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MATERIAL DE DIREITO TRIBUTÁRIO Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Prestação pecuniária: Obrigação de dar – quantia certa. Compulsória: não depende da nossa vontade. Em moeda: O tributo tem que ser pago em dinheiro ou formas que possa expressar ele. Ex: GRU Não é Sanção: Não pagamos tributo como punição. Instituído por lei Atividade adm. Plenamente vinculada: Não há discricionariedade da Administração. Deve seguir procedimento previsto em lei. • Fiscal: Função arrecadatória para as atividades gerais do Estado. • Extrafiscal: Função de intervenção no mercado. • Parafiscal: Função de arrecadar recursos para entidades parafiscais. Ex: Conselho Regional de Medicina. Anuidade paga para OAB não tem natureza tributária, e sim Cível. ● Tributo nunca será uma obrigação de fazer. ● Forma de pagamento não altera a natureza pecuniária do tributo. ● Somente com o pagamento em moeda corrente é que ocorre o cumprimento da obrigação. ● Pecúnia Non Olet: O dinheiro não tem cheiro. Se paga tributo sobre bens e valores decorrentes de atividade ilegais. TRIBUTO Art. 145, I da CF e Art. 16 do CTN privativa dos entes Pessoalidade: possui caráter pessoal. O fato gerar é sempre um ato do contribuinte. Graduação: Graduados segundo a capacidade econômica contributiva, sempre que possível. Ex: Progressividade Não vinculado: se paga imposto independentemente de qualquer atuação estatal. Arrecadação não vinculada: Sua receita presta-se ao financiamento de atividades gerais do Estado. (Princípio da não afetação) ● Repartição Constitucional de Receitas (arts. 158 e 159 CF) ● Destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde. ● Manutenção e desenvolvimento do Ensino. ● Realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII da CF. ● Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita. Proporcionalidade: Mesma alíquota sobre bases variáveis Progressividade: Alíquotas escalonadas. Maiores alíquotas para Bases de Cálculo Maiores.. Ex: Alíquotas do IR. IR e ITR: DEVEM ser progressivos. IPTU e ICMS PODEM ser progressivos. IMPOSTOS art.145, II da CF e Arts.77 a 80 Ctn. União, Estados, DF e Municípios – competência comum. Vinculado: Seus Fato Geradores são vinculados a uma atuação estatal específica. Conhecido por ser um tributo retributivo ou contraprestacional. Decorrente do poder de polícia ou de serviço público específico e divisível. O poder público exerce poder de polícia toda vez que limita o exercício de um direito individual para atender ao interesse público maior. STF: é possível a cobrança potencial da taxa pelo exercício do poder de polícia, quando exista órgão de fiscalização estruturado na localidade. OBS: Deve ser regular: dentro dos limites da lei. Sem abusos. Devem ser: Específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de unidade, ou de necessidades públicas; Divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários. Podem ser Utilizados: Efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título; Potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento; • Segurança pública – Inclusive segurança para eventos de grande porte privados; • Limpeza pública – Note que se for “coleta domiciliar de lixo”, pode ser cobrada por taxa municipal, por serem suscetíveis de utilização, de modo separado, por cada usuário. • Iluminação pública – S. 670 STF • Asfaltamento – No contexto de obras públicas, deve ser cobrada contribuição de melhoria. ● Será específico e divisível quando puder ser dividido em unidades autônomas e quando o usuário puder ser identificado. ● Contribuinte deve recolher a taxa mesmo que não use efetivamente o serviço. TAXAS ● STF: As custas judiciais e emolumentos cartorários são tributos da espécie Taxa. As custas e emolumentos só podem ser fixadas por lei, em face do princípio da reserva legal, para instituir ou aumentar tributo. ● A iluminação é remunerada por meio de contribuição para ● o custeio de iluminação pública- COSIP. Esta contribuição é de competência dos Municípios e DF. ● º ● º ● ● º ● ● º Art. 145, III da CF/88 e Art. 81 e 82 do CTN Instituído por Lei Ordinária. União, Estados, DF e Municípios – competência comum. VINCULADO: Sempre vinculado a uma atuação estatal (obra pública) que ocasiona uma VALORIZAÇÃO DO IMÓVEL. chamados tambem de CONTRAPRESTACIONAIS. RETRIBUTIVOS: São pagos em retribuição a uma valorização decorrente de obra pública. SINALAGMÁTICOS: necessária correspondência jurídica entre a prestação e a contraprestação. Além da própria contraprestação estatal, exige-se a correspondência jurídica entre o valor pago e aquela valorização decorrente da obra. ● Individual: Valorização do imóvel. ● Global: Custo da Obra. A Contribuição de Melhoria só pode ser cobrada depois de finalizada a obra, antes disso não poderá ser cobrada. O FATO GERADOR NÃO É REALIZAR OBRA PÚBLICA, MAS VALORIZAÇÃO DO IMÓVEL VINCULADA A UMA OBRA PÚBLICA. A base de cálculo da contribuição de melhoria deve ser o montante de valorização. Ou seja, quanto o imóvel valorizou em virtude da obra pública realizada. Contribuição de melhoria sempre está relacionado com valorização de imóvel decorrente de obra pública. CONTRIBUIÇAO DE MELHORIA art. 148 CF exclusiva da União. A lei é a Lei Complementar. Restituível: é o único tributo que se paga e em tese alguém vai te devolver. Vinculado: A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será VINCULADA à despesa que fundamentou sua instituição 1- Despesa Extraordinária ● calamidade pública: tragédia da natureza ● guerra externa: tem que ser uma guerra do Brasil contra outro país, não pode ser entre brasileiros. Nestes casos acima a cobrança é imediata, não cumpre anterioridade. 2- Investimento público urgente e de relevante interesse nacional: normalmente é uma obra. Neste caso a cobrança tem que respeitar a anterioridade (anterioridade anual, e nonagesimal Não se admite mais empréstimo compulsório para situação que exija absorção temporária do poder aquisitivo da população (art. 15, inc. III CTN está revogado pela CF/88). A lei deve fixar : - o prazo e as condições de resgate, devolução do dinheiro. STF tem entendimento firmado no sentido de que a restituição do valor arrecadado a título de empréstimo compulsório deve ser efetuada na mesma espécie em que é recolhido. Como o tributo, por definição, é pago em dinheiro, a restituição deve ser efetivada também em dinheiro. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO Art. 149 CF São criadas e disciplinadas por Lei Ordinária. EXCETO CASOS DE CONTRIBUIÇÕES RESIDUAIS (NOVA FORMA DE CUSTEIO DA UNIÃO) – SERÁ LEI COMPLEMENTAR. Exclusiva da União - DF e Municípios podem cobrar contribuição de iluminação pública (CIP ou COSIP); - Estados, DF e Municípios podem cobrar contribuição de seus servidores para o custeio de regime previdenciário próprio. Qualificados pela destinação (não é o fato geradorque define uma contribuição). Podem ter fato gerador e base de cálculo de imposto. • contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Ex: contribuição sindical, anuidade do CRM Anuidade paga para OAB não tem natureza tributária, e sim cível. • contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE): são formas da União disciplinar certo setores sociais. Ex: CIDE Combustíveis • contribuições sociais ou previdenciárias – art. 195 CF: servem para custear a seguridade social (previdência, assistência e saúde). Ex: COFINS, CSLL (contribuição social sobre o lucro líquido, também é devida pelo empregador). • Custeio de regimes próprios de servidores. • Custeio do serviço de iluminação pública. CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS É a atribuição dada pela CF aos entes federados (entes políticos) para criar, instituir e majorar tributos, por meio de lei. Só tem competência tributária quem tem competência legislativa plena. (Art. 6º CTN) DF acumula competências Estaduais e Municipais. Territórios Federais sem municípios, todos os tributos serão de competencia da União. A União é competente pelos tributos federais e os estaduais e os munícipios pelos os municipais. • Privativa: todos os entes possuem a competência privativa em relação aos impostos de sua competência. • Comum: Todos os entes possuem competência para instituir as taxas e Contribuições de melhoria. • Residual : Apenas a União possui Competência residual, que é a competência para criar imposto residual ou contribuição residual. • Extraordinária: Apenas a União possui competência para instituir imposto extraordinário de guerra. a listagem de impostos estaduais e municipais previstas na CF é Taxativa. Apenas a União tem competência residual, ou seja, apenas ela pode criar novos impostos e Contribuições não previstas na Constituição. Facultativa: Não são obrigados a instituirem o tributo. Imprescritível: Essa faculdade não se exaure e nem se encerra. Indelegável: Um ente não pode delegar sua competência para outro ente. Irrenunciável: Não podem abdicar da sua competência, seja no todo ou em parte. Inalterável: A Competência Tributária não pode ser alterada por lei infraconstitucional. C COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Competência Tributária: Decorre da CF. É a competência para instituir tributos. É indelegável . Capacidade Tributária: Natureza administrativa. É referente a função de fiscalizar, cobrar e arrecadar tributos. É delegável. A CF NÃO INSTITUI TRIBUTOS! Apenas fixa as competências. Uma autarquia não pode instituir tributo, mas pode cobrar ele como sujeito ativo. (art. 7º CTN). art. 24 CF. A União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário . A União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. Os Estados e o DF: tem competência suplementar para regular a tributação de acordo com suas peculiaridades. Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena. Os municípios: Podem Suplementar a legislação federal e a estadual no que couber. Bitributação: Dois entes tributam a mesma situação. Bis in idem: Quando o mesmo ente tributa duas vezes a mesma situação. Em regra: Por Lei Ordinária : CEGI – Instituídos por Lei complementar Contribuições Social Residual Empréstimo Compulsório Grandes Fortunas Imposto Residual Medida Provisória: pode ser utilizada para instituir ou majorar tributos. Deve seguir 2 requisitos: 1- Tributos que possam ser instituídos por meio de Lei Ordinária. 2- É necessário que a medida provisória que criar tributos seja convertida em lei até o final do exercício financeiro, para que possa produzir efeitos no exercício subsequente, exceto, Imp. Extr. De Guerra, II, IE, IPI e IOF. 3- Onde tem L.C NÃO tem MP!!Medida Provisória não institui tributo reservados a Lei Complementar. Art. 146 CF: Cabe à lei complementar: - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária e regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies, fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos impostos; b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas; d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. Art. 150, I da CF e art. 97 do CTN. Somente a lei pode instituir, majorar, reduzir e extinguir tributos. A lei é quem : - define o fato gerador da obrigação tributária principal, - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo e a cominação de penalidades . - prevê as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Em regra: a lei que institui, majora e extingue o tributo é a lei ordinária. mera atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo NÃO constitui majoração de tributo, podendo ser realizada por meio de simples Decreto. Súmula n. 160 – STJ ; é defeso ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária. se a atualização for acima dos índices legais, é majoração, devendo ser por lei. : Matérias que podem ser veiculadas por normas infralegais (decretos): • Alteração do Vencimento do tributo ou prazo para pagamento; • Modelos de guias e livros fiscais; • Definição dos locais de pagamento. • Alteração de Alíquotas do II, IE, IPI, IOF. (pode majorar e diminuir) • Redução e reestabelecimento CIDE COMPUSTIVEL E ICMS COMBUSTÍVEL, por meio de Convênio. (NÃO pode majorar) Benefícios Fiscais- Tem que ser lei específica que regule apenas o benefício ou ao próprio tributo. A lei que concede o benefício fiscal deve ser interpretada literalmente, só as pessoas que se enquadrarem na lei podem gozar do benefício. (art. 111 CTN) Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: • suspensão ou exclusão do crédito tributário; • outorga de isenção; • dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. Princípio da Legalidade Art. 150, III, “a” CF. Esse princípio indica que a lei tributária deverá viger “para frente”, não podendo atingir situações pretéritas. A nova Legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes (iniciados mas ainda nao concluídos). : Casos em que a nova lei poderá retroagir. a) Lei expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;(art. 106, I CTN) b) Norma sancionadora mais benéfica ao infrator (lex mitior), exceto quando definitivamente julgado o caso. (art. 106, II, CTN) c) Novas regras de fiscalização ou aumento de garantias e privilégios do crédito, exceto criação de responsabilidades. (Art. 144, §1º CTN). No caso de norma sancionadora mais benéfica, inclui situações em que a lei deixe de definir o ato como infração, quando a lei comine penalidade menos severa do que a da lei anterior e quando deixe de tratar o ato como contrárioa qualquer exigência, desde que não fraudulento e o tributo tenha sido pago. retroatividade da lei mais benéfica. Só retroage a norma que reduz ou exclui penalidades para beneficiar o infrator, mas nunca norma relativa ao tributo. A alíquota e a base de cálculo do imposto, da taxa ou da contribuição, serão sempre aquelas vigentes à época do fato gerador