Prévia do material em texto
21
AMANDA GOMES FERREIRA DOS SANTOS
OLIVIA SOUSA ROCHA
ROSILDA MOREIRA COUTO SILVA
SPED CONTRIBUIÇÕES E AS ALTERAÇÕES DA EFD-REINF COM A SÉRIE
R-4000
SÃO VICENTE
2023
AMANDA GOMES FERREIRA DOS SANTOS
OLIVIA SOUSA ROCHA
ROSILDA MOREIRA COUTO SILVA
SPED CONTRIBUIÇÕES E AS ALTERAÇÕES DA EFD-REINF COM A SÉRIE
R-4000
Trabalho de Conclusão de Curso 1– apresentado à Faculdade de São Vicente – UNIBR como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.
Orientador: Prof. Esp. Jomario Ferreira de Souza
SÃO VICENTE
2023
SPED CONTRIBUIÇÕES E AS ALTERAÇÕES DA EFD-REINF COM A SÉRIE
R-4000
Trabalho de Conclusão de Curso 1– apresentado à Faculdade de São Vicente – UNIBR como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.
BANCA EXAMINADORA
________________________________
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)
________________________________
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)
________________________________
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a)
São Vicente, 11 de dezembro de 2023
DEDICATÓRIA
Dedicamos este TCC primeiramente a Deus e aos nossos familiares que nos apoiaram e nos acolheram nos momentos em que mais precisávamos.
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Immanuel Kant
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a todos os professores que nos acompanharam nessa jornada, em especial ao nosso tutor Jomario Ferreira, que com sua sabedoria, paciência e excelência no ensino, nos deu suporte e conhecimento necessário para finalizar o Trabalho de Conclusão de Curso;
As professoras Gisele Prado e Mirian Mazzin, que nos apoiaram e nos instruíram a escrever um trabalho de qualidade.
RESUMO
O Sistema público de contabilidade digital – SPED foi criado com objetivo de atualizar a entrega das obrigações junto à Receita Federal. Isso permitiu o cruzamento automático dos dados, com o fisco, por informações fornecidas pelos contribuintes. O objetivo da pesquisa foi trazer informações atualizadas sobre a EFD-Contribuições e discorrer sobre os impactos da implementação da EFD-Reinf e os desafios enfrentados por contadores e contribuintes no cumprimento das obrigações acessórias. Os objetivos específicos incluem a explanação da complexidade do atual sistema tributário brasileiro, os impactos e desafios na era digital, bem como a evidenciação dos benefícios proporcionados pelo SPED e seus projetos. A pesquisa foi realizada através de revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, colocando em ênfase os temas propostos. Foi feito o levantamento de dados do SPED mostrando os possíveis problemas aos contribuintes pelo não cumprimento de obrigações tributárias, podendo ocasionar juros, multas, encargos financeiros e outras dívidas. Além disso, as empresas podem estar sujeitas a processos administrativos ou judiciais que podem afetar grandemente seus resultados financeiros e credíveis.
Palavras-chave: SPED. EFD-Contribuições. EFD-Reinf. Levantamento de Dados.
ABSTRACT
The public digital accounting system – SPED was created with the aim of updating the delivery of obligations to the Federal Revenue. This allowed the automatic crossing of data, with the tax authorities, using information provided by taxpayers. The objective of the research was to bring updated information about EFD-Contributions and discuss the impacts of implementing EFD-Reinf and the challenges faced by accountants and taxpayers in fulfilling accessory obligations. The specific objectives include explaining the complexity of the current Brazilian tax system, the impacts and challenges in the digital era, as well as highlighting the benefits provided by SPED and its projects. The research was carried out through a qualitative and descriptive bibliographic review, emphasizing the proposed themes. SPED data was collected showing possible problems for taxpayers due to non-compliance with tax obligations, which could lead to interest, fines, financial charges and other debts. Furthermore, companies may be subject to administrative or judicial proceedings that can greatly affect their financial results and credibility.
Keywords: SPED. EFD-Contributions. EFD-Reinf. Data survey.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Subprojetos 17
Figura 2 - Campos do SPED Contribuições 24
Figura 3 - Assinatura SPED Contribuições 25
Figura 4 - Retenções mensais 35
Figura 5 - Forma de Transmissão dos Arquivos EFD-Reinf 39
Figura 6 - DCTFWeb sem movimento 52
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Entidades participantes da elaboração do SPED 20
Quadro 2 - Tipos de SPED 21
Quadro 3 - Tipos de Livros 23
Quadro 4 - Empresas dispensadas da entrega 24
Quadro 5 - Permissões do Programa Gerador 26
Quadro 6 - Benefícios do SPED Contribuições 26
Quadro 7 - Eventos R-4000 47
LISTA DE GRÁFICOS / TABELAS
Gráfico 1 - EFD Contribuições retificadoras entregues 31
Gráfico 2 - EFD ICMS IP entregues 32
Gráfico 3 - ECD entregues 32
Tabela 1 - ECF Ativas na base SPED por ano de escrituração 33
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ECD- Escrituração Contábil Digital
EFD- Escrituração Fiscal Digital
ECF- Escrituração Contábil Fiscal
NFe- Nota Fiscal Eletrônica
NFSe- Nota Fiscal de Serviços Eletrônica
NFCe- Nota de Consumidor Eletrônico
CTe- Conhecimento de Transporte Eletrônico
NBC- Norma Brasileira de Contabilidade
PAC- Programa de Aceleração do Crescimento
PVA- Programa Validador e Assinador
RFB- Receita Federal do Brasil
SPED- Sistema Público de Escrituração Digital
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 15
2 SPED: SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL 16
2.1 Definição 16
2.2 Subprojetos do SPED 17
2.2.1 EFD – Escrituração Fiscal Digital 18
2.2.2 ECD – Escrituração Contábil Digital 18
2.2.3 ECF – Escrituração Contábil Fiscal 18
2.2.4 NF-e – Nota Fiscal Eletrônica 19
2.2.5 NFS-e – Nota Fiscal de Serviços Eletrônica 19
2.2.6 NFC-e – Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica 19
2.2.7 CT-e – Conhecimento de Transporte Eletrônico 20
3 TIPOS DE SPED 21
3.1 SPED, ICMS e IPI – após ajuste Sinief nº 2 21
3.2 SPED Contribuições – após Lei nº 12.546/2011 22
3.3 SPED Contábil 22
4 SPED CONTRIBUIÇÕES 23
5 BENEFÍCIOS DO SPED CONTRIBUIÇÕES 26
6 ERROS FREQUENTES DO SPED CONTRIBUIÇÕES 27
6.1 Deixar de relatar receita financeira sobre depósitos na EFD 27
6.2 Escrever documentos fiscais que não mencionem transações geradoras de crédito 27
6.3 Escriturar documento fiscal que não se refere a uma operação geradora de receita 28
6.4 Informar base de cálculo e alíquota de PIS e COFINS indevidamente 28
6.5 Escriturar nos registros 1100 e 1500 os créditos de PIS e COFINS por saldos acumulados 28
6.6 Escriturar notas fiscais canceladas 28
6.7 Não informar os valores retidos na fonte 29
6.8 Entregar a EFD Contribuições sem movimento 29
6.9 Não detalhar as receitas ou créditos por estabelecimentos 30
6.10 Escriturar incorretamente o registro F200 para receita de aluguel 30
7 LEVANTAMENTO DE DADOS DO SPED 30
8 O CRUZAMENTO DE DADOS PROVIDOS PELO SPED 34
9 EFD-REINF 35
9.1 Quem deve entregar a EFD-REINF 36
9.2 Prazo para apresentação da EFD-REINF 37geração do DARF (BRASIL, 2023).
Atualmente, as retenções de tributos são registradas em guias separadas. A partir de janeiro de 2024, ocorrerá a consolidação e unificação, reunindo as retenções em um único DARF emitido pela DCTFWeb. Isso implica que os contribuintes devem ser ainda mais precisos nas informações fornecidas. Qualquer retificação necessária afetará ambas as obrigações, podendo acarretar possíveis penalidades. Durante todo o ano de 2023, no entanto, as guias continuarão sendo emitidas de forma separada (BRASIL, 2023).
Outra modificação que demandou atenção está relacionada aos dados cadastrais, pois os códigos que representam a natureza do rendimento foram alterados. Isso teve um impacto nos sistemas de controle e de gestão, tornando crucial a adaptação da ferramenta utilizado a essa nova realidade (BRASIL, 2023).
Em resumo, as empresas tiveram que reorganizar seus processos para fornecer informações tributárias sobre PIS/PASEP, COFINS, CSLL e IR a uma base mensal, enviando esses dados de forma oportuna para sua assessoria contábil ou, se for o caso, diretamente para o Fisco. É essencial dar prioridade à qualidade das informações enviadas, a fim de evitar qualquer exposição a riscos e proteger a situação fiscal da empresa (BRASIL, 2023).
A partir de agosto de 2021, a dispensa de entrega do EFD-REINF sem movimento se aplicou a todas as empresas devido à alteração na Instrução Normativa 2043 de 2021. Empregadores pessoas físicas estão dispensadas se não contratam trabalhadores, e empregadores com CNPJ que não tenham funcionários também estão dispensados de entregar o E-Social e a DCTFWeb (BRASIL, 2023).
Os eventos da série R-4000 para Imposto de Renda e retenções federais passaram a valer a partir de setembro de 2023, com a entrega em outubro referente a agosto. Empregadores domésticos não têm essa obrigação, pois não tem fato gerador sujeito a retenção de INSS (BRASIL, 2023).
No começo do ano, a entrega do EFD-REINF sem movimento não é obrigatória. Portanto, mesmo em janeiro, não é preciso enviá-lo se não houver movimentação.
Houve desmembramento do evento relacionado à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) no sistema EFD-REINF, antes único e agora dividido em vários eventos. A regra para envio de informações de retenções federais é que a fonte pagadora envia as informações, exceto para o evento R-4080, que se aplica a serviços específicos, onde o prestador envia a informação de retenção (BRASIL, 2023).
Beneficiários de rendimentos de aplicação financeira ou de força de renda, quando a retenção é feita na fonte pagadora, não precisam enviar a EFD-REINF, pois a fonte pagadora já forneceu essa informação.
Há diversos eventos na Série R-4000, cada um tratando de diferentes tipos de pagamentos e retenções, com destaque para o evento R-4040, que aborda pagamentos a beneficiários não identificados.
Os eventos relacionados à parte previdenciária (R-2099 e R-2098) não sofreram alterações, mantendo a função de abertura e fechamento de períodos.
As atualizações na EFD-REINF visam melhorar a precisão e organização das informações sobre retenção de impostos. A correta classificação dos eventos é essencial para uma prestação de contas precisa.
O evento R-4080, referente a serviços sujeitos a alta retenção, difere dos demais, pois o próprio prestador de serviços fornece as informações de retenção.
As alterações na parte previdenciária, com os eventos R-2099 e R-2098, proporcionam flexibilidade para correções quando necessário.
Para garantir a precisão e conformidade dos dados, a correta execução do fechamento é essencial. Ao enviar o R-4080 na condição de prestador com retenção, a DCTF-Web será a responsável por confirmar e refletir essas informações na sua DCTF (BRASIL, 2023).
Lembre-se de que as mudanças na DCTF-Web abrangem o período de setembro a dezembro de 2023. A partir de janeiro de 2024, a DCTF-Web substituirá a DCTF convencional para determinadas remunerações, retenções e contribuições federais.
Manter-se atualizado com essas regulamentações e procedimentos é essencial para evitar problemas com a Receita Federal e garantir a precisão nas declarações fiscais. A correta execução do fechamento e a conferência do comprovante de entrega são passos cruciais nesse processo (BRASIL, 2023).
