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MANEJO DE PORCAS GESTANTES ● Objetivos do manejo durante o período de gestação: ○ Garantir maior sobrevivência embrionária; ○ Garantir o crescimento corporal (marrãs, primíparas e secundíparas); ○ Recompor as reservas corporais mobilizadas na lactação anterior; ○ Garantir o desenvolvimento das glândulas mamárias; ○ Garantir o desenvolvimento dos fetos (peso ao nascer). ● Reconhecimento materno da gestação: ○ No início da gestação, o embrião deve sinalizar sua presença ao sistema materno: manutenção dos corpos lúteos. ○ Ligação do embrião à mucosa uterina, iniciando a formação da placenta: ■ 12º dia de gestação; ■ Produção de estrógenos conceptos; ■ Redirecionamento PGF2α; ■ Requer 4-5 embriões viáveis. ○ Um segundo pico de produção de estrógeno até o 28º dia de gestação. ● Fases da gestação da porca: ● Nutrição na primeira fase da gestação: ○ Fase inicial da gestação (primeiro terço): ■ Ligação embrio-maternal; ■ Início da formação da placenta e anexos fetais; ■ Período crítico para a sobrevivência embrionária; ■ Início miogênese embrionária; ■ Subnutrição/supernutrição podem ser prejudiciais. ■ Níveis muito baixos de consumo/ restrição alimentar; ● Menor aporte de aminoácidos funcionais (arginina, prolina, glutamina); ● Impactos negativo: na angiogênese placentária, no crescimento placentário e fetal; ● Menor transferência de nutrientes e oxigênio mãe-feto; ● Menor concentração de progesterona. ○ Efeito da suplementação de arginina durante os primeiros 30 dias de gestação no desempenho reprodutivo de leitoas e porcas: ○ Efeito da suplementação da ração de porcas com L-arginina HCl durante o terço final de gestação no desempenho reprodutivo: ○ Progesterona: essencial para o estabelecimento e manutenção da gestação. ○ Progesterona: essencial para o estabelecimento e manutenção da gestação: ○ Fase inicial da gestação (primeiro terço): ■ Níveis elevados de consumo: ● Aumento do fluxo sanguíneo: catabolismo hepático da progesterona; ● Redução da concentração de progesterona plasmática; ● Menor sobrevivência embrionária ● Segunda fase da gestação: ○ Condição corporal determina o plano nutricional na segunda fase da gestação. ○ Alimentação individualizada: ■ Evitar! ■ Matrizes muito magras: ● Perda excessiva de peso na lactação; ● Maior intervalo desmame/cio; ● Menor taxa de concepção; ● Menor tamanho da leitegada seguinte; ● Maior susceptibilidade a fraturas e lesões. ○ Alimentação na segunda fase da gestação: ■ Evitar: ■ Matrizes muito gordas: ● Maior dificuldade no parto; ● Maior número de leitões natimortos: ● Maior perda de leitões por esmagamento; ● Menor consumo de ração pelas porcas; ● Menor produção de leite; ● Maior sensibilidade ao estresse por calor. ○ O manejo alimentar durante a gestação pode influenciar no desempenho da lactação? ○ Consumo de alimento na gestação e variação de peso de porcas na lactação: ○ Redução do consumo de ração na lactação de porcas com alto nível de gordura corporal ao parto: ■ Turnover da gordura corporal; ■ Níveis de leptina e insulina no sangue e no fluido cérebro-espinhal; ■ Resistência à insulina e intolerância à glicose. ● Desafio: monitorar a condição corporal das porcas gestantes: ○ Para fazer ajustes; ○ Como isso é feito? ○ Escore da condição corporal de porcas e alimentação na gestação: ■ De 1 a 5; ■ Imagem de ajuste de alimento dos animais. ■ A avaliação de escore corporal pode não ser eficiente por ser subjetiva, cada pessoa vê de uma forma. Por isso, é importante padronizar e não rotacionar funcionários responsáveis pelo escore. ● Problemas associados ao sistema de escore corporal: ○ O escore de condição corporal e a espessura de toucinho