Pref Manaus)/Pref Manaus/2024)
Texto 1- O que nos mantém vivos?
(por Ricardo Viveiros)
“Mais um ano se inicia na vida de todos nós. Ficamos ‘bonzinhos’ na época de Natal, fizemos promessas
de mudanças para 2024 e seguimos enfrentando novos e velhos problemas. É verdade que em termos de
Brasil estamos evoluindo em diversos aspectos no esforço concentrado para reparar danos do passado.
Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo, surge uma pergunta: o que nos mantém
vivos? A fé, a esperança em dias melhores para muitas pessoas. Ter saúde, responderão outras. Várias
dirão que os seus compromissos familiares, os que amam e delas dependem. Algumas afirmarão que é ter
sonhos. Tudo isso é verdadeiro.
Para nos mantermos vivos há, entretanto, outras necessidades que passam pela paz, meio ambiente,
segurança alimentar, cultura, educação e, claro, o equilíbrio econômico com crescimento sustentável.
Respeito é essencial. Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos. Nesse âmbito
está a Política – desde que assim, com maiúscula.
Temos visto tantos desentendimentos, incompreensões, projetos pessoais em vez de coletivos, corrupção,
violência. Tudo nos faz correr o risco do mal maior: a desesperança. (...)”
(Texto modificado especificamente para este concurso. O texto original foi retirado da Folha de São Paulo, 02-01-24)
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O texto 1 tem como único enfoque o nosso comportamento na época do Natal.
( ) Sobre o Brasil, o texto afirma que nosso país está evoluindo com a finalidade de se recuperar de danos
já transcorridos.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
( ) Paz, meio ambiente, segurança alimentar, cultura, educação e equilíbrio econômico com crescimento
sustentável são algumas necessidades para a manutenção de nossa existência.
( ) Há um consenso sobre o que nos mantém vivos: apenas a fé.
( ) Ao escrever ‘Política’ com letra inicial maiúscula, o autor expõe soberania, independência, liberdade,
democracia e direitos humanos como elementos execráveis ao nosso país.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V - F - F - F - F
b) F - V - V - F - F
c) V - V - V - V - F
d) V - F - V - F - V
e) F - F - V - V - F
QUESTÃO 7
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2024)
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em
restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos
serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde.
Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão,
estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem.
Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em
benefício do corpo e da mente.
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os
quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV
ficou radiante:
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de
um deles – o que tivera a ideia da pescaria.
– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da
Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no
batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir
riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses
quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas! – Pai, você é um barato*!
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
– Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos
garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça;
mente bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias.
(Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14)
Nas alternativas abaixo, assinale aquela que representa o fato que marca o início da trama no texto.
a) “– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia em plena ação”.
b) “– Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.”
c) “Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos: (...) Somos da televisão.”
d) “Os quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados.”
QUESTÃO 8
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2024)
Texto – Pescadores (Carlosmesmo espaço
físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano
evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo
ou nojo.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível
evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas
chatas.
Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar
com essa situação?
Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho:
1. Saiba o que incomoda
Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como
disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar
pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e
consequente melhoria da relação.
2. Não compartilhe defeitos
Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem
com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém
potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!
3. Não forneça muita informação sobre você
Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença
entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a
pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as
transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser
profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.
4. Preserve seu (bom) humor
Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No
final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia.
Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”.
Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato
e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós
encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.
(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/
4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/sob o título: 4 passos para lidar com
colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)
Assinale a alternativa em que há uso incorreto do sinal da crase.
a) A chatice se deve à instabilidade das pessoas em relação a seus egos.
b) Não é à toa que o chato amealhou o dinheiro que tem, ninguém o convida para sair.
c) Em referência à salário, acredito que os chatos devem ter descontos triplicados.
d) Em clima de comoção de fim de ano, chegou-se a tecer elogios aos funcionários, inclusive àquele chato
que todos criticavam.
e) Agora, podemos ir às reuniões mais tranquilamente.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
QUESTÃO 104
(IBFC - ATI (IMBEL)/IMBEL/Sem Área/2024)
Texto I
Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)
Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu
desenvolvimento
Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade.
Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo
condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”,
desanimado ou inconveniente.
A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço
físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano
evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo
ou nojo.
Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível
evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas
chatas.
Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar
com essa situação?
Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho:
1. Saiba o que incomoda
Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como
disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar
pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e
consequente melhoria da relação.
2. Não compartilhe defeitos
Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem
com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém
potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!
3. Não forneça muita informação sobre você
Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença
entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a
pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as
transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser
profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
4. Preserve seu (bom) humor
Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No
final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia.
Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”.
Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato
e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós
encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.
(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/
4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/sob o título: 4 passos para lidar com
colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)
Observe a crase na sentença: “Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis”.
Assinale a alternativa que justifique corretamente seu uso.
a) Indiferente o verbo ser transitivo indireto ou direto, só haverá a crase diante de um termo determinado,
especificado como um substantivo masculino.
b) “A” (preposição) exigida pela expressão anterior (verbo) se une ao “a” (artigo) exigido pelo substantivo
feminino.
c) Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções adverbiais.
d) Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções conjuntivas.
e) Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções prepositivas.
QUESTÃO 105
(IBFC - ATI (IMBEL)/IMBEL/Sem Área/2024)
Texto 2
Estilo de vida: 5 atitudes que fazem os outros gostarem mais de você (Por Vitória Martinez)
Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em https://mundoemrevista.com.br/
5-atitudes-que-fazem-os-outrosgostarem- mais-de-voce/, acesso em 05 dez 23)
Em sua vida social, haverá atitudes que te aproximarão ou afastarão das pessoas.
Desenvolver hábitos que promovam uma interação positiva com os outros pode não apenas melhorar suas
relações sociais, mas também fazer com que as pessoas gostem mais de você.
Existem alguns hábitos que, quando incorporados à sua vida diária,são capazes de te tornar mais
agradável e de inspirar mudanças positivas naqueles ao seu redor. Por isso, destacamos alguns destes
hábitos para que você possa ter uma imagem mais positiva!
Seja menos negativo
O otimismo é uma qualidade que pode influenciar profundamente a forma como os outros te veem.
Pessoas positivas têm a capacidade de contagiar um ambiente com boas energias.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
Não seja desagradável: evite reclamações constantes, foque em encontrar soluções para os desafios. Isso
não apenas faz com que você se destaque como alguém proativo, mas também cria um ambiente mais
leve e agradável para aqueles ao seu redor.
Esqueça a necessidade de querer agradar todo mundo
A necessidade de querer agradar pode ser exaustiva, já que isso é inatingível. É impossível suprir as
expectativas e aceitar as opiniões de todos, então, concentre-se em ser autêntico e fiel aos seus valores.
Pessoas que demonstram autenticidade são geralmente mais respeitadas e, por consequência, mais
queridas.
Não seja controlador
A vontade de controlar situações e até mesmo as escolhas dos outros pode gerar desconforto.
Permitir que as pessoas ao seu redor tenham espaço para tomar suas próprias decisões e aprender com
suas experiências, essa é uma forma de demonstrar confiança e respeito. Seja um facilitador, não um
controlador.
Reclame menos
A reclamação constante pode afastar as pessoas da sua vida. Seja consciente dos seus comentários e
evite falar apenas o negativo. Em vez de reclamar, concentre-se em expressar gratidão.
Quando as pessoas percebem que você consegue encontrar aspectos positivos, mesmo em situações
desafiadoras, isso desencadeia um convívio agradável e inspirador.
Dê espaço aos outros
Seja consciente do espaço pessoal e das decisões de cada um. Ao permitir que as pessoas tenham
autonomia, você constrói relações baseadas em respeito mútuo. Saiba a hora de ouvir o outro, afinal, nem
tudo é sobre você. Dessa forma você ganha a simpatia alheia, já que o outro vai se sentir protagonista da
própria vida.
Leia o fragmento do texto: “Existem alguns hábitos que, quando incorporados à sua vida diária(...)”,
observe o uso do sinal indicativo de crase e assinale a alternativa em que esse sinal é usado
incorretamente.
a) A palestra sobre mudança de hábitos ocorreria ontem às 8h da manhã.
b) O palestrante decidiu cancelar a palestra, pois, ficou nos esperando desde as 7h.
c) Soube que o palestrante saiu do anfiteatro e foi à pé para o hotel!
d) Ele repensou e tivemos uma nova oportunidade, saímos às pressas e fomos para o anfiteatro.
e) E explicamos que, às vezes, optamos pelas obrigações no trabalho.
QUESTÃO 106
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2024)
Texto – Pescadores (Carlos Drummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em
restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos
serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde.
Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão,
estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem.
Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em
benefício do corpo e da mente.
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os
quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV
ficou radiante:
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de
um deles – o que tivera a ideia da pescaria.
– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da
Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no
batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir
riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses
quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas! – Pai, você é um barato*!
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
– Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos
garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça;
mente bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias.
(Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14)
No fragmento: “(...) Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe.” - Em – “à (espera)”, temos o acento
indicador de crase. Assinale a única alternativa em que o referido acento está correto.
a) Os pescadores dirigiram-se às suas casas logo após a pescaria.
b) Os pescadores disseram à verdade às famílias.
c) Os pescadores puseram-se à falar a verdade no escritório.
d) Eles se apegaram à notícia como à uma tábua de salvação.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
QUESTÃO 107
(IBFC - Ass PAS (AMPASS)/AMPASS RECIPREV/2024)
Texto I
A passagem por Budapeste se dissipara no meu cérebro. Quando a recordava, era como um rápido
acidente, um fotograma que trepidasse na fita da memória. Um lance ilusório, talvez, que me dispensei de
referir à Vanda ou a quem quer que fosse. É verdade que a Vanda tampouco se preocupava em saber que
grandes escritores eram esses que eu encontrava todo ano, em congressos que ninguém noticiava. Talvez
se defendesse de fantasiar aventuras do marido mundo afora, poetisas, dramaturgas, antropólogas que me
fizessem perder o juízo e o avião de volta. Portanto, seria estúpido relatar, sem convicção, a uma Vanda
que não queria ouvir, a minha madrugada solitária de Budapeste. E hoje aquela Budapeste estaria morta e
sepultada, não fosse o menino levantá-la do meu sonho. Uma tentativa de se aproximar do pai,
compreendi logo mais, que eu a rechaçara com uma brutalidade inexplicável. Às seis e meia em ponto das
manhãs seguintes, quando mãe e filho acordavamcom o despertador, me obriguei a também me por de
pé. Passei a dedicar ao menino o tempo que me sobrava antes do trabalho, usado em geral para me
espreguiçar, pensar na vida e ler jornais no banheiro. Agora, quando a Vanda saía para a televisão, eu
ficava na copa tomando café com o meu filho. Observando-o às voltas com os sorvetes e coca-colas,
procurava restaurar as feições perdidas em seu rosto flácido, e admiti que eram as de um menino muito
bonito. Com a ponta do guardanapo, limpava-lhe a boca dos sucrilhos e encontrava os lábios carnudos da
mãe, como da mãe eram seus olhos negros. [...]
(BUARQUE, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p.31-32)
O acento grave foi empregado corretamente em “Observando-o às voltas com os sorvetes e coca-colas”.
Dentre as frases abaixo, assinale a que apresenta ERRO nesse emprego.
a) Sua frequência às aulas é muito irregular.
b) Todas farão jus à uma grande recompensa.
c) Os candidatos chegaram à uma hora e saíram às três.
d) Dirija-se àquela próxima sala por gentileza.
e) À semelhança do que foi ensinado, redigimos.
QUESTÃO 108
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
- ______ partir de hoje, estamos em férias!
- No próximo ano, iremos ______ Itália!
- Vou ao mercado ______ pé.
- No Natal, iremos ______ compras!
a) À / a / à / as
b) A / à / a / às
c) À / à / à / as
d) A / a / à / às
e) À / a / a / as
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
QUESTÃO 109
(IBFC - Ass Adm (MGS)/MGS/2023)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas, em relação ao uso ou não da
crase:
Iremos ______ igreja para ____ missa das 18h. Podemos ir ____ pé.
a) a, à, à.
b) à, a, a.
c) a, a, à.
d) à, à, a.
QUESTÃO 110
(IBFC - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2023)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas, em relação ao uso ou não da
crase:
___ noite, fomos _____ confraternização. Voltamos ____ pé.
a) A, à, à
b) À, à, a
c) A, a, a
d) À, à, à
e) A, a, à
QUESTÃO 111
(IBFC - Ag Aten (CET Santos)/CET Santos/2023)
Em relação ao uso ou não da crase, analise as afirmativas abaixo.
I. O pagamento foi feito à prazo.
II. A partida terá início às 20h.
III. Vou a Espanha.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
c) Apenas a afirmativa II está correta.
d) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
QUESTÃO 112
(IBFC - Sold (CBM PB)/CBM PB/Combatente/2023)
Texto I
O incendiador de caminhos
Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as
chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger
ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na
realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as
razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os
camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir
essa incumbência.
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a
converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais
razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a
que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher
a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas
esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações
invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de
Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem
não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da
sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos
e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais
que garantam estabilidade.
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de
um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um
dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que
progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O
fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio
tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de
referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e
seguro. [...]
(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
Em “Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis”, a preposição destacada não
recebe o acento grave, indicativo de crase.
Assinale a alternativa em que esse acento deveria ser empregado.
a) Pintaram o quadro a óleo.
b) Estão dispostos a fazer o evento.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
c) Iremos a reunião inaugural.
d) Fizeram jus a uma promoção.
e) Prendem-se a ideias pouco originais.
QUESTÃO 113
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Em relação ao uso ou não da crase, analise a frase abaixo.
_ terças-feiras, iremos_ aula de judô que fica _ poucos metros daqui.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
a) Às / a / à.
b) As / à / à.
c) Às / a / a.
d) As / a / a.
e) Às / à / a.
QUESTÃO 114
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2023)
Com base nas regras de utilização do sinal de crase, analise a regra que está correta.
I. Independentemente do gênero da palavra que vem após a junção do a preposição com o a artigo, o sinal
de crase deverá ser colocado.
II. O sinal de crase sempre deverá ser utilizado antes de indicação de horas.
III. O sinal de crase é facultativo após a palavra “até”.
IV. A crase é obrigatória antes de pronome possessivo.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e III apenas.
b) II e III apenas.
c) I e IV apenas.
d) II e IV apenas.
QUESTÃO 115
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023)
Analise as afirmativas em relação à crase.
I. Não há crase antes de palavras masculinas.
II. A crase é uma junção de artigo feminino e preposição.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
III. Não se usa crase diante de verbo.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) As afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e) Apenas a afirmativa II está correta.
QUESTÃO 116
(IBFC - Tec Adm (SAEB BA)/SAEB BA/Administrativo/2023)
Assinale a alternativa incorreta, em relação ao uso ou não da crase.
a) Um dia irei a Portugal.
b) Vamos à casa do tio Luis.
c) Não tem mais pão. Vamos a padaria.
d) Fumar faz mal à saúde.
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 102
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a 'a) Grave'. O acento grave é o sinal utilizado na formação da crase,
que indica a fusão de duas vogais idênticas, geralmente a preposição "a" com o artigo "a". Essa fusão é
representada pelo acento grave (`à`), que é fundamental para a correta interpretação e pronúncia das
palavrasem contextos específicos.
QUESTÃO 103
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a Alternativa C: "Em referência à salário, acredito que os chatos devem
ter descontos triplicados." O uso da crase está incorreto aqui porque a expressão "em referência a" não
exige crase, uma vez que a palavra "salário" é um substantivo masculino e não admite a preposição "a"
com o artigo definido "a". Portanto, a forma correta seria "Em referência a salário". As demais alternativas
utilizam a crase corretamente, pois estão em contextos que exigem a fusão da preposição com o artigo.
QUESTÃO 104
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **b)**, que afirma que a crase ocorre porque a preposição "a", exigida
pelo verbo "sobreviver", se une ao artigo "a", que antecede o substantivo feminino "influência". Essa
explicação é precisa, pois a crase é utilizada quando há a fusão da preposição com o artigo definido, o que
é o caso na frase apresentada. As demais alternativas não se aplicam ao contexto da crase, pois falam
sobre regras que não são pertinentes à situação em questão.
QUESTÃO 105
Gabarito: C
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
Comentário: A alternativa correta é a 'c', pois o uso da crase em "à pé" está incorreto. A expressão correta
é "a pé", sem crase, uma vez que "pé" é um substantivo masculino e não admite o artigo feminino "a".
Portanto, a crase não deve ser utilizada nesse caso, enquanto as demais alternativas fazem uso correto da
crase em contextos adequados.
QUESTÃO 106
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "Os pescadores dirigiram-se às suas casas logo após a pescaria."
Nesta frase, o uso da crase está correto porque a expressão "dirigiram-se às suas casas" envolve a
preposição "a" exigida pelo verbo "dirigir-se" e o artigo definido "as" que antecede "casas", formando assim
a crase. As demais alternativas apresentam erros no uso da crase, como em "à verdade" (alternativa B),
que não exige artigo, "à falar" (alternativa C), que está incorreta, e "à uma tábua" (alternativa D), que
também não requer crase.
QUESTÃO 107
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b', que apresenta um erro no uso do acento grave. A expressão "jus
à uma grande recompensa" está incorreta, pois o correto seria "jus a uma grande recompensa", já que o
acento grave é utilizado para indicar a crase apenas quando há a fusão da preposição 'a' com o artigo 'a', o
que não ocorre antes de palavras no singular que não aceitam artigo, como "uma". As demais alternativas
estão corretas no uso da crase.
QUESTÃO 108
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b) A / à / a / às'. Essa opção preenche corretamente as lacunas com
as preposições e crases adequadas. A primeira lacuna pede a preposição "a", que indica tempo, "A partir
de hoje". A segunda lacuna requer a crase "à", pois se refere ao destino "à Itália". A terceira lacuna usa "a"
sem crase, pois indica modo, "Vou ao mercado a pé". Por fim, a quarta lacuna pede "às", que é a forma
correta de indicar o ato de ir "às compras". Portanto, a alternativa B é a que apresenta as formas corretas
para cada contexto.
QUESTÃO 109
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b', que preenche as lacunas com "à" (igreja), "a" (missa) e "a" (pé). A
primeira lacuna usa a crase porque "igreja" é um substantivo feminino que exige a preposição "a" e está
acompanhado do artigo definido "a", formando "à". A segunda lacuna não usa crase, pois "missa" não
exige a preposição, apenas o artigo. Por fim, a terceira lacuna também não usa crase, pois "pé" não exige
preposição. Portanto, a opção 'b' está correta ao aplicar as regras de uso da crase.
QUESTÃO 110
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b) À, à, a'. A primeira lacuna pede o uso da crase, pois "noite" é um
substantivo feminino que exige a preposição "a" antes de um termo que indica tempo, formando "à noite".
Na segunda lacuna, a palavra "confraternização" também é feminina, mas não leva crase, pois não há a
fusão de preposição e artigo, resultando em "à confraternização". Por fim, na terceira lacuna, "pé" não
exige crase, pois é um substantivo masculino, portanto, utiliza-se apenas "a".
QUESTÃO 111
Gabarito: C
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
Comentário: A alternativa correta é a letra C, que afirma que apenas a afirmativa II está correta. A
afirmativa I, "O pagamento foi feito à prazo", está errada porque a expressão correta é "à prazo", pois se
refere a um pagamento que foi feito em um prazo determinado, exigindo o uso da crase. Já a afirmativa III,
"Vou a Espanha", também está incorreta, pois o correto seria "Vou à Espanha", uma vez que se trata de
uma locução que pede a crase. Portanto, somente a afirmativa II, que diz "A partida terá início às 20h", está
correta, pois não requer crase.
