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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
Curso de Graduação em Nutrição 
 
 
Estágio de Nutrição Escolar 
 
Fernanda Vecchi Costa RA 0404477 
Gilvanete Lopes Ferraz Gomes RA 2150687 
Juliana Praetorius Buchweitz RA 2094486 
 
 
AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DE UMA 
ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santana de Parnaíba 
2024 
 
 
RESUMO 
 
A seletividade alimentar na infância é um fenômeno comum que pode gerar 
desafios nutricionais e comportamentais, envolvendo a recusa de certos 
alimentos e a aceitação limitada de outros, o que afeta a saúde e o 
desenvolvimento das crianças. Este estudo teve como objetivo promover a 
conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada entre 
crianças do 1º ao 3º ano, incentivando o consumo de alimentos do cardápio 
escolar, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE). Foi realizado um estudo descritivo transversal com 72 crianças de 6 a 
8 anos, utilizando atividades lúdicas para conscientizar sobre a importância dos 
alimentos na alimentação escolar. As crianças desenharam um prato vazio 
representando os alimentos consumidos e participaram de explicações sobre o 
valor nutricional de cada item do cardápio. A análise dos desenhos revelou 
padrões de seletividade alimentar, com muitos alunos consumindo 
predominantemente arroz. Após as intervenções lúdicas, observou-se um 
aumento na inclusão de feijão e salada nas refeições escolares, indicando um 
impacto positivo nas escolhas alimentares. As intervenções educativas lúdicas 
mostraram-se eficazes na promoção de uma alimentação saudável e 
diversificada entre as crianças, sugerindo que estratégias lúdicas podem facilitar 
a aceitação de alimentos essenciais, contribuindo para o crescimento e 
desenvolvimento infantil. 
 
Palavras-chave: Nutrição escolar. Seletividade alimentar. Escolhas saudáveis. 
 
ABSTRACT 
Food selectivity in childhood is a common phenomenon that can generate 
nutritional and behavioral challenges, involving the refusal of certain foods and 
limited acceptance of others, affecting children's health and development. This 
study aimed to raise awareness of the importance of balanced nutrition among 
children in the 1st to 3rd grades, encouraging the consumption of foods from the 
school menu, in accordance with the guidelines of the National School Feeding 
Program (PNAE). A descriptive cross-sectional study was conducted with 72 
children aged 6 to 8 years, utilizing playful activities to raise awareness about the 
importance of foods in the school diet. The children drew a blank plate 
representing the foods they consumed and participated in explanations regarding 
the nutritional value of each item on the menu. Analysis of the drawings revealed 
patterns of food selectivity, with many students predominantly consuming rice. 
After the playful interventions, an increase in the inclusion of beans and salad in 
school meals was observed, indicating a positive impact on food choices. The 
playful educational interventions proved effective in promoting healthy and 
diverse eating habits among children, suggesting that playful strategies can 
facilitate the acceptance of essential foods, contributing to children's growth and 
development. 
Keywords: School nutrition. Food selectivity. Healthy choices. 
1. INTRODUÇÃO 
 A seletividade alimentar na infância é um fenômeno multifacetado que 
envolve a recusa persistente de certos alimentos ou a aceitação limitada de 
apenas um pequeno grupo de itens alimentares. Esse comportamento é comum 
entre crianças, e pode representar um desafio tanto para os pais quanto para os 
profissionais da saúde. As causas da seletividade alimentar são complexas, 
envolvendo uma interação de fatores sensoriais, psicológicos, comportamentais 
e até genéticos. O gosto pela comida, a textura, a cor e até o cheiro podem 
influenciar a predisposição de uma criança a aceitar ou rejeitar um alimento. O 
papel dos pais e cuidadores na formação dos hábitos alimentares, assim como 
o ambiente social como a escola em que a criança está inserida, também 
desempenha um papel significativo na seletividade alimentar (CARVALHO & 
SILVA, 2018). 
 Pesquisas indicam que a seletividade alimentar pode ter impactos 
significativos no desenvolvimento infantil. Crianças que demonstram esse 
comportamento frequentemente apresentam uma ingestão insuficiente de 
nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e fibras, o que pode levar a 
déficits nutricionais. Esses déficits, por sua vez, podem afetar o crescimento 
físico, comprometendo o desenvolvimento ósseo, muscular e cognitivo 
(LOUZADA DE SÁ et al., 2023). 
 Os efeitos da seletividade alimentar na infância não se limitam apenas ao 
âmbito físico. Há também implicações psicológicas que merecem atenção. 
Crianças com seletividade alimentar podem desenvolver uma relação negativa 
com a comida, o que pode impactar a socialização, especialmente em situações 
em que a alimentação está envolvida, como festas e eventos escolares. A 
relutância em experimentar novos alimentos pode, em longo prazo, prejudicar a 
variedade alimentar e limitar a exposição a dietas mais equilibradas. Estudos 
sugerem que crianças que não são incentivadas a experimentar novos alimentos 
desde cedo podem carregar esses hábitos restritivos para a vida adulta, o que 
aumenta o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade e 
diabetes, no futuro (MÜLLER et al., 2017). 
 As causas da seletividade alimentar são amplamente discutidas na 
literatura científica, e muitos estudos apontam para uma combinação de fatores 
intrínsecos e extrínsecos. Fatores intrínsecos, como predisposição genética e 
questões sensoriais, desempenham um papel importante. Algumas crianças têm 
maior sensibilidade ao sabor amargo, o que pode explicar a recusa em consumir 
vegetais, por exemplo. Já os fatores extrínsecos incluem a dinâmica familiar, o 
ambiente escolar e a exposição precoce a uma variedade de alimentos. 
Pesquisas destacam que a insistência excessiva dos pais ou a criação de um 
ambiente de estresse durante as refeições podem piorar a seletividade 
alimentar, tornando-a mais resistente a intervenções (SAMPAIO et al., 2013). 
 A intervenção precoce tem se mostrado eficaz no manejo da seletividade 
alimentar. Estratégias baseadas em abordagens comportamentais, como o 
reforço positivo e a exposição gradual a novos alimentos, podem ajudar a 
modificar esse comportamento. Além disso, a criação de um ambiente positivo e 
sem pressão durante as refeições é recomendada, uma vez que a insistência e 
a coerção podem ter o efeito contrário, reforçando a aversão alimentar. O papel 
dos profissionais de saúde, como nutricionistas, é fundamental na orientação dos 
pais sobre como lidar com esse comportamento de forma eficaz, minimizando os 
impactos negativos para a criança (SANTANA & ALVES, 2022). 
 Também é importante destacar que a seletividade alimentar, embora seja 
uma preocupação em termos nutricionais e comportamentais, pode ser tratada 
com intervenções adequadas. O acompanhamento contínuo por profissionais da 
área da saúde, aliado a uma abordagem educativa direcionada tanto às crianças 
quanto aos cuidadores, pode contribuir para a adoção de hábitos alimentares 
mais saudáveis e diversificados. (LOUZADA DE SÁ et al., 2023). 
 Com base nos estudos analisados o objetivo deste estudo é orientar sobre 
a importância de identificar e compreender os fatores que influenciam a 
seletividade alimentar em crianças, destacando como essa seletividade pode 
afetar sua saúde, desenvolvimento e bem-estar geral. Por meio de estratégias 
educativas e intervenções nutricionais adequadas, busca-se promover uma 
alimentação equilibrada, que atenda às necessidades nutricionais essenciais, 
favorecendo o crescimento saudável e prevenindo deficiências nutricionais e 
problemas de saúde a longo prazo. Além disso, pretende-sereforçar a 
conscientização sobre a relevância de uma alimentação diversificada para o 
desempenho escolar e a qualidade de vida das crianças. 
 