apresentam baixíssima associação; ○ É dependente da opinião pessoal dos avaliadores e os padrões podem mudar com o tempo; ○ É uma medida indireta da espessura de toucinho, ocorrendo erros devido ao tamanho e a forma da matriz; ○ Não há base científica para definição de nível de alimentação em função do escore de condição corporal. ● Relação entre escore e espessura de toucinho. ● Monitorando a condição corporal das porcas gestantes: ○ Necessidade de monitorar a condição corporal de forma mais acurada; ○ Medindo a espessura do toucinho. ● Relação entre escore corporal e espessura de toucinho no ponto P2 de porcas gestantes. ● Avaliação do escore corporal com caliper: ● Monitorando a condição corporal das porcas gestantes: ○ Necessidade de monitorar a condição corporal de forma mais acurada: ■ Uso de ultrassom → mais específico para medição da espessura do toucinho; ■ Escore corporal x espessura de toucinho. ● Problemas associados ao sistema de escore corporal: ● Problemas associados ao sistema de escore corporal ● Alimentação individualizada: ○ Quando as porcas são alojadas individualmente, a alimentação pode ser controlada e gerenciada com mais precisão para cada animal individualmente. ● Gestação com baias coletivas ○ Manter os animais em gaiola até o 28 dia de gestação. Fase de reconhecimento materno e implantação embrionária, importante ter mais cuidado com os animais nessa fase; ○ A partir de 2013 todas as matrizes suínas devem ser alojadas coletivamente; ○ Permite que sejam alojadas em gaiolas individuais até o 28 dia de gestação. ○ Diretiva 2008/120/CE: ■ A partir de 2013 todas as matrizes suínas devem ser alojadas coletivamente; ■ Permite o alojamento em gaiolas até o 28º dia de gestação e na última semana. ● Tipos de grupos de fêmeas no alojamento coletivo: ○ Grupos estáticos: ■ Fêmeas de mesma idade gestacional; ■ Sem incorporação de novas matrizes durante toda a gestação; ■ Fornecimento de ração principalmente manual; ■ Ingestão varia segundo a hierarquia dos animais; ■ Possibilidade de adoção do manejo “todos dentro- todos fora”; ■ Grupos pequenos (máximo 20 indivíduos); ■ Menor incidência de lesões; ■ Desafio: manutenção do escore corporal. ○ Mini box: ■ Ração fornecida em comedouros lineares; ■ Divisórias individuais metálicas; ■ Maior uniformidade na alimentação entre as fêmeas; ■ Minibox com 45 a 50cm de largura; ■ Possibilidade melhor controle corporal. ○ Grupos dinâmicos: ■ Fêmeas em diferentes períodos gestacionais; ■ Permite a formação de grupos grandes (até 240 fêmeas); ■ Requer equipamentos de alimentação eletrônica; ■ Constante alteração de hierarquia; ■ Desafio: controle da agressividade; ● Sistemas com alimentação eletrônica (ESF- Eletronic sow feeder): ○ Chip eletrônico aplicado na orelha do animal; ○ Ração fornecida individualmente: período da gestação, estado corporal e ordem de parto; ○ Modelo para produção em maior escala; ○ Sistema de grupos dinâmicos; ○ Disputa na entrada do comedouro: agressões. ○ Desafio (ESF): treinar os animais a entrar e se alimentar na máquina; ○ Treinamento etapa essencial para garantir o sucesso da implantação do sistema; ○ Baia de treinamento de leitoas: ○ Presença de luz na frente do comedouro: ○ Ausência de luz na frente do comedouro: ● Principais falhas observadas nos sistemas coletivos: ○ Falta ou má qualidade de treinamento das leitoas nos sistemas de alimentação eletrônicos; ○ Falta de checagem e atendimento individualizado das fêmeas que não estão consumindo ração; ○ Falta de inspeção diária dos grupos e tomada de ações corretivas com os animais que apresentam problemas; ○ Falta de manutenção dos equipamentos eletrônicos; ○ Densidade inadequada das baias de alojamento (superlotação); ○ Falta de um número suficiente de baias hospital para alocar as fêmeas com problemas e que não podem permanecer nas baias coletivas; ○ Pisos de má qualidade ou com necessidade de manutenção; ○ Falha na detecção de retorno ao estro, resultando na identificação tardia de porcas vazias; ○ Falha na manutenção da saúde dos cascos dos animais. ● Gestação em baias coletivas X cela individual: ● Terceira fase da gestação: ● Efeito do tamanho da leitegada nas características dos leitões ao nascimento: ● Por quê em grandes leitegadas ocorrem maiores chances de nascerem leitõesleves e leitegadas desuniformes? ● Nutrição materna durante a gestação como oportunidade para melhorar peso e uniformidade da leitegada ao nascimento: ● Recomendações: ○ Programa alimentar diferenciado segundo a ordem de parto e fases da gestação; ○ Acompanhar a condição corporal por meio da espessura de toucinho e da estimativa de peso; ○ Alimentar segundo a condição corporal da porca; ○ Utilizar ração de pré-lactação; ○ Água de boa qualidade à vontade. MANEJO DE PORCAS NA MATERNIDADE ● Objetivos do manejo de porcas lactantes: ○ Garantir maior número de leitões ao desmame; ○ Garantir leitões mais pesados ao desmame; ○ Evitar desgaste corporal excessivo da porca; ○ Retorno mais rápido da fêmea à vida reprodutiva no pós-desmame; ○ Evitar queda do desempenho produtivo no parto seguinte. ● Trabalhando o estado catabólico da matriz lactante; ○ No sistema de produção: ■ Animais podem perder peso? até quando? ■ Manter ou ganhar peso é interessante? ■ Empurrar ração nas fêmeas → manter elas de pé para que elas consumam comida. Aumenta consumo, aumenta custo de mantença desses animais e aumenta descartes por problemas locomotores; ■ Existem limites para perder peso, mas não é um problema. Tem que deixar o animal mobilizar peso; ■ Importante trabalhar o catabolismo a favor da produção. ● Perda de proteína na lactação e características ovarianas de porcas em lactação; ○ Mobilização de no máximo 9% para que não interfira no idc; ○ Fêmeas de primeiro- segundo parto de 4-5% ● Sobrevivência embrionária em fêmeas gestantes com diferentes perdas de peso na lactação anterior: ● Desafio: avaliar perda de peso na lactação ○ Não é bem um desafio pois a balança fica no corredor que o animal passa; ○ É importante a pesagem; ○ A perda de proteína é mais importante que a perda de gordura corporal; ● Efeito do calor sobre a porca: ○ Acima da temperatura crítica máxima (22ºC), as porcas em lactação manifestam alterações metabólicas, fisiológicas e comportamentais com o objetivo de manter a homeotermia; ○ Diminuir a produção de calor decorrente do ajuste do consumo é um mecanismo essencial para manter a temperatura corporal dentro de uma faixa fisiológica segura; ○ Faixa termoneutra porca em lac → 18 a 22º; ○ O que podemos fazer para minimizar o estresse por calor em condições corporais? ■ Ajustes nutricionais: ● Fornecer ração em momentos mais frescos do dia para incentivar o consumo; ● Composição da ração: de verão e de inverno, sendo a de inverno diluída nutricionalmente e a de verão concentrada nutricionalmente ■ Ambientais; ■ Termo-tolerância genética. ○ Trabalhar para diminuir carga termogênica → ração com baixos teores de fibra ● O que podemos fazer em condições tropicais: ○ Ajustes nutricionais; ○ Ajustes ambientais; ○ Termo-tolerância genética. ● Ajustes nutricionais: ○ Em condições tropicais: ■ Desafio: diminuição do consumo e não atendimento das exigências nutricionais e consequente menor desempenho. ○ Primeira temperatura permite dissipação do calor, mantendo consumo de ração; ○ Pro animal produzir mais leite, ele tem que conseguir dissipar boa quantidade de calor; ○ Manejo alimentar: horário