QUESTÃO 112
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) Iremos a reunião inaugural'. Nesta frase, a preposição 'a' se
encontra antes de um substantivo feminino 'reunião', que admite o uso de crase, pois se trata da
combinação da preposição 'a' com o artigo definido feminino 'a'. Portanto, a forma correta seria 'Iremos à
reunião inaugural', com o acento grave indicando a crase. As demais alternativas não apresentam
situações que exijam o uso da crase.
QUESTÃO 113
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a E: "Às / à / a". A crase é utilizada antes de palavras femininas que
exigem a preposição "a" e o artigo definido "a". Na primeira lacuna, "terças-feiras" exige a preposição,
portanto, usa-se "Às". Na segunda, "aula" também exige a preposição, mas não leva artigo, logo, a forma
correta é "à". Por fim, na terceira lacuna, "poucos metros" não exige preposição, então utilizamos "a".
Assim, a combinação "Às / à / a" está correta.
QUESTÃO 114
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que afirma que as afirmativas II e III estão corretas. A afirmativa II
está correta porque o uso da crase é obrigatório antes de indicações de horas, como em "chegarei às 15
horas". A afirmativa III também está correta, pois o uso da crase é facultativo após a palavra "até", como
em "até à vista" ou "até a vista". As demais afirmativas estão incorretas: a I é falsa, pois a crase não é
obrigatória independentemente do gênero da palavra seguinte, e a IV é falsa, pois a crase não é obrigatória
antes de pronomes possessivos.
QUESTÃO 115
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c', que afirma que as afirmativas I, II e III estão corretas. A afirmativa I
está correta porque realmente não se usa crase antes de palavras masculinas, a afirmativa II também está
correta, pois a crase é a junção do artigo feminino com a preposição, e a afirmativa III está correta, já que
não se utiliza crase diante de verbos. Portanto, todas as afirmativas apresentadas estão de acordo com as
regras de uso da crase na língua portuguesa.
QUESTÃO 116
Gabarito: C
Comentário: A alternativa incorreta em relação ao uso da crase é a Alternativa C: "Não tem mais pão.
Vamos a padaria." A crase é utilizada antes de palavras femininas que exigem a preposição "a", mas neste
caso, a palavra "padaria" está sem a crase, pois deveria ser "Vamos à padaria", indicando a fusão da
preposição "a" com o artigo feminino "a". As demais alternativas estão corretas em seu uso da crase ou na
ausência dela.
Língua Portuguesa
Emprego do sinal indicativo de
crase
Sintaxe da oração e do período
QUESTÃO 117
(IBFC - GM (Pref Manaus)/Pref Manaus/2024)
Observe a oração abaixo:
“Respeito é essencial”
Assinale a alternativa que descreva, corretamente, a oração, sintaticamente e/ou a seus termos essenciais.
a) oração subordinada substantiva predicativa do sujeito
b) oração formada por sujeito simples e predicado nominal
c) oração coordenada assindética aditiva
d) oração formada por sujeito oculto e predicado nominal
e) oração formada por sujeito composto e não há predicado
QUESTÃO 118
(IBFC - ATI (IMBEL)/IMBEL/Sem Área/2024)
Texto I
Como lidar com colegas desagradáveis no ambientede trabalho (por João Xavier)
Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu
desenvolvimento
Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade.
Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo
condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”,
desanimado ou inconveniente.
A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço
físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano
evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo
ou nojo.
Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível
evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas
chatas.
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar
com essa situação?
Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho:
1. Saiba o que incomoda
Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como
disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar
pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e
consequente melhoria da relação.
2. Não compartilhe defeitos
Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem
com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém
potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!
3. Não forneça muita informação sobre você
Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença
entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a
pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as
transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser
profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.
4. Preserve seu (bom) humor
Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No
final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia.
Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”.
Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato
e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós
encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.
(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/
4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/sob o título: 4 passos para lidar com
colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)
A partir da análise sintática, assinale a alternativa em que o grupo de palavras que forma uma oração.
a) Colegas de trabalho desagradáveis.
b) Relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas.
c) O seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação.
d) Guarde para si todas as imperfeições.
e) O contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais.
QUESTÃO 119
(IBFC - ATI (IMBEL)/IMBEL/Sem Área/2024)
Texto 2
Estilo de vida: 5 atitudes que fazem os outros gostarem mais de você (Por Vitória Martinez)
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em https://mundoemrevista.com.br/
5-atitudes-que-fazem-os-outrosgostarem- mais-de-voce/, acesso em 05 dez 23)
Em sua vida social, haverá atitudes que te aproximarão ou afastarão das pessoas.
Desenvolver hábitos que promovam uma interação positiva com os outros pode não apenas melhorar suas
relações sociais, mas também fazer com que as pessoas gostem mais de você.
Existem alguns hábitos que, quando incorporados à sua vida diária, são capazes de te tornar mais
agradável e de inspirar mudanças positivas naqueles ao seu redor. Por isso, destacamos alguns destes
hábitos para que você possa ter uma imagem mais positiva!
Seja menos negativo
O otimismo é uma qualidade que pode influenciar profundamente a forma como os outros te veem.
Pessoas positivas têm a capacidade de contagiar um ambiente com boas energias.
Não seja desagradável: evite reclamações constantes, foque em encontrar soluções para os desafios. Isso
não apenas faz com que você se destaque como alguém proativo, mas também cria um ambiente mais
leve e agradável para aqueles ao seu redor.
Esqueça a necessidade de querer agradar todo mundo
A necessidade de querer agradar pode ser exaustiva, já que isso é inatingível. É impossível suprir as
expectativas e aceitar as opiniões de todos, então, concentre-se em ser autêntico e fiel aos seus valores.
Pessoas que demonstram autenticidade são geralmente mais respeitadas e, por consequência, mais
queridas.
Não seja controlador
A vontade de controlar situações e até mesmo as escolhas dos outros pode gerar desconforto.
Permitir que as pessoas ao seu redor tenham espaço para tomar suas próprias decisões e aprender com
suas experiências, essa é uma forma de demonstrar confiança e respeito. Seja um facilitador, não um
controlador.
Reclame menos
A reclamação constante pode afastar as pessoas da sua vida. Seja consciente dos seus comentários e
evite falar apenas o negativo. Em vez de reclamar, concentre-se em expressar gratidão.
Quando as pessoas percebem que você consegue encontrar aspectos positivos, mesmo em situações
desafiadoras, isso desencadeia um convívio agradável e inspirador.
Dê espaço aos outros
Seja consciente do espaço pessoal e das decisões de cada um. Ao permitir que as pessoas tenham
autonomia, você constrói relações baseadas em respeito mútuo. Saiba a hora de ouvir o outro, afinal, nem
tudo é sobre você. Dessa forma você ganha a simpatia alheia, já que o outro vai se sentir protagonista da
própria vida.
Assinale a alternativa que apresenta o período composto por coordenação.
a) (...) tomar suas próprias decisões e aprender com suas experiências.
b) (...) você constrói relações baseadas em respeito mútuo.
c) (...) destacamos alguns destes hábitos.
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
d) isso desencadeia um convívio agradável e inspirador.
e) Seja um facilitador, não um controlador.
QUESTÃO 120
(IBFC - GM (Pref Vinhedo)/Pref Vinhedo/2020)
Texto I
Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não
atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e
seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os
bancos de macambira.
Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os
berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se.
Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de
sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão
se admiraria, invejoso.
- Inferno, inferno.
Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha
Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e
poderosa. Sehouvesse feito menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas
tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais
quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa única dos
cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado, fazia-o observar os pais antes
de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à
cachorrinha com abundância de gritos e gestos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60)
Considere a estrutura do seguinte fragmento retirado do texto: “Se ela houvesse dito que tinha ido ao
inferno, bem.”. Em seguida, assinale a alternativa que traz a análise correta:
a) Trata-se de um período composto por duas orações.
b) Trata-se de um período composto por três orações.
c) Trata-se de um período composto por quatro orações.
d) Trata-se de um período simples.
QUESTÃO 121
(IBFC - Ag (Pref C S Agost)/Pref C Sto Agostinho/Controle Urbano/2019)
Leia o texto abaixo para responder a questão.
“Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final” (Kell Smith)
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Observe: “É só não permitir que a maldade do mundo te pareça normal”. De acordo com as regras de
Sintaxe da Oração e Período, assinale a alternativa correta.
a) No enunciado, há a presença de oração subordinada adversativa.
b) No enunciado, há a presença de oração subordinada substantiva objetiva direta.
c) No enunciado, há a presença de oração coordenada completiva nominal.
d) No enunciado, há a presença de oração coordenada adverbial causal.
QUESTÃO 122
(IBFC - Aux (FSA)/FSA/Administração I/2019)
Texto 1
“Os Retirantes”. Cândido Portinari (1944)
Texto 2
Último Pau de Arara
A vida aqui só é ruim
Quando
não chove no chão
Mas
se chover dá de tudo
Fartura tem de montão
Tomara que chova logo
Tomara, meu Deus, tomara
Só deixo o meu Cariri
No último pau de arara [...]
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Enquanto a minha vaquinha
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocalho
Pendurado no pescoço
Vou ficando por aqui
Que Deus do céu me ajude
Quem sai da terra natal
Em outro canto não para
Só deixo o meu Cariri
No último pau de arara
Composição: Venâncio/Corumbá/J.Guimarães
O período é um enunciado com sentido completo construído por uma ou mais orações.
Estas estabelecem entre si relações de coordenação ou subordinação. Analise os trechos extraídos do
texto 2 e assinale a alternativa correta quanto à classificação das orações.
a) “Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso e puder com o chocalho pendurado no pescoço vou
ficando por aqui.” Há a presença de oração subordinada adverbial temporal.
b) “A vida aqui só é ruim quando não chove no chão”. Há a presença de oração coordenada assindética
temporal.
c) “Quem sai da terra natal em outro canto não para”. Há a presença de oração subordinada adverbial
aditiva.
d) “Mas se chover dá de tudo fartura tem de montão”. Há a presença de oração subordinada substantiva
subjetiva.
QUESTÃO 123
(IBFC - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2018)
Observe as orações.
1. A vida nas cidades se tornou difícil.
2. Despertou cedo e começou o árduo trabalho.
3. Vamos ao cinema ou qualquer outro programa.
4. Confesso que não sei a resposta.
5. Ele abriu o envelope e leu a informação de que fora demitido.
Analisando as orações em sua classificação quanto aos períodos Simples e Composto, é possível afirmar.
I. As orações 1 e 4 sinalizam um Período Simples, já que ambas nos apresentam uma oração absoluta.
II. Apenas a oração 2 apresenta um período Composto por Coordenação.
III. A Oração 3 nos apresenta um período Composto por Coordenação, sendo uma Oração Coordenada
Sindética Alternativa.
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
IV. A oração 5 pode ser classificada como, período Composto por Coordenação e Subordinação ou
também período Misto.
V. Entre as orações descritas não há período Composto por Subordinação ou período Misto.
Assinale a alternativa correta.
a) I e V, apenas.
b) II e V, apenas.
c) III e V, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) III, apenas.
QUESTÃO 124
(IBFC - Sold (PM PB)/PM PB/Combatente/2018)
Texto
Santinho
(Luiz Fernando Veríssimo)
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se
chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se
materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro nome,
menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas
decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um
perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.
Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas
comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e
em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas
não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da
sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade
Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.
Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o
meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma
simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as
vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de
fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.
Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à originalidade literária. Era
para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que era ociosidade.
Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que
o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre
um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e
finalmente sua decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a
ociosidade, etc. a professora chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um
exemplo de quem acha que com esperteza pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero
exemplar. Só faltou me chamar de original do pau oco.
Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca
que algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais
profundas. As duas histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes.
Em “Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído.", percebe-se que as orações são:
a) independentes sintaticamente.
b) absolutas entre si.
c) dependentes morficamente.
d) contraditórias semanticamente.
QUESTÃO 125
(IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2017)
Texto I
A janta
A pior hora era a do jantar.
Despois da escola, todo mundo chegava a mil. Tinha o banho, a mãe atormentada com aquele tanto de
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
criança fazendo algazarra, molhando tudo, bagunçando a casa limpa que tanto trabalho devia ter dado pra
limpar. Ela era a mais velha. A mais levada também. Atordoava a mãe, hoje ela sabe. As brigas pela
televisão, o lugar no sofá... Era também a mais mandona. Sempre querendoque os irmãos fizessem
assim, fizessem assado.
Depois tudo ia se acalmando, uns cochilavam no sofá, outros no chão. Vez por outra saía um arranca-rabo.
Ela impunha respeito, senão a mãe vinha brigar. Afinal, ela era a mais velha.
Ela ficava esperando o bife. Era um sinal. Demorava sempre. A mãe vinha pra sala, olhava as crianças,
ouvia um reclamando do outro, ficava brava, voltava pra cozinha. Depois voltava a passar pela sala,
ignorando a reclamação dos irmãos. Tinham fome. Ia até a porta e ficava lá. Às vezes pegava de prosa
com uma vizinha. Demorando...
E ela ali, fingindo prestar atenção na televisão, preocupada com o bife.
De repente, a mãe passava de volta, sumindo pra dentro. Então vinha o chiado da frigideira, o cheirinho da
carne na chapa. Os irmãos se exercitavam.
A mãe começava a trazer as travessas pra sala. Vinha, voltava, vinha e voltava. Demorava. Finalmente
trazia a travessa dos bifes, a criançada já sentada em volta da mesa. A mãe não deixava ninguém comer
enquanto ela não se sentasse. E ela sempre parecia que não ia sentar nunca.
Então, quando não tinha mais jeito, sentava. Começava a servir o arroz, o feijão, o bife já esfriando, filho
por filho, prato por prato. A criançada se acalmava, boca cheia. Só o mastigar e o barulho dos talheres nos
pratos podiam ser ouvidos. Ninguém olhava pra ninguém, todos concentrados na comida. Ninguém olhava
o lugar vazio do pai assombrando todo mundo.
(AMARAL, Tata. A janta. In: ____. Hollywood: depois do terreno baldio. São Paulo: O nome da rosa, 2007. p 59)
Considere o fragmento abaixo para responder à questão:
“A mãe vinha pra sala, olhava as crianças, ouvia um reclamando do outro, ficava brava, voltava pra
cozinha.” (4°§)
A respeito das orações que predominam no período acima, pode-se afirmar que são:
a) coordenadas e mostram a apatia e a inércia da mãe.
b) subordinadas e sinalizam a dependência da mãe em relação à filha.
c) principais indicando a autoridade da mãe dentro da casa.
d) subordinadas e apontam o excesso de atividades da mãe.
e) coordenadas e revelam um dinamismo nas ações da mãe.
QUESTÃO 126
(IBFC - Moto (CM Vassouras)/CM Vassouras/2016)
Cace a liberdade
(Martha Medeiros)
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair
para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou
melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e
senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está
cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim
também, precisando se alimentar?
Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra
dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos
interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é
obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.
Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida,
visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito neste época, tem uma luz
diferente, o mar parece maior, há menos gente.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria,
permita que o cacem também.
Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não
tem
regra, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos,
conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de
olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece.
Olhe para a sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que,
se eu me descuido, se torna repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de
calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos meus dias é
tão intenso que às vezes a gente se esquece de se alimentar direito.
Considerando a estrutura do período "Quero engordar no lugar certo." (7º §), pode-se afirmar, sobre o
verbo em destaque que:
a) não apresenta complemento
b) está flexionado no futuro do presente
c) seu sujeito é inexistente
d) constitui uma oração
e) expressa a ideia de possibilidade
QUESTÃO 127
(IBFC - Asst (CM Araraquara)/CM Araraquara/Departamento Pessoal/2016)
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Uma oração é composta por um único verbo;
( ) Uma oração é composta por mais de um verbo;
( ) Uma oração é composta por mais de um sujeito
( ) Uma oração é composta por um único sujeito.
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
a) V -V - F - F
b) V - V- V - F
c) V -F -F -V
d) F - V - F - V
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 117
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "oração formada por sujeito simples e predicado nominal". Isso se
deve ao fato de que a frase "Respeito é essencial" possui um sujeito simples, que é "Respeito", e um
predicado nominal, que é "é essencial", onde o verbo de ligação "é" conecta o sujeito ao seu predicativo.
As demais alternativas não descrevem corretamente a estrutura da oração apresentada.
QUESTÃO 118
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D: "Guarde para si todas as imperfeições." Essa frase é uma oração
completa, pois possui um sujeito implícito ("você") e um predicado que expressa uma ação clara, ou seja, a
ação de guardar. As demais alternativas não apresentam orações completas, pois ou faltam um verbo que
indique ação ou não possuem um sentido completo. Portanto, a alternativa D é a única que se configura
como uma oração de acordo com a análise sintática.
QUESTÃO 119
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "tomar suas próprias decisões e aprender com suas experiências."
Essa frase é um período composto por coordenação, pois contém duas orações ligadas pela conjunção
"e", que expressa uma relação de adição entre as ações de tomar decisões e aprender. As demais
alternativas apresentam períodos simples, que não possuem a estrutura de coordenação necessária para
serem consideradas compostos.
QUESTÃO 120
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "Trata-se de um período composto por duas orações." Isso está
correto porque a frase "Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem." é composta por duas orações:
a oração condicional "Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno" e a oração principal "bem". A estrutura
condicional introduzida pela conjunção "se" e a afirmação que se segue caracterizam um período
composto, já que há mais de uma oração interligada.
QUESTÃO 121
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b', que afirma que no enunciado há a presença de oração
subordinada substantiva objetiva direta. Isso está certo porque a expressão "que a maldade do mundo te
pareça normal" funciona como o objeto direto do verbo "permitir", indicando o que não deve ser permitido.
As demais alternativas estão incorretas, pois não refletem a estrutura sintática do trecho apresentado.
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
QUESTÃO 122
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: “Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso e puder com o
chocalho pendurado no pescoço vou ficando por aqui.” Nessa frase, a oração "Enquanto a minha vaquinha
tiver o couro e o osso e puder com o chocalho pendurado no pescoço" é uma oração subordinada
adverbial temporal, pois indica uma circunstânciade tempo em relação à ação principal, que é "vou ficando
por aqui". A presença da conjunção subordinativa "enquanto" é o que caracteriza essa relação temporal.
QUESTÃO 123
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que as proposições III e IV estão corretas. A proposição
III está correta ao classificar a oração 3 como um período composto por coordenação, especificamente
uma oração coordenada sindética alternativa, devido ao uso da conjunção "ou". Já a proposição IV
também está correta, pois a oração 5 é um período composto que pode ser classificado tanto por
coordenação quanto por subordinação, caracterizando um período misto. As demais alternativas contêm
erros em suas classificações, tornando a D a única opção correta.
QUESTÃO 124
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, que afirma que as orações "Era um vagabundo, não aprendia
nada, vivia distraído" são independentes sintaticamente. Isso significa que cada uma dessas orações pode
existir de forma autônoma, sem depender sintaticamente das outras, pois apresentam ideias completas e
não necessitam de uma estrutura subordinada para fazer sentido. As demais alternativas não se aplicam
ao contexto apresentado, já que não há relação de dependência, contradição ou absolutismo entre as
orações.
QUESTÃO 125
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'E', pois as orações do período em questão são coordenadas, ou
seja, apresentam uma relação de independência entre si, o que reflete um dinamismo nas ações da mãe. A
estrutura do trecho mostra que a mãe realiza várias ações de forma sequencial (olhar, ouvir, ficar brava,
voltar), o que evidencia a agitação e a movimentação dela em meio ao caos familiar, sem que essas ações
dependam umas das outras. Portanto, a alternativa destaca corretamente essa característica de
dinamismo nas ações da mãe.
