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METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO E CONTROLE DE PERDAS E DANOS Esse processo de falha, é composto pela condição potencial de perdas, acidente e perda real que também é conhecida como potencial. Condição potencial de perdas: é a condição ou grupo de condições que, de acordo com certas situações não planejadas, podem ocasionar perdas. Assim, é um fator instável, ocasionado em função de circunstâncias, as quais favoreçam a ocorrência de acidentes. Por exemplo, ausência de treinamento; não utilização de equipamento de proteção individual, entre outras. Acidentes: é o acontecimento indesejado e não programado que produz ou pode produzir perdas. Por exemplo: falha de operação de máquinas e equipamentos. Perda real ou perda potencial (quase perda): a perda real é o resultado do acidente e pode manifestar-se como lesão ou morte de pessoas, danos aos equipamentos em geral ou descontinuação do processo de trabalho. A perda potencial (quase perda) é aquela situação que poderia ter se transformado em perda real. Como as perdas podem ser avaliadas? Custos reparar equipamento, cuidados médicos e hospitalares, lucro cessante, aumentos dos valores pagos em seguro. Vidas humanas subjetividade. O tamanho da perda é suficiente para definir a importância de controlar as causas geradoras? Será que o tamanho da perda é como o tamanho de um iceberg? O que a gente vê na superfície já é motivo suficiente para mergulhar fundo e controlar o que a incomoda? Cabe ressaltar que em segurança do trabalho existem dois conceitos relacionados a acidentes de trabalho: o conceito legal previdenciário e o conceito prevencionista. Todos os esforços relacionados à prevenção devem ter como objetivo principal evitar um possível incidente/acidente de trabalho, pois as perdas podem afetar: empregado, família do acidentado, empresa sociedade. Perdas para o empregado O empregado é quem mais sofre com o impacto gerado por um acidente de trabalho. Pois, quando o acidente não causa a morte, deixa sequelas. Estas que muitas vezes nem o tempo é capaz de amenizar, e o prejuízo gerado pelo acidente pode permanecer por muitos anos. Por exemplo, um trabalhador sofre um acidente de trabalho de forma a causar incapacidade total e permanente para trabalho, como a perda de um dos membros do corpo. Isso poderá ocasionar ao trabalhador depressão, rancor, entre outras consequências graves. Perdas para a família A família sofre na mesma proporção que o acidentado. Em muitos casos, precisará mudar a rotina para ajudar o acidentado que está incapaz de se cuidar. Assim, as idas e vindas a hospitais, compra de medicamentos, desgaste físico, perda de um ente produtivo, entre outros, são exemplos que marcam os prejuízos causados pelos acidentes. Perdas para a empresa A empresa, sendo empregadora do trabalhador, além das perdas legais (depósito compulsório do FGTS, por exemplo), perde também um trabalhador produtivo. Muitas vezes, sendo difícil substituir este colaborador. Para a empresa há também perdas relacionadas ao tempo que se investe com contratação de um substituto para o funcionário que se acidentou. Nestas situações há prejuízos materiais, pagamento de indenizações, perdas de clientes – devido à má fama relacionada ao número de acidentes – interrupção de máquinas e equipamentos (para fins de perícia), entre outros. Perdas para a sociedade A previdência social, como representante da sociedade, terá gastos com um trabalhador improdutivo. Ele poderia estar contribuindo com o INSS, mas, por causa do acidente, agora vai gerar gastos. Além disso, existem os gastos envolvidos pelo uso do Sistema Único de Saúde (SUS). Sistema este que é financiado por todas as pessoas. É possível saber o custo de um acidente de trabalho? Fatores que podem ser levados em consideração no cálculo das perdas: custos de reparos de equipamentos danificados, despesas médicas e hospitalares, aumento da taxa de seguro, entre outros fatores. Em linhas gerais, pode-se dizer que o custo do acidente é o somatório dos custos diretos e indiretos envolvidos. O