de fornecimento da dieta: ■ Fornecimento de ração nas horas mais frescas do dia → favorecer o aumento de consumo de alimento no calor. ○ Manipulação da composição da ração: ração de verão e de inverno: ■ Ração de verão: concentrada nutricionalmente; ■ Ração de inverno: diluída nutricionalmente. ■ Alteração ocorre em valores percentuais da composição da dieta e não no consumo em gramas por dia; ■ Ajuste de todos os nutrientes da ração; ■ Manipulação da composição da dieta: ração de verão e inverno: ajustando o consumo de nutrientes de porcas em lactação. ○ Para atender diferentes quantidades de lisina, varia quantidades de milho e soja na ração; ○ Nos ajustes nutricionais, ir reduzindo excessos e suplementando aa puros. ○ Redução da proteína com suplementação…. ■ Fazer cálculo das relações dos aminoácidos na hora de ajustar para ter a quantidade correta de todos reduzindo custo da ração e carga termogênica e aumentando suplementação. ○ Desmamar leitão pesado → regula temperatura, faz resfriamento de piso… etc; ○ Manipulação da composição da dieta: redução da carga termogênica: ■ Carga termogênica (incremento de calor da dieta): pode ser definido como o calor liberado pelos processos de digestão, absorção e metabolismo. ■ Manipulação do teor de fibra → queda no teor de fibra = queda IC. ■ Redução da PB → Inclusão de aminoácidos industriais na ração. ● Recomendações: ○ Propiciar instalações e ambiente térmico adequados; ○ Aferição diária dos bebedouros e comedouros na sala de maternidade; ○ Dar assistência à fêmea e aos leitões durante o parto; ○ Avaliação diária da saúde das porcas durante a lactação; ○ Estimular o consumo de ração: horas mais frescas do dia, molhar a ração, mais tratos diários; ○ Retirar diariamente a ração velha (fermentada) do cocho das porcas; ○ Se possível, mensurar o consumo de ração das porcas; ○ Levar em consideração a perda de peso da porca; ○ Fazer ajustes nutricionais nas rações de acordo com a época do ano; ○ Água de boa qualidade à vontade. MANEJO DE LEITÕES NA MATERNIDADE ● Assistência ao parto: ○ Qual a sequência de atendimento ao parto? ○ Acompanhamento da fêmea quanto aos sintomas de parto: ■ Observação do complexo mamário; ■ Observação da vulva; ■ Observações comportamentais; ■ As avaliações acima devem ser realizadas para que se tenha uma orientação da proximidade do parto. ● Intervenções durante o parto: ○ Parto iniciou e parou→ há contração → muda matriz de posição, faz massagem no abdômen do animal. Se faz isso e mesmo assim não nasce animal em 20-30min → faz o toque; ○ Não há contração → massagem no abdômen e no aparelho mamário. ● Sinais que antecedem o parto: ○ Alterações no complexo mamário: ■ Aumento de volume última semana: glândulas individualmente delineadas; ■ Edema mais acentuado (turgidez) 24h antes do início da expulsão dos fetos; ■ Formação de secreção láctea; ■ Secreção de leite: ● Em gotas: 12h antes do início do parto; ● Em jatos: 6 horas antes da expulsão do primeiro leitão. ○ Alterações da vulva: ■ Edema e hiperemia vulvar: 3 a 4 dias antes do parto; ■ Liberação de pequena porção de fluído contendo sangue: 1 a 2h antes. ○ Alterações comportamentais: ■ 24h antes: ● Agitação, deita e levanta com frequência; ● Redução do apetite e tentativas de urinar e defecar mais frequentes. ■ 12h antes: ● Sinais de preparação do ninho; ● Deita e começa a esticar e contrair os membros posteriores em direção ao abdômen: 1 a 2 horas antes. ● Assistência ao parto: ○ Qual a sequência de atendimento ao parto? ■ Anotação da hora de início do parto: ● Importante para que se possa tomar a decisão mais correta em caso de demora do nascimento do primeiro leitão; ■ Anotação da hora de nascimento de cada leitão: ● Ficha individual de acompanhamento de parto; ● Importante para determinar a necessidade de intervir no parto em relação ao tempo decorrido do nascimento do último leitão. ● Intervenções durante o parto: ○ O parto teve início → nasce leitão → Marcar na ficha a hora e tipo de leitão (vivo, natimorto, mumificado); ○ O parto se iniciou e não teve continuidade → não nasce leitão em +/- 20-30 min: há ou não contração? ■ Há contração → mudar a matriz de posição. Fazer massagem abdominal → não nasce leitão em +/- 20-30 min → realizar o toque → marcar na ficha a hora e o tipo de leitão (vivo, nat, mum); ■ Não há contração → Fazer massagem abdominal e no aparelho mamário → nasce leitão em +/- 20-30 minutos → marcar na ficha a hora e tipo de leitão (vivo, nat, mum); ■ Não há contração → fazer massagem abdominal e no aparelho mamário → não nasce leitão em +/-20-30 min → aplicar ocitocina → nasce leitão em +/- 10 minutos → marcar na ficha a hora e tipo de leitão (vivo, nat, mum); ■ Não há contração → fazer massagem abdominal e no aparelho mamário → não nasce leitão em +/- 20-30 min → aplicarocitocina → não nasce leitão em +/-10 min → realizar o toque. ● Manejo e cuidados com os leitões na maternidade ○ Temperatura do útero flutua entre 39 e 40º; ○ Após o nascimento cai para 34 - 35º; ○ Animais vulneráveis à hipotermia, principal causa de mortalidade neonatal. Animais precisam de cuidados para evitar hipotermia; ○ Enxugar os animais é importante. Os leitões devem ser limpos e secos à medida que vão nascendo. Usamos pó secante ou toalha de papel; ○ Iniciar a secagem pela cabeça, retirando toda a secreção da boca e narinas para facilitar a respiração; cuidado ao usar o pó neste procedimento, pois a aspiração é indesejável; ○ Proceder a secagem por todo o corpo do leitão, iniciando da cabeça para o restante do corpo; ○ O objetivo é remover o líquido fetal de membranas para evitar sufocamento; ○ Com o animal já no colo para secar, faz o nó com cordão de algodão embebido em solução desinfetante a 3 cm da base, corta; ○ Após amarrar, mergulhar em solução desinfetante, acondicionada em recipiente fechado e com capacidade para pequenos volumes → obriga a troca constante da solução; ○ Lavar o frasco interna e externamente a cada recoloração da solução, evitando assim o acúmulo de sujeira. ○ Orientar as primeiras mamadas: ■ Termorregulação; ■ Fornecimento de energia e nutrientes (lipídios, lactose, carboidratos, proteínas); ■ Maturação e desenvolvimento do epitélio intestinal (insulina, IGF-I, EGF, TGF); ■ Reforçar a ligação mãe e leitões e induzir o sono dos leitões. ○ Frio: ■ Maior susceptibilidade às infecções; ■ Predisposição à morte por esmagamento. ○ O umbigo pode servir de entrada para bactérias causadoras de infecção localizada ou generalizada; ○ Numerar o leitão para ter controle deles e garantir que todos recebam o colostro da forma correta. Orientar as mamadas de animais que nascem depois. Numerar para saber quem mamou ou não; ○ Todos os animais, inclusive os maiores, devem ser direcionados ao aparelho mamário e colocados na teta para mamar. ○ Produção de colostro independe da sucção, animal produz de acordo com a eficiência dele; ○ Quanto mais aumenta a ingestão de colostro, aumenta a temperatura retal → digestão produz calor; ○ Animais que nascem por último ficam no prejuízo em relação ao fornecimento de imunoglobulinas do colostro; ○ Após colostragem animais são colocados no escamoteador; ○ 3 dias de idade- corte do terço final da cauda → faz de modo a evitar caudofagia; ■ Faz desbaste dos dentes; ■ A caudectomia é uma ação realizada como medida preventiva à caudofagia entre os leitões; ■ A caudofagia ocorre principalmente nas fases de crescimento e