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Profa. Ma. Tânia Trajano 
UNIDADE III
Livro-reportagem e 
Jornalismo de Revista
 Nesta unidade, a proposta é trazer elementos que ajudem você a entender as 
transformações que estão acontecendo no jornalismo.
 É justamente nesse cenário que o livro-reportagem e a revista aparecem como segmentos 
promissores na área nesse início do século XXI.
 Além das linguagens e narrativas atrativas, esses produtos exploram caraterísticas comuns 
para os veículos de comunicação do século passado e que eram atribuídas à grande 
reportagem, como textos em profundidade, elementos de observação, informação apurada e 
entrevista humanizada.
Sobre a unidade III
 A era digital trouxe uma série de mudanças que transformaram o mercado editorial e 
jornalístico, exigindo das empresas de comunicação uma nova forma de interagir com o seu 
público e vender seus produtos. 
 Diante de novos cenários e possibilidades, o profissional de imprensa teve que se adaptar à 
nova realidade e buscar meios de se adequar às exigências do mercado para seguir 
na “ativa”. 
 O avanço tecnológico fez com que muitos tivessem que 
aprender novas linguagens e formas de se comunicar, ao 
mesmo tempo em que alterações mercadológicas 
transformaram o consumo de conteúdo informativo: tudo 
passou a ser produzido muito mais rápido ao mesmo tempo 
em que a personalização do produto liderou e monopolizou a 
audiência na internet.
Mercado: tendências e possibilidades
 Ainda que toda essa transformação tenha ocorrido ao longo de duas ou quase três décadas, 
as mudanças na rotina dos jornalistas em redação puderam ser sentidas no dia a dia, tanto 
em relação às novas exigências quanto pela soma e pelo acúmulo de tarefas diárias. 
 Isso significa que ao mesmo tempo em que a tecnologia otimizou algumas tarefas 
jornalísticas, como pesquisa e entrevistas a distância, fez com que profissionais tivessem 
que abraçar uma quantidade maior de atividades, exigindo um perfil multiplataforma de quem 
se manteve no mercado – uma tendência, aliás, de toda a sociedade moderna em diferentes 
segmentos profissionais.
Mercado: tendências e possibilidades
Com tantas mudanças e exigências, o jornalismo tem enfrentado um grande desafio: 
 a falta de credibilidade!
 Isso porque as novas tecnologias, que facilitaram o acesso do profissional de imprensa a 
documentos, fontes qualificadas e personagens, também proporcionaram ao público a 
sensação de que qualquer pessoa, mesmo sem a devida formação e treinamento, possa 
produzir conteúdo de diferentes formatos, até mesmo o noticioso.
 Impulsionadas com a chegada dos smartphones e a expansão do acesso à internet, no fim 
da década passada, as redes sociais facilitaram esse cenário por parte do público. 
 Todo mundo teve acesso, em sua timeline de diversas 
plataformas, ao gosto de escrever e ser lido – e, claro, 
comentado, curtido e compartilhado – por gama sem 
precedentes de leitores. 
 Além disso, aplicativos foram desenvolvidos para facilitar as 
publicações de temáticas variadas e de interesse dos mais 
diferentes públicos.
Mercado: tendências e possibilidades
 Esse cenário, com o uso indevido das novas ferramentas, proporcionou o que ficou 
conhecido por fake news.
 O que abalou ainda mais a imagem da imprensa na atualidade. 
 As “notícias falsas”, em livre tradução, se referem a todo tipo de notícia que de alguma forma 
gera desinformação entre o público, seja ela intencional ou não. 
 Ou seja, o termo popularmente conhecido se refere a diferentes tipos de informações 
divulgadas, sejam elas descontextualizadas, mal escritas, falsas ou realmente manipuladas. 
Mercado: tendências e possibilidades
 Os conteúdos e notícias falsas são informações fabricadas para imitar o conteúdo da 
imprensa/mídia, mas diferentemente de notícias sérias, as desinformações não seguem um 
padrão de organização, já que têm intenção de manipular e não informar.
 Assim, não há nenhuma garantia sobre a precisão e credibilidade das informações.
 De acordo com o manual Jornalismo, fake news & desinformação, da Unesco, há três tipos 
de desinformação.
 Desinformação: conteúdo mentiroso criado intencionalmente 
por pessoas maliciosas para enganar e manipular.
 Informação incorreta: conteúdo falso compartilhado por 
pessoas que acreditavam na veracidade da informação.
 Má informação: conteúdo baseado na realidade, mas usado 
para causar danos a uma pessoa, país ou organização.
Mercado: tendências e possibilidades
 Além disso, cabe reforçar que não precisa ser necessariamente produzido por um 
jornalista formado.
 Qualquer pessoa em qualquer parte do planeta atualmente consegue publicar um conteúdo 
aparentemente noticioso, ainda que não tenha qualquer base de procedimento, técnica ou 
ética jornalística. 
Mercado: tendências e possibilidades
Panorama geral do mercado de revista e livro-reportagem – situação atual
 É diante desse cenário não muito favorável que o jornalismo tem sobrevivido e lutado para se 
manter e resgatar sua credibilidade. 
 E justamente são esses os motivos que têm levado o mercado de revistas e editorial a 
ganhar impulso nos últimos anos.
 É isso mesmo: a internet e as mudanças provocadas pela era digital na produção e no 
consumo de conteúdo jornalístico abriram novas possibilidades para o jornalismo atual.
 A celeridade com que as notícias são publicadas em veículos 
tradicionais, como jornais, emissoras de rádio e televisão e 
mesmo portais de notícias na internet, revelou a necessidade 
de investimento em produtos mais completos e com maior 
profundidade informativa, como revistas e livros.
Mercado: situação atual
A situação com relação aos impressos:
 O Índice Verificador de Comunicação (IVC) identificou uma queda de circulação tanto nas 
edições impressas (38,9%) quanto nas digitais (de 24,7%) em 2020.
 Esses números podem ser explicados pelo novo comportamento do leitor e pela maior oferta 
de informações.
 “Acredito que esse recuo, tanto no impresso quanto no digital, 
é reflexo do ambiente atual em que a informação circula de 
forma rápida e superficial. As pessoas estão perdendo o hábito 
de aprofundar a leitura. O desafio atual é resgatar o saudável 
hábito da leitura, com publicações interessantes e 
segmentadas” (Huertas, 2021).
Mercado: situação atual
Fabio Carvalho, CEO do Grupo Abril, em entrevista para Huertas (2021), afirma que:
 “Especialização e tradição geram confiança, e a confiança na informação que se consome é 
o grande produto de luxo do mundo da comunicação digital. Postar é fácil, qualquer um faz. 
Mas divulgar um fato, e ter esse fato recebido com credibilidade, é um ativo para poucos. É 
algo que precisa de nutrição e investimento constante, mas é um ativo extremamente 
valioso. A boa e velha credibilidade jornalística é o ativo mais valioso no mundo da 
comunicação digital. O resto é ferramenta e suor”.
 Neste cenário, existe hoje o entendimento de que o momento atual não é mais de 
adaptação, e sim de transformação completa.
 Na Editora Abril, o digital passou a ser o meio principal de 
divulgação, fazendo com que o formato impresso se tornasse 
um produto complementar. 
Mercado: situação atual
Para entender este mercado:
 A Editora Abril, ao lado do Grupo Globo, controla a indústria de revistas no Brasil, com 52% 
do mercado nacional. 
 Há um predomínio evidente do Grupo Abril, com sua estratégia de publicação focada em 
edições semanais e mensais.
 De acordo com a Associação Nacional de Editores de Revistas 
(Aner), das 1.262 editoras identificadas como atuantes pelo 
levantamento, 711 (56%) se autodeclaram digitais, enquanto 
551 (44%) têm como principal negócio as edições impressas, 
ainda que a maioria delas também publique on-line.
Mercado: situação atual
Os números do mercado de revista:
Entre as revistas semanais noticiosas de maior prestígio em circulação no país, estão:
 Veja.
 Quatro Rodas.
Exame.
 Vogue.
 Piauí.
 Carta Capital.
Circulação impressa caiu 28%, a digital retraiu 21% e a total diminuiu 25%.
Mercado: situação atual
Na lista das três piores quedas da versão impressa, estão: 
 Carta Capital, que perdeu 5.804 exemplares impressos (retração de 76% em relação 
a 2020); 
 Exame, que teve redução de 11.114 cópias (-44%);
 E Veja, que caiu 36% (-51.290 exemplares).
 A Veja teve no passado uma das maiores tiragens do planeta, 1 milhão de exemplares por 
semana impressos. Terminou 2021 com 92.850 cópias em papel, em média, por edição.
Mercado: situação atual
Sobre o mercado de revistas, analise as afirmativas e indique a falsa:
a) A segmentação do público leitor faz parte da própria essência do meio revista, e isso 
permanece no ambiente digital.
b) As revistas especializadas reafirmam a identidade de grupos de interesses específicos. 
c) A revista semanal de informações trata o conceito de notícia de modo mais amplo, 
restabelecendo um contexto maior.
d) O momento atual não é mais de adaptação para o meio revista, e sim de 
transformação completa. 
e) A revista ainda é o meio de comunicação que atinge o maior 
número de pessoas no Brasil.
Interatividade
Sobre o mercado de revistas, analise as afirmativas e indique a falsa:
a) A segmentação do público leitor faz parte da própria essência do meio revista, e isso 
permanece no ambiente digital.
b) As revistas especializadas reafirmam a identidade de grupos de interesses específicos. 
c) A revista semanal de informações trata o conceito de notícia de modo mais amplo, 
restabelecendo um contexto maior.
d) O momento atual não é mais de adaptação para o meio revista, e sim de 
transformação completa. 
e) A revista ainda é o meio de comunicação que atinge o maior 
número de pessoas no Brasil.
Resposta
 Embora o livro-reportagem seja um gênero cada vez mais presente na literatura brasileira, 
não há estatísticas sobre sua produção registradas na Biblioteca Nacional do Brasil e nem 
mesmo nos dados de registros da Agência Brasileira do ISBN.
 O que é evidente é que a crise enfrentada pelo mercado editorial em todo o mundo começa a 
registrar mudanças. 
 Resultado da era digital e das mudanças sociais, impactadas pelos novos hábitos criados 
após a Covid-19, o mercado literário vivencia uma fase de transformação. 
Mercado: situação atual do livro-reportagem
 Em 2022, o painel do Varejo de Livros no Brasil, produzido pela consultoria Nielson
Bookscan e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL, 2022), indicou 
crescimento de 23% nas vendas de livros em 2021 em relação ao ano anterior.
 Enquanto em 2020 foram comercializados mais de 42,5 milhões de livros, em 2021, foram 
mais de 55 milhões de exemplares, o que indica uma retomada no hábito de leitura no 
cotidiano dos brasileiros no período de pandemia e pós-pandemia.
 O aquecimento da indústria literária no Brasil se destaca na atualidade também pelo número 
crescente de títulos exportados. 
Mercado: situação atual do livro-reportagem
 A saída para a crise da indústria literária no Brasil pode estar na representatividade de 
autores e autoras, em toda sua diversidade, nuances e diferenças. 
 “O crescimento assistido no Brasil sobre o número de publicações de livros e o surgimento 
de novos autores negros é explicado a partir de editoras independentes e antirracistas, que 
impulsionam a presença de novos produtos plurais, oferecendo maior diversidade. Ou seja, a 
democratização do mercado editorial, por intermédio das pequenas editoras, corrobora para 
o bom desempenho da indústria literária no Brasil e, além disso, contribui para que haja uma 
mudança no mercado e no público pelo país” (Rosário, 2021).
Mercado: situação atual do livro-reportagem
 Dados da Associação Nacional de Livrarias (ANL) mostram que, em 2014, existiam 3.095 
livrarias no país; em 2021, eram 2.200. 
 Isso significa que, no Brasil, uma livraria encerra suas atividades a cada três dias, em média.
 Em 2023, foi a vez da Livraria Saraiva, que já tinha começado a encerrar as atividades há 
alguns anos e, em setembro, anunciou o fechamento de todas as suas lojas físicas e demitiu 
todos os funcionários. 
 O cenário, segundo especialistas, pode ser atribuído a uma 
série de fatores, como uma mudança comercial do setor, 
privilegiando outros modelos de negócio. 
 Eles apontam que a solução possa estar no investimento em 
lojas intimistas e nichadas.
Mercado: situação atual do livro-reportagem
 As revistas estão entre os principais conteúdos especializados do jornalismo.
Nascidas para suprir as demandas de diferentes públicos, sempre foram produtos pensados e 
planejados para atender aos mais diversos nichos do mercado editorial jornalístico:
 Noticiosas;
 Corporativas;
 Especializadas: revistas de games, de cultura, de moda, de celebridades, de música, de 
cinema, de jardinagem, de educação, de culinária, de móveis, de arquitetura e assim 
por diante.
 São infinitas as temáticas tratadas pelas revistas em 
circulação no país. 
 Quanto mais específica, mais a publicação exige do jornalista 
conhecimento técnico e aprofundado sobre o assunto.
Os diferentes tipos de revistas
Além de conhecer o mercado tratado pela publicação, o profissional de imprensa precisa:
 entender o que está acontecendo naquele cenário específico para definir pautas;
 conhecer fontes qualificadas e personagens interessantes em cada uma delas.
 Risco: se “debruçar” sobre um assunto desatualizado ou já amplamente explorado e que não 
gere interesse do público leitor.
 Outra questão importante a ser reforçada é a linguagem 
adotada nas publicações especializadas. 
 Cada uma tem linguagens e termos específicos, típicos do 
segmento principal da revista.
Os diferentes tipos de revistas
Quatro Rodas
 A publicação tem investido na plataforma digital para garantir a preferência de leitores mais 
jovens, atraindo a atenção de quem ama carros. 
 Na internet, apesar de seguir com uma linguagem especializada, o veículo dispõe de 
reportagens mais noticiosas, que estimulam o interesse de diferentes públicos e abordam 
assuntos como preços, tendências de mercado, novidades e performances de veículos, o 
que atrai também os curiosos. 
 Criada há mais de 60 anos, Quatro Rodas foi lançada em 
agosto de 1960 e é uma revista de periodicidade mensal 
publicada pela Editora Abril. A publicação aborda temas 
relacionados a automóveis e derivados da indústria 
automotiva. Foi a primeira revista de automóveis do mercado 
editorial brasileiro.
Os diferentes tipos de revistas: exemplo – Quatro Rodas
 Assim como a Quatro Rodas, há em circulação no mercado centenas de 
revistas especializadas.
 Desenvolvidas para agradar e atender à demanda de um público específico, com 
interesses específicos. 
 Entre essas revistas, podemos destacar publicações sobre cinema, arte e cultura, moda, 
esportes, saúde e bem-estar, história e ciência. 
 Vale destacar que, por tratarem de assuntos específicos e 
serem consumidas por pessoas que gostam dessas temáticas 
– e que, portanto, acompanham de perto esses segmentos –, 
essas publicações exigem do profissional de imprensa um 
conhecimento aprofundado da área, assim como suas 
especificidades e linguagens típicas. A mesma regra é válida 
para as publicações disponibilizadas na internet.
Os diferentes tipos de revistas
 Especialização é o caminho 
no segmento das revistas. 
Os diferentes tipos de revistas
Fonte: Saúde e Bem-estar, nº 346, de fevereiro de 2024. Disponível em: 
https://saudebemestar.com.pt/. Superinteressante, edição 460, publicada em 
fevereiro de 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/superarquivo/460/.