2. OBJETIVOS: 
 
2.1. Objetivo geral 
 O objetivo geral deste trabalho foi promover a conscientização sobre a 
importância de uma alimentação equilibrada entre as crianças do 1º ao 3º ano, 
com enfoque no incentivo ao consumo de alimentos presentes no cardápio 
escolar, seguindo as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE). Através de atividades lúdicas e educativas, visou-se fomentar escolhas 
alimentares mais saudáveis que impactem positivamente o crescimento, o 
desenvolvimento físico e o desempenho escolar dos alunos. 
2.2 Objetivos específicos 
 Compreender as escolhas alimentares das crianças; 
 Despertar a curiosidade e o interesse das crianças pelos alimentos 
diversificados e saudáveis; 
 Por meio de atividades lúdicas mostrar para as crianças a importância do 
consumo de um prato diversificados com arroz, feijão, salada e carne. 
3. JUSTIFICATIVA 
 A seletividade alimentar em crianças é uma preocupação crescente, 
especialmente em um contexto no qual a alimentação escolar é planejada com 
base em diretrizes nutricionais que visam assegurar o desenvolvimento saudável 
e o bom desempenho acadêmico. Pesquisas como as de Lima, Santos e Ferreira 
(2017) apontam que a percepção infantil sobre a alimentação saudável pode ser 
significativamente influenciada por estratégias educacionais adequadas. Nesse 
sentido, a implementação de práticas educativas que utilizem métodos lúdicos 
tem se mostrado eficaz para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. 
 Além disso, conforme apontado por Souza e Sousa (2021), o ambiente 
escolar é um espaço privilegiado para a promoção da igualdade e do 
desenvolvimento infantil, já que permite o acesso a uma alimentação equilibrada, 
essencial para o crescimento físico e intelectual das crianças. A integração de 
atividades que estimulem o envolvimento dos alunos com a alimentação pode 
ajudar a combater a seletividade alimentar, uma vez que essas ações contribuem 
para que a criança se sinta parte do processo, compreendendo os benefícios de 
uma nutrição balanceada. 
 Por fim, o estudo de Silva e Boccaletto (2017) reforça que a educação 
para a alimentação saudável nas escolas é uma ferramenta crucial para a 
mudança de comportamentos alimentares. Através de abordagens interativas e 
que dialogam diretamente com o imaginário infantil, como no caso das 
explicações lúdicas sobre os alimentos, é possível promover uma maior 
aceitação de alimentos que, inicialmente, são rejeitados devido à seletividade. 
Portanto, o desenvolvimento de atividades educativas que abordam o valor 
nutricional de forma simples e compreensível é uma estratégia relevante e 
justificada pela literatura para lidar com o problema da seletividade alimentar nas 
escolas. 
 
4. METODOS 
 Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado na escola com o 
objetivo de avaliar os hábitos alimentares de crianças do 1º ao 3º ano do ensino 
fundamental, além de promover a conscientização sobre a importância de uma 
alimentação balanceada. A amostra foi composta por 72 crianças, com idades 
variando entre 6 e 8 anos, todas regularmente matriculadas e frequentando as 
atividades escolares. 
 A ação foi desenvolvida durante o mês de outubro de 2024 e envolveu 
atividades lúdicas e interativas. Inicialmente, cada criança recebeu uma folha de 
ofício com o desenho de um prato vazio, sendo solicitado que representassem, 
através de desenhos, os alimentos que consumiam diariamente durante o 
almoço. Essa atividade permitiu uma avaliação visual das preferências 
alimentares das crianças e possibilitou a coleta de dados qualitativos sobre os 
alimentos mais consumidos. 
 Em seguida, foi realizada uma explicação sobre a importância dos 
alimentos que compõem o cardápio escolar, com enfoque nos seguintes itens: 
arroz, feijão, salada e carne. A explicação utilizou uma abordagem lúdica para 
que as crianças pudessem associar os alimentos com conceitos divertidos, 
facilitando o entendimento da importância de cada um para o corpo. Por 
exemplo, o arroz foi descrito como "o super combustível" que fornece energia 
para brincar e estudar, enquanto o feijão foi explicado como "os tijolos que 
constroem os músculos", incentivando as crianças a consumirem esses 
alimentos de forma consciente. 
 Além disso, as crianças foram estimuladas a refletir sobre o papel da 
salada, representada como "o escudo protetor" que protege contra doenças, e 
da carne, descrita como "a força de leão", que ajuda no crescimento e 
fortalecimento corporal. Essas associações lúdicas foram elaboradas com o 
objetivo de engajar as crianças e incentivá-las a modificar seus hábitos 
alimentares, incorporando uma maior variedade de alimentos em suas refeições. 
 Após as atividades de conscientização, foi observado o comportamento 
das crianças no refeitório escolar ao longo do mês, para verificar se as 
explicações lúdicas resultaram em mudanças nos hábitos alimentares, 
sobretudo em relação à aceitação de alimentos como feijão, salada e carne. 
Entretanto, a análise quantitativa das mudanças no consumo alimentar será 
tema de uma etapa futura do projeto, sendo o foco deste estudo a análise 
qualitativa inicial e o impacto das atividades educativas no curto prazo. 
 
