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PLANEJAMENTO DE PRODUTOS DIGITAIS AULA 6 Mauro Bruno Pinto 2 CONVERSA INICIAL O planejamento de mídia para web ampliou o conhecimento e os desafios para profissionais de marketing, publicitários e anunciantes. O glossário com termos novos aumenta a cada dia e tem como maior fornecedor o assunto métricas, porque a intenção final de se veicular é conquistar audiência, valorizar a marca e interagir com o maior número possível de clientes. Para que a aula siga uma ascendente inteligível e gradativa, iniciamos com o conhecimento sobre web analytics, com o estudo focado no Google, por ser uma ferramenta gratuita e ser o buscador utilizado por mais 95% dos usuários. No segundo tema, teremos a definição de audiência e sua relação com a mais nova ferramenta dos anunciantes: a mídia programática. Em seguida são apresentadas as ferramentas que auxiliam na veiculação de redes sociais. Após a abordagem dos três primeiros temas da aula, trataremos sobre o universo da mídia programática e como seus recursos auxiliam os players do mercado publicitário. O último tema, por sua vez, trata da análise de dados coletados. É preciso compreender como esse universo de ferramentas e estratégias auxilia na audiência, na gestão da marca e nas vendas. CONTEXTUALIZANDO Considere que o anunciante de camisetas com estampas temáticas de rock’n’roll inicia suas incursões de mídia mais significativas na internet, realocando parte dos investimentos antes dedicados às mídias convencionais e off-line. Em um cenário de mudanças de hábitos e conceitos, economia em baixa e alta concorrência, a inovação é necessária, mas é acompanhada de inseguranças. Com boa repercussão em sua página de redes sociais, o cliente sente-se mais confiante para realizar a realocação de recursos para o ambiente digital. Ao trabalhar com um nicho bem específico, o cliente decide investir em ferramentas programáticas para anunciar suas ofertas. Contudo, quer utilizar pouca porcentagem da verba para diversificar os formatos de anúncio e pretende usar quase que totalmente na veiculação. Ao final da aula, você poderá determinar se há acerto na decisão do anunciante e qual seria a posição da agência referente ao caso. 3 TEMA 1 – WEB ANALYTICS 1.1 Google Analytics O Google Analytics (GA) é uma ferramenta de web analytics e tem como função analisar o comportamento de tráfego no site. O recurso é gratuito e pode ser instalado em qualquer site, loja virtual ou blog. Com base nas informações coletadas por meio do Google Analytics é possível identificar se o comportamento dos visitantes condiz com a estratégia e as táticas da campanha de marketing on-line. Caso o resultado seja insatisfatório, é possível corrigir o planejamento, ou seja, realizar o gerenciamento de decisões. Vale ressaltar que a ferramenta é hoje um recurso padrão para avaliar métricas, mas não é a única. São informações possíveis de serem aferidas e buscadas: Número total de visitantes, visitante único e visitantes que retornam ao site; Origens de tráfego – qual a origem dos acessos que chegam ao site; Metas – apresenta quais metas traçadas para o site foram atingidas; Resultados de e-commerce – apresenta métricas de desempenho da loja virtual; Marketing – apresenta quais campanhas de marketing proporcionam melhores resultados; Mídias sociais – informam quais das ações adotadas para redes sociais trazem maior número de acessos. 1.2 Principais métricas Apesar da semelhança entre os termos visitantes e visitas, são informações distintas. Número de visitantes (ou visitantes únicos) – representa a quantidade absoluta de pessoas que visitaram o site, independente se um mesmo usuário acessou mais de uma vez. Essa métrica contabiliza o total de visitas que o site recebeu no período analisado. Por exemplo: se um mesmo usuário acessar o site 2 vezes no mesmo dia, o Google Analytics indicará 1 visitante e 2 visitas. 4 A importância dessa medição está em ter acesso à audiência do site. Se o analista observar que o número de visitantes no período não se alterou, mas que o número de visitas aumentou, isso significa que o site não aumentou o público que o visita, mas tem uma audiência constante dos mesmo visitantes. Já as visualizações de página informam quantas páginas do site foram visitadas. A relação páginas/visita mostra a média de páginas visualizadas para cada visita ao site. A importância da métrica está em indicar o comportamento do visitante no site. Por exemplo, uma página possui 1000 visualizações e aponta 250 visitantes, enquanto outra página do mesmo site conta com 800 visualizações e 700 visitantes. Caberá ao analista observar se as visitas para determinada página