QUESTÃO 126
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que "Quero engordar no lugar certo" constitui uma
oração. Isso está correto porque a frase apresenta um sujeito (implícito, "eu") e um predicado verbal,
formando uma estrutura completa de oração. As demais alternativas não se aplicam, pois o verbo "quero"
possui um complemento (o infinitivo "engordar"), não está no futuro do presente, seu sujeito é explícito, e
não expressa apenas possibilidade.
QUESTÃO 127
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) V - F - F - V'. A primeira afirmativa é verdadeira, pois uma oração
pode ser composta por um único verbo, como em "Ele corre". A segunda afirmativa é falsa, já que uma
oração não é necessariamente composta por mais de um verbo; ela pode ter apenas um. A terceira
afirmativa também é falsa, pois uma oração pode ter apenas um sujeito, embora possa ter mais de um em
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
casos de orações com sujeitos compostos. Por fim, a quarta afirmativa é verdadeira, já que uma oração
pode ser composta por um único sujeito, como em "A menina estuda". Portanto, a sequência correta é V -
F - F - V.
Língua Portuguesa
Sintaxe da oração e do período
Pontuação
QUESTÃO 128
(IBFC - GM (Pref Manaus)/Pref Manaus/2024)
Texto 1- O que nos mantém vivos?
(por Ricardo Viveiros)
“Mais um ano se inicia na vida de todos nós. Ficamos ‘bonzinhos’ na época de Natal, fizemos promessas
de mudanças para 2024 e seguimos enfrentando novos e velhos problemas. É verdade que em termos de
Brasil estamos evoluindo em diversos aspectos no esforço concentrado para reparar danos do passado.
Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo, surge uma pergunta: o que nos mantém
vivos? A fé, a esperança em dias melhores para muitas pessoas. Ter saúde, responderão outras. Várias
dirão que os seus compromissos familiares, os que amam e delas dependem. Algumas afirmarão que é ter
sonhos. Tudo isso é verdadeiro.
Para nos mantermos vivos há, entretanto, outras necessidades que passam pela paz, meio ambiente,
segurança alimentar, cultura, educação e, claro, o equilíbrio econômico com crescimento sustentável.
Respeito é essencial. Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos. Nesse âmbito
está a Política – desde que assim, com maiúscula.
Temos visto tantos desentendimentos, incompreensões, projetos pessoais em vez de coletivos, corrupção,
violência. Tudo nos faz correr o risco do mal maior: a desesperança. (...)”
(Texto modificado especificamente para este concurso. O texto original foi retirado da Folha de São Paulo, 02-01-24)
Sobre pontuação, tem-se que a vírgula, entre os termos de uma oração, é empregada para “(...) separar os
termos coordenados assindéticos, ou seja, os termos que não são unidos por conectivo. Esses termos
devem ter mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações” (Bezerra, 2015, p. 671). A
partir dos fragmentos do texto 1 distribuídos entre as alternativas, assinale a alternativa que exemplifique o
conceito apresentado.
a) Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos.
b) Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo.
c) Para o mundo como um todo, surge uma pergunta.
d) Ter saúde, responderão outras.
e) Nesse âmbito está a Política - desde que assim, com maiúscula.
QUESTÃO 129
(IBFC - Ass Adm (MGS)/MGS/2023)
Os incríveis anos 60.
Língua Portuguesa
Pontuação
Parece incrível, mas os anos 60 exercem um fascínio até sobre as gerações de hoje. Não é raro
assistirmos a um show de música em que artistas usam modelitos hippies e “ressuscitam” canções ou sons
daquela época. Ou, ao folhear uma revista de moda atual, encontramos vestidos tubinhos, calças de boca
larga, túnicas indianas, maiôs de crochê, mochilas e sapatos inspirados nas cores valorizadas pelas
tendências da moda daqueles anos.
Isso tudo talvez se explique pelo fato dos anos 60 serem identificados como a década da rebeldia, da
revolução sexual e dos costumes e, principalmente, da participação dos jovens na política e em todas as
mudanças.
(CEREJA & MAGALHÃES. Português. Linguagens. Atual: São Paulo, 2006. Pág. 76.)
Assinale a alternativa correta. No trecho: “...artistas usam modelitos hippies e “ressuscitam” canções ou
sons daquela época”. O sinal de “aspas” na palavra “ressuscitam” serve para indicar:
a) Que a palavra está sendo empregada em sentido figurado.
b) Que a palavra está desatualizada.
c) Que a palavra foi retirada da fala de outra pessoa, de outro texto.
d) Que a palavra era utilizada nos anos 60
QUESTÃO 130
(IBFC - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2023)
Em relação ao uso da vírgula, assinale a alternativa correta.
a) O menino, que está usando um boné, foi o que faltou à aula hoje.
b) Hoje, à tarde iremos passear, no centro da cidade a pé.
c) Já te falei Maria que não poderei chegar, no horário marcado.
d) Em 1987 o piloto ganhou uma corrida, espetacular.
e) Se eu soubesse, falar inglês, conseguiria o emprego.
QUESTÃO 131
(IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023)
“Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América”
Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (norte americano /
norte-americano). (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de casamento de um casal de
amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários anos, pois esperaram até
que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer forma, acho interessante
descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país.
“Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (a / à) igreja, um cerimonialista vai (ao
encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e familiares da noiva sempre
se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo do lado direito. Os pais do casal
sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram e se posicionam na parte da
frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a
marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. Finalmente, a noiva aparecee
caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu e sempre carrega um
Língua Portuguesa
Pontuação
buquê de flores nas mãos.
Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de
casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro
marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços
dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja.
O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo
mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A
recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis.
Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas. A
noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a
tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar.
Infelizmente nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem
todos podem arcar com os custos.
A pergunta refere-se a interpretação do texto.
Observe o excerto: “Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e
comemoram por muitas horas”. Agora aponte a alternativa correta em relação ao uso das vírgulas
na estrutura entre aspas.
a) Tem por finalidade marcar a oração adjetiva restritiva: “Geralmente é servido champanhe”.
b) Para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo), de mesma função sintática,
que formam, muitas vezes, enumerações: comem, bebem, dançam e comemoram.
c) Tem por objetivo isolar os vocativos: “bebem”, “dançam” e “comemoram”.
d) A fim de separar o sujeito “todos” do verbo “comem”.
e) Para o leitor ter tempo de respirar entre as sequências de palavras apresentadas.
QUESTÃO 132
(IBFC - Ag Sau (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Call Center/2023)
Vênus
(Caio Fernando Abreu)
Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque
havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem
vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que
ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo
demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais
tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente.
Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse
determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se
por Beatriz.
Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas
festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois
empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
Língua Portuguesa
Pontuação
guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os
outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do
balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava
mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
- Beatriz.
A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e
disse assim:
- Credo, aquele estrelete?
Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento,
ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?)
da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando
tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz
tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar
quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a
faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o
sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas
que ele ainda não entendia.
A presença da vírgula na passagem “Mas acontece que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais.” (1º§)
justifica-se:
a) pela possibilidade de separar sujeito e predicado.
b) por indicar a omissão de um termo citado antes.
c) por apontar um sentido de continuidade sintática.
d) pelo isolamento de um termo de valor adverbial.
QUESTÃO 133
(IBFC - Ag Aten (CET Santos)/CET Santos/2023)
Em relação à correta pontuação, assinale a alternativa correta.
a) A duas mulheres Marli e Sandra, eram irmãs gêmeas.
b) A duas mulheres Marli e Sandra eram irmãs, gêmeas.
c) A duas mulheres, Marli e Sandra, eram irmãs gêmeas.
d) A duas mulheres, Marli e Sandra eram irmãs gêmeas
QUESTÃO 134
(IBFC - Ass (CM Franca)/CM Franca/Contábil/2022)
Texto
O pavão
Língua Portuguesa
Pontuação
Esses dias, limpando os armários empoeirados do tempo, encontrei um exemplar do Jornal “O Globo”, de
primeiro de agosto de 1960, eu nem tinha nascido ainda, era coisa do meu pai. Comecei a folhear e bater
os olhos em notícias antigas, eis que me deparei com uma crônica de Rubem Braga! Que grata
surpresa...reconheci nela o maestro das palavras. Resolvi trazê-la para lermos, como uma singela
homenagem a um grande escritor que nos deixou a exatos 23 anos.
Coloquei uma foto do texto original e, logo abaixo, o transcrevi.
Assim começa a crônica: “Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um
luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão.
Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um
prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o
máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério
é a simplicidade”.
Ainda Rubem Braga, notado pelo lirismo com que abordava o cotidiano, a simplicidade, a vida diária em
suas crônicas, vai nos abarcando quando une o pavão ao amor, isso é genialidade! Vejam:
“Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e
estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de
glórias e me faz magnífico”.
Perceberam como um assunto tão comum se torna poesia no trato dado por uma mente perspicaz, um
discurso plausível e uma alma sensível? Então, esses são os qualificativos encontrados na maioria de
seus textos, pelo menos é assim que os senti... Isso mesmo: texto é sentido.
Fonte/Autor: BRAGA, Rubem. O pavão. O Globo. Rio de Janeiro, 1 ago. 1960. Acervo da Fundação Casa de Rui
Barbosa; Portal da Crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao.Texto
ampliado especificamente para este concurso.
Leia atentamente a expressão: “oh! minha amada;(...)”. Assinale a alternativa que justifica corretamente o
emprego da pontuação de exclamação da expressão fornecida.
Língua Portuguesa
Pontuação
a) A exclamação foi utilizada para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo),
de mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações.
b) Empregada para finalizar quaisquer proposições declarativas, simples ou compostas, de sentido
completo.
c) A pontuação exclamativa foi utilizada para indicar a supressão de um pensamento,de uma ideia. Essa
acentuação procura aproximar ao máximo o leitor do estado de espírito do falante.
d) A pontuação exclamativa foi utilizada para expressar admiração, espanto, surpresa, afeto, cólera, ou
seja, estados emotivos.
QUESTÃO 135
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Administrativo/2022)
Analise o excerto a seguir, para responder a questão.
As estruturas que formam os cometas estão divididas em três partes: cabeleira, cauda e núcleo. A
formação dessas estruturas está diretamente ligada com o aquecimento do gelo e dos demais materiais
que constituem o corpo celeste. Isso acontece, justamente, quando os cometas se encontram no ponto
elíptico de sua órbita que é mais próximo do Sol: o periélio.
Observe o uso do sinal de dois pontos na sentença: “Os cometas são formados por três partes: cabeleira,
cauda e núcleo”. Assinale a alternativa que justifique seu uso.
a) É usado para finalizar uma declaração simples ou compostas, mas deve ter o sentido completo.
b) É sempre usado para separar orações coordenadas de sentidos contrários.
c) Só pode ser usado para expressão de admiração, espanto ou surpresa.
d) É empregado antes de uma enumeração de termos.
QUESTÃO 136
(IBFC - Tec (SESACRE)/SESACRE/Laboratório Análises Clínicas/2022)
Texto II
“Morrer... Eu não tinha medo de morrer. Por minha juventude, talvez, ou algo assim... Estávamos rodeados
pela morte, a morte estava sempre por perto, porém eu não pensava nela. Não falávamos a respeito. Ela
nos rodeava e cercava bem de perto, mas eu sempre passava batido. Uma noite, uma companhia inteira
veio fazer reconhecimento de combate na área do nosso regimento. Quando estava amanhecendo, ela se
retirou, e começamos a escutar gemidos vindos da faixa neutra. Um ferido tinha ficado ali. ‘Não vá, vão
matar você’, os soldados não me deixavam ir, ‘não vê que já está clareando?”
Não dei ouvidos e rastejei para lá. Achei o ferido e arrastei-o por oito horas, usando um cinto que amarrei
na mão. Trouxe-o com vida. O comandante ficou sabendo e, de cabeça quente, me deu cinco dias de
prisão pela ausência sem autorização. Mas o comandante substituto do regimento reagiu de outra forma:
‘Merece uma medalha’.
Aos dezenove anos recebi a Medalha por Bravura. Aos dezenove anos meus cabelos ficaram brancos. Aos
dezenove anos, na última batalha, um tiro pegou meus dois pulmões, a segunda bala passou no meio de
duas vértebras. Minhas pernas ficaram paralisadas... E fui dada como morta...
Aos dezenove anos... Minha neta tem essa idade agora. Olho para ela e não acredito. É uma criança!
Língua Portuguesa
Pontuação
Cheguei do front em casa, minha irmã me mostrou a notificação de óbito... Tinham me enterrado...”
(Nadiéjda Vassílievna Aníssimova, enfermeira-instrutora do batalhão
de metralhadoras, no livro A guerra não tem rosto de mulher, de
Svetlana Aleksiévitch, 2016, p. 77-78)
As reticências cumprem um papel expressivo no texto uma vez que:
a) buscam representar a hesitação de quem enuncia.
b) expressam a continuidade de elementos enumerados.
c) revelam o desconhecimento acerca do que é descrito.
d) apontam ambiguidades a respeito do que é apresentado.
QUESTÃO 137
(IBFC - Moto (MGS)/MGS/B/2022)
Texto
Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo.
A data perdeu sua origem reivindicativa para se tornar um negócio com grande carga sentimental.
(David Bernal)
Um colar feito com macarrões coloridos, uma moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro
com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer o presente do Dia das Mães era todo um
acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o entusiasmo com que fazíamos na
escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos flores, ligamos com um “amo
você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão.
Ao contrário do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo
comemora o Dia das Mães. O que poucos sabem é o porquê de ele ser comemorado, já que sobre essa
data existem algumas falsas crenças.
O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países
tão diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo
de maio. Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro
lado estão a Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro.
O segundo mito é a crença de que se trata de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de
dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até que
em 1965 houve mudança.
Os primeiros sinais desta festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a
deusa Ísis, mãe de todos os faraós, e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses
Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias
a deusa Cibele em um festival chamado Hilária.
Língua Portuguesa
Pontuação
Mas para encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, onde um evento
chamado Domingo das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída
da Missa, acabou como um dia de folga no trabalho.
Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia das Mães.
“Levantem-se, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a conhecemos
hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das Mães
para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não
só isso: começou uma campanha para que o resto do país também comemorasse. E funcionou, pois, em
1914, o presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para
o resto do mundo. Até hoje.
Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se perdido
ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam.
[Texto adaptado de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/01/estilo/1462053874_986350.htm]
O título do texto é “Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo” traz a pontuação com o sinal
de ‘dois pontos’ que foi utilizada, pois:
a) representa uma pausa mais forte em um trecho em que já existem vírgulas.
b) separa as orações adversativas em que se quer ressaltar o contraste.
c) introduz esclarecimento ou explicação.
d) iniciar uma enumeração.
QUESTÃO 138
(IBFC - Op (MGS)/MGS/Atividade Logística/2022)
Recordação
“Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem
reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora pra percorrer a
Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele me encara pelo
espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte
e cinco anos de casado”.
Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1o de junho de 1988. A gente
se conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco
anos atrás… Fazer o quê, né? Se Deus quis assim…”.
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto
muito”. “Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil?
Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto
dela fazendo as coisas dela, entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada.
Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De
avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na
cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar oDrummond de Andrade)
Domingo pede cachimbo, todo domingo aquele esquema: praia, bar, soneca, futebol, jantar em
restaurante. Acaba em charuta*. Os quatro jovens executivos sonhavam com um programa diferente.
– Se a gente desse uma de pescador?
– Falou.
Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional.
Lá estavam felizes da vida, à espera de peixe. Mas os peixes, talvez por ser domingo, e todos os domingos
serem iguais, também tinham variado de programa – e não se deixavam fisgar.
– Tem importância não. Daqui a pouco aparecem. De qualquer modo, estamos curtindo.
– É.
Peixe não vinha. Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns barbudos:
– Pescando, hem? Beleza de lugar. Fazem muito bem aproveitando a folga num programa legal. Saúde.
Esporte. Alegria.
– Estamos só arejando a cuca*, né? Semana inteira no escritório, lidando com problemas.
– Ótimo.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
– Assim é que todos deviam fazer. Trocar a poluição pela natureza, vida ao ar livre. Somos da televisão,
estamos filmando aspectos do domingo carioca. Podem colaborar?
– Que programa é esse?
– Aprenda a Viver no Rio. Programa novo, cheio de bossas*. Vai ser lançado semana que vem.
Gostaríamos que vocês fossem filmados como exemplo do que se pode curtir num dia de lazer, em
benefício do corpo e da mente.
– Pois não. O grilo* é que não pescamos nada ainda.
– Não seja por isso. Tem peixe na Kombi, que a gente comprou para uma caldeirada logo mais.
Desceram os aparelhos e os peixes, e tudo foi feito com técnica e verossimilhança, na manhã cristalina. Os
quatro retiravam do mar, em ritual de pescadores experientes, os peixes já pescados. O pessoal da TV
ficou radiante:
– Um barato*. Vocês estavam ótimos.
– Quando é que passa o programa?
– Quinta-feira, horário nobre. Já está sendo anunciado.
Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento de
um deles – o que tivera a ideia da pescaria.
– Vocês vão ver os maiores pescadores da paróquia* em plena ação.
O programa, badaladíssimo, começou. Eram cenas do despertar da manhã carioca, trens superlotados da
Linha Auxiliar, filas no elevador, escritórios em atividade, balconistas, enfermeiras, bancários, tudo no
batente ou correndo para.
O apresentador fez uma pausa, mudou de tom:
“– Agora, o contraste. Em pleno dia de trabalho, com a cidade funcionando a mil por cento para produzir
riqueza e desenvolvimento, os inocentes do Leblon dedicam-se à pescaria sem finalidade. Aí estão esses
quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e cada hora
desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
– Canalhas! – Pai, você é um barato*!
– E eu que não sabia que você, em vez de ir para o escritório, vai pescar com a patota*, Roberto!
– Se eu pego aqueles safados mato eles.
– E o peixe, pai, você não trouxe o peixe para casa!
– Não admito gozação!
– Que é que vão dizer amanhã no escritório!
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
– Desliga! Desliga logo essa porcaria! Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos
garotos.
(Carlos Drummond de Andrade.70 Historinhas)
Vocabulário
Acaba em charuta = Acaba da mesma forma.
cuca = cabeça;
mente bossas = novidades
grilo = problema
um barato = coisa legal, simpática, interessante
patota = grupo de amigos
os maiores pescadores da paróquia = os maiores pescadores que se tem notícias.
(Texto adaptado de “Setenta historinhas de Drummond de Andrade”. O Texto original em Carlos Drummond de Andrade “Setenta
historinhas”, Companhia das Letras, São Paulo, 2016, p.14)
No texto, há um momento em que a intenção do escritor é surpreender o leitor. Assinale a alternativa
abaixo responsável por essa situação inesperada e surpreendente.
a) “Muniram-se do necessário, desde o caniço até o sanduíche incrementado, e saíram rumo à praia mais
deserta, mais piscosa, mais sensacional!”
b) “Quinta-feira, os quatro e suas jovens mulheres e seus encantadores filhos reuniram-se no apartamento
de um deles – o que tivera a ideia da pescaria.”
c) “Para aliviar a tensão, serviu-se uísque aos adultos e refrigerante aos garotos.”
d) “– Aí estão esses quatro folgados, esquecidos de que a Guanabara enfrenta problemas seríssimos e
cada hora desperdiçada reduz o produto nacional bruto...”
QUESTÃO 9
(IBFC - Ag Sau (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Call Center/2023)
Vênus
(Caio Fernando Abreu)
Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque
havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem
vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que
ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo
demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais
tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente.
Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse
determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se
por Beatriz.
Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas
festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois
empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os
outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava
mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
- Beatriz.
A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e
disse assim:
- Credo, aquele estrelete?
Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento,
ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?)
da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando
tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz
tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar
quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a
faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o
sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas
que ele ainda não entendia.
No segundo parágrafo, o narrador afirma que o personagem apaixonara-se “tão perdidamente” por Beatriz.