 Especialização é o caminho 
no segmento das revistas. 
Os diferentes tipos de revistas
Fonte: Capa de fevereiro de 2024, de número 1508, da revista Placar. Disponível em: 
https://placar.com.br/placar/endrick-alan-patrick-crise-na-cbf-e-mais-os-destaques-da-placar-de-fevereiro/.Capa de janeiro de 2024, Edição Especial de Colecionador. Disponível em: 
https://placar.com.br/placar/edicao-dos-campeoes-placar-de-janeiro-celebra-os-vencedores-de-2023/.
 Especialização é o 
caminho no segmento 
das revistas. 
Os diferentes tipos de revistas
Fonte: Capa de fevereiro de 2024, edição número 90 da Você RH. Disponível em: 
https://vocerh.abril.com.br/edicoes/90//. Capa de fevereiro de 2024, edição 
número 309 da Você S/A. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/edicoes/309/.
 Os livros-reportagens seguem caminho semelhante ao das revistas. 
 As mudanças nas redações e o consequente aumento de número de obras literárias 
jornalísticas estimularam profissionais da imprensa a explorar assuntos cada vez 
mais específicos.
 A dinâmica é diferenciada, e o processo de produção surge da oportunidade de desenvolver 
um assunto de uma forma ainda muito mais profunda e detalhada do que em um texto de 
revista, o que seria consequência de um trabalho iniciado muitas vezes em uma redação, 
por exemplo.
Função do livro-reportagem:
 A preocupação do jornalismo literário, então, é contextualizar a 
informação da forma mais abrangente possível, o que seria 
muito mais difícil no exíguo espaço de um jornal. Para isso, é 
preciso mastigar as informações, relacioná-las com outros 
fatos, compará-las com diferentes abordagens e, novamente, 
localizá-las em um espaço temporal de longa duração. 
Livro-reportagem
 O livro-reportagem nada mais é do que um arquivo vivo, que oferece a possibilidade de 
preencher um vazio deixado em algum momento na história social. 
 E essas histórias estão por toda parte, buscando alguém que se disponha a ouvi-las e tenha 
a iniciativa de cruzar os dados históricos para a fundamentação escrita para, 
então, contá-las. 
 De biografia a romances, os livros-reportagens no Brasil têm temática variada. 
 Dica: leitura de obras de referência nesta área, como os livros-
reportagens de Caco Barcelos, Fernando Moraes, Daniela 
Arbex, Eliane Brum etc.
Livro-reportagem
Em relação ao mercado de revista no Brasil, leia as afirmações abaixo e assinale a falsa:
a) É preciso atentar para a necessidade de manter a publicação atualizada, analisando os 
temas de interesse do público, mas sempre sob a perspectiva da segmentação.
b) O processo de segmentação é influenciado pelo marketing e acontece em função da 
necessidade de se agrupar os consumidores por interesses afins.
c) Cada vez mais, a tendência é focar em grupos mais restritos, mas que garantam altos 
números de audiência para as publicações, sejam elas impressas ou digitais.
d) Os tipos de segmentação mais comuns são por gênero, 
idade, localização geográfica e tema, além das análises 
psicográficas, nas quais se consideram também os estilos de 
vida das pessoas.
e) Para o jornalista, as revistas especializadas podem ser uma 
importante frente de trabalho, desde que ele entenda a 
necessidade de especialização em determinado assunto.
Interatividade
Em relação ao mercado de revista no Brasil, leia as afirmações abaixo e assinale a falsa:
a) É preciso atentar para a necessidade de manter a publicação atualizada, analisando os 
temas de interesse do público, mas sempre sob a perspectiva da segmentação.
b) O processo de segmentação é influenciado pelo marketing e acontece em função da 
necessidade de se agrupar os consumidores por interesses afins.
c) Cada vez mais, a tendência é focar em grupos mais restritos, mas que garantam altos 
números de audiência para as publicações, sejam elas impressas ou digitais.
d) Os tipos de segmentação mais comuns são por gênero, 
idade, localização geográfica e tema, além das análises 
psicográficas, nas quais se consideram também os estilos de 
vida das pessoas.
e) Para o jornalista, as revistas especializadas podem ser uma 
importante frente de trabalho, desde que ele entenda a 
necessidade de especialização em determinado assunto.
Resposta
 O texto em revista é um estilo jornalístico, assim como o jornalismo é um estilo 
de comunicação.
 No entanto, cada revista vai ter seu estilo. 
 O mesmo acontece com o jornalista. Pensando um pouco mais sobre o estilo do texto em 
revista, é possível dizer que ele combina objetividade com narrativa literária. 
 Obviamente, o estilo também está vinculado ao tempo, ao espaço e à interpretação que o 
autor dá às suas experiências, leituras e toda a sua relação com o que o cerca.
Características do texto em profundidade
 Outra característica marcante, principalmente quando pensamos nas revistas semanais de 
informação, é que elas assumem mais declaradamente seu papel de formadoras de opinião.
 Se temos mais tempo para informar, analisar e interpretar o fato, podemos deduzir que 
também temos mais tempo e espaço para raciocinar. 
 Por mais que haja um editor determinando o tom, temos que reconhecer que raciocinar é 
uma atividade pessoal. 
 Portanto, temos de pensar que assinar uma matéria é como assinar um cheque.
Características do texto em profundidade
 Questão importante sobre a atuação no jornalismo de revista:
 A revista geralmente tem uma linha editorial, o que vai limitar a questão da angulação 
do texto. 
 Porém, é inegável que a matéria indique uma tendência, provavelmente vinculada às ideias 
de quem a escreveu. 
 Um detalhe importante é que a linha editorial da revista acaba sendo absorvida de forma 
automática pelo jornalista, meio que por “osmose”.
 Depois de algum tempo explorando determinado título, pode-
se perceber de forma automática a preferência dos editores (e, 
claro, dos leitores), sendo possível saber o que pode ou não 
pode ser feito.
 Voltando à questão do texto, é interessante perceber como a 
revista semanal de informações se apropria de técnicas 
literárias, aproximando-se mais da literatura do que qualquer 
outro meio jornalístico impresso. 
Características do texto em profundidade
 É preciso padronizar e racionalizar, para tanto, é necessário entender que isso decorre 
justamente de ter de ser mais criterioso no processo de informação. 
 Sem critérios, tudo seria muito confuso.
 A maior prova disso são os manuais de redação e estilo, que orientam os profissionais 
dos veículos. 
 Mas, ao seguir essas normas, o jornalista não deve esquecer 
que cada matéria deve repercutir um ponto de vista genérico 
sobre o assunto, que poderíamos chamar de tendência. 
 É claro que isso, muitas vezes, aparece de forma velada. Ou 
seja, mesmo que não se defenda abertamente uma posição, é 
fácil perceber que existe uma intenção de suscitar ou mesmo 
induzir determinada opinião. 
Características do texto em profundidade
Fátima Ali (2015) aponta uma estrutura clássica para o texto em revista:
 Abertura: começa com uma história, um exemplo, a descrição de uma cena e, mais 
raramente, um diálogo.
 Ponte: texto de transição ou passagem, um parágrafo que amplia a proposta do título de 
abertura e, de forma resumida, diz ao leitor qual a razão de ser dessa matéria.
 Desenvolvimento: uma série lógica de parágrafos relacionados que forma o corpo 
da matéria.
 Final: algo especial guardado para o último parágrafo.
 Vale ressaltar, no entanto, que não é preciso necessariamente 
seguir essa estrutura. Ela serve de base para compreender 
melhor o desenvolvimento do texto. 
Características do texto em revista
Ali (2015) ainda cita a possibilidade de empregarmos as seguintes técnicas textuais:
 Pirâmide invertida: os assuntos são apresentados em ordem descendente de importância e 
têm três partes principais – abertura, fundamentos da abertura e informação.
 Estrutura cronológica: importante para alguns tipos de matéria, como as que envolvem a 
cobertura de eventos. A fórmula tem os seguintes elementos: abertura sintética, transição 
para o relato cronológico, relato cronológico e final sintético.
 Narrativa: é indicada por tornar um assunto árido mais agradável de ler.
Característicasdo texto em revista
Técnicas textuais (continuação):
 Estrutura compartimentada: aqui, olho e abertura introduzem o tema geral e cada uma das 
partes é tratada individualmente. No exemplo citado por Fátima Ali, poderia ser uma matéria 
sobre o impacto da recessão econômica sobre quatro indivíduos diferentes.
 Pergunta e resposta: ideal quando se abordam assuntos complexos, como no caso de se 
explicar uma nova legislação.
 Flashback: como num filme, você pode apresentar os fatos e 
voltar no tempo para mostrar os porquês.
Características do texto em revista
 Ainda que nas revistas especializadas a linguagem e aprofundamento de dados seja mais 
evidente, nas revistas de informação geral, a narrativa do texto também não segue a forma 
tradicional dos veículos factuais diários.
 Numa revista, não vemos fórmulas de redação rígidas – se comparadas, por exemplo, às 
fórmulas de redação de um jornal. 
 A estrutura do texto recupera a organização do discurso em tópicos frasais 
e documentações. 
 Como ocorre indiscriminadamente com as revistas, trata-se de 
abordar o assunto e não o fato; este fica por conta dos jornais 
e, hoje, do rádio e da televisão, quando o controle social 
o permite.
Características do texto em revista
Texto em revista
 Exige um tratamento adequado, seja no aprofundamento dos temas abordados, seja na 
forma de apresentá-los.
 Daí a necessidade de o jornalista ser provido de substancial capacidade de 
expressão textual.
 É importante lembrar ainda que, enquanto o jornal diário usa 
em seu proveito a tradição, as revistas preocupam-se com sua 
contemporaneidade e atualidade. 
 Por essa razão, as revistas, como produtos, não se obrigam a 
registrar ocorrências que não se enquadrem em seu apelo e 
em seu leitor-alvo.
Características do texto em revista
 O planejamento editorial de uma revista envolve ritmo gráfico, visual e sentido das palavras.
Segundo Nilson Lage (2014), as revistas podem ser classificadas em três grupos: 
 Ilustradas;
 de informação geral;
 especializadas.
O planejamento de publicações
 A matéria-prima jornalística tende a ser acondicionada na revista como elemento de um 
espetáculo e um discurso moral que é a própria publicação. 
