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AULA 03 INDIGENISMO

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Questões resolvidas

É incorreto afirmar que a política indigenista do Estado brasileiro é baseada no(s) seguinte(s) princípio(s):
A. reconhecimento da organização social, costumes, línguas, crenças e tradições dos povos indígenas.
B. garantia aos povos indígenas isolados do exercício de sua liberdade e de suas atividades tradicionais sem a obrigatoriedade de contatá-los.
C. aceleração do processo de integração dos povos indígenas à civilização nacional.
D. garantia da proteção e conservação do meio ambiente nas terras indígenas.
E. respeito ao cidadão indígena, suas comunidades e organizações.

A saúde indígena no Brasil é atendida por um modelo específico dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Este modelo leva em consideração aspectos culturais, sociais e geográficos específicos dos povos indígenas, além de integrar ações de saúde, saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras, educação sanitária e integração institucional. Assegura-se que a saúde indígena seja descentralizada, hierarquizada e regionalizada, baseando-se nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). A participação dos povos indígenas na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde é garantida nos diferentes níveis do sistema de saúde.
Considerando estas informações, assinale a alternativa correta.
A) A saúde indígena é gerida exclusivamente por organizações não-governamentais especializadas na cultura indígena
B) O financiamento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena é de responsabilidade exclusiva dos estados e municípios onde se localizam as populações indígenas
C) O SUS não contempla a atenção à saúde indígena em sua estrutura, sendo esta uma responsabilidade de organizações internacionais
D) O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, integrado ao SUS, é financiado pela União e considera a realidade local e as especificidades culturais dos povos indígenas
E) A saúde indígena é atendida exclusivamente por meio de programas emergenciais temporários, sem um modelo de atenção contínuo e integrado

Fredrik Barth, antropólogo norueguês, organizou a coletânea intitulada Grupos e Fronteiras Étnicas: a organização social da diferença cultural, em 1969, considerada um divisor de águas nos estudos sobre grupos e identidades étnicas.
Assinale, entre as opções abaixo, aquela que indica a razão pela qual a formulação de Barth é considerada importante para os estudos étnicos comparados.
a) Porque ele mostrou que a variação cultural interna aos grupos étnicos não é tão significativa quanto a que existe entre eles.
b) Porque ele insistiu que a análise dos grupos étnicos deveria se concentrar nos conteúdos culturais dos quais eles são portadores.
c) Porque ele sugeriu que a identidade étnica resulta da autodefinição dos sujeitos e de sua classificação por outros, de acordo com diferenças culturais consideradas relevantes.
d) Porque ele definiu grupos étnicos como o resultado de unidades diferenciadas de cultura que seriam transmitidas de forma estável ao longo das gerações.
e) Porque a sua abordagem teórica enfatiza o caráter não contrastivo das identidades étnicas.

O Decreto nº. 6.861, de setembro de 2009, criou os chamados “territórios etnoeducacionais” estabelecendo uma nova base administrativa de planejamento e gestão das políticas e ações de educação escolar indígena no país. Segundo o antropólogo indígena Baniwa, Gersem José dos Santos Luciano, há aspectos relevantes em que os territórios etnoeducacionais revolucionam o campo da cultura política, administrativa e pedagógica, seja reforçando diretamente as lutas históricas dos povos indígenas, seja inovando no campo das políticas de educação escolar indígena. Entre esses aspectos relevantes, não se inclui:
a) a esperança de atendimento das demandas locais e regionais dos povos indígenas de modo desigual, baseado nas especificidades socioculturais locais.
b) a virtual consequência positiva do reconhecimento da importância da noção de territorialidade indígena no âmbito do Estado e da sociedade brasileira, que é a possível retomada e reconstrução das chamadas autonomias ou autogestão dos territórios no âmbito dos planos coletivos de vida desses povos originários.
c) a possibilidade de mudança nos princípios orientadores da administração pública brasileira no tocante ao atendimento aos povos indígenas.
d) o reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de que os povos indígenas possuem suas territorialidades próprias, muito diferentes da estabelecida pelas divisões político-administrativas dos municípios, estados e União, que dividiu e separou povos e famílias indígenas inteiras, em nome da imaginada unidade nacional.
e) a expectativa de construir uma experiência de participação e controle social indígena mais efetiva no âmbito das políticas de educação escolar indígena, na medida em que se deve criar unidades de planejamento e gestão configuradas segundo as territorialidades definidas coletivamente com permanente participação e envolvimento de representantes indígenas.

O surgimento dos movimentos indígenas no Brasil foi estimulado inicialmente pela
a) influência do movimento “red power” dos povos indígenas dos Estados Unidos da América do Norte na década de 1960.
b) Cabanagem na Amazônia brasileira, revolta social ocorrida no Império do Brasil, na então província do Grão-Pará, estendendo-se de 1835 a 1840.
c) atuação do Governo Federal em promover políticas públicas para a autonomia indígena via os órgãos indigenistas – o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
d) promulgação do Estatuto do Índio, Lei nº. 6.001, de 19 de dezembro de 1973.
e) atuação do Conselho Indigenista Missionário na década de 1970 de promover as assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

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Questões resolvidas

É incorreto afirmar que a política indigenista do Estado brasileiro é baseada no(s) seguinte(s) princípio(s):
A. reconhecimento da organização social, costumes, línguas, crenças e tradições dos povos indígenas.
B. garantia aos povos indígenas isolados do exercício de sua liberdade e de suas atividades tradicionais sem a obrigatoriedade de contatá-los.
C. aceleração do processo de integração dos povos indígenas à civilização nacional.
D. garantia da proteção e conservação do meio ambiente nas terras indígenas.
E. respeito ao cidadão indígena, suas comunidades e organizações.

A saúde indígena no Brasil é atendida por um modelo específico dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Este modelo leva em consideração aspectos culturais, sociais e geográficos específicos dos povos indígenas, além de integrar ações de saúde, saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras, educação sanitária e integração institucional. Assegura-se que a saúde indígena seja descentralizada, hierarquizada e regionalizada, baseando-se nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). A participação dos povos indígenas na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde é garantida nos diferentes níveis do sistema de saúde.
Considerando estas informações, assinale a alternativa correta.
A) A saúde indígena é gerida exclusivamente por organizações não-governamentais especializadas na cultura indígena
B) O financiamento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena é de responsabilidade exclusiva dos estados e municípios onde se localizam as populações indígenas
C) O SUS não contempla a atenção à saúde indígena em sua estrutura, sendo esta uma responsabilidade de organizações internacionais
D) O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, integrado ao SUS, é financiado pela União e considera a realidade local e as especificidades culturais dos povos indígenas
E) A saúde indígena é atendida exclusivamente por meio de programas emergenciais temporários, sem um modelo de atenção contínuo e integrado

Fredrik Barth, antropólogo norueguês, organizou a coletânea intitulada Grupos e Fronteiras Étnicas: a organização social da diferença cultural, em 1969, considerada um divisor de águas nos estudos sobre grupos e identidades étnicas.
Assinale, entre as opções abaixo, aquela que indica a razão pela qual a formulação de Barth é considerada importante para os estudos étnicos comparados.
a) Porque ele mostrou que a variação cultural interna aos grupos étnicos não é tão significativa quanto a que existe entre eles.
b) Porque ele insistiu que a análise dos grupos étnicos deveria se concentrar nos conteúdos culturais dos quais eles são portadores.
c) Porque ele sugeriu que a identidade étnica resulta da autodefinição dos sujeitos e de sua classificação por outros, de acordo com diferenças culturais consideradas relevantes.
d) Porque ele definiu grupos étnicos como o resultado de unidades diferenciadas de cultura que seriam transmitidas de forma estável ao longo das gerações.
e) Porque a sua abordagem teórica enfatiza o caráter não contrastivo das identidades étnicas.

O Decreto nº. 6.861, de setembro de 2009, criou os chamados “territórios etnoeducacionais” estabelecendo uma nova base administrativa de planejamento e gestão das políticas e ações de educação escolar indígena no país. Segundo o antropólogo indígena Baniwa, Gersem José dos Santos Luciano, há aspectos relevantes em que os territórios etnoeducacionais revolucionam o campo da cultura política, administrativa e pedagógica, seja reforçando diretamente as lutas históricas dos povos indígenas, seja inovando no campo das políticas de educação escolar indígena. Entre esses aspectos relevantes, não se inclui:
a) a esperança de atendimento das demandas locais e regionais dos povos indígenas de modo desigual, baseado nas especificidades socioculturais locais.
b) a virtual consequência positiva do reconhecimento da importância da noção de territorialidade indígena no âmbito do Estado e da sociedade brasileira, que é a possível retomada e reconstrução das chamadas autonomias ou autogestão dos territórios no âmbito dos planos coletivos de vida desses povos originários.
c) a possibilidade de mudança nos princípios orientadores da administração pública brasileira no tocante ao atendimento aos povos indígenas.
d) o reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de que os povos indígenas possuem suas territorialidades próprias, muito diferentes da estabelecida pelas divisões político-administrativas dos municípios, estados e União, que dividiu e separou povos e famílias indígenas inteiras, em nome da imaginada unidade nacional.
e) a expectativa de construir uma experiência de participação e controle social indígena mais efetiva no âmbito das políticas de educação escolar indígena, na medida em que se deve criar unidades de planejamento e gestão configuradas segundo as territorialidades definidas coletivamente com permanente participação e envolvimento de representantes indígenas.

O surgimento dos movimentos indígenas no Brasil foi estimulado inicialmente pela
a) influência do movimento “red power” dos povos indígenas dos Estados Unidos da América do Norte na década de 1960.
b) Cabanagem na Amazônia brasileira, revolta social ocorrida no Império do Brasil, na então província do Grão-Pará, estendendo-se de 1835 a 1840.
c) atuação do Governo Federal em promover políticas públicas para a autonomia indígena via os órgãos indigenistas – o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
d) promulgação do Estatuto do Índio, Lei nº. 6.001, de 19 de dezembro de 1973.
e) atuação do Conselho Indigenista Missionário na década de 1970 de promover as assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

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NOSSA AULA JÁ VAI COMEÇAR!
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HISTÓRICO DAS POLÍTICAS DO 
INDIGENISMO NO BRASIL
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POLÍTICAS INDIGENISTAS
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Histórico das políticas do indigenismo
▪ Séculos XVI-XIX: caráter integrador e civilizatório
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Serviço de Proteção ao Índio (SPI)
▪ Criado pelo decreto nº 8.072, de 20 de junho de 1910 
- Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN).
- Perdurou até 1967, quando foi substituído pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI
▪ Código Civil de 1916: considera o indígena relativamente incapaz a certos atos.
▪ Lei nº 5.484, de 27 de junho de 1928: grupos indígenas colocados sob a tutela do Estado
- Classificados como nômades, aldeados (ou arranchados), incorporados a centros agrícolas, 
reunidos em povoações indígenas ou incorporados à sociedade.
▪ Ministérios aos quais o SPI esteve vinculado:
- 1910-1930 - Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio 
- 1930-1934 - Ministério do Trabalho 
- 1934-1939 - Ministério da Guerra (Inspetoria de Fronteiras)
- 1940 - Ministério da Agricultura e depois o Ministério do Interior 
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A Era Vargas e a questão indígena
▪ Constituição de 1934 – Primeira a abordar a questão indígena
"Art. 129 – Será respeitada a posse de terras de silvícolas que nelas se achem permanentemente 
localizados, sendo-lhes, no entanto, vedado aliená-las."
▪ 1939: Criação do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI) - Decreto nº. 1.794, de 22 de 
novembro de 1939: órgão consultor e formulador da política indigenista brasileira;
▪ Marcha para o Oeste: contato com os Xavantes em 1941 (Expedição Roncador-Xingu), e políticas de 
pacificação; 
- Incentivo ao Cultivo do solo e apelo ao trabalho nos moldes do Estado; 
▪ Política de Nacionalização: os indígenas deveriam ingressar na ordem nacional, inclusive nas escolas. 
▪ 1943: Decretação do dia 19 abril como o “Dia do Índio”
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O SPI entre 1946 e 1967
▪ Constituição de 1946 art. 126: “Será respeitada aos silvícolas a posse das terras onde se achem 
permanentemente localizados, com a condição de não a transferirem”;
▪ Crises sanitárias nas áreas indígenas por meio epidemias do contato. 
▪ Criação do Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas (SUSA) – Noel Nutels 
▪ Convenção nº 107 da OIT de 1957 - Sobre a Proteção e Integração das Populações Indígenas e 
outras Populações Tribais e Semitribais de Países Independentes
- Refletia o paradigma assimilacionista do período, mas recomenda a adoção de programas que 
melhorem as condições de vida e trabalho dessas populações. 
- Ratificada pelo Brasil em 1966 (Decreto nº 58.824/66).
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O SPI entre 1946 e 1967
▪ 1953: Criação do Museu do Índio, setor da Seção de Estudos do SPI - Serviço 
de Proteção aos Índios;
- Idealizado por Darcy Ribeiro e Cândido Rondon
- Mediação e fomento da construção de identidades e do respeito à 
diversidade cultural.
▪ 31/07/1961: Criação do Parque Nacional do Xingu (PIX)
- Idealizado por Darcy Ribeiro, Orlando Villas-Boas, Eduardo Galvão e Rondon
- Primeira terra indígena demarcada a partir de novos moldes
- 2,7 milhões de hectares, ao norte do Estado de Mato Grosso;
▪ Relatório Figueiredo (1967)
- Denúncias de corrupção e crimes “contra a pessoa” dos indígenas (direitos 
humanos) mobilizam a extinção do SPI e a criação da Funai. 
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A Funai durante a ditadura civil-militar
▪ Lei nº 5.371, 5 de dezembro de 1967
▪ Constituição de 1967/1969: terras dos indígenas passaram a ser consideradas terras da União, 
sobrando-lhes apenas a posse exclusiva e a inalienabilidade. 
▪ Perspectiva integracionista: “atrelar o sentido do trabalho à ideologia do desenvolvimento com 
segurança.”
- “Segurança Nacional”: Ocupação a qualquer custo da Amazônia e incorporação dos indígenas;
- “Desenvolvimento”: criação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM);
- Caso Waimiri-Atroari em 1968 - Construção da rodovia BR-174, Manaus-Boa-Vista em TI;
- Construção da Transamazônica pelo Programa de Integração Nacional (PIN); 
- Construção de “reformatório indígena” entre 1969 e 1972 e da Guarda Rural Indígena, em 1970: 
Reformatório Krenak, em Resplendor (MG), e a Fazenda Guarani, em Carmésia (MG);
▪ Debate sobre o Estatuto do Índio 1970-73 e promulgação da lei em 1973;
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A Funai durante a ditadura civil-militar
▪ Diversas Associações de caráter indigenista surgem nos anos 1970, uma delas a partir da 
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a qual criou, em 1972, um órgão específico para 
lidar com o tema indígena: o Conselho Indigenista Missionário (CIMI);
▪ Também no momento dos anos 1970, há movimentos importantes que somam a luta por Políticas 
indigenistas, como o movimento da Reforma Sanitária, o qual somente se materializou no final dos 
anos 1990;
▪ Mário Juruna, do povo Xavante, é o primeiro indígena eleito deputado federal para o período 
1983-1987, um movimento que aproximou mais as populações nas últimas constituintes antes da 
construção da Constituição Cidadã.
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A Funai a partir de 1988
▪ Após a Constituição Federal de 1988, a Funai buscou se 
apoiar em uma missão menos integradora e mais em 
direção ao respeito às diversidades e especificidades 
dos povos indígenas.
▪ É assim que a expressão da CF/88 buscou estabelecer 
uma nova Política Indigenista, articulando com outras 
pastas e tirando atribuições que remetiam a ações 
assimilacionistas. 
▪ Nessa perspectiva, o Estado não poderia mais entrar nas 
comunidades e estabelecer seus empreendimentos em 
detrimento da vontade dos indígenas. 
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A Funai a partir de 1988
▪ 1991 - Funai passa para o Ministério da Justiça e o Ministério do Interior é extinto (Lei nº 8.028, de 
12.04.1990);
▪ Nova política descentralizada: decretos passavam novas responsabilidades às áreas da saúde, 
educação, desenvolvimento rural e meio ambiente: Ministérios da Saúde, Educação, 
Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente;
▪ De Junho de 1991 a maio de 1993, o sertanista Sidney Ferreira Possuelo, que chefiava a 
Coordenadoria de Índios Isolados da Funai, foi nomeado presidente da Funai e reformula o órgão: 
as administrações Regionais estariam agora dependentes da Diretoria Geral;
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ORDENAMENTO LEGAL E ADMINISTRATIVO
▪ Política de contato dos povos Isolados ou de recente contato é modificada: em 2007 criou-se um 
Sistema de Proteção e Promoção de Direitos para Índios Isolados e de Recente Contato (SPIIRC). 
▪ Em 2002, houve a ratificação por parte do governo brasileiro da Convenção nº 169 da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT) sobre "Sobre Povos Indígenas e Tribais em Países 
Independentes" (1989);
▪ Final de 2009 - decreto presidencial nº 7.056, 28/12. O Governo Lula anuncia um Plano de 
reestruturação da Funai com o fito de dar maior capacidade de atuação ao órgão.
