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Laje
Prof. Vitor Kümpel
Sergio Fazollo Naves - 01215021127
SUMÁRIO
1. Conceito
2. Nomenclatura
3. Natureza jurídica
4. Regime jurídico
5. Características
6. Espécies
7. Registro
2Sergio Fazollo Naves - 01215021127
Laje1
3Sergio Fazollo Naves - 01215021127
1. Conceito
4
 Laje, substantivo feminino, do termo lajota ou laja, designa obra de
concreto armado, ou um teto de um compartimento, ou ainda um teto,
com dimensões de comprimento e largura, mas sem profundidade
 Coloquialmente, o termo se aproxima da noção de superfície, mas, em
sentido jurídico, não se confunde com o direito real de superfície.
 Para o direito, laje é direito real sobre uma unidade imobiliária erigida
sobre ou sob construção de outrem, tendo sido introduzido no direito
brasileiro com autonomia e características bem específicas.
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1. Conceito
5
 A introdução da laje no Código Civil se deu originalmente pela Medida
Provisória 759/20164, que conceituou o direito de laje no art. 1.510-A,
caput, como a “possibilidade de coexistência de unidades imobiliárias
autônomas de titularidades distintas situadas em uma mesma área, de
maneira a permitir que o proprietário ceda a superfície de sua construção
a fim de que terceiro edifique unidade distinta daquela originalmente
construída sobre o solo”.
 Tal definição, contudo, foi duramente criticada pela doutrina, uma vez
que o direito como “possibilidade”, por si só, já é categoria fora do
alcance jurídico.
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1. Conceito
6
 Com o advento da Lei 13.465/2017, o caput do art. 1.510-A do Código
Civil recebeu nova redação, passando a dispor: “O proprietário de uma
construção-base poderá ceder a superfície superior ou inferior de sua
construção a fim de que o titular da laje mantenha unidade distinta
daquela originalmente construída sobre o solo”.
 O direito de laje surge como forma de dissociar a propriedade exclusiva
de uma certa construção da propriedade do solo, sem, contudo,
confundir-se com o direito de superfície ou condomínio horizontal.
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1. Conceito
7
 Trata-se de uma forma de propriedade em plano vertical, com
construções que se delimitam pelo solo, por uma outra edificação ou pelo
espaço aéreo, constituindo unidades autônomas, sem qualquer relação
de condomínio entre si.
 Com a instituição da laje, o direito de propriedade é exercido em sentido
vertical, ou seja, o titular do direito real se torna proprietário de um
espaço físico sobre a construção alheia ou em seu subsolo, sem que
existam partes comuns do edifício nem mesmo frações ideais sobre o
terreno.
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1. Conceito
8
 O titular da laje tem a faculdade de edificar sobre a construção alheia ou
no seu subsolo, originando uma forma de propriedade em plano vertical.
 Amolda-se à função social da propriedade, gerando valorização
econômica, ao mesmo tempo em que, pela titulação da propriedade
nestes moldes, aumenta a arrecadação fiscal municipal (IPTU e ITBI).
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1. Conceito
9
Espécies de 
propriedade 
quanto aos 
titulares 
(art. 1.231, CC)
Propriedade 
exclusiva
1 titular na 
matrícula
1 titular do solo
Propriedade 
comum
2 ou mais 
titulares na 
matrícula
Condomínio 
voluntário
Condomínio 
edilício 
(atribuição de 
fração do solo)
Laje
O titular da laje não tem titularidade 
na matrícula
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2. Nomenclatura
10
 A denominação “laje”, embora carente de elegância de estilo e qualidade
técnica, prestigia as tradições sociais, marcando formalmente o clamor
público pela regularização de imóveis da população de baixa renda.
 É justamente em vista desse viés social, aliás, que a Lei 13.465/2017
estabelece a gratuidade de custas e emolumentos, entre outros, no
primeiro registro do direito real de laje no âmbito da Reurb-S.
 Trata-se, portanto, de uma nomenclatura popular, condizente com uma
prática já comum entre a população, e que visa tornar o instituto familiar
ao “homem comum”, tendo em mira sua efetiva regularização.
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2. Nomenclatura
11
 A positivação do direito de laje serviu para referendar o propósito de
regularização especialmente voltada às áreas economicamente
desfavorecidas – nas quais é de praxe edificar sobrelevações e adquirir
sua posse –, mas sua incidência independe do caráter social.