Princípio da Irretroatividade Art. 150, III, “b” e “c” da CF. Alínea “b” – Anterioridade anual Alínea “c” – Anterioridade nonagésimal REGRA GERAL: Tributos criados ou majorados em : a) Janeiro até 02 de Outubro - A lei produzi efeitos a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. b) De Outubro até 31 de Dezembro- A lei produz efeitos 90 dias depois. : ➢ Tributos de exigência imediata (fogem a às duas anterioridades): o Imposto Importação o Imposto Exportação o IOF o Imposto Extraordinário de guerra o Empréstimo Compulsório para calamidade pública/guerra externa. ➢ Podem ser cobrados 90 dias depois Fogem apenas da Anual: o IPI (majorado no Brasil 90 dias depois). o Restabelecimento da alíquota ICMS e CIDE combustível e lubrificantes. o Contribuições sociais ➢ Podem ser cobradas em 1 de Janeiro. (Fogem da Nonagesimal) o Imposto de Renda o Fixação de base de Cálculo do IPVA e IPTU art. 195 §6º da CF Contribuição da seguridade social, anterioridade de 90 dias. É a chamada anterioridade especial ou mitigada. Aprender a aplicação em outros tributos, lembrando que aquilo que não for exceção é regra. Ex: ISS, ITR, Taxas, etc. A Anterioridade refere-se somente a casos de instituição ou majoração de tributos. NÃO SE APLICA A REDUÇÃO OU EXCLUSÃO -> APLICAÇÃO IMEDIATA. Súmula Vinculante 50: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. Princípio da anterioridade PRINCÍPIO DA ISONOMIA O fisco deve dar tratamento igual aos contribuintes com situação equivalente. Para isto, há duas regras básicas: – Non olet – o dinheiro não tem cheiro, isto é, não interessa para o fisco de onde vem o dinheiro do contribuinte, razão pela qual atividades criminosas são tributadas e rendas de origem ilícitas também. – A incapacidade civil é irrelevante para o Direito Tributário, ou seja, os civilmente incapazes também pagam tributos. PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO (ART. 150, IV Da CF) Significa que o tributo não pode ser usado para retirar todos os bens do contribuinte ou inviabilizar o exercício de atividade econômica (é uma limitação à carga tributária). STF: O princípio também vale para multas tributárias. STF: A vedação do confisco não se aplica a tributos extrafiscais. (sem finalidade arrecadatória). PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE TRÁFEGO (Art. 150, V) proíbe os entes federados de estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público. CUIDADO! SE A PROVA DISSER PEDÁGIO- É PREÇO PÚBLICO LOGO NÃO SE APLICA. DEMAIS PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS PRINCÍPIO DA CAPACIDADE COM TRIBUTIVA ( art. 145 §1 º da CF) Sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e serão graduados (aliquotas progressivas) conforme a capacidade econômica do contribuinte. PERIGO: Na CF/88 somente 03 impostos são progressivos: IR, ITR e IPTU O IPVA não é progressivo, mas tem alíquotas diferenciadas pelo uso e tipo do carro . PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE – art. 153 §3, I (IPI) As alíquotas do ICMS e do IPI serão graduadas segundo a essencialidade do produto ou do serviço. IPI é obrigatoriamente seletivo. ICMS a CF diz poderá ser (facultativo) PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE - art. 153 §3, II Evita a tributação em cascata Vale para alguns tributos (IPI, ICMS, PIS/Cofins, Imposto residual, Contribuição residual). Tais tributos são pagos compensando-se em cada operação o montante recolhido na etapa anterior. PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA Os tributos federais devem ter a mesma alíquota em todo território nacional. Exceção: Admite-se a concessão de incentivos fiscais Ex: Zona franca de Manaus . São as hipóteses em que os entes federativos não poderão instituir ou cobrar impostos de determinadas sujeitos em determinadas situações. As Imunidades se referem apenas aos impostos. E não exoneram do cumprimento das obrigações acessórias. ⮚ É vedado à União, aos Estados, ao distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre o patrimônio, rendas e serviços, uns dos outros, a fim de preservar o pacto federativo. AUTARQUIAS e FUNDAÇÕES PÚBLICAS Imunidade Recíproca é extensiva, desde que cumpram os requisitos: o Cumpram suas finalidades essenciais ou qualquer uma delas decorrentes; o Sejam instituídas e mantidas pelo Poder Público; (não pode ter exploração de atividade econômica o Não cobrar preços e nem tarifas; o Não entrar na concorrência privada A imunidade não exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. (SÚM 583 STF) Isso quer dizer que a imunidade não se transmite, ela só atinge o patrimônio, bens e serviços enquanto pertencente ao ente. Não incorpora no bem. EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA . a imunidade tributária recíproca abrange essas empresas e sociedades desde prestem serviço de prestação obrigatória e exclusiva do estado. Ex. INFRAERO ⮚ – art. 150, VI, “b” da CF Veda aos entes federativos instituírem IMPOSTOS sobre os templos de qualquer culto. Abrange todo o patrimônio, todas as rendas e todos os serviços destas entidades, e não apenas o local da celebração religiosa. Em caso de auferição de recursos ou lucro por utilização dos bens ou aluguel, este será imune desde que seja 100% reutilizado para as finalidades essenciais da instituição. Requisitos para a imunidade: • Investimento integral do montante pecuniário na consecução dos objetivos institucionais da igreja; • Inexistência de prejuízo à livre concorrência, vedando-se o cunho empresarial A imunidade é extensiva aos CEMITÉRIOS que funcionem como entidade sem fins lucrativos. Incide o ICMS na compra de mercadoria pelos templos. Não incide na venda. As Maçonarias e União Espirita não possuem Imunidade Tributária. Imunidades ➢ As pessoas do art. 150, VI, “c” da CF para gozarem da imunidade tributária devem cumprir os requisitos do art. 14 do CTN: o Não distribuir lucro entre seus associados; o Não remeter valores para o exterior; o Manter a Escrituração Contábil em dia Conceito se “ Assistência Social” está no art. 203, CF/88. Além de não pagar imposto, também não pagam Contribuição Social, nos termos do art. 195, § 7°, CF/88). Educação e em sentido lato, quer dizer qualquer tipo de educação. somente aquelas que não visem lucro, ou seja, se enquadrem o CTN, art. 14. A jurisprudência entende que devem preencher 02 requisitos para ser imune a cobrança de impostos. a) estar registrado perante o TSE; b) não atentar contra os princípios e bons costumes do Estado Brasileiro. Súmula Vinculante n° 52, todas as pessoas do artigo 150, VI, “c” da CF, ainda que tenha imóveis locados para terceiros, não irão pagar IPTU desses imóveis, desde de que utilizem o valor dos alugueis para o cumprimento de suas atividades essenciais. Súmula n° 730 do STF, as Entidades fechadas de Previdência Privada, que NÃO exigiremde seus associados contribuições para custeio do benefício, também