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NUTRIÇÃO DE SUÍNOS
O manejo nutricional ocorre no sentido de
atingir a maior potencialidade genética
dos animais.
O padrão genético da granja deve ser
satisfatório para se atingir a porcentagem
de carne magra desejada.
PROPORÇÃO DO CONSUMO DAS
DIETAS EM RELAÇÃO AO CONSUMO
TOTAL
O grande consumo está na terminação,
representando mais do que o consumo do
resto da vida do animal.
Os animais nas fases pré-inicial e inicial
possuem um consumo muito baixo.
Contudo, são as fases que precisam de
maior atenção e maior investimento em
termos de qualidade nutricional para a
produção.
Os leitões são muito suscetíveis a
distúrbios gastrointestinais e são pouco
tolerantes a produtos de baixa qualidade
para sua dieta.
PROPORÇÃO DO CUSTO DE
ALIMENTAÇÃO EM FUNÇÃO DA FASE
DE PRODUÇÃO
Para leitões na fase pré-inicial incorporar
plasma com 83% de proteína, leite em pó,
lactose, farinha de peixe, milho, soja
microlisada. Investe-se em qualidade de
alimentação para que o leitão atinja o
peso desejado em pouco tempo de vida.
DIETAS INICIAIS
Nas fases iniciais, erros no manejo
dietético podem causar problemas
entéricos nos leitões.
Esses problemas podem causar um
atraso de até uma semana no ganho de
peso para abate. Dessa forma, os
cuidados devem ser redobrados na fase
de dietas iniciais.
O leitão desmamado aos 28 dias possui
uma maior facilidade na hora do
desmame e menor probabilidade de
desenvolver algum problema a partir da
nova dieta, pois já é mais resistente.
Seu sistema fisiológico, imunológico e
digestivo já estará um pouco mais
desenvolvido.
DIETAS INICIAIS - DIGESTÃO
ESTOMACAL EM LEITÕES
O leitão nasce com o ph estomacal bem
elevado (próximo a 6). À medida que a
idade avança, o animal vai desenvolvendo
a produção de ácido estomacal devido à
produção de ácido clorídrico.
O leitão começa a produzir ácido
clorídrico somente a partir do
sétimo-oitavo dia de vida, decorrente
disso, é normal que o ph estomacal seja
muito elevado.
Gradativamente com o passar do tempo,
o leitão começa a produzir uma
quantidade um pouco maior de ácido
clorídrico e vai conseguindo acidificar o ph
estomacal.
O ph ideal seria em torno de 2-3 no
máximo. Mas os leitões durante a
desmama ainda possuem ph estomacal 5
e isso deve ser levado em consideração
no manejo alimentar da dieta inicial.
DIETAS INICIAIS - CONCENTRAÇÃO DE
ÁCIDOS ORGÂNICOS E HCL NA
DIGESTA ESTOMACAL
Os leitões lactantes possuem uma
concentração maior de ácido láctico. Na
primeira semana pós-desmame, já é
possível constatar uma maior produção de
ácidos graxos voláteis pelos
microrganismos, que podem ser utilizados
como fonte energética pelo leitão.
Somente a partir da quarta semana pós
desmame os níveis de ácido clorídrico
passam a ser maiores que os níveis de
ácido lático e AGV.
DIETAS INICIAIS - CONCENTRAÇÃO DE
ZIMÓGENOS (ENZIMAS)
A gastricsina é pouco importante se
comparada a proquimosina (renina) e ao
pepsinogênio (pepsina).
Os suínos não tem passagem
transplacentária de imunoglobulinas,
dessa forma os leitões precisam adquirir
imunidade de forma passiva. Isso ocorre
pós-nascimento a partir da ingestão de
colostro, por isso deve ocorrer
imediatamente assim que o leitão nasce.
Se o leitão possuísse uma grande
capacidade digestiva, principalmente
enzimática proteolíticas, as
imunoglobulinas seriam clivadas em
aminoácidos imediatamente após a sua
ingestão. Então somente durante esse
período da vida o leitão consegue adquirir
imunoglobulinas, pois não há ação de
enzimas proteolíticas.
