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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP Curso de Graduação em Nutrição Estágio de Nutrição Escolar Fernanda Vecchi Costa RA 0404477 Gilvanete Lopes Ferraz Gomes RA 2150687 Juliana Praetorius Buchweitz RA 2094486 AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DE UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA Santana de Parnaíba 2024 RESUMO A seletividade alimentar na infância é um fenômeno comum que pode gerar desafios nutricionais e comportamentais, envolvendo a recusa de certos alimentos e a aceitação limitada de outros, o que afeta a saúde e o desenvolvimento das crianças. Este estudo teve como objetivo promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada entre crianças do 1º ao 3º ano, incentivando o consumo de alimentos do cardápio escolar, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Foi realizado um estudo descritivo transversal com 72 crianças de 6 a 8 anos, utilizando atividades lúdicas para conscientizar sobre a importância dos alimentos na alimentação escolar. As crianças desenharam um prato vazio representando os alimentos consumidos e participaram de explicações sobre o valor nutricional de cada item do cardápio. A análise dos desenhos revelou padrões de seletividade alimentar, com muitos alunos consumindo predominantemente arroz. Após as intervenções lúdicas, observou-se um aumento na inclusão de feijão e salada nas refeições escolares, indicando um impacto positivo nas escolhas alimentares. As intervenções educativas lúdicas mostraram-se eficazes na promoção de uma alimentação saudável e diversificada entre as crianças, sugerindo que estratégias lúdicas podem facilitar a aceitação de alimentos essenciais, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento infantil. Palavras-chave: Nutrição escolar. Seletividade alimentar. Escolhas saudáveis. ABSTRACT Food selectivity in childhood is a common phenomenon that can generate nutritional and behavioral challenges, involving the refusal of certain foods and limited acceptance of others, affecting children's health and development. This study aimed to raise awareness of the importance of balanced nutrition among children in the 1st to 3rd grades, encouraging the consumption of foods from the school menu, in accordance with the guidelines of the National School Feeding Program (PNAE). A descriptive cross-sectional study was conducted with 72 children aged 6 to 8 years, utilizing playful activities to raise awareness about the importance of foods in the school diet. The children drew a blank plate representing the foods they consumed and participated in explanations regarding the nutritional value of each item on the menu. Analysis of the drawings revealed patterns of food selectivity, with many students predominantly consuming rice. After the playful interventions, an increase in the inclusion of beans and salad in school meals was observed, indicating a positive impact on food choices. The playful educational interventions proved effective in promoting healthy and diverse eating habits among children, suggesting that playful strategies can facilitate the acceptance of essential foods, contributing to children's growth and development. Keywords: School nutrition. Food selectivity. Healthy choices. 1. INTRODUÇÃO A seletividade alimentar na infância é um fenômeno multifacetado que envolve a recusa persistente de certos alimentos ou a aceitação limitada de apenas um pequeno grupo de itens alimentares. Esse comportamento é comum entre crianças, e pode representar um desafio tanto para os pais quanto para os profissionais da saúde. As causas da seletividade alimentar são complexas, envolvendo uma interação de fatores sensoriais, psicológicos, comportamentais e até genéticos. O gosto pela comida, a textura, a cor e até o cheiro podem influenciar a predisposição de uma criança a aceitar ou rejeitar um alimento. O papel dos pais e cuidadores na formação dos hábitos alimentares, assim como o ambiente social como a escola em que a criança está inserida, também desempenha um papel significativo na seletividade alimentar (CARVALHO & SILVA, 2018). Pesquisas indicam que a seletividade alimentar pode ter impactos significativos no desenvolvimento infantil. Crianças que demonstram esse comportamento frequentemente apresentam uma ingestão insuficiente de nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e fibras, o que pode levar a déficits nutricionais. Esses déficits, por sua vez, podem afetar o crescimento físico, comprometendo o desenvolvimento ósseo, muscular e cognitivo (LOUZADA DE SÁ et al., 2023). Os efeitos da seletividade alimentar na infância não se limitam apenas ao âmbito físico. Há também implicações psicológicas que