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Acne
SUMÁRIO
1. Importância na atenção primária ...............................................................................4
2. Fisiopatologia .............................................................................................................4
3. Principais causas ........................................................................................................6
4. Avaliação clínica .........................................................................................................6
5. Tipos de acne .............................................................................................................7
6. Abordagem diagnóstica ...........................................................................................10
7. Tratamento ................................................................................................................10
Orientações gerais ....................................................................................................10
Tratamento medicamentoso ...................................................................................11
Retinoides tópicos ....................................................................................................11
Outros agentes tópicos ............................................................................................11
Antibióticos tópicos ..................................................................................................12
Antibióticos sistêmicos ............................................................................................12
Anticoncepcional oral ...............................................................................................13
Isotretinoína ..............................................................................................................13
8. Principais erros cometidos na atenção primária ....................................................15
9. Prognóstico e complicações possíveis ...................................................................15
Atividades preventivas e de educação ....................................................................15
10. Quando referenciar ao dermatologista ..................................................................16
11. Equipe multiprofissional ........................................................................................16
Referências ....................................................................................................................18
Acne   4
1. IMPORTÂNCIA NA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA
Acne vulgar é um distúrbio cutâneo extremamente frequente. Estima-se uma fre-
quência de 85% dos adolescentes com essa condição clínica, sendo mais comum 
até a segunda década de vida, apresentando remissão por volta da terceira década 
de vida, porém, pode persistir na idade adulta ou se desenvolver novamente na ida-
de adulta. 
A acne está muito associada a diversos impactos sociais, psicológicos e emocio-
nais. Devido a sua capacidade de afetar a imagem do indivíduo, pode levar ao isola-
mento social, à distorção da imagem corporal, à insegurança e baixa autoestima.
A Atenção Primária de Saúde (APS) é nossa porta de entrada ao sistema de saú-
de, sendo nosso local de desenvolvimento do atendimento integral e longitudinal do 
paciente, inclusive das queixas dermatológicas relacionadas à acne e seus impac-
tos no cotidiano.
2. FISIOPATOLOGIA
A acne é uma doença caracterizada pela produção sebácea em excesso ocorrendo 
o bloqueio e a distensão folicular. Essa doença folicular inflamatória geralmente é co-
lonizada pela bactéria Propionibacterium acnes gerando os famosos comedões que 
apresenta-se pretos quando abertos ou branco quando fechados, em graus variados, 
distribuídas nas áreas de alta densidade de unidades pilossebáceas (face, região cer-
vical, região superior do tronco). 
Logo, é de conhecimento geral que os sebócitos e os queratinócitos causam hi-
perresponsividade androgênica que gera a hiperplasia das glândulas sebáceas e a 
elevação da oleosidade da pele que caracteriza a acne. 
O aumento da produção de sebo fornece um meio de crescimento para Cutibacterium 
acnes (também chamado de Propionibacterium acnes). O C. acnes utiliza triglicerídeos 
no sebo como fonte de nutrientes hidrolisando-os em ácidos graxos livres e glicerol. 
O ambiente anaeróbico e rico em lipídios dos microcomedões permite que essas bacté-
rias se desenvolvam.
Com a progressão do evento haverá a reação inflamatória e a produção de pus. 
As cepas associadas à acne têm uma maior propensão para estimular as células 
TH17 a secretar interferon-gama e interleucina pró-inflamatória (IL-17), enquanto 
as cepas associadas à pele saudável estimulam as células TH17 a produzir IL-10 
anti-inflamatória. Nesse contexto, a vitamina A e a vitamina D podem desempenhar 
papéis regulatórios na resposta de IL-17. Indivíduos com familiares próximos com 
Acne   5
acne apresentam risco aumentado para a doença, sustentando um componente ge-
nético da doença. 
Figura 1: Patogênese da distensão folicular, ruptura e inflamação na acne vulgar. Acne é caracterizada 
pela obstrução do folículo sebáceo. O comedão começa a ser formado pelo estrato córneo compacto 
e a camada granular espessada no infundíbulo. Formam-se os microcomedões (A) e os comedões fe-
chados (B) e abertos (C). A secreção excessiva de sebo ocorre e a bactéria Cutibacterium (anteriormente 
Propionibacterium) acnes prolifera. O organismo produz fatores quimiotáticos, levando à migração de 
neutrófilos para o comedão intacto. Enzimas neutrofílicas são liberadas e o comedão se rompe, induzin-
do um ciclo de quimiotaxia e intensa inflamação neutrofílica (D e E). 
