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DESCRIÇÃO Métodos e fundamentos para executar a proteção de sistemas de distribuição. Identificação dos dispositivos de proteção, bem como seu funcionamento, aplicabilidade, esquemas e arranjos de coordenação. PROPÓSITO Apresentar os métodos e fundamentos de proteção para sistemas de distribuição de energia elétrica. Identificar os dispositivos de proteção e suas características. Por fim, conhecer os esquemas e arranjos de emprego e coordenação de dispositivos para garantir segurança às instalações e aos usuários. PREPARAÇÃO Antes de iniciar o estudo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora, ou use a calculadora de seu smartphone/computador. OBJETIVOS MÓDULO 1 Descrever métodos e fundamentos da proteção de sistemas de distribuição MÓDULO 2 Identificar os dispositivos de proteção e suas características MÓDULO 3 Reconhecer os princípios básicos de funcionamento, esquemas e arranjos típicos de emprego dos dispositivos de proteção, e coordenação de proteção INTRODUÇÃO Neste tema, vamos conhecer os princípios básicos de proteção de sistemas de distribuição. Para começarmos, assista ao vídeo a seguir. Considerando as falhas e anormalidades que ocorrem nos sistemas elétricos de potência quando fornecem energia, um sistema de proteção, ao perceber operação fora do usual, visa garantir que a parte afetada do sistema elétrico seja desconectada para evitar danos às instalações e a seus usuários. A finalidade de um bom projeto de proteção de sistemas de distribuição é reduzir os custos de eventuais reparos, limitar a propagação do defeito, minimizar o tempo de equipamentos indisponíveis, evitar perdas de produção em setores industriais e comerciais, dentre outros. Fonte: evening_tao / Freepik MÓDULO 1 Descrever métodos e fundamentos da proteção de sistemas de distribuição SISTEMAS DE PROTEÇÃO Para iniciar este módulo, assista ao vídeo a seguir no qual serão tratados os métodos e filosofia sobre proteção de sistemas de distribuição. Um sistema de proteção fornece as informações relativas aos defeitos ocorridos, objetivando a correção e recuperação do sistema protegido. Outras vantagens são melhorar a continuidade do fornecimento de energia e diminuir as despesas com manutenção corretiva. De forma geral, os defeitos são percebidos quando há elevação da corrente, elevação ou redução da tensão, inversão do sentido da corrente ou alteração do valor de impedância do sistema. À elevação da corrente frequentemente se sucede um curto-circuito. Além da variação da corrente, o curto-circuito também causa distúrbios no nível de tensão. Ambos os defeitos podem provocar prejuízos às instalações. O curto-circuito é a ligação direta entre as três fases, entre duas fases quaisquer ou entre uma fase e a terra. Trata-se de falha mais severa se comparada a sobrecargas, que, similarmente aos curtos-circuitos, causam elevação da corrente, mas em um nível moderado. CURTO-CIRCUITO O nível de curto-circuito permite o dimensionamento dos dispositivos de proteção e seu correto ajuste, para atender as demandas de coordenação e tempo de atuação. O nível de curto-circuito depende apenas da topologia e dos componentes do circuito a montante, portanto é indiferente à carga instantânea; além disso, seu cálculo depende dos diagramas de sequências de fase (positiva, negativa e zero). São quatro os tipos de curto-circuito: trifásico, bifásico (representando 11% das faltas), bifásico-terra, fase-terra (representando 79% das faltas). javascript:void(0) Fonte: Nightman1965 / Shutterstock.com REQUISITOS DE UM SISTEMA DE PROTEÇÃO A elaboração de um sistema de proteção eficiente leva em conta alguns fundamentos: SELETIVIDADE Em um sistema elétrico existem diversos dispositivos de proteção. Imagine uma instalação com um quadro geral de distribuição de energia cujo diagrama unifilar está representado na figura 1. Fonte: EnsineMe Figura 1 – Exemplo de diagrama unifilar Caso haja uma falha no circuito de tomadas do hall, em um sistema cujo projeto se preocupou com a seletividade entre os dispositivos, o primeiro disjuntor a atuar seria o DJ (Disjuntor) 5. Assim, apenas esse circuito fica fora de operação. Se não houver seletividade, os disjuntores DJ 8 e DJ 9 podem atuar antes do DJ 5, deixando outros circuitos inoperantes de forma desnecessária. ZONAS DE ATUAÇÃO O dispositivo de proteção deve conseguir identificar se a falha é interna ou externa à sua zona de atuação. Se o defeito ocorre fora da zona protegida, o dispositivo não atua. VELOCIDADE A velocidade com que o dispositivo de proteção atua sobre o sistema pode reduzir ou evitar danos; logo, o ideal é que o desligamento do trecho afetado seja no menor tempo possível dentro de cada situação. O tempo de atuação dos elementos de proteção pode ser definido e isso é importante para garantir a seletividade do sistema de proteção. SENSIBILIDADE É a capacidade que o sistema tem para reconhecer com precisão os valores indicados para sua operação. CONFIABILIDADE É a probabilidade de o sistema de proteção funcionar com segurança e exatidão, sob todas as circunstâncias. AUTOMAÇÃO Os elementos de proteção podem atuar automaticamente quando as condições de operação são atendidas. TIPOS DE PROTEÇÃO Conforme comentado, existem diversas falhas possíveis em instalações elétricas. A fim de minimizar os efeitos desses eventos, emprega-se um conjunto de dispositivos, cada um tendo sua função e condições de operação. Vamos conhecê- los! PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE A sobrecorrente é dividida pelo nível de elevação da corrente, vejamos: QUANDO AS VARIAÇÕES DE CORRENTE SÃO MODERADAS, TEM-SE A SOBRECARGA. QUANDO AS VARIAÇÕES DE CORRENTE SÃO EXTREMAS, TEM-SE O CURTO-CIRCUITO. Em determinadas situações, o sistema de proteção deve ser projetado de forma a permitir uma sobrecarga definida e por tempo limitado. EXEMPLO Como exemplo, podemos citar os transformadores de potência, que podem atuar em sobrecarga sem prejudicar o restante da instalação. Outro exemplo são os motores de indução, que possuem correntes de partida elevadas, as quais devem ser suportadas. Fonte: Stephen Whybrow / Shutterstock.com Quando os limites permitidos são ultrapassados, os elementos de proteção devem agir para interromper a falha. Normalmente, para sobrecargas, são aplicados relés térmicos. Já os curtos-circuitos, que causam avarias maiores, devem ser limitados em um intervalo de tempo menor. Portanto, os dispositivos de proteção, cuja função é operar em curtos- circuitos, devem ser rápidos em sua atuação, como, por exemplo, um fusível. PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO As descargas atmosféricas, a manobra de equipamentos e os curtos-circuitos monopolares provocam as sobretensões. Um sistema elétrico, em funcionamento normal, pode suportar trabalhar com nível de tensão de até 110 % do valor nominal da tensão. Os relés de sobretensão têm atuação instantânea e temporizada, acionando os disjuntores quando o valor da tensão é detectado acima do limite estabelecido. VOCÊ SABIA As descargas atmosféricas causam prejuízos às redes elétricas quando são diretas e indiretas. As descargas diretas atingem mais as redes aéreas de baixa e média tensão, devido ao baixo grau de isolamento. No entanto, as redes de distribuição localizadas em áreas urbanas têm menor probabilidade de ser atingidas pois há edificações, árvores e outras linhas que funcionam como uma proteção natural. Para evitar as descargas diretas, as redes elétricas têm cabos de guarda, que funcionam como para-raios, ou têm para- raios atmosféricos de haste (figura 2). Fonte: Zsschreiner / Shutterstock.com Figura 2 – Cabo de guarda ou cabo para-raio Devido aos campos eletromagnéticos produzidos, as descargas indiretas induzem picos de tensão e corrente nas redes de arame, nos cabos das redes elétricas, nos cabos das redes de dados e telefonia, e nas estruturas metálicas das edificações. PROTEÇÃO DE SUBTENSÃO Os dispositivos de proteção de subtensão protegem, principalmente,motores e geradores. Esses equipamentos suportam por aproximadamente dois segundos uma tensão de valor equivalente a 80 % da tensão nominal antes de atuarem. Fonte: Oleksandr Lysenko / Shutterstock.com Relé de rádio. Fonte: natatravel / Shutterstock.com PROTEÇÃO DE FREQUÊNCIA A alteração da velocidade de máquinas girantes pode ter como resultado eventos de sobrefrequência ou subfrequência, além de aquecimentos e vibrações no sistema elétrico. A variação da frequência atinge a qualidade da energia fornecida. Normalmente, as proteções impedem que um sistema de 60 Hz opere fora da faixa de 58 Hz e 62 Hz. SELETIVIDADE Há três critérios que podem ser utilizados para projetar a seletividade de um sistema de proteção: Fonte: Freepik POR VALOR DE CORRENTE Fonte: Freepik POR TEMPO DE ATUAÇÃO Fonte: Freepik POR LÓGICA SELETIVIDADE AMPERIMÉTRICA Método empregado no primário de transformadores, com elos fusíveis, dispositivos instantâneos. A corrente de curto-circuito aumenta à medida que o ponto de defeito se aproxima da fonte de alimentação, ou seja, o dispositivo a jusante vê uma corrente menor do que a corrente vista pelo dispositivo a montante da falha. Isso ocorre quando há uma impedância considerável entre os pontos em que se deseja impor a seletividade. A figura 3 ilustra esse processo: Fonte: EnsineMe Figura 3 – Seletividade amperimétrica Para que a seletividade seja efetiva, deve-se respeitar estas condições: 1 A corrente de atuação do primeiro dispositivo de proteção a montante da falha, IDP1, deve ser inferior em relação à corrente de curto-circuito da zona de proteção. 2 A corrente de atuação dos demais dispositivos de proteção a montante da falha, IDPn, deve ser superior em relação à corrente de curto-circuito. IDP1 ≤ 0,8 . ICS IDPn > ICS SELETIVIDADE CRONOLÓGICA Nesse método utilizam-se os ajustes de temporização dos dispositivos. Os elementos de proteção a montante e mais afastados da falha têm sua atuação retardada, permitindo que os elementos próximos ao defeito atuem primeiro. A diferença de tempo de atuação deve considerar o tempo de abertura do dispositivo acrescido de um tempo de incerteza. Esse período chama-se intervalo de coordenação. A figura 4 ilustra esse processo: Fonte: EnsineMe Figura 4 – Seletividade cronológica ATENÇÃO A seletividade cronométrica não é vantajosa em sistema de distribuição que possui muitas subestações em série, pois à medida que se aproxima da fonte, o tempo de atuação torna-se elevado em demasia. Para casos com mais de três níveis de coordenação, não é indicado o uso de atuação por tempo definido. Ao permitir que uma corrente de defeito circule por tanto tempo, provoca-se queda de tensão no sistema, prejudicando o restante das cargas. SELETIVIDADE LÓGICA Esse método, ideal para casos de níveis de curto-circuito muito próximos, surgiu com a aplicação dos relés digitais e permite que os dispositivos atuem mais rapidamente do que em outros esquemas. Na seletividade lógica, diversos níveis de proteção têm comunicação entre si. Assim, quando uma proteção falha, outra é logo acionada. Nesse caso, também é utilizada a temporização dos relés a montante, mas não se tem o mesmo problema que ocorre com a seletividade cronológica, pois as temporizações estão na ordem de 50 a 100 ms. A figura 5 ilustra esse processo: Fonte: EnsineMe Figura 5 – Seletividade lógica SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO Existem alguns critérios básicos para proteção de sistemas de distribuição: Fonte: Freepik Empregam-se chaves fusíveis no primário dos transformadores de distribuição. Fonte: Freepik Empregam-se, preferencialmente, chaves fusíveis no início de ramais, mas religadores ou seccionadores podem ser usados também. Fonte: Freepik Empregam-se chaves fusíveis, religadores ou seccionadores no percurso de linhas longas de distribuição, onde for necessário (como, por exemplo, após cargas que requerem continuidade no fornecimento de energia). Fonte: Freepik Não se empregam mais de duas chaves fusíveis em série numa linha de distribuição. Se forem necessárias mais proteções, deve-se usar seccionadores. Vale por fim destacar que as principais funções utilizadas em redes de distribuição são as proteções temporizadas e instantâneas de fase e de neutro, proteção de sobretensão, proteção de subtensão e religamento. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. APÓS TER CONHECIDO OS FUNDAMENTOS DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO E TER PERCEBIDO SUA IMPORTÂNCIA, LEIA AS AFIRMATIVAS ABAIXO. I – O TEMPO DE ATUAÇÃO DOS ELEMENTOS DE PROTEÇÃO DEVE SER SEMPRE O MENOR POSSÍVEL E DEVE ATUAR SOBRE O SISTEMA SEM CONSIDERAR QUAIS CONSUMIDORES SÃO DESCONECTADOS. II – OS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO DEVEM ATUAR AO IDENTIFICAR FALHAS FORA DA ZONA PROTEGIDA. III – OS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO SÃO ESCOLHIDOS DE ACORDO COM SUA CAPACIDADE DE RECONHECER COM PRECISÃO OS VALORES INDICADOS PARA SUA OPERAÇÃO. ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA: A) Apenas a afirmativa I está correta. B) Apenas a afirmativa II está correta. C) Apenas a afirmativa III está correta. D) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. E) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 2. ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA: A) O sistema de proteção pode permitir sobrecarga nas instalações em determinadas situações. B) Motores e geradores são equipamentos sensíveis às variações de tensão; por isso, esse é um caso para o uso de proteções de subtensão. C) Em uma instalação de baixa tensão, há disjuntores como dispositivos de proteção. Nessa situação, avalia-se a seletividade do sistema pelo critério de corrente. D) Em longas linhas de distribuição, é possível empregar um sistema de proteção composto apenas por chaves fusíveis. E) Ao utilizar a seletividade lógica, mesmo com a temporização dos relés a montante, pode-se empregar diversos níveis de coordenação. GABARITO 1. Após ter conhecido os fundamentos dos sistemas de proteção e ter percebido sua importância, leia as afirmativas abaixo. I – O tempo de atuação dos elementos de proteção deve ser sempre o menor possível e deve atuar sobre o sistema sem considerar quais consumidores são desconectados. II – Os dispositivos de proteção devem atuar ao identificar falhas fora da zona protegida. III – Os dispositivos de proteção são escolhidos de acordo com sua capacidade de reconhecer com precisão os valores indicados para sua operação. Assinale a única alternativa correta: A alternativa "C " está correta. A afirmativa I está incorreta porque o sistema deve atuar desconectando o menor número possível de consumidores. A afirmativa II está incorreta porque os dispositivos atuam quando a falha ocorre dentro da zona protegida. 2. Assinale a alternativa incorreta: A alternativa "D " está correta. Não se deve empregar mais de duas chaves fusíveis em série numa linha de distribuição. Se forem necessárias mais proteções, usar seccionadores. MÓDULO 2 Identificar os dispositivos de proteção e suas características DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO Para iniciar este módulo, assista ao vídeo a seguir que trata dos dispositivos de proteção existentes: disjuntores (comandados por relés), religadores, seccionadores, chave/elo fusível. Fonte: whatwolf/ Freepik Já vimos que há diversos dispositivos de proteção que auxiliam a garantir o fornecimento de energia com segurança e eficiência, dentre eles: chaves fusíveis, disjuntores comandados por relés, religadores e seccionadores. Vamos conhecê-los com mais detalhes a seguir. CHAVE FUSÍVEL São os equipamentos de proteção mais usados em redes de distribuição urbanas e rurais. A chave fusível (figura 1) é um dispositivo unipolar composto por um elo fusível – elemento metálico e sensível a elevadas correntes elétricas que se funde num intervalo de tempo inversamente proporcional ao valor de corrente. A interrupção da corrente elétrica não ocorre necessariamente quando o elo se funde; muitas vezes um arco elétrico continua entre os terminais. O elo fusível tem um tubinho protetor que,quando aquecido, libera gases que ajudam na extinção do arco elétrico. Fonte: Namkangs / Shutterstock.com Figura 1 – Chave fusível Os elos fusíveis se classificam de acordo com suas características: TIPO H São aplicados na proteção de primário de transformadores de distribuição. Conhecidos como fusíveis de alto surto, têm atuação lenta e, por isso, não operam durante a energização de transformadores. São fabricados nas correntes nominais: 0,5 A, 1 A, 2 A, 3 A e 5 A. TIPO K Conhecidos pela rápida atuação, são aplicados na proteção de redes aéreas e de transformadores de distribuição. Os fusíveis preferenciais são fabricados nas correntes nominais: 6 A, 10 A, 15 A, 25 A, 40 A, 65 A, 100 A, 140 A e 200 A. Os fusíveis não preferenciais são fabricados nas correntes nominais: 8 A, 12 A, 20 A, 30 A, 50 A e 80 A. TIPO T Também são aplicados na proteção de redes aéreas de distribuição, mas conhecidos pela lenta atuação. São fabricados nos mesmos valores de corrente nominal do tipo K. Para a escolha do elo fusível na proteção do primário dos transformadores, utiliza-se a potência nominal como referência. Observe a tabela 1 a seguir. Nos casos em que ocorre acionamento frequente do elo, pode-se utilizar um elo com corrente nominal acima da indicada. Potência do transformador (kVA) Transformador monofásico Transformador monofásico MRT Transformador trifásico 3 0,5H 0,5H - 5 0,5H 0,5H 0,5H 7,5 0,5H 1H - 10 1H 2H 0,5H 15 1H 2H 0,5H 25 2H 3H 1H 30 2H 5H 2H 37,5 3H 5H 2H 75 - - 3H 112,5 - - 5H 150 - - 6K 225 - - 10K 300 - - 15K 500 - - 20K Tabela 1 – Escolha de elo fusível para transformadores em redes de 13,8 kV Para a escolha do elo fusível na proteção de redes aéreas de distribuição, a corrente nominal deve ser pelo menos 150 % do valor da corrente máxima prevista no projeto. Isso porque é preciso prever o crescimento da carga por um período de pelo menos cinco anos e considerar eventuais cargas que serão alimentadas nos momentos de manutenção de outros ramais. DISJUNTORES COMANDADOS POR RELÉ Nos sistemas de distribuição de energia, os alimentadores podem ser protegidos por disjuntores comandados por relés de sobrecorrente. Os disjuntores devem ter tensão nominal adequada ao sistema protegido, sua capacidade nominal deve considerar o crescimento da carga no longo prazo e sua capacidade de interrupção deve ser compatível com as correntes de curto-circuito. RELÉ DE SOBRECORRENTE Dispositivo que vigia o sistema e, a todo instante, compara a corrente medida com sua corrente de ajuste. Quando a corrente ultrapassar o valor da corrente de ajuste, o relé atua de forma temporizada ou instantânea comandando outros dispositivos como disjuntores. Os relés que comandam os disjuntores têm suas características conforme seu uso: fase ou neutro, unidade temporizada ou instantânea. Veja a figura 2. Fonte: EnsineMe Figura 2 – Esquema de ligação disjuntor trifásico e relé 50/51 e 50/51N No estudo de proteção de sistemas elétricos de potência, cada função tem um número relacionado. O relé 50 refere-se ao relé de sobrecorrente com atuação instantânea; e o 50N, ao relé de sobrecorrente instantâneo de neutro. O relé 51 refere- se ao relé de sobrecorrente com atuação temporizada, podendo ser tempo definido ou tempo inverso. Já o 51N, ao relé de sobrecorrente temporizado de neutro. O disjuntor de corrente alternada tem a função 52. javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) FUNÇÃO As denominações mais comuns de relé são: 50 – relé de sobrecorrente instantâneo 51 – relé de sobrecorrente temporizado 52 – disjuntor de corrente alternada 59 – relé de sobretensão 67 – relé de sobrecorrente direcional 79 – relé de religamento em corrente alternada 81 – relé de frequência Conheça agora os tipos de relé: Relé de sobrecorrente de fase – unidade temporizada A corrente de ajuste da função 51 é dada por: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, K é o valor de sobrecarga admissível, normalmente entre 1,2 e 1,5; Icmax é a corrente do alimentador na carga máxima; e RTC, a relação de transformação do TC. Os relés funcionam de acordo com curvas fixas, chamadas curvas de temporização. Cada curva é identificada por um número múltiplo da corrente ajustada. Então, a regulagem do relé é feita por meio da escolha da curva de atuação, ou seja, a partir da definição do múltiplo: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, Im é a máxima corrente admitida no circuito, por exemplo, uma corrente de sobrecarga ou de curto-circuito. As curvas dos relés temporizados podem ser de tempo definido ou tempo inverso (inverso, moderadamente inverso, muito inverso e extremamente inverso). Veja a figura 3. I51 = K.Icmax RTC M = Im RTC.I51 Fonte: PEXTRON. Manual de operação URPE 6104 Figura 3 – Exemplo de curvas normalmente inversas do relé de sobrecorrente VOCÊ SABIA O tempo de atuação dos relés depende do valor da corrente de ajuste. As curvas temporizadas inversas são descritas como: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, K é a constante que caracteriza o relé; dt é o ajuste de tempo de atuação; M é o múltiplo da corrente de atuação; e ∝, a constante que caracteriza a curva. Veja a tabela 2. Curva Normalmente inversa NI Muito inversa MI Extremamente inversa EI Tempo longo K 0,14 13,5 80 80 ∝ 0,02 1 2 1 Tabela 2 – Valores das constantes K e ∝ para as curvas do relé de sobrecorrente Relé de sobrecorrente de fase – unidade instantânea t = K.dt M∝−1 A corrente de ajuste da função 50 deve considerar que o dispositivo de proteção atue para qualquer falha dentro da zona protegida pelo disjuntor e de forma que não opere com a energização do transformador. VOCÊ SABIA A corrente de magnetização do transformador ou de um conjunto de transformadores deve ser considerada para o ajuste da proteção. Conhecendo a potência dos transformadores, calcula-se a corrente de magnetização. Para transformadores a óleo de até 2000 kVA, pode-se calcular como sendo oito vezes a corrente nominal. Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, é a potência nominal do transformador e , a tensão no primário. Para transformadores com isolamento e encapsulamento em epóxi, a corrente de magnetização é igual a 16 vezes a corrente nominal. Para transformadores de potência superior a 2000 kVA, o valor deve ser informado pelo fabricante. Quando há mais de um transformador, calcula-se a corrente de magnetização como sendo a do maior transformador, mais as correntes nominais dos demais equipamentos. Fonte: mr. teerapon tiuekhom / Shutterstock.com Relé de sobrecorrente de neutro – unidade temporizada A corrente de ajuste da função 51 é dada por: Imag = 8.Pn √3.Vp Pn Vp I51 = K.Icmax RTC Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, K é o valor de desequilíbrio das correntes e erros no nível de saturação dos TC, normalmente entre 0,1 e 0,3. Nesse caso, o ajuste deve considerar sua operação baseado no valor de corrente de curto-circuito fase-terra do trecho protegido. Relé de sobrecorrente de neutro – unidade instantânea Nesse caso, o ajuste também deve basear sua operação no valor de corrente de curto-circuito fase-terra do trecho protegido. Após todos os ajustes, a curva de operação de um relé fica conforme a figura 4. Fonte: PEXTRON. Manual de operação URPE 6104. Figura 4 – Exemplo de curva de relé de sobrecorrente RELIGADOR Dentre os curtos-circuitos, o mais comum é o monofásico a terra. Sabe-se, ainda, que apenas 8 a 13 % deles são curtos- circuitos permanentes em redes de distribuição, ou seja, a proteção atua de forma definitiva no sistema e o sistema só retorna ao funcionamento normal após manutenção. Em instalações industriais e comerciais, os curtos-circuitos são, normalmente, permanentes. Nesses casos,não é recomendado o uso de religador. Fonte: MNBB Studio / Shutterstock.com Sendo temporária a maior parte dos curtos e pensando na continuidade do serviço de fornecimento de energia, são empregados religadores no sistema de proteção. Quando ocorre um defeito e a proteção é ativada, o religador faz o religamento automático do sistema. Caso o curto-circuito seja temporário, o sistema volta a operar em sua normalidade. Caso seja permanente, a proteção irá atuar novamente. Nos sistemas aéreos de distribuição de energia, os religadores realizam até quatro tentativas de restabelecer a linha, permitindo o ajuste para o ciclo de operação conforme as opções: 1 Uma operação rápida e três retardadas 2 Duas operações rápidas e duas retardadas 3 Três operações rápidas e uma retardada 4 Quatro operações rápidas Os religadores podem ser monofásicos ou trifásicos; ter controle eletrônico ou por ação eletromagnética e podem ter um meio de extinção de arco elétrico a óleo, a vácuo ou a SF6. Os religadores de interrupção em óleo podem ser monofásicos ou trifásicos. A extinção do arco elétrico no óleo ocorre devido à decomposição das moléculas do óleo líquido, pela ação da energia do próprio arco voltaico, que é gerada na abertura dos contatos do religador. Esses dispositivos são classificados quanto ao tipo de instalação: subestação ou rede de distribuição. Vejamos: RELIGADORES DE SUBESTAÇÃO Quando se opta por empregar disjuntor em uma subestação, o