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A hipertensão arterial sistêmica, frequentemente referida como pressão alta, é uma condição crônica e degenerativa que tem múltiplos fatores contribuintes. Na maioria das vezes, ela não apresenta sintomas visíveis, mas, essencialmente, perturba o equilíbrio entre os mecanismos que dilatam e contraem os vasos sanguíneos, afetando assim o tônus vascular. Isso resulta no estreitamento dos vasos sanguíneos e pode causar danos aos órgãos irrigados por eles. Em termos práticos, a hipertensão é definida pelo aumento da pressão arterial além dos valores recomendados para uma faixa etária específica. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) representa um dos principais desafios em saúde pública a nível global, dado seu status como um significativo fator de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos. A prevalência da HAS aumenta com o avançar da idade, afetando cerca de 60% a 70% da população com mais de 70 anos. Nas mulheres, observa-se um acentuado aumento na prevalência após os 50 anos, e essa mudança estão diretamente relacionados à menopausa. Além disso, a HAS é mais comum em indivíduos afrodescendentes, especialmente nas mulheres, e essa população enfrenta uma forma mais grave da condição, associada a uma maior taxa de mortalidade, em parte devido à má adesão ao tratamento e à dificuldade de acesso aos cuidados médicos. Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da HAS, incluindo o consumo excessivo de sal e álcool, obesidade e o sedentarismo. Dado o impacto substancial na morbimortalidade e os custos elevados associados ao tratamento da HAS, é crucial a realização de diagnóstico precoce e a implementação de tratamentos adequados para modificar o curso natural da doença hipertensiva. Os sintomas da hipertensão costumam manifestar-se apenas quando a pressão arterial atinge níveis significativamente elevados, incluindo possíveis sensações de aperto no peito, dores de cabeça intensas, vertigens, zumbido nos ouvidos, sensação de fraqueza, visão turva e episódios de sangramento nasal. Monitorar regularmente a pressão arterial é a única forma de identificar a hipertensão. Indivíduos com 20 anos de idade ou mais devem realizar uma avaliação da pressão arterial pelo menos uma vez por ano, mas se houver antecedentes de hipertensão na família, é recomendado fazê-lo pelo menos duas vezes por ano. Tabela II. Classificação diagnóstica da hipertensão arterial (adultos com mais de 18 anos de idade). PAD (mmHg) PAS (mmHg) Classificação 110 > 180 Hipertensão grave (estágio 3) 140 Hipertensão sistólica isolada Relação de Medicamentos - Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) no adulto: