Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER 
ESCOLA SUPERIOR POLITÉCNICA 
ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA 
HIDROLOGIA 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE BACIA HIDROGRÁFICA 
RIO PARAMIRIM BA 
 
LEANDRO RIBEIRO BRITTO 
PROF CARINA PEDROZO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SALINAS -MG 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
INTRODUÇÃO 
 
Os estudos hidrológicos são necessários para analisar uma área a qual se 
pretende implementar um projeto de engenharia, como: obras de drenagem, obras de 
saneamento, rodovias, ferrovias, ampliações de cidades entre outros. A partir destes 
estudos, é possível quantificar e analisar as águas superficiais de uma determinada 
região, definir trajetos e minimizar movimentações de terra, rebaixamento de lençol 
freático, associação a projetos geotécnicos e obras de contenção, Assim como 
implementar politcas de desenvolvimento sustentavel, a criação de obras de fomento ao 
desenvolvimento das mais variadas atividades economicas, que depedendem do uso da 
agua, que promovam melhorias siginficativas na qualidade de vida e saude da população 
em geral, bem como a mediação de conflitos locais pelo uso racional da água, otimização 
e modernização de todo aparato de sistemas hidraulicos instalados ao longo da bacia 
hidrografica, e que fazem uso da mesma, sejam elas para fins de armazenamento, 
tratamento e distribuição, bem como a implementação de novas obras. Enfim que 
garantam o uso racional e segurança hidrica e sustentavel dos recursos naturais, daquela 
dada bacia hidrologica, garantindo o desenvolvimento e preservação do meio ambiente. 
O presente trabalho, tem como objetivo, apresentar um estudo hidrologico sobre a 
bacia do Rio Paramirim – Ba, afluente importante integrado a grande Bacia São Francisco, 
localizada no Estado da Bahia entre as coordenadas 12° 30’ e 13° 30’ de Latitude Sul e 
41° 52’ e 42° 52’ de Longitude Oeste (Figura 1), à margem direita do médio São Francisco. 
Tem como divisores a oeste a bacia do rio Onofre, a norte o vale do rio São Francisco e 
leste as bacias dos rios Jacaré e Verde. Sendo este estudo desenvolvido em sua primeira 
fase respectivamente: a partir da sua caracterização Fisiografica, onde detalharemos 
seus principais dados cartográficos e de georefenciamento. Dados detalhados sobre as 
principais características físicas: Área de drenagem; Comprimento do rio principal; 
Declividade média do rio principal; Densidade de drenagem; Desnível; Influência os 
fatores hidrológicos e meteorológicos. Sequencialmente suas características geológicas 
e climáticas: Principal tipo de solo; Ocupação da Bacia hidrográfica (cidades, 
reservatórios, agropecuária); Principal tipo de clima, relação direta com a infiltração, 
armazenamento da água no solo e características agro-climáticas da bacia pelo tipo de 
precipitação, cobertura vegetal e evapotranspiração. 
 
