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DOENÇAS VASO OBSTRUTIVAS Índice de estudo ✓ Trombogênese; ✓ Diversas formas obstrutivas de vasos sanguíneos; ✓ Acidente cerebral vascular; ✓ Embolia gasosa; ✓ Obstrução causada por placas de gordura; TROMBOSE Trombose ➢ Conceito: A trombose é um fenômeno multifatorial que gera uma coagulação de sangue no interior do vaso, no qual interferem elementos plasmáticos, vasculares e celulares, podendo ser considerada uma forma patológica de mecanismo hemostático fisiológico. ➢ A estrutura, o tamanho e a localização do trombo são influenciados pela natureza do fluxo sanguíneo. ➢ Desta forma, em áreas de fluxo lento, como as veias, predominam os mecanismos de coagulação com formação de fibrina. Trombose venosa Também conhecida como flebite ou tromboflebite profunda, em 90% dos casos a TVP. Trombose arterial A trombose arterial é mais difícil de tratar. Há casos que somente a cirurgia convencional ou endovascular consegue solucionar. Idosos, fumantes e diabéticos fazem parte da parcela da população com maior risco de desenvolver a doença. A trombose arterial provoca a falta de sangue nos tecidos, pois são as artérias as responsáveis por levar o fluido até eles para oxigená-los, irrigá-los e alimentá-los. Essas doenças são caraterizadas pela existência de três pré-disposições que levariam a um estado trombótico: estase venosa, lesão da parede vascular e alterações da coagulabilidade sanguínea. O tromboembolismo ainda pode ser classificado como arterial ou venoso sendo que o tromboembolismo arterial afeta comumente a aorta e seus ramos, seguido das artérias cerebrais, sendo o infarto do miocárdio mais raro . Doenças vaso obstrutivas tromboembolítica Principais alterações circulatórias Trombo - Trombose a trombose é o distúrbio vascular que é causado por um coágulo de sangue no interior do sistema circulatório, chamado de trombo, comprometendo o fluxo de sangue Êmbolo - Embolia Embolia é o termo usado para descrever a oclusão de uma veia ou artéria através do desprendimento de um trombo, formado na corrente sanguínea e ocorrência consequente de uma oclusão parcial ou total de uma veia ou artérias HEMOSTASIA • É o conjunto de mecanismos que permite a fluidez do sangue pelos vasos sanguíneos. • Ou seja o equilíbrio entra os fatores anti-coagulantes e pró-coagulantes. ➢Hemostasia - Adesão e ativação plaquetária - Formação de Fibrina ➢Trombose - Trombose venosa (estase sanguínea) - Trombose arterial (aterosclerose) Lesão endotelial H ip e rc o a g u la tiv id a d eF lu x o n o rm a l Fatores da trombogênese Fatores de risco intrínsecos do individuo e não modificáveis são a idade. (o risco aumenta exponencialmente) e talvez o gênero (maior em pessoas do sexo feminino durante os anos reprodutivos, enquanto a incidência na terceira idade parece ser superior no sexo masculino, talvez por um maior acúmulo relativo de comorbidades). Fatores genéticos A mutação do fator V Leiden causa resistência para os efeitos anticoagulantes da proteína C ativada. ARTERIAL VENOSO TROMBO Trombo venoso: também conhecido como “trombo vermelho”, contém normalmente mais eritrócitos (hemácias) do que plaquetas. Trombo arterial: chamado também de “trombo branco”, é caracterizado pela presença principalmente de plaquetas em uma trama de fibrina. Trombogênese Destacam-se cinco etapas: ✓ Adesão das plaquetas ao subendotélio e ativação dos receptores de membrana nas plaquetas; ✓ Liberação do conteúdo plaquetário; ✓ Agregação plaquetária; ✓ Adição de fibrina; ✓ Formação de trombo fibrinoplaquetário branco-acinzentado. Trombogênese ADESÃO DAS PLAQUETAS AO ENDOTÉLIO ➢ Após a lesão vascular, ficam expostos o colágeno da membrana basal e as microfibrilas, aos quais aderem as plaquetas circulantes. ➢ Este processo é mediado por substâncias aderentes: fibrinogênio, fibronectina, vitronectina e fator de Von Willebrand. ➢ A adesividade plaquetária, como o próprio nome diz, é a capacidade que tem as