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ISABEL SOARES GALLINDO – MED16 AULA 10 BIOFÍSICA DA VISÃO INTRODUÇÃO O olho humano é um órgão extremamente complexo: atua como uma câmera, coletando, focando luz e convertendo a luz em um sinal elétrico traduzido em imagens pelo cérebro. A retina é altamente especializada: detecta e processa os sinais, ativando dezenas de tipos de neurônios. A IMAGEM FORMADA É REAL E INVERTIDA. O OLHO HUMANO Seguindo a ordem da trajetória percorrida pela luz, os principais componentes do olho humano são: córnea, humor aquoso, íris, cristalino, humor vítreo e retina. O OLHO É, BASICAMENTE, UM SISTEMA DE LENTES CONVEXAS QUE PROJETA A IMAGEM NA RETINA. A córnea e o cristalino, em conjunto, funcionam como uma LENTE CONVEXA, projetando uma imagem na retina. O centro dessa imagem é PROJETADO NA FÓVEA, que é a região mais sensível da retina. REFRAÇÃO é um fenômeno físico que ocorre quando raios luminosos tocam uma superfície transparente e esse fato gera alteração da velocidade desses raios de luz. O humor aquoso também fornece nutrientes para a córnea e para o cristalino, que não são vascularizados. OBSTRUÇÃO DO CANAL DE SCHLEMM provoca aumento da pressão intraocular e lesão das células retinianas, ocasionando GLAUCOMA. A PUPILA É UM DIAFRAGMA COMPOSTO POR MÚSCULOS QUE, AO SE CONTRAÍREM E SE DISTENDEREM, DIMINUEM E AUMENTAM O TAMANHO DA ABERTURA DO OLHO, ORIFÍCIO POR ONDE ENTRA A LUZ. A resposta muscular é mais rápida à variação de luz quando o indivíduo sai de um ambiente escuro e vai para um ambiente claro do que quando sai de um local claro e vai para local com menos iluminação. MIOSE → contração pupilar MIDRÍASE → dilatação pupilar O diâmetro pupilar controla a entrada de luz no olho. A variação do diâmetro pupilar ocorre a partir da ação antagônica de dois músculos lisos: o músculo esfíncter da pupila, que causa redução do diâmetro pupilar (miose) e o músculo dilatador da pupila, que causa aumento do diâmetro pupilar (midríase). O cristalino é responsável pela refração de um terço dos raios luminosos que adentram o olho, bem como é responsável pela formação da imagem na retina. Após o cristalino, há o humor vítreo, que consiste em uma substância clara e gelatinosa, que mantém os raios luminosos no seu curso. A retina recobre quase toda a superfície interna do olho e é ricamente vascularizada e inervada. É sensível à luz e tem células que convertem o estímulo luminoso em sinal elétrico, que é conduzido ao cérebro para ser processado. A fóvea é o ponto onde as imagens são focalizadas com maior nitidez (acuidade). ACOMODAÇÃO VISUAL O mecanismo de acomodação visual é totalmente automático (reflexo), controlado pelo sistema nervoso autônomo parassimpático. Quando o olho focaliza objetos a mais de 9m de distância, o músculo ciliar está relaxado e os raios luminosos focalizam a imagem sem atuação do cristalino. Ao focalizar objetos mais próximos, o músculo ciliar contrai Presbiopia (“vista cansada”) é A PERDA DO PODER DE ACOMODAÇÃO DO CRISTALINO; ocorre com o avanço da idade. A correção é feita com lente bifocal (parte de baixo mais convergente do que a de cima). FORMAÇÃO DA IMAGEM A imagem é percebida a partir da estimulação visual de um fóton com energia suficiente para causar uma reação fotoquímica nas células visuais, gerando o potencial de ação que vai conduzir a informação a ser interpretada pelo cérebro. A estimulação visual a partir do fóton é um estímulo que desencadeia um potencial de ação. Fóton infravermelho não tem energia suficiente para desencadear um potencial de ação, enquanto um fóton ultravioleta, apesar de ter energia na faixa supralimiar, é absorvido e não alcança a retina. Por isso, a visão humana está restrita a comprimentos de onda entre 400 nm e 800 nm. Na retina são encontrados DOIS TIPOS CELULARES RELACIONADOS À FORMAÇÃO DAS IMAGENS: cones e bastonetes. CONES → percepção das cores BASTONETES → sensíveis às variações luminosas A camada de células fotorreceptoras da retina produz os potenciais de ação que serão conduzidos aos neurônios bipolares e depois aos neurônios ganglionares. Os axônios dos neurônios ganglionares se unem e formam o nervo óptico, que transmite os impulsos visuais ao córtex cerebral. DEFEITOS VISUAIS (AMETROPIAS) GLAUCOMA é o dano ao nervo óptico, que pode ser causado pelo AUMENTO DA PRESSÃO INTRAOCULAR, que dificulta a irrigação da retina e pode levar à perda da visão. PRESBIOPIA é a perda da capacidade do cristalino de se acomodar para formar a imagem no ponto focal. A correção é feita com o uso de lentes bifocais, sendo a parte inferior mais convergente do que a parte inferior da lente. CATARATA se refere à OPACIDADE DO CRISTALINO. É mais prevalente nos pacientes idosos; porém não é específico da idade, havendo prevalência na infância e na adolescência. O tratamento é a remoção do cristalino opaco, o que gera a necessidade de uso de lentes bifocais (é colocada uma prótese), pois o paciente perde a acomodação visual conferida pela presença do cristalino. DALTONISMO ocorre quando há um distúrbio de sensibilidade dos cones a uma determinada cor (ou cores). Os casos mais comuns de daltonismo são relacionados à percepção das cores vermelho e verde. ASTIGMATISMO é uma condição que indica que a simetria da córnea ou do cristalino está ausente, o que INTERFERE NA FORMAÇÃO DA IMAGEM, que fica distorcida. A correção é feita com lentes cilíndricas. MIOPIA é uma ametropia que tem como consequência a formação da imagem antes da retina, pois o olho do paciente míope é MAIS ALONGADO, o que aumenta a distância entre o cristalino e a retina. O PACIENTE ENXERGA COM NITIDEZ OBJETOS QUE SE ENCONTRAM PERTO, mas tem dificuldade para visualizar objetos mais afastados. A correção é feita com lentes divergentes. HIPERMETROPIA é uma condição oposta à miopia: O OLHO TEM UMA CONFORMAÇÃO MAIS CURTA, o que leva à formação da imagem atrás da retina. O paciente ENXERGA BEM OBJETOS MAIS AFASTADOS, mas tem dificuldade para visualizar objetos próximos. A correção é feita com lentes convergentes. PERCEPÇÃO VISUAL A visão não é a mera captação visual de um estímulo luminoso. A informação deve ser captada e interpretada. Não é apenas o “ver”, mas VER E ENTENDER O QUE ESTÁ SENDO VISUALIZADO. RESUMO