5. RESULTADOS 
 
 Com base nas atividades desenvolvidas com as 72 crianças do 1º ao 3º 
ano do ensino fundamental, foi possível observar padrões alimentares que 
evidenciam seletividade alimentar em uma parcela significativa dos alunos. A 
atividade de desenho do prato revelou que muitas crianças consomem uma dieta 
limitada, predominantemente à base de arroz. Em algumas representações, foi 
constatado que o arroz era o único item desenhado, o que corrobora com os 
relatos prévios de seletividade alimentar extrema. 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: Prato onde as crianças realizaram seus desenhos 
 
Fonte: Elabora pelas autoras (2024) 
 
 A partir da análise dos desenhos, observou-se que, apesar da oferta diária 
de um cardápio equilibrado nas refeições escolares – composto por arroz, feijão, 
salada e carne, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação 
Escolar (PNAE) –, muitos alunos ainda resistem a diversificar suas escolhas 
alimentares. A maioria dos pratos desenhados pelas crianças incluía o arroz, 
mas poucos acrescentavam o feijão e a salada. A carne também apareceu com 
baixa frequência, sugerindo uma menor aceitação desses alimentos entre os 
alunos. 
 Após a realização das explicações lúdicas sobre a importância de cada 
alimento no desenvolvimento e na saúde, as crianças demonstraram grande 
interesse nas metáforas utilizadas. Termos como "super combustível" para o 
arroz e "tijolos que constroem os músculos" para o feijão geraram entusiasmo e 
curiosidade. As explicações acerca da salada, chamada de "escudo protetor", e 
da carne, "força de leão", também despertaram a atenção das crianças, 
promovendo uma interação maior com os conceitos de alimentação saudável. 
 
Figura 2: Imagem da atividade lúdica “Super Prato” apresentado as 
crianças 
 
Fonte: Elabora pelas autoras (2024) 
 
 Ao longo dos dias subsequentes à intervenção, foi possível observar, de 
maneira informal, algumas mudanças comportamentais nas refeições escolares. 
Foi verificado que algumas crianças passaram a adicionar feijão ou salada aos 
seus pratos, algo que, segundo as observações iniciais dos professores e 
monitores do refeitório, era incomum antes da ação educativa. 
 Os dados qualitativos já indicam que as atividades lúdicas foram capazes 
de sensibilizar as crianças em relação à importância de uma dieta balanceada. 
A mudança de percepção, mesmo que sutil, é um indicativo de que intervenções 
educativas simples e didáticas, quando associadas a práticas lúdicas, podem 
contribuirpara a formação de hábitos alimentares mais saudáveis, 
principalmente em populações infantis que apresentam resistência a certos 
grupos alimentares. 
 
