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ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) TÓPICO 3 CRIAÇÃO DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF) E ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) Em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF) foi criado como estratégia de reorientação dos serviços de atenção à saúde. As antigas práticas mais voltadas para a doença e valorização do hospital são substituídas por novos princípios, com o foco na promoção da saúde e na participação da comunidade. Em 1994, o MS lançou o PSF como uma estratégia para reordenação dos serviços da atenção básica com vistas na promoção a saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2000). Em 1995, o PACS e o PSF foram transferidos para a Secretaria de Assistência à Saúde (SAS) e em meados de 1999, passaram para a Coordenação da Atenção Básica da Secretaria de Políticas de Saúde (SPS) e neste mesmo ano, o governo federal define as atribuições do Agente Comunitário de Saúde (ACS), no Decreto nº 3.189, “estabelecendo que os ACS devem desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, por meio de ações educativas individuais e coletivas, nos domicílios e na comunidade” PSF inicialmente tinha como objetivo tornar-se um instrumento de reorganização do sistema de saúde nacional e da municipalização e sua implantação seria apenas em áreas de risco, assim passou então a se chamar Estratégia Saúde da Família (ESF) (BRASIL, 2013). O PSF então, caro acadêmico, pela Portaria nº 648/06, passou a ser denominado ESF, buscando transcender à lógica do grande número de programas verticalizados em uma tentativa de garantir a integralidade de assistência e a criação de vínculo de compromisso e responsabilidade, compartilhados entre os serviços de saúde e a população, favorecendo a consolidação do SUS “A ESF objetiva a elevada cobertura populacional, a facilidade no acesso e no atendimento integral dos indivíduos em seu contexto familiar” (FERNANDES; BERTOLDI; BARROS, 2009, s.p.), priorizando a “territorialização e a delimitação das áreas de abrangência das equipes, identificando as necessidades e os problemas de saúde da população, o monitoramento das condições de vida e de saúde das coletividades, facilitando a programação e a execução das ações sanitárias”.(NASCIMENTO; OLIVEIRA, 2010, p. 92). EQ U IPE MULTIPROFISSION AL E TRABALH O EM EQ U IPE N A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA As equipes da ESF eram compostas por médicos, auxiliares de enfermagem, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e equipe de saúde bucal. o Ministério da Saúde criou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) (Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 4 de março de 2008) “com objetivo de apoiar as equipes da ESF na efetivação da rede de serviços e ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Básica, bem como sua resolubilidade”. as áreas estratégicas de atuação das equipes de Saúde da Família do NASF, são: – atividade física e práticas corporais, – práticas integrativas e complementares, – reabilitação, – alimentação e nutrição, – saúde mental, – serviço social, – saúde das crianças, do adolescente e do jovem, – saúde da mulher, – assistência farmacêutica. 4 POLÍTICA N ACION AL DE H UMAN IZAÇÃO DA ATEN ÇÃO E DA GESTÃO N A SAÚDE (PN H ) A proposta da PNH enfatiza a necessidade de assegurar atenção integral à população e estratégias de ampliar a condição de direitos e de cidadania das pessoas (SANTOS FILHO, 2007). Segundo Brasil (2013, p. 3), a PNH existe desde 2003 para efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, “qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários”. MARCAS ESPECÍFICAS DE TRABALH O A SEREM CON SOLIDADAS PELA PN H : 1 Reduzir filas e o tempo de espera com ampliação do acesso e atendimento acolhedor e resolutivo baseados em critérios de risco. 2 Todo usuário do SUS saberá quem são os profissionais que cuidam de sua saúde e os serviços de saúde se responsabilizarão por sua referência territorial; 3 As unidades de saúde garantirão as informações ao usuário, o acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha) e os direitos do código dos usuários do SUS; 4 As unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários assim como educação permanente aos trabalhadores. ATEN ÇÃO, ASSISTÊN CIA E VISITA DOMICILIAR À SAÚDE Podemos definir as áreas de saúde domiciliares como aquelas realizadas na residência do sujeito ou do grupo familiar, alvo do cuidado sanitário. Assim, “a visita domiciliar em um primeiro momento, torna-se uma ação de prevenção e de precaução, em um segundo momento pode ser caracterizada como de extremo controle e vigilância do comportamento e dos hábitos individuais”. U N IDADE 3 ÁREAS ESTRATÉGIAS DE ATU AÇÃO, REDES DE ATEN ÇÃO À SAÚDE E PROGRAMAS ESPECIAIS DE ATEN ÇÃO A SAÚDE DA ATEN ÇÃO BÁSICA TÓPICO 1 2 ÁREAS ESTRATÉGICAS DE ATUAÇÃO: SAÚDE DA