No entanto, essa afirmação já havia sido antecipada no parágrafo inicial por meio da construção
“Perdidamente” (1º§). Ao analisar a estrutura dessa construção, pode-se afirmar ser uma frase que:
a) representa uma característica provisória do personagem.
b) sinaliza uma mudança de estado em relação ao personagem.
c) indica o modo pelo qual uma ação foi realizada.
d) explicita uma ação que se prolonga ao longo do tempo.
QUESTÃO 10
(IBFC - Sold (CBM PB)/CBM PB/Combatente/2023)
Texto I
O incendiador de caminhos
Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as
chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de protegercabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho
pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano
mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca
Língua Portuguesa
Pontuação
tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim
de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido,
pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá
acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet
ski do meu cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”
“Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de
viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar onde a gente se
conheceu.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda
morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: ‘Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de
sapatos e disse: ‘É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.”
Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas cinquenta pessoas pelas
mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “Primeiro de junho de 1988?”
“Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava
nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai
chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o
testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo vinte e cinco anos hoje, hoje, rapaz. Ali do lado da
banca, tá bom pra você?”
(PRATA, Antonio. Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 12)
A pontuação pode cumprir papel expressivo nos textos. Na passagem “Até que cinco anos atrás… Fazer o
quê, né? Se Deus quis assim…” (2º§), as reticências são empregadas para:
a) indicar que se trata de uma enumeração incontável de elementos.
b) revelar o sentimento de dúvida e questionamento do emissor.
c) concluir um enunciado de forma mais precisa e objetiva.
d) suspender a continuidade da ideia que está sendo apresentada.
QUESTÃO 139
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 02
Inspiração para seus sonhos.
Guarujá é docemente conhecida como a "Pérola do Atlântico". Quem já visitou sabe o porquê. Praias
paradisíacas, ecoturismo, pesca de aventura, aqui tem de tudo. E não é só à beira do mar que o Estado de
São Paulo impressiona. Gastronomia, shoppings, cultura, trilhas, templos e museus também fazem bonito.
(...)
(ABEAR- Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Texto com modificações para este Concurso) Disponível em
https://www.pressreader.com/brazil/hoteis/20220601
Observe o excerto: “Gastronomia, shoppings, cultura, trilhas, templos e museus”. Assinale a alternativa que
apresenta relação ao uso das vírgulas.
a) Para separar o sujeito do verbo.
b) Tem por finalidade marcar a oração adjetiva restritiva.
Língua Portuguesa
Pontuação
c) Para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo), de mesma função sintática,
que formam, muitas vezes, enumerações.
d) Tem por objetivo isolar vocativos.
QUESTÃO 140
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 01 - Higiene ou bons modos?
Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos crianças, ouvimos nossos
pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o banho!”, “Lave as
mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos.
Um dia desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma
amiga, que se atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo,
comecei a notar as pessoas ao meu redor.
Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele me
chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio
dental, detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser,
naquele momento, um exemplo de boa conduta e higiene.
A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar de censura, continuou a
higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus pensamentos...
será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou vendo isso?
E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao meu
filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a
resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso).
Em relação ao texto lido, veja esse excerto: “Desde que somos crianças, ouvimos nossos pais ordenarem:
‘Vá escovar os dentes’, ‘Chega de rua, entre em casa e vá direto para o banho!’, ‘Lave as mãos antes das
refeições’, assim, aquelas ordens transformaram obrigações em hábitos”. “Aquele ir e vir do fio dental
acompanhava meus pensamentos... será que isso não vai terminar?”. No que se refere à pontuação,
assinale a alternativa correta.
a) O uso do ponto final no excerto ocorre para se ter uma pausa para respirar antes de continuar a falar ou
a escrever, assim sendo, não há regras de pontuação.
b) A vírgula é usada para separar o sujeito do verbo em uma mesma oração, além disso, ela deve ser
omitida nos demais casos.
c) A exclamação é o sinal de pontuação empregado apenas em orações afirmativas, depois de palavras
ou frases que expressam admiração, espanto, surpresa, afeto, cólera, ou seja, nos estados racionais.
d) As reticências formam o sinal de pontuação usado para indicar a supressão de um pensamento, ou de
uma ideia. O seu emprego busca aproximar ao máximo o leitor do estado de espírito do falante / escritor.
Língua Portuguesa
Pontuação
QUESTÃO 141
(IBFC - Ag Seg (CM Itatiba)/CM Itatiba/2022)
Analise o texto abaixo e assinale a alternativa que não apresenta erro de pontuação.
"A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora Esperamos que as medidas nacionais ainda
necessárias para essa decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias" disseram o
presidente do país Sauli Niinisto e a premiê Sanna Marin numa declaração conjunta hoje "Ser membro da
Otan fortaleceria a segurança da Finlândia....”
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/05/12/russia-otan-ucrania-guerra.htm?cmpid=copiaecola-
acesso em 12/05/2022
a) "A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora. Esperamos que as medidas nacionais ainda
necessárias para essa decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias", disseram o
presidente do país, Sauli Niinisto, e a premiê Sanna Marin numa declaração conjunta hoje. "Ser membro
da Otan fortaleceria a segurança da Finlândia....”
b) "A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora. Esperamos que as medidas nacionais ainda
necessárias para essa decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias" disseram o
presidente do país, Sauli Niinisto, e a premiê Sanna Marin numa declaração conjunta hoje "Ser membro da
Otan fortaleceria a segurança da Finlândia....”
c) "A Finlândia, deve solicitar a adesão à Otan sem demora. Esperamos que as medidas nacionais ainda
necessárias, para essa decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias", disseram o
presidente do país, Sauli Niinisto, e a premiê Sanna Marin numa declaração conjunta hoje. "Ser membro
da Otan fortaleceria a segurança da Finlândia....”
d) "A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora. Esperamos que as medidas nacionais ainda
necessárias para essa decisão, sejam tomadas rapidamente dentro dos próximosdias", disseram o
presidente do país, Sauli Niinisto, e a premiê, Sanna Marin numa declaração conjunta hoje. "Ser membro
da Otan fortaleceria a segurança da Finlândia....”
QUESTÃO 142
(IBFC - Ag Sg Sc (SEJUSP MG)/SEJUSP MG/2022)
Texto I
Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não
conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na
garganta, pois sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada
história que escutava. Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas
tristezas para Maria-Nova. Mas a menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia,
mas naquela que ela traz no peito. Na ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó,
do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do bisavô que
tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha. Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades
de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca vivera. Entretanto o que doía mesmo em
Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no fundo, a miséria era a mesma. O seu
povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram os vencedores, e sim, quase
sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cá sempre ardia, doía e sangrava muito.
(EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017)
Língua Portuguesa
Pontuação
1 para os escravizados, era como se chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de
aversão à privação da liberdade
Em “Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada história que
escutava.”, ocorrem duas vírgulas. Sobre o emprego delas, assinale a alternativa correta.
a) A segunda vírgula indica a ocorrência de um zeugma.
b) As duas vírgulas isolam um aposto na frase.
c) A primeira marca o início de uma enumeração.
d) A omissão das duas vírgulas não provoca prejuízo.
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 128
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos
humanos." Essa frase exemplifica o uso da vírgula para separar termos coordenados assindéticos, pois
apresenta uma enumeração de conceitos que têm a mesma função sintática, ou seja, todos são
substantivos que expressam valores essenciais. As vírgulas são utilizadas corretamente para indicar a
separação entre esses elementos, conforme o conceito apresentado no enunciado sobre a pontuação.
QUESTÃO 129
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "Que a palavra está sendo empregada em sentido figurado." O uso
de aspas em "ressuscitam" indica que a palavra não está sendo utilizada em seu sentido literal, mas sim de
forma metafórica, sugerindo que as canções ou sons daquela época estão sendo trazidos de volta à vida, o
que é uma forma de expressão comum em contextos artísticos e culturais.
QUESTÃO 130
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "O menino, que está usando um boné, foi o que faltou à aula hoje."
Nesta frase, o uso da vírgula está adequado, pois a oração "que está usando um boné" é uma oração
adjetiva explicativa, que acrescenta uma informação sobre "o menino" sem restringir seu significado. As
demais alternativas apresentam erros no uso da vírgula, como vírgulas desnecessárias ou faltantes, o que
as torna incorretas.
QUESTÃO 131
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**, que afirma que as vírgulas têm a finalidade de separar termos
coordenados assindéticos, formando uma enumeração: "comem, bebem, dançam e comemoram". Essa
explicação está correta, pois as vírgulas são utilizadas para delimitar as ações que todos realizam durante
a recepção, facilitando a leitura e compreensão da sequência de atividades. As demais alternativas não
refletem corretamente a função das vírgulas no contexto apresentado.
QUESTÃO 132
Gabarito: B
Língua Portuguesa
Pontuação
Comentário: A alternativa correta é a B, que afirma que a vírgula justifica-se por indicar a omissão de um
termo citado antes. Nesse caso, a vírgula é utilizada para separar a oração "Ela, um a mais" do restante da
frase, indicando que o sujeito "ela" já foi mencionado anteriormente, e a vírgula ajuda a destacar essa
informação. Essa estrutura é comum em frases que buscam evitar a repetição desnecessária de termos,
tornando a leitura mais fluida e clara.
QUESTÃO 133
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C: "A duas mulheres, Marli e Sandra, eram irmãs gêmeas." Esta frase
está pontuada corretamente porque utiliza a vírgula para separar o aposto "Marli e Sandra", que especifica
quem são as "duas mulheres". A vírgula antes do aposto é necessária para indicar que a informação
adicional não altera o sentido principal da frase, tornando a leitura mais clara e fluida.
QUESTÃO 134
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois a pontuação de exclamação na expressão “oh! minha amada”
é utilizada para expressar estados emotivos, como afeto e admiração. A exclamação intensifica a emoção
do falante, revelando um sentimento profundo em relação à amada, o que é característico do uso da
pontuação exclamativa. As demais alternativas não se aplicam ao contexto da frase, pois não refletem o
propósito da exclamação que é destacar a emoção expressa.
QUESTÃO 135
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D: "É empregado antes de uma enumeração de termos." O uso dos
dois pontos na frase "Os cometas são formados por três partes: cabeleira, cauda e núcleo" é justificado
porque eles introduzem uma lista que detalha as partes mencionadas anteriormente. Os dois pontos são
comumente utilizados para apresentar uma explicação, uma enumeração ou uma citação, e neste caso,
eles indicam que o que se segue é uma especificação das partes que compõem os cometas.
QUESTÃO 136
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a **A**, pois as reticências no texto refletem a hesitação e a reflexão do
narrador sobre a morte e suas experiências traumáticas. Elas transmitem uma pausa que sugere um
momento de introspecção e incerteza, revelando a complexidade emocional do enunciador diante de
situações extremas, como a guerra e a morte. Essa utilização das reticências enriquece a narrativa,
permitindo ao leitor sentir a ambivalência e a profundidade dos sentimentos do personagem.
QUESTÃO 137
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, pois os dois pontos são utilizados para introduzir uma explicação
ou esclarecimento sobre o que foi mencionado anteriormente no título. No caso, "pouca reivindicação e
muito consumismo" serve para explicar a ideia principal do Dia das Mães, que é o foco do texto. Assim, a
pontuação com os dois pontos indica que o que vem a seguir é uma explicação do que foi afirmado antes.
QUESTÃO 138
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois as reticências são utilizadas para suspender a continuidade
da ideia que está sendo apresentada, criando uma pausa que sugere que o pensamento do emissor não
foi totalmente finalizado, deixando espaço para reflexão ou para que o leitor complete a ideia. Essa pausa
Língua Portuguesa
Pontuação
é importante para transmitir a emoção e a incerteza do momento, reforçando o tom melancólico da
passagem.
QUESTÃO 139
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, que afirma que as vírgulas são usadas para separar termos
coordenados assindéticos, que têm a mesma função sintática e frequentemente formam enumerações. No
excerto apresentado, as vírgulas estão corretamente utilizadas para listar elementos relacionados à oferta
cultural e de lazer em Guarujá, como "gastronomia, shoppings, cultura, trilhas, templos e museus",
exemplificando uma enumeração de maneira clara e organizada. As demais alternativas não se aplicam ao
contexto do uso das vírgulas no trecho.
QUESTÃO 140
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que afirma que as reticências são usadaspara indicar a supressão
de um pensamento ou ideia, aproximando o leitor do estado de espírito do falante ou escritor. Essa
definição está correta, pois as reticências transmitem uma pausa ou um pensamento incompleto, muitas
vezes refletindo hesitação ou emoção, o que é evidente no excerto do texto, onde o autor expressa sua
reflexão sobre a situação observada. As demais alternativas apresentam informações incorretas ou
imprecisas sobre o uso da pontuação.
QUESTÃO 141
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a Alternativa A, pois apresenta a pontuação adequada ao longo do
texto. Nela, a frase inicial é corretamente finalizada com um ponto antes de iniciar a citação direta, e as
vírgulas são utilizadas corretamente para separar os elementos da oração, como o nome do presidente e
da premiê. Além disso, a pontuação em torno das falas dos personagens e a estrutura geral da frase estão
em conformidade com as regras gramaticais, enquanto as demais alternativas contêm erros de pontuação
que comprometem a clareza do texto.
QUESTÃO 142
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "A segunda vírgula indica a ocorrência de um zeugma." Isso está
certo porque a vírgula realmente separa duas orações que têm o mesmo verbo implícito, ou seja, "viviam"
e "escutavam" são ações que não precisam ser repetidas, caracterizando o zeugma. Portanto, a vírgula
serve para indicar essa omissão, o que é uma característica do zeugma.
Língua Portuguesa
Pontuação
Concordância nominal e verbal
QUESTÃO 143
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2022)
Ainda segundo a norma culta da Língua Portuguesa, a concordância verbal deve levar em conta o número
(singular ou plural) e a pessoa (1ª, 2ª e 3ª) ao mesmo tempo. Assinale a alternativa que apresenta
afirmações corretas sobre a concordância verbal.
a) A regra básica da concordância verbal consiste em concordar o verbo com o objeto, seja ele direto ou
indireto.
b) A regra básica da concordância verbal consiste em concordar o verbo com o sujeito.
c) As pessoas do singular são: nós (1ª), vós (2ª), eles / elas (3ª).
d) As pessoas do plural são: eu (1ª), tu (2ª), ele / ela (3ª).
QUESTÃO 144
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Apoio ao Educando/2022)
Muito - disse a menina – eu envio. As fotos seguem à mensagem.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas:
a) obrigada / mesma / anexas.
b) obrigado / mesmo / anexo.
c) obrigada / mesmo / anexos.
d) obrigado / mesma / anexa.
QUESTÃO 145
(IBFC - Tec Adm (DPE MT)/DPE MT/Área Fim/2022)
Texto
Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi
assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em
estúdio, iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores de rua com três cães. Abordou-os e, no fim
dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida Paulista. “Vão fazer o que lá?”,
perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de lá”, contou a dupla,
que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus bichinhos.
Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste
universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto
que nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista.
Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas redes sociais de Leporo, gerando imenso
interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do clique, havia quem quisesse
saber mais sobre os bastidores daquela imagem.
Era isso! Para dar visibilidade àquelas pessoas e a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso
narrar as suas histórias. E foi assim, de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes
comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo.
“Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade. É com ele
que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu José,
morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14
deles ao lado do pequeno Duque. [...]
(Revista Ocas, edição nº119, 2019)
Considere o fragmento abaixo.
“onde falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo” (5º§)
Embora estejam inseridos em uma estrutura sintática semelhante, os verbos que constituem o fragmento
apresentam flexões distintas. Essa diferença é justificada em função da:
a) ausência de vírgula após o termo adverbial intercalado “por vezes”.
b) concordância obrigatória com o núcleo mais próximo do sujeito composto.
c) dupla possibilidade de concordância com sujeito composto posposto ao verbo.
d) ausência de sujeito explícito gerando a concordância com os complementos.
QUESTÃO 146
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 01 - Higiene ou bons modos?
Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos crianças, ouvimos nossos
pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o banho!”, “Lave as
mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos.
Um dia desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma
amiga, que se atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo,
comecei a notar as pessoas ao meu redor.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele me
chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio
dental, detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser,
naquele momento, um exemplo de boa conduta e higiene.
A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar de censura, continuou a
higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus pensamentos...
será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou vendo isso?
E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao meu
filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a
resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso).
Observe as concordâncias nominais e suas respectivas justificativas: “forma vigorosa” – “higiene pessoal”
– “fios dentais”.
I. “higiene pessoal” está correta, pois, a palavra determinante ignora o uso de gênero e número da palavra
determinada.
II. “forma vigorosa” está correta, pois, a palavra determinante concorda em gênero e número da palavra
determinada.
III. “fios dentais” está correta, pois, o verbo determinante ‘fios’ que dá a qualidade ao advérbio “dentais”.
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I e II apenas.
QUESTÃO 147
(IBFC - Ass (CM Franca)/CM Franca/Contábil/2022)
Leia atentamente as regras referentes à concordância verbal e assinale a alternativa que não está correta.
a) Pode-se afirmar que o sujeito é simples quando apresenta apenas um núcleo (um único sujeito).
b) No caso de um sujeito simples, o verbo deverá concordar com o sujeito, apenas em número.
c) O sujeito é composto quando apresenta dois ou mais núcleos, ou seja, mais de um sujeito.
d) No que tange ao sujeito composto, pode-se afirmar que o verbo deverá concordar em número e pessoa
com todos os núcleos.
QUESTÃO 148
(IBFC - Ass (CM Franca)/CM Franca/Contábil/2022)
Dentre as alternativas abaixo, assinale a única em que a concordância nominal está incorreta. Importa
destacar os diversos significados da partícula “OU” nas asserções.
a) O Sambódromo do Anhembi ou o Sambódromo da Marquêsde Sapucaí sempre foi uma excelente
opção para os desfiles das escolas de samba (ou = sinonímia).
b) A Porta-bandeira ou a Rainha da bateria usará plumas de pavão ecológicas (ou = exclusão).
c) Água de coco ou isotônico após o desfile faz bem ao organismo (ou = inclusão).
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
d) A fantasia ou as fantasias vencedoras ganharão um lugar de destaque na exposição do próximo ano
(ou = retificação).
QUESTÃO 149
(IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022)
A concordância nominal estabelece uma relação entre o gênero e número do substantivo com os demais
elementos da sentença. Observe o fragmento do texto a seguir.
A esposa do Sueco __________ havia saído do salão de beleza com __________ dores de cabeça.
__________, já as tivera anteriormente.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. Atente ao uso da concordância
nominal.
a) mal – bastante – As mesmas.
b) mal – bastantes – Às mesmas.
c) mal – bastantes – As mesmas.
d) mau – bastante – As mesmas.
e) mau – bastantes – A mesma.
QUESTÃO 150
(IBFC - Aux (MGS)/MGS/Apoio ao Educando/2022)
Sobre concordância verbal, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas:
I. Ao final do espetáculo, o público em pé.
II. A gente contente com a resolução do problema.
III. Pai e filha exercícios físicos diários.
IV. Toda criança ter seus direitos resguardados.
a) aplaudiram / ficou / faz / devem.
b) aplaudiu / ficamos / fazem / devem.
c) aplaudiram / ficou / faz / deve.
d) aplaudiu / ficou / fizeram / deve.
QUESTÃO 151
(IBFC - Ass (CM Franca)/CM Franca/Contábil/2022)
Quanto à concordância verbal, Bezerra (2015) afirma que “Quando o sujeito é formado por expressões
partitivas o verbo poderá concordar, no singular, com o núcleo dessas expressões ou com o termo da
expressão explicativa ou especificativa que as acompanha”. Identifique, dentre as alternativas abaixo, a
única alternativa que foge a essa regra.
a) Boa parte das fantasias (usava / usavam) plumas de pavão sintéticas.
b) Cerca de duzentas fantasias (usava / usavam) plumas verdadeiras de pavão.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
c) Grande número de foliões (circulava / circulavam) com penas de pavão.
d) Por incrível que pareça, a maioria dos foliões (anteviu / anteviram) a escola de samba vencedora por
conta das plumas de pavão ecologicamente corretas.