projetista deve se preocupar com o fornecimento do disjuntor, dos transformadores de corrente, do relé de religamento e dos demais materiais para seu funcionamento. Já os religadores de subestação são um conjunto: religador, transformadores de corrente, circuitos de controle e dispositivo de proteção. Dessa forma, os religadores tornam-se equipamentos mais práticos e até financeiramente mais vantajosos. Os religadores também são compostos por relés de proteção de fase e de terra. O ajuste da corrente de acionamento deve ser feito de forma que o relé atue para um valor inferior à corrente mínima de curto-circuito entre fases da zona protegida, tanto para a unidade temporizada quanto para a instantânea. O tempo de rearme deve considerar o tempo que o relé de sobrecorrente leva para estar apto a um novo acionamento. RELIGADORES DE DISTRIBUIÇÃO Esses dispositivos são instalados em postes e deseja-se que sua operação seja rápida. Caso a operação seja retardada, a chave fusível pode atuar primeiro, impedindo o religamento do sistema. Os religadores são empregados em pontos onde a corrente de curto-circuito não sensibiliza os demais equipamentos de proteção, em derivações de ramais, em pontos onde há cargas com prioridade na continuidade do serviço de energia. SECCIONADOR Os seccionadores são equipamentos de manobra capazes de abrir e fechar circuitos em carga e, quando abertos, mantêm entre os terminais uma distância segura de isolamento. Normalmente são acionados sem carga, pois seus contatos sofrem desgaste quando operados sob carga, além de porem em risco a vida do operador. Observe a figura 5: Fonte: Vadim Orlov / Shutterstock.com Figura 5 – Seccionador Podem ser unipolares ou tripolares e geralmente são empregados para manobrar circuitos e isolar equipamentos para execução de manutenção e outros serviços. Os dispositivos tripolares são construídos de forma que sempre ocorre a abertura e o fechamento simultâneo das três fases. Os seccionadores de uso interno, aplicados em subestações abrigadas, são basicamente fabricados sobre uma estrutura metálica dobrada que sustenta os três terminais. Alguns modelos são feitos com isoladores de porcelana ou de resina epóxi e chamam-se seccionadores com buchas passantes. Ainda há os seccionadores fusíveis, nos quais há um fusível para cada fase, de forma que o equipamento, além de seccionar, serve como proteção. SAIBA MAIS Outro tipo de seccionador de uso interno é o seccionador reversível. Esse equipamento tem mais de uma posição fechada e é empregado para transferência de carga entre circuitos. Para redes aéreas de distribuição e subestações abertas, são usados os seccionadores para uso externo. Os dispositivos monopolares, normalmente, são empregados nas redes de distribuição e os tripolares, nas subestações. As chaves seccionadoras tripolares variam conforme a abertura, podendo esta ser central, lateral singela, dupla abertura lateral, abertura vertical ou pantográfica. Por fim, é importante identificar as principais características elétricas que devem ser escolhidas em um projeto. Vejamos: TENSÃO NOMINAL É a que está submetida no sistema elétrico em que é aplicada. CORRENTE NOMINAL O seccionador deve conduzir continuamente uma corrente sem exceder os limites de temperatura definidos. No entanto, há um valor de sobrecarga contínua que é permitido. Por norma, tem-se que a máxima temperatura ambiente permitida é de 40oC. Quando o equipamento está operando em uma temperatura menor que essa, há um valor de corrente de sobrecarga admissível, a saber: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, In é a corrente nominal; Tm, a temperatura no ponto mais quente do seccionador; e Ta, a temperatura ambiente. Assim, o fator de sobrecarga da chave seccionadora é: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Isc = In. √ Tm−Ta Tm−40 Fs = Isc In CAPACIDADE DE INTERRUPÇÃO Como já comentado, os seccionadores podem abrir o circuito mesmo quando estão circulando elevadas correntes. A capacidade de interrupção é dada por: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na equação, Vl é a tensão de linha em kV; D, a distância entre as fases em mm; e K, o fator de correção (tabela 3). Situação Fator de correção K Abertura para corrente de carga 0,4 Abertura de transformador a vazio 0,2 Abertura de capacitores 0,6 Tabela 3 – Fator de correção K VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. SOBRE OS RELÉS DE PROTEÇÃO APRESENTADOS, LEIA AS AFIRMATIVAS A SEGUIR: I – NA ESCOLHA DA CURVA DO RELÉ DE SOBRECORRENTE TEMPORIZADO, FUNÇÃO 50/50N, TEM-SE OPÇÃO DE CURVAS DE TEMPO INVERSO, MODERADAMENTE INVERSO, MUITO INVERSO E EXTREMAMENTE INVERSO. II – O MÚLTIPLO DA CORRENTE AJUSTADA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À CORRENTE DO ALIMENTADOR NA CARGA MÁXIMA. III – OS RELÉS DE SOBRECORRENTE NÃO DEVEM ATUAR PARA O VALOR DE CORRENTE DE MAGNETIZAÇÃO DOS TRANSFORMADORES. ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA: A) Apenas a afirmativa I está correta. B) Apenas a afirmativa II está correta. C) Apenas a afirmativa III está correta. D) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. Ii = .KD Vl E) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 2. SEJA UMA CHAVE SECCIONADORA CUJA CORRENTE NOMINAL É 630 A. INDIQUE O VALOR APROXIMADO DA MÁXIMA CORRENTE ADMITIDA SE A TEMPERATURA AMBIENTE É DE 27OC, A TEMPERATURA MÁXIMA ADMISSÍVEL É DE 80OC E O FATOR DE SOBRECARGA É 1,15. A) 680 A B) 700 A C) 710 A D) 725 A E) 740 A GABARITO 1. Sobre os relés de proteção apresentados, leia as afirmativas a seguir: I – Na escolha da curva do relé de sobrecorrente temporizado, função 50/50N, tem-se opção de curvas de tempo inverso, moderadamente inverso, muito inverso e extremamente inverso. II – O múltiplo da corrente ajustada é inversamente proporcional à corrente do alimentador na carga máxima. III – Os relés de sobrecorrente não devem atuar para o valor de corrente de magnetização dos transformadores. Assinale a única alternativa correta: A alternativa "E " está correta. A afirmativa I está incorreta porque a função do relé de sobrecorrente temporizado é 51/51N. A afirmativa II está correta porque A afirmativa III está correta: os relés devem atuar em falhas e defeitos que prejudiquem os equipamentos e o sistema. 