são satisfatórias e dentro das expectativas de conversão. Caso as metas não tenham sido atingidas, caberá uma análise para otimizar o fluxo de visitantes e aumentar o número de conversões na navegação dentro do site. A taxa de rejeição (bounce rate) e a taxa de saída apontam o número de visitantes que acessam somente uma página e não navegam pelas demais páginas do mesmo site. Deve ser considerada a taxa para as páginas individualmente e dedicar atenção às landing pages e vendas. A análise de taxa de rejeição sugere rever as fontes de tráfego. Já a taxa de saída indica a porcentagem de visitantes de determinada página e que saíram do site. Diferentemente da taxa de rejeição, a taxa de saída não indica se essa ocorre a partir da primeira página do site, o que requer do analista a atenção a cada uma das páginas para propor otimizações. A porcentagem de novas visitas indica a porcentagem de visitantes que acessam o site pela primeira vez. As porcentagens são metrificadas em um período de tempo determinado. Por exemplo, o site apresenta bom número de visitas, mas a taxa de novas visitas está baixa. O analista pode concluir que, apesar de manter determinada audiência, a página está estagnada, não obteve um número significativo de novos visitantes. Isso pode indicar que é preciso aprimorar o conteúdo para aumentar o índice de visitas. Contudo, se o analista observa que a taxa de novas visitas é muito alta, significa que não há retenção de visitantes, portanto há uma taxa de rejeição considerável. 5 Vale ressaltar que a métrica, assim como toda ferramenta de pesquisa, apresenta margens de erros. No caso da porcentagem de visitas, isso está atrelado ao cookie. Quando o usuário visita pela primeira vez um site que possua a ferramenta Analytics, é gerado um cookie, uma marcação no navegador na máquina do usuário. Essa marcação é que indica num próximo acesso se este usuário é um novo visitante ou não. E onde está a margem de erro? O usuário pode apagar esse cookie manualmente e, caso retorne a acessar a página, será computado como um novo visitante. 1.3 Origens do tráfego A análise de tráfego deve ser observada atentamente, pois há várias origens para o acesso à página. A origem da visita é relatada pelo RD Station. Vejamos as fontes de tráfego: Tráfego direto – o acesso ocorre pela digitação no endereço do navegador ou pelas páginas favoritas salvas no navegador. Tráfego de referência ou referral (vínculos): aponta os sites de onde o visitante partiu para chegar à página. O visitante acessa uma referência (link) no site que o leva para o seu site. Essa métrica é válida para páginas de redes sociais. Busca orgânica – mostra todas as palavras-chave que trouxeram visitantes para o site por meio de buscadores,sendo do Google ou de outros. Tráfego pago (custo por click) – são todas as palavras-chave que orientam as visitas por anúncios do Google AdWords. 1.4 Google Search Console O Search Console é a ferramenta que substituiu a Web Master Tool e mostra como o Google busca o seu site. Enquanto o Analytics monitora o tráfego no site, o Console demonstra como ele foi encontrado. Assim como o Analytics, a ferramenta é uma plataforma gratuita. E o que de fato essa ferramenta faz? O Search Console monitora e preserva a presença de um site nos resultados de busca do Google, ou seja, seu ranqueamento na lista de resultados de busca do Google. 6 Principais informações do Search Console para realizar uma auditoria de engenharia de otimização de busca (Search Engine Optimization – SEO): Aparência de pesquisa (Search Appearance): demonstra como o Google lê os elementos das páginas – títulos, descrições, imagens etc.; Tráfego de pesquisa (Search Traffic): o que as pessoas estão procurando no Google que as faz clicar no seu site; Índice do Google (Google Index): apresenta o desempenho do Google em indexar as páginas do seu site e identificar as palavras-chave mais evidentes; Rastreamento (Crawl): aponta os problemas que os algoritmos usados no buscador têm ao vasculhar as páginas do seu site em busca de conteúdo relevante; Problemas de segurança: notificações de problemas de segurança detectados em seu site. TEMA 2 – AUDIÊNCIA DIGITAL E TENDÊNCIA PARA MÍDIA PROGRAMÁTICA A definição de veículo apresentada por Nakamura (2009) ao citar Sant’Anna (2001) auxilia na sua aplicação para o mercado digital: “Veículo é todo meio, forma ou recurso capaz de levar ao conhecimento do grupo consumidor a mensagem publicitária”. Nas últimas duas décadas, o mundo dos meios de comunicação sofreu uma revolução sem precedentes. O surgimento da internet fragmentou a comunicação em domínios de sites, redes sociais e mobile. Diante desse cenário, o profissional de mídia digital deve ser um analista atento, dominar as Demand Side Platforms (DSP´s), reconhecer o conteúdo para o público-alvo e aproveitar o que eles têm de melhor a “oferecer na veiculação de uma mensagem e, conforme a verba disponível, e montar o mix mais eficaz para atender aos objetivos de marketing e de comunicação do produto” (Silva, 2013). 2.1 Objetivo de mídia 7 A mídia programática não é a reinvenção da mídia como ação, mas sim uma ferramenta que otimiza o trabalho dos anunciantes, agências e publishers. Portanto, parte do alcance ainda é o objetivo de mídia. Para continuar o desenvolvimento do tema sem atropelos, vamos relembrar os conceitos básicos sobre alcance e frequência média. Conforme Lammardo Neto (2017), chamamos de alcance o percentual de pessoas que serão atingidas e de frequência média ou número médio de vezes, já que uns poderão clicar uma ou mais vezes e outros poucas vezes; e frequência média é a análise de quantas vezes em média o público-alvo deverá estar exposto à mensagem ou à programação. Então o que muda na relação de mídia programática e alcance? A relação tempo x oportunidade. Jaffe (2008) aponta que, apesar da resistência de algumas empresas, os anunciantes querem o consumo de mídia por demanda (de acordo com sua necessidade e interesse), e não mais como mídia de massa. [...] Para complicar as coisas, há o fato de que os consumidores de hoje estão famintos por atenção, sentem-se impacientes e sofrem de DDM (distúrbio do déficit de mídia); por isso, em vez de se concentrarem num único meio num dado horário por um período prolongado, eles ligam o modo multitarefa e se entregam a uma frenética audiência não linear. [...] Bellote cita a definição de métrica aplicada pelo Interactvie Advertising Bureau (IAB) e pelo Media Rating Council (MRC), que aponta que “o usuário deve visualizar ao menos 50% do criativo por pelo menos 1 segundo na tela ativa no caso de publicidade display, e ao menos 2 segundos para formato vídeo”. Esse dado reflete o desafio dos profissionais de mídia para que as campanhas tenham alcance e frequência para que a publicidade surta efeito no público-alvo. (Jaffe, 2008) Entre outros fatores que precisam ser analisados na audiência digital, a viewability talvez seja a métrica mais considerada pelos anunciantes, principalmente quando se trata de vídeos, para determinar a comprovação de exposição. Soares aponta o estudo do IAB (UK) e do MRC sobre comportamentos de audiência de vídeo que põe à prova a confirmação de que um comercial de 30 segundos é visto 100% ao ser clicado (completion): 8 Abrir outra janela do navegador ou outros aplicativos do computador, deixando inativa a janela com o player onde o comercial está sendo servido; Desligar o áudio do comercial; Rolar a página do navegador para baixo, ocultando o player onde o comercial está sendo servido. A relação de audiência deve ter atenção dos profissionais de mídia, para que as oportunidades de veiculação tragam saturação para o público-alvo, impactando sempre com as mesmas peças e conteúdo, e que podem atingir a imagem e o conceito de marca da empresa anunciante, como aponta Almeida: Outro ponto importante é manter uma regra simples: evitar a exposição de marketing não nivelada, em que o mesmo usuário seja bombardeado com a mesma mensagem, dez vezes ao dia! Isto não só é absolutamente ineficiente, como também prejudica o ativo mais valioso de cada anunciante: sua marca e imagem. O ecossistema da publicidade digital oferece técnicas de publicidade altamente eficientes e diversificadas, e este é apenas o começo. Faz-se necessário levar em consideração e proteger nossos anunciantes e marcas, investindo não só nas tecnologias com objetivos certos, mas também nas mensagens mais qualitativas. Se não fizermos isso, o futuro publicidade na internet estará em jogo. TEMA 3 – ANÁLISE DE AUDIÊNCIA EM REDES SOCIAIS Para efeitos de praticidade, foram selecionadas duas ferramentas do site de rede social Facebook. A escolha norteou-se pelo fato de que ambas as ferramentas foram desenvolvidas dentro da própria rede e por possuírem tutoriais que auxiliarão o aluno em suas incursões sobre o tema. 3.1 Facebook O Graph Search, ou Facebook Search, é o buscador do Facebook. Realiza a busca social, diferente do Google e Bing, que realizam suas pesquisas em websites. A ferramenta realiza buscas de interesses e informações compartilhadas por afinidade (amigos e conhecidos) dentro do próprio site da rede social. Um aspecto peculiar é que, fornecendo as mesmas palavras para pesquisa, os resultados de busca serão diferentes para cada usuário do 9 Facebook, uma vez que são considerados os dados sociais de cada um dos usuários. Quanto mais informações sociais forem disponibilizadas para a ferramenta, melhor serão os resultados das suas pesquisas. A ferramenta otimiza muito a visualização, mas são necessários outros recursos para garantir a audiência do público-alvo para a página, como o Audience Insights, também do Facebook. Saiba mais Para habilitar a ferramenta, acesse <https://search.fb.com>. 3.1.2 Audience Insigths Figura 1 – Audience insights do Facebook Fonte: Facebook. O Facebook Audience Insights permite que você conheça seu público- alvo e, dessa forma, sua audiência. Assim é possível criar campanhas com conteúdo relevante para ela. Com o recurso Audience Insights, pode-se analisar vários aspectos sobre o público-alvo: Informações demográficas – idade e sexo, estadocivil e profissão; Informações geográficas – localização, idiomas; Estilo de vida e interesses de procura; As páginas que cada um mais “curte”; 10 Informações de quem curte sua página ou evento; Compras – comportamento de compras, categorias mais procurada, localização. Saiba mais Para entender a mecânica da ferramenta, acesse o tutorial do Insight no Facebook: <http://www.camilaporto.com.br/2014/06/23/conheca-o-audience- insights-para-anuncios-facebook/>. TEMA 4 – MÍDIA PROGRAMÁTICA Mídia programática é a forma de compra e venda de espaço de mídia por intermédio de uma ferramenta. A automatização do processo reduz o tempo de negociação entre anunciantes e publishers (players), além de possibilitar inclusões de anúncios e outras atividades que envolvem compra e venda de espaço. O formato de compra mais utilizado é o leilão (bidding). Fica com o espaço o anunciante que der o maior lance, geralmente negociado em custo por clique (CPC). Há, todavia, a compra pelo fixo dimensionado custo por mil (CPM). Dentre as vantagens para os players, está a assertividade nas campanhas – uma vez que a compra de mídia programática considera a segmentação, relevância de conteúdo e temporalidade do usuário. Já os veículos (publishers) otimizam e rentabilizam o inventário do seu site (espaços e conteúdos), além de aumentar o número de anunciantes. No caso das agências, auxilia os profissionais de mídia, ao otimizar o tempo operacional na compra, gestão dos formatos e versatilidade. Outras vantagens para as agências estão no aumento em escala de anúncios, uma vez que não se trabalham com custos e tempo de veiculação fixos e tornam-se mais assertivos, já que as ferramentas de análise auxiliam o melhor cenário para o investimento das campanhas. 4.1 Mecânica de uso Em um universo vasto como a web, com infinitos veículos e formatos de veiculação, gerir um sistema de compras de espaço requer a intermediação de plataformas robustas e confiáveis – função dos agregadores de inventários, que agrupam os canais em plataformas de compra para facilitar a negociação 11 desses espaços, executam integração e união de dados de audiências proprietárias e 3rd party data (Fukumoto, 2015). Empresas de tecnologia assumiram a intermediação entre o anunciante e os publishers e desenvolveram as plataformas de compra de mídia programática – as DSPs (Demand Side Platform). Ainda conforme Fukumoto (2015), as DSPs têm como função auxiliar na compra dos inventários, integrar audiências e entregar a mensagem certa para o usuário desejado. Entre as DSPs mais ativas no mercado brasileiro, estão: Adobe Media Optimizer, Criteo, DataXu, Google DBM, IgnitionOne, MediaMath, Melt, RocketFuel e Turn. A escolha da DSP para realizar a compra de mídia programática dependerá de características e especificidades, objetivos, limitações e a liberdade que se pode ter em cada caso. As funcionalidades e as possibilidades devem ser personalizadas de acordo com a necessidade do cliente. 4.2 Modelos de operação da plataforma O full-service é o modelo ideal para anunciantes e agências com equipes reduzidas ou com pouca experiência com mídia programática. Nesse modelo toda a operação e otimização são administradas totalmente pelo fornecedor de DSP. O self-service é o controle sobre o gerenciamento, a operação e a otimização. É realizado integralmente pelo anunciante ou pela agência. A escolha desse modelo requer conhecimentos avançados sobre mídia programática e de equipes dedicadas à função, pois exigem exclusividade. A escolha pela modalidade self-service está atrelada ao interesse de maior controle operacional dos anunciantes. Há casos em que o mesmo player (anunciante ou agência) trabalha o full- service e o self-service em momentos diferentes. Iniciam com o full e, quando a equipe já está habilitada, passa a executar o self. Segundo Fukumoto (2015), há outros fatores a serem compreendidos sobre a negociação de mídia programática: Formato de Negociação Outro ponto importante em relação à negociação é a forma de pagamento. Existe uma variedade bem grande neste quesito, sendo que os clientes podem contratar as plataformas pagando por CPC, 12 CPM, CPA, porcentagem do budget investido, etc. Muitos players trabalham com mais de uma forma de pagamento, outros somente com um formato de contratação, e cabe ao cliente também entender qual poderia ser a melhor opção para o seu negócio, levando em consideração que a mídia é comprada pelo player sempre por CPM. O ponto de atenção aqui é entender a transparência dos players em relação às suas margens, assunto extremamente discutido e que é impasse entre muitas empresas e associações. Formatos suportados pela Plataforma Além de questões mais voltadas para modelo de negócio e formato de contratação, o entendimento sobre o inventário também é essencial. Um bom início pode ser compreender com quais formatos a plataforma pode trabalhar: será que ela suporta formatos de display, search e social? Trabalha com mobile? E vídeos? A verdade é que algumas plataformas possibilitam a operação de todos esses formatos, mas às vezes possuem uma performance melhor em um específico e, dependendo do seu objetivo, talvez seja mais vantajoso optar por uma ou outra. A maioria delas já trabalha com formatos mobile, porém nem todas permitem uma visão cross-device; a maioria opera display, mas nem todas trabalham com vídeos; alguns dos players permite a compra de mídia no Facebook, mas não são todas que permitem esta operação no Twitter – e conforme as necessidades do cliente, é possível entender qual pode atender as demandas existentes. Possibilidades de Deals Outro ponto relevante para quem está comprando mídia é entender quais são as possibilidades de deals que a plataforma permite. A negociação mais comum é a chamada open auction, basicamente qualquer anunciante pode ter acesso ao inventário dos publishers. Além dela existem algumas outras: private auctions (somente alguns anunciantes são convidados a participar desse acesso ao inventário dos publishers), preferred deals (quando os publishers oferecem um inventário a um preço fixo a determinado anunciante, antes que ele fique disponível e aberto para o restante) e por fim programmatic guaranteed (como o próprio nome sugere, há entrega garantida. Portanto, define-se um preço fixo e também uma entrega do inventário garantida, diferentemente de todas as outras negociações). Viewability e Controle Anti-Fraude Por fim, um outro item importante a ser avaliado é relacionado a viewability e controle anti-fraude, dois pontos extremamente em alta dentro de discussões de mídia. 13 Há maneiras, proprietárias/nativas ou por meio de parcerias, da plataforma monitorar esses dois itens e é mais uma questão que pode ser considerada no processo de escolha de uma das ferramentas de compra de mídia programática. Mesmo com muitas divergências entre o que é considerado uma ‘viewable impression’, o IAB está considerando como padrão de display a visualização de um anúncio se 50% dos pixels forem exibidos por pelo menos 1 segundo. Porém, muitas ferramentas permitem uma flexibilização do que o cliente deseja estabelecer como ‘anúncio visto’ (podendo alterar a porcentagem e/ou o tempo de exibição), e a porcentagem do viewability pode ser, inclusive, estabelecida como meta (dependendo, é claro, do objetivo da campanha em questão). Além disso, outro ponto debatido é relacionado a fraude. Sem entrar no mérito de quem exatamente é responsável por esses acontecimentos,vamos falar sobre como e se este controle é feito. Muitos players trabalham por meio de parcerias com empresas especializadas nesta atividade para identificar, principalmente, tráfego não humano (quando impressões e cliques são geradas por robôs) e sites falsos (páginas ou sites que existem com o único propósito de serem utilizados como inventários para robôs). Algumas das plataformas cobram um valor extra para controle tanto de viewability quanto antifraude, e outras não – vale a pena entender com cada uma como isso é negociado; algumas estabelecem um nível aceitável de fraude (normalmente uma porcentagem do que foi entregue de impressões), e se ele for ultrapassado há um compromisso de devolução deste investimento perdido (seja ele em mídia ou até mesmo, em alguns casos, em dinheiro). Esses são apenas alguns itens que podem ser estudados e conferidos no processo de escolha de uma DSP. Eles devem ser ponderados dependendo da natureza da empresa, dos principais objetivos de negócio e de mídia, da equipe disponível, das limitações financeiras e operacionais, e também das expectativas em relação ao desempenho e funcionalidades da plataforma. Alves (2017) orienta que, para atuar com mídia programática, é importante dominar um glossário mínimo de termos técnicos aplicados e que refletem na dinâmica de trabalho: Termos de Mídia Programática Quem deseja trabalhar com Mídia Programática precisa ter em mente e na ponta da língua um novo vocabulário. Nesse novo modelo de compra de mídia online, você irá escutar de forma corriqueira as siglas 14 BID, KPI, DSP entre outras. Para você não passar carão com colegas de trabalho ou na frente de um futuro cliente, elencamos dez palavras importantes e editamos uma breve definição para você ir aos poucos se familiarizando com esses novos termos. Confira a seguir o nosso primeiro glossário de termos mais usados em mídia programática, editado pelo professor do curso Murilo Balthazar. 1) RTB (Real Time Bidding): É a abreviação de “Lances em tempo real”. Essa tecnologia utilizada por algumas plataformas permite a compra e exibição de anúncios em diversos sites através de leilões em tempo real. 2) BID: É o lance oferecido nos leilões. O maior Bid/Lance será o vencedor do leilão e comprará o espaço publicitário para exibição do anúncio da campanha. 3) KPI (Key Performance Indicators): Este termo não é exclusivo de mídia de programática. São indicadores matemáticos que tentam explicar como foi o desempenho da sua campanha. 4) Trading Desk: São empresas que trabalham como mesas de operação, com a entrega baseada em serviço, trabalham viabilizando operacionalmente a campanha. 5) DSP (Demand Side Platform): É a plataforma utilizada para a compra de mídia em tempo real. É por meio dela que anunciantes compram espaços publicitários em sites e exibem seus anúncios. 6) DBM (Double Click Bid Manager): É uma ferramenta para compra de mídia, conhecida como DSP (Demand Side Platform). O DBM é uma ferramenta Google sendo a principal DSP do mercado. 7) SSP (Supply Side Platform/Sell Side Platform): Enquanto a DSP é a plataforma que compra a mídia, a SSP é a plataforma que vende o inventário. Os sites se conectam com as SSPs e disponibilizam seus espaços publicitários para anunciantes. 8) Ad Exchange: É uma plataforma/ambiente que ocorre as transações de compra e venda de anúncio em tempo real (RTB) entre anunciantes (marcas, agências, planners) e Publishers (editores, planners e agências). 9) PMP (Private Market Place): São formas de negociações para acesso de compra a inventário premium de diversos sites para veiculação em mídia programática. 10) DMP (Data Management Platform): 15 São empresas que trabalham monitorando a navegação de usuários por meio de cookies no navegador, classificando essas pessoas em grupos e categorias como interessados em esportes, gastronomia, educação e outras temáticas. Essas empresas não têm informações pessoais sobre o usuário, apenas analisam o comportamento por meio da navegação. Conforme comentado na aula 1, no modelo de mídia tradicional as agências compram o espaço publicitário, enquanto no modelo de Real Time Bidding (RTB) compramos o perfil. A tabela a seguir faz a comparação entre os métodos de veiculação. Tabela 1 – Compra de mídia x RTB Veiculação no publisher Real Time Bidding Compra anúncio em quantidade Compra baseada no valor do lance Pouca de alteração de formatos Rápida alteração de formato Pouca de alteração de espaços Não se limita a um publisher Possibilidade alta de dispersão Otimização do resultado de busca Processos de veiculação burocráticos Otimiza a entrega da publicidade e o budget Medição de audiência mais demorado Permite segmentar e entender os diferentes perfis de sua audiência e posteriormente seus padrões de navegação na internet Definição de público generalizado Aquisição de dados de perfil demográfico de internautas e intenção de compras Saiba mais Assista ao vídeo “The Evolution of Online Display Advertising”, disponível em: <https://youtu.be/1C0n_9DOlwE>. TEMA 5 – ANÁLISE DE DADOS COLETADOS Para Santos (2011), a análise do marketing digital por meio da interpretação das métricas deve ser analisado do plano mais amplo e geral (estratégico) à “contribuição mais específica de cada detalhe (operacional)”. O autor sugere que a análise das métricas seja realizada em três níveis: Métrica de negócios – 1º nível; Funil de vendas por fontes de tráfego – 2º nível; Análise específica de cada canal – 3º nível. 16 Seguindo o modelo proposto pelo autor, será apresentado a seguir o desenvolvimento dos três níveis de avaliação. 