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TERRA/TERRITÓRIO E PROTEÇÃO AMBIENTAL
▪ Grandes casos de Homologação de terra indígenas no governo Collor (vários processos estavam 
parados) - pressão externa da agenda internacional: Eco 1992;
▪ 1992 - Demarcação física de uma área importante: Terra Indígena Yanomami;
▪ O Governo Fernando Henrique Cardoso (1995 – 2002) realiza novas demarcações de Terras 
Indígenas;
▪ Ações conjuntas com o Ministério do Meio Ambiente - Política Nacional de Gestão Territorial e 
Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) - (decreto em 2012).
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EDUCAÇÃO
▪ 1991 - Escolas indígenas passam para o Ministério da Educação, busca da promoção da educação 
bilíngue; 
▪ 1993 - é lançado o documento: "Diretrizes para a Política Nacional de Educação Escolar Indígena"onde se encontram princípios organizadores da prática pedagógica,
▪ 2009: Criação dos Territórios Etnoeducacionais - TEEs. Decreto nº 6.861, e em 2013 - Portaria nº 
1.062, de 30 de outubro, do Ministério da Educação, instituiu o Programa Nacional dos Territórios 
Etnoeducacionais – PNTEE;
▪ Lei nº 11.645, de 10 março de 2008, que institui a obrigatoriedade do estudo da história e cultura 
indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio;
▪ Ampliação da diversidade no Ensino Superior: em 2012 criam-se as Políticas de Cotas nas 
Universidades para indígenas, lei 12.711/2012.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
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ASSISTÊNCIA SOCIAL
▪ Uma tentativa primeira de aproximação de questões particulares aparece em 2006, quando o 
Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS constitui um grupo de trabalho (GT) a partir da 
Resolução nº 47, de 22 de março de 2006 (Brasil, 2006), objetivando o acompanhamento e 
também a gestão de recursos e impactos das ações da Rede de Serviços de Proteção Social Básica 
em algumas comunidades indígenas. A medida foi revogada pela Resolução CNAS/MC Nº 81, de 11 
de outubro de 2022; 
▪ No ano de 2020 houve a publicação de orientações para atendimento de povos indígenas pela 
Assistência Social, Resolução Nº 20, de 20 de novembro de 2020. 
INTERVALO TIRA-DÚVIDAS
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O ESTATUTO DO ÍNDIO E A 
CONSTITUIÇÃO DE 1988
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ESTATUDO DO ÍNDIO
▪ Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973.
▪ Determina a condição social e política do índio perante a nação e estipula medidas de assistência e 
promoção dos povos indígenas, sobretudo como indivíduos.
▪ Considera o indígena menor de idade e “relativamente capaz” a certos atos, sob a tutela do 
Estado. Estabelece as condições de emancipação da tutela (individual ou coletiva)
▪ Mecanismos que determina a demarcação das terras indígenas, tornando a Funai o agente único 
responsável pela definição do que é terra indígena e pela sua demarcação de todas as etapas. 
▪ Decreto nº 88.118, de 23 de fevereiro de 1983: retirou da Funai a prerrogativa legal de demarcar as 
terras indígenas, o que passou a ser feito por um Grupo de Trabalho que envolvia os ministérios da 
Reforma Agrária, Interior, Planejamento e o Conselho de Segurança Nacional. 
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Art. 3º Para os efeitos de lei, ficam estabelecidas as definições a seguir discriminadas:
I - Índio ou Silvícola - É todo indivíduo de origem e ascendência pré-colombiana que se identifica e é 
identificado como pertencente a um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da 
sociedade nacional;
 II - Comunidade Indígena ou Grupo Tribal - É um conjunto de famílias ou comunidades índias, quer 
vivendo em estado de completo isolamento em relação aos outros setores da comunhão nacional, 
quer em contatos intermitentes ou permanentes, sem contudo estarem neles integrados.
Art. 4º Os índios são considerados:
 I - Isolados - Quando vivem em grupos desconhecidos ou de que se possuem poucos e vagos informes 
através de contatos eventuais com elementos da comunhão nacional;
 II - Em vias de integração - Quando, em contato intermitente ou permanente com grupos estranhos, 
conservam menor ou maior parte das condições de sua vida nativa, mas aceitam algumas práticas e 
modos de existência comuns aos demais setores da comunhão nacional, da qual vão necessitando 
cada vez mais para o próprio sustento;
 III - Integrados - Quando incorporados à comunhão nacional e reconhecidos no pleno exercício dos 
direitos civis, ainda que conservem usos, costumes e tradições característicos da sua cultura.
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ESTATUDO DO ÍNDIO
Art. 2° Cumpre à União, aos Estados e aos Municípios, bem como aos órgãos das respectivas 
administrações indiretas, nos limites de sua competência, para a proteção das comunidades indígenas 
e a preservação dos seus direitos:
I - estender aos índios os benefícios da legislação comum, sempre que possível a sua aplicação;
II - prestar assistência aos índios e às comunidades indígenas ainda não integrados à comunhão 
nacional;
III - respeitar, ao proporcionar aos índios meios para o seu desenvolvimento, as peculiaridades 
inerentes à sua condição;
IV - assegurar aos índios a possibilidade de livre escolha dos seus meios de vida e subsistência;
V - garantir aos índios a permanência voluntária no seu habitat, proporcionando-lhes ali recursos para 
seu desenvolvimento e progresso;
VI - respeitar, no processo de integração do índio à comunhão nacional, a coesão das comunidades 
indígenas, os seus valores culturais, tradições, usos e costumes;
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ESTATUDO DO ÍNDIO
VII - executar, sempre que possível mediante a colaboração dos índios, os programas e projetos 
tendentes a beneficiar as comunidades indígenas;
VIII - utilizar a cooperação, o espírito de iniciativa e as qualidades pessoais do índio, tendo em vista a 
melhoria de suas condições de vida e a sua integração no processo de desenvolvimento;
IX - garantir aos índios e comunidades indígenas, nos termos da Constituição, a posse permanente das 
terras que habitam, reconhecendo-lhes o direito ao usufruto exclusivo das riquezas naturais e de 
todas as utilidades naquelas terras existentes;
IX - garantir aos índios e comunidades indígenas, nos termos da Constituição Federal, a posse 
permanente das terras tradicionalmente ocupadas em 5 de outubro de 1988, reconhecendo-lhes o 
direito ao usufruto exclusivo das riquezas naturais e de todas as utilidades naquelas terras existentes; 
(Redação dada pela Lei nº 14.701, de 2023)
X - garantir aos índios o pleno exercício dos direitos civis e políticos que em face da legislação lhes 
couberem.
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ESTATUDO DO ÍNDIO
▪ Noção controversa em relação ao direito à terra/território. 
- O preceito indígena de terra, de pertencimento, definição de lugar não está atrelado à 
temporalidade de habitações.
 
Somente a partir da Constituição Federal de 1988 houve critérios e condições para que Terras 
Indígenas pudessem ser demarcadas e direitos específicos pudessem ser pensados, refletindo não 
mais sobre uma vida de integração, mas sobre o respeito à diversidade e outras formas de viver e 
interagir, isto é, valorizando a pluralidade étnica. 
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CONSTITUIÇÃO DE 1988
CAPÍTULO VIII - DOS ÍNDIOS DIREITOS ORIGINÁRIOS
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos 
originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer 
respeitar todos os seus bens. ÍNDÍGENAS CONSIDERADOS COMO POVOS NO SEU PRÓPRIO DIREITO
§ 1º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios (as) por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas 
para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu 
bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições. 
§ 2º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto 
exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes. 
§ 3º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas 
minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as 
comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei. 
- Hidrelétrica em Belo Monte (2010)
POLÍTICAS INDIGENISTAS
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CONSTITUIÇÃO DE 1988
§ 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis. 
§ 5º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendumdo Congresso Nacional, em caso 
de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação 
do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco. 
§ 6º São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a 
posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas 
existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a 
nulidade e a extinção direito a indenização ou ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias 
derivadas da ocupação de boa-fé. 
§ 7º Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. 174, §§ 3º e 4º
Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus 
direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo.
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INTERVALO TIRA-DÚVIDAS
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PRGRAMAS GOVERNAMENTAIS 
VOLTADOS AOS POVOS 
INDÍGENAS
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PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS
▪ PPA 2012-2015 – (Governo Dilma) : 
- fortalecimento da gestão ambiental e territorial das terras indígenas; 
- promoção à sustentabilidade econômica, a autonomia dos povos indígenas e o respeito à sua 
diversidade cultural; 
- esforço para agilizar as demarcações de terras e a proteção contra invasões e degradação 
ambiental, além do fortalecimento de políticas sociais, como saúde e educação.
▪ PPA 2016-2019: (Governo de Michel Temer) – Prioridades
- Continuação de várias políticas direcionadas aos povos indígenas, com críticas por parte de 
movimentos sociais e organizações indígenas - apontando para a redução de investimentos e 
enfraquecimento de órgãos como a FUNAI. 