custo direto é o total das despesas decorrentes das obrigações para com os empregados expostos aos riscos inerentes ao exercício do trabalho, como as despesas com assistência médica e hospitalar aos acidentados e respectivas indenizações, sejam estas diárias ou por incapacidade permanente. a) Despesas médicas, hospitalares e farmacêuticas, necessárias para a recuperação do trabalhador acidentado, para que ele possa reassumir sua ocupação; b) Transporte do acidentado do local de trabalho ao local de atendimento. O custo indireto está relacionado com o ambiente que envolve o acidentado e com as consequências geradas pelo acidente. Por exemplo: Salário pago durante o tempo perdido por outros trabalhadores, na hora do acidente e após o mesmo; Salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras, em virtude do acidente; Salário pago ao acidentado, não coberto pela seguradora (15 primeiros dias de afastamento); O custo indireto está relacionado com o ambiente que envolve o acidentado e com as consequências geradas pelo acidente. Por exemplo: Diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho; Despesas com treinamento do substituto do acidentado; Prejuízo decorrente da queda de produção pela interrupção do funcionamento da máquina ou da operação de que estava incumbido o acidentado, ou da impressão que o acidentado causa aos companheiros de trabalho; Despesas com reparo ou substituição de máquina, equipamento ou material avariado; Desperdício de material ou produção fora de especificação, em virtude da emoção causada pelo acidente; Despesas jurídicas; Horas de trabalho despendidas pelos supervisores e por outras pessoas: Na ajuda do acidentado; Na investigação das causas do acidente; Em providências para que o trabalho do acidentado continue a ser executado; Na seleção e preparo de novo empregado; Na assistência jurídica; No transporte do acidentado. g) Despesas com reparo ou substituição de máquina, equipamento ou material avariado; h) Desperdício de material ou produção fora de especificação, em virtude da emoção causada pelo acidente; i) Despesas com serviços assistenciais não segurados; j) Despesas jurídicas; k) Horas de trabalho despendidas pelos supervisores e por outras pessoas: • Na ajuda do acidentado; • Na investigação das causas do acidente; • Em providências para que o trabalho do acidentado continue a ser executado; • Na seleção e preparo de novo empregado; • Na assistência jurídica; • Na assistência médica para os socorros de urgência; • No transporte do acidentado. Pesquisas realizadas pela Fundação Jorge Duprat e Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), revelou a necessidade de se mudar os conceitos tradicionais de custos de acidentes e introduziu o conceito de custo efetivo dos acidentes. Conforme descrito a seguir: Exemplo No dia 21/06/2017, por volta das 9 horas da manhã, no setor das caldeiras de uma fábrica de papel, uma das caldeiras de alimentação de vapor explodiu, lançando vapor e água fervente sobre dois trabalhadores; Carlos Silva (matrícula: 2211), operador de caldeira, e Marcos Souza (matrícula: 2212), ajudante de caldeira. Foram provocadas queimaduras de 1º e 2º grau. Assim, funcionários que compõem a brigada de incêndio da empresa encaminharam os acidentados para o hospital. Exemplo Com a explosão, partes da caldeira foram projetadas contra o teto da casa de caldeira, provocando a queda de partes da edificação. Ao efetuar a análise da causa do acidente, constatou-se que a explosão foi ocasionada pelo excesso de pressão no abastecimento de água da caldeira. Após o acidente, os dois funcionários acidentados ficaram afastados da empresa, por um período de 4 meses, para tratamento de saúde. Exemplo Os salários dos funcionários são os seguintes: Carlos recebe R$ 1.500,00 por mês e MarcosR$ 1.100,00 por mês. Estima-se que, devido à ocorrência do acidente, aconteceu uma perda de produção no valor de R$ 6.000,00. Os custos com assistência médica e medicamentos se aproximaram de R$ 1.200,00 (mensal) para cada um dos funcionários. Os encargos a serem calculados compreendem aproximadamente 