Fonte: Sanarflix.
Acne   6
3. PRINCIPAIS CAUSAS
• Puberdade;
• Cosméticos comedogênicos: cosméticos capazes de obstruir os poros ou que 
apresentam óleos que acabam exacerbando as lesões de pele, assim como a 
lavagem constante da pele com esfoliantes pode causar traumas mecânicos 
na derme;
• Tabagismo
• Irritação contínua;
• Estresse/dieta;
• Problemas hormonais: como síndrome dos ovários policísticos;
• Medicações: antiepilépticos, antituberculosos, vitaminas do complexo B, hor-
mônios como: corticoides, androgênios, progesterona.
4. AVALIAÇÃO CLÍNICA
A avaliação clínica do paciente com queixa de acne se faz essencialmente pela his-
tória da lesão, devendo-se determinar o seu início/surgimento; evolução clínica, ou seja, 
se houve piora ou melhora ao longo do tempo; exposição a fatores de risco e medica-
mentos em uso. Em mulheres, deve-se investigar sobre sinais de possível hiperandro-
genismo que são: rarefação de pelos, ciclos mestruais inrregulares.
O método clínico centrado na pessoa (MCCP) será um recurso importante para ava-
liação dos fatores psicossociais envolvidos no quadro. Cabe ao médico identificar 
os impactos que a doença desencadeia no paciente: sentimentos, ideias, funcionali-
dade e expectativa.
A realização de um exame físico adequado, com exposição das áreas afetadas e 
boa iluminação, é fundamental para o diagnóstico e a classificação adequada das 
lesões. É importante observar as áreas do corpo mais acometidas, como face, pes-
coço, tronco e membros superiores (MMSS).
Acne   7
5. TIPOS DE ACNE 
• Tipo 1 (acne leve ou comedoniana): caracterizada pela presença dos come-
dões (lesões não inflamatórias) fechados e/ou abertos, podendo, em alguns 
casos, estarem presentes algumas pápulas;
• Tipo 2 (acne moderada ou papulopustulosa): caracterizada pela presença de 
comedões e lesões inflamatórias (pápulas e pústulas) tipicamente menores do 
que 5 mm de diâmetro;
• Tipo 3 (acne severa ou nodulocística): caracterizada por numerosos come-
dões, pápulas e pústulas, frequentemente sensíveis. Nela, há presença de al-
guns cistos (maiores do que 5 mm) ou nódulos (maiores do que 1 cm);
• Tipo 4 (acne grave ou conglobata): caracterizada pela presença de numerosos 
cistos e/ou nódulos, dolorosos, com existênciade abscessos e escarificação 
(lesões cicatriciais);
• Tipo 5 (acne fulminans): caracterizada pelo surgimento abrupto de múltiplas 
lesões e nódulos hemorrágicos associado a sinais e sintomas sistêmicos (fe-
bre, artralgia, fadiga).
Figura 2: Tipos de acne.
Fonte: Avector/shutterstock.com.
Figura 3: Comedão aberto.
Fonte: Nau Nau/shutterstock.com.
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Figura 4: Comedão fechado.
Fonte: Boyloso/shutterstock.com.
Figura 5: Papulopustulosa.
Fonte: Bencemor/shutterstock.com.
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Figura 6: Nodulocística.
Fonte: Bencemor/shutterstock.com.
Figura 7: Conglabata.
Fonte: Dermatology11/shutterstock.com.
 Se liga! A acne fulminante e a rosácea fulminante apresen-
tam baixa prevalência e, por serem mais graves, demandam cuidados com 
dermatologista.
Acne   10
6. ABORDAGEM DIAGNÓSTICA
A abordagem clínica é a base necessária para estabelecer o diagnóstico de acne. 
Os exames complementares não apresentam indicação de rotina, somente se sus-
peita de acne secundária a distúrbios hormonais: síndrome dos ovários policísticos 
(SOP); hiperplasia suprarrenal congênita (HSC) de início tardio; hiperprolactinemia; 
síndrome de Cushing.