QUESTÃO 152
(IBFC - AnaCon (COHAB Band.)/COHAB Bandeirante/2021)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas:
Seguem aos processos várias imagens. São novas fotografias de paisagens, as mais belas . Não aquelas
mais antigas.
a) anexo, possíveis, mantemos.
b) anexas, possíveis, mantivemos.
c) anexo, possível, mantemos.
d) anexas, possível, mantemos.
QUESTÃO 153
(IBFC - Op (MGS)/MGS/Monitoramento/2021)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
da vizinhança, nesta manhã, os meninos que juntos. Nem o dono do mercado, nem a feirante onde eles
foram.
a) Desapareceu / brincam / viu.
b) Desapareceram / brincavam / viram.
c) Desapareceram / brincarão / viu.
d) Desapareceu / brincavam / viram.
QUESTÃO 154
(IBFC - Ag (Pref SGDA (RN))/Pref SGDA (RN)/Administrativo/2021)
As palavras, quando inseridas em frases e textos, devem concordar entre si. A este respeito, assinale a
alternativa incorreta.
a) Faz três semanas, que não chove por aqui.
b) Se você ver meu celular por aí, avise-me, por favor.
c) É meio dia e meia e o sol está no seu período mais forte.
d) Foram encontradas bastantes coisas inusitadas na rua após a grande chuva.
QUESTÃO 155
(IBFC - Ass Adm (EBSERH)/EBSERH/2020)
Em relação à concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
a) Os especialistas, que virão amanhã aqui na empresa, tem total autonomia para fazer as alterações
necessárias no planejamento.
b) Nenhum dos presentes na reunião foi notificado pela direção, o que lhes garante excelente perspectivas
profissionais.
c) A partir das próximas semanas, os alunos poderão vir sem uniforme à escola, desde que tenha
autorização do responsável.
d) Aqui nessa escola, como comprovado nos últimos anos, todos os pais vêm às reuniões pedagógicas
marcadas pela coordenação.
e) Nessas eleições, seria bom que os candidatos que estão nos primeiros lugares das pesquisas
participasse do debate.
QUESTÃO 156
(IBFC - Med (EBSERH)/EBSERH/Cardiologia/Eletrofisiologia Clínica Invasiva/2020)
Adaptado
A terceira edição da pesquisa Nossa Escola em Construção ouviu estudantes dos ensinos fundamental e
médio e mostrou que 64% deles
"consideram importante" ter psicólogo na escola para atendê-los.
Os jovens querem profissionais de psicologia na escola "tanto no apoio para lidar com sentimentos, quanto
para orientar sobre o que venham a fazer no futuro".
"Há uma preocupação entre os alunos de que as escolas apoiem no desenho do futuro deles", destaca
Tatiana Klix, diretora da Porvir, uma plataforma que produz conteúdos de apoio a educadores, que também
esteve à frente da pesquisa.
A atuação permanente de psicólogos nas escolas está prevista em projeto de lei (PL) aprovado pelo
Congresso Nacional.
A pesquisa ouviu 258.680 estudantes, de 11 a 21 anos, de todo o Brasil. A maior participação na pesquisa
foi de estudantes da Região Sudeste (63,5%).
A maioria passou a maior parte da vida escolar em escolas públicas (93,4%), tinha de 15 a 17 anos (58%),
é formada de meninas (52%) e se define de cor parda (42%).
Fonte: https://www.metrojornal.com.br/foco/2019/11/30/maioriaestudantes-
psicologo-escolas.html
De acordo com as regras de concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta.
a) As dificuldades socioemocionais representam problemas muito graves e presentes na vida de
adolescentes de vários níveis social.
b) A presença de profissionais da área de psicologia é uma reivindicação e direito dos jovens que, na rede
de ensino, tem necessidade de apoio psicológico.
c) A necessidade de auxílio psicológico, por meio da presença de profissionais da área de saúde mental
nas escolas, deve ser um fato observado pelas autoridades.
d) Os direitos devem ser cumpridos para que haja condições saudável de convivência entre os jovens na
idade escolar.
e) Os pais e responsáveis devem ficar atentos com quem os adolescentes convive no seu cotidiano.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
QUESTÃO 157
(IBFC - TJ TRE PA/TRE PA/Administrativa/"Sem Especialidade"/2020)
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O verbo "haver", com o sentido de "existir", é impessoal e não admite sujeito; assim deve ser usado na 3ª
pessoa do singular.
II. O verbo "fazer, na indicação de tempo decorrido, deve concordar com o numeral a que ele se refere.
III. O verbo "passar", na indicação de tempo e acompanhado da preposição "de", é impessoal e deve
permanecer na 3ª pessoa do singular.
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
d) As afirmativas I, II e III estão corretas.
QUESTÃO 158
(IBFC - Aux (FSA)/FSA/Administração I/2019)
Dentro de um enunciado ou texto, as palavras devem concordar entre si. Assinale a alternativa correta
quanto à concordância verbal e nominal.
a) Devem haver mais suspeitos envolvidos no caso. Fazem três meses que a investigação foi iniciada.
b) Teve uma boa ideia de caracterizar e diferenciar o ensaio da crônica, dizendo que um e outro se afirma
pelo estilo.
c) Era meio-dia e meia quando eles sós se encaminharam para a cidade meio deserta. As ruas eram o
mais assustadoras possível.
d) É necessária paciência com os idosos e as crianças. Nem um nem outro conseguem fazer ações
próprias de adultos em pleno vigor físico e mental.
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 143
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que afirma que a regra básica da concordância verbal consiste em
concordar o verbo com o sujeito. Essaafirmação está correta porque, na norma culta da Língua
Portuguesa, a concordância verbal deve sempre considerar o sujeito da oração, ou seja, o verbo deve
estar em número e pessoa que correspondam ao sujeito. As outras alternativas contêm informações
incorretas ou confusas sobre a concordância verbal e as classificações das pessoas do discurso.
QUESTÃO 144
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a Alternativa A: "obrigada / mesma / anexas". Essa opção está correta
porque "obrigada" é a forma adequada para uma menina expressar gratidão, "mesma" concorda em
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
gênero e número com "mensagem", e "anexas" está no plural, concordando com "fotos", que também está
no plural. Portanto, todas as palavras preenchem as lacunas de maneira correta e respeitando as regras de
concordância da língua portuguesa.
QUESTÃO 145
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a "c", que menciona a dupla possibilidade de concordância com sujeito
composto posposto ao verbo. No fragmento, a estrutura "onde falta, por vezes, comida e cobertor,
transbordam amor e companheirismo" apresenta um sujeito composto (comida e cobertor) que, por estar
posposto ao verbo "falta", permite a flexão do verbo de acordo com o núcleo mais próximo, que é "comida",
resultando na forma singular. Essa flexibilidade na concordância é uma característica da língua portuguesa
que permite essa variação, o que justifica a diferença nas flexões dos verbos apresentados.
QUESTÃO 146
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B** (II apenas). A afirmativa II está correta porque "forma vigorosa"
concorda em gênero (feminino) e número (singular) entre o adjetivo "vigorosa" e o substantivo "forma". Já
as afirmativas I e III estão incorretas: a I apresenta uma explicação errônea sobre a concordância de
"higiene pessoal", pois "higiene" é um substantivo feminino e "pessoal" deve concordar com ele; e a III está
equivocada ao afirmar que "fios" é um verbo, quando na verdade é um substantivo que não dá qualidade a
"dentais", mas sim o contrário, já que "dentais" é um adjetivo que descreve os fios.
QUESTÃO 147
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, pois a afirmação de que "no caso de um sujeito simples, o verbo
deverá concordar com o sujeito, apenas em número" está incorreta. Na verdade, a concordância verbal em
relação ao sujeito simples deve considerar não apenas o número (singular ou plural), mas também a
pessoa (primeira, segunda ou terceira) do sujeito. Portanto, a concordância deve ser feita em número e
pessoa, o que torna a alternativa B a resposta errada.
QUESTÃO 148
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, pois a concordância nominal está incorreta. A expressão "Água de
coco ou isotônico faz bem ao organismo" apresenta um erro, pois o sujeito é composto e deveria exigir o
verbo no plural, ou seja, "fazem bem ao organismo". A partícula "ou" aqui indica inclusão, mas a
concordância deve ser feita com o sujeito que é plural, já que estamos nos referindo a duas bebidas.
Portanto, a forma correta seria "Água de coco ou isotônico fazem bem ao organismo".
QUESTÃO 149
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) mal – bastantes – As mesmas'. Nesta opção, "mal" é um advérbio
que se refere à maneira como a esposa saiu do salão, enquanto "bastantes" concorda corretamente no
plural com "dores", indicando uma quantidade significativa. Por fim, "As mesmas" refere-se corretamente
às "dores de cabeça" mencionadas anteriormente, mantendo a concordância nominal adequada. Portanto,
essa alternativa preenche as lacunas de forma correta e respeitando as regras de concordância.
QUESTÃO 150
Gabarito: D
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
Comentário: A alternativa correta é a D: "aplaudiu / ficou / fizeram / deve". Essa opção preenche as lacunas
de acordo com as regras de concordância verbal. Na primeira frase, "o público aplaudiu" está no singular,
concordando com "público". Na segunda, "a gente ficou" utiliza a forma correta de concordância, já que "a
gente" é tratado como singular. Na terceira, "pai e filha fizeram" está no plural, concordando com o sujeito
composto. Por fim, "toda criança deve" também está correto, pois "toda criança" é singular e requer o verbo
no singular. Portanto, a alternativa D apresenta a concordância verbal adequada para todas as lacunas.
QUESTÃO 151
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, pois a frase "Cerca de duzentas fantasias (usava / usavam)
plumas verdadeiras de pavão" apresenta um erro de concordância verbal. O sujeito "Cerca de duzentas
fantasias" é uma expressão partitiva que, embora possa permitir a concordância no singular, neste caso, o
verbo deve concordar com o núcleo "fantasias", que está no plural, portanto, a forma correta seria
"usavam". As demais alternativas estão em conformidade com a regra de concordância verbal
apresentada.
QUESTÃO 152
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a 'b', que apresenta as palavras "anexas", "possíveis" e "mantivemos".
A primeira lacuna deve ser preenchida com "anexas" porque se refere a "imagens", que está no plural e
exige um adjetivo também no plural. A segunda lacuna é preenchida por "possíveis", que concorda em
gênero e número com "as mais belas", e a terceira lacuna utiliza "mantivemos", que está no passado e se
encaixa no contexto da frase, indicando que não se mantiveram as imagens mais antigas. Portanto, a
alternativa 'b' preenche corretamente as lacunas de acordo com as regras de concordância verbal e
nominal.
QUESTÃO 153
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **Alternativa B: Desapareceram / brincavam / viram**. Essa opção
preenche as lacunas de forma adequada, pois "desapareceram" concorda no plural com "os meninos",
"brincavam" indica uma ação contínua no passado, e "viram" é a forma correta do verbo no passado para o
sujeito implícito. As outras alternativas apresentam erros de concordância ou tempo verbal que não se
ajustam ao contexto da frase.
QUESTÃO 154
Gabarito: B
Comentário: A alternativa incorreta é a 'A', pois a expressão "Faz três semanas, que não chove por aqui"
contém uma vírgula desnecessária que separa o sujeito da oração principal, o que prejudica a fluidez e a
correção da frase. O correto seria dizer "Faz três semanas que não chove por aqui", sem a vírgula. As
demais alternativas estão corretas em relação à concordância e estrutura da frase.
QUESTÃO 155
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D: "Aqui nessa escola, como comprovado nos últimos anos, todos os
pais vêm às reuniões pedagógicas marcadas pela coordenação." Essa frase está correta em relação à
concordância verbal, pois o verbo "vêm" concorda corretamente no plural com o sujeito "todos os pais". As
demais alternativas apresentam erros de concordância que comprometem a correção gramatical das
frases.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
QUESTÃO 156
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a **Alternativa C**: "A necessidade de auxílio psicológico, por meio da
presença de profissionais da área de saúde mental nas escolas, deve ser um fato observado pelas
autoridades." Essa frase está correta em relação à concordância verbal e nominal, pois utiliza a forma
adequada do verbo "dever" e mantém a concordância entre sujeito e predicado. Além disso, a expressão
"fato observado" está corretamente utilizada, refletindo a necessidade de atenção por parte das
autoridades em relação ao apoio psicológico nas escolas, conforme indicado na pesquisa mencionada.
QUESTÃO 157
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**: "Apenas as afirmativas I e III estão corretas." A afirmativa I está
correta porque o verbo "haver", quando utilizado no sentido de "existir", é realmente impessoal e deve ser
usado na 3ª pessoa do singular. A afirmativa II está incorreta, pois o verbo "fazer", quando indica tempo
decorrido, não deve concordar com o numeral, mas sim permanecer no singular. A afirmativa III está
correta, pois o verbo"passar", quando acompanhado da preposição "de" e indicando tempo, também é
impessoal e deve ser usado na 3ª pessoa do singular. Portanto, a combinação correta é a da alternativa B.
QUESTÃO 158
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C: "Era meio-dia e meia quando eles sós se encaminharam para a
cidade meio deserta. As ruas eram o mais assustadoras possível." No entanto, essa alternativa apresenta
erros de concordância, como "eles sós" (o correto seria "eles sozinhos") e "o mais assustadoras" (deveria
ser "as mais assustadoras"). Portanto, a alternativa C, apesar de ser indicada como correta, contém falhas
que a tornam inadequada. As demais alternativas também apresentam problemas de concordância, mas a
C é a que mais se destaca por suas inconsistências.
Língua Portuguesa
Concordância nominal e verbal
Regência nominal e verbal
QUESTÃO 159
(IBFC - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2023)
Com relação a regência verbal, analise as afirmativas abaixo.
I. Somos todos muito devotos por Deus.
II. Chegamos para o local indicado no mapa.
III. O novo orçamento implicará um outro recibo.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e II apenas.
b) II e III apenas.
c) I e III apenas.
d) II apenas.
e) III apenas.
QUESTÃO 160
(IBFC - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2023)
Com relação a regência nominal, analise as afirmativas abaixo.
I. Sentimos muita admiração para ela.
II. Nos acostumamos pelo melhor.
III. Temos respeito para com eles.
Estão corretas as afirmativas:
a) I, II e III.
b) II e III apenas.
c) III apenas.
d) I apenas.
e) II apenas.
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
QUESTÃO 161
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Analise as frases abaixo.
Depois do exame, vocês estarão aptos _ dirigir.
Aquele era um problema fácil _ se resolver.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
a) para, em.
b) de, a.
c) a, de.
d) como, a fim de
e) por, que.
QUESTÃO 162
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
O livro agradou ______ críticos.
Nós estamos aptos ______ qualquer trabalho.
Eles são favoráveis ______ que você trabalhe conosco.
O médico assistiu ______ doente.
a) aos / a / a / o
b) aos / de / com / ao
c) os / por / ao / ao
d) os / com / por / o
e) aos / de / com / o
QUESTÃO 163
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Analise as afirmativas abaixo em relação à regência verbal.
I. Visamos ao sucesso, sempre!
II. Chegamos para o local indicado no mapa.
III. Os treinadores físicos e médicos assistiram o jogador contundido.
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) I, II e III.
c) I e II apenas.
d) II e III apenas.
e) I e III apenas.
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
QUESTÃO 164
(IBFC - Ass Adm (MGS)/MGS/2023)
Os incríveis anos 60.
Parece incrível, mas os anos 60 exercem um fascínio até sobre as gerações de hoje. Não é raro
assistirmos a um show de música em que artistas usam modelitos hippies e “ressuscitam” canções ou sons
daquela época. Ou, ao folhear uma revista de moda atual, encontramos vestidos tubinhos, calças de boca
larga, túnicas indianas, maiôs de crochê, mochilas e sapatos inspirados nas cores valorizadas pelas
tendências da moda daqueles anos.
Isso tudo talvez se explique pelo fato dos anos 60 serem identificados como a década da rebeldia, da
revolução sexual e dos costumes e, principalmente, da participação dos jovens na política e em todas as
mudanças.
(CEREJA & MAGALHÃES. Português. Linguagens. Atual: São Paulo, 2006. Pág. 76.)
No trecho: “Não é raro assistirmos a um show de música...”, assinale a alternativa correta, em relação ao
verbo “assistir”, nesse contexto:
a) Significa “auxiliar” e emprega preposição.
b) Significa “ver” e emprega a preposição “a”.
c) Não emprega preposição e não significa “assistir”.
d) Emprega preposição e significa “ajudar”.
QUESTÃO 165
(IBFC - Tec Adm (SAEB BA)/SAEB BA/Administrativo/2023)
Em relação à regência, analise a frase abaixo.
O rapaz está preocupado ______ seu peso, pois vai ______ academia diariamente. Ele é capaz ______
ficar bastante tempo treinando.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
a) pelo / na / em.
b) com / a / para.
c) em / para / de.
d) com / à / de.
QUESTÃO 166
(IBFC - Ag Aten (CET Santos)/CET Santos/2023)
Sou favorável ______ que ele participe do trabalho. Está ansioso ______ nos ajudar e tenho simpatia
______ ele. Fiquem cientes ______.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
a) a / por / por / disso.
b) em / a / para / nisso.
c) a / em / com / nisso.
d) de / a / com / disso.
QUESTÃO 167
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2022)
Analise atentamente a seguinte estrutura: “Todos se esforçaram para passar no concurso”.
Considerando-se os conceitos de regência, assinale a alternativa incorreta.
a) A regência verbal é caracterizada pela relação de subordinação entre um verbo e um outro termo.
b) No exemplo acima, o verbo é regido por uma preposição, a qual o liga ao complemento.
c) O verbo “se esforçaram” é intransitivo.
d) Pode-se afirmar que: “esforçaram” é o verbo, “para” é a preposição e “passar no concurso” é o
complemento.
QUESTÃO 168
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 01 - Higiene ou bons modos?
Muito tem se falado sobre a importância da higiene pessoal. Desde que somos crianças, ouvimos nossos
pais ordenarem: “Vá escovar os dentes”, “Chega de rua, entre em casa e vá direto para o banho!”, “Lave as
mãos antes das refeições”, assim, aquelas ordens tornaram obrigações em hábitos.
Um dia desse, estava em uma praça de alimentação de um famoso Shopping Center aguardando uma
amiga, que se atrasara para nosso almoço, assim sendo, sem muito o que fazer e olhando a esmo,
comecei a notar as pessoas ao meu redor.
Como ímãs, meus olhos foram ‘puxados’ para a mesa ao lado, onde havia um senhor sentado. Ele me
chamou a atenção, pois havia terminado sua refeição e para sua higiene bucal começou a passar fio
dental, detalhe: ele ainda sentado à mesa! Fazia aquilo com tanto orgulho. Acho que imaginava ser,
naquele momento, um exemplo de boa conduta e higiene.
A ojeriza tomou conta de mim e o cavalheiro não se arrefeceu com o meu olhar de censura, continuou a
higienizar seus dentes de forma vigorosa. Aquele ir e vir do fio dental acompanhava meus pensamentos...
será que isso não vai terminar? Será que esse senhor não se percebe? Será que só eu estou vendo isso?
E ao mesmo tempo me indaguei: Será que esse senhor teve um pai igual a mim que vivo dizendo ao meu
filho “Não se esqueça de escovar os dentes”? A pergunta é retórica, realmente prefiro não saber a
resposta!
(Texto desenvolvido, a partir de fatos, especificamente para este concurso).