- medidas para a promoção de direitos dos povos indígenas, (apresentou relatos de lentidão no 
processo de demarcação de terras e problemas na execução de políticas de saúde e educação 
indígena).
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PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS
▪ PPA 2020-2023 (Governo de Jair Bolsonaro) - Prioridades 
- Mudanças significativas na abordagem das políticas indígenas; 
- Ideia de integração dos povos indígenas à economia nacional, sugerindo o 
aproveitamento de recursos naturais em terras indígenas (maiores impactos ambientais e 
socioculturais);
- Menor continuidade e eficácia das políticas de proteção territorial, saúde e educação 
específicas para os povos indígenas.
No último PPA 2024-2027 realizado pelo atual governo, houve a mediação do Ministério dos 
Povos Indígenas – MPI, o qual assumiu a tarefa de concentrar políticas voltadas para esta 
população e abriu uma chamada com votações. 
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Promoção de direitos sociais
Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (Decreto 7747/2012). 
- Programa de Proteção Territorial; 
- Programa de Regularização Fundiária e Proteção aos Povos Isolados (Funai);
- Programa de Apoio à Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas; 
- Programa de Apoio à Sociobioeconomia Indígena; 
- Programa de Apoio à Infraestrutura Comunitária e Mobilidade;
- Programa de Apoio e Incentivo à Cultura dos Povos Indígenas; 
- Programa Saberes Interculturais; 
- Programa de Promoção e Proteção dos Direitos Sociais e Cidadania (Funai). 
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Promoção de direitos sociais
▪ Demarcação e Proteção de Terras Indígenas (Coordena e executa todo processo);
▪ Fomento à Autonomia Indígena (Projetos de autonomia Econômica);
▪ Promoção dos Direitos Indígenas (Diversas políticas de mediação com o Estado e outros agentes);
▪ Saúde e Bem-estar: (Parceria com a Política Pública de atenção à Saúde é exercida dentro do 
Ministério da Saúde)
▪ Educação Diferenciada: (Parceria com o Ministério da Educação na promoção da Educação 
Intercultural);
▪ Cultura e Conhecimento Tradicional: (Apoio na Proteção e valorização da cultura indígena e dos 
conhecimentos tradicionais);
▪ Defesa e Segurança: (Programas específicos de Defesa do Território e ação conjunta com outras 
agências de Segurança e Defesa no Estado);
▪ Gestão Ambiental e Territorial.
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Educação
▪ As populações indígenastêm direito à educação escolar comunitária diferenciada, 
respeitando as particularidades culturais. 
▪ Política Nacional da Educação Escolar Indígena (Decreto - 6861/2009)
- Educação escolar Indígena diferenciada;
- Formação de professores indígenas
- Construção de escolas diferenciadas em Terras Indígenas
- Elaboração de material didático específico
- Plano Nacional de Educação (PNE) para os Povos Indígenas
- Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena 
- Ensino de História e Cultura Indígena
- Bolsas de Estudo para Indígenas no Ensino Superior
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Saúde
▪ Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas
▪ 2010: Criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai)
▪ Principais eixos:
- Atenção primária à saúde
- Participação comunitária
- Capacitação e formação de profissionais indígenas
- Foco em doenças específicas
- Promoção da saúde e educação sanitária
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CONTATO INTERÉTNICO
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CONTATO INTERÉTNICO
▪ A partir do século XX, o Estado Brasileiro criou duas entradas de enquadramento para uma ideia de 
“indígena”: aqueles que advêm da situação na qual a sua indianidade não era questionada; e aqueles que; 
na visão do órgão oficial; não eram mais indígenas, estavam integrados ou em vias de integração.
▪ Sobre estes últimos movimentos indígenas ocorridos fortemente no Nordeste, em grande parte na década 
de 1970, e também em outros lugares como a própria Amazônia, foi feito o uso do termo “etnogênese” ou 
dos “índios emergentes”. 
▪ De forma relacional, as próprias pessoas criam itinerários que também rechaçam as práticas e mantêm 
fronteiras para que seus costumes continuem a fazer sentido dentro de um circuito de comunicação 
▪ Não somente possuem línguas diferentes, mas vivem em uma área próxima, mantêm contatos com outras 
populações indígenas, e também com as não-indígenas. CONTATO INTERÉTNICO.
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CONTATO INTERÉTNICO
▪ “A cultura original de um grupo étnico, na diáspora ou em situações de intenso contato, não se perde ou 
se funde simplesmente, mas adquire uma nova função, essencial e que se acresce às outras, enquanto se 
torna cultura de contraste: este novo princípio que a subtende, a do contraste, determina vários 
processos. A cultura tende ao mesmo tempo a se acentuar, tornando-se mais visível, e a se simplificar e 
enrijecer, reduzindo-se a um número menor de traços que se tornam diacríticos. A questão da língua é 
elucidativa: a língua de um povo é um sistema simbólico que organiza sua percepção do mundo, e é 
também diferenciador por excelência (...)
▪ Em suma, e com o perdão do trocadilho, existe uma bagagem cultural, mas ela deve ser sucinta: não se 
levam para a diáspora todos os seus pertences. Manda-se buscar o que é operativo para servir ao contraste. 
E isto até em sentido literal, como relata Pedro Agostinho dos Pataxó do sul da Bahia, que mandam alguns 
de seus membros aprenderem Maxakali em Minas Gerais, para se afirmarem como índios. Tudo isto leva à 
conclusão óbvia de que não se podem definir grupos étnicos a partir de sua cultura, embora, como 
veremos, a cultura entre de modo essencial na etnicidade. Foram essas considerações que levaram 
antropólogos interacionistas, como Moerman e Barth, a definirem adequadamente a identidade étnica em 
termos de adscrição:assim, é índio quem se considera e é considerado índio. 
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CONTATO INTERÉTNICO
▪ Os contatos interétnicos propiciam, portanto, uma diversidade de relações das 
mais influenciadoras possíveis, as que podem ser convertidas em favor das 
questões que são mais importantes para cada povo, ou àquelas que trazem 
enormes prejuízos. 
▪ Poder retomar atividades que se identificam mais seria significativo para uma 
condição de vida que se assenta na sociobiodiveridade. 
▪ A construção de uma agenda de direitos indígenas advém de relações complexas, 
por vezes muito deficitárias, de maneira que o indigenismo necessita ser, como 
bem traduz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro: “um projeto do futuro. 
ANTROPOLOGIA APLICADA 
AO INDIGENISMO
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ANTROPOLOGIA APLICADA AO INDIGENISMO
▪ A construção de centros de estudos, programas na área das Ciências Sociais e, posteriormente, da 
Antropologia Social e Cultural, ajudou a formar um corpo técnico para atuar em estudos sobre as 
realidades indígenas
▪ Criação do Conselho Nacional de Proteção aos índios - CNPIA e, a partir dos anos 1940, a seção de 
Estudos (SE). Para além disso, reuniões científicas começaram a ser realizadas neste período, como 
a 
1953: 1ª Reunião brasileira de Antropologia
Heloísa Alberto Torres, Darcy Ribeiro, Roberto Cardoso de Oliveira, Eduardo Galvão
Crítica às políticas assimilacionistas mantidas pelo SPI
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ANTROPOLOGIA APLICADA AO INDIGENISMO
▪ Aculturação X Contato interétnico
▪ Transfiguração étnica – Darcy Ribeiro: modos de transformação de toda a vida e cultura de um 
grupo para tornar viável sua existência no contexto hostil, mantendo sua identificação” 
▪ Fricção interétnica – Roberto Cardoso de Oliveira: combate à ideia de que os povos estariam 
aculturados frente a uma situação de contato prolongado, mostrando relações de dominação e 
subordinação.
▪ Situação histórica – João Pacheco de Oliveira: em situações históricas distintas, as crenças, 
costumes e princípios organizativos existem interligados e articulados com determinações e 
projetos da sociedade nacional”.
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ANTROPOLOGIA APLICADA AO INDIGENISMO
▪ Década de 1970: surgimento de organizações de apoio aos indígenas: as comissões pró-índio 
(CPIs), as associações nacionais de apoio ao índio (ANAIs), o Conselho Indigenista Missionário 
(CIMI), o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), a Operação Amazônia Nativa (OPAN), o Centro 
Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) e o Núcleo de Direitos Indígenas (NDI). Estas 
duas últimas se juntaram para fundar o atual Instituto Socioambiental (ISA). 
▪ Questionamento fundamentado às políticas oficiais, a interlocução entre índios e Funai, bem como 
a formulação de alternativas concretas para o indigenismo brasileiro.
▪ Na década de 1980, diversas manifestações indígenas passaram a ganhar visibilidade nacional. 