85% sobre o valor dos salários. Exemplo Assim, tomando como base essas informações, qual será o custo efetivo do acidente? Considerando que a empresa irá receber um seguro equivalente ao valor de R$ 50.000,00 (representado por i). Determinar C1 C1 corresponde ao custo devido ao tempo de afastamento dos 15 primeiros dias, em decorrência de acidente com lesão. Este deve ser determinado pelo somatório (+) do salário total pago aos funcionários (SP) correspondente aos 15 primeiros dias, mais o total de encargos sociais (ES). Total do salário pago aos funcionários pelos 15 primeiros dias Primeiramente, efetua-se o somatório dos salários mensais dos dois funcionários: Total do salário pago aos funcionários pelos 15 primeiros dias Posteriormente, divide-se o valor pago aos dois funcionários por 2, a fim de encontrar o salário total pago apenas pelos 15 dias de afastamento. Total de encargos sociais pagos De acordo com as orientações dadas no enunciado do problema, os valores dos encargos sociais pagos correspondem a 85% do salário, sendo: Então, C1 corresponde ao seguinte: Determinar C2 C2 corresponde ao custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais danificados (acidentes com danos à propriedade). Assim, para o exemplo, C2 corresponde ao somatório (+) do valor gasto no conserto da caldeira, mais o valor pago para o conserto da casa de caldeira. Determinar C2 C2 corresponde ao custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais danificados (acidentes com danos à propriedade). Assim, para o exemplo, C2 corresponde ao somatório (+) do valor gasto no conserto da caldeira, mais o valor pago para o conserto da casa de caldeira. Determinar C3 No que se refere aos custos complementares relativos à lesão e aos danos à propriedade, deve-se efetuar o somatório (+) da perda na produção com o valor gasto com assistência médica e medicamentos. De acordo com o exemplo, temos: Perda na produção (o valor corresponde, no exemplo, a um total de R$ 6.000,00) Valor com assistência médica e medicamentos Determinar C3 No que se refere ao valor pago com assistência médica e medicamentos, sabese que cada um dos acidentados tem um gasto por mês de R$ 1.200,00. Então, considerando que cada acidentado ficou 4 meses afastado, têm-se um gasto unitário de R$ 4.800,00. Posteriormente, efetuando a projeção destes gastos para dois trabalhadores que sofreram as lesões, obtêm-se um total de R$ 9.600,00. Determinar C3 No que se refere ao valor pago com assistência médica e medicamentos, sabese que cada um dos acidentados tem um gasto por mês de R$ 1.200,00. Então, considerando que cada acidentado ficou 4 meses afastado, têm-se um gasto unitário de R$ 4.800,00. Posteriormente, efetuando a projeção destes gastos para dois trabalhadores que sofreram as lesões, obtêm-se um total de R$ 9.600,00. Então, de posse dos seguintes dados: i: R$ 50.000,00 C=R$ 56.005,00 Têm-se o custo efetivo do acidente: CONTROLE DE DANOS A teoria do controle de danos nasceu dos estudos de Frank Bird Júnior. Utilizando a prevenção e controle dos incidentes, por meio do controle de perdas. É possível proteger com segurança as pessoas, os equipamentos, o material e o ambiente. CONTROLE DE DANOS Anteriormente aos estudos de Bird, acidentes eram somente aqueles acontecimentos que resultassem em lesão pessoal. CONTROLE DE DANOS Para De Cicco e Fantazi (1986), o controle de danos, para ser introduzido em uma empresa, necessita considerar os seguintes itens: Verificações iniciais, Informações dos centros de controle Exame analítico. CONTROLE DE DANOS Verificações Iniciais Esta etapa destina-se a conhecer o que já existe na empresa, no que se refere às ações relacionadas ao controle de danos na empresa. Isto é, conhecer de que forma o controle de danos é realizado, os resultados que já foram alcançados etc. De forma detalhada, visa estabelecer contato e conhecer o departamento de manutenção, pois, segundo De Cicco e Fantazi (1986), participando deste planejamento, o serviço de manutenção passará a cooperar mais espontaneamente com o programa de controle de danos. CONTROLE DE DANOS Verificações