7. TRATAMENTO
Orientações gerais
Para além da abordagem medicamentosa, alguns hábitos e orientações devem 
ser explicados para o paciente:
• Evitar lavar a pele mais do que 2 vezes ao dia; 
• Usar um sabonete neutro e água em temperatura ambiente (tanto a água fria 
como a quente podem piorar a acne);
• Não manipular as lesões (não espremer ou esfregar os comedões), para não 
permitir o surgimento de uma nova porta de entrada para infecções;
• Evitar a esfoliação vigorosa nas áreas com acne, ou a utilização de sabonetes 
abrasivos, produtos esfoliantes ou adstringentes. Orientar uso de pano ou es-
ponja macia, ou mesmo os dedos;
• Evitar uso excessivo de cosméticos, mas se necessário, que sejam à base de 
água, e não comedogênicos;
• Retirar toda a maquiagem à noite;
• Utilizar um hidratante neutro e sem cheiro, apenas se a pele estiver ressecada;
• Utilizar protetor solar.
É fundamental, durante a consulta, traçar os objetivos do tratamento junto com o 
paciente:
• Controlar as lesões de acne (prevenir o surgimento de novas lesões);
• Prevenir a escarificação;
• Minimizar a morbidade.
Acne   11
Tratamento medicamentoso 
As intervenções para acne consistem em uma ampla variedade de terapias tópi-
cas, orais/sistêmicas e procedimentais destinadas a combater os principais aspec-
tos dos mecanismos patogênicos de formação de lesões de acne. O tipo de conduta 
estabelecida depende do tipo de acne que é identificada no paciente, assim como o 
tipo de pele e a opção do paciente determinará se a base do medicamento será em 
gel, creme ou solução. O gel e a solução apresentam um efeito secante, e os cremes 
e as loções são umidificantes.
Quadro 1. Exemplos de alvos terapêuticos e terapias comuns associada
Hiperproliferação 
folicular e desca-
mação anormal
Aumento da 
produção de sebo
Proliferação de 
cutibacterium  
(anteriormente   
Propionibacterium)  
acnes
Inflamação
Terapia 
antiandrogênica
Retinoides tópicos
Isotretinoina oral
Ácido azelaico
Ácido salicílico
Isotretinoina oral
Contraceptivos 
orais
Espironolactona
Clascoterone
Peróxido de 
benzoíla
Antibióticos tópi-
cos e orais
Ácido azelaico
Isotretinoina oral
Tetraciclinas orais
Retinóides tópicos
Ácido azelaico
Dapsona tópica
Espironolactona 
Contraceptivos hor-
monais combina-
dos: etinilestradiol 
com progestágeno
Antiandrogênico: 
Ciproterona; 
Desogestrel; 
Drospirenona
Fonte: Elaborado pelo autor.
Retinoides tópicos
Temos como fármacos de primeira escolha para a acne leve a tretinoína e o 
adapaleno, que são capazes de normalizar a queratinização folicular e prevenir a 
formação de novos comedões. Vale ressaltar que todos os retinoides são capazes 
de causar irritação local e maior sensibilidade à luz solar. Portanto, a aplicação deve 
ser realizada à noite e, pela manhã, deve-se utilizar protetor solar. A irritação cau-
sada pela tretinoína é considerada maior do que a do adapaleno, porém, pode ser 
minimizada se o tratamento começar com a menor concentração.
Outros agentes tópicos
O peróxido de benzoíla (PBO) tem propriedades bacteriostáticas e comedolíti-
cas. Tal medicação age sob lesões inflamatórias de modo similar aos antibióticos 
tópicos, porém, tem-se mostrado superior em lesões não inflamatórias. Compõe 
Acne   12
também uma das primeiras opções de tratamento da acne leve, devendo ser apli-
cado duas vezes ao dia. Pode ser usado como monoterapia, mas formulações com 
antibióticos ou com retinoides têm-se mostrado superiores ao seu uso isolado.
O ácido azelaico tem ação antimicrobiana, anti-inflamatória e comedolítica, re-
duzindo a concentração de Propionibacterium acnes (P. acnes) na superfície da pele 
e nos folículos, sem induzir resistência bacteriana. Tem como efeito a capacidade 
de causar hipopigmentação da pele, sendo indicada a monitorização do seu uso 
em pacientes de pele escura. Alguns estudos sugerem que seu uso pode reduzir a 
hiperpigmentação pós-inflamatória característica da acne. Este permanece como 
tratamento de segunda escolha para acne leve, por ter eficácia limitada em compa-
ração com outros agentes.