 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
Em um segundo momento deste estudo abordaremos então o Regime Hidrológico 
desta bacia, onde veremos, seus dados de Regime de Cheia e Seca, dados de Vazao 
media, Obras hidráulicas que alteram ou podem alterar o regime hidrológico natural do 
rio (barragem, captação de água, canal de adução). E diga-se passagem abriremos aqui 
um parenteses para abordar tambem, mesmo que, de forma superficial algumas ações 
que já estão propostas para melhorias do uso sustentavel desta bacia, e a mediacao de 
um grande conflito existente nessa regiao relacionado ao uso dos recursos da mesma no 
que tange a regulação de vazões, recarga do sitema e a garantia da segurançao hidrica 
na região, envolvendo, atores locais, orgãos públicos de planejamento e gestão de 
recursos hidricos em geral, que foram propostas, a partir da criação de um comite de 
gestão dessa bacia, melhorias estas, que foram consolidadas, atraves do PLANO DE 
RECURSOS HIDRICOS e PROPOSTAS DE ENQUADRAMENTO das bacias dos 
Hidrograficas dos Rios Paramirim e Santo Onofre, e principalmente pela NOTA TÉCNICA 
Nº 13/2021/COMAR/SRE Documento no 02500.042681/2021-19, publicada pela ANA- 
Agencia Nacional de Aguas que cria um Marco Regulatório, estabelecendo condições de 
uso dos recursos hídricos no sistema hídrico Zabumbão, principal obra de regulação 
hidrica e armazenagem. Mais uma vez resalto que embora essa abordagem se faça um 
pouco superficial dado, a magnitute e profundidade que envolve este contexto, para não 
nos deixar sair do estudo principal desse trabalho, cabe aqui um capitulo a parte sobre 
esta tema, dentro deste estudo, tema este que sera ampliado e tratado com mais 
profundidade, ao tratarmos da conclusão final deste estudo, que, conforme foi solcitado 
em seu escopo pede: verificaremos ou validaremos a posibilidade de implatação de obras 
de engenharia viaveis para esta Bacia, tendo em vista que, tal tema remonta nossas 
alusões conclusivas convergindo para o mesmo ponto do qual elaboraremos no nosso 
parecer. Relembrando que mesmo ao final deste estudo, não pretendemos aqui esgotar 
o plano de discusões sobre o tema ,uma vez que, tais cosiderações visam ampliar o 
entendimento da importância do estudo hidrológico e suas importantes considerações 
para melhorias siginificativas na vida da sociedade como um todo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
HORIZONTE TEORICO 
 