plaquetas de se aderir a uma superfície endotelial, geralmente ao colágeno exposto, ou a uma superfície endotelial anormal. Trombogênese ADESÃO DAS PLAQUETAS AO ENDOTÉLIO Papel da Fibronectina (é uma glicoproteína encontrada na matriz extracelular do endotélio. É exposta à corrente sanguínea quando o revestimento endotelial é lesado e durante o processo de reparo da lesão endotelial é produzida em grande quantidade. ➢ A fibronectina é uma glicoproteína encontrada na matriz extracelular do endotélio. ➢ É exposta à corrente sanguínea quando o revestimento endotelial é lesado e durante o processo de reparo da lesão endotelial é produzida em grande quantidade. ➢ Existe sob duas formas: a solúvel no plasma e sólida na matriz extracelular dos tecidos, especialmente do endotélio; existe também fazendo parte das plaquetas, onde é encontrada nos grânulos alfa. Trombogênese ADESÃO DAS PLAQUETAS AO ENDOTÉLIO ➢ A adesão plaquetária é um fenômeno que depende de um fator de coagulação, chamado fator de Von Willebrand. ➢ Trata-se de uma proteína polimérica sintetizada exclusivamente por células endoteliais e megacariócitos, com peso molecular de 500 a 20.000 KDa (Kilo Daltons), que serve como transportador do fator VIII sanguíneo. Outras formas obstrutivas Principais alterações circulatórias Estenose – estreitamento ou compressão Estreitamento anormal de um vaso sanguíneo, outro órgão ou estrutura tubular do corpo. As estenoses do tipo vascular são frequentemente associadas com ruídos resultantes do fluxo sanguíneo no vaso sanguíneo estreitado. Tal ruído pode ser audível por um estetoscópio. A estenose também pode ocorrer em órgãos do corpo, como na vagina (estenose vaginal), em virtude de um trauma acidental ou por falta de manutenção desta (pouca dilatação mecânica com dilatadores vaginais) durante o período pós- cirúrgico em uma vaginoplastia. Em casos graves, pode ocorrer seu fechamento total, ocasionando a perda do órgão. Embolia gasosa Embolia gasosa arterial Embolia gasosa arterial coronariana Conceitua-se embolismo gasoso como o gás dentro das estruturas vasculares. A embolia gasosa está associada a procedimentos cirúrgicos que envolvam circulação extracorpórea e craniotomia, exames diagnósticos, infusoterapia e trauma pulmonar por ventilação mecânica. Assim, o evento embólico é uma lesão iatrogênica que está presente em praticamente todos os procedimentos Médicos. Embolia gasosa arterial cerebral Embolia gasosa venosa Embolia gasosa venosa pulmonar Acidentes vasculares isquêmicos (AVCI) Acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando problemas na irrigação sanguínea do cérebro causam a morte das células, o que faz com que partes do cérebro deixem de funcionar devidamente Dentro do AVC Isquêmico há ainda um subtipo, chamado Ataque Isquêmico Transitório (AIT). O AIT se caracteriza por um entupimento passageiro em um dos vasos sanguíneos, porém, não chega a causar uma lesão cerebral. Ou seja, é um déficit de sangue momentâneo que se reverte em poucos minutos ou em até 24 horas, sem deixar sequelas. Caso o tempo de 24 horas ultrapasse e o AIT ainda não tenha se revertido, ele passa a se chamar Acidente Isquêmico Vascular por Definição. Isquemia cerebral Membranas lisossômicas são rompidas, levando ao extravasamento das enzimas lisossomais para o citoplasma. Essas enzimas provocam digestão enzimática dos componentes celulares, ocasionando a morte celular por autólise. Portanto, a isquemia provoca lesões reversíveis e irreversíveis, as quais são devidas principalmente a alteração dos níveis de ATP e de cálcio. Exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética) deve ser, no máximo, de 45 minutos. A tomografia é mais utilizada pela rapidez, disponibilidade e faltade contraindicações para sua realização. Avaliação da necrose cerebral Devem ser realizados também exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames de laboratório, com a finalidade de identificar a causa da isquemia. Observação