Proquimosina: já pode ser encontrada no
feto de leitão antes mesmo do seu
nascimento. A quimosina não destrói as
imunoglobulinas. Sua função é a
coagulação do leite, separando a parte
sólida e o soro (colostro). O estômago faz
a retenção da parte sólida e o soro com
as imunoglobulinas passa direto para o
intestino delgado.
A pepsina e a gastricsina passam a ser
produzidas somente por volta do 8 dia de
vida do leitão. A partir desse momento, há
também o início da produção de ácido
clorídrico.
DIETAS INICIAIS - ATIVIDADE
ENZIMÁTICA
A lactase é uma enzima de alta atividade
nos leitões mesmo até um tempo após o
desmame. Por isso, são incluídos em sua
dieta inicial sucedâneos lácteos como
lactose e soro de leite em pó.
É necessário incorporar outros substratos
para estimular a produção orgânica de
amilase, lipase, protease. Incorporar
produtos de origem vegetal na dieta.
DINÂMICA DO SISTEMA DIGESTIVO
HCl: ao consumir uma dieta mais ácida, o
organismo se adequa aumentando a
produção principalmente de bicarbonato
de sódio e água para neutralizar a acidez.
Sabão: ao consumir uma dieta mais
lipídica, há uma redução da produção de
bicarbonato e água pois não há tanto
ácido para neutralizar e um aumento na
produção de enzimas para digerir a
gordura.
Peptona: ao consumir uma dieta mais
proteica, a produção de bicarbonato e
água são muito baixas e a produção de
enzimas muito alta para clivar as
proteínas.
MANEJO ALIMENTAR
Os animais desmamados mais
precocemente (4 semanas-28 dias)
possuem uma maior produção de enzimas
na 7-8 semana que os animais
desmamados com 6 semanas de vida.
Dessa forma, a maturidade alimentar dos
leitões que desmamam mais cedo é muito
maior que a dos leitões desmamados
mais tarde, na mesma idade. Tudo isso
ocorre por manejo alimentar.
Para otimizar o processo de
desenvolvimento enzimático, ainda
durante a amamentação (a partir do 7 dia
de vida) é possível oferecer uma ração de
ótima qualidade para os leitões. Dessa
forma, enzimas são formadas a partir da
aquisição de substratos por meio da
ingestão da ração.
UTILIZAÇÃO DE ALIMENTOS NO
PÓS-DESMAME
Oferecer alimentos de maior qualidade,
chamadas dietas complexas. As dietas
complexas são compostas por produtos
de origem animal (soro de leite em pó,
farinha de peixe, plasma sanguíneo), que
auxiliam na recuperação da perda de
peso durante o processo de desmame.
Os leitões que consomem uma dieta
complexa, conseguem recuperar o peso a
partir do 3 dia após o desmame em uma
velocidade bem maior que os que
consomem uma dieta simples (apenas
produtos de origem vegetal).
O leitão desmamado com maior idade se
proporcionada uma dieta de alta
qualidade dispara em relação ao ganho
de peso e precocidade no tempo de
abate.
NUTRIÇÃO DE MATRIZES SUÍNAS
Houve uma grande evolução genética e
as matrizes se tornaram muito melhores
em termos de produtividade em relação
às matrizes ancestrais.
Matrizes contemporâneas: mais precoces,
mais férteis, mais prolíferas,
produzem mais leite.
Porém, exigem manejo nutricional
diferenciado.
Exigência nutricional maior.
Padrão de consumo insuficiente, ou seja,
possuem um apetite menor e comem
menos do que deveriam para sua
manutenção energética.
NUTRIÇÃO DE MATRIZES SUÍNAS -
CONSEQUÊNCIAS DA NUTRIÇÃO
INADEQUADA
Perdem muito peso durante a lactação,
pois são matrizes que possuem uma alta
capacidade de produção de leite.
Importante entrar com estratégias
nutricionais para possibilitar a redução da
perda de peso durante a lactação.
A matriz pode perder gordura, porém não
pode haver perda proteica. A perda
protéica leva a falha reprodutiva e
redução da produtividade, pois ela não
terá condições de suportar uma nova
gestação logo após o desmame dos
leitões.
OBJETIVOS DA NUTRIÇÃO DAS
MATRIZES SUÍNAS
Sempre maximizar o desempenho mas
buscar também uma maior longevidade
das matrizes.
Média de 6-7 partos por matriz antes do
descarte, ou seja, resposta após 2 anos.
CONDIÇÕES ÓTIMAS PARA A
REALIZAÇÃO DA PRIMEIRA
COBERTURA
A característica genética para maior
capacidade de ganho de peso, resulta em
idade de cobertura mais precoce em
função dessa capacidade.
Os fatores mais importantes para a
cobertura são número de cios e peso
corporal.
EFEITO FLUSHING
Estratégia nutricional que visa aumentar o
consumo de energia das matrizes antes
da primeira cobertura, para que o número
de leitões por parto aumente.
É possível realizar por meio de ajuste da
dieta, oferecendo uma dieta mais
energética ou aumentando a quantidade
oferecida de alimento.
O aumento do consumo energéticolevaria
a um aumento do nível de FSH e
consequentemente uma maior frequência
de pulso de LH, otimizando assim a
ovulação.
O aumento no tamanho do óvulo também
aumenta a probabilidade de sobrevivência
do embrião pós-fecundação.
É indicado realizar o flushing 14 dias
antes da cobertura, aumentando a
densidade nutricional das matrizes e
consequentemente aumentando o número
de leitões nativivos.
NUTRIÇÃO DA MATRIZ GESTANTE
O excesso de alimentação ocasiona
mortalidade embrionária, porque irá
ocorrer o catabolismo de proteínas que
são responsáveis pela fixação dos
embriões no útero. Ao promover esse
catabolismo, automaticamente ocorrerá o
aumento da mortalidade embrionária.
Trabalha-se com 2 semanas
pós-cobertura de cuidado para evitar esse
aumento na mortalidade embrionária.
O aumento de gordura na glândula
mamária prejudica a produção de leite da
matriz. As porcas gordas têm partos
distócicos, aumentando o número de
mortalidade pós-parto.
Problemas de descarte precoce.
ANABOLISMO GRAVÍDICO
O anabolismo gravídico leva ao ganho de
peso elevado de uma porca prenha
alimentada com a mesma quantidade de
alimento se comparada a uma fêmea
vazia. Isso está relacionado não somente
ao ganho de peso da mãe, mas também
ao ganho de peso do feto.
RELAÇÃO ENTRE CONSUMO NA
GESTAÇÃO E CONSUMO NA
LACTAÇÃO
Fêmeas que consomem menos na
gestação possuem um aumento no
consumo voluntário durante a lactação.
Conforme o consumo na gestação
aumentou, o consumo na lactação piorou.
Consumo alto na gestação significa
consumo baixo na lactação, significando
maior perda de peso durante o período de
lactação.
RELAÇÃO ENTRE GANHO DE PESO NA
GESTAÇÃO E PERDA DE PESO NA
LACTAÇÃO
A medida que aumenta o consumo de
ração na gestação, há um aumento do
ganho de peso. Esse aumento de ganho
de peso leva ao menor consumo
voluntário de ração durante a lactação,
levando a uma maior perda de peso.
NUTRIÇÃO DA MATRIZ GESTANTE -
AVALIAÇÃO DA NUTRIÇÃO POR MEIO
DO ESCORE CORPORAL
Só funciona se houver um mesmo padrão
genético dentro de um plantel. Os
diferentes padrões genéticos podem
apresentar escores corporais diferentes,
tornando difícil a avaliação da nutrição por
meio somente do escore corporal.
A observação visual pode ocasionar erros
na hora da avaliação. A imagem mostra
uma fêmea (direita) que aparenta ser mais
“magra” que a outra fêmea (esquerda).
Porém, a porca da direita possui mais
gordura corporal que a porca da
esquerda, sendo assim na realidade mais
“gorda”.
O ideal seria utilizar aparelho de
ultrassom.
ENFOQUES NUTRICIONAIS DURANTE
A GESTAÇÃO
● Nos 3 primeiros dias a 7 dias
deve-se tomar cuidado com a
mortalidade embrionária.
● Não exagerar na oferta de
alimento.
● Dos 7 aos 50 dias é o período de
formação das fibras musculares.
● Dos 30 aos 75 dias é a fase de
recuperação das reservas
energéticas da fêmea.
● Dos 75 aos 90 dias é a fase de
desenvolvimento mamário.
● No terço final da gestação ocorre o
desenvolvimento fetal. (caso
ocorra baixo peso dos leitões ao
nascimento, o manejo alimentar
nessa fase sofre modificações).
EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS NA
GESTAÇÃO
Grande parte da alimentação é voltada
para as exigências nutricionais da fêmea.
NUTRIÇÃO DA MATRIZ NA FASE DE
LACTAÇÃO
OBJETIVOS DA NUTRIÇÃO NA
LACTAÇÃO
ALIMENTAÇÃO DA PORCA DURANTE A
LACTAÇÃO
Subir gradativamente a quantidade de
ração ofertada nos primeiros dias
pós-parto. Quanto antes a fêmea atingir o
consumo máximo, melhor.
Depois dos primeiros dias, deve-se
oferecer alimento à vontade para a fêmea.
De preferência várias refeições ao dia.
CONDIÇÕES QUE ESTIMULAM O
CONSUMO DE RAÇÃO NA LACTAÇÃO
Quando o sistema é manual, o ideal é
oferecer pelo menos 3 refeições ao dia.
PADRÃO DE CONSUMO DE RAÇÃO
NAS GRANJAS
O ideal é o padrão de número 1, que
promove uma subida rápida no consumo
e depois mantém-se constante
MUDANÇAS DE PESO DA MATRIZ
DURANTE A VIDA REPRODUTIVA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não se deve alimentar marrãs de
reposição como terminados;
Deve-se avaliar cuidadosamente as
condições dos marrãs a primeira
cobertura;
A alimentação deve ser controlada
durante a gestação, considerando o
Estágio da Gestação e a Condição
Corporal da Matriz;
Deve-se fornecer alimento à vontade
durante a lactação, visando maximizar o
consumo;
MANEJO DO NASCIMENTO AO ABATE
MATERNIDADE: Transferência das
matrizes: gestação-maternidade
• 5 dias antes do parto.
• Não deve-se transferir as matrizes antes
de 5 dias.
Quanto mais cedo se transfere as
matrizes para a maternidade, maior o grau
de contaminação do local na hora do
parto.
• É feita a lavagem e desinfecção das
matrizes antes de deslocá-las para a
maternidade.
• Em dias quentes, a transferência das
matrizes deve ser feita no horário mais
fresco.
• Na maternidade, inicia-se a dieta de
lactação porém ainda na mesma
quantidade da dieta de gestação. O
aumento do nível de fibra é recomendado
para evitar a constipação, pode-se
adicionar também sal amargo.
• No dia do parto não se alimenta a
fêmea, pois o trato gastrointestinal vazio
facilita as contrações. (se a fêmea estiver
com muita fome, é possível fornecer uma
quantidade reduzida de alimento - ⅓ da
dieta habitual.
DIA DO PARTO
• Em geral, 72h antes do parto não há
secreção láctea.
• 48h antes do parto, é comum que haja
uma ou outra gota de secreção (em tetos
isolados).
• 12h antes do parto, 70% das fêmeas já
têm um aumento da secreção para várias
gotas.
• 6h antes do parto, 94% das fêmeas
apresentam jatos de leite.
• As fêmeas têm tendência a parir nas
horas mais frescas do dia, é comum que o
parto ocorra após a meia noite. É
importante que haja sempre um parteiro
para supervisionar e fornecer assistência
aos leitões na primeira semana, pois a
fêmea pode deitar em cima do filhote e
esmagá-lo.
TEMPERATURA DO ESCAMOTEADOR
• 1° semana de vida - 32°C
• 2° semana de vida - 30°C
• 3° semana de vida - 28°C
INDUÇÃO DO PARTO
• Prostaglandina F2-alfa.
• Deve ser realizado no dia 113 da
gestação.
• A aplicação deve ser realizada de forma
que a partir daquele momento a fêmea
venha a parir na manhã do dia seguinte.
• Checar o padrão de ejeção láctea para
saber mais ou menos a quanto tempo a
fêmea está de parir.
PARTO
• O intervalo ideal entre o nascimento de
um leitão e outro é de 15 minutos.
• 4h é o período normal de parto na
espécie suína.
• O intervalo deve ser monitorado pois
algumas fêmeas podem apresentar níveis
baixos de ocitocina durante o parto, e os
intervalos passam a ser mais longos (25
min), denotando uma dificuldade na
partição.
• Se os intervalos estão mais longos e a
fêmea ainda possui contração ativa, pode
significar que tenha um leitão muito
grande ou então que o leitão esteja
posicionado incorretamente. Deve-se
realizar o toque.
• Se a fêmea não possui contração ativa,
primeiramente deve-se realizar uma
massagem nas glândulas mamárias da
fêmea de forma a simular a amamentação
dos leitões. A massagem estimula a
produção de ocitocina e a ocitocina volta
a atuar nas contrações uterinas. Outro
estímulo a ser realizado nesse caso é a
massagem de ventre. Se nenhum dos
estímulos anteriores funcionar e a fêmea
continuar sem contração, aplica-se a
ocitocina.
• Outro protocolo é estimular a fêmea a se
levantar e deitar, pois assim se houver
algum leitão mal posicionado pode ser
que ocorra seu reposicionamento.
• A ocitocina pode ser aplicada de forma
intramuscular ou endovenosa. Na
aplicação endovenosa as concentrações
são baixas (0,1 ml). Na aplicação
intramuscular a concentração é maior (1
ml).
• O leitão deve ser colocado para mamar
imediatamente após seu nascimento. O
estímulo das glândulas mamárias pelo
leitão leva à produção de ocitocina e
manutenção das contrações para o parto.
Além disso, o leitão necessita adquirir
imunidade passiva via colostro
(permeabilidade do duodeno durante 72h
após o parto).
TÉRMINO DO PARTO
• Como os leitões possuem placentas
individuais, é comum que fragmentos de
placenta sejam expulsos a partir da
metade do parto. Porém, a maior
quantidade de placenta é liberada ao fim
do parto imediatamenteapós a liberação
de todos os fetos, e dessa forma é
possível deduzir que o parto chegou ao
fim.
MANEJO DO LEITÃO NO PRIMEIRO
MOMENTO
• Realizar a secagem do leitão (papel
toalha ou pó secante). Avaliar obstrução
de vias aéreas.
• Realizar o amarrio cerca de 3 dedos da
inserção do cordão umbilical, corte e
desinfecção do cordão umbilical (iodo).
• Colocar o leitão para mamar.
• Sempre verificar a temperatura do
escamoteador. • Realizar o controle de
temperatura da fêmea (temperatura
normal em torno de 39°C, a temperatura
pode aumentar durante o momento de
parto e as condições do ambiente para
41°C). A fêmea com febre após o parto,
pode apresentar retenção de placenta ou
feto. Ela para de se alimentar e beber
água, e logo a produção de leite cessa
podendo levar a morte da leitegada.
MANEJO DO LEITÃO NO SEGUNDO E
TERCEIRO DIA
• Marcação.
• Caudectomia (a caudectomia é realizada
para evitar que os leitões mordam a
cauda um do outro ocasionando lesões,
pois a cauda do suíno é pouco inervada e
eles costumam não sentir as mordidas).
• Rasamento dentário (os leitões nascem
com 8 dentes extremamente pontiagudos
que podem lesionar o teto da mãe - que
para de produzir leite - ou machucar uns
aos outros).
• Aplicação de ferro (concentração de 2
mg - 3° dia, pois a reserva hepática do
leitão é de 50 mg ao nascimento e o
consumo diário é de 7 mg, sendo assim a
reserva de ferro dá para 7 dias apenas. O
leite possui pouca quantidade de ferro,
deve-se suplementar).
• Até o 3° dia de vida cada leitão
estabelece o seu teto e não há trocas. As
glândulas mamárias proximais são mais
produtivas que as glândulas mamárias
distais, dessa forma os leitões que
escolhem as glândulas mamárias mais
produtivas se desenvolvem mais. Os tetos
não estimulados começam a regredir.