O ácido salicílico está presente em diversas soluções e sabonetes, sendo utiliza-
do como comedolítico. No entanto, não há estudos suficientes e de boa qualidade 
demonstrando esse efeito.
Antibióticos tópicos
Os antibióticos tópicos são utilizados para eliminar o P. acnes do folículo sebá-
ceo, com ação anti-inflamatória e antibacteriana. Apresentam boa tolerabilidade, 
mas oferecem benefício limitado para o tratamento da acne comedônica, além de 
que seu uso prolongado pode promover o aparecimento de cepas resistentes, não 
sendo recomendados como monoterapia. O uso combinado com peróxido de ben-
zoíla é considerado a estratégia primária para prevenir essa resistência.
Os antibióticos tópicos mais comumente utilizados são a eritromicina e a clinda-
micina. É possível encontrar o peróxido de benzoíla gel a 5% associado à eritromici-
na 3%. A combinação de antibióticos e retinoides tópicos também é possível, sendo 
mais eficiente do que quando ambos os medicamentos são usados de forma isola-
da. Todavia, diferentemente do PBO, os retinoides não oferecem proteção contra o 
surgimento de cepas resistentes.
Antibióticos sistêmicos
Os antibióticos sistêmicos inibem a colonização do folículo pelo P. acnes de 
forma mais rápida, no entanto, há um risco maior de efeitos adversos, sendo re-
servados para acne moderada/severa, acne predominantemente no tronco e acne 
irresponsiva à terapia tópica. A escolha do antibiótico deve levar em consideração 
a preferência do paciente, o custo e o perfil de efeitos colaterais. As tetraciclinas 
(tetraciclina, doxiciclina e minociclina) costumam ser indicadas como agentes de 
primeira escolha para o tratamento da acne; contudo, o uso de sulfametoxazol/tri-
metropim, eritromicina, azitromicina, amoxicilina/clavulanato e cefalexina também 
pode ser indicado.
Acne   13
A prescrição de antibióticos sistêmicos deve ser limitada à menor duração pos-
sível, devendo-se reavaliar em 3 a 4 meses e evitando a monoterapia, para minimi-
zar o desenvolvimento de resistência bacteriana, com diminuição gradual da dose, 
podendo suspender conforme a melhora da acne. O uso concomitante de PBO pode 
reduzir problemas com resistência bacteriana, mas a associação de antibiótico oral 
e tópico deve ser evitada.
Caso um indivíduo não responda ou pare de responder ao tratamento com anti-
bióticos orais, a dose pode ser aumentada, embora não haja evidência de que essa 
medida seja efetiva. O uso concomitante de PBO pode reduzir problemas com resis-
tência bacteriana. Limitar o uso de antibióticos orais é importante, uma vez que seu 
uso está associado à doença intestinal inflamatória (DII), à faringite, à infecção por 
C. difficile e à vulvovaginite por cândida.
Tabela 1. Antibióticossistêmico 
Tetraciclina 500mg
12/12h  Conforme melhora pode ser reduzido para 250mg 12/12h
Doxiciclina 100mg
1 a 2x ao dia
Azitromicina 500mg
1x ao dia por 5 dias e por 3 meses
Fonte: Elaborado pelo autor.
Anticoncepcional oral
Os anticoncepcionais orais combinados (ACO) são recomendados como mo-
noterapia ou tratamento adjunto de primeira escolha para mulheres que têm acne, 
sendo necessário um tempo mínimo de 3 a 6 meses para avaliar a eficácia do trata-
mento. Anticoncepcionais de progestágeno isolado frequentemente pioram a acne 
e devem ser evitados em mulheres que não tenham contraindicação para o uso do 
ACO combinado.
Isotretinoína
A isotretinoína é um derivado da vitamina A, de uso sistêmico, indicado no trata-
mento de acne severa. É o único medicamento com potencial de suprimir a acne em 
longo prazo. É indicada quando não há resposta ao uso de antibióticos sistêmicos 
associado com outros fármacos tópicos.
Na acne nodulocística, nos casos em que há formação de cicatrizes, lesões no tron-
co e em pessoas com sintomas psicossociais pronunciados, deve-se pensar na utiliza-
ção precoce da isotretinoína. A dose usual é de 0,5 mg a 1 mg/kg/dia, diariamente, por 
4 meses ou mais. O efeito da isotretinoína só pode ser avaliado vários meses após o 
término do tratamento, pois a pele continua melhorando nesse período. A isotretinoína 
Acne   14
só pode ser prescrita por médico dermatologista ou que tenha experiência no seu uso, 
pois é um fármaco teratogênico, com muitos efeitos adversos.