Iniciais Recomenda-se que na fase inicial do programa de controle de danos, os custos envolvidos não sejam calculados detalhadamente. Sugere-se que seja realizada uma estimativa dos custos de reposição ou reparos executados pela manutenção. Além disso, as verificações iniciais devem constatar a existência de problemas do ponto de vista humano e econômico, os quais justificam a execução do programa. CONTROLE DE DANOS Informações dos centros de controle Nesta etapa acontece o controle concreto dos danos pela manutenção. Assim, o sistema de registro de danos à propriedade deve ser o mais simples e objetivo, de modo que melhor se adapte aos procedimentos já existentes na empresa. Como exemplos de sistema de registros de informações, pode-se citar o sistema de etiquetas e o sistema de ordens de serviço. CONTROLE DE DANOS Sistema de etiquetas Caracteriza-se pela implantação de etiquetas em todos os equipamentos ou instalações que precisam passar por manutenção, pois são provenientes de acidentes. CONTROLE DE DANOS Sistema de etiquetas Podendo constar as seguintes informações: departamento que requereu o reparo; descrição do dano, razão do reparo, data da ocorrência do acidente e assinatura do responsável (autorizado) pelo pedido. No verso da etiqueta poderá ser impresso que ela deverá ser aplicada em todo o equipamento que necessita de reparos e que a reposição de peças e/ou reparos só serão executados com a presença dela. CONTROLE DE DANOS Sistema de ordens de serviço Também conhecido como permissão para realização de serviços, determina a necessidade de reparo de equipamento. Assim, a pessoa que solicitar a realização da manutenção deve indicar na folha de solicitação que a manutenção requerida está relacionada com a falha de um equipamento. CONTROLE DE DANOS Sistema de ordens de serviço Além disso, é importante o registro do tempo de execução dos reparos e as de requisições de material utilizados na manutenção de equipamento na ordem de serviço, por causa do acidente. Isto possibilitará, ao departamento de contabilidade, a tabulação e o registro periódico do tempo total de execução dos reparos e dos custos do material que foram utilizados para reparo dos equipamentos ou instalações. CONTROLE DE DANOS Exame analítico Consiste na revisão dos sistemas de registros para constatar que a identificação dos trabalhos provenientes de acidentes está sendo realizada de forma correta. CONTROLE DE DANOS Exame analítico Quais acidentes devem ser investigados? Do ponto de vista econômico. Do ponto de vista humano. CONTROLE DE DANOS Um programa de controle de danos requer identificação, registro, investigação de todos os acidentes com danos à propriedade e determinação de seus custos para a empresa, sendo que todas estas medidas deverão ser seguidas pela implantação de ações preventivas. CONTROLE DE DANOS O sistema de controle dos acidentes com danos à propriedade é composto pelas seguintes etapas: Detecção e comunicação de acidentes No que se refere à ocorrência do acidente, esta pode ser detectada mediante reparos de danos ou medida preventiva e por meio de inspeções de áreas. É dever de qualquer empregado da empresa, tão logo tenha acontecido o acidente, comunicar ao superior imediato, para que seja efetuada a comunicação do acidente ao SESMT e sejam elaboradas as providências necessárias.CONTROLE DE DANOS O sistema de controle dos acidentes com danos à propriedade é composto pelas seguintes etapas: Investigação e análise de acidentes A investigação do acidente visa determinar as suas causas, sugerir medidas corretivas e efetuar o registro dos acidentes para posteriormente efetuar a análise estatística. A investigação do acidente e a análise das causas dos acidentes são realizadas pelo serviço de segurança de uma empresa, juntamente com os técnicos das áreas envolvidas no acidente. Sendo que, dessa investigação, deve ser emitido um relatório das possíveis causas do acidente. CONTROLE DE DANOS O sistema de controle dos acidentes com danos à propriedade é composto pelas seguintes etapas: Investigação e análise de acidentes Depois de definidas as