 “Recursos que seriam rotulados como impróprios em jornal adquirem viabilidade na revista. É 
o caso das poses e montagens fotográficas ingênuas (a artista cortando bifes na cozinha, o 
galã fazendo cara de surpresa ao sair do chuveiro, enrolado na toalha)” (Lage, 2014).
 Também pelo mesmo motivo, a revista não se obriga a registrar ocorrências 
jornalisticamente notáveis que não se enquadrem em seu apelo, em sua intenção de leitura. 
 Pode assumir claramente, diante dos fatos do mundo, atitudes 
críticas, compungidas, comovidas, de distanciamento 
ou entusiasmo.
O planejamento de publicações
O planejamento editorial de uma revista envolve questões como:
 o ritmo (gráfico, visual, semântico);
 a sustentação do interesse;
 e a produção de uma capa em que os fatores de atração se aproximam mais da preparação 
de uma embalagem do que do simples julgamento de importância jornalística.
Revistas ilustradas:
 a palavra escrita é com frequência mera acompanhante – necessária, porém discreta – da 
exposição fotográfica. 
 É por causa da imagem que uma foto é selecionada e é pelo 
impacto causado por ela que se produz muitas vezes 
uma matéria. 
 A técnica é audiovisual, como a do cinema ou da TV. 
O planejamento de publicações
 Quando se fala em capa de revista, é impossível não 
mencionar as fotos. 
 A produção das capas deve ser uma das maiores 
preocupações no planejamento de uma edição.
 Deve ter atrativos não apenas a partir de um julgamento 
meramente jornalístico ou de importância jornalística, mas 
deve ter apelo e impacto visual. 
 É o mesmo o que ocorre com as matérias nos magazines de 
informação geral: trata-se de abordar o assunto, não o fato.
O planejamento de publicações
Fonte: capa da revista Planeta, número 530, de maio de 
2017, em que a revista concorreu entre “as capas do ano”. 
Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/planeta-
concorre-a-melhor-capa-de-revista-do-ano/. 
 A capa também é um item fundamental no planejamento do livro-reportagem.
 Mas o dimensionamento do projeto é totalmente diferente e exigirá níveis de informação 
distintos – como no prazo de execução e nos recursos necessários para o desenvolvimento 
de cada um.
 Enquanto a revista tem uma periodicidade e pode ter uma temática abordada em diferentes 
ângulos em mais de uma edição, o livro-reportagem disseca toda a informação colhida ao 
longo de meses ou mesmo anos em um único produto. 
 É, portanto, um projeto que exige uma grande quantidade de 
informações e um planejamento longo.
O planejamento de publicações: capa livro-reportagem
Como afirma Marília Scalzo, em seu livro Jornalismo de revista, não há manual de redação 
detalhado e específico para quem trabalha em revistas, até porque o tipo de linguagem varia 
muito de uma publicação para outra. Contudo, refletindo sobre o texto em revista, podemos 
afirmar que:
a) É possível trabalhar com um estilo de texto único para públicos distintos, desde que os 
textos atendam às especificidades do estilo magazine.
b) É preciso estabelecer um plano do que se vai escrever e depois procurar as melhores 
palavras, frases e reescrevê-las quantas vezes for necessário ou possível. Afinal, 
precisamos de um texto mais bem trabalhado.
c) É aceitável usar lugares-comuns no texto de revista.
d) Deve-se tratar o texto jornalístico como uma criação pessoal, 
intocável e intransferível. 
e) Deve-se adotar títulos de textos que simplesmente noticiem 
fatos.
Interatividade
Como afirma Marília Scalzo, em seu livro Jornalismo de revista, não há manual de redação 
detalhado e específico para quem trabalha em revistas, até porque o tipo de linguagem varia 
muito de uma publicação para outra. Contudo, refletindo sobre o texto em revista, podemos 
afirmar que:
a) É possível trabalhar com um estilo de texto único para públicos distintos, desde que os 
textos atendam às especificidades do estilo magazine.
b) É preciso estabelecer um plano do que se vai escrever e depois procurar as melhores 
palavras, frases e reescrevê-las quantas vezes for necessário ou possível. Afinal, 
precisamos de um texto mais bem trabalhado.
c) É aceitável usar lugares-comuns no texto de revista.
d) Deve-se tratar o texto jornalístico como uma criação pessoal, 
intocável e intransferível. 
e) Deve-se adotar títulos de textos que simplesmente noticiem 
fatos.
Resposta
 É claro que a era digital gerou novos desafios a serem enfrentados para os segmentos de 
revista e livro-reportagem. 
 Os dois gêneros, que têm como base o jornalismo em profundidade, algo que exige tempo, 
pesquisa, investimento e planejamento de médio a longo prazo, se viram desafiados pela 
tendência do consumo de notícias instantâneas e superficiais, de fácil produção e 
distribuição ampla pela internet.
 No entanto, a agilidade dos tempos contemporâneos revelou a 
necessidade de produtos complexos, com análises 
comparativas mais aprofundadas e que demandam grande 
trabalho de pesquisa de campo e documental. 
 Ainda que os tempos modernos sejam velozes, há espaço 
para o jornalismo investigativo e interpretativo, que “se 
debruça” em histórias de fôlego, explorando o que muitos 
veículos não conseguem fazer na rotina do dia a dia.