CRIAN ÇA, DO ADOLESCEN TE E DO JOVEM dentro da Atenção Básica, os programas direcionados à saúde da criança e adolescente objetivam promover saúde, prevenir doenças, tratar e reabilitar, garantindo a saúde e o bem- estar, a fim de garantir o crescimento e o desenvolvimento adequados nos aspectos físico, emocional e social e proporcionar o pleno desenvolvimento do potencial genético da criança e adolescente, que levará a um adulto mais saudável. Programa de Atenção Integral à Saúde da Criança (PAISC), na década de 80, que objetivava o acompanhamento sistemático do crescimento e desenvolvimento de crianças menores de 5 anos de idade; a diminuição da morbimortalidade de crianças de 0 a 5 anos de idade, promovendo o aleitamento materno e orientação alimentar para o desmame, controle da diarreia, controle das doenças respiratórias na infância, imunização e o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento • Atenção integral à saúde da criança. • Atenção ao recém-nascido. • Investigação do óbito infantil. • Promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. • Prevenção de violências e promoção da cultura de paz. ÁREAS ESTRATÉGICAS DE ATUAÇÃO: SAÚDE DA MULH ER E DO H OMEM Apontando como principal norteador, o documento Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes (PAISM), elaborado pelo Ministério da Saúde com diversos setores da sociedade, em especial com o movimento de mulheres, o movimento negro e o movimento de trabalhadoras rurais, sociedades científicas, pesquisadores e estudiosos da área, organizações não governamentais, gestores do SUS e agências de cooperação internacional (BRASIL, 2004) a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foram publicados em 2008: “sendo a política oficialmente lançada em 2009, com a publicação de uma Portaria Ministerial, [...] Esta política PNAISH tem como objetivo diminuir a morbimortalidade dos homens por meio do aumento e facilitação do acesso e de ações de precaução e assistência a este grupo populacional (KNAUTH; COUTO; FIGUEIREDO, 2012). “A PNAISH vem sendo apontada como uma política pública de vanguarda no cenário mundial, sendo a primeira política pública de saúde voltada especificamente para os homens na América Latina e a segunda no continente americano, após o Canadá”. ÁREAS ESTRATÉGICAS DE ATUAÇÃO: SAÚDE DO IDOSO ÁREAS ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO: SAÚDE MEN TAL Em 2002, surge a Política Nacional de Saúde Mental – PNSM, apoiada na Lei 10.216/02, além de novos modelos de saúde mental, denominados serviços substitutivos, que alicerçados pela Reforma, nomeiam ações e atividades na perspectiva e extensão comunitária, com o intuito de reintegrar o sujeito à sociedade, com enfoque na reinserção social dos usuários através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis, fortalecimento dos laços familiares e comunitários, além de ofertar suporte à saúde mental na rede básica. PROGRAMAS ESPECIAIS: DEPARTAMEN TO DE DST, AIDS E H EPATITES VIRAIS, CIRURGIABARIÁTRICA E DOAÇÃO DE Ó RGÃOS/TRAN SPLAN TE PLAN EJAMEN TO DE SAÚDE N O SU S TÓPICO 2 DESCEN TRALIZAÇÃO DA SAÚDE, SISTEMA DE PLAN EJAMEN TO DO SUS – PLAN EJASUS A descentralização da gestão e das políticas de saúde fazem parte dos princípios e diretrizes do SUS e são mais organizativos entre todos os demais princípios, também foi estabelecido pela Constituição Federal de 1988, regulamentada pelas Lei nº 8.080 e Lei nº 8.142 A Constituição de 1988 definiu um novo cenário para o sistema de saúde, um sistema federalista cooperativo, que estimulava o processo de descentralização político-administrativa para as instâncias de governo SISTEMA DE PLAN EJAMEN TO DO SUS – PLAN EJASUS E IN STRUMEN TOS BÁSICOS DE PLAN EJAMEN TO DO SUS O planejamento do SUS, também denominado PlanejaSUS, foi discutido e formulado considerando alguns conceitos ideológicos como pontos essenciais. Entre eles estão o federalismo, a organização territorial e suas características e funcionamento. PROGRAMAÇÃO PACTUADA E IN TEGRADA DA ASSISTÊN CIA EM SAÚDE (PPI) A PPI é uma ferramenta inserida no processo de planejamento do SUS, é uma nova lógica que nasceu junto com a Política Nacional de Regulação do SUS. Está inserida nos Pactos pela Saúde, com a Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006. Buscar a equidade de acesso da população brasileira às ações e serviços de saúde em todos os níveis de complexidade. Orientar a alocação dos recursos financeiros de custeio da assistência à saúde pela lógica de atendimento às necessidades de saúde da população. FIN AN CIAMEN TO DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE PRIN CIPAIS IN DICADORES DA SITU AÇÃO DE SAÚDE TÓPICO 3 Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informação Ambulatorial (SIA/SUS), Sistema de Informações Hospitalares (SIH/ SUS), Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), e por fim, Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos (HIPERDIA)