tem direito a imunidade que se refere o artigo 150, VI, “c” da CF ➢ A imunidade objetiva incide tão somente nos Impostos incidentes diretamente sobre os livros, jornais, periódicos e sobre o papel destinado a impressão. Não há diferença quanto ao conteúdo, é irrelevante para imunidade. também são imunes os livros digitais (e-books) ; filmes e papeis fotográficos e propagandas impressas em jornais e periódicos. Súmula Vinculante 57: A imunidade tributária constante do artigo 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias". : NÃO TEM IMUNIDADE: o livros de pontos, livros de bordo, livros fiscais de contabilidade. o Os jornais e periódicos eminentemente publicitários e os catalogos. o a tinta não possui imunidade. ➢ Art. 150, VI, “e”: fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 75, de 15.10.2013) Requisitos: o Fonogramas e videogramas produzidos no Brasil; o Obras musicais ou literomusicais. o De autores brasileiros ou interpretados por artistas brasileiros. suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, também serão imunes. Imunidade existe salvo na fase de replicação industrial. Após a elaboração da matriz, deverá ocorrer o processo de replicação da mídia – etapa que não está abrangida pela imunidade. Aqueles tributos incidentes sobre a gravadora continuarão a incidir normalmente, porquanto a norma imunizante é clara ao desonerar apenas as obras musicais e os objetos afetos a ela. Em geral, são afastados o IPI e O ICMS da circulação HI – FG – OT - LANÇ – CT – INSC – DA – CDA – EF Pagamento do Tributo - surge com a ocorrência do Fato Gerador. Não é pecuniária, é qualquer outra coisa que tenha relação com a tributação. pode decorrer de decreto, ou outras normas infralegais. Pode existir independente da Ob. Principal . Ex: Casos de Imunidade. Ob. Principal: Situação prevista em lei, necessária e suficiente para sua ocorrência. Ob. Acessória: situação prevista em legislação que faz surgir obrigação não pecuniária. ( pode ser instituída por portaria, instrução normativa e etc..) ➢ Momento de Ocorrência: Situação de fato: Momento em que se verifiquem as circunstâncias. Situação jurídica: momento em que esteja definitivamente constituída. NEGÓCIOS CONDICIONAIS- Art. 117 CTN Os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados: Condição suspensiva desde o momento de seu implemento; Simplificando: quando a condição acontecer se paga o imposto. Se ela não acontecer não se paga. Condição resolutória desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio. Simplificando: se paga o imposto no momento da celebração do negócio, se a condição resolutória não acontecer pode-se pedir restituição. Obrigação Tributária o É o ente federativo ou quem ele delegar a capacidade tributária (poder de cobrar). Não há solidariedade ativa. Não figura mais de um sujeito ativo em relação ao mesmo tributo. : Retenção de IR dos Servidores Públicos - Em casos de retenção a maior, o servidor público deve solicitar restituição ao ente que fez a retenção e não a União. ➢ Contribuinte de fato: é o sujeito que suporta que suporta o ônus econômico do tributo, ou seja, a quem a carga do tributo indireto é repassada, normalmente o consumidor final, esse não integra a relação jurídica tributária. Contribuinte de direito: É quem figura formalmente no polo passivo da relação jurídico tributária, é aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador, é quem recolhe o tributo para o fisco. ➢ é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo, sem ter realizado o fato gerador. Naturalmente, há um anexo mínimo que liga esse terceiro ao FG. As convenções particulares não podem ser opostas ao fisco: Isto quer dizer que contratos relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar o sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. O contrato Servirá apenas para direito de regresso do contribuinte contra quem em contrato ficou estipulado que pagaria o tributo. Exemplo: EM 15/02/2019 João (proprietário de um imóvel urbano) aluga seu imóvel para Maria e no contrato acordam que Maria será a responsável pelo pagamento do imposto de IPTU. Em janeiro de 2020, o fisco vem cobrando João por débitos de IPTU dos meses de maio e junho de 2019. João pode alegar ao fisco que a cobrança deveria ser para Maria, em razão do contrato? Não. O contrato não pode ser oposto ao fisco. Servirá apenas para direito de regresso contra maria na esfera cívil. sujeitos o O contribuinte é excluído totalmente, dando ensejo à responsabilidade pessoal sobre terceira pessoa, vinculada ao fato gerador. A responsabilidade pessoal afasta a dos devedores originais, que NÃO responderão nem supletiva ou subsidiariamente. DICA: Se na prova não lembrar o tipo de responsabilidade, deve-se analisar o caso, sendo caso de fraude, infração a lei, exercício irregular ou ação dolosa chutem em Pessoal. O responsável por lei responde por parte ou pelo todo da obrigação tributária que o contribuinte deixar de cumprir. ➢ POR SUBSTITUIÇÃO: A obrigação tributária já surge em relação ao responsável, pois a lei exclui a figura do contribuinte. (Retenção na Fonte e Substituição para Frente) ➢ TRANSFERÊNCIA: A obrigação tributária surge em relação ao Contribuinte, mas, por conta de evento posterior ao fato gerador, outra pessoa passa a ocupar o polo passivo. Importante ressaltar que a transferência pode excluir a responsabilidade do contribuinte ou atribuí-la em caráter supletivo. O sujeito passivo é quem pratica o fato gerador, mas, para facilitar a cobrança uma pessoa o substitui no dever de pagar tributos a particular. ➢ Implica em um adiamento no recolhimento do tributo. Em casos que há muitos fornecedores e poucos ou só um adquirente. Ex: muitos produtores de farinha para uma única fábrica. A fábrica paga o ICMS sobre a venda dos produtores. É chamada de “pra trás”, pois o responsável substituto irá substituir quem estava atrás dele na cadeia produtiva. ➢ Ocorre nos casos em que há poucos ou só um fornecedor e muitos adquirentes. Nesta situação, a ocorrência do fato gerador é presumida para o futuro e o pagamento do tributo é ANTECIPADO. Ex: Fábrica de carros, paga o imposto da transferência dos carros para concessionária e antecipa o imposto da venda da concessionária aos consumidores. Responsabilidade o se NÃO ocorrer o fato gerador, caberá restituição do valor do tributo pago por antecipação. Também caberá a restituição nos casos em que crédito tributário se constituir a menor do que foi antecipado, ou seja, a diferença deverá ser restituida. o Sucessores (Art. 129-133 CTN) oTerceiros (Art. 134-135 CTN) o Por infrações (Art. 136-138 CTN) ➢ Refere-se a responsabilidade dos adquirentes de bens, espólio, herdeiros, sociedades resultantes de fusão, incorporação e transformação e adquirentes de fundos de comércio. A letra de lei do artigo aduz que na responsabilidade de sucessores há apenas a responsabilidade pelo tributo. A jurisprudência assegura que a responsabilidade dos sucessores abrange os tributos e as multas moratórias ou punitivas. o O adquirente passa a ser responsável pelos tributos relacionados ao bem. : NÃO ocorrerá a responsabilidade tributária do adquirente: o Quando constar no título de transferência da propriedade a prova da quitação dos tributos. o No caso de arrematação em hasta pública. (Débitos sub rogam-se ao preço). o A regra é a mesma dos bens imóveis, porém sem a previsão das exceções. Há jurisprudência do STJ no sentido de que o adquirente de boa-fé poderá ser beneficiado com as exceções relacionadas aos bens imóveis. Para fins de prova, se não perguntar sobre a jurisprudência, sigam a letra da lei, ou seja, NÃO TEM EXCEÇÃO. o A responsabilidade é pessoal. Após a morte, o responsável pelos tributos desde a abertura da sucessão até a data da partilha ou adjudicação será o espólio.. Após a partilha ou adjudicação, os responsáveis serão os sucessores (herdeiros) a qualquer título e o cônjuge meeiro, até o limite do seu quinhão. o A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra, é responsável pelos tributos devidos até à data do ato de fusão, incorporação ou transformação. Fusão: são duas empresas que se unem e formam uma nova empresa. Incorporação: Uma empresa absorve a outra Transformação: a mesma empresa muda de tipo societário. a mesma sociedade muda de tipo. Em casos de extinção da pessoa Jurídica, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual., haverá a transmissão da responsábilidade para este sócio. Súmula 554-STJ: Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão. Tributo+ Multa e Juros Moratórios o A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e CONTINUAR a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. Não há responsabilidade do adquirente nos casos de: - Alienação ocorrida em processo de falência; - Alienação em decorrência de plano de recuperação judicial. : Não se aplica a excludente de responsabilidade acima quando o adquirente for: a) Sócio da falida; b) Parente dos sócios; c) Agente do falido ou do devedor em recuperação judicial. (Famoso “laranja”) ➢ o Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I – os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados; III – os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; IV – o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; V – o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário; VI – os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; VII – os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. Nesses Casos a responsabilidade é pelo TRIBUTO + MULTA DE MORA o São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com EXCESSO DE PODERES OU INFRAÇÃO DE LEI, CONTRATO SOCIAL OU ESTATUTOS: I - as pessoas referidas no artigo anterior; II - os mandatários, prepostos e empregados; III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. Responsabilidade pelos TRIBUTOS, JUROS E TODAS AS MULTAS (não apenas as multas moratórias). o pedido de redirecionamento da Execução Fiscal, quando fundado na hipótese de dissolução irregular da sociedade empresária executada ou de presunção de sua ocorrência pode ser autorizado contra o sócio com poderes de administração da sociedade, na data em que configurada a sua dissolução irregular ou a presunção de sua ocorrência (Súmula 435/STJ) : O simples ato de não pagar o tributo não é suficiente para gerar, por si só, a responsabilidade do sócio gerente.(súmula 430 do STJ) ➢ Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. A responsabilidade é PESSOAL ao agente: I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito; II – quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar; III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico: a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por quem respondem; b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes, preponentes ou empregadores; c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, contra estas. o – Em caso de certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos. Esta responsabilidade não exclui a responsabilidade criminal e funcional que no caso couber. A denúncia espontânea se concretiza por ato vonluntário do contribuinte ou responsável, que realiza o pagamento espontâneo do tributo, ainda que em atraso, antes de qualquer atividade fiscalizatória. A responsabilidade é excluida pela denúncia espontânea da infração. • Deve haver o pagamento do tributo ( ou valor arbitrado) corrigido monetariamente e dos juros de mora. • Afasta o pagamento de qualquer tipo de multa. • Deve ser feita antes do início de qualquer procedimento fiscalizatório relacionado com a infração. O procedimento fiscalizatório tem que ser relacionado com a infração, não pode ser genérico. A preexistencia de Inquérito policial não constitui procedimento apto descaracterizar, por si só, a denúncia espontânea. : A fiscalização realizada por autoridade fiscal incompetente não tem o condão de afastar o benefício da denúncia espontânea.O Parcelamento da Dívida não implica em denúncia espontânea. Súmula 360 STJ: O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, regularmente declarados e pagos a destempo. Denúncia Espontânea o É por meio do qual se constitui o crédito tributário. A Obrigação Tributária nasce com o fato gerador, mas apenas com o lançamento é que passa a ser exigível. Compete PRIVATIVAMENTE à autoridade administrativa constituir crédito tributário pelo lançamento. O lançamento é o procedimento administrativo tendente a verificar : a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente; determinar a matéria tributável; calcular o montante do tributo devido; identificar o sujeito passivo; propor a aplicação da penalidade cabível, sendo o caso. O Poder Judiciário não pode corrigir o lançamento, devendo proclamar sua nulidade, caso esteja viciado, para que o Fisco constitua o crédito novamente. – O Fisco utiliza os dados de que dispõe, verifica e declara a ocorrência do fato gerador, calcula o tributo e o constitui. O sujeito passivo não participa da atividade. É o lançamento do IPTU, IPVA, Taxas, Contribuições de melhoria. – O Fisco calcula e lança o tributo com base em declaração fornecida pelo sujeito passivo. o CTN admite a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, com o objetivo de reduzir ou extinguir tributo, desde que seja feita mediante comprovação do ERRO em que se funde, e ANTES de notificado o lançamento. É o lançamento do II, IE, ITBI, ITCMD – O sujeito passivo, além de prestar as declarações de fato, faz o seu enquadramento nas disposições de direito, antecipando o valor do tributo. O Fisco apenas homologa o referido pagamento. É o lançamento dos tributos de ICMS, ISS, IR, IPI, PIS, COFIns lançamento o – TU LI PA DE MO RA ✓ Tutela antecipada ✓ Liminar ✓ Parcelamento ✓ Deposito integral ✓ Moratória ✓ Recurso Administrativo Com a suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário, é possível a expedição de certidão positiva com efeitos de negativa. : A Suspensão do crédito não dispensa a obrigação acessória. Caso a suspensão ocorra antes da Adm. ter realizado o lançamento, ela poderá ainda assim lançar o crédito para evitar a decadência . ➢ É necessário o deferimento de liminar ou antecipação de tutela para a suspensão do crédito. ➢ A simples impetração de mandado de segurança ou ajuizamento de ação ordinária não suspende o crédito. É Necessário o deferimento de liminar ou antecipação de tutela. ➢ O parcelamento é uma sistemática de pagamento fragmentado e, por isso mesmo, não pode ser causa extintiva CT. No parcelamento a exigibilidade do crédito fica adiada em razão de pagamentos periódicos. (art. 155-A ctn). O parcelamento não exclui juros e multa salvo disposição em contrário. Aplicam-se ao parcelamento subsidiariamente as regras da moratória. Nos casos de parcelamento em recuperação judicial, a lei específica de cada ente disporá sobre as condições de parcelamento dos tributos. Em caso de inexistência desta lei específica, aplica- se as leis gerais de parcelamento do ente tributante, não podendo o prazo ser inferior ao da lei federal. Suspensão do crédito ➢ O depósito não significa pagamento. O depósito deve ser integral e em dinheiro para suspender o crédito. (SUM. 112 STJ) Depósito pode ser judicial ou administrativo. : O depósito depois de realizado não pode ser revertido livremente, apenas com o trânsito em julgado da decisão . SUMULA VINCULANTE 21: é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro para admissibilidade de recurso administrativo. SÚMULA VINCULANTE 28: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário ➢ O Sujeito passivo pode impugnar o lançamento por meios de reclamações ou recursos administrativos, e até que seja julgado, a exigibilidade do crédito estará suspensa. ➢ É a ampliação do prazo de pagamento, adiamento da exigibilidade do crédito. Geralmente concedida em casos de calamidade pública. Em regra, abrange apenas os créditos constituídos ou com lançamento iniciado à data da lei ou do despacho concessivo. Em regra, é concedida após o vencimento, e afasta as penalidades e juros do pagamento posterior. Moratória não aproveita a casos de dolo, fraude ou simulação. Pode ser concedida em caráter geral (concedida pelo ente) ou individual ( concedida pela autoridade administrativa, caso a caso). Moratória Geral: • Autônoma: O entre que tem competência para instituir o tributo é quem concede a moratória sobre ele. • Heterônoma: A União concede moratória sobre um tributo da competência de outro ente. APENAS A UNIÃO PODE FAZER ISSO. REQUISITOS DA MORATÓRIA A lei deve indicar: a) Prazo de duração b) Os tributos a que se aplica, o nº de prestações e os vencimentos. c) na moratória individual: Indicar as condições para concessão, as garantias a serem fornecidas e pode fixar as prestações e vencimentos. REVOGAÇÃO DA MORATÓRIA - Quando for Moratória individual, não gera direito adquirido, podendo ser revogada quando o beneficiário não satifizer mais os requisitos de concessão. Revogação por fraude, dolo ou simulação do beneficiário: O crédito tributário deve ser pago com juros moratórios e penalidades. E o tempo entre a concessão e a revogação não contam para fins de prescrição. Não vai correr prescrição contra o fisco. Revogação por erro do beneficiário: O crédito tributário deve ser pago com juros moratórios. E o tempo entre a concessão e a revogação contam para fins de prescrição. vai correr prescrição contra o fisco. ➢ Pagamento é o cumprimento do objeto da prestação tributária. Cheque: A quitação só se tornará definitiva após a devida compensação. ➢ Remissão é o perdão legal do débito tributário, que pode ser total ou parcial. : Somente por lei específica pode haver a remissão do débito tributário. ➢ A compensação corresponde ao encontro de contas do Fisco e do contribuinte, sempre que forem credor e devedor um do outro. Requisitos: 1. As partes devem ser as mesmas. 2. Os créditos já devem estar liquidados, 3. A existência de uma lei autorizando a medida. A Fazenda Pública entende que tributo da mesma espécie significa o mesmo tributo (p. ex.: IR somente poderá ser compensado por IR). A doutrina e jurisprudência entendem que pode ser compensado por mesma espécie tributária. ➢ Transação é um acordo celebrado, com base em lei, entre o Fisco e o contribuinte, pelo qual a primitiva obrigação tributária desaparece, dando lugar a uma ou mais novas obrigações tributárias. ➢ • é a perda do direito de o fisco constituir o crédito tributário (lançar) pelo decurso do prazo de 05 anos. O prazo é contado (art.173 CTN): I- Do primeiro dia do exercício seguinte áquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. II- Da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado (caso de interrupção) III- Da data em que tenha se iniciado a constituição do crédito pela notificação do sujeito passivo, a respeito de qualquer medida preparatória indispensável. Extinção do crédito Nos casos de lançamento por homologação, em que houveo recolhimento antecipado, sem dolo, fraude ou simulação, conta- se a partir da data do fato gerado (art. 150, §4 CtN). Se não houver o pagamento ou for com dolo, fraude ou simulação, regra do art. 173, I CTN • È a perda do direito de cobrar o crédito tributário pelo decurso do prazo de 05 anos. Inicia-se o prazo prescricional após a notificação do lançamento e o encerramento do prazo para pagamento voluntário. Em caso de recurso administrativo, o prazo começa a correr após a decisão final do recurso e se novo prazo para pagamento for estipulado, após o vencimento do prazo. Causas de interrupção da Prescrição. Art. 174, §único. a) Despacho do Juiz que ordena a citação em execução final b) Protesto judicial c) Qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. d) Qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. (confissão de dívida) A interrupção pela citação, retroage à data da propositura da ação, ainda que proferida por juízo incompetente. ➢ Já vimos no caso de depósito integral em que o contribuinte perde a ação e ocorre a conversão em renda em favor da administração. ➢ Cabe ação de Consignação em Pagamento nos casos: (art 164 CTN) a) Recusa de recebimento, ou subordinação desde ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou cumprimento de obrigação acessória b) Subordinação do recebimento ao cumprimento de exigência administrativa sem fundamento legal c) Exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador Só é extinto o crédito com o julgamento de procedência. ➢ Quando favorável ao contribuinte, extinguem o crédito tributário. ➢ É necessário que haja lei autorizativa do ente tributante. Apenas bens imóveis. O fisco avaliará o imóvel e poderá aceitar ou recursar. Aceitando ele imputa o valor no pagamento do crédito. Se