Para melhor embasamanto e compreensão, levamos em consideração, alguns 
horizontes teóricos que possam nos dar, maior entendimento sobre o tema estudado e a 
sua correlação com os objetivos propostos para este estudo. 
Ao delinearmos o conceito de Bacia Hidrográficas, temos então que: A bacia 
hidrográfica é definida como uma área de captação natural da água da precipitação que 
faz convergir os escoamentos para um único ponto de saída, seu exutório. É composta 
basicamente de um conjunto de superfícies vertentes e de uma rede de drenagem 
formada por cursos d’água que confluem até resultar um leito único no exutório 
(SILVEIRA, 2001), funcionando como um sistema aberto onde qualquer acontecimento 
que ocorra na bacia hidrográfica, repercutirá, direta ou indiretamente nos rios, 
configurando-se numa unidade espacial de análise ideal para estudos geomorfológicos e 
ambientais. A partir emprego do análise geográfica nos permite estabelecer critérios para 
a identificação, comparação e classificação das unidades da paisagem. Essa abordagem 
permite compreender a organização da paisagem e inferir sobre o comportamento de 
outros parâmetros como as características climáticas, os atributos dos solos e as 
distribuições da vegetação e habitats, o que possibilita ao pesquisador e aos planejadores 
uma visão integrada e sistêmica dos diversos componentes, processos e interações 
presentes na paisagem, e assim estabelecer conteudos, processos, procedimentos e 
intervenções aplicados a aquela região ou bacia. 
Ao realizarmos uma analise Fisiografica da bacia, alem dos levantamentos de 
praxe como, mome da bacia, sua localização georefrencial e a delemitação da area de 
estudo, alguns paramentros são essensiais para real caracterização e analise, a exemplo, 
do índice de forma, índice de circularidade, hierarquia fluvial, densidade de drenagem e 
hidrográfica, elevação e declividades do relevo. Dados estes, a exemplo: do perímetro; o 
fator de forma e índice de circularidade, importantes na estimativa do tempo a partir da 
precipitação que seja necessário para que a água dos limites da bacia contribua com o 
rio principal; a hierarquia fluvial, sendo considerado o primeiro passo para a realização 
das análises fisiográficos, pois facilita e torna mais objetivo tais estudos; a densidade 
hidrográfica, importante porque representaa capacidade de gerar novos cursos d’água 
de determinada área; a densidade de drenagem reveste-se de importância devido a duas 
principais funções: é resposta aos controles exercidos pelo clima, vegetação, litologia e 
outras características da área drenada, e é fator que influência o escoamento e o 
transporte sedimentar na bacia de drenagem. 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
Outro fator importante também, destaca-se o comprimento do rio principal, e o 
padrão de drenagem, que a partir de suas análises, é possível interpretar a natureza dos 
terrenos, a disposição das camadas e das linhas de falhamento, e os processos fluviais e 
climáticos predominantes, nos permitindo afirmar que: dada a orientação da bacia, esta 
define, a direção geral para qual a declividade está exposta, que por sua vez que tem 
relação importante com os processos hidrológicos: escoamento superficial, infiltração, 
umidade do solo e tempo de concentração da água nos canais de drenagem. 
A partir do apuramentos destes dados podemos então realizar uma analise 
morfometrica da mesma, lembrando que: O estudo da morfometria da superfície terrestre 
visa compreender a conformação geomorfológica e a configuração da paisagem, na 
quantificação das partes físicas da bacia hidrográfica, que refletem na hidrologia formada 
sob condições geográficas e climáticas similares. A caracterização morfométrica indica a 
dessecação da paisagem mediante o processo erosivo natural e do padrão de drenagem 
de cada área, considerando os aspectos do relevo e da rede de drenagem. 
Aliado a este estudo, a avaliação do impacto ambiental, das atividades antrópicas 
de acordo com a magnitude e importância, indica o grau de deterioração de uma bacia. 
Para auxiliar na formação deste deste estudo temos, o sistema de informação geográfica-
SIG e as técnicas de sensoriamento remoto de imagens orbitais, no geoprocessamento, 
que juntas permitem e facilitam a análise, a gestão ou a representação do espaço da 
bacia hidrográfica e dos fenômenos que nela ocorrem. O processamento destas 
informações espaciais e o cruzamento dos parâmetros morfométricos são capazes de 
construir uma base de dados sólida e segura para o planejamento e tomada de decisão 
sobre uso adequado do solo, e dos recursos hidricos. 
O uso da morfometria em diagnóstico de bacias hidrográficas possibilita explicar 
interações que ocorrem entre os elementos da paisagem. Descreve as características 
sobre o sistema fluvial e a modelagem do relevo, que em associação com a dinâmica de 
uso da terra permite: identificar os principais vetores que atuam sobre as transformações 
das paisagens locais, mediante as alterações antrópicas e naturais. A morfometria da 
rede de drenagem reflete a maturidade hidromorfologica da região. 
A variação dos parâmetros morfométricos indicam diferenças no desenvolvimento 
topográfico e geométrico das bacias, assim como, a análise destes parâmetros relatam a 
capacidade do armazenamento de água no sistema, bem como respectivo escoamento 
superficial das águas da chuva, que se acumulam nas calhas dos rios. As medidas 
morfométricas possibilitam o aprimoramento do manejo e a conservação do solo em 
zonas rurais, otimizando os uso dos recursos de forma sustentavel do ponto de vista 
social, economico e ambiental. 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
BACIA HIDROGRAFICA DO RIO PARAMIRIM. 
 