dos sinais clínicos: Sequelas motoras: - Um lado do rosto fica inclinada ou entorpecido; - Perda de movimentos de membros (fraqueza muscular de um lado do corpo); - Dificuldades na fala. Principais motivos causadores da AVC isquêmico Trombose aterosclerótica Embolias cerebrais Ruptura de aneurisma Arterites Tromboflebite cerebral Distúrbios hematológicos Trauma Hipotensão associada a estenose arterial Enxaqueca com déficit persistente Tratamento Reabilitação fisioterapica Uso de fibrinolíticos endovenosos AVC isquemico Tramento da espasticidade (é quando ocorre um aumento do tônus muscular, envolvendo hipertonia e hiperreflexia, no momento da contração muscular, causado por uma condição neurológica anormal). Trata- se com toxina botulinica. Uso de Actilyse® - Alteplase-rt-PA (recombinante) (ativador de plasminogênio) e vasodilatadores O b s tr u ç õ e s v a s c u la re s p o r p la c a s d e g o rd u ra As anormalidades nos lipídios e lipoproteínas são extremamente comuns na população geral, e são consideradas um fator de risco altamente modificável para doenças cardiovasculares, devido à influência do colesterol, uma das substâncias lipídicas clinicamente mais relevantes, na aterosclerose. Algumas formas de dislipidemia podem também predispor à pancreatite aguda. Repercussões clínicas das Dislipidemias Dislipidemia: (geralmente por hiperlipidemia ou hiperlipoproteinemia) é um distúrbio nos níveis de lipídios e/ou lipoproteínas no sangue. Os lipídios (moléculas gordurosas) são transportados numa cápsula de proteína, e a densidade dos lipídios e o tipo de proteína determinam o destino da partícula e sua influência no metabolismo. Repercussões clínicas das lipoidoses - Obstruções vasculares Arterosclerose: Perda de elasticidade das paredes arteriais. Aterosclerose: Perda de elasticidade das paredes arteriais devido ao acúmulo de colesterol, provocando o enrijecimento da parede dos vasos. Fisiologismo homeostático endotelial Em condições fisiológicas, o endotélio contribui com a homeostase vascular por promover alterações funcionais adaptativas. O endotélio libera várias substâncias autócrinas e parácrinas com atividades pró e anticoagulantes, capazes de promover adesão celular e com ações vasoativas. A homeostase vascular é o resultado da regulação dinâmica dessas funções. Fisiologismo homeostático endotelial Papel do óxido nítrico (NO) sobre as células endoteliais O óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. Anóxia Falta de oxigênio leva à queda de ATP, diminuindo, assim, a síntese de fosfolipídios pela redução metabólica. Função protetora do NO: Atua como vasodilatador, adesão e agregação plaquetária, recrutamento de leucócitos na superficie do endotélio e formação de trombos. Disfunção endotelial e susceptibilidade endotelial Se determina como disfunção endotelial a redução significativa do NO que é produzido a partir da L- arginina que é convertida em NO pela NO sintetase. Principais agentes que geram as lesões endoteliais: ✓ Estresse oxidativo: produzido por ROS no endotélio ✓ Ambiente pró inflamação: de citocinas inflamatórias ✓ Disfunção endotelial: do NO. ATEROSCLOROSE A aterosclerose é uma inflamação, com a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias do coração e de outras localidades do corpo humano, como por exemplo cérebro, membros inferiores, membros inferiores, entre outros, de forma difusa ou localizada. Ela se caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes, conhecido como ateroma. Anatomia e histologia da artéria. Fisiologismo homeostático endotelial Ateriosclerose A aterosclerose é um processo patológico reversível (ainda que difícil) em que se observa alteração da estrutura da camada íntima das grandes artérias decorrente da presença heterotópica de gorduras. PATOGENÊSE DA ATEROSCLEROSE Os ateromas são placas, compostas especialmente por lípidos e tecido fibroso, que se formam na tunica intima. O volume dos ateromas aumenta progressivamente, podendo