merecem atenção. Crianças com seletividade alimentar podem desenvolver uma relação negativa com a comida, o que pode impactar a socialização, especialmente em situações em que a alimentação está envolvida, como festas e eventos escolares. A relutância em experimentar novos alimentos pode, em longo prazo, prejudicar a variedade alimentar e limitar a exposição a dietas mais equilibradas. Estudos sugerem que crianças que não são incentivadas a experimentar novos alimentos desde cedo podem carregar esses hábitos restritivos para a vida adulta, o que aumenta o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade e diabetes, no futuro (MÜLLER et al., 2017). As causas da seletividade alimentar são amplamente discutidas na literatura científica, e muitos estudos apontam para uma combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos. Fatores intrínsecos, como predisposição genética e questões sensoriais, desempenham um papel importante. Algumas crianças têm maior sensibilidade ao sabor amargo, o que pode explicar a recusa em consumir vegetais, por exemplo. Já os fatores extrínsecos incluem a dinâmica familiar, o ambiente escolar e a exposição precoce a uma variedade de alimentos. Pesquisas destacam que a insistência excessiva dos pais ou a criação de um ambiente de estresse durante as refeições podem piorar a seletividade alimentar, tornando-a mais resistente a intervenções (SAMPAIO et al., 2013). A intervenção precoce tem se mostrado eficaz no manejo da seletividade alimentar. Estratégias baseadas em abordagens comportamentais, como o reforço positivo e a exposição gradual a novos alimentos, podem ajudar a modificar esse comportamento. Além disso, a criação de um ambiente positivo e sem pressão durante as refeições é recomendada, uma vez que a insistência e a coerção podem ter o efeito contrário, reforçando a aversão alimentar. O papel dos profissionais de saúde, como nutricionistas, é fundamental na orientação dos pais sobre como lidar com esse comportamento de forma eficaz, minimizando os impactos negativos para a criança (SANTANA & ALVES, 2022). Também é importante destacar que a seletividade alimentar, embora seja uma preocupação em termos nutricionais e comportamentais, pode ser tratada com intervenções adequadas. O acompanhamento contínuo por profissionais da área da saúde, aliado a uma abordagem educativa direcionada tanto às crianças quanto aos cuidadores, pode contribuir para a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e diversificados. (LOUZADA DE SÁ et al., 2023). Com base nos estudos analisados o objetivo deste estudo é orientar sobre a importância de identificar e compreender os fatores que influenciam a seletividade alimentar em crianças, destacando como essa seletividade pode afetar sua saúde, desenvolvimento e bem-estar geral. Por meio de estratégias educativas e intervenções nutricionais adequadas, busca-se promover uma alimentação equilibrada, que atenda às necessidades nutricionais essenciais, favorecendo o crescimento saudável e prevenindo deficiências nutricionais e problemas de saúde a longo prazo. Além disso, pretende-sereforçar a conscientização sobre a relevância de uma alimentação diversificada para o desempenho escolar e a qualidade de vida das crianças. 2. OBJETIVOS: 2.1. Objetivo geral O objetivo geral deste trabalho foi promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada entre as crianças do 1º ao 3º ano, com enfoque no incentivo ao consumo de alimentos presentes no cardápio escolar, seguindo as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Através de atividades lúdicas e educativas, visou-se fomentar escolhas alimentares mais saudáveis que impactem positivamente o crescimento, o desenvolvimento físico e o desempenho escolar dos alunos. 2.2 Objetivos específicos Compreender as escolhas alimentares das crianças; Despertar a curiosidade e o interesse das crianças pelos alimentos diversificados e saudáveis; Por meio de atividades lúdicas mostrar para as crianças a importância do consumo de um prato diversificados com arroz, feijão, salada e carne. 