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3. Natureza jurídica
12
 A laje foi introduzida como direito real no rol do art. 1.225 do Código Civil
(inciso XIII), e disciplinada exclusivamente no Título XI, pela Lei
13.465/2017.
 A análise desse regime jurídico demonstra tratar-se de um direito real
com natureza jurídica, características e efeitos próprios, não guardando
grandes similitudes com nenhum outro direito real.
 Essa particularidade do novo instituto propiciou intensas controvérsias
doutrinárias sobre sua natureza jurídica.
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3. Natureza jurídica
13
 1ª tese: trata-se de direito real de superfície. A aproximação verifica-se já
nos negócios jurídicos que instituem o direito de superfície e o direito de
laje: em ambos há um afastamento do princípio da acessão, afastamento
este que corresponde a um aspecto elementar dessas duas figuras. O
problema é que os efeitos disso são diversos nos dois institutos.
- A grande partição dos direitos reais é aquela que se dá entre o direito real
sobre coisa alheia (ius in re aliena) e o direito real sobre coisa própria (ius in
re propria). A colocação do direito de laje numa ou noutra categoria é
prenhe de efeitos práticos. Se se afirmar que o direito de laje constitui direito
real sobre coisa alheia, fica, por exemplo, afastado o direito de sequela. O
titular da laje teria apenas acesso aos interditos possessórios.
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3. Natureza jurídica
14
- A topografia do novo direito real, a princípio, depõe a favor de não ser
direito de propriedade, pois nesse caso sua inserção correta seria junto
ao art. 1.228 do Código Civil.
- O mero descerramento da matrícula, decorrente da constituição da laje
no registro imobiliário, não pode ser visto como elemento determinante
da qualificação jurídica de um direito real, sob pena de uma inversão
lógica: o instrumento ficaria sobreposto ao direito material.
- Pense-se em outras figuras, como a enfiteuse, por exemplo, o mais amplo
dos direitos reais depois da propriedade.
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3. Natureza jurídica
15
- Se se afirmar que a laje, individualizada espacialmente, é fruto de uma
reforma legislativa que objetiva mesmo a atribuição do domínio ao titular,
é “menos” do que a propriedade, chegar-se-ia à conclusão de que esse
titular tem apenas um domínio útil. Alguém afinal titulariza a propriedade
do imóvel edificado e inscrito no fólio real (a unidade autônoma).
- Se não for o próprio titular do direito de laje, será o da construção-base.
Esta intepretação não parece de forma alguma estar sistematicamente
autorizada.
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3. Natureza jurídica
16
 A defesa de que a laje constitui direito real sobre coisa alheia
estabeleceria uma situação peculiar: a individualização, com a matrícula,
de um imóvel construído pelo sujeito “A”, mas que entra na esfera de
propriedade do sujeito “B” (o titular do solo).
 Prefere-se ver o direito de laje como direito real sobre coisa própria.
Recorde-se que o direito real sobre coisa própria é aquele em que há uma
unidade de poder, toda ela circunscrita a um único titular, que é
exatamente o caso da laje.
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3. Natureza jurídica
17
 A relação jurídica estabelecida entre o titular da propriedade da
construção-base e os titulares das lajes é fortemente informada pelo
negócio jurídico constitutivo do direito em discussão. Derivam-se efeitos
no plano obrigacional, ordinariamente.
 O eventual espaço para essa autorregulamentação não é capaz de
influenciardecisivamente a qualificação do direito real (isto é, sua
colocação junto a uma daquelas duas principais categorias dos direitos
reais).
 Tanto menos no caso do direito real de laje. Uma vez edificada a
construção sobreposta (ou subterrânea), aberta a matrícula e registrado o
imóvel em nome do pretendente, consolida-se a situação jurídica
marcada pelo exercício exclusivo de poderes sobre a unidade.
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3. Natureza jurídica
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 É o direito real de laje um direito real sobre coisa própria, limitado
externamente por uma série de deveres que incidem em outras tantas
situações jurídico-reais, que não têm o poder de neutralizar o caráter de
verdadeiro proprietário atribuído ao titular.
 A pergunta que evidentemente remanesce dirige-se, enfim, aos aspectos
diferenciais entre direito de laje e direito de propriedade.
