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LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 10
QUESTÃO 09
Fui viajar, volto em 10 dias. Alguém já viu ou pendurou 
uma faixa assim na porta de casa? Com certeza esta não é a 
conduta de segurança patrimonial adotada pela população, 
porém a mesma preocupação não é tomada quando o 
assunto é a exposição da vida pessoal nas redes sociais. 
O hábito de postar tudo o que faz, onde está, com quem sai 
e pôr fotos a todo momento na internet representa um risco 
grande à segurança pessoal, que a maioria dos internautas 
não consegue avaliar.
A avaliação do perigo é feita pelo coordenador Militar 
do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, coronel Wilson 
Batista, que destaca ainda o cuidado necessário para evitar 
a exposição de assuntos do local de trabalho, o que pode 
gerar uma situação desagradável e até mesmo punitiva.
Coronel Batista comenta que a invasão das redes 
sociais no cotidiano das pessoas levou alguns à falsa 
sensação de popularidade, quando na verdade a ferramenta 
foi criada para garantir a facilidade nos relacionamentos, 
como encontrar e manter contato com amigos e família. Com 
essa necessidade de sentir-se popular, as pessoas acabam 
esquecendo regras de segurança e disponibilizam todas as 
informações da vida pessoal na internet.
Disponível em: tj-mt.jusbrasil.com.br. 
Acesso em: 27 jun. 2016 (fragmento).
No excerto acima, transcreve-se uma posição crítica a 
determinado uso social que se faz da internet, relativo à 
exposição da vida pessoal.
No fragmento, pode-se reconhecer
	 uma	 pergunta	 inicial	 que	 fica	 sem	 resposta,	 direta	 ou	
indiretamente, ao longo do texto.
 um falso argumento de autoridade, apresentado por 
alguém sem vivência na área.
 uma causa (eventual punição) vinculada à consequência 
da exposição no local de trabalho.
 uma identidade de posicionamentos quanto à segurança 
patrimonial e à pessoal.
 um desejo de popularidade como razão da excessiva 
exposição do cotidiano das pessoas.
QUESTÃO 10
Sermão de Santo Antônio
Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os pregadores, 
sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer 
que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir 
a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como 
está a nossa havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual 
será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?
Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não 
deixa salgar.
Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não 
pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não 
deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que 
lhes dão, a não querem receber.
Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem 
uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa 
salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem 
que fazer o que dizem.
Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam 
a si, e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, 
e os ouvintes em vez de servir a Cristo, servem os seus 
apetites.
Não é tudo isto verdade? Ainda mal.
Pe Antônio Vieira. Os sermões.
Esse é um fragmento de um dos Sermões do Padre Antônio 
Vieira. A análise dos seus termos permite a inferência de que
 o público-alvo ao qual Vieira se dirige tem como 
componentes exclusivos aqueles que, como ele, se 
dedicam à pregação.
 Vieira se vale de duas metáforas, representadas pelo sal 
e pela terra, para designar, respectivamente, o ouvintes 
e o pregadores.
 Vieira aponta, no fragmento, uma contradição que 
justifica	 a	 sua	 linha	 argumentativa:	 a	 presença	 de	
pregadores corruptos combatendo a corrupção.
 todas as possíveis causas da corrupção apontada têm a 
ver com desdobramentos das ações dos pregadores.
 os ouvintes das pregações, dado o seu posicionamento 
passivo,	 acabam	 não	 influenciando	 no	 processo	 de	
corrupção denunciado.
QUESTÃO 11
Os elementos verbais e não verbais, na peça publicitária 
acima, conjugam-se com o objetivo de alertar os cidadãos 
para os ilícitos que envolvem a exploração de crianças e 
adolescentes.
A mensagem se constrói com vistas à persuasão do público-
-alvo para a prática de diversas ações contra esse tipo de 
exploração, entre elas, a que se infere da frase imperativa 
“Não desvie o olhar”, com a qual se pretende enfocar uma 
possível e reprovável atitude de
 omissão.
 esquecimento.
 cumplicidade.
 hipocrisia.
 desconhecimento.

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