Tabela 2. Tratamento tópico
MEDICAMENTO APRESENTAÇÃO EFEITO ADVERSO APLICAÇÃO
Tretinoína
0,25mg/g gel e creme
0,5 mg/g creme
1 mg/g creme
Eritema, ressecamento, 
descamação, ardência e 
prurido.
Toda face à noite
Adapaleno
1mg/g gel e creme
3mg/g gel
Peróxido de benzoíla 4-10% gel
Irritação local, pode des-
colorir cabelos e roupas
1 a 3 vezes ao dia
Ácido azelaico
15% gel
20% creme
Irritação local 2 vezes ao dia
Peróxido de benzoíla 
+ clindamicina
50mg/g + 10mg/g
Irritação local, descolorir 
cabelos e roupas
1 a 2 vezes ao dia
Tretinoína + 
clindamicina
25mg/g + 12mg/g Irritação loca, eritema, 
ressecamento, ardência 
e prurido
1 vez ao dia, aplicado à 
noiteAdapaleno + 
clindamicina
1mg/g + 10mg/g
Fonte: Elaborado pelo autor.
Tabela 3. Tratamento para cada tipo de acne
ACNE PRIMEIRA ESCOLHA MANUTENÇÃO
COMEDONIANA Retinoide tópico Retinoide tópico 
PAPULOPUSTULOSA LEVE
Terapia tópica combinada: 
Antibiótico tópico + retinoide tópi-
co ou peroxido de benzoíla 
Retinoide tópico com ou sem pe-
róxido de benzoíla
PAPULOPUSTULOSA 
MODERADA
Terapia combinada oral e tópica: 
Antibiótico oral e retinoide tópico 
ou peróxido de benzoíla
Retinóide tópico com ou sem pe-
róxido de benzoíla
NODULAR
Terapia combinada oral e tópica: 
Antibiótico oral e retinoide tópico 
ou peróxido de benzoíla
OU
Isotretinoína oral 
Retinoide tópico com ou sem pe-
róxido de benzoíla 
CONGLOBATA Isotretinoína oral -
FULMINANS Isotretinoína oral + corticoide oral -
Fonte: Elaborado pelo autor.
Acne   15
8. PRINCIPAIS ERROS COMETIDOS NA 
ATENÇÃO PRIMÁRIA
• Considerar acne como uma condição normal da adolescência e não valorizar;
• Encaminhar todos os casos de acne;
• Retardar o início do tratamento;
• Não levar em conta os aspectos psicossociais atrelados à doença.
9. PROGNÓSTICO E COMPLICAÇÕES 
POSSÍVEIS
O prognóstico da acne, na maioria dos casos, é favorável. O quadro clínico costu-
ma ser pior na adolescência, resolvendo-se com o passar dos anos. A escarificação 
ocorre em 1 a cada 5 pessoas com acne, resultando de lesões profundas e em geral 
é de natureza atrófica. As lesões hipertróficas (queloides) são menos comuns. Pode 
ocorrer hiperpigmentação, sobretudo em pessoas com a pele mais escura. Um dos 
grandes objetivos no tratamento da acne é a prevenção de lesões cicatriciais, com-
plicação que é mais frequente quando o tratamento é retardado.
Atividades preventivas e de educação
É importante esclarecer às pessoas os cuidados com a pele, evitando produtos 
oleosos e abrasivos, como já abordado neste capítulo. Da mesma forma, é impor-
tante informar que, para um tratamento eficaz, os cuidados são prolongados, sendo 
necessário que a pessoa esteja envolvida com seu autocuidado.
Acne   16
10. QUANDO REFERENCIAR AO 
DERMATOLOGISTA
• Casos de acne fulminante (associada a sintomas sistêmicos);
• Acne severa;
• Indivíduos com problemas psicossociais severos;
• Indivíduos com maior chance de formar cicatrizes ou com necessidade de 
tratá-las;
• Acne refratária ao tratamento por, pelo menos, 6 meses e sem resposta;
• Casos de suspeita de acne secundária (SOP, medicamento).
11. EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
É importante que toda a equipe esteja pronta para acolher a pessoa com acne. 
