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Dos tipos de sujeito Pedro Proença ‹#› Conceitos básicos para a sintaxe Frase: qualquer enunciado de sentido completo. Pode ter uma ou várias palavras. Quando e se a frase não tiver verbo, ela será chamada de frase nominal. Oração: quando a frase apresenta um verbo. Período: frase organizada em oração (período simples) ou mais de uma oração (período composto) Termos da oração Essenciais: Sujeito e predicado. Integrantes: Objeto direto; objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva. Acessórios: adjunto adverbial, adjunto adnominal e aposto. Das definições de sujeito e predicado Sujeito: ser sobre o qual se faz uma declaração. termo da oração ao qual se atribui processo, estado ou mudança de estado expresso pelo verbo. Predicado: tudo aquilo que se diz do sujeito. Ainda sobre o sujeito O sujeito, quase sempre, corresponde a um sintagma nominal. A palavra que figura no núcleo de tal sintagma tende a ser um substantivo. Quando não for, será um termo equivalente (palavra substantivada). Convém levar em conta que nem sempre podemos nos apoiar em critérios semânticos para definir o sujeito. Pensem em uma frase como “A minha filha tá nascendo o dentinho”. Neste caso, definir o sujeito como o ser sobre o qual se faz uma declaração não é suficiente. ‹#› PEDRO AUGUSTO DE OLIVEIRA CUADRADO PROENÇA () - Conjunto formado por um substantivo e seus determinantes (artigos, numerais, adjetivos e pronomes) Sujeito Simples Simples: quando o sujeito tem um único núcleo, isto é, o verbo da oração se refere a um só substantivo, pronome, numeral, palavra substantivada ou oração substantiva. “Matilde entendia matemática”; “Isso me agrada muito”; “Trinta mil pessoas desapareceram na ditadura argentina”; “As duas são bonitas”; “Meu andar é lento” “Valeria a pena discutir os critérios?”. Sujeito Composto Composto: quando o sujeito tem mais de um núcleo, ou seja, refere-se a mais de um substantivo, pronome, palavras e expressões substantivadas, orações substantivas. “Eu e minha filha gostamos de uva”; “Brasil, Argentina e Chile enfrentaram atrozes ditaduras”; “Cariocas e paulistas estão descontentes com seus respectivos governadores” “Era melhor esquecer a derrota e planejar a luta seguinte”. Sujeito Oculto Oculto: quando não é material e explicitamente expresso na oração, mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pela presença do sujeito em oração de mesmo período ou de período contíguo. “Ficamos felizes com a notícia” (sujeito oculto “nós”) “Estou muito cansado” (Sujeito oculto “eu”). Estás magro, meu amigo!” (Sujeito oculto “tu”). “As crianças eram as que mais padeciam: paravam de crescer, ficavam frágeis e por qualquer coisa caíam doentes.” (VIEIRA JR, 2019, p.69) Indeterminado Indeterminado: Quando o verbo não se refere a determinada pessoa, por desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse nesse conhecimento. Podemos identificá-lo pelo verbo na terceira pessoa do plural ou na terceira do singular, junto ao pronome “se”. “Na casa, pisavam sem sapatos” Disseram que a prova estava difícil. “Na casa, falava-se baixo” Quando houver o pronome, será preciso avaliar se ele vem a ser uma partícula apassivadora ou um índice de indeterminação do sujeito. Neste caso, temos um sujeito paciente. Naquele, não. Oração sem sujeito Em alguns casos, pode existir oração sem sujeito. Isso ocorre quando o foco da ação for o processo verbal em si. Nesses casos, o verbo é impessoal e o sujeito, inexistente. Teremos oração sem sujeito com: - Verbos ou expressões que denotem fenômenos da natureza (anoitecer, chover, fazer frio). - Verbo haver no sentido de existir (“Há muitos problemas a serem resolvidos”). - Verbos haver, fazer e ir, quando indicam tempo decorrido. “Faz seis meses que trabalho aqui”. - Verbo ser no sentido de tempo em geral “Era inverno em Porto Alegre”. Sujeito: toda uma oração Às vezes, toda uma oração pode ter valor de sujeito. Neste caso, temos uma oração subordinada substantiva subjetiva. “Jogar com o Manchester City no Fifa é fácil”. “É crucial que vocês prestem atenção às aulas” ‹#› Predicado Pode ser nominal: quando há um verbo de ligação + predicativo. “Ivy é carinhosa” “Pedro está cansado”. “Receava que eu me tornasse ingrato”; “Ele ficou perturbado” “Ela permaneceu calada”. “Ele parece um lagarto” verbal: quando tem como núcleo um verbo significativo. “Eu lhe aconselho prudência”; “Vou ver o doente”; “Ela invejava os homens” verbo-nominal: quando há um verbo significativo e uma característica importante ligada ao sujeito. Complementos verbais Objeto direto: é o complemento de um verbo transitivo direto, que normalmente vem ligado ao verbo sem preposição e indica o ser para o qual se dirige a ação verbal. “Comprei um cavalo”. “Não recebi o pagamento”. “Não quero que fique triste”. Objeto indireto: complemento de um verbo transitivo indireto, normalmente a ele ligado por preposição. “Duvidava da riqueza da terra”; “Necessitamos de armamento”; “Oxalá ela se afaste de ti”. “A herança pertencia aos dois” “ Saliente-se que verbos podem ser transitivos diretos, indiretos, ambos, intransitivos ou de ligação. image2.jpg image1.jpg