9.13 Impactos e desafios com o surgimento da EFD-REINF
De acordo com Magda (PRADO, 2019), a carga tributária no Brasil representa um dos principais encargos para as empresas. A complexidade da legislação tributária sempre dificultou a relação entre o Governo e os contribuintes. A modernização e padronização das práticas contábeis permitem a detecção imediata de atividades fraudulentas. A implementação da EFD-Reinf auxilia no cumprimento das obrigações acessórias e, por sua vez, facilita os processos de fiscalização, utilizando cruzamento de dados e auditoria eletrônica para reduzir informações provenientes das entidades.
A introdução da EFD-Reinf trouxe alterações substanciais para as operações diárias das empresas e escritórios contábeis. Exige dos contadores uma constante atualização e proporciona aos contribuintes maior controle sobre as informações contábeis e fiscais da empresa, garantindo que estas sejam repassadas de forma detalhada para o fisco. A declaração demanda que a empresa mantenha uma gestão eficiente em seus processos internos, a fim de cumprir o prazo de entrega de todos os dados que devem ser fornecidos (PRADO, 2019).
As empresas precisam estar preparadas para cumprir essa obrigação, capacitando sua equipe técnica e reestruturando seus sistemas de informática para atender à demanda por informações. Inicialmente, a utilização do sistema pode parecer desafiadora, pois qualquer discrepância de informação será confrontada durante o cruzamento de dados, podendo resultar em multas para os usuários. No entanto, é crucial compreender que os benefícios proporcionados serão de grande valia para o fisco, contribuintes e contabilistas.
Uma vez plenamente adaptada à EFD-Reinf, a entidade cumprirá automaticamente a legislação, sem se preocupar com as inúmeras obrigações acessórias e diferentes prazos de entrega, visto que todos serão unificados em uma única transmissão. Isso reduzirá a possibilidade de ocorrência de fraudes involuntárias e a redundância de dados (PRADO, 2019).
10 DCTFWEB
A partir de agosto/2018 deverá ser apresentada pelos contribuintes a "DCTFWeb", introduzida pela Instrução Normativa RFB 1.787/2018, mediante incorporação de dados aos módulos do e-Social. A primeira entrega, portanto, dos respectivos dados dentro do e-Social deveria ser efetuada até 14.09.2018 (PORTAL TRIBUTÁRIO, 2022, n.p.).
Segundo PontoTel esta declaração é utilizada para informar o fisco federal sobre as contribuições previdenciárias cobradas de terceiros. Além disso, serve como substituto do GFIP (Guia de Coleta de Informações Previdenciárias) e integra informações da EFD - Reinf e do e-Social. A declaração da DCTFWeb impacta dois setores da empresa, o tributário e o de recursos humanos (PONTOTEL, 2023).
A DCTFWeb refere-se a contribuições mensais para a segurança social. Nesse caso, a declaração deverá ser enviada até o 15º dia útil do mês seguinte subsequente ao da ocorrência dos fatos (PONTOTEL, 2023).
A Receita Federal alterou a regra relativa ao prazo de entrega da DCTFWeb. Conforme disposto no art. 10 da Instrução Normativa RFB nº 2.005, de 29 de janeiro de 2021, a DCTFWeb deverá ser apresentada mensalmente até o dia 15 do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores.
Pela regra antiga, na hipótese de o dia 15 cair em dia não útil, a entrega da declaração deveria ser antecipada para o dia útil imediatamente anterior.
A partir da publicação da Instrução Normativa RFB nº 2.162, de 4 de outubro de 2023, que alterou a IN RFB nº 2.005, de 2021, quando o dia 15 cair em dia não útil para fins fiscais, o prazo de entrega será postergado para o primeiro dia útil após o dia 15 (PONTOTEL, 2023).
De acordo com o Governo Federal, a transmissão da DCTFWeb pode ser feita na tela inicial do aplicativoou na tela de edição. Esta opção só está disponível para uma declaração em uma situação "em andamento". Subsequentemente, opção de transferência automática do DCTFWeb após o fechamento do e-Social. Geralmente, os contribuintes não precisam editar suas declarações, a menos que se forem necessários, créditos suspensos ou ajustes adicionais. Dessa forma, eles poderão acessar diretamente a Tela inicial (BRASIL, 2023).
Conforme o Manual de Instrução da DCTFWeb, não é possível emitir DARF abaixo do valor mínimo Determinado pela legislação vigente. O valor atualmente é de R$ 10,00 (dez reais). Ao tentar emitir um DARF abaixo do valor permitido, a aplicação retorna uma mensagem notificando que a operação não pode ser executada.
De acordo com o Manual de Instrução da DCTFWeb, as retificadoras devem ser preparadas de acordo com os padrões estabelecidos à declaração original. Na retificadora não deve conter apenas informações corrigida, mas todos os outros dados informados na declaração original. A apresentação da declaração de retificação não depende de autorização administrativa, da mesma natureza da declaração anterior presente, substituindo-o completamente. Usado para declarar novas dívidas, aumentar ou diminuir um valor de imposto notificado ou fazer alterações nos créditos (BRASIL, 2023).
No período de apuração em que não houver fatos geradores a declarar, a DCTFWeb deve ser gerada com o indicativo “sem movimento”, a partir do preenchimento e transmissão dos eventos periódicos de fechamento das escriturações digitais (BRASIL 2023).
Figura 6 - DCTFWeb sem movimento
Fonte: Manual DCTFWeb, 2023.
De acordo com o Manual DCTFWeb (BRASIL, 2023), uma vez transmitida a declaração sem atraso, o aplicativo gerará automaticamente, além do comprovante de entrega, o comunicado de liberação de multa e o DARF correspondente. O valor da multa é de 2 % (dois por cento) ao mês-calendário ou fração das contribuições informadas na rede DCTF, ainda que integralmente paga, tem limite de 20 % (vinte por cento) sobre esse montante.
Para a aplicação do MAED o primeiro prazo é o dia seguinte ao termo do prazo originalmente fixado para entrega da declaração. Como termo final, a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração.
11 REFERENCIAL TEÓRICO
Para a execução do TCC proposto, foram consultados:
· AZEVEDO, Osmar Reis; MARIANO, Paulo Antônio. SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, 2009.
· AZEVEDO, Osmar Reis; MARIANO, Paulo Antônio. SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, 2. Ed. 2010.
· RECEITA FEDERAL. SPED – SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL. EFD-Reinf: Manual de Orientação do Usuário.
· MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Portal da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica. O que é o Sped?
· MINISTÉRIO DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS. Do Eletrônico ao Digital.
· PLANALTO DO BRASIL. Lei nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007. Institui o Sistema Público de Escrituração Digital- SPED.
· PORTAL TRIBUTÁRIO. EFD-CONTRIBUIÇÕES
· RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Ministério da Fazenda. Receita Federal atualiza regras sobre a DCTFWeb.
· RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Sistema Público de Escrituração Digital. EFD, ICMS, IPI.
· RECEITA FEDERAL. EFD Contribuições.
· RECEITA FEDERAL. Sistema Público de Escrituração Digital. Benefícios SPED Contribuições.
· RECEITA FEDERAL. Sistema Público de Escrituração Digital. EFD-Reinf.
· RECEITA FEDERAL. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: EFD ICMS IPI
· RECEITA FEDERAL. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: EFD Contribuições.
· RECEITA FEDERAL. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: ECD.
· RECEITA FEDERAL. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: ECF.
· RECEITA FEDERAL. SPED – Sistema Público De Escrituração Digital.
· CANHA, C. C. De S. Auditoria Tributária: Estudo Aplicado ao Processo de Cruzamentos de dados do SPED.
· CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. SPED Sistema Público de Escrituração Digital.
· CMT TECNOLOGIA. SPED CONTRIBUIÇÕES
· CONTADORES, Domingues e Pinho. EFD-Reinf 2023: atenção às mudanças com a série de eventos R-4000: Retenções mensais a partir da competência jan/2024.
· CRC - Conselho Regional de Contabilidade. O que é ECD?
· CRCSC - CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA (Santa Catarina). Os dez erros mais frequentes na EFD Contribuições.
· FERNANDES, Fátima; ROLLI, Claudia. “Supercomputador” da Receita vai caçar sonegador.
· FISCAL, Gsf. Como funciona o SPED contábil e como deve ser feito.
· FLAUBI. EFD Contribuições: e-auditoria. e-Auditoria.
· IOB. Está pronto para a transição da DIRF para a EFD-Reinf? Tire suas dúvidas!
· MARTINS, Kleber et al. Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): como as principais universidades da grande Florianópolis estão preparando os acadêmicos para a era digital da contabilidade?
· MIRANDA, Izabella. SPED publica nota orientativa 01/2023 v1.3 sobre EFD ICMS IPI.
· SECRETÁRIA DA FAZENDA. Sistema Público de Escrituração Digital. Escrituração Fiscal Digital - EFD.
· PEREIRA, Bruna Grazielle Torres Ferreira. IMPLANTAÇÃO EFICAZ DO SPED CONTÁBIL: Estudo de caso numa empresa de pequeno porte.
· PONTOTEL. Entenda tudo sobre a DCTFWeb e quem deve entregá-la
· PORTAL TRIBUTÁRIO. Guia Tributário Online: dctfweb. DCTFWEB.
· PRADO, M. Impactos e desafios com a nova obrigação acessória EFD REINF.
· SOUZA, Fagner Leandro de. As Mudanças Nas Organizações Contábeis Por Reflexo Do Sistema Público De Escrituração Digital – Sped.
12 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um levantamento bibliográfico revelou que o tema proposto é de suma relevância e tenta medir os efeitos positivos para o governo, como melhorar os controles e combater a sonegação sobre os impostos.
O SPED é uma revolução, caracterizada pela transição da contabilidade em papel, para a contabilidade digital, ajuda na batalha de sonegação fiscal, além de possibilitar a troca de informações entre os contribuintes, como outros benefícios.
Para controlar a evasão fiscal e outros abusos em relação ao cumprimento das obrigações tributárias, a administração tributária será facilitada para que as informações sejam transmitidas eletronicamente e por meio de sistema criado para esse fim, e não mais manualmente, como de costume. Isso acontece na maioria dos casos hoje em dia.
O objetivo do estudo foi alcançado e os resultados obtidos, no estudo mostraram que o início da implantação do sistema não trouxe benefícios significativos aos participantes do estudo. Acontece que os contribuintes não podiam ter resultados satisfatórios na redução do tempo de preparação de uma fatura, maior flexibilidade e produtividade na hora de receber mercadorias e fazer compras menores de papel (incluindo formulários).
Foram encontradas algumas dificuldades específicas na integração de sistemas na entrega do SPED, como:
Compatibilidade de formatos: Os sistemas internos da empresa podem utilizar formatos de dados diferentes daqueles exigidos pelo SPED. Portanto, é necessário realizar a tradução e a aceitação para garantir a compatibilidade e a geração correta dos arquivos digitais.
Padronização de processos: A integração de sistemas requer a padronização dos processos internos da empresa, a fim de garantir a consistência e a precisão das informações fornecidas ao SPED. Isso pode envolver uma revisão e manutenção dos fluxos de trabalho existentes.
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Osmar Reis; MARIANO, Paulo Antônio. SPED – Sistema Público de Escrituração Digital. São Paulo: IOB, 2009.
AZEVEDO, Osmar Reis; MARIANO, Paulo Antônio. SPED- Sistema Público de Escrituração Digital. 2. ed. São Paulo: IOB, 2010.
BRASIL, RECEITA FEDERAL. SPED – SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL. EFD-Reinf: Manual de Orientação do Usuário. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/estatico/28/40FAAC1C636CC110D4C12D2790B43C641C6BCA/Manual%20da%20EFD-Reinf%20vers%c3%a3o%202.1.2.1.pdf. Acesso em: 30 set. 2023.
BRASIL. MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Portal da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica. O que é o Sped?2017. Atualizado em 25/07/2022. Disponível em: https://www.gov.br/nfse/pt-br/conheca/o-que-e-sped. Acesso em: 23 maio 2023.