Também neste período começaram a se estruturar suas primeiras organizações formais de base 
comunitária ou regional. Em âmbito nacional foi criada a União das Nações Indígenas (UNI). 
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ANTROPOLOGIA APLICADA AO INDIGENISMO
▪ Sobre as Terras Indígenas, os antropólogos mantiveram diálogos com diversos povos para 
ouvirem as suas demandas e pensarem juntos sobre a criação de espaços, dentro de 
possibilidades do próprio Estado e do contexto, na busca de garantir uma condição de vida com 
menor impacto aos povos indígenas. 
▪ Atuação dos indígenas no Estado e em organizações não governamentais, ajudando no processo de 
pensar alternativas ao indigenismo. 
▪ Atualmente, os estudos de Antropologia buscam compreender como processos de afirmação e 
transformação indígena estão ancorados na agência própria desses povos 
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ANTROPOLOGIA APLICADA AO INDIGENISMO
INDÍGENAS:
Processo de 
adaptação que 
envolve perdas, 
criatividade e 
ganhos
ESTADO:
Transformação 
entendida apenas como 
um processo de perdas
CONTATO INTERÉTNICO
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ANTROPOLOGIA APLICADA AO INDIGENISMO
▪ Os antropólogos, nesse cenário, construíram caminhos novos, sendo um deles o da promoção e 
proteção dos saberes tradicionais. Muitos profissionais demonstram acoplar o resultado de 
pesquisas etnográficas profundas com as expectativas dos povos em ter seus conhecimentos mais 
bem conhecidos e respeitados e, ainda, contar com o respaldo da legislação internacional. 
▪ No âmbito da proteção da biodiversidade, por exemplo, sem dúvida, os antropólogos têm um 
papel histórico a desempenhar, desvendando e promovendo a contribuição dos indígenas, 
quilombolas e comunidades tradicionais ao futuro do planeta.
▪ As pesquisas realizadas por antropólogos e seus trabalhos técnicos na área do indigenismo passam 
por diversas questões em diálogo com as populações-foco. 
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 LISTA DE QUESTÕES
HISTÓRICO DAS POLÍTICAS DO 
INDIGENISMO NO BRASIL
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(CESPE/CEBRASPE - MPU - 2010)
Os estudos de fricções interétnicas interessam-se pelo exame 
da vida política interna de grupos indígenas quanto às relações 
de contato com os brancos.
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(CETREDE – PREF. DE GUAIÚBA/CE - 2023)
As políticas educacionais atuais para a realidade indígena partem dos fundamentos legais e 
conceituais presentes na Constituição de 1988 que colocou, sobre novas bases, os direitos 
indígenas. A partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado brasileiro 
reconhece aos povos indígenas o direito a uma cidadania diferenciada, por meio do 
reconhecimento de seus direitos territoriais e culturais e a questão da especificidade da 
questão indígena passa a ser gradativamente reconhecida e normatizada.
Considerando essas concepções, a Educação Escolar Indígena deve contemplar a(s)
 I. práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade.
II. existência das culturas superiores que adotam elementos da cultura dominante
III. utilização das suas línguas maternas e os seus processos de aprendizagem.
IV. assimilações das identidades provisórias a serem assimiladas pela cultura dominante.
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(CETREDE – PREF. DE GUAIÚBA/CE - 2023)
As políticas educacionais atuais para a realidade indígena partem dos fundamentos legais e 
conceituais presentes na Constituição de 1988 que colocou, sobre novas bases, os direitos 
indígenas. A partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado brasileiro 
reconhece aos povos indígenas o direito a uma cidadania diferenciada, por meio do 
reconhecimento de seus direitos territoriais e culturais e a questão da especificidade da 
questão indígena passa a ser gradativamente reconhecida e normatizada.
Considerando essas concepções, a Educação Escolar Indígena deve contemplar a(s)
 I. práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade.
II. existência das culturas superiores que adotam elementos da cultura dominante
III. utilização das suas línguas maternas e os seus processos de aprendizagem.
IV. assimilações das identidades provisórias a serem assimiladas pela cultura dominante.
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(SELECON – ANTROPÓLOGO - 2019)
Segundo dados do portal do governo de Roraima (2002 - disponível em 
http://www.rr.gov.br/roraima.php?area=dados, acessado em 20.08.2019), 46,37% do território do 
Estado são áreas indígenas e a população indígena é de aproximadamente 46.106 sujeitos divididos 
em 8 povos indígenas. Nesse contexto, o conhecimento antropológico no âmbito do trabalho social 
com famílias indígenas torna-se fundamental, visto que permite:
A) compreender que, mesmo diante da diferença, o trabalho social com indígenas deve ser de cunho 
universalista, construindo uma políticade assistência social assimilacionista
B) entender o respeito à diferença como expressão do princípio de equidade e evidenciá-lo no 
atendimento aos indivíduos de acordo com suas necessidades específicas, respeitando a diversidade 
e construindo uma política de assistência social culturalmente adequada
C) entender diversidade como expressão da desigualdade e buscar minimizá-la no atendimento aos 
indivíduos construindo uma política de assistência social universal
D) compreender que o princípio da equidade somente pode ser alcançado quando sujeitos 
culturalmente diversos são atendidos de maneira igualitária, construindo uma política de assistência 
social universal
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(SELECON – ANTROPÓLOGO - 2019)
Segundo dados do portal do governo de Roraima (2002 - disponível em 
http://www.rr.gov.br/roraima.php?area=dados, acessado em 20.08.2019), 46,37% do território do 
Estado são áreas indígenas e a população indígena é de aproximadamente 46.106 sujeitos divididos 
em 8 povos indígenas. Nesse contexto, o conhecimento antropológico no âmbito do trabalho social 
com famílias indígenas torna-se fundamental, visto que permite:
A) compreender que, mesmo diante da diferença, o trabalho social com indígenas deve ser de cunho 
universalista, construindo uma política de assistência social assimilacionista
B) entender o respeito à diferença como expressão do princípio de equidade e evidenciá-lo no 
atendimento aos indivíduos de acordo com suas necessidades específicas, respeitando a diversidade 
e construindo uma política de assistência social culturalmente adequada
C) entender diversidade como expressão da desigualdade e buscar minimizá-la no atendimento aos 
indivíduos construindo uma política de assistência social universal
D) compreender que o princípio da equidade somente pode ser alcançado quando sujeitos 
culturalmente diversos são atendidos de maneira igualitária, construindo uma política de assistência 
social universal
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(NC UFPR - CBMPR - 2023)
A Constituição de 1934, do governo de Getúlio Vargas, determinou a seguinte política do Estado 
sobre os indígenas:
“Art. 5.º: Compete privativamente à União: […]
XIX – Legislar sobre:
m) Incorporação dos silvícolas à comunhão nacional” (ref.)
OBS: silvícolas era a denominação dada aos indígenas na constituição de 1934.
A partir dos conhecimentos sobre as políticas indigenistas do Estado brasileiro no século XX, é 
correto afirmar que a política indigenista estabelecida pela Constituição de 1988:
A) ampliou a política de assimilação dos indígenas à sociedade brasileira.
B) reconheceu a diversidade de organização social e cultural e os direitos sobre as terras 
ocupadas.
C) manteve a noção de relativa incapacidade dos indígenas contida no Estatuto dos Índios de 
1973.
D) instituiu a política integracionista reivindicada pelos povos indígenas desde 1934.
E) estabeleceu a prática de aldeamento dos indígenas e de tutela por organismos religiosos. 
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(NC UFPR - CBMPR - 2023)
A Constituição de 1934, do governo de Getúlio Vargas, determinou a seguinte política do Estado 
sobre os indígenas:
“Art. 5.º: Compete privativamente à União: […]
XIX – Legislar sobre:
m) Incorporação dos silvícolas à comunhão nacional” (ref.)
OBS: silvícolas era a denominação dada aos indígenas na constituição de 1934.
A partir dos conhecimentos sobre as políticas indigenistas do Estado brasileiro no século XX, é 
correto afirmar que a política indigenista estabelecida pela Constituição de 1988:
A) ampliou a política de assimilação dos indígenas à sociedade brasileira.
B) reconheceu a diversidade de organização social e cultural e os direitos sobre as terras 
ocupadas.
C) manteve a noção de relativa incapacidade dos indígenas contida no Estatuto dos Índios de 
1973.
D) instituiu a política integracionista reivindicada pelos povos indígenas desde 1934.
E) estabeleceu a prática de aldeamento dos indígenas e de tutela por organismos religiosos. 
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(UECE-CEV - SEDUC-CE - 2023)
Por meio das escolas indígenas, é possível assegurar a autonomia, tanto no 
que se refere ao projeto pedagógico quanto ao uso de recursos financeiros 
públicos para a manutenção do cotidiano escolar. Dessa forma, garante-se a 
plena participação de cada comunidade indígena nas decisões relativas ao 
funcionamento da escola.
