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1 Biomecânica dos Nervos Periféricos e das Raízes Nervosas Espinhais Introdução • O sistema nervoso funciona como uma rede de comunicações, que tem como principais funções: sentir mudanças internas e externas, interpretar essas mudanças e responder à essas interpretações em forma de contração muscular ou secreção glandular; • É dividido em: Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico; 2 ComposiComposiçção e Estrutura dos Nervos Perifão e Estrutura dos Nervos Perifééricosricos Sistema Nervoso Periférico 12 pares de nervos craniais 31 pares de nervos espinhais Ramificações são chamados Nervos Periféricos Estruturas compostas complexas consistindo de fibras nervosas, tecido conectivo e vasos sanguíneos 3 Nervos PerifNervos Perifééricosricos Receptores de pele, articulações, músculos, tendões, vísceras e órgãos sensitivos Entrada (Input) (Nervo Sensitivo) SNC Músculos e Glândulas Efetores (Nervo Motor) Resposta (Output) Anatomia e Fisiologia dos Nervos Periféricos • Os nervos periféricos são estruturas compostas e complexas, consistindo em fibras nervosas, tecido conjuntivo e vasos sanguíneos; • Como esses três elementos reagem de forma diferente a traumas, cada um pode ter uma função distinta na deterioração funcional do nervo após a lesão. 4 As Fibras Nervosas: Estrutura e Função • O termo “fibras nervosas” se refere aos processos alongados (axônios) estendido do corpo da célula nervosa junto com sua camada de mielina e células de Schwann; • As fibras não só transmitem impulsos, como também servem como uma conexão entre corpo de neurônio e órgão terminal; • A maioria dos axônios é envolvida pela camada de mielina (mielinizados), essa camada é formada através das células de Schwann; • A camada de mielina aumenta a velocidade da condução nervosa e também isola e mantém o axônio. A velocidade aumenta, pois quando o axônio possui mielina o impulso nervoso “salta” de um nodo de Ranvier para outro. Essa condução é conhecida como condução saltatória. • Essa velocidade é proporcional ao diâmetro da fibra. 5 Tecido Conjuntivo Intraneural dos Nervos Periféricos • Camadas de tecido conjuntivo envolvem e protegem a continuidade da fibra nervosa, visto que os nervos são extremamente suscetíveis ao estiramento e compressão. • Endoneuro���� composto de fibroblastos e colágeno, preserva o ambiente iônico interior; • Perineuro���� circunda cada fascículo, grande força mecânica e barreira bioquímica específica; • Epineurro���� como uma almofada, protege de trauma externo e mantém o sistema de provisão de oxigênio através dos vasos sanguíneos; 6 O Sistema Microvascular dos Nervos Periféricos • Uma vez que o impulso nervoso e o transporte axonal dependem da provisão de oxigênio local, o sistema microvascular possui uma capacidade grande de reserva; • Dentro de cada fascículo há um plexo capilar longitudinalmente orientado, que é alimentado por arteríolas que penetram na membrana perineural� acredita-se que em função desse arranjo eles são facilmente fechados com um sistema do tipo válvulas durante o aumento de pressão dentro dos fascículos. 7 Anatomia e Fisiologia das Raízes dos Nervos Espinhais Comportamento Biomecânico dos Nervos PerifComportamento Biomecânico dos Nervos Perifééricosricos Trauma nas extremidades e tractos dos nervos deformações mecânicas dos nervos periféricos deterioração da função do nervo “Se o trauma mecânico excede um determinado nível, os mecanismos de proteção dos nervos podem não ser suficiente e podem resultar em trocas na estrutura e função do nervo.” (Carlstedt & Nordin in Nordin & Frankel, 1989) 8 Lesões de Estiramento (Tendional) • Nervos são estruturas fortes com considerável resistência a tração; • Quando é aplicada tensão� alongamento inicial, sob carga pequena, é seguida por um intervalo no qual o estresse e o alongamento mostram relação com um material elástico. A medida que o limite linear for sendo atingido, as fibras vão se rompendo, assim, vai perdendo sua característica elástica e adquirindo uma característica plástica. • Lesões de estiramento estão, geralmente, associadas com acidentes severos, como colisão veicular em alta velocidade e queda de uma determinada altura. • Tais lesões podem resultar em perda funcional, parcial ou total de alguns nervos, e os déficits funcionais consequentes representam uma inabilidade considerável em perdas motoras e sensitivas. 