BRASIL. MINISTÉRIO DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS. Do Eletrônico ao Digital. 2019. Atualizado em 27/03/2023. Disponível em: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/estrategia-de-governanca-digital/do-eletronico-ao-digital. Acesso em: 16 maio 2023.
BRASIL. Planalto do. Lei nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007. Institui o Sistema Público de Escrituração Digital- SPED. 2007b. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6022.htm. Acesso em: 24 de abril de 2022.
BRASIL. PORTAL TRIBUTÁRIO. EFD-CONTRIBUIÇÕES. Disponível em: https://www.portaltributario.com.br/noticias/efd-contribuicoes-nova-regulamentacao.htm. Acesso em: 26 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Ministério da Fazenda. Receita Federal atualiza regras sobre a DCTFWeb. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/receita-federal-atualiza-regras-sobre-a-dctfweb. Acesso em: 21 maio 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. EFD, ICMS, IPI. 2023. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/523. Acesso em: 21 maio 2023.
BRASIL. Receita Federal. EFD Contribuições. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/284#:~:text=A%20periodicidade%20de%20apresenta%C3%A7%C3%A3o%20do,ao%20de%20refer%C3%AAncia%20da%20escritura%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 15 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. Perguntas e Respostas EFD-Contribuições. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/estatico/08/9A74C350BDFA9C627C5C88FB41E163B696D5E1/Perguntas%20e%20Respostas%20EFD%20Contribui%C3%A7%C3%B5es.pdf. Acesso em: 15 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. Benefícios SPED Contribuições. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/965#:~:text=Disponibilidade%20de%20c%C3%B3pias%20aut%C3%AAnticas%20e,redu%C3%A7%C3%A3o%20do%20consumo%20de%20papel. Acesso em: 19 maio 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. EFD-Reinf. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/1494. Acesso em: 28 out. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: EFD ICMS IPI. 2022. Disponível em: https://www.offidocs.com/loleaflet/dist/loleaflet.html?service=owncloudservice10&file_path=file:///var/www/html/weboffice/mydata/rfdrwrvryj/NewDocuments/3324042291972641769682977750.xlsx&username=rfdrwrvryj&ext=no. Acesso em: 15 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: EFD Contribuições. 2022. Disponível em: https://www.offidocs.com/loleaflet/dist/loleaflet.html?service=owncloudservice10&file_path=file:///var/www/html/weboffice/mydata/rfdrwrvryj/NewDocuments/2024172288846373213389642550.xlsx&username=rfdrwrvryj&ext=no. Acesso em: 15 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: ECD. 2022. Disponível em: https://www.offidocs.com/loleaflet/dist/loleaflet.html?service=owncloudservice10&file_path=file:///var/www/html/weboffice/mydata/rfdrwrvryj/NewDocuments/1326831271551954193380334073.xlsx&username=rfdrwrvryj&ext=no. Acesso em: 15 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. Sistema Público de Escrituração Digital. Estatística SPED: ECF. 2022. Disponível em: https://www.offidocs.com/loleaflet/dist/loleaflet.html?service=owncloudservice10&file_path=file:///var/www/html/weboffice/mydata/rfdrwrvryj/NewDocuments/1498161393766039731477882120.xls&username=rfdrwrvryj&ext=no. Acesso em: 15 set. 2023.
BRASIL. Receita Federal. SPED – Sistema Público De Escrituração Digital. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/. Acesso em: 07 out 2023.
CANHA, C. C. De S. Auditoria Tributária: Estudo Aplicado ao Processo de Cruzamentos de dados do SPED. Monografia apresentada para obtenção do grau de especialista em MBA – Auditoria Integral. Universidade Federal do Paraná, 2018. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/227289396.pdf. Acesso em: 14 de outubro de 2023.
CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. SPED Sistema Público de Escrituração Digital. 2023. Disponível em: https://cfc.org.br/tecnica/areas-de-interesse/sped. Acesso em: 21 maio 2023.
CMT TECNOLOGIA. SPED CONTRIBUIÇÕES: o que é e para quem se destina. Salvador, 2020. Disponível em: https://cmttecnologia.com.br/o-que-e-sped-contribuicoes/. Acesso em: 21 maio 2023.
CONTADORES, Domingues e Pinho. EFD-Reinf 2023: atenção às mudanças com a série de eventos R-4000: Retenções mensais a partir da competência jan/2024. 2023. Disponível em: https://www.dpc.com.br/efd-reinf-2023-mudancas-com-a-serie-de-eventos-r-4000/. Acesso em: 28 out. 2023.
CRC - Conselho Regional de Contabilidade. O que é ECD? 2017. Disponível em: https://www.crcsc.org.br/noticia/view/5979. Acesso em: 12 out. 2023.
CRCSC - CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA (Santa Catarina). Os dez erros mais frequentes na EFD Contribuições. Disponível em: https://www.crcsc.org.br/noticia/view/5963#:~:text=Os%20documentos%20fiscais%20representativos%20de,receitas)%20n%C3%A3o%20precisam%20ser%20escriturados. Acesso em: 21 maio 2023.
FERNANDES, Fátima; ROLLI, Claudia. “Supercomputador” da Receita vai caçar sonegador. Folha de São Paulo 16/10/2005. Disponível em Acessado em 07 out. 2023
FISCAL, GSF. Como funciona o SPED contábil e como deve ser feito. Disponível em: https://gsffiscal.com.br/sped-contabil/. Acesso em: 12 out. 2023.
FLAUBI. EFD Contribuições: e-auditoria. e-Auditoria. 2017. Disponível em: https://www.e-auditoria.com.br/os-10-erros-efd-contribuicoes/. Acesso em: 21 maio 2023.
IOB. Está pronto para a transição da DIRF para a EFD-Reinf? Tire suas dúvidas! Disponível em: https://noticias.iob.com.br/transicao-da-dirf-para-a-efd-reinf-tire-suas-duvidas]/. Acesso em: 26 set. 2023.
MARTINS, Kleber et al. Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): como as principais universidades da grande Florianópolis estão preparando os acadêmicos para a era digital da contabilidade? Elocução. Revista Científica da FAEX. Ed. 10, 2016.
MIRANDA, Izabella. SPED publica nota orientativa 01/2023 v1.3 sobre EFD ICMS IPI. 2023. Disponível em: https://www.contabeis.com.br/noticias/57131/sped-publica-nota-orientativa-sobre-icms-monofasico/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification. Acesso em: 23 maio 2023.
PARANÁ. SECRETÁRIA DA FAZENDA. Sistema Público de Escrituração Digital. Escrituração Fiscal Digital - EFD. Disponível em: https://sped.fazenda.pr.gov.br/EFD/Pagina/Escrituracao-Fiscal-Digital-EFD. Acesso em: 12 out. 2023.
PEREIRA, Bruna Grazielle Torres Ferreira. IMPLANTAÇÃO EFICAZ DO SPED CONTÁBIL: Estudo de caso numa empresa de pequeno porte. 2017. 46 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciências Contábeis, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2017. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/32246/1/TCC%20-%20Bruna%2031-10-17.pdf. Acesso em: 21 maio 2023.
PONTOTEL. Entenda tudo sobre a DCTFWeb e quem deve entregá-la. 2023. Disponível em: https://www.pontotel.com.br/dctfweb/#:~:text=Essa%20declara%C3%A7%C3%A3o%20serve%20para%20informar,EFD%20%E2%80%93%20Reinf%20e%20do%20eSocial. 2023. Acesso em: 21 maio 2023.
PORTAL TRIBUTÁRIO. Guia Tributário Online: dctfweb. DCTFWEB. 2018. Disponível em: https://www.portaltributario.com.br/guia/dctf-web.htm#:~:text=DCTFWEB&text=A%20partir%20de%20agosto%2F2018,ser%20efetuada%20at%C3%A9%2014.09.2018. 2022. Acesso em: 21 maio 2023.
PRADO, M. Impactos e desafios com a nova obrigação acessória EFD REINF. In: JUS.com.br. [S. l.], jun. 2019. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/74869/impactos-e-desafios-com-anova-obrigacaoacessoria-EFD-REINF. Acesso em: 07 out. 2023.
SOUZA, Fagner Leandro de. As Mudanças Nas Organizações Contábeis Por Reflexo Do Sistema Público De Escrituração Digital – Sped. 2013. 84 páginas. Trabalho de graduação em Ciências Contábeis - Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC, Criciúma, 2013. Disponível em: http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/1823/5/Fagner%20Leandro%20de%20Souza.pdf.Acesso em: 07 de out 2023.
image2.png
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.jpeg
image9.png
image10.png
image1.png9.3 Como deve ser transmitida 37
9.3.1 Geração do código de acesso para a EFD-REINF 38
9.3.2. Procuração eletrônica 38
9.4 Marco inicial da implementação da EFD-REINF 38
9.5 Transmissão dos arquivos: Sequência Lógica 38
9.6 Comprovante de entrega 39
9.7 Eventos de tabela 40
9.7.1 R-1000 – Informações do contribuinte 41
9.7.2 R-1050 – Tabela de entidades ligadas 42
9.7.3 R-1070 – Tabela de processos Administrativos/Judiciais 42
9.8 Eventos das séries R-2000 e R-3000 42
9.8.1 R-2010 – Retenção de contribuição previdenciária - Serviços tomados 42
9.8.2 R-2020 - Retenção de contribuição previdenciária - Serviços prestados 43
9.8.3 R-2030 – Recursos recebidos por Associação Desportiva 43
9.8.4 R-2040 – Recursos repassados para Associação Desportiva 43
9.8.5 R-2060 – Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta – CPRB 43
9.8.6 R-2099 – Fechamento dos eventos da série R-2000 43
9.8.7 R-3010 – Receita de espetáculos desportivos 44
9.9 Eventos da série R-4000 44
9.10 Independência dos eventos da série R-2000 e R-4000 44
9.10.1 R-4010 – Pagamentos/créditos a beneficiário Pessoa Física 45
9.10.2 R-4020 – Pagamentos/créditos a beneficiário Pessoa Jurídica 45
9.10.3 R-4040 – Pagamentos/créditos a beneficiários não identificados 46
9.10.4 R-4080 – Retenção no recebimento 46
9.10.5 R-4099 - Fechamento/reabertura dos eventos da série R-4000 46
9.11 Mudanças na EFD-REINF a partir de setembro de 2023 47
9.12 EFD-REINF 2023 - alterações com a série de eventos R-4000 47
9.13 Impactos e desafios com o surgimento da EFD-REINF 50
10 DCTFWEB 50
11 REFERENCIAL TEÓRICO 53
12 CONSIDERAÇÕES FINAIS 55
REFERÊNCIAS 56
1 INTRODUÇÃO
Em face ao cenário atual, esse TCC terá como tema central o SPED Contribuições e a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf), apresentando alguns pontos que foram destacados e atualizados em 2023.
O SPED Contribuições é uma das obrigações fiscais mais complexas e de suma importância, que as empresas brasileiras devem cumprir, na qual visa simplificar e agilizar o cumprimento das obrigações fiscais. Aplicando conceitos complexos, o SPED Contribuições é um dos módulos do SPED, que moderniza a forma como as empresas reportam suas obrigações fiscais e contábeis aos órgãos públicos.
O Brasil possui um código tributário abrangente com muitas regras, obrigações e diferentes alíquotas para cada setor. Isso pode dificultar o entendimento e o cumprimento de todas as exigências fiscais para as empresas, especialmente em relação ao SPED Contribuições, que requer muitas informações descritas e atualizadas.
No campo tributário, o SPED Contribuições é muito importante, visto que é responsável por automatização do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), que são tributos obrigatórios no Brasil.
A Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais, conhecida como EFD-Reinf, é um módulo do SPED. Ela é uma obrigação acessória que as empresas devem cumprir para informar à Receita Federal do Brasil sobre retenções de tributos e outras informações fiscais relacionadas à folha de pagamento e à prestação de serviços. A EFD-Reinf tem o objetivo de aprimorar o controle fiscal, simplificar a entrega de informações e reduzir a sonegação de impostos. Entre as informações que devem ser fornecidas estão: Retenções na fonte, como Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS/PASEP e COFINS.
Desta forma é importante que as empresas tenham especialistas habilitados que garantam a correta implementação do SPED Contribuições e da EFD-Reinf com a execução eficiente e segura das obrigações fiscais digitais, que tem por objetivo aumentar a transparência e a eficiência na arrecadação de tributos, além de evitar erros e fraudes relacionadas às informações fiscais.
2 SPED: SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL
De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC, 2023), o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é uma solução tecnológica que torna oficial os arquivos digitais das escriturações contábil e fiscal em um formato único e padronizado. Foi fundado em 2007 como parte de um programa de aceleração do crescimento para modernizar o relacionamento entre a Receita Federal e os contribuintes.
2.1 Definição
O Conselho Federal de Contabilidade, expõe que o SPED é um software disponibilizado a todas as empresas pela Receita Federal, com o objetivo de recolher informação fiscal e contabilística (com base na contabilidade digital mantida nas denominações e informação previdenciária, bem como fiscal, comercial e informações contábeis geradas por itens contábeis e livros), além das Demonstrações Contábeis. “O contribuinte poderá validar esses arquivos, assinar digitalmente, visualizar seu conteúdo e transmitir eletronicamente seus dados para os órgãos de registro e para os fiscos das diversas esferas” (CFC, 2023).
O Decreto nº 6.022, emitido em 22 de janeiro de 2007 (BRASIL, 2007), determina que o propósito do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é uniformizar as obrigações tributárias, sendo concebido como parte integrante do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC). Isso representa um avanço na informatização da interação entre o fisco e o contribuinte.
Após a promulgação da legislação, o Governo iniciou o planejamento e a estruturação do SPED, incorporando ajustes frequentes na legislação e investindo em ferramentas de supervisão e sistemas de última geração, visando a viabilidade e a implementação do SPED em âmbito nacional (SOUZA, 2013).
A implantação do SPED atende, por meio de seus módulos, às exigências do Governo nas esferas Federal, Estadual e Municipal, ao possibilitar a integração, padronização e aprimoramento do armazenamento (por meio de arquivos eletrônicos) e da qualidade das informações (RECEITA FEDERAL, 2007).
Conforme a Receita Federal (2022), os principais objetivos do SPED incluem: fomentar a integração dos fiscos por meio da padronização e compartilhamento das informações contábeis e fiscais, dentro dos limites legais; racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes, por meio do estabelecimento de uma transmissão única de distintas obrigações acessórias de diferentes órgãos de fiscalização; acelerar a identificação de possíveis irregularidades e evasões fiscais, com aprimoramento do controle dos processos, acesso rápido às informações e uma fiscalização mais eficaz por meio da análise cruzada de dados e auditoria eletrônica.
Segundo Azevedo e Mariano (2009, p. 37), "nesse projeto, mais do que uma mudança na maneira de cumprir as obrigações, há uma transformação na 'cultura' do 'papel', arraigada em nossa sociedade, pela adoção de arquivos digitais". Essa abordagem altera fundamentalmente o processo de fiscalização, tornando a tecnologia uma ferramenta essencial para o fisco.
A entrega dos arquivos em formato digital passa a exigir, como contrapartida, a assinatura também digital, o que implica na utilização do certificado digital, equivalente a uma assinatura eletrônica (substituindo a assinatura manuscrita), tornando-se um requisito para a entrega de documentos eletrônicos e assegurando sua validade jurídica digital (BRASIL, 2022).
Essa uniformização proporciona ao contribuinte uma simplificação das obrigações acessórias, facilitando e racionalizando o fornecimento de informações, embora não isente, mas reduza o número de obrigações a serem apresentadas, uma vez que estas incluirão as mesmas ou até um conjunto mais abrangente de informações quando comparadas às já fornecidas (AZEVEDO E MARIANO, 2010).
2.2 Subprojetos do SPED
O SPED é composto pelos seguintes subprojetos:
Figura 1 - Subprojetos
Fonte: Elaborado por Olívia Rocha 2023.
2.2.1 EFD – Escrituração Fiscal Digital
De acordo com Secretária da Fazenda (PARANÁ, 2023), a EscrituraçãoFiscal Digital - EFD é um arquivo digital, que se constitui de um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das unidades federadas e da Receita Federal, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte. Este arquivo deverá ser assinado digitalmente e transmitido, via Internet, ao ambiente SPED. A partir de sua base de dados, a empresa deverá gerar um arquivo digital de acordo com leiaute estabelecido em Ato COTEPE, informando todos os documentos fiscais e outras informações de interesse dos fiscos federal e estadual, referentes ao período de apuração dos impostos ICMS e IPI. Este arquivo deverá ser submetido à importação e validação pelo Programa Validador e Assinador (PVA) fornecido pelo SPED.
2.2.2 ECD – Escrituração Contábil Digital
Instituída para fins fiscais e previdenciários, a ECD é parte integrante do Sistema Público de Escrituração Digital e surgiu para substituir a escrituração que antes era realizada em papel. Para a versão digital, compreende a transmissão dos livros: Livro Diário, Livro Razão, Livro Balancetes Diários, Balanços e Fichas de Lançamento Comprobatórias dos Assentamentos, neles transcritos (CRC, 2017).
O objetivo da Escrituração Digital é modernizar e agilizar o processo contábil, promovendo a padronização e automatização da escrituração, bem como facilitar o acesso às informações contábeis pelas autoridades fiscais e demais partes interessadas (BRASIL, 2022).
2.2.3 ECF – Escrituração Contábil Fiscal
Em conformidade ao Ministério da Economia (BRASIL, 2022) a Escrituração Contábil Fiscal (ECF), substituiu a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) a partir do ano-calendário de 2014.
A ECF deve ser entregue até o último dia útil do mês de julho do ano seguinte ao período de escrituração, por meio do ambiente do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Como resultado, a DIPJ foi extinta a partir do ano-calendário 2014, tornando a ECF o novo meio de cumprir as obrigações fiscais e a ingestão alimentar das pessoas jurídicas.
2.2.4 NF-e – Nota Fiscal Eletrônica
De acordo com o Ministério da Economia (BRASIL, 2022), o Projeto Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é uma iniciativa conjunta das Secretarias de Fazenda dos Estados e da Receita Federal do Brasil, com o objetivo de modernizar e informatizar o processo de emissão de notas fiscais. É um documento digital que formaliza a venda de produtos, no ambiente físico e digital.
2.2.5 NFS-e – Nota Fiscal de Serviços Eletrônica
A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) é um documento digital que é gerado e armazenado eletronicamente em um ambiente nacional, podendo ser realizado pela Receita Federal do Brasil, pela Prefeitura ou por outra entidade conveniada, com o propósito de documentar as operações de prestação de serviços (BRASIL, 2022).
Conforme o Ministério da Economia (BRASIL, 2022), o Projeto Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) está em desenvolvimento de forma colaborativa pela Receita Federal do Brasil (RFB), Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (ABRASF) e Confederação Nacional de Municípios (CNM), seguindo o Protocolo de Cooperação ENAT nº 11, de 2015.
2.2.6 NFC-e – Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica
Em conformidade com o Ministério da Economia (BRASIL, 2022), a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) é um documento exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o objetivo de registrar as transações comerciais de venda realizadas presencialmente ou para entrega em domicílio a consumidores finais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, dentro do território nacional e sem geração de crédito de ICMS para o comprador.
A NFC-e substitui a antiga nota fiscal de venda ao consumidor e o cupom fiscal emitido pelo equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF). Portanto, ela é utilizada nas operações de venda direta ao consumidor final (BRASIL, 2022).
2.2.7 CT-e – Conhecimento de Transporte Eletrônico
De acordo com o Ministério da Economia (BRASIL, 2022), o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) é um tipo de documento fiscal eletrônico que substitui diversos documentos fiscais relacionados ao transporte de cargas. Ele é utilizado como substituto para os seguintes documentos fiscais: Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (modelo 8), Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas (modelo 9), Conhecimento de Transporte Aéreo (modelo 10), Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas (modelo 11), Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas (modelo 27) e Nota Fiscal de Serviço de Transporte (modelo 7) quando utilizada para transporte de cargas.
Organizações que contribuíram para o desenvolvimento do projeto SPED estão listadas no quadro abaixo:
Quadro 1- Entidades participantes da elaboração do SPED
SIGLA
ENTIDADE
ANTT
Agência Nacional de Transportes Terrestres
ABRSCA
Associação Brasileira das Companhias Abertas
ABRASF
Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais
ABECS
Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços
ABBC
Associação Brasileira de Bancos
AMBIMA
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais
ANFAVEA
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
CFC
Conselho Federal de Contabilidades
CNM
Confederação Nacional de Municípios
CRC
Conselho Regional de Contabilidade
FEBRABAN
Federação Brasileira de Bancos
FENACON
Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas
RFB
Receita Federal do Brasil
JUCEMG
Junta Comercial do Estado de Minas Gerais
3 TIPOS DE SPED
De acordo com a Receita Federal do Brasil (BRASIL, 2017), existem três tipos de SPED:
Quadro 2 - Tipos de SPED
1- SPED ICMS/IPI - Escrituração Fiscal Digital (EFD);
2- SPED Contábil - Escrituração Contábil Digital (ECD).
3- SPED Contribuições - Escrituração Fiscal Digital (EFD);
3.1 SPED, ICMS e IPI – após ajuste Sinief nº 2
Após o ajuste Sinief nº 2, de três de abril de 2009, que faz parte do projeto nacional do SPED, elaborado exclusivamente em formato digital, o documento é de responsabilidade dos contribuintes do ICMS e do IPI, tem como objetivo fornecer todas as informações necessárias à apuração desses impostos, além de outras informações relevantes para os fiscos estaduais e a Secretaria da Receita Federal do Brasil. Para garantir a eficiência do processo, o arquivo EFD ICMS/IPI deve ser transmitido até o 20º dia do mês subsequente, mesmo que não seja um dia útil (BRASIL, 2017).
De acordo com Miranda (CONTÁBEIS, 2023), a Receita Federal publicou a nota Orientadora 01/2023 v. 1.3 – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Monofásico - Setor de Combustíveis no portal do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) na última quinta-feira 18 de maio de 2023. Esta nota indica a contabilização das operações com ICMS monofásico com base nos novos Códigos de Condição Tributária (CSTs) criados pelo ajuste Sinief 01/2023.
Miranda (CONTÁBEIS, 2023), aponta que com a publicação da Nota Tecnológica (NT) 2.023.001 sobre a Nota Fiscal Eletrônica (NFe) e a Nota Fiscal Eletrônica do Consumidor (NFC-e) por meio da adoção das CSTs 02, 15, 53 e 61, a contabilização das operações segue as formações dadas somados a outros publicados no Guia Prático da Escrituração Fiscal Digital (EFD) ICMS Sobre Produtos Industrializados (IPI).
O Subscriber Verification Program (PVA) está disponível com regras atualizadas em maio/2023 (MIRANDA, 2023).
A contabilidade digital do ICMS IPI é obrigatória para todos os contribuintes de ICMS ou IPI. Dependendo do estado, podem ser isentos da exigência desde que aprovados pelo fisco federal (MIRANDA, 2023).
3.2 SPED Contribuições – após Lei nº 12.546/2011
Para a CMT Tecnologia (2020), desde a Lei nº 12.546/2011, a EFD-Contribuições passou a incluir também a contabilização digital das contribuiçõesprevidenciárias sobre a receita bruta das atividades comerciais, de serviços e industriais vinculadas à CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), bem como de suas atividades, serviços e produtos.
