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INCOERÊNCIA TEXTUAL E REDAÇÃO TÉCNICA. ( PROVA 02 ) 1. No ano passado, o governo promoveu uma campanha a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a seguinte manchete: CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação: a) Campanha contra o governo do Estado e a violência entram em nova fase. b) A violência do governo do Estado entra em nova fase de Campanha. c) Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase de violência. d) A violência da campanha do governo do Estado entra em nova fase. e) Campanha do governo do Estado contra a violência entra em nova fase. 2. O menino ouviu a narrativa de um arqueiro que passou anos e anos treinando a arte do arco e flecha, até se tornar um especialista. Ao chegar a uma reunião com outros arqueiros, encontrou uma extensa parede com inúmeros alvos – e flechas cravadas bem no centro deles. O arqueiro ficou impressionado. Não acreditava que uma única pessoa havia feito aquilo. Era uma proeza. Uma multidão de flechas milimetricamente no centro dos alvos, quem realizou aquele feito? Havia um garotinho perto dos alvos e o arqueiro perguntou: “Você sabe quem lançou essas flechas?”. E o garoto disse: “Sim, fui eu”. O arqueiro não conseguia acreditar. Como assim? Aquele garotinho era o responsável por tamanha façanha? Então o menino contou como fez aquilo: “Primeiro eu jogo a flecha e depois pinto o alvo ao redor”. […]. Os ditados populares e provérbios têm a propriedade de sintetizar interpretações sobre fatos da vida cotidiana, geralmente ilustrados por narrativas que contêm quebras de expectativa. Considerando essas informações, o possível provérbio que melhor sintetiza o texto é: a) Em terra de cego, quem tem um olho é rei a) Não adianta chorar sobre o leite derramado b) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura c) Cada macaco no seu galho d) Quem com ferro fere, com ferro será ferido 3. Utilize, em cada lacuna, o conectivo adequado para manter as relações de sentido entre as orações abaixo. Assinale a alternativa correta. A alfabetização é uma das questões mais graves da educação no país,__________ deficiência explica boa parte da crise do ensino ______________ o estudante tem dificuldades de ler e escrever. a) Mas, cujo b) Cuja,contudo c) Neste caso, cuja d) Cujo, visto que e) Cuja, visto que 4. Preencha as lacunas conforme as classificações textuais ( 1) Narrativo - (2) descritivo - ( 3) dissertativo ( ) Elenca fatos, há movimento, ação. Há apenas agrupados formando uma lógica de acontecimento ( ) Não se limita em descrever aspectos, envolve critérios de juízos. Apoia em fundamentos. ( ) Reúne elementos, expõe detalhes e aspectos. Não há transformação de estados. a) 2,3,1 b) 1,3,2 c) 3,2,1 d) 2,1,2 e) 1,1,3 5. A substituição do haver por ter em construções existenciais, no português do Brasil, corresponde a um dos processos mais característicos da história da língua portuguesa, paralelo ao que já ocorrera em relação à aplicação do domínio de ter na área semântica de “posse”, no final da fase arcaica. Mattos e Silva (2001:136) analisa as vitórias de ter sobre haver e discute a emergência de ter existencial, tomando por base a obra pedagógica de João de Barros. Em textos escritos nos anos quarenta e cinquenta do século XVI, encontram-se evidências, embora raras, tanto de ter “existencial”, não mencionado pelos clássicos estudos de sintaxe histórica, quanto de haver como verbo existencial com concordância, lembrado por Ivo Castro, e anotado como “novidade” no século XVIII por Said Ali. Como se vê, nada é categórico e um purismo estreito só revela um conhecimento deficiente da língua. Há mais perguntas que respostas. Pode-se conceber uma norma única e prescritiva? É válido confundir o bom uso e a norma com a própria língua e dessa forma fazer uma avaliação crítica e hierarquizante de outros usos e, através deles, dos usuários? Substitui-se uma norma por outra? Para a autora, a substituição de “haver” por “ter” em diferentes contextos evidencia que a) o estabelecimento de uma norma prescinde de uma pesquisa histórica. b) os estudo clássicos de sintaxe histórica enfatizam a variação e a mudança na língua. c) os comportamentos puristas são prejudiciais à compreensão da constituição linguística. d) a avaliação crítica e hierarquizante dos usos da língua fundamenta a definição da norma. e) a adoção de uma única norma revela uma atitude adequada para os estudos linguísticos. 