o imóvel tiver valor mais alto, deverá devolver ao contribuinte a diferença. Se tiver valor inferior o crédito subsistirá em relação a diferença. As hipóteses de exclusão do crédito tributário ocorrem anteriormente à constituição deste. : A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias . As causas de exclusão do crédito devem ser interpretadas literalmente. ➢ A isenção representa uma liberação da obrigação de pagamento do crédito tributário ainda que o fato gerador tenha se concretizado A lei que determina uma isenção produz seus efeitos imediatamente, não havendo que se falar na observância do princípio da anterioridade, posto que se trata de vantagem concedida ao sujeito passivo. A lei isentiva deve especificar as condições e os requisitos para a concessão do benefício, e se for o caso, o prazo de duração. Salvo disposição em contrário, não abrange Taxas e Contribuições de melhoria. SÚMULA 544 DO STF : Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser livremente suprimidas. Também não podem ser livremente suprimidas as concedidas sob prazo certo e determinadas condições. ➢ Libera o Contribuinte das penalidades que ocorreram antes da vigência da lei que autoriza a anistia. Não se aplica: a) Infrações relativas a determinado tributo b) Infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza c) Determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares; d) Sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuida Exclusão do crédito pela mesma lei à autoridade admnistrativa. :A CF veda expressamente a concessão de remissão e anistia para contribuições sociais. (art. 195, §11 da CF) Anistia x remissão - remissão abrange todo o credito tributário já constituído, ou seja, abrange o tributo e as penalidades é modalidade de extinção (art 156) ➢ Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. : Mutua Assistência entre as Fazendas Públicas da União, Estados, DF e Municípi–s para fiscalização dos tributos e permuta de informações. requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo administrativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo. Não é vedada a divulgação de informações relativas a: I - representações fiscais para fins penais; II - inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; III - parcelamento ou moratória; IV - incentivo, renúncia, benefício ou imunidade de natureza tributária cujo beneficiário seja pessoa jurídica. ADIs 2390, 2386 e 2397, 2859, STF - prevaleceu o entendimento de que a norma que autoriza o compartilhamento de dados entre bancos e Administração Fiscal não resulta em quebra de sigilo bancário, mas sim em transferência de sigilo da órbita bancária para a fiscal, ambas protegidas contra o acesso de terceiros. Sigilo Fiscal ➢ É o local em que o sujeito passivo deve ser encontrado, onde as notificações serão entregues e onde , em regra, o tributo deve ser recolhido, e a execuão proposta. Em regra: O sujeito passivo escolhe seu domicílio tributário, desde que não prejudique a cobrança. O Fisco pode recusar o domicílio escolhido se este dificultar a fiscalização. Art. 127 CTN: Na falta de eleição do domicílio pelo contribuinte ou responsável, considera-se: I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade; II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento; III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no território da entidade tributante. Quando não couber a aplicação das regras fixadas em qualquer dos incisos: Domicílio será o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação. DOMICÍLIO FISCAL ➢ Após o vencimento, o crédito é inscrito em dívida ativa. A dívida regularmente inscrita goza de presunção relativa de certeza e liquidez, ou seja, sua certeza e liquidez podem ser afastadas por prova inequívoca a cargo do contribuinte ou responsável. A dívida regularmente inscrita tem efeito de prova pré constituída. Com a inscrição em dívida ativa é extraida a Certidão de Dívida Ativa (CDA). ➢ O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente, indicará obrigatoriamente:o o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsáveis, bem como, sempre que possível, o domicílio ou a residência de um e de outros; o a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos; o a origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição da lei em que seja fundado; o a data em que foi inscrita; o sendo caso, o número do processo administrativo de que se originar o crédito. o A certidão conterá, além dos requisitos deste artigo, a indicação do livro e da folha da inscrição. ➢ A omissão ou erro em qualquer dos requisitos implica em nulidade da inscrição. Há possibilidade de saneamento da nulidade por meio de substituição da CDA, até a sentença nos embargos à execução fiscal, Súmula 392 STJ A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modifi cação do sujeito passivo da execução. Certidão de dívida ativa ➢ União ➢ I - o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira; II - a sua saída dos estabelecimentos do contribuinte autônomo; III - a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão. Considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o aperfeiçoe para o consumo. ➢ A Base de Cálculo é constituída da seguinte forma: I - no caso de produto procedente do exterior, o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em condições de livre concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País, acrescido do montante: a) do imposto sobre a importação; b) das taxas exigidas para entrada do produto no País; c)dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis; II - no caso de saída dos estabelecimentos do contribuinte autônomo: a) o valor da operação de que decorrer a saída da mercadoria; b) na falta do valor a que se refere a alínea anterior, o preço corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista da praça do remetente; III - no caso arrematação, o preço da arrematação. ➢ É seletivo conforme a essencialidade do produto. É não cumulativo, compensando-se o valor devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. Não incide nas exportações ➢ I - o importador II - o industrial III - o comerciante de produtos sujeitos ao imposto IV - o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados, levados a leilão. Imposto sobre produto industrializado - IPI ➢ União ➢ É a entrada de produto estrangeiro no território nacional. ➢ : I - quando a alíquota seja específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária; II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em condições de livre concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País; III - quando se trate de produto apreendido ou abandonado, levado a leilão, o preço da arrematação. ➢ Contribuinte do imposto é: I - o importador ou quem a lei a ele equiparar; II - o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados. Alíquota Ad valorem - Quando a