De acordo com a CMT Tecnologia (2020), a entrega da EFD-Contribuições deve ser feita mensalmente de forma digital. A não entrega ou a entrega com erros ou omissões pode resultar em multas para as empresas. É importante ressaltar que o arquivo de contribuição do SPED deve ser verificado e assinado digitalmente todos os meses. Esta assinatura deverá ser feita pelo representante legal da pessoa jurídica ou pessoa com procuração para este fim.
3.3 SPED Contábil
O SPED contábil obriga a transmissão de dados, que antes eram enviados em papel, no modelo digital para a Receita Federal. Esse sistema contábil trata do envio de balancetes, balanços, fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos, livro diário e livro razão, tudo de forma eletrônica. Ou seja, é uma solução tecnológica, responsável por padronizar os arquivos digitais dentro de um formato específico. (GSF FISCAL, 2023)
De acordo com a Receita Federal (BRASIL, 2023), a Escrituração Contábil Digital (ECD) é parte integrante do projeto SPED que visa substituir a escrituração em papel pela escrituração transmitida por arquivo, ou seja, corresponde às obrigações transmitidas em versões digitais.
Segundo Martins et al. (2016), o objetivo da ECD é sobrepor por arquivos digitais, os seguintes livros:
Quadro 3 - Tipos de Livros
I - Livro diário e seus eventuais auxiliares;
II - O livro razão e seus auxiliares se houver;
III - Livro de Balanço Diário, relatórios e fichas cadastrais que justifiquem as normas nele transcritas. Parte superior do formulário
4 SPED CONTRIBUIÇÕES
Com a promulgação da Lei nº 12.546/2011 (BRASIL, 2011), a EFD-Contribuições também passou a contemplar a escrituração digital da receita bruta previdenciária incidente sobre as empresas comerciais, de serviços e industriais, com NCM nelas relacionados. Os arquivos declaratórios sobre o lucro bruto contábil são enviados mensalmente pelas pessoas jurídicas em função da apuração das referidas contribuições sociais. Por ser a base de uma série de cruzamentos, é fundamental que as informações prestadas à EFD Contribuições estejam corretas.
De acordo com a Receita Federal do Brasil (BRASIL, 2017), as empresas de direito privado são utilizadas na escrituração das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS em regimes de cálculo não cumulativo e/ou cumulativo com base na arrecadação de documentos e operações representativas dos rendimentos auferidos, e o custo de geração não cumulativos de créditos, taxas e aquisições.
De acordo com a CMT Tecnologia (2020), a empresa deverá gerar a partir de seu banco de dados um arquivo digital que obedeça ao layout estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, informando todos os documentos fiscais e demais operações e com incidência na área de contribuições sociais e tributárias.
A CMT Tecnologia (2020), informa que os créditos não cumulativos e as contribuições previdenciárias sobre o lucro bruto, referem-se a cada período de apuração das respectivas contribuições. Este arquivo deve ser importado e verificado pelo programa verificador e assinante (EFD-Contribuições PVA) disponível nas páginas do SPED e Receita Federal do Brasil.
Para a CMT Tecnologia (2020), um pré-requisito para a instalação do PVA EFD-Contribuições é a de uma máquina virtual Java. Após importar ou criar a escrituração da empresa, é possível visualizá-la com o próprio Programa Validador, com opção de busca por registros ou relatórios do sistema. Outras funções do programa são: gravação, alterações, assinatura digital EFD-Contribuições, transferência e exclusão de arquivos, backup e recuperação.
Figura 2 - Campos do SPED Contribuições
Figura 2 – Campos do SPED Contribuições
Fonte: Programa SPED Contribuições 2023
O Conselho Regional de Contabilidade (CRC, 2023), afirma que a Instrução Normativa RFB nº 1 252/2012 dispensa a obrigatoriedade de apresentação das Contribuições EFD no caso de pessoa jurídica sujeita ao Imposto de Renda com base no lucro real ou previsto referente aos meses correspondentes do ano-calendário em que não auferiu ou auferiu receita líquida pela comercialização de bens e serviços ou de qualquer outra natureza, contributiva ou não contributiva, isenta ou não isenta, suspensa ou alíquota zero, ou quando não realizou ou realizou operações sujeitas à apuração de créditos não cumulativos, inclusive relativos a operações de importação.
Quadro 4 - Empresas dispensadas da entrega
- Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) enquadradas no Simples Nacional;
- Órgãos Públicos;
- Autarquias e as Fundações Públicas;
- Consórcios de Empregadores;
- Condomínios;
- Consórcios e Grupos de Sociedades, constituídos na forma dos arts. 265, 278 e 279 a Lei nº 6.404,
O SPED Contribuições será transmitido mensalmente ao SPED até o 10º (décimo) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao que se refira à escrituração, inclusive nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial.
O prazo para entrega do SPED Contribuições será encerrado às 23h59min59s (vinte e três horas, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário de Brasília, do dia fixado para entrega da escrituração (BRASIL, 2023).
A Receita Federal (BRASIL, 2023), informa que o SPED Contribuições pode ser retificado em até 5 anos, sendo contados do primeiro dia do exercício seguinte ao da escrituração a ser substituída por meio da transmissão de novo arquivo digital validado e assinado. A pessoa jurídica poderá corrigir o documento original de contribuição da EFD sem penalidade no prazo de 5 (cinco) anos, desta forma podem ser adicionados, excluídos, alterados os documentos, operações constantes na escrituração fiscal ou ainda para realizar alteração nos registros de créditos, contribuições e outros valores apurados. A retificação regular de uma escrituração não enseja a aplicação de multa específica em relação ao ato de retificar.
Poderão assinar e transmitir a EFD-Contribuições, com certificado digital válido no âmbito da ICP-Brasil: O e-PJ ou e-CNPJ que contenha a mesma base do CNPJ (8 primeiros caracteres) do estabelecimento, ou representante legal da empresa ou procurador constituído nos termos da Instrução Normativa RFB nº 944, de 2009, com procuração eletrônica cadastrada no site da RFB (BRASIL, 2023).Figura 3 - Assinatura SPED Contribuições
Fonte: Programa SPED Contribuições 2023
Em conformidade com Conselho Regional de Contabilidade (CRC, 2023), o programa gerador permitirá:
Quadro 5 - Permissões do Programa Gerador
- Importe o arquivo de layout definido pela RFB;
- Crie uma escrituração inserindo os dados completamente;
- Verificar o conteúdo contábil e sinalizar erros e avisos;
- Editar inserindo registros criados ou importados;
- Emissão de demonstrações financeiras;
- Geração de arquivo digital para assinatura e transferência para o SPED;
- Assine o arquivo gerado com um certificado digital;
- Envie o arquivo para o SPED.
De acordo com a Receita Federal (Brasil, 2023), para cada dia de atraso é calculado multa equivalente a 0,02% (dois centésimos por cento) da receita total da pessoa jurídica durante o período de inscrição, observado o limite máximo de 1% (um por cento) da receita pelo descumprimento de a entrega dos registros e documentos correlatos no prazo estipulado.
5 BENEFÍCIOS DO SPED CONTRIBUIÇÕES
Conforme a Receita Federal (Brasil 2023), existem vários benefícios ao serem declarados de modo digital:
Quadro 6 - Benefícios do SPED Contribuições
Redução de custos ao eliminar a emissão e a guarda de documentos em papel;
Redução de custos com racionalização e simplificação de funções acessórias;
Uniformização das informações que a contribuinte presta às diversas unidades federadas;
Reduzir a participação involuntária em práticas fraudulentas;
Redução do tempo gastocom a presença de auditores fiscais junto ao contribuinte;
Simplificação e agilidade dos procedimentos sujeitos ao controlo da administração tributária (comércio exterior, regimes especiais e trânsito entre estados);
Acesso rápido às informações;
Aumento da produtividade do auditor ao eliminar etapas de coleta de arquivos;
Melhor qualidade da informação;
Possibilidade de cruzamento de dados contabilísticos e fiscais.
6 ERROS FREQUENTES DO SPED CONTRIBUIÇÕES:
De acordo com Flaubi (2017), a maioria das empresas ainda tem muitas dúvidas sobre a geração de Contribuições EFD. Os arquivos digitais do PIS /PASEP, COFINS e Contribuições Previdenciárias para a Contabilidade são enviados mensalmente pelas pessoas jurídicas sujeitas à apuração das referidas Contribuições Sociais. É importante que as informações fornecidas pela EFD Contribuições estejam corretas, pois é a base para uma série de cruzamentos.
Por isso, a equipe tributária da e-Auditoria reuniu as dúvidas mais frequentes sobre a restituição de impostos que induzem as empresas a cometer erros. O estudo é baseado em mais de 140.000 (Cento e quarenta mil) arquivos analisados mensalmente nos servidores da e-Auditoria, e você pode conferir a lista a seguir (FLAUBI, 2017).
6.1 Deixar de relatar receita financeira sobre depósitos na EFD
Segundo MANSUR, Carla apud Flaubi (2017, n.p.), especialista em tributos da e-Auditoria, as receitas financeiras devem ser informadas no cadastro. Trata-se de diretriz explícita do Guia Prático de Contribuições da EFD na qual estabelece que as demais operações, por sua natureza ou documentação, não possam ser registradas nos Blocos A (serviços sujeitos ao ISSQN) devem ser anunciadas no registro F100, C (mercadorias) e D (serviços sujeitos ao ICMS), especifica (FLAUBI, 2017).
Portanto, outras receitas auferidas devem ser relatadas em F100, independentemente de permanecer ou não sujeitas contribuições previdenciárias, bem como outras aquisições, despesas, custos e encargos que devem ser contabilizados para o direito ao crédito de contribuição, constando no período de apuração. Esta lista inclui receitas financeiras recebidas durante o período (FLAUBI, 2017).
6.2 Escrever documentos fiscais que não mencionem transações geradoras de crédito
De acordo com Flaubi (2017), em conformidade com a Receita Federal do Brasil, somente os documentos referentes às operações geradoras de crédito devem ser registrados nas compras do período (CST 50 a 56, no caso de créditos básicos, CST 60 e acima a 66, no caso de créditos presumidos).
É preciso ficar atento, entretanto, se o documento fiscal tiver tanto itens sem direito à apropriação de crédito quanto itens com direito. Neste caso, a nota fiscal deverá ser informada em sua integralidade” (AMARAL apud FLAUBI, 2017, n.p.).
6.3 Escriturar documento fiscal que não se refere a uma operação geradora de receita
Sobre as notas fiscais de saída, a Receita Federal do Brasil orienta que só precisam ser relacionados os documentos fiscais referentes as receitas. Os documentos fiscais representativos de transferência de mercadorias e produtos entre estabelecimentos da pessoa jurídica, bem como outras operações que não se caracterizam transações comerciais (geradores de receitas) não precisam ser escriturados (FLAUBI, 2017).
6.4 Informar base de cálculo e alíquota de PIS e COFINS indevidamente
Mansur apud Flaubi (2017), esclarece que o campo Base de Cálculo e Alíquota de PIS e COFINS não são de preenchimento obrigatório e somente devem ser preenchidos para CST’s representativos de operação geradora de contribuição social ou de crédito.
6.5 Escriturar nos registros 1100 e 1500 os créditos de PIS e COFINS por saldos acumulados
A escrituração de PIS e COFINS por saldos acumulados nos Registros 1100 e 1500 está entre os erros mais recorrentes detectados pela equipe de especialistas fiscais da e-Auditoria. Os créditos apurados em períodos anteriores ao da escrituração e disponíveis, total ou parcialmente, para utilização atual, devem ser demonstrados mês a mês de sua apuração nos registros 1100 (PIS/PASEP) e 1500 (COFINS). Não se deve informar por saldo acumulado em determinada data (FLAUBI, 2017).