5.1 1º Nível: métrica de negócios Santos indica a avaliação primeiramente dos índices absolutos de visitantes, leads e clientes e a observação para entender se os crescimentos apontados acompanham a tendência e o planejado. [...] As ações mais comuns de Marketing Digital – como por exemplo [sic] produção de conteúdo em blog, compra de mídia (ex. Google Adwords), promoção em mídias sociais etc. – geralmente têm um impacto maior na métrica de Visitantes únicos no mês. Esse é um número que se espera que cresça todo mês, a não ser quando se faz ajustes (reduções) de campanhas de compra de mídia que não estão sendo efetivas. [...] Se o número de Visitantes cresce e o fluxo de conversão (geração de Leads) no site se mantém o mesmo, é de se esperar que o número de Leads gerados acompanhe esse crescimento. [...] No seu artigo, Santos (2011) utiliza o funil de vendas e as taxas de conversão para exemplificar os três níveis de métrica e exemplifica como traduzir os números para análise da situação presente do site e ações futuras para manter a audiência. Figura 2 – Métricas indiretas Segundo o autor, na primeira análise aparecem índices que diretamente não se relacionam ao funil de conversão, mas que auxiliam na avaliação dos resultados. Santos aponta a audiência cativa como alcance, que tem seu resultado da soma dos números de assinantes de um blog, seguidores do Twitter, curtidas do Facebook e contatos de e-mail. 17 O custo por lead (CPL) é citado pelo autor como a informação que determina se haverá ou não plano de expansão das ações em marketing digital. O CPL informa o valor de cada lead gerado e é resultado da divisão da quantidade investida com o trabalho de marketing digital (R$) pelo número de leads gerado pelas fontes de tráfego. A última métrica indireta é o Pageview,apresentado no primeiro tema da aula. 5.2 2º Nível: funil de vendas por fontes de tráfego Santos (2011) aponta em seu artigo que o número de visitantes e leads por fontes de tráfego oferece informações tanto para ações estratégicas como operacionais. O autor, em seu artigo, aponta e exemplifica com gráficos como leads diferentes (links, busca orgânica, direto, links patrocinados etc.) auxiliam na atração de visitantes para o site e a contagem total no tráfego de leads. A análise, segundo Santos (2011), indica se há grande dependência de canal ou se a empresa consegue migrar o tráfego de mídias pagas para fontes gratuitas. No entanto, não adianta nada uma fonte de tráfego trazer muitos visitantes se eles não se tornam Leads. Por isso é fundamental entender quais fontes de tráfego têm convertido melhor. O autor ainda se vale da linguagem dialógica para auxiliar na análise: Quantos visitantes cada uma das fontes de tráfego atrai e qual a taxa de conversão para leads e clientes? Quais fontes possuem boa taxa de conversão? Elas já são exploradas ao máximo ou é possível investir mais? Quais fontes de tráfego trazem bastante visitantes, mas não tantos Leads? E o contrário? O retorno de cada fonte é proporcional ao investimento (de tempo e/ou dinheiro)? (Santos, 2011) A relação de bons números absolutos gerados pelas fontes de tráfego é destacada por Santos (2011) como um dado a ser observado atentamente. Obs.: Tome o cuidado de não ser rígido demais e só considerar como importante as fontes de tráfego que geram boa conversão. O número de visitas também é importante, já que muitas vezes a conversão de um Lead só vem depois de várias visitas no site. Por exemplo, se um potencial cliente descobre a sua empresa pelo Twitter e, depois de várias visitas em dias diferentes, faz a conversão a partir de um acesso direto (digitando o endereço no navegador), a maioria das ferramentas 18 vai contabilizar essa conversão no “balde” do tráfego direto, o que não seria 100% preciso. 5.3 3º Nível: análise específica de cada canal A análise de nível operacional identifica as oportunidades de melhorias e os ajustes necessários. Santos (2011) relaciona diversas formas de aperfeiçoar o nível operacional: Análise de palavras chave em busca orgânica Faça uma análise de quais palavras mais atraem tráfego por busca orgânica no seu site e tente entender o comportamento do visitante para cada uma dessas palavras. A empresa escolheu bem as palavras chave e está bem posicionada no Google para esses termos? O site recebe tráfego para as palavras chave que gostaria? Quais são as palavras que melhor convertem? A empresa já está nas primeiras posições para essas palavras ou é possível se posicionar melhor, recebendo mais acessos? Análise de palavras chave em links patrocinados O que tem sido o fator limitante para sua empresa não receber mais visitas por Adwords: o orçamento total, o CPC médio ou o volume de pesquisas? Quais palavras tem conversão muito baixa e deve-se parar de investir? Há alguma palavra que converta muito bem? Vale a pena aumentar o preço do clique ou o orçamento para receber mais acessos? Análise dos principais sites