3. JUSTIFICATIVA A seletividade alimentar em crianças é uma preocupação crescente, especialmente em um contexto no qual a alimentação escolar é planejada com base em diretrizes nutricionais que visam assegurar o desenvolvimento saudável e o bom desempenho acadêmico. Pesquisas como as de Lima, Santos e Ferreira (2017) apontam que a percepção infantil sobre a alimentação saudável pode ser significativamente influenciada por estratégias educacionais adequadas. Nesse sentido, a implementação de práticas educativas que utilizem métodos lúdicos tem se mostrado eficaz para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. Além disso, conforme apontado por Souza e Sousa (2021), o ambiente escolar é um espaço privilegiado para a promoção da igualdade e do desenvolvimento infantil, já que permite o acesso a uma alimentação equilibrada, essencial para o crescimento físico e intelectual das crianças. A integração de atividades que estimulem o envolvimento dos alunos com a alimentação pode ajudar a combater a seletividade alimentar, uma vez que essas ações contribuem para que a criança se sinta parte do processo, compreendendo os benefícios de uma nutrição balanceada. Por fim, o estudo de Silva e Boccaletto (2017) reforça que a educação para a alimentação saudável nas escolas é uma ferramenta crucial para a mudança de comportamentos alimentares. Através de abordagens interativas e que dialogam diretamente com o imaginário infantil, como no caso das explicações lúdicas sobre os alimentos, é possível promover uma maior aceitação de alimentos que, inicialmente, são rejeitados devido à seletividade. Portanto, o desenvolvimento de atividades educativas que abordam o valor nutricional de forma simples e compreensível é uma estratégia relevante e justificada pela literatura para lidar com o problema da seletividade alimentar nas escolas. 4. METODOS Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado na escola com o objetivo de avaliar os hábitos alimentares de crianças do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, além de promover a conscientização sobre a importância de uma alimentação balanceada. A amostra foi composta por 72 crianças, com idades variando entre 6 e 8 anos, todas regularmente matriculadas e frequentando as atividades escolares. A ação foi desenvolvida durante o mês de outubro de 2024 e envolveu atividades lúdicas e interativas. Inicialmente, cada criança recebeu uma folha de ofício com o desenho de um prato vazio, sendo solicitado que representassem, através de desenhos, os alimentos que consumiam diariamente durante o almoço. Essa atividade permitiu uma avaliação visual das preferências alimentares das crianças e possibilitou a coleta de dados qualitativos sobre os alimentos mais consumidos. Em seguida, foi realizada uma explicação sobre a importância dos alimentos que compõem o cardápio escolar, com enfoque nos seguintes itens: arroz, feijão, salada e carne. A explicação utilizou uma abordagem lúdica para que as crianças pudessem associar os alimentos com conceitos divertidos, facilitando o entendimento da importância de cada um para o corpo. Por exemplo, o arroz foi descrito como "o super combustível" que fornece energia para brincar e estudar, enquanto o feijão foi explicado como "os tijolos que constroem os músculos", incentivando as crianças a consumirem esses alimentos de forma consciente. Além disso, as crianças foram estimuladas a refletir sobre o papel da salada, representada como "o escudo protetor" que protege contra doenças, e da carne, descrita como "a força de leão", que ajuda no crescimento e fortalecimento corporal. Essas associações lúdicas foram elaboradas com o objetivo de engajar as crianças e incentivá-las a modificar seus hábitos alimentares, incorporando uma maior variedade de alimentos em suas refeições. Após as atividades de conscientização, foi observado o comportamento das crianças no refeitório escolar ao longo do mês, para verificar se as explicações lúdicas resultaram em mudanças nos hábitos alimentares, sobretudo em relação à aceitação de alimentos como feijão, salada e carne. Entretanto, a análise quantitativa das mudanças no consumo alimentar será tema de uma etapa futura do projeto, sendo o foco deste estudo a análise qualitativa inicial e o impacto das atividades educativas no curto prazo. 5. RESULTADOS Com base nas atividades desenvolvidas com as 72 crianças do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, foi possível observar padrões alimentares que evidenciam seletividade alimentar em uma parcela significativa dos alunos. A atividade de desenho do prato revelou que muitas crianças consomem uma dieta limitada, predominantemente à base de arroz. Em algumas representações, foi constatado que o arroz era o único item desenhado, o que corrobora com os relatos prévios de seletividade alimentar extrema. Figura 1: Prato onde as crianças realizaram seus desenhos Fonte: Elabora pelas autoras (2024) A partir da análise dos desenhos, observou-se que, apesar da oferta diária de um cardápio equilibrado nas refeições escolares – composto por arroz, feijão, salada e carne, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) –, muitos alunos ainda resistem a diversificar suas escolhas alimentares. A maioria dos pratos desenhados pelas crianças incluía o arroz, mas poucos acrescentavam o feijão e a salada. A carne também apareceu com baixa frequência, sugerindo uma menor aceitação desses alimentos entre os alunos. Após