6.6 Escriturar notas fiscais canceladas
Segundo o especialista fiscal da e-Auditoria Machado apud Flaubi (2017), como não precisam ser informados os documentos fiscais que não se refiram a operações geradoras de receitas ou de créditos de PIS/PASEP e de COFINS, não é necessário escriturar as Notas fiscais canceladas.
6.7 Não informar os valores retidos na fonte
As retenções efetivamente sofridas pela Pessoa Jurídica no mês da escrituração, ou seja, quando a Pessoa Jurídica é a beneficiária da retenção, deverão ser informadas no Registro F600, sendo que o aproveitamento dos valores ali escriturados ocorrerá através do campo 06 (VL_RET_NC) ou campo 10 (VL_RET_CUM), retenção de natureza não cumulativa e cumulativa, respectivamente, do registro M200 (PIS) ou M600 (COFINS). E os registros 1300 (PIS) e 1700 (COFINS), devem ser utilizados para realizar o controle de eventuais saldos de retenção na fonte (FLAUBI, 2017).
6.8 Entregar a EFD Contribuições sem movimento
De acordo com Flaubi (2017) a Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 1.252/2012 dispensa a obrigatoriedade da apresentação da EFD-Contribuições no caso de pessoa jurídica sujeita à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real ou Presumido em relação aos correspondentes meses do ano-calendário, em que:
• Não tenha auferido ou recebido receita bruta da venda de bens e serviços, ou de outra natureza, sujeita ou não ao pagamento das contribuições, inclusive no caso de isenção, não incidência, suspensão ou alíquota zero (FLAUBI, 2017).
• Não tenha realizado ou praticado operações sujeitas a apuração de créditos da não cumulatividade do PIS/PASEP e da COFINS, inclusive referentes a operações de importação.
A dispensa de entrega da EFD-Contribuições acima referida não alcança o mês de dezembro do ano-calendário correspondente, devendo a pessoa jurídica, em relação a esse mês, proceder à entrega regular da escrituração digital, na qual deverá indicar os meses do ano-calendário em que não auferiu receitas e não realizou operações geradoras de crédito. Referida identificação dos meses dispensados da apresentação, na escrituração do mês de dezembro de cada ano-calendário, será efetuada no Registro 0120 (Identificação de Períodos Dispensados da Escrituração Digital), o qual será criado mediante a publicação de Ato Declaratório Executivo, atualizando o leiaute da EFD-Contribuições (AMARAL, apud FLAUBI, 2017, n.p.).
6.9 Não detalhar as receitas ou créditos por estabelecimentos
Segundo Machado et al. (2017), apesar da EFD-Contribuições ser gerada de forma centralizada pelo estabelecimento matriz, o Registro 0140 permite que sejam informados os diversos estabelecimentos da Pessoa Jurídica (no Brasil ou no exterior) em que tenham ocorrido operações geradoras de crédito ou aferimento de receitas.
Este registro é de preenchimento obrigatório para o estabelecimento matriz da pessoa jurídica e em relação aos demais estabelecimentos da pessoa jurídica, o registro deve ser preenchido apenas para os que tenham auferido receitas, sujeitas ou não à incidência de contribuição social, que tenham realizado operações geradoras de créditos ou que tenham sofrido retenções na fonte no período (MACHADO apud FLAUBI, 2017, n.p.).
6.10 Escriturar incorretamente o registro F200 para receita de aluguel
Segundo Mansur apud Flaubi (2017), o registro F200 deve ser preenchido apenas pela pessoa jurídica que auferiu receita da atividade imobiliária decorrente de aquisição de imóvel para venda, promoção de empreendimento de desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária ou construção de prédio destinado à venda.
Empresa que possui Receita de aluguel deve escriturar suas Receitas no Registro F100, onde serão escrituradas as operações representativas das demais receitas auferidas, com incidência ou não das contribuiçõessociais, bem como das demais aquisições, despesas, custos e encargos com direito à apuração de créditos das contribuições sociais, que devam constar na escrituração do período e que, em função de sua natureza ou documentação, não sejam passíveis de serem escrituradas nos Blocos A, C e D (MANSUR apud FLAUBI, 2017, n.p.).
7 LEVANTAMENTO DE DADOS DO SPED
De acordo com o Planalto do Brasil (BRASIL, 2007), com a nova redação do art. 12 da Lei nº 8.218, de 1991, a inobservância do disposto no artigo precedente acarretará a imposição das seguintes penalidades:
Atraso no envio do SPED: Multa de 0,2% (dois décimos por cento) do valor da receita bruta correspondente ao período analisado. Esse valor é cobrado por cada dia de atraso e não pode ultrapassar 1% (um por cento) da renda bruta no período.
Divergência de dados: Multa de 5% (cinco por cento) do valor total da operação. O limite máximo dessa multa SPED contribuições é de 1% (um por cento) da receita bruta no período da escrituração.
Erros no envio: Multa de 0,5% (cinco décimos por cento) sobre o valor da receita bruta do período correspondente para todos que não atenderem às especificações quanto ao envio do SPED.
Os erros ou omissão de informações são os que geram maior valor de multa, já a perda do dia de envio causa multa por dia de atraso.
Gráfico 1 - EFD Contribuições entregues
Fonte: Receita Federal – Estatísticas do SPED, 2022.
Gráfico 2 - EFD ICMS IP entregues
Fonte: Receita Federal – Estatísticas do SPED, 2022.
Gráfico 3 - ECD entregues
Fonte: Receita Federal – Estatísticas do SPED, 2022
Tabela 1 - ECF Ativas na base SPED por ano de escrituração
Ano
Forma de Tributação
Total
Ano
Forma de Tributação
Total
2014
LUCRO REAL
112.888
2015
LUCRO REAL
121.595
2014
LUCRO REAL/ARBITRADO
11
2015
LUCRO REAL/ARBITRADO
11
2014
LUCRO RESUMIDO/REAL
16
2015
LUCRO PRESUMIDO/REAL
22
2014
LUCRO PRESUMIDO
934.327
2015
LUCRO PRESUMIDO
817.335
2014
LUCRO ARBITRADO
738
2015
LUCRO ARBITRADO
694
2014
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
50
2015
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
34
2014
IMUNE DO IRPJ
23.442
2015
IMUNE DO IRPJ
74.760
2014
ISENTA DO IRPJ
36.126
2015
ISENTA DO IRPJ
118.660
Total
1.107.598
Total
1.133.111
Ano
Forma de Tributação
Total
Ano
Forma de Tributação
Total
2016
LUCRO REAL
132.749
2017
LUCRO REAL
138.469
2016
LUCRO REAL/ARBITRADO
20
2017
LUCRO REAL/ARBITRADO
26
2016
LUCRO PRESUMIDO/REAL
32
2017
LUCRO PRESUMIDO/REAL
51
2016
LUCRO PRESUMIDO/REAL/ARBITRADO
2
2017
LUCRO PRESUMIDO/REAL/ARBITRADO
3
2016
LUCRO PRESUMIDO
855.939
2017
LUCRO PRESUMIDO
889.973
2016
LUCRO ARBITRADO
813
2017
LUCRO ARBITRADO
798
2016
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
37
2017
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
78
2016
IMUNE DO IRPJ
87.174
2017
IMUNE DO IRPJ
94.434
2016
ISENTA DO IRPJ
130.060
2017
ISENTA DO IRPJ
136.750
Total
1.206.826
Total
1.260.582
Ano
Forma de Tributação
Total
Ano
Forma de Tributação
Total
2018
LUCRO REAL
147.397
2019
LUCRO REAL
160.974
2018
LUCRO REAL/ARBITRADO
19
2019
LUCRO REAL/ARBITRADO
31
2018
LUCRO PRESUMIDO/REAL
63
2019
LUCRO PRESUMIDO/REAL
59
2018
LUCRO PRESUMIDO/REAL/ARBITRADO
1
2019
LUCRO PRESUMIDO/REAL/ARBITRADO
3
2018
LUCRO PRESUMIDO
897.141
2019
LUCRO PRESUMIDO
940.964
2018
LUCRO ARBITRADO
798
2019
LUCRO ARBITRADO
810
2018
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
46
2019
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
86
2018
IMUNE DO IRPJ
100.318
2019
IMUNE DO IRPJ
103.144
2018
ISENTA DO IRPJ
143.161
2019
ISENTA DO IRPJ
142.606
Total
1.288.944
Total
1.348.677
Ano
Forma de Tributação
Total
Ano
Forma de Tributação
Total
2020
LUCRO REAL
177.815
2021
LUCRO REAL
191.295
2020
LUCRO REAL/ARBITRADO
32
2021
LUCRO REAL/ARBITRADO
24
2020
LUCRO PRESUMIDO/REAL
113
2021
LUCRO PRESUMIDO/REAL
70
2020
LUCRO PRESUMIDO/REAL/ARBITRADO
3
2021
LUCRO PRESUMIDO/REAL/ARBITRADO
3
2020
LUCRO PRESUMIDO
1.017.278
2021
LUCRO PRESUMIDO
1.028.791
2020
LUCRO ARBITRADO
801
2021
LUCRO ARBITRADO
718
2020
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
52
2021
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
40
2020
IMUNE DO IRPJ
108.237
2021
IMUNE DO IRPJ
111.335
2020
ISENTA DO IRPJ
143.988
2021
ISENTA DO IRPJ
145.223
Total
1.448.319
Total
1.477.499
Ano
Forma de Tributação
Total
2022
LUCRO REAL
221.830
2022
LUCRO REAL/ARBITRADO
33
2022
LUCRO PRESUMIDO/REAL
124
2022
LUCRO PRESUMIDO
1.074.861
2022
LUCRO ARBITRADO
707
2022
LUCRO PRESUMIDO/ARBITRADO
31
2022
IMUNE DO IRPJ
111.199
2022
ISENTA DO IRPJ
144.909
Total
1.553.694
Fonte: Receita Federal – Estatísticas do SPED, 2022.
8 O CRUZAMENTO DE DADOS PROVIDOS PELO SPED
O SPED é um sistema que integra informações fiscais, sendo essencial compreender como aplicar, os procedimentos para evitar conflitos e erros nas entregas de informações.
Segundo Fernandes e Rolli (2005), a Receita Federal investiu em tecnologia, adquirindo o supercomputador Trex da IBM em 2005, que possibilita o cruzamento eficiente de dados de contribuintes de vários países.
O processo começa com a emissão da NF-e, que contém informações sobre destinatário, emissor e regime de apuração. Esses dados são comparados com as notas fiscais no sistema da Receita Federal do Brasil e, no caso de notas de entrada, com as obrigações entregues pelo emissor.
Em estudo realizado por Canha (2018), foi observado uma semelhança nos dados apresentados nas declarações EFD-Contribuições e EFD IPI ICMS. Ambas carregam os arquivos XML das notas fiscais, o que permite à Receita Federal detectar inconsistências desde o início. Além disso, os blocos de informações nas duas declarações são semelhantes e passam por validações parecidas. Isso pode resultar em problemas como a presença de XMLs em apenas uma das declarações, documentos faltantes em ambas, XMLs registrados, mas não presentes na EFD IPI ICMS e Contribuições, e discrepâncias nos débitos e créditos de ICMS e IPI em relação aos valores nos arquivos XML (CANHA, 2018).
O segundo confronto que a automação pode ocasionar ocorre entre a ECD e a ECF. Neste cenário, o validador analisa elementos como Plano de Contas, Plano de Contas Referencial, Centro de Custos, períodos e métodos utilizados para calcular o IRPJ e a CSLL durante o ano fiscal, bem como o comparativo dos saldos contábeis antes e depois do encerramento do período. Com base nessas informações, é possível identificar dados imprecisos ou incompletos, divergências nas contas de referência entre as declarações e inconsistências nos saldos entre ambas (CANHA, 2018).