O(a) enfermeiro(a), sobretudo em consultas com adolescentes, deve estar atento às 
lesões características de acne, avaliando o impacto dessa condição sobre a vida do 
indivíduo e fazendo orientações sobre os cuidados com a pele.
Acne   17
MAPA MENTAL - ACNE
Obstrução e distensão folicular
ACNE NA AP
QUANDO REFERENCIAR 
AO DERMATOLOGISTA
AVALIAÇÃO CLÍNICA
TIPOS DE ACNE 
FISIOPATOLOGIA PRINCIPAIS CAUSAS
TRATAMENTO ABORDAGEM 
DIAGNÓSTICA
Colonização dos folículos (bactéria Propionibacterium acnes)
Aumento da oleosidade 
Hiperplasia das glândulas sebáceas
Hiperresponsividade androgênica
Doença folicular inflamatória
Cosméticos comedogênicos
Estresse/dieta
Tabagismo
Irritação contínua 
Problemas hormonais
Medicações
Puberdade
Antiepilépticos
Antituberculosos
Hormônios (corticoides, 
androgênios, contraceptivos 
de progesterona)
Vitaminas do complexo 
B (B2, B6 e B12)
História da lesão
Exposição a fatores de risco
Medicamentos em uso
Método clínico centrado 
na pessoa (MCCP) 
Ácido azelaico
Ácido salicílico
Isotretinoína
ACO
ATBs sistêmicos (tetraciclinas)
Tipo 1 (acne leve ou comedoniana)
Tipo 2 (acne moderada ou papulopustulosa)
Tipo 3 (acne severa ou nodulocística)
Tipo 4 (acne grave ou conglobata)
Tipo 5 (acne fulminans)
Abordagem clínica
Exames 
complementares 
não apresentam 
indicação de rotina
Acne vulgar
85% dos adolescentes
Isolamento social, distorção 
da imagem corporal, insegurança 
e baixa autoestima
Atendimento integral e 
longitudinal do paciente
ATBs tópicos (eritromicina e clindamicina)
Casos de acne fulminante
Acne severa
Indivíduos com problemas 
psicossociais severos
Indivíduos com maior chance 
de formar cicatrizes ou com 
necessidade de tratá-las
Acne refratária ao tratamento por, pelo 
menos, 6 meses e sem resposta
Casos de suspeita de acne secundária
Hábitos de vida
Evitar lavar a pele 
mais do que 2x/dia
Utilizar protetor solar
Usar um sabonete 
neutro e água 
em temperatura 
ambiente 
Não manipular 
as lesões 
Orientações gerais
Tratamento 
medicamentoso
Retinoides tópicos (tretinoína e adapaleno)
Peróxido de benzoíla (PBO)
Fonte: Elaborado pelo autor.
Acne   18
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Gusso G, Lopes JMC, Dias LC. Tratado de medicina de família e comunidade: princí-
pios, formação e prática. 2. ed. 2 v. Porto Alegre: Artmed, 2019. 
Duncan B et al. Medicina Ambulatorial: condutas de atenção primária baseada em 
evidências. 4. ed. Porto Alegre. Artmed, 2013.
Thiboutot D, Zaenglein A. Pathogenesis, clinical manifestations, and diagnosis of 
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abr. 2021]. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/
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Zaterka S, Eisig JN (eds.). Tratado de gastroenterologia: da graduação à pós-gradu-
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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Imagem utilizada sob licençada Shutterstock.com, disponível em: . Acesso em: 26 de janeiro de 2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . Acesso em: 26 de janeiro de 2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . 
Acesso em: 26 de janeiro de 2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, https://www.shutterstock.com/
pt/image-photo/close-photo-nodular-cystic-acne-skin-373412398 >. Acesso em: 
26 de janeiro de 2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, https://www.shutterstock.com/
pt/image-photo/case-severe-form-acne-vulgaris-conglobata-1337767424 >. 
Acesso em: 26 de janeiro de 2023
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	3. PRINCIPAIS CAUSAS
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	5. TIPOS DE ACNE 
	6. ABORDAGEM DIAGNÓSTICA
	7. TRATAMENTO
	Orientações gerais
	Tratamento medicamentoso 
	Retinoides tópicos
	Outros agentes tópicos
	Antibióticos tópicos
	Antibióticos sistêmicos
	Anticoncepcional oral
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	9. Prognóstico e complicações possíveis
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	11. Equipe multiprofissional
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