a realização das explicações lúdicas sobre a importância de cada alimento no desenvolvimento e na saúde, as crianças demonstraram grande interesse nas metáforas utilizadas. Termos como "super combustível" para o arroz e "tijolos que constroem os músculos" para o feijão geraram entusiasmo e curiosidade. As explicações acerca da salada, chamada de "escudo protetor", e da carne, "força de leão", também despertaram a atenção das crianças, promovendo uma interação maior com os conceitos de alimentação saudável. Figura 2: Imagem da atividade lúdica “Super Prato” apresentado as crianças Fonte: Elabora pelas autoras (2024) Ao longo dos dias subsequentes à intervenção, foi possível observar, de maneira informal, algumas mudanças comportamentais nas refeições escolares. Foi verificado que algumas crianças passaram a adicionar feijão ou salada aos seus pratos, algo que, segundo as observações iniciais dos professores e monitores do refeitório, era incomum antes da ação educativa. Os dados qualitativos já indicam que as atividades lúdicas foram capazes de sensibilizar as crianças em relação à importância de uma dieta balanceada. A mudança de percepção, mesmo que sutil, é um indicativo de que intervenções educativas simples e didáticas, quando associadas a práticas lúdicas, podem contribuirpara a formação de hábitos alimentares mais saudáveis, principalmente em populações infantis que apresentam resistência a certos grupos alimentares. 6. DISCUSSÃO Os resultados obtidos a partir desta intervenção revelam importantes aspectos sobre o comportamento alimentar infantil e as possibilidades de mudança por meio de ações educativas. A seletividade alimentar observada, em que o arroz figurava como o principal (ou único) item de consumo diário, destaca a necessidade de reforçar a importância de uma alimentação balanceada desde os primeiros anos de vida escolar. Lima, Santos e Ferreira (2017) já indicam que a falta de diversidade alimentar pode impactar negativamente o crescimento e o desenvolvimento infantil, sendo necessário o uso de estratégias pedagógicas que dialoguem com a realidade das crianças. A literatura sintetiza a ideia de que a seletividade alimentar é um desafio comum em populações infantis. De acordo com Pacheco Souza e Herculano de Sousa (2021), a oferta regular de um cardápio equilibrado, como o que segue as normas do PNAE, é fundamental, mas não garante por si só a aceitação de todos os grupos alimentares. Nesse sentido, as atividades lúdicas desenvolvidas neste estudo mostraram-se eficazes para promover o engajamento das crianças e facilitar a compreensão sobre os benefícios de uma alimentação completa e diversificada. A metáfora utilizada para explicar o papel dos alimentos na nutrição infantil – como o "super combustível" do arroz e os "tijolos" do feijão – foi especialmente útil para captar a atenção das crianças e transformar conceitos abstratos em imagens concretas e divertidas. Como apontam Silva e Boccaletto (2020), ações educativas que utilizam elementos lúdicos são essenciais para sensibilizar as crianças e torná-las mais receptivas às mudanças de comportamento alimentar. Essas estratégias permitem que o conteúdo seja internalizado de maneira mais profunda e significativa, promovendo uma compreensão mais duradoura. No entanto, apesar dos primeiros sinais de aceitação de novos alimentos após a intervenção, os resultados ainda são preliminares. Estudos anteriores, como o de Lima et al. (2017), indicam que a mudança de hábitos alimentares requer tempo e repetição constante das atividades educativas. Assim, é importante que as ações lúdicas e pedagógicas sejam contínuas e integradas ao cotidiano escolar, reforçando continuamente os benefícios de uma alimentação equilibrada. A observação informal de que algumas crianças passaram a consumir feijão ou salada após a intervenção sugere que o processo de conscientização foi iniciado, mas que mudanças mais substanciais poderão ser vistas a longo prazo. Como afirmam Pacheco Souza e Herculano de Sousa (2021), a promoção de hábitos alimentares saudáveis na escola é um processo gradual que requer tanto a participação ativa das crianças quanto o suporte constante de educadores e responsáveis. Em suma, este estudo demonstra que intervenções simples, baseadas em atividades lúdicas e didáticas, podem ser uma ferramenta poderosa para combater a seletividade alimentar e promover uma dieta mais diversificada entre as crianças. Contudo, é fundamental que novas pesquisas sejam realizadas, a fim de avaliar a permanência dessas mudanças a médio e longo prazo, e que essas ações sejam adaptadas conforme as necessidades específicas de cada grupo. O papel da escola, conforme argumentam Lima et al. (2017), é essencial para a formação de hábitos saudáveis que acompanharão as crianças ao longo de sua vida. 7. AVALIAÇÃO PÓS ATIVIDADE A avaliação pós atividade foi feita de forma observacional, no horário do almoço, onde fizemos uma análise de adesão de um prato mais diversificado com o objetivo de verificar se os alunos aplicaram os conceitos discutidos sobre alimentação saudável nas suas escolhas alimentares. Observou-se se houve um aumento na diversidade de alimentos consumidos, e que aos poucos as crianças começaram a ter um prato mais variado, colocando também feijão, carne e salada. 