causas que deram origem aos acidentes, são estudadas as recomendações e as medidas corretivas. O objetivo desta abordagem é evitar a repetição das ocorrências. Por fim, é emitido um relatório que é distribuído para os setores diretamente envolvidos na análise e investigação dos acidentes. CONTROLE DE DANOS O sistema de controle dos acidentes com danos à propriedade é composto pelas seguintes etapas: Implementação e controle de execução das medidas corretivas É responsabilidade do SESMT discutir sobre o relatório de acidentes nas reuniões de segurança, para que possa estabelecer medidas a serem implantadas em cada setor. As decisões precisam ser registradas na ata de reunião como item pendente e devem ser retiradas somente após a execução. A chefia de cada setor da empresa é responsável pela implementação das medidas corretivas. CONTROLE DE DANOS O sistema de controle dos acidentes com danos à propriedade é composto pelas seguintes etapas: Controle dos custos dos acidentes Os custos destinados aos reparos decorrentes dos acidentes podem ser controlados. Pois, para cada acidente é aberta uma ficha de custos, com base na ordem de serviço. Desta forma, são debitados os custos de mão de obra, materiais utilizados no reparo, entre outros custos gerados pelo acidente. Teoria do controle total de perdas O objetivo do controle total de perdas, é reduzir ou eliminar todos os acidentes que possam interferir ou paralisar um sistema de produção. Teoria do controle total de perdas Enquanto a segurança e a medicina do trabalho tradicional cuidavam da prevenção de lesões pessoais. O controle total de perdas envolve: prevenção de lesões (acidentes que tem como resultado lesões pessoais); controle total de acidentes (danos à propriedade, equipamentos e materiais); prevenção de incêndios (controle de todas as perdas por incêndios); segurança industrial (proteção dos bens da empresa); controle da contaminação do ar, água e solo; higiene e saúde industrial e responsabilidade pelo produto. Teoria do controle total de perdas Processo de implantação de um programa de controle total de perdas: 1º Estabelecer o perfil dos programas de prevenção existentes; 2º Determinar prioridades; 3º Elaborar planos de ação para controle das perdas reais e potenciais do sistema. Teoria do controle total de perdas Perfil dos programas de prevenção existentes O que está sendo desenvolvido na empresa? Quais são as falhas relacionadas aos programas de prevenção implantados? Quais são as necessidades da organização quanto a sua política de prevenção de perdas e quais os riscos do ambiente de trabalho? Teoria do controle total de perdas Escala proposta para avaliar até que grau os programas de prevenção foram efetivamente implantados e se estão gerando resultados satisfatórios para a organização que está envolvida. Teoria do controle total de perdas Determinação das prioridades Essa etapa tem como finalidade determinar as prioridades que devem ser adotadas pelo programa de controle de perdas. Após a definição das informações do perfil do programa na fase anterior, é possível confrontar a situação atual e a situação ideal para cada seção indicada. Teoria do controle total de perdas Determinação das prioridades O resultado do confronto dessas duas situações (situação ideal com a situação atual) fornece a deficiência do programa que está sendo executado e, uma vez determinadas, permite priorizar as seções que necessitam de maior esforços dos profissionais envolvidos com a segurança do trabalho. Teoria do controle total de perdas Elaboração dos planos de ação Após o estabelecimento das seções prioritárias, é necessário elaborar, para cada uma delas, o respectivo plano de ação. O objetivo é prevenir e controlar as perdas reais e potenciais originadas dos acidentes/incidentes de trabalho. Teoria do controle total de perdas Elaboração dos planos de ação No plano de ação deve ficar evidente o objetivo geral a que se destina; os objetivos específicos a curto, médio e longo prazo; os recursos humanos e materiais necessários para sua implantação e execução; o custo estimado de implantação