Por fim, ao integrar globalmente as informações contidas nos diversos módulos do SPED, é essencial garantir que a totalização dos valores registrados na EFD esteja em concordância com os registros na ECF. Além disso, é possível transferir os dados relacionados às receitas obtidas e os cálculos referentes a ICMS, IPI, PIS e COFINS (CANHA, 2018).
9 EFD-REINF
Conforme a Receita Federal (BRASIL, 2023), a EFD-Reinf, complementar ao sistema SPED, proporciona informações imediatas sobre retenções de pessoas físicas e jurídicas em atividades de prestação de serviços. Isso beneficia empreendedores e contabilistas, pois as informações são enviadas ao Governo em arquivos eletrônicos assinados digitalmente, dispensando o uso de documentos físicos. A obrigatoriedade da EFD-Reinf começou em maio de 2018, conforme estabelecido na IN RFB nº 1.701/2017. Sua função principal é substituir informações fornecidas por outras declarações e obrigações, como a EFD-Contribuições, responsável pela apuração da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempode Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
A EFD-Reinf busca agilizar o processamento das informações nos softwares de folha de pagamento, tributários e contábeis, abrangendo detalhes sobre operações fiscais e previdenciárias relativas às atividades das empresas. Isso será de grande relevância para os sistemas de monitoramento da Receita Federal, uma vez que aumenta a transparência sobre os processos internos e operações contábeis.
Instituída em 2017, a EFD-Reinf, até o momento, era destinada unicamente para o fornecimento de dados referentes ao INSS. No entanto, a partir de setembro de 2023, essa escrituração passou a incluir também as retenções de outros tributos. Figura 4 - Retenções mensais
Fonte: Domingos e Pinho Contadores, 2023.
9.1 Quem deve entregar a EFD-REINF
De acordo com a Receita Federal (BRASIL, 2023), a obrigação de envio da EFD-Reinf, mesmo para entidades imunes e isentas, abrange:
· Empresas que fornecem e contratam serviços mediante cessão de mão de obra; pessoas jurídicas responsáveis pela retenção de PIS/PASEP, COFINS e CSLL;
· Pessoas jurídicas que optam pelo recolhimento da CPRB;
· Produtores rurais pessoas jurídicas e agroindústrias sujeitos à contribuição previdenciária substitutiva sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural; adquirentes de produtos rurais;
· Associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional e tenham recebido valores a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;
· Empresas ou entidades patrocinadoras que tenham destinado recursos a associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;
· Entidades promotoras de eventos desportivos realizados em território nacional, em qualquer modalidade desportiva, nos quais participe ao menos uma associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional;
· Pessoas jurídicas e físicas que tenham efetuado o pagamento ou crédito de rendimentos sobre os quais haja retenção do IRRF, por si ou como representantes de terceiros.
No caso de ausência de operações no período de apuração (sem movimentação), a apresentação da declaração é dispensada.
Conforme a informação da IOB:
O Simples Nacional tem menos obrigações acessórias do que outros regimes tributários como Lucro Real e Lucro Presumido. E, quando surge uma novidade como a transição da DIRF para a EFD-Reinf, já há quem pense que o Simples Nacional está dispensado (IOB, 2023).
9.2 Prazo para apresentação da EFD-REINF
A EFD-Reinf deve ser submetida ao SPED de forma mensal até o dia 15 do mês subsequente à escrituração. No caso das entidades que promovem espetáculos desportivos, a transmissão da escrituração deve ocorrer em até dois dias úteis após a realização do evento (BRASIL, 2023).
Quando o último dia do prazo coincidir com um dia não útil, a obrigação deve ser prorrogada para o primeiro dia útil posterior.
9.3 Como deve ser transmitida
De acordo com a IOB, existem duas formas de transmitir a EFD-Reinf:
Webservice: por meio de arquivo no formato XML, o qual será validado e armazenado em ambiente nacional. Essa validação se dá em 2 momentos sucessivos. O 1º, logo após a transmissão, é concluído com a emissão de um protocolo de entrega (comprovante). E o 2º, que atesta a integridade formal dos dados que integram o “movimento”, é finalizado pela emissão do protocolo de recebimento ao contribuinte ou mensagem de erro; ou
Web: trata-se de um Portal Web na internet, cujo preenchimento e salvamento dos campos e telas já operam a geração e transmissão do evento. Nessa hipótese, pode ser utilizado certificado digital ou, para os dispensados de ter esse certificado, o código de acesso (IOB, 2023).
Referente a forma de autenticação no acesso à EFD-Reinf, A Receita Federal (BRASIL, 2023), através do Manual de orientação do usuário, esclarece que:
Acesso através de Web Service: A autenticação para acesso através da web service é exclusivamente realizada por meio de um certificado digital.
Acesso através do Portal Web: A autenticação para acessar o Portal Web da EFD-Reinf, localizado no e-CAC, é feita utilizando o Gov.br ou, em casos específicos, através de um código de acesso.
Autenticação Gov.br: Dentre as opções de autenticação disponíveis no Gov.br, o acesso à EFD-Reinf só é possível utilizando um certificado digital de pessoa física ou jurídica, nos tipos A1 ou A3, compatíveis com ICP-Brasil.
9.3.1 Geração do código de acesso para a EFD-REINF
Os indivíduos sujeitos à obrigação do uso do certificado digital podem gerar um código de acesso através do portal da EFD-Reinf. Esta medida se aplica também aos microempreendedores individuais (MEI), que não são obrigados a possuir certificado digital. Esse código possibilitará a utilização de diversos serviços no portal "EFD-Reinf Web" no e-CAC, incluindo a geração de arquivos eletrônicos que serão transformados em documentos eletrônicos conforme estipulado por lei (BRASIL, 2023).
9.3.2. Procuração eletrônica
A procuração eletrônica é válida tanto para o ambiente de produção restrita quanto para o ambiente de produção. Para utilizar a EFD-Reinf por meio de procuração, é necessário obter uma procuração no perfil "EFD-Reinf-Geral" (BRASIL, 2023).
9.4 Marco inicial da implementação da EFD-REINF
Segundo IOB a introdução da EFD-Reinf teve início com uma sequência de eventos denominada R-1000. Nessa fase, foram disponibilizadas informações cruciais de identificação e classificação para propósitos fiscais, fundamentais para o preenchimento e verificação dos demais eventos relacionados à EFD-Reinf. Isso inclui a apuração de retenções e contribuições sociais previdenciárias devidas, através dos eventos pertencentes à série R-2000 (IOB, 2023).
Embora constituam dois conjuntos de dados distintos, é crucial ter em mente que o evento R-1000 serve como pré-requisito para os demais eventos, como a série R-4000 (IOB, 2023).
9.5 Transmissão dos arquivos: Sequência Lógica
A Receita Federal (BRASIL, 2023), afirma no Manual de orientação do usuário, que ao transmitir suas informações à EFD-Reinf, o sujeito passivo deve seguir a ordem lógica de envio dos eventos, conforme representado na figura abaixo. É imperativo que o evento “R-1000 – Informações do contribuinte” seja o primeiro a ser enviado. Caso haja entidades associadas, tais como fundos, clubes de investimentos ou sociedades em conta de participação, que precisem ser referenciadas em algum evento periódico, estas devem ser registradas por meio do evento específico designado para este propósito, ou seja, o “R-1050 – Tabela de entidades associadas.
Figura 5 - Forma de Transmissão dos Arquivos EFD-Reinf
Fonte: Manual de Orientação do Usuário, 2023.
Os eventos R-9001, R-9005, R-9011 e R-9015 são automaticamente gerados pelo sistema EFD-Reinf a partir do envio dos eventos periódicos correspondentes e, em seguida, retornados ao contribuinte. Estes eventos foram concebidos com o objetivo de fornecer ao declarante informações sobre os valores dos tributos calculados pelo sistema, além de alimentar a DCTFWeb (BRASIL, 2023).
9.6 Comprovante de entrega
De acordo com a Receita Federal (BRASIL, 2023), descrito na Manual de orientação do usuário, cada evento submetido à EFD-Reinf e validado resultará na emissão de um recibo de entrega, que confirma o registro oficial do evento e deve ser fornecido em caso de solicitação de cópia, retificação ou exclusão dele.
No caso de um evento submetido que não seja validado, o sistema não emitirá um recibo de entrega, mas sim, uma mensagem de erro, indicando a necessidade de revisão e reenvio do evento.
É crucial prestar atenção à distinção entre os métodos de envio "síncrono" e "assíncrono", especialmente durante o período de transição,a fim de evitar confusão entre um protocolo e um recibo de entrega.
9.7 Eventos de tabela
Conforme a Receita Federal (BRASIL, 2023), através do Manual da EFD-Reinf os eventos de tabelas na série R-1000, composta atualmente pelos eventos R-1000, R-1050 e R-1070, têm o propósito de complementar e validar os eventos periódicos. Isso é feito ao otimizar o tamanho dos arquivos correspondentes, evitando repetições desnecessárias de informações padronizadas, uma vez que são comumente utilizados em vários eventos do sistema e em diversas partes do leiaute.
De acordo com a Receita Federal (BRASIL, 2023), manter essas tabelas de forma precisa é crucial para uma apuração precisa das bases de cálculo e dos valores devidos em tributos, além de possibilitar o preenchimento correto dos eventos periódicos com informações necessárias para os sistemas da Receita Federal. Esses sistemas são voltados especialmente para serviços prestados à sociedade, como a declaração pré-preenchida.
Ao informar os itens que compõem uma tabela pela primeira vez, é obrigatório preencher o campo de início de validade {iniValid}. Geralmente, as informações das tabelas da EFD-Reinf podem ter validade indefinida, então não é recomendado preencher a data final de validade, a menos que haja conhecimento prévio de que a informação terá uma validade definida. Isso reduz a necessidade de gerenciar a tabela constantemente, pois as informações nesse tipo de evento tendem a não mudar com frequência (BRASIL, 2023).
Se houver necessidade de corrigir uma informação específica de uma tabela enviada anteriormente, deve-se usar o grupo {alteração} do evento da tabela, indicando o item a ser alterado. Nesse caso, a informação anterior é sobreposta pelo novo evento.
Por outro lado, se for preciso modificar um atributo de uma tabela a partir de uma determinada data, mantendo o histórico da informação, devem ser enviados dois novos eventos com o mesmo código. Um deles servirá para colocar uma data final de validade na informação de tabela prestada anteriormente, e o outro terá os novos atributos com a definição da nova vigência, utilizando o grupo {inclusão}.
A Receita Federal (BRASIL, 2023), indica no Manual de orientação do usuário que, os eventos de tabelas devem ser enviados antes dos eventos periódicos que os referenciam. É importante notar que alterações feitas em eventos de tabelas não têm um reflexo automático nos eventos periódicos já enviados. Portanto, se houver alterações em algum evento de tabela (R-1000, R-1050 ou R-1070) que impactem algum evento periódico (séries R-2000 ou R-4000) já enviado, é necessário reenviar os eventos periódicos impactados, mesmo que sejam exatamente iguais aos enviados anteriormente, para que as alterações nas tabelas possam ser refletidas.
As tabelas devem sempre ser interpretadas em conjunto com os eventos periódicos que as referenciam. Portanto, recomenda-se enviar informações de tabelas apenas quando necessário em algum evento periódico (BRASIL, 2023).
Empresas ou entidades inativas, sem movimento em qualquer período, ou empresas baixadas não precisam estabelecer uma data final de validade em suas tabelas enviadas à EFD-Reinf. Ter tabelas na EFD-Reinf com período de validade em aberto não implica, de forma alguma, que o contribuinte esteja obrigado a enviar algum tipo de evento periódico, nem significa que esteja omitindo o envio de qualquer outra informação. As tabelas devem ser interpretadas como eventos auxiliares e, por si só, não têm validade jurídica (BRASIL, 2023).