- Para alguns, a laje é um dos produtos de uma concepção contemporânea
da propriedade, alargada em relação à concepção tradicional.
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3. Natureza jurídica
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- O direito de propriedade é, especialmente no Brasil, fortemente
relacionado ao princípio da acessão.
 Acostumou-se a manejar a categoria paradigmática do direito das coisas
(a propriedade) tendo em vista o objeto sobre o qual incide o plexo de
poderes jurídico-reais.
 A eventual fragmentação do princípio da acessão, com a correspondente
cisão da qual resultam unidades autônomas – o que ocorre no direito de
laje – parece revelar a necessidade do estabelecimento de nova
categoria.
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3. Natureza jurídica
20
 O problema é que também no condomínio edilício há essa cisão, e nem
por isso se cogita chamar essa especial situação de nova categoria de
direito real (o que pode ainda, em tese, ser justificado pela existência das
frações ideais).
 Mas, como se disse, no caso da laje, sua positivação como uma nova
categoria se deve fortemente ao fator juscultural.
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3. Natureza jurídica
21
Natureza 
jurídica da 
laje
Direito real sobre 
coisa própria
Propriedade 
exclusiva
Condomínio
Voluntário
Edilício
Laje
Direito real sobre 
coisa alheia
Aquisição
Fruição (superfície) Só por concreção
Garantia
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4. Regime jurídico
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 A laje foi instituída no art. 1.510-A do Código Civil pela Medida Provisória
nº 759, de 2016, Esta foi posteriormente convertida na Lei n. 13.465, de
2017, que manteve o direito de laje, porém com diversas modificações
em seu regime jurídico.
 A mesma Lei incluiu a laje no rol dos direitos reais do art. 1.125, XIII, do
Código Civil, regulamentando-a, mais adiante, nos arts. 1.510-A a 1.510-E
do mesmo Código. Além disso, acresceu o § 9º ao art. 176 da Lei
6.015/1973, estabelecendo atos registrais para a publicidade constitutiva
da laje no Registro de Imóveis.
 Soma-se a esse regime jurídico, ainda, a breve menção ao direito de laje
na própria Lei n. 13.465/2017, no que tange seu registro em Reurb.
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5. Características - Transmissibilidade
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 Por ser impessoal, o direito de laje pode ser alienado ou transmitido, a
título oneroso ou gratuito, por negócio inter vivos ou causa mortis,
sempre levado ao registro imobiliário, ante a adoção do sistema de
publicidade constitutiva das transmissões de bens imóveis.
 A venda, a doação, o compromisso de venda, a permuta, a dação em
pagamento e outros instrumentos transmissivos de propriedade são
aplicados no direito de laje. Tal assertiva funda-se na característica da
transmissibilidade da laje, acrescida da sua própria natureza como direito
de propriedade.
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5. Características - Transmissibilidade
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 O poder de disposição sobre o direito real de laje é expressamente
referido no § 3º do art. 1.510-A do Código Civil, e reforçado no caput do
art. 1.510-D.
 Embora o legislador tenha tratado, de modo expresso, apenas da
transmissão inter vivos, nada obsta a transmissão causa mortis, como
consectário da faculdade de dispor e da própria equiparação do direito de
laje ao direito de propriedade.
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5. Características - Perpetuidade
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 Ao contrário da superfície e outros direitos reais sobre coisa alheia, que
são essencialmente temporários, a laje é constituída para permanecer de
forma perene. Em que pese a inexistência de previsão legal acerca da
perpetuidade da laje, tal característica se infere de uma interpretação
sistemática.
 A perpetuidade da laje decorre da própria ausência de regras sobre a
fixação de prazo no ato constitutivo. Como se sabe, restrições aos direitos
reais dependem de previsão legal, de modo que, não tendo o legislador
atribuído termo final à laje, pode-se concluir que o direito subsiste, em
princípio, perpetuamente.
 A laje, enquanto direito, persistirá até que a construção pereça,
conferindo ao seu titular direitos próximos ao da propriedade plena.
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5. Características - Perpetuidade
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 Questão bastante complexa é o do titular da construção-base,
dolosamente, destruir sua acessão e, por via indireta, gerar o
perecimento de todas as lajes. Se não edificar, em 5 anos, ocasionaria a
extinção da laje que seria uma espécie de propriedade resolúvel.
 Outra possibilidade é intentar ação de obrigação de fazer, em face do
titular do imóvel base, para fins de edificação.
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5. Características - Autonomia
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 O direito real de laje é autônomo, pois engloba o exercício de todos os
poderes de propriedade (usar, fruir e dispor) independente da
construção-base e de outras lajes existentes.
 Poderá, por conseguinte, ser alienada e onerada por seu titular
isoladamente, sem vinculação com as demais lajes, tampouco com os
proprietários ou ocupantes destas e da construção-base.
 O direito de laje tem matrícula própria, cujo objeto é o próprio imóvel,
não o direito de laje. Tal fato corrobora seu caráter autônomo, marcando
a independência do direito de propriedade da laje em relação aos demais.
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5. Características - Exclusividade
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 Natureza de direito real sobre coisa própria.
 O direito de um titular sobre determinada laje exclui o direito de qualquer
outra pessoa sobre essa mesma coisa.
 O titular da laje não se confunde com o titular da construção-base ou de
outras lajes (no caso de laje sucessiva). Cada um deles exerce o seu
direito de propriedade de modo exclusivo, sem ingerência sobre os
demais.
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5. Características - Aderência
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 A laje é caracterizada pela aderência, ou inerência, segundo a qual o
direito real adere à coisa, acompanhando-a em todas as suas mutações
subjetivas.
 Tem como vetor o art. 1.228, caput, do Código Civil, segundo o qual “o
proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito
de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou
detenha”.
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5. Características - Aderência
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 Uma vez constituída a laje, o titular da laje terá direito de utilizá-la e dela
fruir sem intervenção de qualquer intermediário.
 Da aderência advém o direito de sequela, ou ius persequendi. Dessa
forma, pode o titular do laje persegui-la e reivindicá-la de quem quer que
injustamente a possua ou detenha (art. 1.228 do Código Civil).
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5. Características - Limitada
31
 O direito de laje poderá sofrer limitações fundadas na lei ou na vontade
particular.
 Fundada na lei: incluem-se restrições de direito público (como o
tombamento) e de direito privado (como o bem de família legal e o
direito de vizinhança).
 Fundada na vontade particular: decorrem das relações negociais, e
abarcam, por exemplo, as cláusulas de inalienabilidade,
impenhorabilidade, incomunicabilidade e indivisibilidade.
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5. Características - Absoluta
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 A propriedadefoi tradicionalmente considerada um direito “absoluto”, na
medida em que constitui o direito oponível erga omnes mais amplo e
completo, se comparado aos demais direitos reais.
 O mesmo se aplica à laje, que se equipara ao direito de propriedade,
abrangendo as mesmas faculdades que lhe são inerentes.
 Isso não significa, contudo, que seja um direito ilimitado, pois assim como
a propriedade, está sujeita a diversas restrições, tanto de caráter público
(como as normas municipais relativas à edificação) quanto de caráter
privado (como as normas do direito de vizinhança).
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5. Características - Acessoriedade
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 A laje não constitui um direito principal, na medida em que é sempre
acessória de uma construção-base.
 O “caput” do artigo 1510-A deixa bastante claro que a laje surge de uma
cessão, em projeção vertical, superior ou inferior da construção-base. É
sempre uma unidade projetada e distinta do solo.
 A laje é uma estrutura de concreto batido projetada a partir de uma
construção-base, obrigatoriamente acessória a esta construção. Gera uma
espécie “sui generis” de propriedade, na medida em que a ruína da
construção-base pode extinguir o direito de laje que ontologicamente
desaparece.
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5. Características - Acessoriedade
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 Com a ruína da construção-base desaparecem as lajes projetadas no
plano vertical superior, por razões óbvias e mesmo as projetadas no plano
inferior deixam de ter sentido, não obstante o artigo 1.510-E, I, diga
expressamente que a ruína do imóvel-base, nesse caso, não extingue
direito real de laje.
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5. Características - Acessoriedade
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Características 
da laje
1 Absoluta
Erga omnes
Todos os poderes 
dominiais
2 Exclusiva
3 Perpétua 
Podendo ter 
resolubilidade
4 Aderente
5 Limitada
6 Acessória
7 Autônoma
8 Transmissível
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6. Espécies – Laje sobreposta e sotoposta
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 A classificação da laje em sobreposta ou sotoposta está fundada na
localização da unidade ou da laje em relação à construção-base.
 O termo “sotoposta” advém do verbo “sotopor”, que designa “pôr por
baixo”.
 Laje sotoposta: é aquela instituída abaixo da base existente.
 Laje sobreposta: é aquela instituída acima da construção-base,
projetando-se em sentido ascendente.
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6. Espécies – Laje sobreposta e sotoposta
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 Preferência: Segundo o art. 1.510-D, § 2º, do Código Civil, havendo mais
de uma laje, a preferência será, sucessivamente, do titular das lajes
ascendentes e do titular das lajes descendentes, com prioridade para a
laje mais próxima à unidade sobreposta a ser alienada.
 Daí dizer que, respeitada a ordem de preferência legal, os titulares de laje
sobrepostas têm preferência na aquisição em relação aos titulares das
sotopostas
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6. Espécies – Laje sobreposta e sotoposta
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Quanto à 
localização da laje
Sobreposta Acima do imóvel-base
Sotoposta Abaixo do imóvel-base
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6. Espécies – Laje sucessiva
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 É aquela instituída sobre (ou sob, no caso de laje sotoposta) a laje
preexistente, originando lajes de diversos graus (segundo, terceiro,
quarto etc.).
 A Medida Provisória 759/2016 aparentemente vedava a constituição de
lajes sucessivas, ou seja, de lajes em segundo grau em diante. Essa
matéria foi alterada pela Lei 13.465/2017, cujo art. 1510-A, § 6º, é
categórico ao afirmar a possibilidade de ceder a superfície da
construção para a “instituição de um sucessivo direito real de laje”.
 Exige-se, contudo, autorização expressa dos titulares da construção-
base e das demais lajes, bem como o respeito às posturas edilícias e
urbanísticas vigentes.
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6. Espécies – Laje sucessiva
40
 O fundamento dessa alteração legislativa reporta-se ao fato de que
tanto a edificação sobreposta quanto a sua superfície pertencem ao
titular do direito de laje, estando em sua esfera de domínio.
 O art. 1.510-A, §6º, contempla uma situação restrita, consistente na
instituição de novo direito real de laje, e não na simples alienação de
um já existente, cuja regulamentação repousa no art. 1.510-D.
 A abertura deste novo direito real de laje na edificação pode ocorrer
tanto através de cessão da superfície da unidade para edificação da
laje quanto por cisão.
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6. Espécies – Laje sucessiva
41
 No caso de constituição por edificação de nova unidade, destaca-se a
necessidade de observância das posturas edilícias e urbanísticas, bem
como de autorização expressa de todos os demais titulares das
unidades na edificação, seja o proprietário da construção-base, seja os
das demais lajes a ela sobrepostas ou sotopostas, em qualquer grau.
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6. Espécies – Laje sucessiva
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3º grau
2º grau
1º grau
1º grau
2º grau
3º grau
Lajes 
sobrepostas
Lajes 
sotopostas
Construção-base
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6. Espécies – Laje por cisão e por concreção
43
 Laje por cisão: é a laje instituída em imóvel que já a tem fisicamente, ou
seja, a laje já está previamente construída no imóvel. Ou seja, a
constituição da laje ocorre em face de uma unidade já edificada e
pertencente a um indivíduo, mas ainda não autônoma.
- Este titular, então, fragmenta as unidades, individualizando-as e
constituindo, por negócio jurídico com outro sujeito, o direito real de laje
sobre uma delas.
 Neste caso, portanto, o proprietário transfere a construção superior ou
inferior existente em favor de outrem, na forma do direito real de laje,
remanescendo com a propriedade da construção-base.
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6. Espécies – Laje por cisão e por concreção
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 Laje por concreção: é aquela que se amolda à situação descrita no
caput do art. 1510-A do Código Civil, ou seja, há cessão da superfície
ao adquirente, para que este nela erija a estrutura física da laje, como
unidade distinta daquela originalmente construída.
 Vale dizer, na laje por concreção, a cessão se dá sobre a laje “vazia”,
agregada ao direito de construir sobre a acessão principal (base).
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6. Espécies – Laje limitada, ilimitada e mista
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 Laje limitada: aquela sujeita a restrições quanto às faculdades de
uso, fruição e disposição, ou limitações quanto ao seu objeto, ou
seja, ao espaço físico da laje.
 Restrições físicas: se referem às limitações da extensão do
espaço físico da laje (cobertura e solo) e das acessões a serem
implantadas sobre ele, tal como vender parte da cobertura ou
subsolo (com ou sem edificação), vender laje com vedação ao
novo adquirente de instituir nova unidade autônoma (laje), vender
todo o pavimento com a proibição de edificação etc.
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6. Espécies – Laje limitada, ilimitada e mista
46
 Laje ilimitada: refere-se àquela contratualmente livre de restrições
ao seu objeto e às faculdades de uso, fruição e disposição.
 Laje mista: por sua vez, é a laje ilimitada quanto à sua extensão e
limitada quanto às faculdades de uso, fruição e disposição.
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6. Espécies – Laje limitada, ilimitada e mista
47
 Tal classificação desconsidera o caráter intrinsecamente ilimitado do
direito real de laje, que tem natureza jurídica de direito real sobre coisa
própria, como já analisado.
 De fato, entende-se que a laje é sempre ilimitada, porque é uma
propriedade, e não direito real sobre coisa alheia.
 Por isso, não se vislumbra a possibilidade jurídica de instituir laje com
restrições sobre o seu uso, fruição e disposição, aplicando-se, aqui, as
mesmas regras do direito de propriedade.
 A laje, portanto, não pode conter restrições convencionais ao seu uso,
gozo e fruição.
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6. Espécies – Laje limitada, ilimitada e mista
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 Admite-se, contudo,a imposição de limitações de ordem pública,
notadamente de restrições físicas, fundadas no código de posturas
municipais.
- É o que ocorre, por exemplo, na vedação de edificar, muitas vezes
necessária para atender às regras municipais e à própria estrutura da
construção-base.
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6. Espécies – Laje limitada, ilimitada e mista
49
Laje
Ilimitada
D. Real sobre coisa 
própria
Limitada
Mista
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7. Registro
50
 A constituição da laje no fólio real opera pelos atos do proprietário pleno
de organizar o seu terreno e a construção-base de modo a desmembrar
o espaço aéreo e/ou subsolo da construção-base, a fim de que haja
futura alienação.
 Por se tratar de direito de propriedade sobre bem imóvel, a instituição da
laje atua no Registro de Imóveis da circunscrição territorial do terreno-
base, atendidos os requisitos legais, mediante abertura de uma matrícula
própria para a laje e averbação desse fato nas matrículas da construção-
base e de lajes anteriores, com remissões recíprocas.
 Juízo qualificador registral: aplicam-se todos os princípios registrais
(continuidade, disponibilidade, especialidade etc.). O oficial apenas
efetuará os atos registrais atinentes à laje se o título atender os requisitos
necessários para sua registrabilidade.
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7. Registro
51
 Princípio da instância: a atividade registral dependerá de rogação
manifestada por requerimento escrito do proprietário pleno do terreno e
da construção-base, que deverá apresentar o título respectivo e os
documentos subjacentes, tais como as plantas, memoriais descritivos e
demais aprovações ou alvarás municipais.
 Potencial construtivo para o remanescente do imóvel: é salutar
constarem na documentação informações acerca do potencial construtivo
para o remanescente do imóvel, que será averbado na matrícula do
terreno-base para dar conhecimento aos terceiros acerca do que ainda
se pode construir segundo a autorização municipal. Tal providência
permite um controle da disponibilidade quantitativa do imóvel pelo
registro imobiliário.
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7. Registro
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 É condição para a admissibilidade registral da laje a existência da
matrícula regular do terreno onde conste a averbação da construção-
base, não apenas porque a existência da última consiste em requisito
expresso no art. 1.510-A do Código Civil para se constituir a laje, mas
também para atender à continuidade registral.
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7. Registro
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 A averbação da construção-base no fólio real não se confunde com a
edificação acima dela, que será englobada pelo direito real de laje, até
porque a preexistência física da laje sequer é necessária para a
instituição do direito real correspondente, que pode se dar por concreção.
Porém, a construção-base deve existir no fólio real e estar sob a
titularidade do instituidor da laje.
 O registrador deve, ainda, exigir a certidão da municipalidade, expedida
de acordo com o código de posturas municipais, onde conste a
aprovação da segurança da construção, o que também será averbado na
matrícula do terreno.