I. Parte l; 
1. Caracterização fisiográfica da Bacia Hidrográfica 
Bacia hidrografica do Rio Paramirim. 
- Mapa e localização da área de estudo. 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
AREA DE ESTUDO E LOCALIZAÇÃO BACIA DO RIO PARAMIRIM 
 A bacia do rio Paramirim está localizada no Estado da Bahia entre as 
coordenadas 12° 30’ e 13° 30’ de Latitude Sul e 41° 52’ e 42° 52’ de Longitude Oeste 
(Figura 1), à margem direita do médio São Francisco. Tem como divisores a oeste a bacia 
do rio Onofre, a norte o vale do rio São Francisco e leste as bacias dos rios Jacaré e 
Verde. Localizado no Centro Sul baiano, o território possui uma área de 10.146,32 Km². 
De acordo com IBGE, 163.705 pessoas vivem na região, o que equivale 1,16% da 
população da Bahia. Nove municípios – Boquira, Botuporã, Caturama, Érico Cardoso, 
Ibipitanga, Macaúbas, Paramirim, Rio do Pires e Tanque Novo – compõem o território. 
 O rio Paramirim, principal rio e que dá nome a bacia, possui suas nascentes 
localizadas nas Serras das Almas, Preto e Pau Amarelo, a uma altitude entre 1.000 e 
1.600 metros, localizadas nos municípios de Paramirim, Érico Cardoso e Caturama 
(Chahini et al, 2009). A área de drenagem da bacia é de aproximadamente 17.100 km2 
(2,65% da área total da bacia do rio São Francisco) e o rio Paramirim, possui uma 
extensão de aproximadamente 360 km com sua foz na cidade de Morpará – Bahia, onde 
o mesmo deságua no rio São Francisco.. O uso e cobertura do solo são representados 
por atividades agrícolas (cultivo irrigado de feijão, arroz e milho), garimpos, barragens de 
hidrelétricas (barragem de Zabumbão), entre outros. 
 Ao realizarmos uma analise Morfometrica desta bacia levando em cosideração 
seus paramentros como: Área de drenagem (A) que corresponte a todo o sistema fluvial 
delimitado por seus divisores de água, projetada de forma horizontal.; Perímetro (P) – 
delineado a partir da medida do contorno imaginária formada pelo divisor de águas 
topográfico que compõe toda a bacia hidrográfica;. Coeficiente de Compacidade (Kc): 
que representa a relação da forma/perímetro da bacia com a circunferência de um círculo 
de área igual, dependendo assim apenas da forma da bacia: �� = �, �� ∗ ⌊ � √	 ⌋ (1); 
Fator de Forma (F): paramento que relaciona a forma da bacia com a de um retângulo, 
correspondendo à razão entre a largura média e o comprimento axial da bacia (da foz ao 
ponto mais longínquo do espigão). � = 	 �² (2); Densidade de drenagem (Dd): Asoocia o 
comprimento total de todos os canais presentes na bacia com sua área de drenagem. 
� 
= �� 	 (3) Onde: Lt – Comprimento total de todos os canais (Km); A Ordenação dos 
Cursos d’água refere-se ao grau de ramificação do sistema e foi realizado considerando 
a metodologia de hierarquização fluvial estabelecida por Strahler (1957). Chegamos entao 
aos seguintes resultados a seguir; 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 Foram encontrados valores para a área 17525.44Km² e o perímetro 977,27Km. 
O fator de forma (0,25), o coeficiente de compacidade (2,06), obtidos indicam que a bacia 
hidrográfica do Rio Paramirim aponta um formato alongado e ramificado, possuindo 
menor concentração do deflúvio, o que contribui para que seja menos comuns 
precipitações intensas cobrirem toda a extensão da bacia, diminuindo assim o risco de 
extravasamento da água no canal. A densidade de drenagem encontrada foi de 0,27 
km.km-2 , e é considerada mal drenada, que nos permite afirmar que valores baixos de 
densidade de drenagem estão normalmente associados a regiões de rochas permeáveis 
e de regime pluviométrico determinado por chuvas de baixa intensidade ou pouca 
concentração da precipitação e que a declividade de uma bacia hidrográfica atinge 
consideravelmente a velocidade do escoamento superficial, diminuindo assim a infiltração 
da água no solo, que, associadas à ausência de cobertura vegetal potencializam o 
processo de erosão do solo e a ocorrência de enchentes. 
2. Características geológicas e climáticas da Bacia Hidrográfica: 
- Principal tipo de solo; 
- Ocupação da Bacia hidrográfica (cidades, reservatórios, agropecuária); 
- Principal tipo de clima. 
Características geológicas da bacia tem relação direta com ainfiltração, armazenamento 
da água no solo e com a suscetibilidade de erosão dos solos e as características agro-
climáticas da bacia pelo tipo de precipitação, cobertura vegetal e evapotranspiração.. 
 