As revistas no ambiente digital
 E é justamente essa lacuna que tem impulsionado nas últimas décadas os mercados 
editoriais das revistas e dos livros-reportagens.
 Além disso, ambos os segmentos desenvolveram formas de aproveitar as novas tecnologias, 
tanto no quesito de distribuição – com a criação de produtos exclusivos e diferenciados para 
os veículos impressos e digitais –, como de novos formatos – como perfis e canais interativos 
nas redes sociais, para explorarnovas linguagens e formatos.
 Vamos ver alguns exemplos...
As revistas no ambiente digital 
As revistas no ambiente digital 
Print do site da revista Capricho, que pode ser acessada 
no endereço eletrônico: https://capricho.abril.com.br/. 
Acesso em: 16 fev. 2024.
 Nos anos 2000, a publicação passou a utilizar a internet como uma nova plataforma de 
interação com seus leitores e também as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e 
YouTube) à medida que foram surgindo.
 Em 2014, após inúmeras alterações em sua periodicidade, a revista voltou a ser mensal.
 Em 2 de junho de 2015, após profundas mudanças na empresa, a editora retirou a revista de 
circulação, e ela passou a existir somente em seu portal na internet, sem a versão impressa.
As revistas no ambiente digital 
 Algumas revistas mais tradicionais, como a Veja, contam com podcasts e vídeos com 
entrevistas exclusivas e interativas. 
 A proposta é chamar a atenção do leitor e fazer com que o público consuma os novos 
formatos dos conteúdos produzidos pela equipe de jornalismo e possa interagir com eles. 
 Os vídeos ficam disponibilizados na seção Ponto de Vista e são transmitidos ao vivo, às 
terças, sempre às 14h, no canal do YouTube, no Facebook e no site da Veja. 
 Já os podcasts ficam em uma aba exclusiva e trazem assuntos 
variados e pertinentes da semana. Ao todo, são três podcasts
produzidos pela revista: Os Três Poderes, Funcionário da 
Semana e Traumann Traduz, que podem ser acompanhados 
pelo site da Veja, assim como em plataformas audiovisuais, 
como Spotify, Deezer, iTunes e YouTube.
As revistas no ambiente digital 
 Outro exemplo de como as revistas se adaptaram e mudaram sua linguagem e formatos, 
desenvolvendo conteúdos para as redes, é a esportiva Placar. 
 A magazine, que tem como alvo os amantes do futebol, mantém sua versão impressa, mas 
sabe investir e inovar quando o assunto é digital. 
 A Placar tem perfis em grande número de redes. Ao todo são oito: X, Threads, Instagram, 
Facebook, YouTube, TikTok, Kwai e até LinkedIn.
As revistas no ambiente digital 
As revistas no ambiente digital 
Capas de versões impressas da revista Placar no 
site da revista, no endereço eletrônico: 
https://placar.com.br/. Na parte inferior do site, há 
ícones com links para as redes sociais da revista.
As revistas no ambiente digital 
Fonte: https://br.linkedin.com/company/placartv
As revistas no ambiente digital 
Fonte: 
https://kwai.c
om/@revista
placar
 É importante reforçar que mais do que a adaptação dos conteúdos às tendências da era 
digital, é a interação o que mais chama a atenção nessas mudanças. 
 Isso porque não se trata apenas de formato, mas de se comunicar da forma correta com o 
público-alvo.
 Possibilidades transmídia!
As revistas no ambiente digital 
 Transmídia é uma estratégia que recorre a diferentes meios para transmitir conteúdos que 
pertencem a um mesmo universo e que se complementam entre si.
 Cada plataforma de mídia utilizada deve contribuir de maneira distinta para a compreensão 
da história. 
 Dessa forma, cada pedaço da narrativa transmídia (NT) precisa ser planejado para que 
funcione como ponto de acesso à narrativa central, oferecendo novas informações, sem 
repetições ou redundâncias. 
 Além disso, ao mesmo tempo em que as partes são 
complementares, deve ser possível acessá-las de forma 
independente.
As revistas no ambiente digital 
 No caso de livros-reportagens, o que mais chama a atenção é a redução do custo da 
publicação e da distribuição das obras.
 Antes, os livros necessariamente tinham que ser impressos e distribuídos para livrarias em 
todo o país, o que gerava um custo de impressão e envio extremamente exorbitantes.
 Atualmente, plataformas como Wattpad, Livrorama, Clube de Autores, Livro Digitais, Escrytos 
e até o Kindle Direct Publishing impulsionaram o mercado editorial, facilitando o acesso de 
novos autores, que agora conseguem expor seus trabalhos e torná-los acessíveis aos 
leitores e editores. 
 Não à toa, essas plataformas acabaram dando visibilidade 
para novos autores, que ganharam uma chance na indústria 
literária tradicional. 
Livro-reportagem no ambiente digital 
 As redes sociais literárias acabaram, então, sendo uma alternativa não apenas para a 
produção de livros, como também para a distribuição de obras que até então eram barradas 
ou que tinham dificuldade de aprovação nas editoras tradicionais. 
 Esse cenário impulsionou autores dos mais diversos segmentos, mas também se mostra 
como uma oportunidade para jornalistas que desejam seguir o caminho da reportagem 
em livro.
 Por outro lado, tão importante quanto, as plataformas de leituras também têm impulsionado 
o mercado. 