HENRIQUES, Ricardo; GESTEIRA, Cleber; GRILLO, Susana; CHAMUSCA, Adelaide. Educação Escolar Indígena: 
diversidade sociocultural indígena ressignificando a escola. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoindigena.
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(UECE-CEV - SEDUC-CE - 2023)
Considerando a participação na elaboração dos projetos político-pedagógicos das 
escolas indígenas, analise as seguintes afirmações e assinale com V as verdadeiras e com 
F as falsas:
( ) Os projetos político-pedagógicos das escolas indígenas devem ser elaborados pelos 
professores indígenas juntamente com a FUNAI, governo federal e representantes da 
sociedade civil.
( ) Os projetos político-pedagógicos das escolas indígenas devem ser elaborados pelos 
professores indígenas em articulação com toda a comunidade educativa – lideranças, “os 
mais velhos”, dentre outros.
( ) Os projetos político-pedagógicos das escolas indígenas devem contar com a 
participação de pais, mães ou responsáveis pelo estudante e os próprios estudantes.
( ) Na elaboração dos projetos político-pedagógicos das escolas indígenas deve-se contar 
com assessoria dos sistemas de ensino e de suas instituições formadoras, das 
organizações indígenas e órgãos indigenistas do estado e da sociedade civil.
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(UECE-CEV - SEDUC-CE - 2023)
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
A) F, F, F, V.
B) F, V, V, V.
C) V, F, V, F. 
D) V, V, F, F. 
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(UECE-CEV - SEDUC-CE - 2023)
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
A) F, F, F, V.
B) F, V, V, V.
C) V, F, V, F. 
D) V, V, F, F. 
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(ESAF – FUNAI – 2016)
É incorreto afirmar que a política indigenista do Estado brasileiro é baseada no(s) 
seguinte(s) princípio(s):
A) reconhecimento da organização social, costumes, línguas, crenças e tradições 
dos povos indígenas.
B) garantia aos povos indígenas isolados do exercício de sua liberdade e de suas 
atividades tradicionais sem a obrigatoriedade de contatá-los.
C) aceleração do processo de integração dos povos indígenas à civilização nacional.
D) garantia da proteção e conservação do meio ambiente nas terras indígenas.
E) respeito ao cidadão indígena, suas comunidades e organizações.
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(ESAF – FUNAI – 2016)
É incorreto afirmar que a política indigenista do Estado brasileiro é baseada no(s) 
seguinte(s) princípio(s):
A) reconhecimento da organização social, costumes, línguas, crenças e tradições 
dos povos indígenas.
B) garantia aos povos indígenas isolados do exercício de sua liberdade e de suas 
atividades tradicionais sem a obrigatoriedade de contatá-los.
C) aceleração do processo de integração dos povos indígenas à civilização nacional.
D) garantia da proteção e conservação do meio ambiente nas terras indígenas.
E) respeito ao cidadão indígena, suas comunidades e organizações.
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(FGV – SEDUC/TO – 2023) 
Em relação à política de atenção à saúde dos povos indígenas no Brasil, analise as 
afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) É dever do Estado construir a Política Setorial de Saúde Indígena, no contexto do 
Sistema Único de Saúde.
( ) Além de promover a interação entre a medicina indígena e a ocidental, deve-se 
valorizar as práticas da medicina tradicional indígena, reconhecendo e respeitando 
seu conhecimento.
( ) Deve-se contestar a incorporação dos pajés e das parteiras indígenas, como 
categoriasprofissionais, ao Sistema de Saúde.
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(FGV – SEDUC/TO – 2023) 
As afirmativas são, respectivamente,
A) V – F – F. 
B) V – F – V.
C) F – V – V. 
D) V – V – F.
E) F – F – V.
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(FGV – SEDUC/TO – 2023) 
As afirmativas são, respectivamente,
A) V – F – F. 
B) V – F – V.
C) F – V – V. 
D) V – V – F.
E) F – F – V.
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(FGV - CD - 2023) 
A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas prevê os Distritos Sanitários Especiais 
Indígenas (DSEI), como forma de garantir aos povos indígenas o direito constitucional à saúde, 
seguindo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sobre os DSEI, marque a afirmativa correta.
A) OS DSEI obedecem aos limites dos estados, pois estão vinculados à Secretaria de Estado da Saúde 
de cada unidade da Federação.
B) Parte integrante dos DSEI, as Casas de Saúde do Índio (Casais) servem de apoio entre a aldeia e a 
rede de serviços do SUS.
C) Os Pólos-Base, que fazem parte das DSEI, são serviços de pronto-atendimento, no formato das 
UPAS, e estão sempre localizados em municípios mais próximos das aldeias.
D) Os 34 DSEIS hoje existentes no Brasil estão interligados pela rede Telessaúde do Ministério da 
Saúde.
E) Em função da atuação dos DSEIS, a vacinação da população indígena tem taxa superior a 90% de 
cobertura para todas as vacinas do calendário do Programa Nacional de Imunização (PNI).
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(FGV - CD - 2023) 
A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas prevê os Distritos Sanitários Especiais 
Indígenas (DSEI), como forma de garantir aos povos indígenas o direito constitucional à saúde, 
seguindo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sobre os DSEI, marque a afirmativa correta.
A) OS DSEI obedecem aos limites dos estados, pois estão vinculados à Secretaria de Estado da Saúde 
de cada unidade da Federação.
B) Parte integrante dos DSEI, as Casas de Saúde do Índio (Casais) servem de apoio entre a aldeia e a 
rede de serviços do SUS.
C) Os Pólos-Base, que fazem parte das DSEI, são serviços de pronto-atendimento, no formato das 
UPAS, e estão sempre localizados em municípios mais próximos das aldeias.
D) Os 34 DSEIS hoje existentes no Brasil estão interligados pela rede Telessaúde do Ministério da 
Saúde.
E) Em função da atuação dos DSEIS, a vacinação da população indígena tem taxa superior a 90% de 
cobertura para todas as vacinas do calendário do Programa Nacional de Imunização (PNI).
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(IBFC - EBSERH – 2023) 
A saúde indígena no Brasil é atendida por um modelo específico dentro do Sistema 
Único de Saúde (SUS). Este modelo leva em consideração aspectos culturais, sociais 
e geográficos específicos dos povos indígenas, além de integrar ações de saúde, 
saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras, 
educação sanitária e integração institucional. Assegura-se que a saúde indígena seja 
descentralizada, hierarquizada e regionalizada, baseando-se nos Distritos Sanitários 
Especiais Indígenas (DSEIs). A participação dos povos indígenas na formulação, 
acompanhamento e avaliação das políticas de saúde é garantida nos diferentes 
níveis do sistema de saúde. 
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(IBFC - EBSERH – 2023) 
Considerando estas informações, assinale a alternativa correta.
A) A saúde indígena é gerida exclusivamente por organizações não-governamentais 
especializadas na cultura indígena 
B) O financiamento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena é de responsabilidade 
exclusiva dos estados e municípios onde se localizam as populações indígenas
C) O SUS não contempla a atenção à saúde indígena em sua estrutura, sendo esta uma 
responsabilidade de organizações internacionais
D) O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, integrado ao SUS, é financiado pela União 
e considera a realidade local e as especificidades culturais dos povos indígenas
E) A saúde indígena é atendida exclusivamente por meio de programas emergenciais 
temporários, sem um modelo de atenção contínuo e integrado
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(IBFC - EBSERH – 2023) 
Considerando estas informações, assinale a alternativa correta.
A) A saúde indígena é gerida exclusivamente por organizações não-governamentais 
especializadas na cultura indígena 
B) O financiamento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena é de responsabilidade 
exclusiva dos estados e municípios onde se localizam as populações indígenas
C) O SUS não contempla a atenção à saúde indígena em sua estrutura, sendo esta uma 
responsabilidade de organizações internacionais
D) O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, integrado ao SUS, é financiado pela União 
e considera a realidade local e as especificidades culturais dos povos indígenas
E) A saúde indígena é atendida exclusivamente por meio de programas emergenciais 
temporários, sem um modelo de atenção contínuo e integrado
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(AMEOSC – PROFESSOR - 2022) 
O ___________, no que concerne a uma política indigenista, estava focado em 
fragmentar a população autóctone em dois grupos, a saber: os aliados e os inimigos. 
Nesse sentido, para os povos indígenas aliados era necessário que fossem catequizados 
e se convertessem à fé cristã, enquanto os chamados ___________ deviam ser 
subjugados ___________.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente:
A) projeto colonial português - "índios bravos" - militar e politicamente
B) projeto colonial espanhol - "índios mansos" - social e politicamente
C) projeto colonial português - "índios mansos" - militar e politicamente
D) projeto colonial espanhol - "índios bravos" - social e politicamente
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(AMEOSC – PROFESSOR - 2022) 
O ___________, no que concerne a uma política indigenista, estava focado em 
fragmentar a população autóctone em dois grupos, a saber: os aliados e os inimigos. 