2. Seja uma chave seccionadora cuja corrente nominal é 630 A. Indique o valor aproximado da máxima corrente admitida se a temperatura ambiente é de 27oC, a temperatura máxima admissívelé de 80oC e o fator de sobrecarga é 1,15. A alternativa "D " está correta. Há duas formas de resolver. A primeira, utilizando as temperaturas indicadas: I51 = e M = , logo M =K.Icmax RTC Im RTC.I51 Im K.Icmax Isc = In ⋅√ = 630.√Tm−Ta Tm−40 80−27 80−40 Isc = 725, 19A Outra forma é olhando apenas para o fator de sobrecarga: MÓDULO 3 Reconhecer os princípios básicos de funcionamento, esquemas e arranjos típicos de emprego dos dispositivos de proteção e coordenação de proteção COORDENAÇÃO ENTRE CHAVES FUSÍVEIS Para iniciar este módulo, assista ao vídeo a seguir que trata dos princípios básicos de funcionamento dos dispositivos de proteção, esquemas e arranjos de proteção e coordenação. Agora que os dispositivos de proteção já foram apresentados, pode-se analisar como eles atuam em conjunto nos sistemas de proteção de sistemas de distribuição. Nos casos em que há mais de uma chave fusível em uma linha de distribuição, primeiro deve-se identificar a posição relativa entre as chaves: qual é o elemento protegido (o mais próximo a fonte) e qual é o protetor (o mais próximo da carga). Veja a figura 1. Fs = → Isc = Fs . In = 1, 15. 630 = 724, 5AIsc In Fonte: EnsineMe Figura 1 – Coordenação entre elos fusíveis O ideal é que se tenha a menor variação dos tipos de elos fusíveis em um sistema de proteção. A coordenação deve ocorrer para o maior valor da corrente de curto-circuito no ponto de instalação do elo fusível protetor. Então, conhecendo as correntes de curto-circuito de um sistema, aplicam-se as tabelas 1, 2, 3 e 4, a seguir. Elo protetor Elo protegido 12 15 20 25 30 40 6 350 510 650 840 1060 1340 8 210 440 650 840 1060 1340 10 - 300 540 840 1060 1340 12 - - 320 710 1060 1340 15 - - - 430 870 1340 20 - - - - 500 1100 25 - - - - - 660 Tabela 1 – Coordenação entre elos fusíveis K Elo protetor Elo protegido 10K 12K 15K 20K 30K 40K 1H 280 510 650 840 1060 1340 Elo protetor Elo protegido 10K 12K 15K 20K 30K 40K 2H 45 450 650 840 1060 1340 3H 45 450 650 840 1060 1340 5H 45 450 650 840 1060 1340 Tabela 2 – Coordenação entre elos fusíveis K e H Elo protetor Elo protegido 10 12 15 20 25 30 40 6 350 680 920 1200 1500 2000 2540 8 375 800 1200 1500 2000 2540 10 - 530 1100 1500 2000 2540 12 - - 680 1280 2000 2540 15 - - - 730 1700 2500 20 - - - - 990 1100 25 - - - - - 1400 Tabela 3 – Coordenação entre elos fusíveis T Elo protetor Elo protegido 8T 10T 12T 15T 20T 25T 30K 40K 1H 400 520 710 920 1200 1500 2000 2540 2H 240 500 710 920 1200 1500 2000 2540 3H 240 500 710 920 1200 1500 2000 2540 5H 240 500 710 920 1200 1500 2000 2540 8H 240 500 710 920 1200 1500 2000 2540 Tabela 4 – Coordenação entre elos fusíveis H e T Em vez de consultar as tabelas apresentadas, a coordenação de dois elos fusíveis em série pode ser obtida, de modo mais minucioso, relacionando os tempos de atuação dos elos: T(MAX.PROTETOR) ≤ 0,75 . T(MIN,PROTEGIDO) Nessa relação: T(max.protetor) = É o máximo tempo de atuação do elo fusível protetor T(min,protegido) = É o mínimo tempo de atuação do elo fusível protegido Observe o gráfico das curvas características de tempo x corrente dos elos fusíveis tipo K (figura 2) e veja o exemplo de coordenação do elo fusível 30K (protegido) e do 20K (protetor), da tabela 1: para uma corrente de curto-circuito de 500 A os elos estão coordenados. Fonte: DELMAR. Manual do fabricante: elos fusíveis de distribuição modelo H, K, T, EF e olhal Figura 2 – Curvas características de tempo x corrente dos elos fusíveis tipo Do gráfico, extrai-se o tempo de atuação máxima do elo protetor e o tempo de atuação mínima do elo protegido: T(MIN,PROTEGIDO) = 0,08 S T(MAX.PROTETOR) = 0,04 S Verificando a desigualdade, confirma-se que a coordenação sugerida pela tabela 1 ocorre: T(MAX.PROTETOR) ≤ 0,75 . T(MIN.PROTEGIDO) T(MAX.PROTETOR) ≤ 0,06 S ATENÇÃO É possível que, na coordenação entre um elo fusível protegido e um elo fusível de proteção de um transformador, a corrente nominal necessária do elo protegido seja muito alta, dificultando sua coordenação com os demais dispositivos da rede de distribuição. Entre garantir a coordenação dos equipamentos de proteção e garantir a proteção da rede de distribuição, o ideal é que se opte pela proteção da rede. COORDENAÇÃO ENTRE DISJUNTORES Os critérios para coordenação entre disjuntores são os seguintes: autor/shutterstock Eles devem atuar para os defeitos trifásicos, bifásicos e fase-terra, além de coordenar com as proteções a montante e a jusante. autor/shutterstock Os ajustes de atuação instantânea são realizados utilizando-se a seletividade amperimétrica ou por ajuste de tempo, desde que o ajuste instantâneo seja acionado por tempo definido. autor/shutterstock Os ajustes de atuação temporizados são realizados utilizando-se a seletividade cronológica e o intervalo de coordenação é, geralmente, de 0,30 a 0,40 s. EXEMPLO DE COORDENAÇÃO ENTRE DISJUNTORES Suponha que uma instalação está sendo projetada e para a subestação foi dimensionado o uso de dois transformadores de 300 kVA, impedância 4,5 %, fator de potência 0,92. A linha de fornecimento de energia é de 13,8 kV e a demanda prevista de projeto é de 350 kW. Nessa subestação será instalado um relé de sobrecorrente com funções 50/51 e 50/51N para comandar o disjuntor de média tensão. A definição das especificações dos TC, do relé e seus ajustes, para que a proteção da subestação esteja coordenada com a rede de distribuição da concessionária, está demonstrada na figura 3, a seguir. Fonte: Autor Figura 3 – Diagrama unifilar da subestação Dados fornecidos pela concessionária NÍVEIS DE CURTO-CIRCUITO Tipos de curto Icc (A) Icc 3Ø 3.519 Icc Ø Ø 3.047 Icc ØT 2.316 Icc ØT (40 Ohm) 194 Icc ØT (100 Ohm) 79 CARACTERÍSTICAS E AJUSTES DOS RELÉS DE SOBRECORRENTE DE PROTEÇÃO RELÉ FASE NEUTRO Fabricante PEXTRON PEXTRON Tipo URP 2.000 URP 2.000 Unidade temporizada 2,4 1 Curva Muito inversa (MI 0,996) Muito inversa (MI 0,996) Unidade instantânea 8 3 RTC 80 (400/5) 80 (400/5) IMPEDÂNCIAS DE SEQUÊNCIA REDUZIDA NO PONTO DE INTERLIGAÇÃO Z1 (Ω) Z0 (Ω) R1 X1 R0 X0 0,9219 2,0681 1,2806 5,6986 Cálculos - Impedância equivalente do sistema da concessionária Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Impedância dos transformadores Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Curto-circuito no secundário dos transformadores Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Corrente nominal máxima (trifásica) Zcc = = ∴ Zcc = 2, 26 ΩTensão de fornecimento √3 . Icc 3Ø 13800 √3 . 