aliquota for um percentual a ser multiplicado pela base de calculo. Aliquota Específica- Quando a alíquota for uma quantia em real a ser multiplicada por uma unidade de medida. Imposto de Importação - II ➢ União ➢ É a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza (terra nua) localizado fora da zona urbana do Município. ➢ : A base do cálculo do imposto é o valor fundiário. ➢ Contribuinte do imposto é - o proprietário do imóvel, - o titular de seu domínio útil - o seu possuidor a qualquer título. ➢ - Progressivo- alíquotas fixadas para desestimular a propriedade improdutiva. - imposto extrafiscal, pois visa estimular o uso das terras. : Há imunidade para as pequenas glebas rurais, quando exploradas por proprietários que não posssuam outros imóveis. O Município pode fiscalizar e cobrar o ITR, e nesse caso, ficará com 100% da sua arrecadação. STJ – O promitente Comprador do imóvel rural será solidariamente responsável com o proprietário (resp 1.110.551/SP) STJ – O ITR pode incidir sobre imóveis localizados em zona urbana, desde que seja utilizado para atividade extrativa vegetal, agrícula, pecuária ou agroindustrial.(Resp 1.112.646/SP) Imposto territorial Rural - ITR ➢ Estados e DF ➢ a) operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares; b) prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores; c) prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza d) fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios; e) fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual. f) sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade g) sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior; h) sobre a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente. ➢ - Pode ser seletivo - É não cumulativo - Há imunidade sobre : a) Exportações b) Operações Interestaduais com petróleo, derivados e energia elétrica. c) Ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial. d) Radio e TV aberta. STF- ADIN 1.600-8/DF– Inconstitucional a incidência do ICMS sobre - Transporte aéreo internacional de carga. - Transporte aéreo intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros . Imposto sobre Circulaçao de Mercadorias- ICMS : ICMS X ISS Quando se tratar de mercadoria genérica (de prateleira), incide ICMS. Quando for mercadoria encomendada para ser produzido personalizado , há prestação de serviço, incidirá ISS. Softwares – Quando for aqueles gerais, vendidos par ao público em geral ( de prateleira) será incidente o ICMS. Quando for Software produzido por encomenda, será ISS. Súmula 156 STJ – A prestação de serviço de composição gráfica personalizada e sob encomenda, ainda que envolva fornecimento de mercadoria, se sujeita a ISS. Súmula 166 STJ– Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para o outro estabelecimento do mesmo contribuinte. Súmula Vinculante 48 – Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legitima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. Súmulavinculante 32 – O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras. ➢ Estados e DF ➢ a) Transmissão Causa Mortis, que ocorre no momento da mor te do autor da herança. b) Doação de bens ou direitos, a transmissão se dá no momento do registro imobiliário ou da tradição. ➢ A aliquota é fixada em lei estadual e deve respeitar o teto estabelecido pelo senado federal (hoje, 8%). A base de calculo é o valor venal dos bens e direitos. ➢ - Bens Imóveis e os respectivos direitos, compete ao Estado da Situação do bem . - Bens Móveis, títulos e créditos, compete ao Estado onde se processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador - se o doador ou o falecido tiverem residencia no exterior, ou se o inventário ocorrer no exterior, a competência será determinada pela Lei complementar ITCMD Causa Mortis e Doações ➢ Município ➢ - Propriedade de Imóvel urbano - Domínio útil de Imóvel urbano -Posse de imóvel por natureza ou Acessão física. Art. 32 CTN, para ser considerado imóvel urbano, a localidade onde está situado o imóvel dever ter pelo menos 02 melhoramentos dos descritos no artigo. ➢ As alíquotas devem ser fixadas por lei municipal, podendo ser: a) Progressivas em razão do valor do imóvel e no tempo. b) Diferenciadas conforme o uso e a localização. A base de cálculo é o valor venal do terreno e das construções. Esta Base de cálculo é aferida pelo Fisco Súmula 614 do STJ – O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico- tributária de IPTU e de Taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos. Súmula 160 do STJ – É defeso ao Município atualizar o IPTU mediante decreto, em percentual superior ao indice oficial de correção monetária. Súmula 397 do STJ- O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço. Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana Além das receitas derivadas de seus próprios tributos, os entes recebem parte das receitas relativas à União, é o que chamamos de repartição de receitas. ➢ – Os Estados e o DF recebem : - 100% do Imposto de Renda Retido na Fonte de seus Servidores Públicos. - 20% de um eventual imposto residual que venha a ser criado. - 30% do IOF sobre o Ouro. ➢ - 100% do Imposto de Renda Retido na Fonte de seus Servidores Públicos. - 50 % do ITR. Caso fiscalize e cobre ficará com 100%. - 50% do IPVA - 25% do ICMS - 70% do IOF sobre o Ouro A União e os Estados podem condicionar o repasse dos recursos: -Ao Pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias - Ao cumprimento da obrigação constituicional de aplicação de recursos mínimos na saúde. Repartição de Receitas Tributárias Súmula Vinculante 12, STF: A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal. Súmula Vinculante 19, STF: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.. Súmula Vinculante 28, STF: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. Súmula Vinculante 29, STF: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. Súmula Vinculante 31, STF: É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS sobre operações de locação de bens móveis. Súmula Vinculante 32, STF: O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras. Súmula Vinculante 41, STF: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa. Súmula Vinculante 48, STF: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. Súmula Vinculante 50, STF: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. Súmula Vinculante 52, STF: Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. Súmula Vinculante 57, STF: A imunidade tributária constante Súmulas Vinculantes tributárias do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica- se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e- book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias Súmula Vinculante 58, STF: Inexiste direito a crédito presumido de IPI relativamente à entrada de insumos isentos, sujeitos à alíquota zero ou não tributáveis, o que não contraria o princípio da não cumulatividade.