do plano; estimativas das perdas atuais e futuras; a data em que o plano está iniciando e a data prevista para o término. Programa de prevenção de perdas Para que um programa de prevenção de perdas efetive os objetivos básicos, de forma a tornar-se eficiente, reduzindo e controlando perdas, alguns procedimentos devem estar presentes em uma organização. São eles: o plano de emergência, relatório de inspeção e permissão para realização de serviços. Programa de prevenção de perdas Plano de emergência É um documento técnico bastante usado na prevenção de ocorrências de uma situação perigosa, como o incêndio, sinistros ocasionados por terremotos, entre outros. Deste modo, as empresas devem estar sempre preparadas para a ocorrência destes eventos perigosos, tendo em vista que podem acontecer a qualquer momento e porque geram danos incalculáveis. Programa de prevenção de perdas Plano de emergência Para que o plano de emergência tenha sucesso, é necessário que todas as pessoas que pertencem a uma determinada empresa, entendam a importância deste plano, bem como sejam treinadas e equipadas para atuar em qualquer situação de emergência. Programa de prevenção de perdas Plano de emergência Além disso, deve-se considerar dois fatores críticos: o tempo e o elemento humano. No que se refere ao tempo, leva-se em consideração que os danos e os custos podem aumentar repentinamente, conforme demora das ações de combate aos eventos perigosos. Por exemplo, o combate ao fogo deve ser feito o mais rápido possível; caso contrário, poderá se tornar um incêndio de grandes proporções. Programa de prevenção de perdas Plano de emergência Além disso, deve-se considerar dois fatores críticos: o tempo e o elemento humano. O elemento humano, por sua vez, está relacionado à escolha correta das pessoas para desempenhar determinadas funções, definindo as responsabilidades e as atribuições, mediante capacitação. A escolha inadequada poderá afetar de maneira drástica a eficácia de qualquer plano de emergência. Programa de prevenção de perdas Plano de emergência O plano deve conter a representação dos diferentes cenários emergenciais e as medidas de controle para atenuar possíveis resultados indesejados. Programa de prevenção de perdas Programa de prevenção de perdas Relatório de inspeção Para que se tenha uma prevenção eficaz de perdas, é necessário inspecionar as possíveis falhas no ambiente de trabalho e tentar corrigi-las de imediato. Caso contrário, poderão contribuir para o surgimento de novos prejuízos financeiros, materiais e humanos. A adoção de relatório de inspeção técnica de segurança é um dos meios mais eficazes e simples de identificação dos riscos. Programa de prevenção de perdas Permissão para realização de serviços Sempre que possível, as empresas devem criar medidas de proteção administrativas. Por exemplo, a permissão de entrada e saída, para garantir, de forma permanente, ambientes com condições adequadas de trabalho, assim como a segurança dos trabalhadores e de terceiros. Programa de prevenção de perdas Benefícios da implantaçãode programas de prevenção e controle de danos e perdas Controle das causas mais comuns de acidentes com danos à propriedade e com lesões aos trabalhadores; Possibilidade de indicar áreas, equipamentos e procedimentos críticos que, seja pela frequência ou pela gravidade potencial dos acidentes que acontecem, possam direcionar os trabalhos para prevenção de acidentes/incidentes; Programa de prevenção de perdas Benefícios da implantação de programas de prevenção e controle de danos e perdas Resgatar o sentimento de prevenção entre os funcionários; Destacar a importância das atividades de prevenção de acidentes, demonstrando o benefício econômico, social e ambiental na vida das pessoas, além do aumento da produtividade e rentabilidade da empresa devido à redução de danos; Estudo voltado a formas de evitar os acidentes antes que eles ocorram. image1.png image2.jpeg image3.png image4.png image5.png image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.jpeg image30.jpeg image31.png image32.png image33.jpeg image34.png image35.png