Nesse sentido, para os povos indígenas aliados era necessário que fossem catequizados 
e se convertessem à fé cristã, enquanto os chamados ___________ deviam ser 
subjugados ___________.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente:
A) projeto colonial português - "índios bravos" - militar e politicamente
B) projeto colonial espanhol - "índios mansos" - social e politicamente
C) projeto colonial português - "índios mansos" - militar e politicamente
D) projeto colonial espanhol - "índios bravos" - social e politicamente
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(IBFC - SEC/BA– 2023) 
A questão indígena ganhou uma relevância internacional nos últimos anos. No Brasil, a 
partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, os povos indígenas tiveram 
reconhecidos seus direitos à propriedade da terra que ocupam historicamente, a 
manutenção de suas culturas, incluindo hábitos e línguas. A FUNAI (Fundação Nacional 
do Índio) é o órgão da administração federal brasileira responsável pela gestão da 
política indigenista. Entre suas atribuições está a de monitorar as flutuações 
demográficas destas populações; através deste trabalho verificou-se um aumento 
significativo (da ordem de 10,8% aa) na população indígena registrada pelo IBGE 
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(IBFC - SEC/BA– 2023) 
Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O aumento das garantias constitucionais incentivou uma maior parcela da população 
indígena, não residente em áreas protegidas, a autodeclararem-se pertencentes a etnias 
originárias.
( ) A melhoria das condições materiais e a maior integração civilizatória das populações 
indígenas foi o principal fator motivador deste aumento populacional.
( ) A pressão de grupos extrativistas, como madeireiros e garimpeiros, sobre as populações 
indígenas, provoca um aumento na mortalidade destas populações, tanto pelo aumento da 
criminalidade,como pela piora nas condições médico-sanitárias.
( ) Costumes e tradições indígenas como “pajelança”, “rituais de passagem” e a caça de 
animais silvestres são fatores que demonstram uma menor evolução civilizatória destes povos 
quando comparados aos povos europeizados.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(IBFC - SEC/BA– 2023) 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo
A) V - F - V - F
B) V - V - V - F
C) F - F - V - V
D) F - V - F - V
E) V - F - F - V
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(IBFC - SEC/BA– 2023) 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo
A) V - F - V - F
B) V - V - V - F
C) F - F - V - V
D) F - V - F - V
E) V - F - F - V
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Assinale a opção que indica corretamente quais foram os principais motivos que levaram 
à extinção do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) em 1967, dando lugar à Fundação 
Nacional do Índio (FUNAI).
A) Má gestão, falta de recursos, corrupção funcional, vulnerabilidade do órgão e a 
ingerência dos partidos políticos na política indigenista.
B) Massacres de sociedades indígenas realizados com a convivência e/ou participação 
dos seus funcionários.
C) A necessidade de uma renovação nos quadros burocráticos do Estado.
D) O fim da presidência do Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (1964 – 1967) 
e o início da presidência do Marechal Arthur da Costa e Silva (1967 – 1969).
E) As novas políticas do Estado para o desenvolvimento da Amazônia e a necessidade de 
um órgão mais enérgico para implantar essas políticas.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Assinale a opção que indica corretamente quais foram os principais motivos que levaram 
à extinção do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) em 1967, dando lugar à Fundação 
Nacional do Índio (FUNAI).
A) Má gestão, falta de recursos, corrupção funcional, vulnerabilidade do órgão e a 
ingerência dos partidos políticos na política indigenista.
B) Massacres de sociedades indígenas realizados com a convivência e/ou participação 
dos seus funcionários.
C) A necessidade de uma renovação nos quadros burocráticos do Estado.
D) O fim da presidência do Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (1964 – 1967) 
e o início da presidência do Marechal Arthur da Costa e Silva (1967 – 1969).
E) As novas políticas do Estado para o desenvolvimento da Amazônia e a necessidade de 
um órgão mais enérgico para implantar essas políticas.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Fredrik Barth, antropólogo norueguês, organizou a coletânea intitulada Grupos e Fronteiras 
Étnicas: a organização social da diferença cultural, em 1969, considerada um divisor de águas 
nos estudos sobre grupos e identidades étnicas. Assinale, entre as opções abaixo, aquela que 
indica a razão pela qual a formulação de Barth é considerada importante para os estudos 
étnicos comparados.
A) Porque ele mostrou que a variação cultural interna aos grupos étnicos não é tão 
significativa quanto a que existe entre eles.
B) Porque ele insistiu que a análise dos grupos étnicos deveria se concentrar nos conteúdos 
culturais dos quais eles são portadores.
C) Porque ele sugeriu que a identidade étnica resulta da autodefinição dos sujeitos e de sua 
classificação por outros, de acordo com diferenças culturais consideradas relevantes.
D) Porque ele definiu grupos étnicos como o resultado de unidades diferenciadas de cultura 
que seriam transmitidas de forma estável ao longo das gerações.
E) Porque a sua abordagem teórica enfatiza o caráter não contrastivo das identidades étnicas.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Fredrik Barth, antropólogo norueguês, organizou a coletânea intitulada Grupos e Fronteiras 
Étnicas: a organização social da diferença cultural, em 1969, considerada um divisor de águas 
nos estudos sobre grupos e identidades étnicas. Assinale, entre as opções abaixo, aquela que 
indica a razão pela qual a formulação de Barth é considerada importante para os estudos 
étnicos comparados.
A) Porque ele mostrou que a variação cultural interna aos grupos étnicos não é tão 
significativa quanto a que existe entre eles.
B) Porque ele insistiu que a análise dos grupos étnicos deveria se concentrar nos conteúdos 
culturais dos quais eles são portadores.
C) Porque ele sugeriu que a identidade étnica resulta da autodefinição dos sujeitos e de sua 
classificação por outros, de acordo com diferenças culturais consideradas relevantes.
D) Porque ele definiu grupos étnicos como o resultado de unidades diferenciadas de cultura 
que seriam transmitidas de forma estável ao longo das gerações.
E) Porque a sua abordagem teórica enfatiza o caráter não contrastivo das identidades étnicas.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
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(ESAF - FUNAI – 2016) 
O Decreto nº. 6.861, de setembro de 2009, criou os chamados “territórios 
etnoeducacionais” estabelecendo uma nova base administrativa de planejamento e 
gestão das políticas e ações de educação escolar indígena no país. Segundo o 
antropólogo indígena Baniwa, Gersem José dos Santos Luciano, há aspectos relevantes 
em que os territórios etnoeducacionais revolucionam o campo da cultura política, 
administrativa e pedagógica, seja reforçando diretamente as lutas históricas dos povos 
indígenas, seja inovando no campo das políticas de educação escolar indígena. 
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Entre esses aspectos relevantes, não se inclui:
A) a esperança de atendimento das demandas locais e regionais dos povos indígenas de modo desigual, 
baseado nas especificidades socioculturais locais.
B) a virtual consequência positiva do reconhecimento da importância da noção de territorialidade indígena 
no âmbito do Estado e da sociedade brasileira, que é a possível retomada e reconstrução das chamadas 
autonomias ou autogestão dos territórios no âmbito dos planos coletivos de vida desses povos originários.
C) a possibilidade de mudança nos princípios orientadores da administração pública brasileira no tocante 
ao atendimento aos povos indígenas.
D) o reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de que os povos indígenas possuem suas territorialidades 
próprias, muito diferentes da estabelecida pelas divisões político-administrativas dos municípios, estados e 
União, que dividiu e separou povos e famílias indígenas inteiras, em nome da imaginada unidade nacional.
E) a expectativa de construir uma experiência de participação e controle social indígena mais efetiva no 
âmbito das políticas de educação escolar indígena, na medida em que se deve criar unidades de 
planejamento e gestão configuradas segundo as territorialidades definidas coletivamente com 
permanente participação e envolvimento de representantes indígenas.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Entre esses aspectos relevantes, não se inclui:
A) a esperança de atendimento das demandas locais e regionais dos povos indígenas de modo desigual, 
baseado nas especificidades socioculturais locais.
B) a virtual consequência positiva do reconhecimento da importância da noção de territorialidade indígena 
no âmbito do Estado e da sociedade brasileira, que é a possível retomada e reconstrução das chamadas 
autonomias ou autogestão dos territórios no âmbito dos planos coletivos de vida desses povos originários.
C) a possibilidade de mudança nos princípios orientadores da administração pública brasileira no tocante 
ao atendimento aos povos indígenas.
D) o reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de que os povos indígenas possuem suas territorialidades 
próprias, muito diferentes da estabelecida pelas divisões político-administrativas dos municípios, estados e 
União, que dividiu e separou povos e famílias indígenas inteiras, em nome da imaginada unidade nacional.
E) a expectativa de construir uma experiência de participação e controle social indígena mais efetiva no 
âmbito das políticasde educação escolar indígena, na medida em que se deve criar unidades de 
planejamento e gestão configuradas segundo as territorialidades definidas coletivamente com 
permanente participação e envolvimento de representantes indígenas.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
A Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) foi 
instituída por meio do Decreto nº. 7.747, de 05 de junho de 2012, com o objetivo de 
garantir e promover a proteção, a recuperação, a conservação e o uso sustentável dos 
recursos naturais das terras e territórios indígenas, assegurando a integridade do 
patrimônio indígena, a melhoria da qualidade de vida e as condições plenas de 
reprodução física e cultural das atuais e futuras gerações dos povos indígenas, 
respeitando sua autonomia sociocultural, nos termos da legislação vigente. 
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Seus objetivos específicos estão divididos em eixos temáticos. Assinale a opção que indica quantos e quais 
são esses eixos.
A) Três: proteção territorial e dos recursos naturais; etnodesenvolvimento; e gestão ambiental – 
correspondente aos três pilares da gestão territorial indígena.
B) Sete: proteção territorial e dos recursos naturais; governança e participação indígena; áreas protegidas, 
unidades de conservação e terras indígenas; prevenção e recuperação de danos ambientais; uso 
sustentável de recursos naturais e iniciativas produtivas indígenas; propriedade intelectual e patrimônio 
genético; capacitação, formação, intercâmbio e educação ambiental.
C) Quatro: proteção territorial e dos recursos naturais; gestão ambiental; etnodesenvolvimento; e 
promoção da cidadania – correspondente aos quatro pilares da gestão territorial indígena.
D) Cinco: proteção territorial e dos recursos naturais; áreas protegidas, unidades de conservação e terras 
indígenas; prevenção e recuperação de danos ambientais; uso sustentável de recursos naturais e iniciativas 
produtivas indígenas; propriedade intelectual e patrimônio genético.
E) Cinco: proteção territorial e dos recursos naturais; etnodesenvolvimento; gestão ambiental; promoção 
da cidadania; e governança indígena – correspondente aos cinco pilares da gestão territorial indígena.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Seus objetivos específicos estão divididos em eixos temáticos. Assinale a opção que indica quantos e quais 
são esses eixos.
A) Três: proteção territorial e dos recursos naturais; etnodesenvolvimento; e gestão ambiental – 
correspondente aos três pilares da gestão territorial indígena.
B) Sete: proteção territorial e dos recursos naturais; governança e participação indígena; áreas protegidas, 
unidades de conservação e terras indígenas; prevenção e recuperação de danos ambientais; uso 
sustentável de recursos naturais e iniciativas produtivas indígenas; propriedade intelectual e patrimônio 
genético; capacitação, formação, intercâmbio e educação ambiental.
C) Quatro: proteção territorial e dos recursos naturais; gestão ambiental; etnodesenvolvimento; e 
promoção da cidadania – correspondente aos quatro pilares da gestão territorial indígena.
D) Cinco: proteção territorial e dos recursos naturais; áreas protegidas, unidades de conservação e terras 
indígenas; prevenção e recuperação de danos ambientais; uso sustentável de recursos naturais e iniciativas 
produtivas indígenas; propriedade intelectual e patrimônio genético.
E) Cinco: proteção territorial e dos recursos naturais; etnodesenvolvimento; gestão ambiental; promoção 
da cidadania; e governança indígena – correspondente aos cinco pilares da gestão territorial indígena.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
O surgimento dos movimentos indígenas no Brasil foi estimulado inicialmente pela
A) influência do movimento “red power” dos povos indígenas dos Estados Unidos da 
América do Norte na década de 1960.
B) Cabanagem na Amazônia brasileira, revolta social ocorrida no Império do Brasil, na 
então província do Grão-Pará, estendendo-se de 1835 a 1840.
C) atuação do Governo Federal em promover políticas públicas para a autonomia 
indígena via os órgãos indigenistas – o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e a Fundação 
Nacional do Índio (FUNAI).
D) promulgação do Estatuto do Índio, Lei nº. 6.001, de 19 de dezembro de 1973.
E) atuação do Conselho Indigenista Missionário na década de 1970 de promover as 
assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia 
do direito à diversidade cultural.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
O surgimento dos movimentos indígenas no Brasil foi estimulado inicialmente pela
A) influência do movimento “red power” dos povos indígenas dos Estados Unidos da 
América do Norte na década de 1960.
B) Cabanagem na Amazônia brasileira, revolta social ocorrida no Império do Brasil, na 
então província do Grão-Pará, estendendo-se de 1835 a 1840.
C) atuação do Governo Federal em promover políticas públicas para a autonomia 
indígena via os órgãos indigenistas – o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e a Fundação 
Nacional do Índio (FUNAI).
D) promulgação do Estatuto do Índio, Lei nº. 6.001, de 19 de dezembro de 1973.
E) atuação do Conselho Indigenista Missionário na década de 1970 de promover as 
assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia 
do direito à diversidade cultural.
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(FGV – AL/MA – 2016) 
A crise humanitária que recentemente atingiu a comunidade Yanomami colocou os direitos indígenas e os 
serviços públicos prestados a eles no centro do debate nacional.
 Assinale a afirmativa correta a respeito da construção da cidadania indígena no Brasil, a partir do 
paradigma constitucional de 1988.
A) O respeito à ancestralidade dos povos tradicionais e o acesso às terras por eles povoadas desde a 
colonização foram assegurados pelo recurso do marco temporal de demarcação das terras indígenas.
B) O meio privilegiado para preservar o direito à identidade indígena foi a adoção de políticas de 
integração à sociedade brasileira, de modo que os indígenas passassem a gozar da totalidade dos direitos 
dos demais cidadãos.
C) Os direitos de cidadania foram reconhecidos aos indígenas, ao mesmo tempo em que foram garantidas 
sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que 
tradicionalmente ocupam.
D) O Estado passou a assumir o dever de tutelar os indígenas, já que eles não são considerados 
plenamente capazes para os atos da vida pública, fornecendo educação moral, saúde e apoio social.
E) A demarcação de terras indígenas tornou-se obrigatória para o poder executivo estadual, a quem cabe 
homologar, mediante decreto, a demarcação realizada, considerando essa política um instrumento 
estratégico de combate à crise climática.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(FGV – AL/MA – 2016) 
A crise humanitária que recentemente atingiu a comunidade Yanomami colocou os direitos indígenas e os 
serviços públicos prestados a eles no centro do debate nacional.
 Assinale a afirmativa correta a respeito da construção da cidadania indígena no Brasil, a partir do 
paradigma constitucional de 1988.
A) O respeito à ancestralidade dos povos tradicionais e o acesso às terras por eles povoadas desde a 
colonização foram assegurados pelo recurso do marco temporal de demarcação das terras indígenas.
B) O meio privilegiado para preservar o direito à identidade indígena foi a adoção de políticas de 
integração à sociedade brasileira, de modo que os indígenas passassem a gozar da totalidade dos direitos 
dos demais cidadãos.
C) Os direitos de cidadania foram reconhecidos aos indígenas, ao mesmo tempo em que foram garantidas 
sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que 
tradicionalmente ocupam.
D) O Estado passou a assumir o deverde tutelar os indígenas, já que eles não são considerados 
plenamente capazes para os atos da vida pública, fornecendo educação moral, saúde e apoio social.
E) A demarcação de terras indígenas tornou-se obrigatória para o poder executivo estadual, a quem cabe 
homologar, mediante decreto, a demarcação realizada, considerando essa política um instrumento 
estratégico de combate à crise climática.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Assinale, entre as opções abaixo, aquela que apresenta algumas das principais 
noções desenvolvidas em Etnologia Indígena no Brasil.
A) Evolucionismo cultural, transfiguração étnica, fricção interétnica.
B) Aculturação, fricção interétnica, situação histórica.
C) Transfiguração étnica, fricção interétnica, situação histórica.
D) Fricção interétnica, drama social, situação histórica.
E) Participação observante, transfiguração étnica, fricção interétnica.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
(ESAF - FUNAI – 2016) 
Assinale, entre as opções abaixo, aquela que apresenta algumas das principais 
noções desenvolvidas em Etnologia Indígena no Brasil.
A) Evolucionismo cultural, transfiguração étnica, fricção interétnica.
B) Aculturação, fricção interétnica, situação histórica.
C) Transfiguração étnica, fricção interétnica, situação histórica.
D) Fricção interétnica, drama social, situação histórica.
E) Participação observante, transfiguração étnica, fricção interétnica.
POLÍTICAS INDIGENISTAS
Prof. Marco Túlio
OBRIGADO!
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