que te enviam tráfego Analise todos os domínios que estão enviando visitantes para o seu site. Quais canais trazem bom tráfego e conversão? Vale a pena investir mais (ou menos) em algum canal específico de mídia social? As ações de Assessoria de Imprensa que a sua empresa contrata têm dado resultado concreto? Há algum veículo ou blog que traz tráfego bastante qualificado? Se sim, valeria a pena tentar estreitar o relacionamento de alguma forma, como por exemplo publicando posts como convidado por lá? Páginas mais acessadas Quais são as páginas mais acessadas do seu site? Que tipos de conteúdo têm chamado mais atenção dos seus visitantes? Há algum padrão entre o estilo e a estrutura das melhores páginas? Essas páginas possuem bom design e fornecem uma boa experiência para os visitantes? Elas usam chamadas (call-to-action) para que os visitantes realizem a ação que você deseja? Qual é o bounce rate dessas páginas? 19 Nas Páginas de Conversão (Landing Pages), qual é o desempenho (taxa de conversão) de cada uma? Quais páginas possuem baixa taxa de conversão e devem ser priorizadas em um trabalho de otimização? Desempenho de ações de email marketing Há um bom número de assinantes na lista? Qual a taxa de abertura e descadastramento a cada campanha? As campanhas são efetivas em termos de conversão? Em suas considerações, Santos (2011) ressalta a importância da mensuração para as ações em marketing digital: “Se os dados não comprovarem, não adianta querer estar na rede social do momento ou fazer algo só porque um ‘guru’ qualquer disse que deveria ser feito”. TROCANDO IDEIAS A mídia de redes sociais Facebook utiliza uma ferramenta de busca dentro de seu universo (o Graph Search), que usa os próprios dados de navegação, afinidades e contatos para que proponha comunicações e anúncios para seu grupo de amigos, como também a outros grupos de usuários. Na sua opinião, a ferramenta oportuniza novas oportunidades de anúncio ou reduz muito o foco ao reduzir o enfoque dentro do seu universo? Discuta com outros estudantes de publicidade e pontue sua posição sobre o Graph Search. Para mais informações, acesse: <https://search.fb.com/>. NA PRÁTICA A mídia programática se estabeleceu como ferramenta no mercado publicitário, e compreender todas as métricas torna-se essencial para que o investimento do anunciante seja realizado de maneira assertiva e otimizada. Os custos variáveis e fixos aplicados pelos publishers tornam a dinâmica de compra cada vez mais acelerada e intensiva. Profissionais do mercado e anunciantes aumentam o fluxo de anúncios e impactam cada vez mais o usuário, em momentos e veículos diferentes. O mercado, em parte, passa a priorizar quantidade a qualidade. Segundo Almeida, autor do artigo “A tecnologia nunca substituirá o conteúdo na publicidade” e diretor de vendas de uma empresa de mídia 20 programática, o sucesso do anúncio está no fundamento principal que torna a publicidade eficiente: originalidade e criatividade. Escolha um cliente virtual, leia o artigo completo e relacione com o conteúdo da aula. Proponha um modelo de veiculação e formatos de veiculação baseados no conteúdo do seu cliente. Saiba mais: Leia o artigo “A tecnologia nunca substituirá o conteúdo na publicidade”, de Fábio Almeida, na íntegra. Acesse: <http://iabbrasil.net/conteudos/artigo/a-tecnologia- nunca-substituira-o-conteudo-na-publicidade>. FINALIZANDO A relação das agências de publicidade com o mercado digital já não é novidade no mercado brasileiro. Contudo, como já abordamos anteriormente na aula 1, alguns players ainda não adotaram o Real Time Bidding e atrelam suas negociações aos modelos da mídia tradicional. Segundo o relatório de investimentos de 2017 apresentado pelo IAB Brasil, o investimento em mídia programática no Brasil, em 2016, foi de 1,9 bilhão de reais, o que corresponde a 16,5 % do total investido em mídia digital (display). A projeção para 2017 é de 14,8 bilhões de reais – 26% do total. O relatório da ComScore sobre o estado de compra de mídia programática na América Latina (2016) apontou que a utilização tem forte interesse por parte de anunciantes. Ainda conforme o referido relatório, “há uma percepção de que as agências estão realizando as funções esperadas parcialmente e lentamente. Existe também a percepção de que as mudançasocorridas nas agências são, basicamente, resultado das demandas dos anunciantes”. 21 REFERÊNCIAS ALMEIDA, F. A tecnologia nunca substituirá o conteúdo na publicidade. IAB Brasil, set. 2016. Disponível em: <http://iabbrasil.net/conteudos/artigo/a- tecnologia-nunca-substituira-o-conteudo-na-publicidade>. Acesso em: 23 maio 2017. ALVES, J. 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