• Uniformização/equalização das
leitegadas (quando o número de leitões
nascidos é superior ao número de tetos
da fêmea, deve-se passar os leitões
remanescentes para as leitegadas menos
numerosas. Além disso, junta-se os
leitões por tamanho - grandes/grandes,
pequenos/pequenos, médios/médios e
distribui-se igualmente o número de
leitões nascidos por leitegada). Esse
método promove a homogeneidade do
desenvolvimento dos leitões durante a
lactação.
Introdução
Sistema de produção
● Genética
● Nutrição
● Sanidade
● Manejo
Peso de abate: Entre 90kg - 120kg
Importância das construções e instalações
Homeotermia: é a característica de alguns
animais em manter suas temperaturas
corporais relativamente constantes
Demanda térmica diferenciada:
Variáveis climáticas
● Temperatura: é a mais importante.
● Umidade
● Velocidade do vento
● Precipitação
● Radiação
● Chuva
Como atingir condições ideais?
Projeto adequado
Soluções práticas e econômicas
Mecanismos naturais e artificiais
Princípios básicos
Localização
Orientação
Circunvizinhança
Modificações ambientais
● Ventilação forçada
● Umidificação ou nebulização
● Resfriamento
● Aquecimento
Aspectos desejáveis nas edificaçẽos
Localização
● Região
● Topografia
● Expansão
● Biossegurança
● Proteção Ambiental
● Circulação natural do vento
O galpão sempre tem que ser construído
no sentido leste (frente) oeste (fundo)
devido ao sol.
A circunvizinhança pode atrapalhar nas
questões de sombreamento e ventilação
natural, pois dependendo de onde o
galpão está posicionado, e dependendo
da época do ano, o mesmo pode ser
afetado negativamente.
Telhado Material
Capim
Cerâmica
Alumínio
Telhas tipo sanduíche são as melhores
escolhas hoje em dia por conta do ótimo
isolamento térmico, porém são de alto
custo.
Amianto é mais barato porém é muito
mais quente, logo, não é tão utilizado pois
interfere no conforto térmico dos animais.
Deve-se lavar e pintar o telhado e limpar o
forro em intervalos regulares de tempo.
Para técnicas de limpeza, costuma
misturar-se cal virgem e cola, passando
no telhado para consumir algas que se
acumulam.
Telhado de lanternim
Eficiente no controle do ambiente interno
Permite a circulação do ar.
É uma saída de ar por conta do fluxo de
pressão.
Beiral
Verificar pé direito
(passou rápido demais não deu pra ver)
É importante ter em mente que o telhado
x largura e o pé direito devem estar em
consonância para que não haja
desconforto para o animal e prejuízo na
higiene do galpão.
Cobertura, pé direito, cordoalha e solo
devem estar em consonância também.
Área mínima recomendada por animal
Creche, crescimento e terminação.
(vide tabela)
Maternidade. (vide tabela)
Outros tipos de sistemas
SISCAL: baixo investimento em
instalação; bem estar animal;
(Suíça/Nova Zelândia)
necessidade de grande área; topografia;
problemas de insolação; problemas
sanitários; menor desempenho.
No Brasil não é viável por conta da
radiação, exceto em algumas regiões
específicas como no pantanal.
Hoop Structure
Sistema canadense em formato de estufa
(Canadense)
Deep Bedding – Cama sobreposta
Atende as 5 principais leis europeias para
o bem estar.
1) Os animais não devem ser
submetidos a fome e a
desnutrição.
2) Não devem ter incômodo físico ou
térmico.
3) Não devem estar sujeitos a
instalações que causem lesões
físicas ou predisponham a
enfermidades.
4) os animais não devem estar
sujeitos a situações de ansiedade
e estresses.
5) deve estar preservada a habilidade
dos animais expressarem seus
instintos.
Sistema de criação confinado em ciclo
completo: possui todas as categorias,
desde nascimento até terminação, ou
seja, passa por todas as fases e por esse
motivo é completo.
Sistema de criação confinado em
múltiplos sítios: Foi criado há 30 anos com
o intuito de reduzir o risco sanitário. É
uma granja fracionada em sítios
(unidades, por ex: reprodução; desmame;
terminação), como uma medida de
biossegurança.