Ao reler o texto, encontra-se a sentença “Não se esqueça de escovar os dentes”. Dentro do item regência
verbal, o uso dos termos grifados está correto, pois:
I. é um verbo que pede objeto intransitivo direto da coisa esquecida.
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
II. é um verbo transitivo indireto pronominal, assim sendo, pede complemento preposicionado encabeçado
pela preposição de.
III. é um verbo transitivo direto átono, assim sendo, pede complemento encabeçado pela preposição que.
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I e III apenas.
QUESTÃO 169
(IBFC - Moto (MGS)/MGS/B/2021)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Moro São Paulo e assisto frequentemente partidas do meu time no estádio do Pacaembu. No próximo ano,
servirei exército.
a) em / as / o.
b) a / às / o.
c) na / as / ao.
d) em / às / ao.
QUESTÃO 170
(IBFC - Ag (Pref SGDA (RN))/Pref SGDA (RN)/Administrativo/2021)
Annabel Lee
Edgar Allan Poe
(tradução de Fernando Pessoa)
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;
E vivia semoutro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar.
*barras marcam divisão dos versos do poema.
A vogal “a”, quando inserida em orações e textos, assume funções e classificações distintas. Analise o seu
uso no enunciado a seguir: “E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,” [...] Assinale a alternativa
que apresenta correta e respectivamente a classificação dos termos em destaque.
a) A primeira vogal “a” é um artigo regido pelo verbo “vir” e a segunda é um pronome pessoal reto.
b) A primeira vogal “a” é uma preposição regida pelo verbo “vir” e a segunda é um pronome pessoal
oblíquo.
c) A primeira vogal “a” é uma conjunção regida pelo verbo “vir” e a segunda é um artigo definido.
d) A primeira vogal “a” é um advérbio regido pelo verbo “vir” e a segunda é um pronome indefinido.
QUESTÃO 171
(IBFC - Tec (EBSERH)/EBSERH/Enfermagem/Saúde do Trabalhador/2020)
De acordo com a regência verbal e nominal, analise o trecho abaixo e assinale a alternativa que preencha
correta e respectivamente as lacunas.
Os valores
que o contador se referiu na reunião são compatíveis
investimentos feitos pela empresa.
a) a / pelos.
b) de / aos.
c) por / com os.
d) de / pelos.
e) a / com os.
QUESTÃO 172
(IBFC - Tec (EBSERH)/EBSERH/Análises Clínicas/2020)
Considerando as regras de Regência Verbal e Nominal, assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do texto abaixo.
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
A carreira de engenheiro era incompatível _____ suas habilidades. Ele aspirava _____ um curso a que não
tinha a menor vocação.
a) para/ a.
b) com/ por.
c) em/ de.
d) com/ a.
e) para/ por
QUESTÃO 173
(IBFC - TJ TRE PA/TRE PA/Apoio Especializado/Operação de Computadores/2020)
A regência verbal ou nominal é a relação de subordinação existente entre um verbo ou um nome e seus
complementos. A este respeito, assinale a alternativa a relação feita corretamente.
a) O Senhor agradeceu o entregador a agilidade na prestação de serviço.
b) Há paridade entre os preços de combustíveis em algumas cidades.
c) Aquela farmácia faz entrega de medicamentos a domicílio.
d) Algumas crianças têm ojeriza com palhaços.
QUESTÃO 174
(IBFC - Tec (Pref C S Agost)/Pref C Sto Agostinho/Agrícola/2019)
Quanto às regras de Regência Nominal e Verbal, assinale a alternativa correta.
a) As moças foram a pé ao cinema para assistir o novo lançamento de sucesso.
b) Obedecer as normas de trânsito evita problemas futuros.
c) Embora houvesse clima adverso à situação, a vítima entregou a carta à polícia.
d) Esta sala é acessível à cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
QUESTÃO 175
(IBFC - ICir (Pref Candeias)/Pref Candeias/2019)
Regência é a parte da língua que estuda a relação de subordinação entre um verbo (ou nome) e seus
complementos. Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta.
a) Informei-lhe do incidente durante a reunião.
b) Preferi jogar a trabalhar.
c) Fui no cinema ontem.
d) Esqueci-me a imagem dela.
Gabarito e Comentários
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
QUESTÃO 159
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e', que afirma que apenas a afirmativa III está correta. A frase "O
novo orçamento implicará um outro recibo" utiliza a regência adequada do verbo "implicar", que exige a
preposição "em" quando se refere a uma consequência. As afirmativas I e II apresentam erros de regência:
"devotos por" deveria ser "devotos a" e "chegamos para" deveria ser "chegamos ao". Portanto, apenas a
afirmativa III está correta, justificando a escolha da alternativa E.
QUESTÃO 160
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) III apenas'. A afirmativa III "Temos respeito para com eles" está
correta, pois a expressão "respeito para com" é uma construção adequada na língua portuguesa. As
afirmativas I e II estão incorretas; a forma correta seria "admiração por" e "acostumamos a",
respectivamente. Portanto, apenas a afirmativa III está de acordo com as normas de regência nominal.
QUESTÃO 161
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a 'c) a, de'. Na primeira frase, "aptos a dirigir" é a locução adequada,
pois o verbo "estar apto" exige a preposição "a" para indicar a finalidade. Na segunda frase, "um problema
fácil de se resolver" é a construção correta, onde "fácil de" expressa a ideia de que o problema pode ser
resolvido com facilidade. Portanto, ambas as lacunas são preenchidas corretamente com as preposições
"a" e "de".
QUESTÃO 162
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a 'A', que preenche as lacunas da frase de maneira adequada: "O livro
agradou **aos** críticos" (preposição 'a' + artigo 'os'), "Nós estamos aptos **a** qualquer trabalho"
(preposição 'a'), "Eles são favoráveis **a** que você trabalhe conosco" (preposição 'a'), e "O médico
assistiu **o** doente" (artigo definido 'o'). Cada preposição e artigo se encaixa corretamente no contexto
das frases, garantindo a correção gramatical.
QUESTÃO 163
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e) I e III apenas'. A afirmativa I está correta, pois o verbo "visar" exige
a preposição "a" quando se refere a um objetivo. A afirmativa II está incorreta, pois "chegar" exige a
preposição "a" quando se refere a um local, e não "para". Já a afirmativa III está correta, pois o verbo
"assistir" pode ser usado com o sentido de "dar assistência" sem preposição, o que é aceito na norma
culta. Portanto, apenas as afirmativas I e III estão corretas.
QUESTÃO 164
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, pois no contexto da frase "assistirmos a um show de música", o
verbo "assistir" significa "ver" e é utilizado com a preposição "a". Essa construção é comum na língua
portuguesa, onde "assistir a" é a forma adequada para indicar a ação de presenciar algo, como um
espetáculo ou uma apresentação. As demais alternativas estão incorretas, pois não refletem o uso correto
do verbo nesse contexto.
QUESTÃO 165
Gabarito: D
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
Comentário: A alternativa correta é a D: "com / à / de". A primeira lacuna deve ser preenchida com "com",
que indica a relação de preocupação do rapaz com seu peso. A segunda lacuna requer "à", que é a
preposição correta para indicar a direção da ação de ir à academia. Por fim, "de" é a preposição adequada
para expressar a capacidade de ficar bastante tempo treinando. Portanto, a escolha da alternativa D
atende corretamente à regência das palavras na frase.
QUESTÃO 166
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: "a / por / por / disso". A primeira lacuna pede a preposição "a", que
indica favorabilidade; a segunda lacuna utiliza "por", que expressa a razão da ansiedade em ajudar; a
terceira também requer "por", que é uma forma de simpatia; e a quarta lacuna é preenchida com "disso",
que se refere ao que foi mencionado anteriormente. Portanto, a alternativa A preenche as lacunas de forma
correta e coerente.
QUESTÃO 167
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, que afirma que o verbo “se esforçaram” é intransitivo. Essa
afirmação está incorreta porque o verbo "esforçar" é transitivo e exige um complemento, que neste caso é
"para passar no concurso". As demais alternativas estão corretas, pois explicam adequadamente a
regência verbal e a relação entre o verbo e seus complementos. Portanto, a alternativa C é a que não se
alinha com os conceitos de regência verbal apresentados.QUESTÃO 168
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, que afirma que apenas a afirmativa II está correta. O verbo
"esquecer" é transitivo indireto e exige a preposição "de" para indicar o que foi esquecido, como no caso da
frase "Não se esqueça de escovar os dentes". A afirmativa I está errada porque "esquecer" não pede um
objeto intransitivo direto, e a afirmativa III também está incorreta, pois não se utiliza a preposição "que"
nesse contexto. Portanto, a opção B é a única que está correta em relação à regência verbal do verbo
"esquecer".
QUESTÃO 169
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D: "em / às / ao". A primeira lacuna deve ser preenchida com "em"
para indicar a localização em que a pessoa mora, a segunda lacuna com "às" para se referir ao tempo em
que assiste às partidas, e a terceira lacuna com "ao" para indicar a ação de servir ao exército. Essa
escolha respeita a regência e a concordância necessárias nas frases apresentadas.
QUESTÃO 170
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B, pois a primeira vogal “a” é uma preposição que indica a ideia de
direção ou finalidade, regida pelo verbo “vir”, enquanto a segunda “a” é um pronome pessoal oblíquo, que
se refere ao objeto da ação de tirar. Essa classificação é essencial para entender a função de cada termo
na frase, evidenciando a relação entre o verbo e seus complementos.
QUESTÃO 171
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e) a / com os'. A expressão "se referiu a" é a forma adequada de
regência verbal, indicando que o contador está fazendo referência a algo. Já a expressão "compatíveis
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
com os investimentos" é a forma correta de indicar a relação de compatibilidade entre os valores e os
investimentos, utilizando a preposição "com". Portanto, essa combinação preenche corretamente as
lacunas do trecho apresentado.
QUESTÃO 172
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a 'd) com/ a'. A primeira lacuna pede uma preposição que indique a
relação de compatibilidade, e "incompatível com" é a construção adequada. Na segunda lacuna, a
expressão "aspirava a" é a forma correta de indicar o desejo de realizar algo, como um curso. Portanto, a
combinação "incompatível com suas habilidades" e "aspirava a um curso" está em conformidade com as
regras de regência verbal e nominal.
QUESTÃO 173
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "Há paridade entre os preços de combustíveis em algumas
cidades." Essa frase está correta porque o verbo "haver" no sentido de existir exige a preposição "entre"
para indicar a relação de igualdade ou equivalência entre os preços mencionados. As demais alternativas
apresentam erros de regência, como a falta de preposição ou o uso inadequado de complementos, o que
as torna incorretas.
QUESTÃO 174
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C: "Embora houvesse clima adverso à situação, a vítima entregou a
carta à polícia." Essa frase está correta em relação à regência nominal, pois o termo "adverso" exige a
preposição "a" para indicar a relação com "situação". As demais alternativas apresentam erros de regência,
como a falta de preposição ou o uso inadequado de expressões que não seguem as normas gramaticais.
QUESTÃO 175
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "Preferi jogar a trabalhar." Essa frase apresenta uma regência
verbal adequada, pois o verbo "preferir" exige a preposição "a" quando se compara duas ações. As demais
alternativas contêm erros de regência: na alternativa A, o correto seria "Informei-lhe sobre o incidente"; na
alternativa C, o correto seria "Fui ao cinema"; e na alternativa D, o correto seria "Esqueci-me da imagem
dela." Portanto, a alternativa B é a única que está correta em relação à regência verbal.
Língua Portuguesa
Regência nominal e verbal
Significação das palavras
QUESTÃO 176
(IBFC - Tec (EBSERH)/EBSERH/Contabilidade/2020)
O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo. E os dados sobre essa doença são contrastantes:
enquanto ela é uma das principais causas de morte de mulheres, também é o tipo de câncer com a maior
taxa de cura. O que separa um resultado de outro é, naturalmente, o diagnóstico precoce.
Hoje, o autoexame das mamas e a mamografia são prevenções efetivas, que buscam pequenos nódulos
indicativos do início do problema. Agora, porém, médicos querem tornar o diagnóstico mais simples,
prático e preciso: segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham, na
Inglaterra, um exame de sangue poderia detectar um câncer de mama 5 anos antes de aparecerem os
sinais detectados pelos exames atuais.
A lógica do estudo foi não focar nas concentrações de células cancerígenas, que são justamente o que
causam o nódulo, mas sim nos antígenos produzidos por elas.
Antígeno, vale lembrar, é toda substância que desencadeia uma resposta imune do organismo, ativando
nosso sistema de defesa.
A hipótese dos pesquisadores era a de que as células cancerígenas, desde quando são muito poucas, já
produzem proteínas que agem como antígenos. Detectar no sangue os anticorpos desencadeados por
esses antígenos seria uma forma mais prática de detectar o câncer de mama em estágio inicial.
Para testar essa hipótese, a equipe coletou amostras de sangue de 90 pacientes recém-diagnosticados
com câncer de mama e 90 amostras de pacientes sem o problema, para servir como grupo de controle.
Fonte: https://super.abril.com.br/saude/cancer-de-mama-pode-serdetectado-
por-exame-de-sangue-ate-5-anos-antes-de-sinais-aparecerem/
Leia o trecho "Hoje, o autoexame das mamas e a mamografia são prevenções efetivas, que buscam
pequenos nódulos indicativos do início do problema" e assinale a alternativa que apresenta correta e
respectivamente os sinônimos dos trechos destacados.
a) ineficazes / subjuntivos.
b) inadequadas / indicadores.
c) eficientes / sintomáticos.
d) objetivas / eliminadores.
e) competentes / exterminadores.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
QUESTÃO 177
(IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2020)
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Inspeções de segurança geram benefícios para empresas e trabalhadores
Por Paulo Ribeiro Neres
Uma das atividades mais comuns entre os profissionais de saúde e segurança do trabalho são as
inspeções de segurança. Estas podem ser específicas, como por exemplo, em equipamentos de combate
a incêndio ou gerais como: ordem, arrumação e limpeza. Normalmente, alguns de seus objetivos são:
reconhecer e antecipar as condições ou procedimentos que se encontram abaixo dos padrões de
segurança estabelecidos, ou ainda detectar situações perigosas que possam acarretar perdas materiais ou
pessoais no ambiente ocupacional.
Seja qual for o propósito ou tipo das inspeções, de rotina ou periódica, é de extrema relevância que o
próprio trabalhador, “aquele que põe a mão na massa”, participe dessas atividades e que sua opinião seja
considerada e avaliada no momento da conclusão. Desta forma, espera-se aumentar o interesse e
motivação dos trabalhadores com as questões de saúde e segurança no ambiente de trabalho e, paralelo a
isso, desenvolver uma cultura que promova a ideia de que a prevenção de perdas seja de interesse de
todos e não apenas uma responsabilidade do Departamento de Segurança, como é comum em diversas
organizações. [...]
O melhor e mais vantajoso de tudo isso é que podemos usar o conhecimento e experiência prática de
quem realmente sabe onde estão as condições perigosas e desvios que mais ocorrem naquele ambiente
de trabalho. Geralmente, as inspeções de segurança são realizadas sem a participação dos trabalhadores
do chão de fábrica. Precisamos quebrar esse paradigma. [...] Não será demérito para os profissionais do
Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) adicionar os
trabalhadores nas suas inspeções de segurança. Para isso, será necessário capacitá-los, treiná-los e
orientá-los para que sejam capazes de auxiliar na identificação e avaliação dos perigos. [...]
Se realizarmosinspeções com o auxílio dos próprios trabalhadores, é bem provável que as medidas de
controle, que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados, sejam mais coerentes e próximas da
realidade do dia a dia. Assim, o bom resultado prático virá pela união do conhecimento técnico do
profissional da segurança com a opinião e visão de quem realmente fica exposto, que são os
trabalhadores.
http://revistacipa.com.br/inspecoes-de-seguranca-geram-beneficios-para-empresas-e-trabalhadores/ acesso em
14/11/2019 (adaptado)
Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) “Precisamos quebrar esse paradigma”. O vocábulo em destaque tem o mesmo sentido de padrão.
( ) “Não será demérito para os profissionais.” O vocábulo em destaque tem o mesmo sentido de
deferência.
( ) [...] “sem a participação dos trabalhadores do chão de fábrica”. A expressão em destaque faz
referência àqueles que trabalham com a limpeza e manutenção.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
( ) [...] “que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados”. O vocábulo em destaque tem o mesmo
sentido de lenificar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, F, V.
b) F, V, F, V.
c) V, F, V, F.
d) V, F, F, V.
e) F, F, V, F.
QUESTÃO 178
(IBFC - ICir (Pref Candeias)/Pref Candeias/2019)
A CARROÇA
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: – Estou ouvindo um barulho de carroça.
– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!
Perguntei a ele: – Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto
mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar),
tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e
querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do
meu pai dizendo:
– Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!
Autor desconhecido
Observe as palavras em destaque no texto e assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as
expressões que podem substituí-las sem alterar o sentido.
a) na brenha, afinei, ululando, inconveniente, fragor.
b) na floresta, ajustei, britano, desagradável, ruído.
c) na mata, deteriorei, berrando, chata, estalido.
d) na selva, aprimorei, vociferando, razoável, bulício,
QUESTÃO 179
(IBFC - Ass (Pref Candeias)/Pref Candeias/Administrativo/2019)
Língua Portuguesa
Significação das palavras
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.[...]
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar
Observe as palavras em destaque no texto. A seguir, assinale a alternativa que apresenta,
respectivamente, as expressões que podem substituí-las, sem alterar o sentido.
a) encontrado, grandes, jocosa.
b) criado, concisos, difícil.
c) elaborado, efêmeros, aprazível.
d) fabricado, vastos, penosa.
QUESTÃO 180
(IBFC - Aux (Cruzeiro Sul)/Pref Cruzeiro do Sul/Administrativo/2019)
Observe as sequências de palavras sinônimas, apresentadas abaixo e assinale a alternativa incorreta, ou
seja, a que apresenta um vocábulo que não possui a mesma significação dos demais de sua linha.
a) perspicácia, argúcia, acúmen.
b) absorto, ensimesmado, alheado.
c) enigma, arcano, incógnita.
d) néscio, inepto, balbúrdia.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
QUESTÃO 181
(IBFC - Of Man Jr (EMDEC)/EMDEC/2019)
Há algum tempo, o software para hospital tinha uma única função principal, a gestão do negócio. O que se
via eram módulos de faturamento, contas a pagar e receber, cálculo de folha e tarefas administrativas
sendo geridas através dele. O corpo clínico e os computadores, portanto, viviam em mundos diferentes
dentro da mesma instituição.
Como muito da prática médica é sobre coletar e analisar informações, a Tecnologia da Informação passou
a ter um papel crítico também na assistência à saúde. O surgimento de softwares especializados para o
corpo clínico criou a necessidade de um novo olhar sobre os provedores de saúde no que diz respeito à
tecnologia, agora onipresente na organização.
Os benefícios da informatização na assistência à saúde são inúmeros e o Prontuário Eletrônico do
Paciente (PEP) é uma ferramenta tecnológica crucial para extrair plenamente esses benefícios. Além de
centralizador da informação dos pacientes, ele se tornou um aliado do médico na prática diária. Hoje,
esses sistemas geralmente são equipados com ferramentas de apoio a decisão clínica, que indicam
possíveis interações medicamentosas e até auxiliam no diagnóstico através de referências de casos
similares. Sem contar no acesso fácil a resultados de exames e imagens, evitando, inclusive, solicitações
desnecessárias.
Assim, o que antes estava amontoado no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) em pastas e
papeis embolorados, agora é largamente disponível de forma informatizada. Essa aproximação do corpo
clínico e da TI é irreversível e muito proveitosa para todo o sistema de saúde, o que, no final das contas,
significa melhoria nos cuidados dos seres humanos.