ocasionar obstrução total em algum ponto do vaso. A aterosclerose em geral é fatal quando afeta as artérias do coração ou do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio. São classificadas em seis tipos A lipoproteína LDL é a molécula mais aterogênica, quando em excesso, pode interagir com o endotélio da membrana dos vasos. Esta oxidação aciona o mecanismo de defesa, desencadeando um processo inflamatório. Com infiltração de leucócitos, monócitos diferenciados e macrófagos haverá a formação de células espumosas (pool lipídico ou núcleo lipídico) na íntima do vaso. Nesta interação, a LDL é facilmente oxidada por radicais livres A lipoproteína é o agregado molecular responsável pelo transporte de lípideos em meios aquosos, já que eles não se misturam facilmente com o plasma sanguíneo. Desta forma, as gorduras são revestidas com fosfolipídeos, colesterol e proteínas; a fração proteica é chamada de apoproteína. Devido a lesão endotelial, ocorre a ligação de monócitos no endotélio lesado gerando “rolamento”, diapedese, transmigração (ativ. em macrófago). A partir de uma lesão endotelial o LDL por ser maior a lipoprot. Infiltra a túnica intima. LDL H2O2 LDLox Tecido do vaso Endotélio Subendotelial (tec. conj.) Limitante elástica interna Céls. Musc. FISIOPATOLOGIA Processo inflamatório dos vasos. Relação LDL X HDL. Lesão endotelial Fagocitose do LDLox, se torna uma “cel. espumosa” – libera citocinas e TNF As céls. Musculares também são afetadas, também ingerem LDL (cel. Esp.) liberando matriz extracelular (colágeno e proteoglicano) Cel. Muscular espumosa se desloca até a túnica intima, gerando um Trombo (capa fibrosa de M.E. e céls. musculares Dentro do trombo existe o centro lipídico e tec. necrótico. Esse trombo pode desprender-se causando a oclusão de vasos de menor calibre Túnica intima 1 2 3 4 5 6 7 8 Formação de lesão aterosclerótica LDL APRISIONADA LDL OX LDL X-LAM CE LEI MACRÓFAGO MONÓCITO ADESÃO MCP-1 M-CSF + + CÉLULAS ESPUMOSAS ESTRIAS GORDUROSAS + CML J.F.C, 67 anos, masculino, advogado, hipertenso e diabético (uso irregular de Losartana e Metformina) vem trazido por familiares ao setor de emergência do hospital local, com queixa de um quadro súbito de fraqueza ao lado direito do corpo e dificuldade para falar que iniciou há cerca de 30 minutos do momento da admissão. EXAME FÍSICO: Regular estado geral, hidratado, anictérico, afebril. Dados Vitais: PR: 125bpm, ritmo irregular; FR 18 ipm; PA 180/100mmhg; HGT: 200 Aparelho Respiratório: bem distribuídos, sem ruídos adventícios. Aparelho Cardiovascular: bulhas arrítmicas, normofonéticas, sem sopros Abdome: flácido, indolor. Exame neurológico: vigil, Afasia global, pupilas isofotoreativas Estudo de caso clínico Homem de 54 anos, pardo, aposentado, natural do Rio de Janeiro, fumante e etilista de água ardente por aproximadamente 20 anos. Foi atendido com sintomas de insuficiência cardíaca congestiva progressiva. Acompanhado de dores no peito com irradiação para o pescoço. Ao ser atendido, pelopronto atendimento, realizaram um cateterismo exploratório, que a presença de uma placa de ateroma na artéria coronariana direita por EXAME FÍSICO: Ritmo cardíaco irregular. Frequência cardíaca medida foi de 100bpm e a pressão arterial 140/100mmHg, sopro característico de insuficiência mitral de grau moderado, e falta de ar. Estudo de caso clínico BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ROBBINS, S. L. Patologia Estrutural e Funcional. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo Patologia Geral. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. KUMAR, K; Abbas, A; Aster, J. Robbins & Cotran. Patologia - Bases Patológicas das Doenças. 9. Ed. Guanabara Koogan, 2021. ANGELO, I.C. Patologia geral. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. Sexta etapa concluída Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4: PATOLOGIA Slide 5 Slide 6: HEMOSTASIA Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40