3519 Ztraf = = Tensão de fornecimento2 . Z% Potência do trafo 138002.0,045 300000 Ztraf1 = Ztraf2 = 28, 57 Ω Icctrafo = =Tensão de fornecimento √3 . (Zcc+Ztraf) 13800 √3 . (2,26+28,57) Icctrafo1 = Icctrafo2 = 258, 43 A In = = ∴ In = 25, 10 APotência dos transformadores √3 . Tensão de fornecimento 600 √3 .13,8 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Corrente demandada (trifásica) Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Corrente de desbalanço Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Corrente de magnetização Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Ponto ANSI Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Idem = =Demanda prevista √3 . Tensão de fornecimento . FP 350 √3 . 13,8 .0,92 Idem = 15, 92 A Ides = Idem . 0, 20 ∴ Ides = 3, 18 A Imag = =8.Pn √3.Vp 8.600√3.13,8 Imag = 200, 82 A Iansitraf = = ∴ Iansitraf = 161, 76 A 0,58 . Intrafo Z% 0,58 . 300 √3 .13,8 0,045 ATENÇÃO O menor transformador tem capacidade de 300 kVA O ponto ANSI é o máximo valor de corrente que um transformador suporta por um período de dois segundos, sem sofrer danos. No caso de falta de fase-terra em transformador delta-estrela com neutro aterrado, utiliza-se a equação apresentada. Esse ponto deve ficar acima da curva do relé temporizado de fase. - Cálculo do TC Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal ATENÇÃO É importante que os transformadores de corrente de proteção retratem com fidelidade as correntes de defeito sem sofrer os efeitos da saturação. Apenas devem entrar em saturação para valores de elevada indução magnética, o que corresponde a uma corrente de 20 vezes a corrente nominal primária. - Especificação do TC PRIMÁRIO 200 SECUNDÁRIO 5 RTC 40 In = = ∴ In = 175, 95 AIcc 3Ø 20 3519 20 Distância entre relé e TC 10 m Resistência unitária do cabo 8,87 Ω/km Consumo do relé 0,2 VA Corrente nominal 5 A Z burden do TC 1 Ω - Impedância do TC Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal ATENÇÃO A impedância do TC pode ser obtida pelo manual do fabricante ou pode ser considerada como 20% do valor de impedância burden. - Impedância do cabo Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Impedância do relé Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Tensão secundária do TC Ztc = 0, 2 .Zburden ∴ 0, 2 Ω Zcabo = Rcabo . Distância = ∴ Zcabo = 0, 089 Ω8,87.10 1000 Zrelé = = ∴ Zrelé = 0, 008 ΩConsumo do relé Corrente nominal2 0,2 52 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Carga nominal do TC Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Sensor de fase Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Vs = = Icc 3Ø .(Ztc+2.Zcabo+Zrelé) RTC 3519.(0,2+2.0,089+0,008) 40 Vs = 33, 91 V Ptc = Isecundário 2 . (Ztc + 2.Zcabo + Zrelé) = 52.(0, 2 + 2. 0, 089 + 0, 008) Ptc = 9, 65 W Temporizado = = ∴ Temporizado = 0, 48 AIdem .1,2 RTC 15,92 .1,2 40 Ajuste : Temporizado *RTC = 19, 10 A Instantâneo = = ∴ Instantâneo = 5, 52 A Imag .1,1 RTC 200,82 .1,1 40 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal - Sensor de neutro Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Definição dos TC, dos relés e ajustes TC DE PROTEÇÃO Fator de sobrecorrente 20 Classe de exatidão 10 % Corrente no secundário (A) 5 Relação nominal 40 Ajuste : Instantâneo *RTC = 220, 90 A Temporizado = = ∴ Temporizado = 0, 10 AIdes .1,2 RTC 3,18 .1,2 40 Ajuste : Temporizado *RTC = 4, 00 A Instantâneo ≤ = ∴ Instantâneo ≤ 1, 78 0,9.Icc ØT (100 Ohm) RTC 0,9 .79 40 Ajuste : Instantâneo *RTC = 71, 20 A Tensão no secundário (V) 50 Carga nominal (VA) 12,5 RELÉ FASE NEUTRO Fabricante PEXTRON PEXTRON Tipo URPE 7104 URPE 7104 Unidade temporizada 0,48 0,10 Curva Muito inversa (MI 0,2) Muito inversa (MI 0,2) Unidade instantânea 5,52 1,78 RTC 40 (200/5) 40 (200/5) Temporizado de fase 19,10 A Temporizado de neutro 4,00 A Instantâneo de fase 220,90 A Instantâneo de neutro 71,20 A Coordenograma – Fase Fonte: EnsineMe Figura 4 – Curvas de relé de sobrecorrente de fase coordenadas Coordenograma – Neutro Fonte: EnsineMe Figura 5 – Curvas de relé de sobrecorrente de neutro coordenadas COORDENAÇÃO ENTRE DISJUNTORES E ELOS FUSÍVEIS Para realizar essa ação, os critérios são os seguintes: autor/shutterstock Os ajustes de fase devem atuar para o valor da menor corrente de curto-circuito do trecho protegido. autor/shutterstock As curvas de tempo x corrente do relé que aciona o disjuntor e as do elo fusível não devem se cruzar em nenhum momento no trecho protegido pelo disjuntor. autor/shutterstock Ao empregar a seletividade cronológica, utiliza-se um intervalo mínimo de coordenação de 0,20 s para garantir a coordenação. Graficamente, esse valor de 0,20 s é o distanciamento mínimo entre as curvas. COORDENAÇÃO ENTRE RELIGADORES DE SUBESTAÇÃO E ELOS FUSÍVEIS A figura 6 a seguir ilustra a coordenação entre o religador de subestação e o elo fusível. Fonte: EnsineMe Figura 6 – Coordenação entre religador de subestação e elo fusível São estes os critérios para realizar essa ação: Fonte: Freepik Os religadores devem coordenar com as proteções a montante e a jusante. Fonte: Freepik Os ajustes de fase devem atuar para o valor da menor corrente de curto-circuito bifásico do trecho protegido. Fonte: Freepik Os ajustes de neutro devem atuar para o valor da menor corrente de curto-circuito fase-terra do trecho protegido. Fonte: Freepik O religador tem, preferencialmente, o ciclo de operação com duas operações rápidas e duas retardadas. Isso permite que o fusível não seja acionado nas duas primeiras tentativas e, em casos de defeitos temporários, é mantida a continuidade do serviço. Fonte: Freepik Na coordenação, utilizando-se as curvas de operação do religador, deve-se atentar para o fator de correção K da curva, que é alterado conforme o ciclo de operação escolhido. Fonte: Freepik Em relação à seletividade cronométrica, é ideal um afastamento de 0,20 s entre as curvas de atuação dos equipamentos. Agora, observe a figura 7 a seguir. Fonte: EnsineMe Figura 7 – Coordenação entre religador de subestação e elo fusível A faixa de coordenação entre o religador e o elo fusível utiliza dois pontos como