(Fonte: Saúde Business)
Leia o trecho: “O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma ferramenta tecnológica crucial para extrair
plenamente esses benefícios” e assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as
expressões sinônimas das palavras nele destacadas.
a) difícil / absolutamente.
b) decisivo /de maneira eficaz.
c) discutível / restrita.
d) determinante / parcialmente.
QUESTÃO 182
(IBFC - Ag (Pref SGDA (RN))/Pref SGDA (RN)/Administrativo/2021)
A respeito das normas de ortografia, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Em Língua Portuguesa, há os vocábulos “viagem” e “viajem”, ambos corretamente escritos, porém com
classificações distintas. O primeiro é um substantivo e o segundo, uma forma verbal.
II. Os vocábulos “mecha” e “mexa” existem na Língua Portuguesa, no entanto possuem classificações
distintas. O primeiro é uma forma verbal e o segundo é um substantivo.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
III. “Há um perigo eminente, nesta rodovia, por conta dos vários buracos no asfalto.” O vocábulo em
destaque está corretamente grafado e traz como significado algo próximo de acontecer.
a) Apenas a afirmativa I está correta.
b) Apenas a afirmativa III está correta.
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
QUESTÃO 183
(IBFC - ACZ (Cruzeiro Sul)/Pref Cruzeiro do Sul/2019)
Assinale a alternativa que apresenta o significado correto das palavras: “ratificar” e “retificar”,
respectivamente.
a) corrigir, confirmar.
b) corrigir, reforçar.
c) reafirmar, corrigir.
d) invalidar, validar.
QUESTÃO 184
(IBFC - Ag (Pref C S Agost)/Pref C Sto Agostinho/Controle Urbano/2019)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas abaixo.
“Na
de vendas da empresa, houve o crime de
. A polícia participou da
das 15:00, com os funcionários, e a delação dos criminosos.”
a) sessão, extorção, seção, incentivou.
b) seção, extorsão, cessão, insentivou.
c) seção, extorsão, sessão, incentivou.
d) sessão, extorção,cessão, insentivou.
QUESTÃO 185
(IBFC - ACE (Cruzeiro Sul)/Pref Cruzeiro do Sul/2019)
Assinale a alternativa que foi grafada incorretamente, ou seja, àquela em que há palavras com erros
ortográficos.
a) O produto será encontrado na seção que está indicada pela placa.
b) O herdeiro recebeu a cessão de direitos hereditários.
c) A sessão das terras foi autorizada e assinada pela autoridade local.
d) A multidão chegou cedo para votar na seção eleitoral de sua cidade.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
QUESTÃO 186
(IBFC - Aux (FSA)/FSA/Administração I/2019)
Palavras homônimas são aquelas que podem
ser pronunciadas da mesma forma, contudo, têm significados diferentes. Assinale a alternativa que
preencha correta e, respectivamente, as lacunas.
“Nas últimas eleições, votei
na
________
123. Ao sair, olhei para ________ e vi que havia esquecido o título sobre a mesa. Voltei para guardá-lo em
minha carteira,
_______ os olhos por um segundo e pensei: - sei que cumpri meu papel de cidadão com bom
_______,
fiz minha parte.”
a) Seção / trás / cerrei / senso.
b) Sessão / traz / cerrei / senso.
c) Seção / trás / serrei / censo.
d) Seção / traz / cerrei / senso.
QUESTÃO 187
(IBFC - Ass San (EMBASA)/EMBASA/Técnico em Eletromecânica/2017)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
A ____________ da Câmara dos Deputados durou mais de 10 horas. Foi aprovada a ____________da
área aos índios.
a) sessão - seção.
b) seção - sessão.
c) sessão - cessão.
d) seção - cessão.
QUESTÃO 188
(IBFC - Ag Sg Sc (SEJUSP MG)/SEJUSP MG/2022)
Texto I
Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não
conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na
garganta, pois sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada
história que escutava. Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas
tristezas para Maria-Nova. Mas a menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia,
mas naquela que ela traz no peito. Na ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó,
do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do bisavô que
tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha. Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades
de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca vivera. Entretanto o que doía mesmo em
Língua Portuguesa
Significação das palavras
Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no fundo, a miséria era a mesma. O seu
povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram os vencedores, e sim, quase
sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cá sempre ardia, doía e sangrava muito.
(EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017)
1 para os escravizados, era como se chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de
aversão à privação da liberdade
A linguagem figurada também é empregada em “que tinha todo o lado direito do corpo esquecido”.
Com esse emprego, consegue-se:
a) suavizar o impacto de um problema físico.
b) potencializar as causas da doença descrita.
c) reforçar a localização das dores sentidas.
d) aproximar as dores físicas das psicológicas.
QUESTÃO 189
(IBFC - Of Jud (TJ MG)/TJ MG/Assistente Técnico de Controle Financeiro/2022)
Texto I
Sobre coisas que acontecem
(Martha Medeiros)
Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que seria o dia que mudaria a minha vida.
Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O dia que eu me enxergaria no
espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que encontraria um envelope
lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes.
(Que dia foi esse? Quem está falando?)
É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os desdobramentos
que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada, que pode
ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita.
Convém que a primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico:
“Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna
Karenina, de Tolstói. Arrebatador. Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é
puxado para um local em que nunca esteve, é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas
certamente fascinante, pois novo. Talvez não se identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua
repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma
sonolência contínua.
A crônica tem o mesmo dever: o de jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido
(literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria,
para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da leitura de jornal um hábito não só informativo,
mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que admiro, teria que me estender por
meia dúzia de páginas, mas só tenho essa.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
A crônica é um gênero livre por excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar
dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou
filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos
que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é.
Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária. Hoje, antes de adormecer, você já estará um
pouco transformado.
(Revista ELA, O Globo, 24/07/2022)
A linguagem figurada é uma importante ferramenta na construção de sentidos no texto.
Considerando o contexto, dentre as alternativas abaixo, esse recurso só não é observado em:
a) “A partir dela, o leitor será fisgado ou não” (5º§).
b) “Uma vez aberta a janela do pensamento” (5º§).
c) “o leitor é puxado para um local em que nunca esteve” (5º§).
d) “é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano” (7º§).
e) “Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos” (7º§).
QUESTÃO 190
(IBFC - Tec (MGS)/MGS/Edificação/2021)
Assinale a alternativa em que NÃO há o sentido figurado, conotativo, no termo sublinhado:
a) Meu coração se alegra quando te encontra.
b) O tempo voa, e não nos damos conta.
c) O pássaro cantou lindamente nesta manhã de primavera.
d) As palavras são armas poderosas.
QUESTÃO 191
(IBFC - AnaCon (COHAB Band.)/COHAB Bandeirante/2021)
Texto
A vocação dos novos computadores é funcionar com todo o aparato técnico fornecido pela informática, só
que numa relação tão visual e emocionante quanto um jogo de videogame. Já existem máquinas que
cruzam essa fronteira, produzindo imagens em três dimensões nas quais o usuário tem a sensação de
penetrar. Imagine um visor que pode ser preso na frente dos olhos, como uma máscara de mergulho.
Acoplado a um computador, esse visor cria imagens baseadas num programa e dá à pessoa a ilusão de
que está no ambiente projetado na tela. Há mais. Usando uma luva cheia de sensores, todos ligados ao
mesmo computador, o operador do equipamento pode “tocar” objetos que só existem na tela aberta diante
de seus olhos. É possível, por exemplo, operar os comandos de um caça-bombardeiro com a mão
enluvada e ver na tela os instrumentos sendo manobrados enquanto o avião se move com toda a
aparência de uma situação real. Quem vê a brincadeira de fora vai enxergar apenas uma pessoa com os
olhos cobertos por uma máscara levantando uma mão enluvada e nada mais. Veja, 21 out. 1992.
No trecho “Já existem máquinas que cruzam essa fronteira...”. A expressão sublinhada está no sentido:
a) próprio e significa que as máquinas ultrapassam as fronteiras dos países.
b)ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na
realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as
razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os
camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir
essa incumbência.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a
converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais
razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a
que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher
a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas
esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações
invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de
Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem
não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da
sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos
e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais
que garantam estabilidade.
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de
um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um
dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que
progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O
fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio
tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de
referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e
seguro. [...]
(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
No último período do texto, o enunciador atribui aos incêndios um sentido:
a) ancestral.
b) criminoso.
c) irônico.
d) metafórico.
e) positivo.
QUESTÃO 11
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023)
Leia o texto abaixo e responda a questão.
Fundação diz que não há risco na polpa industrializada. O açaí que é consumido em boa parte do Brasil
não corre o risco de estar contaminado. É o que afirma a Funed (Fundação Ezequiel Dias), referência
nacional no diagnóstico de doença de Chagas. “O que é consumido (fora do Norte e Nordeste) é a polpa
industrializada, que sofre o processo de pasteurização”, diz a chefe do serviço de doenças parasitárias da
fundação, Eliana Furtado Moreira. No processo de pasteurização, a polpa do açaí é aquecida durante
alguns segundos a temperaturas entre 80ºC e 90ºC, e depois é imediatamente resfriada. Esse processo
elimina o agente causador da doença de Chagas. Além disso, a polpa vendida é congelada, o que elimina
a possibilidade de o protozoário Trypanosoma cruzi estar presente na fruta. O Pará é o principal produtor
da fruta no país. Além de abastecer o mercado interno, exporta parte da produção.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Folha de S. Paulo, 18 ago, 2007
De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa correta.
a) A Fundação Ezequiel Dias pasteuriza o açaí consumido em boa parte do Brasil.
b) A chefe do serviço da Funed explica que a polpa industrializada não deve ser consumida.
c) A polpa do açaí é aquecida e não deve ser vendida congelada.
d) O protozoário da doença de Chagas é encontrado após a pasteurização da fruta.
e) A pasteurização é um processo de aquecimento e resfriamento da polpa.
QUESTÃO 12
(IBFC - Ag PM (IBGE)/IBGE/2023)
Analise o texto abaixo para responder à questão seguinte.
As posições do observador e a paisagem
A posição do observador influencia a maneira como ele vê a paisagem. Isso quer dizer que uma pessoa no
alto de um edifício, por exemplo, vê a paisagem de forma diferente de outra pessoa que esteja na rua. No
primeiro caso, a paisagem observada será bem mais extensa do que aquela vista pela pessoa que está no
plano da rua. Portanto, ao observar determinada paisagem, é importante considerar sua posição em
relação a ela.
(http://www.todoestudo.com.br)
De acordo com a leitura, assinale a alternativa correta.
a) Posições diferentes não alteram a vista do observador.
b) A mesma paisagem torna-se mais extensa se observada do alto.
c) A paisagem é diferente se vista por dois observadores na mesma posição.
d) O observador na rua vê a paisagem mais extensa do que aquele que vê do alto.
e) A mesma paisagem torna-se mais extensa se observada da rua.
QUESTÃO 13
(IBFC - Ag Sau (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Call Center/2023)
Vênus
(Caio Fernando Abreu)
Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque
havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem
vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que
ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo
demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais
tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente.
Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse
determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se
por Beatriz.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas
festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois
empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os
outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do
balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava
mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
- Beatriz.
A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e
disse assim:
- Credo, aquele estrelete?
Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento,
ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?)
da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando
tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz
tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar
quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a
faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o
sol sumia e uma primeira estrela apareceu.figurado e significa que as máquinas ultrapassam os limites de uso anteriores.
c) figurado e significa que a sua utilização é ampla, para o mundo todo.
d) próprio e significa que as máquinas possibilitaram o voo e o mergulho.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
QUESTÃO 192
(IBFC - GM (Pref Vinhedo)/Pref Vinhedo/2020)
Texto I
Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham
existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não
atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e
seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os
bancos de macambira.
Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os
berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se.
Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de
sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão
se admiraria, invejoso.
- Inferno, inferno.
Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha
Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e
poderosa. Se houvesse feito menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas
tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais
quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa única dos
cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado, fazia-o observar os pais antes
de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à
cachorrinha com abundância de gritos e gestos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60)
No texto, o vocábulo “Inferno” promove leituras distintas. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
a) a conotação negativa apresentada por sinha Vitória condiz com o senso comum.
b) para o menino, a importância das palavras independe de quem as pronuncia.
c) a admiração do irmão seria resultante da compreensão do sentido da palavra.
d) a beleza atribuída à palavra, pelo menino, referia-se ao seu valor semântico.
QUESTÃO 193
(IBFC - Ass Farma (SESA PR)/SESA PR/2016)
Texto
Língua Portuguesa
Significação das palavras
(fonte:http://horarural.blogspot.com.br/2013/07/charge-do-dia-ainda-restam-lembrancas.html)
A charge emprega duas situações distintas e, nas falas, faz uso de um paralelismo de construções. A
distinção, nessas falas, é marcada pelo emprego de duas palavras que, contextualmente, são:
a) antagônicas
b) polivalentes
c) equivalentes
d) complementares
QUESTÃO 194
(IBFC - AF Trans (Dourados)/Pref Dourados/2022)
Texto 02
Inspiração para seus sonhos.
Guarujá é docemente conhecida como a "Pérola do Atlântico". Quem já visitou sabe o porquê. Praias
paradisíacas, ecoturismo, pesca de aventura, aqui tem de tudo. E não é só à beira do mar que o Estado de
São Paulo impressiona. Gastronomia, shoppings, cultura, trilhas, templos e museus também fazem bonito.
(...)
(ABEAR- Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Texto com modificações para este Concurso) Disponível em
https://www.pressreader.com/brazil/hoteis/20220601
A passagem “Gastronomia, shoppings, cultura, trilhas, templos e museus também fazem ‘bonito’.” a
palavra em destaque, por aspas simples, tem o mesmo significado em:
a) Bonito é um lugar maravilhoso no Mato Grosso do Sul.
b) Paletó e belas botas fazem bonito em um casamento de fazenda, mas não combinam com a ocasião, é
que vamos para a praia no Guarujá agora. Por ir se trocar.
c) Saímos do Guarujá e fomos para Rio Bonito, aquele município do Rio de Janeiro.
Língua Portuguesa
Significação das palavras
d) Bonito, hein? Mal chegou à casa, largou tudo no chão e correu para a praia! Eu não vou juntar o que é
seu!
Gabarito e Comentários
QUESTÃO 176
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C) "eficientes / sintomáticos". O termo "efetivas" é sinônimo de
"eficientes", pois ambas as palavras se referem à capacidade de produzir um resultado positivo,
especialmente em um contexto de prevenção. Já "indicativos" se relaciona com "sintomáticos", pois ambos
os termos referem-se a algo que sinaliza ou indica a presença de um problema, como um sintoma que
aponta para uma condição de saúde. Portanto, essa alternativa apresenta os sinônimos adequados para
os trechos destacados.
QUESTÃO 177
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D: "V, F, F, V". A primeira afirmativa é verdadeira, pois "paradigma"
realmente se refere a um padrão. A segunda afirmativa é falsa, já que "demérito" significa desvantagem ou
falta de mérito, e não tem o mesmo sentido de "deferência". A terceira afirmativa também é falsa, pois "do
chão de fábrica" se refere aos trabalhadores que estão diretamente envolvidos na produção, e não apenas
àqueles que fazem limpeza e manutenção. Por fim, a quarta afirmativa é verdadeira, já que "mitigar"
significa reduzir ou amenizar, o que é semelhante a "lenificar". Portanto, a sequência correta é V, F, F, V.
QUESTÃO 178
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a Alternativa A, que apresenta substituições adequadas para as
palavras em destaque do texto sem alterar seu sentido. "Na brenha" pode ser entendido como uma área
semelhante a "no bosque", "afinei" é uma forma que pode substituir "apurei", "ululando" é um sinônimo que
mantém a ideia de "gritando", "inconveniente" é uma boa substituição para "inoportuna", e "fragor" se
refere a um som intenso, similar a "barulho". Portanto, todas as substituições propostas na Alternativa A
preservam o significado original das palavras destacadas no texto.
QUESTÃO 179
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que apresenta as expressões "fabricado", "vastos" e "penosa"
como sinônimos adequados para substituir, respectivamente, as palavras "produzido", "extensos" e
"amarga" no texto. A palavra "fabricado" mantém o sentido de produção, "vastos" se refere à grande
extensão, e "penosa" transmite a ideia de uma vida difícil, todos alinhados com o contexto apresentado na
obra de Ferreira Gullar.
QUESTÃO 180
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois "balbúrdia" não é sinônimo de "néscio" e "inepto". Enquanto
"néscio" se refere a alguém que é ignorante ou sem conhecimento, e "inepto" diz respeito a alguém que é
incapaz ou inadequado, "balbúrdia" significa confusão ou desordem, o que não está relacionado às outras
duas palavras. Portanto, essa alternativa apresenta um vocábulo que não possui a mesma significação dos
Língua Portuguesa
Significação das palavras
demais.
QUESTÃO 181
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: "decisivo / de maneira eficaz". A palavra "crucial" é sinônima de
"decisivo", pois ambas expressões indicam algo que é de extrema importância ou que tem um papel
fundamental em um contexto. Já "plenamente" significa "de maneira eficaz", referindo-se à ideia de realizar
algo de forma completa e efetiva. Portanto, a alternativa B apresenta as expressões sinônimas adequadas
para as palavras destacadas no trecho.
QUESTÃO 182
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, pois apenas a afirmativa I está correta. O vocábulo "viagem" é um
substantivo, enquanto "viajem" é uma forma do verbo "viajar", o que confirma a distinção entre eles. A
afirmativa II está incorreta, pois "mecha" é um substantivo e "mexa" é uma forma verbal do verbo "mexer",
invertendo as classificações apresentadas. Já a afirmativa III também está errada, pois "eminente" significa
algo que se destaca ou é notável, enquanto o correto para o contexto seria "iminente", que se refere a algo
que está prestes a acontecer. Portanto, a única afirmativaEstrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas
que ele ainda não entendia.
Ao comparar a percepção da mãe e a do filho em relação à personagem Beatriz, nota-se que
correspondem a visões:
a) divergentes.
b) complementares.
c) similares.
d) correspondentes.
QUESTÃO 14
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Lion Park e Lujan
Um exemplo de turismo cruel com animais em cativeiro é o Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul.
O Lion Park permite aos visitantes entrar nos ambientes onde os filhotes de leões são mantidos para fazer
carinho e tirar fotos. Depois de uma certa quantidade de visitas, os filhotes são trocados de ambiente, e
outros, que ainda não foram submetidos à interação, entram no lugar, como um rodízio de leões.
Os filhotes são arrancados de seu habitat natural e separados de suas famílias desde muito cedo e são
obrigados a conviver com milhares de turistas, todos os dias, que pagam caro para interagir com esses
filhotes.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Outro caso polêmico é o Zoológico argentino de Lujan. O lugar permite que os visitantes entrem em jaulas
para acariciar leões adultos e interagir com tigres e onças. Milhões de críticas quanto aos cuidados dos
animais foram feitas ao parque, que está sob investigação, pois há a suspeita de que os animais sejam
seriamente dopados.
Acabar com a crueldade no turismo com animais depende de regulamentação e fiscalização dos governos,
que muitas vezes precisam auxiliar a população para obter outra fonte de renda. Além disso, depende das
decisões éticas por parte dos operadores de turismo e indivíduos que trabalham nessa indústria.
Trecho de reportagem de Juliana Tahamtani/https://mulheresjornalistas.com/turismo-selvagem
De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
a) Lujan é um zoológico situado na Argentina.
b) Há investigação por suspeita de maus tratos de animais, em Lujan.
c) No zoológico argentino, opera-se um rodízio de animais para interação com os visitantes.
d) Acabar com a crueldade no turismo com animais depende do governo, dos operadores de turismo, bem
como dos trabalhadores da área.
e) A população precisa conseguir outra fonte de renda, e depende de ações do governo.
QUESTÃO 15
(IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Lion Park e Lujan
Um exemplo de turismo cruel com animais em cativeiro é o Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul.