PROCESSOS GEOLÓGICOS E PRINCIPAIS TIPOS DE SOLO 
 
Seguindo adiante nosso estudo, vemos então, a composicao dos principais tipos 
de solo e suas caracteristicas geologicas, resumindo seu processo de formação, e quais 
principais tipos de solo encontrados. 
A geologia da região, Insere-se no contexto do interior do Cráton do São Francisco 
submetido a uma série de eventos geológicos, como a formação do rift do Espinhaço (1750 
Ma), dividido em dois setores no Proterozóico (1750 a 1000 Ma), e preenchido por 
sequências metavulcânicas e metassedimentares (Supergurpo Espinhaço). Uma 
reativação extensional na região do Espinhaço, acompanhada por abundantes intrusões 
de rochas básalticas, gerou o rift do Santo Onofre, condicionando a formação de um pacote 
de sedimentação mais recente denominado de Grupo Santo Onofre. Essas sequências 
todas de rochas foram intrudidas por corpos ígneos basálticos, gerando diques e soleiras 
(entre 1300 e 500 Ma). 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 A região sofreu ainda um processo de subsidência, formando uma bacia (mar raso), 
que possibilitou, durante a alternância de ciclos de glaciação e degelo, a deposição de 
grande quantidade de sedimentos glaciais e pelítico-carbonáticos dominantemente finos - 
Grupo Una - Supergrupo São Francisco (850 – 600 Ma). Este pacote, na bacia, é restrito à 
Formação Salitre, e aflorante em pequena área em sua porção norte. Durante a Orogênese 
Brasiliana (650 a 550 Ma), o conjunto litológico foi submetido a esforços compressivos 
laterais, gerando amplos dobramentos regionais e metamorfismo de baixa intensidade, os 
quais deram origem às cadeias de montanhas elevadas e com sistemas de estruturas 
dúcteis e rúpteis de direção NNW-SSE (que se destacam no relevo regional), compondo 
atualmente a Chapada Diamantina e a Serra do Espinhaço, estando o rio Paramirim entre 
ambas. Mais recentemente, já no Terciário (65 a 1,8 Ma), a região foi submetida a ciclos 
de aplanamento, os quais deram origem a coberturas detríticas coluvionares e 
acumulações arenosas diversas, que recobrem grande parte das rochas na porção central 
e norte da bacia (HydrosEngeplus, 2016c). Os processos geológicos da região completam-
se na atualidade com a dinâmica sedimentar (processos do meio físico-hídrico), sobretudo 
evidenciados por aluviões (mais expressivos nos arredores imediatos da calha do rio São 
Francisco e em certas partes do rio Paramirim), além das transformações antrópicas da 
paisagem. 
Mediante todos esses processos geológicos de formação, conforme falamos acima, 
auferem a região solos seguindo a seguinte composição: A maior parte da área entre as 
elevações da Chapada Diamantina e Serra do Espinhaço e entre esta última, o rio São 
Francisco, é formada por latossolos vermelhos e vermelho-amarelos, enquanto que nas 
elevações ocorrem neossolos litólicos. Neossolos flúvico e quartzoarênico acompanham a 
calha do rio São Francisco, enquanto que argissolos acompanham a calha do rio 
Paramirim. Na região sul há grande extensão de ocorrências de planossolos e cambissolos 
háplicos. Latossolos vermelhos acompanham as ocorrências de rochas básalticas a leste 
de Bom Jesus da Lapa e entre Macaúbas e Boquira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
DADOS DE CLIMA E VEGETAÇÃO 
 