8. CONCLUSÃO DE ATIVIDADES A intervenção realizada com os alunos de 1º a 3º ano do ensino fundamental permitiu uma análise mais detalhada dos hábitos alimentares dessas crianças, utilizando uma abordagem lúdica e envolvente. Por meio dos desenhos, foi possível identificar que muitos dos alunos apresentavam seletividade alimentar, concentrando-se principalmente no consumo de arroz. A atividade proposta não apenas proporcionou uma melhor compreensão do que eles costumam consumir, mas também serviu como um ponto de partida para introduzir conceitos básicos de alimentação saudável de forma divertida e acessível. Através das metáforas criadas, como o "super combustível" do arroz e a "força de leão" da carne, as crianças puderam relacionar os benefícios dos alimentos a aspectos práticos de suas vidas, como brincar e estudar. A interação com as crianças mostrou-se produtiva, com sinais iniciais de interesse em variar a alimentação, especialmente com o incentivo lúdico utilizado para explicar a importância dos diversos grupos alimentares. Embora a intervenção tenha sido breve, foi possível observar, de forma preliminar, uma leve mudança de atitude de algumas crianças em relação ao consumo de alimentos que antes eram rejeitados, como o feijão e a salada. Contudo, a continuidade dessas atividades é essencial para garantir que os benefícios sejam mantidos e ampliados no decorrer do tempo. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS As atividades realizadas revelaram que, mesmo em um ambiente com acesso a uma alimentação balanceada, como é o caso da escola, a seletividade alimentar ainda persiste como um desafio entre as crianças. Esse comportamento, comum em várias faixas etárias, pode ser gradualmente modificado com a introdução de estratégias pedagógicas que tornem a alimentação saudável uma experiência positiva e prazerosa para os alunos. O uso de atividades lúdicas se mostrou eficaz como uma primeira abordagem para tratar o tema com as crianças, possibilitando um diálogo mais aberto e descontraído sobre alimentação. Através da linguagem simples e das comparações lúdicas, foi possível despertar o interesse dos alunos em aprender mais sobre o que comem e como esses alimentos impactam suas vidas. Ainda que a intervenção tenha apresentado resultados iniciais promissores, é importante ressaltar que a promoção de hábitos alimentares saudáveis deve ser um processo contínuo. A educação alimentar nas escolas precisa ser integrada ao currículo de forma regular, garantindo que as crianças recebam informações de maneira progressiva e consistente ao longo de sua formação. Por fim, conclui-se que iniciativas como esta, que aliam aprendizado e diversão, podem ser uma ferramenta poderosa para influenciar positivamente os hábitos alimentares das crianças. Contudo, o sucesso a longo prazo depende da continuidade dessas ações e da cooperação entre a escola, os alunos e seus familiares. 10. REFERÊNCIAS CARVALHO, A. K. B.; SILVA, M. C. Seletividade Alimentar em Crianças: Revisão Bibliográfica. Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, 2018. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/13290/1/21550178.pdf. Acesso em: 13 set. 2023. LIMA, F. R.; SANTOS, C. 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Acesso em: 08 set. 2023. SILVA, C. C.; BOCCALLETO, E. M. A. Educação para a Alimentação Saudável na Escola. Disponível em: https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/estrategias_cap3.pdf. Acesso em: 16 out. 2024. https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/13290/1/21550178.pdf http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-4281201700020001206 http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-4281201700020001206 https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/XMDX3Wc8Xn7XbcYvRfjdSpd/ https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/estrategias_cap3.pdf SOUZA, L. B. P.; SOUSA, N. H. Nutrição Escolar: Promovendo a Igualdade e o Desenvolvimento Infantil por meio da Alimentação Saudável. Disponível em: file:///C:/Users/USER/Downloads/[92]-+++NUTRIÇÃO+ESCOLAR- +PROMOVENDO+A+IGUALDADE+E+O+DESENVOLVIMENTO+INFANTIL+P OR+MEIO+DA+ALIMENTAÇÃO+SAUDÁVEL.pdf. Acesso em: 17 out. 2024. ANEXOS