terminação; ■ A mordida na cauda pode ser 7 vezes mais dolorosa que a retirada do terço final no 1º dia de vida. ■ Realizar corte da cauda no primeiro dia de vida; ■ Usar aparelho que permita cortar e cauterizar ao mesmo tempo → previne sangramento e promove cicatrização mais rápida do tecido; ■ Realizar a correta desinfecção do local; ○ Desbaste dos dentes: ■ Usar aparelho desgastador, evitando alicates ou qualquer outra ferramenta; ■ Desgastar apenas o terço superior do dente, tomando cuidado para não atingir o canal dentário e não lesar a língua, gengiva e lábios; ■ Deve ser feito após garantia da ingestão adequada do colostro; ■ Definir entre realizar em todas as leitegadas ou apenas nas leitegadas onde aparecem as lesões na fêmea e nos leitões; ■ Usar aparelho desgastador, evitando alicates ou qualquer outra ferramenta; ■ Desgastar apenas o terço superior do dente, tomando cuidado para não atingir o canal dentário e não lesar a lingua, a gengiva e os lábios. ○ Aplicação de ferro: ■ Medicação contra anemia ferropriva: ● Leitões nascem com baixa reseva de Fe; ● Leite da porca é deificiente em Fe; ● Nenhum contato com solo; ● Fe injetável → 200mg no terceiro dia de vida. ● O que fazer quando o número de leitões nascidos ultrapassa a capacidade de amamentação da porca? Uniformização da leitegada: ○ Transferência de leitões de leitegadas numerosas para as menos numerosas; ○ Ou formação de leitegadas com leitões de peso similar; ○ Garantir aporte adequado de colostro da mãe biológica antes da transferência; ○ Não realiza a transferência após 48 h de vida (não era antes?); ○ Deixar com a mãe biológica a maior quantidade possível de leitões biológicos; ○ Formar leitegadas de pequenos, pequenos/médios e médios/grandes ○ 7-10 dias →Leva animais mais velhos para o berçário → já tiveram o suficiente de alimentação e colostro: funciona bem se a dieta for de qualidade; ○ Castração dos leitões machos com objetivo de evitar a venda de carne com odor e sabor desagradáveis; ■ Imunocastração: ● A vacina para imunocastração atua como uma vacina classica, pela imunização, e sem atividade hormonal ou farmacológica; ● A vacina estimula o sistema imune do suíno a produzir anticorpos contra seu GnRF natural; ● Produzindo, assim, a castração imunológica temporária para prevenir o odor de macho inteiro; ● A neutralização do GnRF também resulta em uma supressão temporária da função testicular e dos sinais associados com a maturidade sexual; ● Os compostos do odor de macho inteiro (androsterona e escatol) já presentes no suíno antes da vacinação são rapidamente metabolizados e eliminados do organismo; ● A segunda dose produz altos níveis de anticorpos anti-GnRF que neutralizam o GnRF natural do animal e temporariamente inibem a função testicular; ● Sem LH e FSH os testículos não são estimulados a produzir testosterona e androsterona; ● Sem a presença da androsterona o fígado recupera a capacidade normal de eliminar o ESCATOL. ○ Benefícios da imunocastração: ■ Melhora o bem estar dos leitões, principalmente com a eliminação da dor; ■ Diminui a manipulação dos leitões, reduzindo o estresse; ■ Reduz as infecções, que ocasionalmente podem ocorrer após a castração cirúrgica; ■ Contribui para reduzir o impacto ambiental causado pelos dejetos; ■ Aumenta a produtividade e qualidade da carcaça ○ Vantagens do desmame precoce: ■ Melhor aproveitamento das instalações; ■ Maior número de leitões/porca/ano. ■ Menor número de DNP/fêmea; ■ Menor consumo de ração de lactação. ○ Desvantagens: ■ Maior estresse nos animais; ■ Maior susceptibilidade a doenças; ■ Maior queda no desempenho após o desmame; ■ Necessidade de ingredientes complexos; ■ Maior necessidade de antibióticos, aditivos.