6. Assinale a opção que não constitui uma articulação coesa e coerente para as duas partes do texto. O capital humano é a grande âncora do desenvolvimento na Sociedade de Serviços, alimentada pelo conhecimento, pela informação e pela comunicação, que se configuram como peças-chave na economia e na sociedade do século XXI. _____________ no mundo pós-moderno, um país ou uma comunidade equivale à sua densidade e potencial educacional, cultural e científico-tecnológico, capazes de gerar serviços, informações, conhecimentos e bens tangíveis e intangíveis, que criem as condições necessárias para inovar, criar, inventar. (Aspásia Camargo, “Um novo paradigma de desenvolvimento”). a) Diante dessas considerações, b) É necessário considerar a idéia oposta de que, c) Partindo-se dessas premissas, d) Tendo como pressupostos essas afirmações, e) Aceitando-se essa premissa, é preciso considerar que, 7. Sobre a coerência textual, é incorreto afirmar: a) A coerência é uma conformidade entre fatos ou ideias, própria daquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos associá-la ao processo de construção de sentidos do texto e à articulação das ideias. b) Por serem os sentidos elementos subjetivos, podemos dizer que a coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o responsável pela constituição dos significados do texto. c) A coerência é imaterial e não está na superfície textual. Compreender aquilo que está escrito dependerá dos níveis de interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse motivo, um mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações. d) A coerência textual dispensa o uso adequado dos conectivos, elementos que apenas colaboram para a estruturação do texto sem apresentar relação direta com a semântica textual. e) A não contradição, a não tautologia e o princípio da relevância são elementos básicos que garantem a coerência textual. Oito Anos “Por que você é Flamengo E meu pai Botafogo O que significa "Impávido colosso"? Por que os ossos doem enquanto a gente dorme Por que os dentes caem Por onde os filhos saem Por que os dedos murcham quando estou no banho Por que as ruas enchem quando está chovendo Quanto é mil trilhões vezes infinito Quem é Jesus Cristo Onde estão meus primos Well, well, well Gabriel (...)”. (Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, São Paulo, 2004) 8. Julgue as seguintes proposições: I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases interrogativas sem ligação entre si, configurando então um texto desprovido de coerência. II. Embora o texto apresente uma série de interrogações aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos linguísticos que nos permitem construir a coerência textual. III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explícita o grande número de questionamentos que povoam o imaginário infantil. IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos, prejudica a construção de sentidos do texto. a) Todas estão corretas. b) Apenas II e III estão corretas. c) Apenas I e IV estão corretas. d) Apenas I e III estão corretas. e) I, III e IV estão corretas. 9. Os textos a seguir necessitam de conectores para sua coesão. Reescreva as frases e empregue as partículas que estão entre parênteses no lugar adequado. a) Nem sempre é fácil identificar a violência.Por exemplo, uma cirurgia não constitui violência, primeiro porque visa o bem do paciente, depois porque é feita com o consentimento do doente. Mas certamente, será violência se a operação for realizada sem necessidade ou se o paciente for usado como cobaia de experimento científico sem a devida autorização. (mas certamente, se, se, primeiro porque, depois porque, por exemplo). b) Lembro-me, com muita saudade, do prazer me dava receber das mãos de meu pai o exemplar da revista O Cruzeiro ele trazia para casa, a cada semana, um dia antes da distribuição nas bancas. Nos Anos 50, início dos 60 a televisão engatinhava, pode-se dizer que O Cruzeiro era o Fantástico da época, lido em todos os cantos do país — tiragem de 800 mil exemplares semanais! E eu tinha acesso àquela preciosidade, antes! Era com grande ansiedade não me engano, as segundas-feiras à noite, aguardava a chegada da revista. Uma decepção por qualquer motivo ela não vinha. Comecei, embora só muito mais tarde viesse a me aperceber disto, a compreender a necessidade do respeito um veículo de comunicação precisa ter para com seu público. (que, que, então, se, se) 10. Leia o texto e responda: Recarregue Aqui Como vários estabelecimentos oferecem a opção de colocar créditos no celular, o rapaz chega à farmácia de uma cidade do interior e pergunta alto: – Tem crédito para OI? O atendente então responde: – Para oi só colírio. (Revista Seleções, fevereiro de 2013, p. 69. 74. [3º Sargento-(NM)-PM-MS/2013-SAD-SEJUSP- GOV. MS]. O efeito de humor no texto ocorre pela: a) falta de atenção do atendente. b) rapidez com que o cliente perguntou. c) maneira como o atendente respondeu. d) confusão entre o sentido OI e olho. e) vida pacata da cidade do interior do Brasil