 Isso significa que projetos menores, autorais, que, muitas 
vezes, não têm patrocínio ou são financiados pelas pequenas 
editoras, encontraram nas plataformas digitais de leitura uma 
grande oportunidade de suas obras chegarem às mãos, ou 
melhor, aos olhos de seus leitores. Entre elas, estão Livrh, 
Kobo, Skeeko, Wattpad, Aldiko Next, EbookDroid, 
entre outras. 
Livro-reportagem no ambiente digital 
 Além das redes sociais, as revistas digitais e os e-books podem explorar outros recursos que 
tornam as publicações ainda mais interativas. 
 É uma tendência cada vez mais real e que exige dos profissionais de jornalismo um novo 
olhar e uma nova postura diante da notícia, que agora pode ser explorada e trabalhada de 
diferentes formas estratégicas para atingir o público, apresentando-as em diferentes 
formatos, sem limitações de tempo e espaço e com recursos muito mais acessíveis.
 Projetos autorais ganharam impulso e visibilidade em 
plataformas digitais e independentes, fazendo com que o 
jornalista explore novos espaços e possibilidades de atuação 
em diversas funções e segmentos nas últimas décadas.
 Produção de reportagens para livros ou mesmo no 
desenvolvimento de revistas eletrônicas direcionadas a 
diferentes públicos e publicadas em portais ou divulgadas 
nas redes.
Considerações finais
 Portanto, mais do que estar atento às tendências, o jornalista deve estar preparado para as 
novas exigências do mercado. 
 É preciso ter percepção e conhecimento necessário para aproveitar as novas oportunidades 
que têm se apresentado ao segmento. 
 Para isso, estudo, treinamento e qualificação podem ser bons caminhos a 
serem perseguidos.
Considerações finais
Sobre a classificação das revistas, assinale a alternativa que apresenta uma 
afirmação incorreta:
a) Nas revistas ilustradas, o texto, ainda que obrigatório, deve ser tratado como 
“acompanhante”, “acessório”. A seleção e a produção terão como base o material 
fotográfico.
b) Nas revistas especializadas, a categorização do público e do assunto preside a 
organização estilística.
c) Nas revistas de informação geral, o principal diferencial é que 
se deve abordar o assunto e não o fato em si, uma vez que 
este é o foco dos outros meios.
d) Na produção das revistas, é imprescindível considerar a 
questão da classificação, uma vez que o ideal é que as 
publicações atenham-se às características do seu segmento.
e) Nas revistas de informação geral, o mais importante hoje é 
valorizar as edições impressas.
Interatividade
Sobre a classificação das revistas, assinale a alternativa que apresenta uma 
afirmação incorreta:
a) Nas revistas ilustradas, o texto, ainda que obrigatório, deve ser tratado como 
“acompanhante”, “acessório”. A seleção e a produção terão como base o material 
fotográfico.
b) Nas revistas especializadas, a categorização do público e do assunto preside a 
organização estilística.
c) Nas revistas de informação geral, o principal diferencial é que 
se deve abordar o assunto e não o fato em si, uma vez que 
este é o foco dos outros meios.
d) Na produção das revistas, é imprescindível considerar a 
questão da classificação, uma vez que o idealé que as 
publicações atenham-se às características do seu segmento.
e) Nas revistas de informação geral, o mais importante hoje é 
valorizar as edições impressas.
Resposta
 ABRIL, Editora. A revista do Brasil. São Paulo: Editora Abril, 2000. 
 ALI, Fátima. A arte de editar revistas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2015.
 ALVES, M. A. S.; MACIEL, E. R. H. O fenômeno das fake news: definição, combate e contexto. 
Internet & Sociedade, v. 1, n. 1, fev. 2020. Disponível em: http://tinyurl.com/3k385x8w. Acesso 
em: 11 jan. 2024.
 HUERTAS, Carolina. Transformação e desafios: qual o futuro das revistas? Meio e Mensagem, 
2021. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/midia/transformacao-e-desafios-
qual-o-futuro-das-revistas. Acesso em: 14 nov. 2023.
 LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de 
Janeiro: Record, 2001. 
Referências
 LAGE, Nilson. Conceitos de jornalismo e papéis sociais atribuídos aos jornalistas. Pauta 
Geral – Estudos em Jornalismo, 1(1), 20-25, 2014. Disponível em: 
https://revistas.uepg.br/index.php/pauta/article/view/6080. Acesso em: 20 out. 2023.
 OS 7 TIPOS de desinformação. Foca nas Mídias, [s.d.]. Disponível em: 
http://tinyurl.com/39r77t4w. Acesso em: 11 jan. 2024. 
 ROSÁRIO, Fernanda. Editoras independentes aceleram o crescimento de publicações de 
pessoas negras. Alma Preta, 2021. Disponível em: 
https://almapreta.com.br/sessao/literatura/editoras-independentes-aceleram-o-crescimento-
de-publicacoes-de-pessoas-negras/. Acesso em: 28 nov. 2023.
 SCALZO, Marília. Jornalismo de revista. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2013.
 UNESCO. Institute for Statistics. Book. Disponível em: 
http://www.uis.unesco.org/ev.php?ID=5096_201&ID2=DO_TO
PIC. Acesso em: 6 fev. 2024.
Referências
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