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Introdução à Contabilidade Profª Glenda de A. Soprane Estrutura Conceitual da Contabilidade •O Brasil teve por muitos anos (desde 1986), dois documentos sobre a estrutura conceitual básica da Contabilidade. De maneira geral, as duas normas eram convergentes, com diferenças pontuais. •1ª: emitido pelo IPECAFI, aprovado pelo IBRACON e pela CVM – a Deliberação nº 29/1986 apresentava uma hierarquia dos princípios, classificando-os como postulados, princípios contábeis propriamente ditos e convenções. Essa estrutura teórica pode ser ilustrada metaforicamente através de um edifício: os postulados seriam as fundações, os princípios as paredes e as convenções o teto dessa edificação contábil. Na prática todos os conceitos devem ser satisfatoriamente empregados, caso contrário corre-se sério risco de todo edifício contábil ruir. Estrutura Conceitual da Contabilidade 2º: Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade n.º 750/1993 e 774/1994 (Princípios Fundamentais de Contabilidade), as quais com atribuições distintas, visam a regulamentação das práticas contábeis brasileiras (alterado pela Resolução 1.282/2010 – Princípios da Contabilidade). •A partir do advento da Lei nº11.638/2007 e a decisão pela convergência da Contabilidade Brasileira às Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB, o CPC adotou integralmente o CPC 00. Fazendo uma comparação, as normas anteriores estavam voltadas para a escrituração contábil. Já o CPC 00 (R1) foca nos usuários das demonstrações contábeis. Estrutura Conceitual da Contabilidade •CPC 00 : Pronunciamento Conceitual Básico – Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis (Framework for the Preparation and Presentation oj Financial Statements). •Contém as definições dos principais elementos contábeis: ativo, passivo, receita e despesa. Não utiliza a denominação de princípios fundamentais, ou de princípios contábeis geralmente aceitos, e sim a de Características (Fundamentais e Melhoria) Qualitativas da Informação Contábil. Estrutura Conceitual da Contabilidade •Tem maior aderênca ao conceito da Primazia da Essência sobre a Forma (CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis). •Objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários. •Para acessar por completo todos os CPCs: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos Balanço Patrimonial •É uma das mais importantes Demonstrações Contábeis, pois reflete a posição financeira e patrimonial em um determinado momento, portanto uma posição estática, evidenciando o patrimônio de uma empresa quantitativa e qualitativamente. •CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis Estrutura do Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial Ativo (aplicações) Passivo (origem das aplicações) Bens Direitos Obrigações com Terceiros Patrimônio Líquido (Obrigações com os proprietários) ATIVO •Um ativo é definido como sendo um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. •É composto pelos bens e direitos. Os Grupos de Contas do Balanço Patrimonial As contas que representam as operações da empresa são classificadas e ordenadas no balanço de forma decrescente seguindo dois critérios: •prazo e liquidez (ativo); •prazo e exigibilidade (passivo) Ativo Circulante É composto de disponibilidades imediatas, com grau de liquidez decrescente como: •Caixa •Depósitos Bancários à vista •Aplicações financeiras de curtíssimo prazo •Clientes •Estoques •Ativo Biológico •Ativos Especiais •Impostos a recuperar •Seguro pago antecipadamente •Adiantamento a fornecedores e empregados. Ativo Não-Circulante •É composto pelo Ativo Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. •Cabe lembrar que, anteriormente, a Lei 6.404/1976 trazia o grupo Ativo Permanente, no entanto, com as recentes alterações proporcionadas pela Lei 11.941/2009, os subgrupos Investimentos, Imobilizado e Intangível, passaram a fazer parte do Grupo Ativo Não-Circulante juntamente com o Realizável a Longo prazo e excluindo-se o Diferido. •No Ativo Realizável a Longo Prazo classificamos os bens e direitos realizáveis após o término do exercício social seguinte, ou seja, no próximo ano do referido balanço. Podem ser: créditos a receber (como impostos a recuperar), valores a receber acima de 365 dias, ativos biológicos, empréstimos a coligadas, controladas e à acionistas, adiantamentos a diretores, estoques, etc. Ativo Não-Circulante Ativo não-circulante •Investimentos: compreende as participações permanentes (não temporárias e não especulativas) em outras sociedades e os bens e direitos, fora de sua atividade normal, ou seja, que não se destinam à manutenção da atividade da empresa e sim para extensão e/ou diversificação das atividades empresariais, com a intenção de obter receitas (benefícios futuros). •Ex: participações societárias, imobilizados para obtenção de receitas Ativo Não-Circulante •Imobilizado: bens e direitos que são destinados à manutenção das atividades da empresa, classificados como bens tangíveis ou materiais como: terrenos, edifícios, instalações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos, ferramentas, manutenção e reparos de bens que aumentam sua vida útil. Ativo Não-Circulante •Intangíveis: são classificados os direitos que tenham por objeto bens imateriais destinados à manutenção das atividades da empresa como: direitos autorais, marcas e patentes; fundo de comércio; concessões obtidas, direitos de exploração de minas e jazidas e de florestas, etc. PASSIVO •Um passivo é definido como sendo uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. •Tais obrigações constituem um dever ou responsabilidade de entregar ativos para quitação da obrigação ou desempenhar uma dada tarefa de certa maneira. Passivo Circulante •Passivo Circulante: também conhecido como exigível a curto prazo, evidencia toda a obrigação que a empresa tem com terceiros dentro do exercício social seguinte como: fornecedores, salários a pagar, empréstimos a pagar, contas a pagar, impostos a recolher, impostos a pagar, adiantamento de clientes, provisão para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis, provisão para garantia de produtos e serviços, etc. Passivo não-circulante •Passivo não-circulante: nesse grupo são consideradas as obrigações com terceiros que deverão ser liquidadas com prazo superior a 365 dias após o final do exercício seguinte, como: financiamentos bancários a longo prazo, empréstimos a longo prazo. PATRIMÔNIO LÍQUIDO •O patrimônio líquido é definido como sendo o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Como é um valor residual, é apresentado no balanço patrimonial levando-se em conta a mensuração dos ativos e passivos. •É importante ressaltar que o patrimônio líquido não representa o valor de uma entidade, ou o valor pela qual ela deva ser negociada. Caso isso venha a ocorrer, é somente por coincidência. Patrimônio Líquido •Patrimônio Líquido: é considerado um passivo não exigível, o credor do capital não exigível são os sócios que integralizaram dinheiro no início da atividade empresarial. •É dividido em: capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reserva de lucros, ações em tesouraria, prejuízos acumulados, etc. A conta lucros acumulados não mais fica no PL, porque o mesmo deve ser distribuído no fechamento do exercício. ATIVO PASSIVO Circulante Circulante Disponível Fornecedores Valores e bens a realizar Obrigações Trabalhistas Estoques Empréstimos e Financiamentos Não CirculanteNão Circulante Realizável a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo Investimentos Patrimônio Liquido Imobilizado Capital Social Intangível Reservas de Capital Reservas de Lucros Ajuste de Avaliação Patrimonial Ações em Tesouraria Prejuízos Acumulados