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URBANIZAÇÃO X POLUIÇÃO
E os impactos para os rios urbanos
URBANIZAÇÃO
MEGACIDADES
No Brasil...
• A cidade de SP se tornava o polo mais urbanizado do país, em função de sua
localização privilegiada para escoamento e exportação do café. Em 1920, a cidade
de São Paulo tinha 579.033 habitantes. Este numero praticamente dobrou em 1940
(1.326.261)
- Crise de 29: Substituição da lavoura cafeeira 
pelas primeiras atividades industriais
- Enchente Rio Pinheiros (1929): iniciando o plano 
de expansão urbana da cidade
- - Segunda Guerra Mundial: crise econômica 
mundial acelerando a industrialização e atraindo 
ainda mais pessoas para São Paulo. 
- Entre 1950 e 1980, mais de 3 milhões de 
pessoas migraram para cá
- A população saltou de 2.198.096 habitantes 
(1950) para 8.493.226 em 1980.
Padrão da urbanização brasileira
• A urbanização assumiu perfil especificamente metropolitano. Nas maiores
cidades brasileiras, o tal processo foi marcado, por um lado, por loteamentos
irregulares como solução habitacional nas periferias e, por outro, pela
multiplicação de vazios urbanos e de imóveis vagos em áreas urbanizadas: a
vacância urbana, em 2010, atingiu 4,7 milhões de domicílios (IPEA, 2017).
• Surgem, também, rapidamente, loteamentos fechados para as classes abastadas
e condomínios horizontais. Tal modelo excludente de urbanização vem sendo
observado nos últimos anos com rapidez, não somente nas metrópoles, mas
também nas cidades médias.
• Em 2010, a taxa de urbanização brasileira atingiu 84,4%, enquanto a taxa de
crescimento da população rural, por sua vez, mostrou-se negativa, com uma
redução anual média de 0,7% entre 1991 e 2010 (IBGE). De acordo com a Nova
Agenda Urbana, espera-se que, até 2050, a população urbana quase duplique
Ocupação urbana no Brasil
• No Brasil, o crescimento urbano sempre se deu com a exclusão social
e a degradação dos recursos naturais, resultado da ausência do
Estado em cumprir com o seu papel de agente regulador e
implementador de políticas públicas.
• houve a ocupação predatória e indiscriminada de áreas
ambientalmente sensíveis, o que favorecia a expansão do território
associada à segregação, discriminação, exploração ambiental e social
do nosso país.
CONSEQUÊNCIAS DA URBANIZAÇÃO
• A crise urbana ambiental é quase inevitável, pois ainda existem
muitas ações a serem desenvolvidas e o problema ganha maior
amplitude quando as ações já desenvolvidas não suprem as
necessidades das cidades, e as intervenções quando acontecem
servem apenas para remediar algum determinado problema.
• O planejamento urbano, quando ocorre, muitas vezes é de forma
segmentada, ou seja, não é pensando a cidade como todo, mas sim a
partir de projetos e intervenções que ocorrem segundo interesses
políticos ou interesses de determinadas classes sociais e locais
Cidades Sustentáveis = planejamento urbano
• No processo de urbanização planejado, atrelado ao conceito de cidades
sustentáveis, a aptidão de uso dos solos deve ser considerada, observando
suas potencialidades e respeitando suas limitações e fragilidades. O
manejo dos solos, nas áreas urbanas e principalmente nas franjas urbano-
rurais deve ser visto como uma importante ferramenta na tomada de
decisões para a expansão urbana ou recuperação de espaços urbanos
degradados e novos suportes para obras civis.
• https://www.cidadessustentaveis.org.br/pagina-inicial
https://www.cidadessustentaveis.org.br/pagina-inicial
LEI 6.766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979
• Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras Providências.
• Não será permitido o parcelamento do solo:
I - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para
assegurar o escoamento das águas;
Il - em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que
sejam previamente saneados;
III - em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), salvo se
atendidas exigências específicas das autoridades competentes;
IV - em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação;
V - em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições
sanitárias suportáveis, até a sua correção.
LEI 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001.
• Para todos os efeitos, esta Lei, denominada Estatuto da Cidade, estabelece normas de
ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do
bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio
ambiental.
• Art. 2o A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções
sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:
I – garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à
moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços
públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações;
II – gestão democrática por meio da participação da população e de associações
representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e
acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;
III – cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no
processo de urbanização, em atendimento ao interesse social;
IV – planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial da população
e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de
modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre
o meio ambiente
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 237, de 19 de dezembro
de 1997
• Dispõe sobre o Licenciamento Ambiental
• O licenciamento ambiental para fins urbanísticos envolve a implantação de
parcelamentos de solo nas áreas urbanas, bem como a sua regularização nos
casos em que estes foram implantados sem a autorização do poder público. Vale
ressaltar que constituem fatores determinantes de irregularidades a dificuldade
em implantar a gestão do uso do solo na escala e na dinâmica necessárias para
acompanhar o crescimento e a expansão urbana.
• Também é objetivo do licenciamento ambiental para fins urbanísticos exigir dos
empreendedores de parcelamento e regularização do solo urbano a prevenção e
mitigação dos impactos ambientais dos seus empreendimentos. O que se
pretende é garantir aos moradores dos loteamentos condições adequadas de
habitabilidade, segurança e bem-estar, além da conservação dos atributos
ambientais, como a não ocupação de áreas de preservação permanente e de
risco, e a previsão de um percentual mínimo de áreas verdes nos parcelamentos.
Plano Diretor Estratégico (PDE) do Município 
de São Paulo 
• Lei municipal 16.050, de 31 de Julho de 2014., dispõe sobre a ordenação e
controle do uso do solo, de forma a evitar:
• a proximidade ou conflitos entre usos incompatíveis ou inconvenientes;
• o parcelamento, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados do solo em
relação à infraestrutura urbana;
• a deterioração das áreas urbanizadas e os conflitos entre usos e a função das vias
que lhes dão acesso;
• a poluição e a degradação ambiental;
• a excessiva ou inadequada impermeabilização do solo;
• o uso inadequado dos espaços públicos;
• A ocupação das áreas de preservação permanente, das áreas de proteção dos
mananciais e a perda da biodiversidade;
ODS – OBJETIVO 11
• Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e
sustentáveis
• 11.3 - Até 2030, aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e as capacidades
para o planejamento e gestão de assentamentos humanos participativos,
integrados e sustentáveis, em todos os países
• 11.6 - Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades,
inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos
municipais e outros
• https://www.youtube.com/watch?v=Fwh-cZfWNIc
https://www.youtube.com/watch?v=Fwh-cZfWNIc
	Slide 1: URBANIZAÇÃO X POLUIÇÃO
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4:URBANIZAÇÃO
	Slide 5
	Slide 6: MEGACIDADES
	Slide 7: No Brasil...
	Slide 8
	Slide 9: Padrão da urbanização brasileira
	Slide 10: Ocupação urbana no Brasil
	Slide 11
	Slide 12: CONSEQUÊNCIAS DA URBANIZAÇÃO
	Slide 13
	Slide 14: Cidades Sustentáveis = planejamento urbano
	Slide 15: LEI 6.766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979
	Slide 16: LEI 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001.
	Slide 17: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 237, de 19 de dezembro de 1997
	Slide 18: Plano Diretor Estratégico (PDE) do Município de São Paulo 
	Slide 19: ODS – OBJETIVO 11
	Slide 20

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