9 Lesões de Compressão dos Nervos Periféricos • A compressão de um nervo pode resultar em sintomas como entorpecimento (formigamento), dor e fraqueza muscular. • Até mesmo compressões moderadas podem induzir mudanças estruturais e funcionais. • Depende da pressão, do modo como é aplicada, sua magnitude e duração; Níveis Críticos de Pressão • Perturbações no fluxo de sangue intraneural influenciam o nível de pressão, alterando o transporte axonal e a função nervosa; • A 30 mm Hg de compressão local podem acarretar mudanças por prejuízo de fluxo de sangue, prejudicando também o transporte axonal, podendo resultar na síndrome de esmagamento comprimida; • A pressão maia alta (80mm Hg), torna o nervo isquêmico, 10 Modo de Aplicação de Pressão • Sua importância é vista quando, experimentalmente, um nervo sofre um dano maior quando a compressão é direta, pois essa causa uma deformação do nervo mais pronunciada; • É dependente do mecanismo específico de deformação induzido pela pressão aplicada; Aspectos Mecânicos de Compressão do Nervo • Fibras maiores sofrem uma deformação relativamente maior do que as fibras menores. • Lesão de compressão afeta, primeiramente, as fibras maiores; • Pressão uniforme aplicada em volta da circunferência� torniquete � síndrome carpal; • Pressão lateral� hérnia de disco; compressões ósseas; 11 Duração de Pressão Versus Nível de Pressão • Tempo suficiente tem que ocorrer para que uma deformação permanente se desenvolva, pois o tecido nervoso periférico possui algumas características viscoelásticas; RegeneraRegeneraçção dos Nervos Perifão dos Nervos Perifééricosricos Esmagamento ou transecção Continuidade é quebrada partes distais entram em degeneração Proliferação das células de Schwann • Após o esmagamento a continuidade das células de Schwann são preservadas o que ajuda no crescimento axonal • Na lesão severa ocorre um mal direcionamento axonal, apesar da preservação das células de Schwann • Crescimento axonal em humanos é de aproximadamente 1 mm por dia. “A regeneração do cresimento axonal e orientação é complexa e baseada numa velocidade de mecanismos bioquímicos e biomecânicos.” 12 Envelhecimento dos Nervos PerifEnvelhecimento dos Nervos Perifééricosricos • Evidência de disfunção dos nervos periféricos - 70 anos • Exemplos destas disfunções: sensações vibratórias, discriminação entre dois pontos, velocidade de condução dos nervos periféricos Velocidade de condução dos nervos periféricos Adultos jovens: 50-70 m/s Redução 30-40 anos 70-80 anos <<<< 10 m/s Clinicamente ficou estabelecido que a recuperação funcional em uma pessoa idosa depois de uma lesão do nervos periférico é menos satisfatória que em a adultos jovens. Diferenças devido não só a maior eficiência do crescimento axonal em adultos jovens, como também a maior capacidade do cérebro jovem de se adaptar a uma lesão do nervo periférico. 13 Atividade Complementar: Biomecânica dos Nervos Periféricos 1. Do que é constituído o neurônio? Qual é a função de cada parte? 2. Qual é a função dos Nervos Periféricos? 3. Qual é a diferença entre um axônio mielinizado e um não mielinizado? 4. Como funciona o suprimento sanguíneo no SNP? 5. Quais são os dois tipos de raízes nervosas? Quais as suas diferenças? 6. Qual é o comportamento do nervo quando está sob tensão? 7. O que são lesões de plexo? Qual é a importância do seu estudo? 8. Quais são os sintomas de compressão do nervo? 9. O que podemosdizer sobre a relação entre os níveis de pressão e os nervos? 10.Porque um dano induzido por compressão da vasculatura pode danificar a raiz nervosa?