9.7.1 R-1000 – Informações do contribuinte
A Receita Federal (BRASIL, 2023), através do Manual de orientação do usuário, define o evento como aquele no qual o sujeito passivo fornece suas informações de identificação e classificação para efeitos tributários, necessárias ao correto preenchimento e validação dos demais eventos da EFD-Reinf. Isso inclui a apuração de retenções e das contribuições sociais previdenciárias devidas. É importante ressaltar que este é o evento inicial que deve ser enviado pelo sujeito passivo.
9.7.2 R-1050 – Tabela de entidades ligadas
Segundo a Receita Federal (BRASIL, 2023), a definição desse evento diz respeito à adição, modificação ou remoção de entidades associadas ao contribuinte declarante, as quais podem ser fundos, clubes de investimentos ou sociedades em conta de participação.
9.7.3 R-1070 – Tabela de processos Administrativos/Judiciais
A Receita Federal (BRASIL, 2023), de acordo com o Manual de orientação do usuário, define esse evento como sendo utilizado para adicionar, modificar ou excluir processos judiciais e administrativos que têm impacto no cumprimento das obrigações previdenciárias. As informações consolidadas nesta tabela desempenham um papel crucial na validação de outros eventos da EFD-Reinf e têm influência direta no cálculo dos tributos devidos.
9.8 Eventos das séries R-2000 e R-3000
A Receita Federal (BRASIL, 2023), conforme o Manual de orientação do usuário, afirma que esses eventos possibilitam o registro das informações relacionadas à retenção previdenciária que é devida quando o serviço é prestado por meio de cessão de mão-de-obra ou empreitada. Além disso, permitem calcular as contribuições sociais previdenciárias e as contribuições devidas a Terceiros. Estas últimas têm bases de cálculo distintas da remuneração paga, devida ou creditada em decorrência de uma relação de trabalho.
9.8.1 R-2010 – Retenção de contribuição previdenciária - Serviços tomados
A Receita Federal (BRASIL, 2023), afirma no Manual de orientação do usuário, que este evento consiste no envio das informações referentes aos serviços contratados através de cessão de mão de obra ou empreitada. Isso inclui detalhes sobre as retenções previdenciárias, conforme estipulado no art. 31 da Lei nº 8.212 de 1991 e no art. 7º, §6º da Lei nº 12.546 de 2011, este último aplicável quando o sujeito passivo optar pela contribuição previdenciária sobre a receita bruta (CPRB).
9.8.2 R-2020 - Retenção de contribuição previdenciária – Serviços prestados
Este evento consiste no envio das informações relacionadas à prestação de serviços realizada por meio de cessão de mão de obra, empreitada ou sub-empreitada. Isso inclui os detalhes sobre os tomadores dos serviços, juntamente com as informações correspondentes sobre as retenções previdenciárias destacadas no documento fiscal (BRASIL, 2023).
9.8.3 R-2030 – Recursos recebidos por Associação Desportiva
Esse evento envia informações sobre os fundos recebidos por uma associação desportiva que mantém uma equipe de futebol profissional. Estes fundos podem ser provenientes de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda, bem como da transmissão de espetáculos desportivos. (BRASIL, 2023).
9.8.4 R-2040 – Recursos repassados para Associação Desportiva
Em conformidade com a Receita Federal (BRASIL, 2023), através do Manual de orientação do usuário, este evento é utilizado para enviar informações sobre os fundos transferidos referentes a patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos para uma associação desportiva que possui uma equipe de futebol profissional.
9.8.5 R-2060 – Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta – CPRB
Este evento é utilizado para fornecer as informações essenciais para o cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), que foi estabelecida pela Medida Provisória nº 540 de 2011, posteriormente convertida na Lei nº 12.546 de 2011, juntamente com suas alterações (BRASIL, 2023).
9.8.6 R-2099 – Fechamento dos eventos da série R-2000
O Manual de orientação do usuário explica que, este evento é utilizado para comunicar o encerramento da transmissão dos eventos periódicos da série R-2000 na EFD-Reinf para um determinado período de apuração. Neste momento, todas as informações fornecidas referentes aos eventos periódicos desta série são consolidadas (BRASIL, 2023).
9.8.7 R-3010 – Receita de espetáculos desportivos
Este evento é usado parafornecer informações sobre as receitas provenientes dos espetáculos desportivos realizados no território nacional, sempre que pelo menos um dos participantes do espetáculo esteja associado a uma entidade desportiva que mantém uma equipe de futebol profissional (BRASIL, 2023).
9.9 Eventos da série R-4000
De acordo com o Manual de orientação do usuário, os eventos da série R-4000 são utilizados pelo contribuinte para fornecer informações referentes a retenções na fonte de imposto sobre a renda e proventos renda, CSLL, Pis/Pasep e Cofins. O propósito principal dessas informações é alimentar a DCTFWeb e os sistemas de malha fiscal da Receita Federal (BRASIL, 2023).
No Anexo I deste manual, é disponibilizada uma tabela contendo códigos de receita que serão gerados pela EFD-Reinf e posteriormente exportados para a DCTFWeb. A definição de um código de receita leva em consideração as seguintes informações, todas elas estão presentes na tabela do Anexo I: a) o código da natureza do rendimento; b) país da origem do pagamento; c) se o rendimento é referente ao ano calendário ou se diz respeito a rendimentos recebidos acumuladamente (BRASIL, 2023).
9.10 Independência dos eventos da série R-2000 e R-4000
Conforme o Manual de orientação do usuário, as informações fornecidas nos eventos da série R-4000 (R-4010, R-4020, R-4040 e R-4080) são separadas das informações apresentadas nos eventos da série R-2000 (R-2010 a R-2060). Portanto, os detalhes referentes à contratação dos serviços e as retenções de contribuição previdenciária correspondentes devem ser relatados por meio dos eventos da série R-2000 durante o período de apuração ao qual se referem. Em contrapartida, os dados relativos a pagamentos/créditos e suas respectivas retenções (se aplicável) de imposto sobre a renda e proventos, CSLL, Pis/Pasep, Cofins ou Agregado devem ser fornecidos por meio dos eventos da série R-4000 durante o período correspondente ao pagamento ou crédito (BRASIL, 2023).
Devido a essa independência entre as duas séries de eventos periódicos, é possível que uma mesma operação resulte em informações em um dos eventos da série R-2000 em um determinado período de apuração, também gere informações em um dos eventos da série R-4000 no mesmo ou em outro período de apuração. Como as legislações e outros regulamentos que abordam cada uma dessas situações são distintos e independentes, as informações requeridas em cada um dos eventos também são diversas e independentes, devendo ser fornecidas de forma completa, conforme estabelecido nos leiautes para cada um dos eventos (BRASIL, 2023).
9.10.1 R-4010 – Pagamentos/créditos a beneficiário Pessoa Física
A Receita Federal (BRASIL, 2023), conforme o Manual de orientação do usuário, o propósito deste evento é o envio de informações relativas a pagamentos, créditos, entregas, empregos ou remessas realizadas por uma fonte pagadora, seja pessoa física ou jurídica, a um beneficiário também pessoa física, mesmo nos casos em que não haja retenção de imposto de renda, conforme previsto na legislação. Este evento tem uma dupla finalidade: fornecer dados à DCTFWeb para o recolhimento dos tributos devidos e abastecer os sistemas de verificação fiscal da pessoa física na Receita Federal do Brasil.
9.10.2 R-4020 – Pagamentos/créditos a beneficiário Pessoa Jurídica
Segundo o Manual de orientação do usuário, o propósito deste evento é o envio de informações referentes a pagamentos, créditos, entregas, empregos ou remessas realizadas por uma fonte pagadora, seja pessoa física ou jurídica, a um beneficiário pessoa jurídica, mesmo nos casos em que não haja retenção de imposto de renda, conforme previsto na legislação. Este evento possui um duplo objetivo: fornecer dados à DCTFWeb relativos aos valores de tributos a serem recolhidos e abastecer os sistemas de verificação fiscal da pessoa jurídica na Receita Federal do Brasil (BRASIL, 2023).
9.10.3 R-4040 – Pagamentos/créditos a beneficiários não identificados
De acordo com a Receita Federal (BRASIL, 2023), através do Manual de orientação do usuário, o propósito deste evento é o envio de informações sobre rendimentos pagos a beneficiários não identificados. Isso abrange:
· Recursos fornecidos a terceiros ou a sócios, acionistas ou titular, que podem ou não estar registrados na contabilidade, quando a operação ou sua causa não puderem ser comprovadas.
· Pagamentos realizados pela pessoa jurídica no caso de não haver identificação dos beneficiários das despesas, referentes a remuneração indireta.
· Créditos registrados na escrituração contábil da pessoa jurídica relativos a juros sobre o capital próprio, quando a correspondente conta de passivo exigível representar um direito de crédito de sócios e/ou acionistas não identificados no momento do registro contábil.
9.10.4 R-4080 – Retenção no recebimento
De acordo com o Manual de orientação do usuário, o propósito deste evento é fornecer informações sobre rendimentos nos quais a retenção e o recolhimento do imposto de renda são conduzidos pela própria empresa que presta os serviços, em um procedimento mais amplamente reconhecido como auto retenção (BRASIL, 2023).
9.10.5 R-4099 – Fechamento/reabertura dos eventos da série R-4000
Conforme o Manual de orientação do usuário, este evento tem como finalidade informar o encerramento ou, se o movimento estiver fechado, a reabertura da transmissão dos eventos periódicos da série R-4000 na EFD-Reinf em um determinado período de apuração. Durante o encerramento, todas as informações fornecidas relacionadas aos eventos periódicos desta série são consolidadas e enviadas para a DCTFWeb (BRASIL, 2023).
9.11 Mudanças na EFD-REINF a partir de setembro de 2023
A Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf) passaram por mudanças significativas. A partir de setembro de 2023, foi incorporada à série de eventos R-4000, conforme segue listado abaixo, que abrange os tributos federais retidos na fonte, como PIS/PASEP, COFINS, CSLL e IR, que anteriormente eram reportados anualmente na Dirf (BRASIL, 2023).
Quadro 7 - Eventos R-4000
R-4010: Pagamentos/Créditos a beneficiário Pessoa Física;
R-4020: Pagamentos/Créditos a beneficiário Pessoa Jurídica;
R-4040: Pagamentos/Créditos a beneficiário não identificados;
R-4080: Retenção no recebimento (Auto Retenção);
R-4099: Fechamento/Reabertura dos eventos da série R-4000;
Essa transição teve um impacto direto na rotina das empresas, já que as informações anteriormente solicitadas uma vez ao ano passaram a ser requeridas mensalmente pelo Fisco. Isso marcou um passo importante na migração da Dirf, que será completamente substituída pela EFD-Reinf até 2025. Portanto, as entidades obrigadas a enviar essas informações terão que ajustar seus processos e sistemas para atender às novas exigências de prestação de dados (BRASIL, 2023).
Em 21/09/2023 para fatos ocorridos a partir de 01/09/2023, houve a implementação do novo bloco de informações na EFD-Reinf, compreendendo a série R-4000. É crucial compreender o que isso implica e quais aspectos demandam especial atenção (BRASIL, 2023).
9.12 EFD-REINF 2023 - alterações com a série de eventos R-4000
A Receita Federal (BRASIL, 2023), afirma no Manual de orientação do usuário, que a série R-4000, ao entrar em vigor, abrangeu notas fiscais com retenções de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esta lista se soma à retenção das contribuições previdenciárias (INSS), que já é incorporada pela EFD-Reinf.
Assim como ocorre com o e-Social, uma vez transmitidas, as informações contidas na EFD-Reinf alimentam automaticamente a DCTFWeb. O sistema fiscal processa os dados, calcula o saldo devido e somente após a transmissão desta última (DCTFWeb), é possível emitir a guia correspondente para o pagamento de todos esses tributos, por meio da