 No caso de lajes sucessivas, deverá o oficial conferir a anuência dos
demais titulares, bem como se foram atendidas as exigências legais
concernentes ao exercício do direito de preferência.
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7. Registro
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 Embora a laje não esteja diretamente arrolada no rol do art. 167, inc. I,
da Lei 6.015/1973, por se tratar de direito real sobre coisa própria
(propriedade), suas transmissões e aquisições operam nos mesmos
moldes da propriedade.
 A propriedade da laje passa a existir no fólio real quando cumpridos os
atos registrais do art. 176, § 9º, da LRP e, uma vez aberta sua matrícula,
nesta serão registrados os atos e os negócios jurídicos de transferência
do direito de propriedade da laje.
 A laje, nesse sentido, não tem caráter de direito propriamente dito, mas
de objeto do direito.
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7. Registro
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 O objeto da matrícula é o imóvel, e não o seu direito, tal como se extrai
da dicção do caput do art. 176, que destina o Livro 2 (Registro Geral) à
matrícula dos imóveis e ao registro ou averbação dos atos relacionados
no art. 167 e não atribuídos ao Livro nº 3. Essa noção é corroborada pelo
§ 1º, inc. I, do art. 176 da LRP, que dispõe “cada imóvel terá matrícula
própria”.
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7. Registro
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 A matrícula, que deverá atender aos requisitos do art. 176, inc. II, da Lei
6.015/1973, não tem como objeto a laje, mas o imóvel, sendo que a laje,
a rigor, é o imóvel.
 Porém, a existência da laje fica condicionada à existência do terreno e da
construção-base, o que, evidentemente, é fundamental para a projeção
física da laje e sua constituição real.
 Requisitos da matrícula: a matrícula da laje significa matrícula de imóvel,
que deverá atender a todos os requisitos do art. 176, inc. II, da Lei
6.015/1973, a saber:
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7. Registro
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I. o número de ordem;
II. a data;
III. a identificação ou especialização do imóvel, no caso, da laje, com a
indicação de seu perímetro, área e localização;
IV. a especialização do seu proprietário;
V. o número do registro anterior, que se refere à matrícula do terreno
onde consta averbada a construção-base ou, no caso de lajes
sucessivas, a da laje antes constituída;
VI. cadastro da laje;
VII. o número do cartório no Conselho Nacional de Justiça.
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7. Registro
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 Ao ser criada a matrícula do novo imóvel, que passa a ser unidade
imobiliária autônoma, com edificação (se for laje por cisão), ou sem
edificação (se for laje por concreção), a propriedade da laje passa a
existir juridicamente, podendo ser alienada e onerada.
 Por isso, é nesta matrícula que se farão os registros e as averbações de
todas as transmutações jurídico-reais da laje, desde que legalmente
possíveis.
 Nela serão feitos os registros de vendas, doação, usufruto, dação em
pagamento, partilhas, e outras transmissões inter vivos ou causa
mortis. Também poderá ser eventualmente averbada construção nos
casos de laje por concreção.
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7. Registro
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 A instituição da laje enseja duplo ato registral, isto é, a abertura da
matrícula da nova unidade (laje) e a averbação na matrícula do imóvel-
base e das outras lajes eventualmente existentes.
 Assim, além da abertura de uma matrícula própria para a laje, deve o
oficial averbar esse fato na matrícula da construção-base e, quando for
o caso, nas matrículas de lajes anteriores, com remissão recíproca.
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7. Registro
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 A remissão nas demais matrículas, além de constituir exigência legal do
art. 176, § 9º, da LRP, serve para:
I. indicar as alterações ocorridas no imóvel;
II. cientificar terceiros interessados acerca da existência da laje e
III. permitir um controle quantitativo e subjetivo do bem.
 Em uma edificação em que, provavelmente, incidirão diversos direitos,
e habitarão diversas pessoas, é estritamente necessária uma ampla
publicização das situações jurídicas, inclusive de modo que a consulta a
cada uma das matrículas permita conhecer a situação das demais
unidades.
 Assim, no caso de lajes sucessivas, a remissão deverá ser feita em
todas as matrículas, indicando-se a nova unidade.
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7. Registro
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Extinção 
da laje
Voluntária
Alienação (venda ou doação)
Renúncia
Abandono
Propriedade resolúvel
Involuntária
Ruína do imóvel base involuntária 
sem reconstrução em 5 anos
Desapropriação
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