referência: ponto de máximo tempo de atuação é a intersecção entre a curva de operação retardada do religador e a curva de tempo máximo de interrupção do elemento fusível e o ponto de mínimo tempo de atuação é a intersecção entre a curva de operação rápida do religador (corrigida pelo fator K) e a curva de tempo mínimo de fusão do elemento fusível. ATENÇÃO Tendo em vista as características das curvas de atuação de elos fusíveis, a coordenação entre o elo e o religador ocorre de maneira facilitada quando a curva de sobrecorrente de fase e de neutro do religador escolhida é do tipo muito inversa. COORDENAÇÃO ENTRE RELIGADORES DE SUBESTAÇÃO E SECCIONADORES Nessa ação seguem-se estes critérios: autor/shutterstock O religador é instalado a montante do seccionador. autor/shutterstock Os ajustes de fase e neutro do religador devem atuar para o valor da menor corrente de curto-circuito a jusante do seccionador. autor/shutterstock O ajuste de corrente do seccionador deve ser no máximo 80 % da corrente de ajuste do religador. A figura 8 ilustra a coordenação entre o religador de subestação e o seccionador. Fonte: EnsineMe Figura 8 – Coordenação entre religador de subestação e seccionador COORDENAÇÃO ENTRE RELIGADORES DE SUBESTAÇÃO, SECCIONADORES E ELOS FUSÍVEIS Para realizar essa ação, os critérios são os seguintes: Fonte: Freepik O elo fusível é instalado a jusante do seccionador. Fonte: Freepik O seccionador é instalado a jusante do religador. Fonte: Freepik O religador tem, preferencialmente, o ciclo de operação com uma operação rápida e três retardadas. Fonte: Freepik O religador em ciclo de operação com duas operações rápidas e duas retardadas deve ser evitado, pois podeocorrer a atuação simultânea do elo fusível e do seccionador. Fonte: Freepik Os demais critérios de coordenação entre religador e seccionador, e religador e elo fusível também são seguidos nesse caso. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. SEJA UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO QUE SE RAMIFICA E ATENDE DUAS UNIDADES CONSUMIDORAS, CONFORME ESQUEMA A SEGUIR. ASSINALE O ELO FUSÍVEL QUE MELHOR COORDENA COM ESSES DOIS TRANSFORMADORES. FONTE: AUTOR A) 20K B) 25K C) 30K D) 40K E) Não há possibilidade de coordenação 2. SOBRE A COORDENAÇÃO ENTRE RELIGADORES DE SUBESTAÇÃO E ELOS FUSÍVEIS, LEIA AS AFIRMATIVAS: I – OS RELIGADORES DEVEM, PREFERENCIALMENTE, SER EMPREGADOS COM UM CICLO DE OPERAÇÃO FORMADO POR DUAS OPERAÇÕES RÁPIDAS E DUAS RETARDADAS. II – O CICLO DE OPERAÇÃO NÃO INTERFERE NA COORDENAÇÃO DOS DISPOSITIVOS. III – NORMALMENTE É ESCOLHIDA A CURVA EXTREMAMENTE INVERSA PARA ESSE TIPO DE COORDENAÇÃO. ASSINALE A SEQUÊNCIA CORRETA DE AFIRMATIVAS VERDADEIRAS (V) E FALSAS (F). A) V – V – F B) V – F – F C) V – F – V D) F – F – F E) F – V – V GABARITO 1. Seja uma rede de distribuição que se ramifica e atende duas unidades consumidoras, conforme esquema a seguir. Assinale o elo fusível que melhor coordena com esses dois transformadores. Fonte: Autor A alternativa "C " está correta. Para o transformador de 300 kVA e proteção com elo fusível 15K, a corrente de curto-circuito para a coordenação é a de 0,8 kA. Pela tabela 4, os elos fusíveis possíveis de coordenação são 30K e 40K. Para o transformador de 225 kVA e proteção com elo fusível 10K, a corrente de curto-circuito de interesse é a de 0,9 kA. Novamente, pela tabela 4, os elos fusíveis possíveis de coordenação são 30K e 40K. Entre esses dois elos, a melhor escolha é o 30K, pois ele facilita a coordenação com o restante do sistema de distribuição. 2. Sobre a coordenação entre religadores de subestação e elos fusíveis, leia as afirmativas: I – Os religadores devem, preferencialmente, ser empregados com um ciclo de operação formado por duas operações rápidas e duas retardadas. II – O ciclo de operação não interfere na coordenação dos dispositivos. III – Normalmente é escolhida a curva extremamente inversa para esse tipo de coordenação. Assinale a sequência correta de afirmativas verdadeiras (V) e falsas (F). A alternativa "B " está correta. A afirmativa II está incorreta porque o ciclo de operação interfere na coordenação; quanto mais operações rápidas, mais tentativas o religador tem para tentar restabelecer a rede de distribuição e o elo fusível não aciona. A afirmativa III está incorreta porque normalmente a curva escolhida é a muito inversa. CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste estudo vimos, além dos métodos, fundamentos e requisitos para a proteção de sistemas de distribuição, os principais dispositivos de proteção para a construção de um bom projeto. Obtivemos informações sobre o uso, partes construtivas e características elétricas. Por fim, conhecemos os princípios básicos de funcionamento, esquemas, e arranjos típicos de emprego dos dispositivos de proteção e coordenação de proteção. Agora, a professora Rafaela Furtado encerra o tema falando sobre os Princípios Básicos de Proteção de Sistemas de Distribuição. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS CREA-PR. Proteção contra descargas atmosféricas – SPDA. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. DELMAR. Manual do fabricante: elos fusíveis de distribuição modelo H, K, T, EF e olhal. Consultado em meio eletrônico em: 30 nov. 2020. ELETROBRAS. Fornecimento de energia elétrica em média tensão: manual de distribuição. 2013. Consultado em meio eletrônico em: 30 nov. 2020. KINDERMANN, G. Proteção de sistemas elétricos de potência. 3. ed. Florianópolis: Edição do autor, 2012. MAMEDE FILHO, J. Manual de equipamentos elétricos. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. MAMEDE FILHO, J.; MAMEDE, D. R. Proteção de sistemas elétricos de potência. Reimpr. Rio de Janeiro: LTC, 2016. MARDEGAN, C. Proteção e seletividade. In: O setor elétrico – capítulo XVII: A seletividade. Publicado em: mai. 2011. PEXTRON. Manual de operação URPE 6104. Consultado em meio eletrônico em: 30 nov. 2020. TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO EM FOCO. Cabos para-raios. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. EXPLORE+ NBR 5410, de 2004 – Cálculo de curto-circuito, coordenação e seletividade em BT. NBR 14039, de 2005 – Cálculo de curto-circuito, coordenação e seletividade em MT. CONTEUDISTA Rafaela Furtado Teixeira CURRÍCULO LATTES javascript:void(0); javascript:void(0);