6. DISCUSSÃO 
 Os resultados obtidos a partir desta intervenção revelam importantes 
aspectos sobre o comportamento alimentar infantil e as possibilidades de 
mudança por meio de ações educativas. A seletividade alimentar observada, em 
que o arroz figurava como o principal (ou único) item de consumo diário, destaca 
a necessidade de reforçar a importância de uma alimentação balanceada desde 
os primeiros anos de vida escolar. Lima, Santos e Ferreira (2017) já indicam que 
a falta de diversidade alimentar pode impactar negativamente o crescimento e o 
desenvolvimento infantil, sendo necessário o uso de estratégias pedagógicas 
que dialoguem com a realidade das crianças. 
 A literatura sintetiza a ideia de que a seletividade alimentar é um desafio 
comum em populações infantis. De acordo com Pacheco Souza e Herculano de 
Sousa (2021), a oferta regular de um cardápio equilibrado, como o que segue as 
normas do PNAE, é fundamental, mas não garante por si só a aceitação de todos 
os grupos alimentares. Nesse sentido, as atividades lúdicas desenvolvidas neste 
estudo mostraram-se eficazes para promover o engajamento das crianças e 
facilitar a compreensão sobre os benefícios de uma alimentação completa e 
diversificada. 
 A metáfora utilizada para explicar o papel dos alimentos na nutrição infantil 
– como o "super combustível" do arroz e os "tijolos" do feijão – foi especialmente 
útil para captar a atenção das crianças e transformar conceitos abstratos em 
imagens concretas e divertidas. Como apontam Silva e Boccaletto (2020), ações 
educativas que utilizam elementos lúdicos são essenciais para sensibilizar as 
crianças e torná-las mais receptivas às mudanças de comportamento alimentar. 
Essas estratégias permitem que o conteúdo seja internalizado de maneira mais 
profunda e significativa, promovendo uma compreensão mais duradoura. 
 No entanto, apesar dos primeiros sinais de aceitação de novos alimentos 
após a intervenção, os resultados ainda são preliminares. Estudos anteriores, 
como o de Lima et al. (2017), indicam que a mudança de hábitos alimentares 
requer tempo e repetição constante das atividades educativas. Assim, é 
importante que as ações lúdicas e pedagógicas sejam contínuas e integradas ao 
cotidiano escolar, reforçando continuamente os benefícios de uma alimentação 
equilibrada. 
 A observação informal de que algumas crianças passaram a consumir 
feijão ou salada após a intervenção sugere que o processo de conscientização 
foi iniciado, mas que mudanças mais substanciais poderão ser vistas a longo 
prazo. Como afirmam Pacheco Souza e Herculano de Sousa (2021), a promoção 
de hábitos alimentares saudáveis na escola é um processo gradual que requer 
tanto a participação ativa das crianças quanto o suporte constante de 
educadores e responsáveis. 
 Em suma, este estudo demonstra que intervenções simples, baseadas em 
atividades lúdicas e didáticas, podem ser uma ferramenta poderosa para 
combater a seletividade alimentar e promover uma dieta mais diversificada entre 
as crianças. Contudo, é fundamental que novas pesquisas sejam realizadas, a 
fim de avaliar a permanência dessas mudanças a médio e longo prazo, e que 
essas ações sejam adaptadas conforme as necessidades específicas de cada 
grupo. O papel da escola, conforme argumentam Lima et al. (2017), é essencial 
para a formação de hábitos saudáveis que acompanharão as crianças ao longo 
de sua vida. 
 
7. AVALIAÇÃO PÓS ATIVIDADE 
A avaliação pós atividade foi feita de forma observacional, no horário do 
almoço, onde fizemos uma análise de adesão de um prato mais diversificado 
com o objetivo de verificar se os alunos aplicaram os conceitos discutidos sobre 
alimentação saudável nas suas escolhas alimentares. 
Observou-se se houve um aumento na diversidade de alimentos 
consumidos, e que aos poucos as crianças começaram a ter um prato mais 
variado, colocando também feijão, carne e salada. 
 
