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O pensamento decolonial na psicologia brasileira 1. SUCO: O presente artigo borda a necessidade de integrar o pensamento decolonial na formação acadêmica em psicologia, criticando a predominância de uma perspectiva eurocêntrica que marginaliza saberes periféricos. Os autores argumentam que a psicologia, historicamente influenciada por modelos europeus e americanos, reproduz práticas que deslegitimam outras formas de conhecimento, resultando em um epistemicídio que afeta a compreensão de questões sociais, raciais e de gênero. A proposta central é a descolonização da psicologia, promovendo uma formação que valorize a diversidade de experiências e saberes, e que se comprometa com um projeto ético-político que reconheça a pluralidade das subjetividades. A inclusão de perspectivas decoloniais é vista como um caminho para transformar a prática psicológica e torná-la mais inclusiva e crítica. TEIA: Dentro do campo da psicologia, a formação acadêmica e a prática profissional desempenham papéis cruciais no pensamento decolonial. O texto destaca a timidez na inserção do pensamento decolonial nos currículos acadêmicos. O artigo traz questionamentos importantes sobre a psicologia eurocêntrica. Mesmo os pesquisadores que tentavam criar uma psicologia científica acabaram não rompendo com o modelo europeu que valoriza a neutralidade e a objetividade. Mesmo aqueles que criticam esse modelo muitas vezes acabam seguindo suas regras, perpetuando o que Figueiredo chama de "política da certeza". Essa política cria sistemas que estabilizam maneiras de pensar e viver, baseando-se na ideia de que só uma forma de conhecimento é válida, científica e neutra, o que acaba limitando e excluindo outras perspectivas. Mignolo critica essa colonialidade do saber, que afirma que apenas saberes ocidentais são válidos, reforçando a urgência de desconstruir essas ideias. O texto também aborda a história da avaliação psicológica no Brasil, mostrando como, em diversas ocasiões, ela assumiu o papel de "verdade" para justificar determinadas configurações sociais. Em muitos casos, problemas sociais e ataques históricos, culturais e epistemológicos foram legitimados em nome da ciência. Isso se relaciona com o que discutimos nas aulas de Avaliação Psicológica I, onde observamos que muitos dos testes utilizados são de origem europeia. Esses testes frequentemente ignoram a nossa cultura e desconsideram aspectos relevantes da realidade local. Bibliografia: MENESES, Maria Paula. Epistemologias do sul. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 80, p. 5-10, 208.