 
A Bacia do Paramirim possui características climáticas condizentes com a área de 
abrangência da região semiárida, predominando o clima semiárido na parte oeste e 
subúmido a seco na parte leste que tem influência da Chapada Diamantina (SEI, 2021). O 
valor médio anual pluviométrico varia entre 650 e 1050 mm, sendo o município de Morpará 
no extremo norte o mais seco. Praticamente não chove na região de maio a setembro, 
sendo os meses mais chuvosos, março ao norte (125 mm) e dezembro ao sul (207 mm). 
A temperatura possui um perfil mais constante, com média anual entre 26 e 26,5 °C, com 
médias mais elevadas alcançando 28,6 °C entre os meses de setembro a novembro 
(INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA, 2021). 
A vegetação predominante da bacia é a Caatinga com cobertura de Savana estépica 
arborizada nas planícies entre as Serras do Espinhaço e Chapada Diamantina, e a Savana 
estépica arborizada montana e de campos rupestres no alto das referidas elevações (SEI, 
2021). A Caatinga ocorre fragmentada especialmente na porção leste e quando associada 
à Floresta, os fragmentos aparecem mais continuadamente. As áreas de cerrado são mais 
uniformes, apresentando sua porção mais integrada em Barra. A Floresta de Galeria é 
encontrada nas várzeas dos rios principais. Nas áreas das serras, há presença de Floresta 
Estacional Decidual Montana. Em Barra e Muquém do São Francisco, a vegetação 
secundária tem presença nas áreas de Caatinga Arbórea Aberta 
 
- Ocupação da Bacia hidrográfica (cidades, reservatórios, agropecuária); 
 
O Território de Identidade Bacia do Paramirim localiza-se integralmente no 
semiárido baiano, no chamado Polígono das Secas. É composto por nove municípios: 
Boquira, Botuporã, Caturama, Érico Cardoso, Ibipitanga, Macaúbas, Paramirim, Rio do 
Pires e Tanque Novo, com área total de 10,1 mil quilômetros quadrados. Os três maiores 
municípios são Macaúbas (47 mil), Boquira (22 mil) e Paramirim (21 mil). O Território 
apresenta 20,9 mil estabelecimentos agropecuários com perfil de Agricultura Familiar, de 
acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2006.As maiores quantidades 
localizam-se em Macaúbas (5,8 mil), seguido de Boquira (2,8 mil) e Tanque Novo (2,3 mil). 
Os municípios com os menores números de estabelecimentos com Agricultura Familiar na 
Bacia do Paramirim são Ibipitanga (903), Érico Cardoso (1.610) e Rio do Pires (1.629). 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
Quanto às rodovias, apenas a BA-156 corta a região e desempenha um papel 
importante ao ligar o Território à BR-242 e à BR-430. A ausência de grandes pólos explica-
se pelo baixo dinamismo dos municípios que desenvolveram basicamente atividades 
agrícolas e comerciais. A atividade agrícola se baseia na agricultura de subsistência e na 
produção de algodão, banana e cana-de-açúcar. Na atividade pecuária, a criação de 
bovinos, suínos e frangos se destacam. Na indústria predominam empresas do segmento 
mineral voltadas para a lapidação de mármores e granitos, pedras de revestimento e 
extração de barita nos municípios de Macaúbas e Rio do Pires, e uma mina de chumbo 
implantada em Boquira. Na região podem ser encontrados ainda minerais como o titânio, 
talco, quartzo, ouro, manganês, ferro, cobre e ametista, embora não sejam explorados. 
 