8. CONCLUSÃO DE ATIVIDADES 
 
 A intervenção realizada com os alunos de 1º a 3º ano do ensino 
fundamental permitiu uma análise mais detalhada dos hábitos alimentares 
dessas crianças, utilizando uma abordagem lúdica e envolvente. Por meio dos 
desenhos, foi possível identificar que muitos dos alunos apresentavam 
seletividade alimentar, concentrando-se principalmente no consumo de arroz. A 
atividade proposta não apenas proporcionou uma melhor compreensão do que 
eles costumam consumir, mas também serviu como um ponto de partida para 
introduzir conceitos básicos de alimentação saudável de forma divertida e 
acessível. 
 Através das metáforas criadas, como o "super combustível" do arroz e a 
"força de leão" da carne, as crianças puderam relacionar os benefícios dos 
alimentos a aspectos práticos de suas vidas, como brincar e estudar. A interação 
com as crianças mostrou-se produtiva, com sinais iniciais de interesse em variar 
a alimentação, especialmente com o incentivo lúdico utilizado para explicar a 
importância dos diversos grupos alimentares. 
 Embora a intervenção tenha sido breve, foi possível observar, de forma 
preliminar, uma leve mudança de atitude de algumas crianças em relação ao 
consumo de alimentos que antes eram rejeitados, como o feijão e a salada. 
Contudo, a continuidade dessas atividades é essencial para garantir que os 
benefícios sejam mantidos e ampliados no decorrer do tempo. 
 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 As atividades realizadas revelaram que, mesmo em um ambiente com 
acesso a uma alimentação balanceada, como é o caso da escola, a seletividade 
alimentar ainda persiste como um desafio entre as crianças. Esse 
comportamento, comum em várias faixas etárias, pode ser gradualmente 
modificado com a introdução de estratégias pedagógicas que tornem a 
alimentação saudável uma experiência positiva e prazerosa para os alunos. 
 O uso de atividades lúdicas se mostrou eficaz como uma primeira 
abordagem para tratar o tema com as crianças, possibilitando um diálogo mais 
aberto e descontraído sobre alimentação. Através da linguagem simples e das 
comparações lúdicas, foi possível despertar o interesse dos alunos em aprender 
mais sobre o que comem e como esses alimentos impactam suas vidas. 
 Ainda que a intervenção tenha apresentado resultados iniciais 
promissores, é importante ressaltar que a promoção de hábitos alimentares 
saudáveis deve ser um processo contínuo. A educação alimentar nas escolas 
precisa ser integrada ao currículo de forma regular, garantindo que as crianças 
recebam informações de maneira progressiva e consistente ao longo de sua 
formação. 
 Por fim, conclui-se que iniciativas como esta, que aliam aprendizado e 
diversão, podem ser uma ferramenta poderosa para influenciar positivamente os 
hábitos alimentares das crianças. Contudo, o sucesso a longo prazo depende da 
continuidade dessas ações e da cooperação entre a escola, os alunos e seus 
familiares. 
 
10. REFERÊNCIAS 
CARVALHO, A. K. B.; SILVA, M. C. Seletividade Alimentar em Crianças: 
Revisão Bibliográfica. Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, 2018. 
Disponível em: 
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/13290/1/21550178.pdf. 
Acesso em: 13 set. 2023. 
LIMA, F. R.; SANTOS, C. S.; FERREIRA, L. R. Percepção infantil sobre a 
alimentação saudável e o impacto das estratégias educacionais nas escolas. 
Revista Brasileira de Nutrição, v. 30, n. 2, p. 145-155, 2017. 
LOUZADA DE SÁ, A. A.; DINIZ, G. L. S.; TOMAZ, M. P.; PAIXÃO, P. E. M.; 
SOUZA, T. Q.; ABU-ALLAN, Y. T. K. Impacto da alimentação no crescimento e 
desenvolvimento infantil. Research, Society and Development, v. 11, n. 1, 
e52511125248, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-38. Acesso em: 16 out. 2024. 
MÜLLER, P. W.; SALAZAR, V.; DONELLI, T. M. Dificuldades Alimentares na 
Primeira Infância: Uma RevisãoSistemática. Estudos e Pesquisas em 
Psicologia, v. 17, n. 2, maio/ago. 2017. Disponível em: 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-
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SAMPAIO, A. B. M. et al. Seletividade alimentar: uma abordagem nutricional. 
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SILVA, C. C.; BOCCALLETO, E. M. A. Educação para a Alimentação Saudável 
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https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/estrategias_cap3.pdf. 
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SOUZA, L. B. P.; SOUSA, N. H. Nutrição Escolar: Promovendo a Igualdade 
e o Desenvolvimento Infantil por meio da Alimentação Saudável. Disponível 
em: file:///C:/Users/USER/Downloads/[92]-+++NUTRIÇÃO+ESCOLAR-
+PROMOVENDO+A+IGUALDADE+E+O+DESENVOLVIMENTO+INFANTIL+P
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