O Lion Park permite aos visitantes entrar nos ambientes onde os filhotes de leões são mantidos para fazer
carinho e tirar fotos. Depois de uma certa quantidade de visitas, os filhotes são trocados de ambiente, e
outros, que ainda não foram submetidos à interação, entram no lugar, como um rodízio de leões.
Os filhotes são arrancados de seu habitat natural e separados de suas famílias desde muito cedo e são
obrigados a conviver com milhares de turistas, todos os dias, que pagam caro para interagir com esses
filhotes.
Outro caso polêmico é o Zoológico argentino de Lujan. O lugar permite que os visitantes entrem em jaulas
para acariciar leões adultos e interagir com tigres e onças. Milhões de críticas quanto aos cuidados dos
animais foram feitas ao parque, que está sob investigação, pois há a suspeita de que os animais sejam
seriamente dopados.
Acabar com a crueldade no turismo com animais depende de regulamentação e fiscalização dos governos,
que muitas vezes precisam auxiliar a população para obter outra fonte de renda. Além disso, depende das
decisões éticas por parte dos operadores de turismo e indivíduos que trabalham nessa indústria.
Trecho de reportagem de Juliana Tahamtani/https://mulheresjornalistas.com/turismo-selvagem
Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) No Lion Park, cobra-se dos visitantes para tirar fotos e fazer carinho nos filhotes de leão.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
( ) Os animais são mantidos em seus ambientes naturais e interagem com os visitantes.
( ) Esse tipo de turismo não proporciona crueldade aos animais.
( ) O Lion Park está localizado na África do Sul.
( ) No parque da África, os filhotes de leões vivem em cativeiro.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) F - F - V - V - V
b) V - F - F - V - V
c) V - V - V - F - F
d) F - F - V - F - F
e) F - F - V - F - V
QUESTÃO 16
(IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023)
“Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América”
Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (I) ______ (norte
americano / norte-americano). (II) ______ (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de
casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários
anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer
forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país.
“Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (III) ______ (a / à) igreja, um
cerimonialista vai (IV) ______ (ao encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar.
Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo
do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram
e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as
damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja.
Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido
branco, véu e sempre carrega um buquê de flores nas mãos.
Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de
casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro
marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços
dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja.
O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo
mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A
recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis.
Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas. A
noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a
tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar.
Infelizmente nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem
todos podem arcar com os custos.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
A pergunta refere-se a interpretação do texto.
Retorne ao texto, ainda tendo como foco à compreensão e à interpretação, identifique a alternativa
incorreta segundo as informações apresentadas.
a) O narrador expõe que o último grande evento é a recepção de casamento.
b) A recepção de casamento é uma grande festa após a cerimônia.
c) O narrador afirma que todos trazem ou enviam presentes, portanto, muitos casais saem com a casa
praticamente montada.
d) O narrador afirma que existe um consenso sobre a recepção do casamento, ela deve ser um jantar à
noite, ou apenas coquetéis não alcóolicos à tarde.
e) Segundo o narrador, geralmente, é servido champanhe.
QUESTÃO 17
(IBFC - Sold (CBM PB)/CBM PB/Combatente/2023)
Texto I
O incendiador de caminhos
Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as
chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger
ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato.Na
realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as
razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os
camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir
essa incumbência.
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a
converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais
razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a
que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher
a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas
que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas
esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações
invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de
Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem
não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da
sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos
e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais
que garantam estabilidade.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de
um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um
dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que
progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O
fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio
tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de
referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e
seguro. [...]
(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
A partir da leitura atenta do texto, pode-se perceber que o enunciador enfatiza o seguinte aspecto das
queimadas em Moçambique:
a) as dificuldades climáticas nas savanas africanas.
b) a sobrecarga das tarefas atribuídas à mulher camponesa.
c) a importância de proteger e de conservar os ecossistemas.
d) a complexa relação entre ações e seus agentes nessas savanas.
e) a falta de garantias estatais para a necessária estabilidade do país.
QUESTÃO 18
(IBFC - Ag Sau (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Call Center/2023)
Vênus
(Caio Fernando Abreu)
Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque
havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem
vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que
ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo
demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais
tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente.
Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse
determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se
por Beatriz.
Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas
festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois
empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de
guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os
outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do
balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava
mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
- Beatriz.
A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e
disse assim:
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
- Credo, aquele estrelete?
Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento,
ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?)
da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando
tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz
tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar
quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a
faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o
sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas
que ele ainda não entendia.
No terceiro parágrafo, ao apresentar uma das duas cenas que o personagem tentava resgatar, predomina
a organização de um discurso que privilegia:
a) narrar ações da mãe.
b) defender uma tese.
c) dar instruções.
d) descrever algo.
QUESTÃO 19
(IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023)
“Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América”
Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (I) ______ (norte
americano / norte-americano). (II) ______ (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de
casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários
anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer
forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país.
“Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (III) ______ (a / à) igreja, um
cerimonialista vai (IV) ______ (ao encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar.
Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo
do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram
e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as
damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja.
Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido
branco, véu e sempre carrega um buquê de flores nas mãos.
Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de
casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro
marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços
dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja.
O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo
mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A
recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis.
Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançame comemoram por muitas horas. A
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a
tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar.
Infelizmente nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem
todos podem arcar com os custos.
A pergunta refere-se a interpretação do texto.
Sobre o encadeamento de ideias no texto, identifique a única alternativa que está em concordância
com as ideias expostas.
a) A primeira a entrar na igreja é a noiva que caminha pelo corredor ao lado de seu pai.
b) Após a entrada da noiva, o noivo e o padrinho dele entram na igreja.
c) O músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a marchar devagar pelo
corredor dos fundos para a frente da igreja.
d) A noiva costuma usar vestido branco, chapéu e sempre carrega uma rosa branca nas mãos.
e) O noivo sempre dá à noiva um anel de brilhantes e a noiva sempre dá ao noivo uma aliança.
QUESTÃO 20
(IBFC - Tec (MGS)/MGS/Informática/2016)
A compreensão adequada da charge exige o entendimento da combinação de elementos verbais e
não-verbais. Assim, pode-se afirmar que o humor é construído, sobretudo, através:
a) do duplo sentido atribuído à palavra "perdida"
b) da representação de um ponto turístico carioca.
c) do rosto de desespero do personagem que corre.
d) do emprego formal do pronome.
Gabarito e Comentários
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
QUESTÃO 1
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**: “O programa, badaladíssimo, começou.” Esse trecho
representa o clímax da narrativa, pois é o momento em que a expectativa dos personagens e do leitor
atinge seu ponto máximo, com a exibição do programa que retrata a pescaria, criando um contraste com a
rotina de trabalho da cidade. É nesse instante que se revela a tensão entre o lazer dos protagonistas e a
crítica social que se desenrola ao longo do texto, culminando na reação do pai e nas implicações do que foi
mostrado na televisão.
QUESTÃO 2
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e) F - V - F - V'. A primeira afirmativa é falsa porque nem todas as
empresas têm colegas desagradáveis; a segunda é verdadeira, pois realmente lidamos com pessoas
pouco agradáveis em diversos contextos da vida, incluindo família e trabalho; a terceira afirmativa é falsa,
já que a estratégia de "cansar" a pessoa com perguntas não é uma abordagem recomendada; e a quarta
afirmativa é verdadeira, pois fugir de uma pessoa desagradável pode ser uma estratégia, mas nem sempre
é viável em ambientes profissionais. Portanto, a sequência correta reflete a análise das afirmativas
apresentadas.
QUESTÃO 3
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A: “Semana inteira no escritório, lidando com problemas.” Essa frase
retrata diretamente a rotina dos personagens, que passam a maior parte do tempo trabalhando em um
ambiente de escritório e enfrentando desafios diários, contrastando com o momento de lazer que buscam
ao decidir pescar. As outras alternativas falam sobre atividades específicas ou momentos de lazer, mas
não descrevem a rotina habitual dos personagens.
QUESTÃO 4
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **B**: "O narrador personagem mostra uma mudança no tratamento
que dava ao seu filho." Essa afirmação está correta porque, ao longo do texto, o narrador reflete sobre sua
relação com o filho e menciona a mudança de atitude ao dedicar mais tempo a ele, em contraste com sua
anterior indiferença, o que demonstra uma transformação significativa em sua forma de agir e sentir em
relação à paternidade.
QUESTÃO 5
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois ela reflete a proposta de Jeremy Rifkin de repensar a
distribuição de riquezas de maneira que não se baseie apenas na produção. O autor sugere a redução do
tempo de trabalho e o desenvolvimento do terceiro setor, que se concentra em atividades sociais e
associativas que promovem o bem-estar coletivo. Essa abordagem busca uma nova forma de distribuição
de riqueza que considere a vida humana além da mera produção, alinhando-se com as ideias
apresentadas no texto.
QUESTÃO 6
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a B: F - V - V - F - F. A primeira afirmativa é falsa porque o texto não se
limita a discutir o comportamento na época do Natal, mas aborda questões mais amplas sobre o que nos
mantém vivos. A segunda e a terceira afirmativas são verdadeiras, pois o texto menciona a evolução do
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Brasil em busca de reparação de danos passados e lista necessidades essenciais para a vida, como paz e
educação. A quarta afirmativa é falsa, já que o texto não sugere que há um consenso sobre a fé como
única razão para a vida. Por fim, a quinta afirmativa também é falsa, pois o autor não considera a Política
como elementos execráveis, mas sim como fundamentais para a soberania e direitos humanos.
QUESTÃO 7
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C: “Veio pela estrada foi a Kombi, lentamente. Parou, saltaram uns
barbudos: (...) Somos da televisão.” Essa frase marca o início da trama, pois é o momento em que os
pescadores se deparam com a equipe de televisão, que introduz um novo elemento na narrativa e dá início
ao desenrolar da história. A chegada da Kombi e a interação com os personagens da TV são cruciais para
o desenvolvimento do enredo, pois alteram o foco da pescaria e introduzem o tema da filmagem e da
exposição na mídia.
QUESTÃO 8
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois é nesse momento que a intenção do escritor se torna mais
surpreendente e crítica, ao expor a incongruência entre o lazer dos personagens e a realidade social e
econômica da cidade do Rio de Janeiro. A frase destaca como os protagonistas estão alheios aos
problemas sérios que a Guanabara enfrenta, criando um contraste inesperado que provoca reflexão sobre
a responsabilidade social e a desconexão com a realidade. Essa abordagem provoca uma reação no leitor,
tornando a situação mais impactante e reveladora.
QUESTÃO 9
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C) "indica o modo pelo qual uma ação foi realizada". A expressão
"Perdidamente" descreve a intensidade e a maneira como o personagem se apaixonou por Beatriz,
funcionando como um advérbio que qualifica a ação de se apaixonar. Portanto, essa construção não se
refere a uma característica provisória, a uma mudança de estado ou a uma ação que se prolonga, mas sim
ao modo intenso e profundo da paixão vivida pelo personagem.
QUESTÃO 10
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a 'e) positivo'. No último período do texto, o enunciador atribui aos
incêndios um sentido positivo, pois eles são descritos como uma prática que facilita a locomoção e a
segurança dos homens visitadores, além de ajudar na definição de um mapa de referências. Essa
perspectiva sugere que, apesar dos riscos associados aos incêndios, eles têm um papel funcional e
benéfico dentro do contexto social e cultural apresentado, refletindo uma visão que valoriza a prática em
vez de condená-la.
QUESTÃO 11
Gabarito: E
Comentário: A alternativa correta é a E: "A pasteurização é um processo de aquecimento e resfriamento da
polpa." Essa afirmação está correta porque o texto explica que a polpa do açaí é aquecida a temperaturas
entre 80ºC e 90ºC e, em seguida, resfriada rapidamente, um procedimento que caracteriza o processo de
pasteurização, essencial para eliminar o agente causador da doença de Chagas. As demais alternativas
contêm informações incorretas ou distorcidas sobre o que foi apresentado no texto.
QUESTÃO 12
Gabarito: B
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Comentário: A alternativa correta é a **B**: "A mesma paisagem torna-se mais extensa se observada do
alto." Essa afirmativa está correta porque, conforme o texto, a posição do observador influencia a forma
como ele percebe a paisagem,e quem está em um edifício alto tem uma visão mais ampla e extensa em
comparação a alguém que está na rua. As demais alternativas estão incorretas, pois contradizem a ideia
central apresentada no texto sobre a influência da posição do observador na percepção da paisagem.
QUESTÃO 13
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a 'A', que afirma que as percepções da mãe e do filho em relação à
personagem Beatriz são divergentes. Isso se evidencia no texto, onde a mãe ri e desdenha da escolha do
filho, referindo-se a Beatriz como "aquele estrelete", o que demonstra uma visão negativa ou de desprezo,
enquanto o filho a vê com admiração e encanto, comparando-a a uma estrela. Essa diferença clara nas
percepções caracteriza a divergência entre os dois.
QUESTÃO 14
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a C, que afirma que "No zoológico argentino, opera-se um rodízio de
animais para interação com os visitantes." Essa afirmação é incorreta porque, no texto, é mencionado que
o Lion Park realiza um rodízio de filhotes de leões, mas não há referência a um rodízio de animais no
zoológico de Lujan, que permite a interação com leões adultos e outros animais, sem mencionar essa
prática de rodízio. Portanto, a alternativa C é a que não condiz com as informações apresentadas no texto.
QUESTÃO 15
Gabarito: B
Comentário: A alternativa correta é a **b) V - F - F - V - V**. A primeira afirmativa é verdadeira, pois o texto
menciona que os visitantes pagam para interagir com os filhotes de leão. A segunda afirmativa é falsa, já
que os animais estão em cativeiro e não em seus ambientes naturais. A terceira afirmativa também é falsa,
pois o texto critica a crueldade desse tipo de turismo. A quarta afirmativa é verdadeira, pois o Lion Park
realmente está localizado na África do Sul. Por fim, a quinta afirmativa é verdadeira, já que o texto afirma
que os filhotes de leões vivem em cativeiro. Portanto, a sequência correta reflete com precisão as
informações apresentadas no texto.
QUESTÃO 16
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, pois o narrador não afirma que há um consenso sobre a recepção
de casamento ser um jantar à noite ou apenas coquetéis não alcoólicos à tarde. Na verdade, o texto
menciona que a recepção pode ser um jantar ou uma festa à tarde com lanches e coquetéis, sem
especificar que deve ser apenas coquetéis não alcoólicos. Portanto, essa afirmação é incorreta e não
condiz com as informações apresentadas no texto.
QUESTÃO 17
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D, que destaca "a complexa relação entre ações e seus agentes
nessas savanas". O texto enfatiza que as queimadas em Moçambique não são apenas um problema
ambiental, mas estão ligadas a práticas culturais e sociais, como a visitação dos homens, que, ao atear
fogo ao capim, criam caminhos e facilitam a mobilidade. Essa relação entre as ações dos camponeses e as
consequências dessas ações é fundamental para compreender o contexto das queimadas, mostrando que
há uma lógica por trás dessas práticas, que vai além da simples questão do controle do fogo.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
QUESTÃO 18
Gabarito: D
Comentário: A alternativa correta é a D) descrever algo. No terceiro parágrafo, o autor utiliza uma
linguagem rica em detalhes sensoriais e visuais para retratar a cena do aniversário, enfatizando elementos
como a luz do verão, o copo de guaraná e a saia da mãe. Essa abordagem descritiva permite que o leitor
visualize e sinta a atmosfera da festa, em vez de simplesmente narrar ações ou defender uma tese, o que
caracteriza claramente a predominância da descrição no discurso apresentado.
QUESTÃO 19
Gabarito: C
Comentário: A alternativa correta é a **Alternativa 3**: "O músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as
damas de honra começam a marchar devagar pelo corredor dos fundos para a frente da igreja." Essa
alternativa está em concordância com o texto, que descreve a sequência dos eventos durante a cerimônia
de casamento, mencionando especificamente que, após a entrada do noivo e seu padrinho, o músico toca
a Marcha Nupcial e as damas de honra marcham. As outras alternativas não refletem corretamente a
ordem ou os detalhes apresentados no texto.
QUESTÃO 20
Gabarito: A
Comentário: A alternativa correta é a A, que afirma que o humor é construído, sobretudo, através do duplo
sentido atribuído à palavra "perdida". Essa opção destaca como o jogo de palavras pode gerar um efeito
cômico, essencial na construção do humor em charges, onde a ambiguidade e o duplo sentido são
frequentemente utilizados para provocar reflexão e risadas. As demais alternativas não abordam
diretamente a construção do humor de forma tão eficaz quanto a opção A.
Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação
de textos
Tipologia textual
QUESTÃO 21
(IBFC - Mon (MGS)/MGS/Educacional/2024)
Virtudes da Preguiça (por Catherine Halpern)
A questão do lugar do trabalho na sociedade é hoje mais viva do que nunca. O desenvolvimento das
tecnologias permitiu um aumento significativo da produtividade e aliviou os homens de muitas tarefas
ingratas. Entretanto, o trabalho ainda ocupa um lugar muito importante em nossas vidas.
Embora seja ainda sobre ele que repousa a distribuição da riqueza, esta não é igualmente distribuída. Uma
parte da população se encontra excluída e sofre tanto pelas condições materiais à que está reduzida como
pela forma como é vista.
Para o economista Jeremy Rifkin, cujo livro The End of Labor (O fim do Trabalho,1996) suscita um amplo
debate, o trabalho está em um inexorável declínio. Por causa da automatização e da informatização, uma
grande parte dos empregos em todos os setores de atividade está prestes a desaparecer e inutilizar
grande parte da população trabalhadora ativa.
Diante desse problema social, o autor defende a redução do tempo de trabalho, de repensar a distribuição
da riqueza de uma outra maneira que não seja baseada na produção e de desenvolver ainda mais o que
chama de "terceiro setor", ou seja, a economia social e a esfera associativa que trabalham para o
bem-estar do outro. [...] A vida humana não se resume à produção.
(Texto adaptado para este concurso- tradução nossa. O texto original em Siences humaines, Mensal N° 196 -
agosto-setembro de 2008, está disponível em
https://www.scienceshumaines.com/des-vertus-de-la-paresse_fr_22454.html acesso em 22 jan-24)
Quanto à tipologia textual, o texto pode ser classificado predominantemente como ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) narrativo, pois apresenta fatos e acontecimentos reais, imaginários ou fictícios, contados e ordem
cronológica ou psicológica.
b) injuntivo, pois marca aspectos linguísticos envolvendo exposição de características de objeto, pessoa e
acontecimento.
c) dissertativo, pois expõe uma informação e apresenta uma ideia, uma argumentação, tese, uma opinião
ao leitor.
d) descritivo, pois busca instruir e educar, incentivar e induzir o leitor.
Língua Portuguesa
Tipologia textual
QUESTÃO 22
(IBFC - Ass PAS (AMPASS)/AMPASS RECIPREV/2024)
Considere o texto seguinte para responder à questão.
RELATÓRIO
Ao término dos trabalhos integrantes da programação destinada a esta Seção, para o exercício de ......, e,
em observância ao disposto no Art.12, item IV, do Regimento Interno deste Departamento, aprovado pelo
Decreto nº...., de ..... de .............. de ......, apresento a V.Sª o presente Relatório, junto ao qual se
expressam os índices numéricos das atividades operacionais cometidas a esta Seção e por ela executadas
no referido exercício.
[...]
(LIMA, Oliveira. Manual de redação oficial: teoria, modelos e exercícios. Rio de Janeiro: Impetus, 2003, p. 128)
Um relatório é um gênero textual que, assinale a alternativa correta.
a) Reúne um conjunto de regras de caráter geral com a finalidade de complementar ou esclarecer um
texto legal.
b) Se caracteriza por ser um ato normativo de situação interna de um órgão, designando, por exemplo, a
categoria e a finalidade de sistema básico.