 
II. Regime Hidrológico: 
 
O valor de precipitação média em bacias hidrográficas possibilita a realização de 
várias análises sobre o comportamento pretérito das precipitações ocorridas em uma 
determinada área de interesse. Para tanto, se faz necessário o uso do histórico de 
informações armazenadas pelas estações pluviométricas, que registra os valores 
precipitados nos seus respectivos locais de instalação em uma determinada série temporal. 
No Brasil estes dados podem ser consultados por meio do site da Agência Nacional das 
Águas (ANA). A partir da observação dos valores de precipitação da bacia do rio Paramirim 
no período analisado (1953 – 2005) e do cruzamento de dados via processamento de 
softwares a exemplo do SIG, observa-se, a existências de duas estações bem definidas na 
área de abrangência da bacia, sendo classificadas em: estação chuvosa e estação seca, 
com médias mensais apresentando variações no decorrer do ano, Constatou-se quea 
estação chuvosa, de acordo com os resultados obtidos na bacia, é composta por aqueles 
meses cujas precipitações médias apresentaram valores acima de 100 mm, 
correspondendo entre os meses de novembro e março. Os meses da estação seca, 
aqueles meses cujas médias obtidas foram abaixo de 100 mm mensais se estendem entre 
os meses de abril a outubro. Na estação chuvosa, as precipitações médias apresentaram 
valores de 100,4 mm a 143,0 mm nos meses de fevereiro e dezembro, epoca em que 
ocorre a recarga da bacia, Já o período seco da bacia, apresentou uma precipitação média 
variando entre 3,3 mm a 58,9 mm nos meses de agosto e abril, respectivamente. 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
Embora esta bacia apresente uma certa regularidade em definição aos seus 
periodos chuvosos e de estiagem. Não é observado nessa mesma maneira a repetição 
igualitaria das medias anuais, sendo visto ao longo dos anos uma certa alternancia entre 
anos com um volume maior, mais expresivo de precipitações garantido uma recarga 
grande de agua a calha do sistema, para anos com uma estiagem maior e indices de 
precipitaçoes abaixo da media historica causando um defcit hidrico nessa bacia. Uma 
alternativa encontrada para regularização das vazões foi a cosntrução de barragens e 
reservatorios para armazenamento de agua, a priore para o consumo humano e da 
dessedentação animal, seguidos da vazão ambiental para manutenção dos ecossistemas, 
para irrigação e demais atividades economicas. 
 
 
 
Em face as essas premissas surge entao: O sistema hídrico Zabumbão que 
compreende o reservatório de mesmo nome, localizado nos municípios de Paramirim e 
Érico Cardoso (BA), e trecho do rio Paramirim, a jusante, de domínio do Estado da Bahia, 
até a barragem Olaria situada às coordenadas 13° 14’ 5,31” Sul e 42° 16’ 47,60” Oeste, 
junto à comunidade Feira Nova, no município de Caturama (BA). Sendo a Barragem do 
Zabumbao maior obra hidrica do sistema, e tambem a mesma cujo respectivo uso de suas 
agua, responsalvel por uma das maiores zonas de confilto nessa região. 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
- Obras hidráulicas que alteram ou podem alterar o regime hidrológico natural do 
rio (bar- ragem, captação de água, canal de adução, entre outros); 
 
 
Figura 1 Barragem Zabumbão 
 Assim temos como obras hidraulicas existentes para essa regiao destacamos, o 
sistema hidrico do Zabumbão, maior obra hidrica dessa bacia responsavel pela 
perenizaçao do rio Paramirim, e tambem uma das principais causas de conflito nesta 
regiao. A barragem foi construída na década de 1990 pela própria Codevasf. O objetivo 
dessa infraestrutura hídrica é garantir o abastecimento de água do município de 
Paramirim e da região e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento da 
agricultura irrigada no Médio São Francisco baiano, graças à perenização do rio 
Paramirim. A Embasa – Empresa Baiana de Saneamento, utiliza a barragem para 
alimentar o Sistema Integrado de Abastecimento de Água dos municípios de Paramirim, 
Botuporã, Caraíbas, Caturama e Tanque Novo, atendendo a aproximadamente 60 mil 
habitantes. A barragem possui 60,9 milhões de m³ de volume e capacidade de captação 
de 80,5 litros por segundo. Além disso, indiretamente a Zabumbão abastece à jusante o 
Sistema de Abastecimento de Água dos Municípios de Ibipitanga e Açude, com 
capacidade de captação de 12,9 litros por segundos e de tratamento de 16,7 litros por 
segundo, o que permite o atendimento à aproximadamente 10 mil habitantes. 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
 
O problema hídrico surge então caracterizado por conflitos entre usuários 
localizados no reservatório e no rio Paramirim, a jusante, dos quais temos o abastecimento 
público regional e o uso para agricultura irrigada; dado a sazonalidade da disponibilidade 
hídrica da barragem em longos períodos de estiagem, e mesmo no período chuvoso as 
chuvas chegando abaixo da média, não sendo suficientes para repor o volume de agua do 
reservatório ficando o sistema em déficit hídrico. O que levou aos conflitos, ora 
exemplificados como os a seguir: em 2015 a população se mobilizara contra a ampliação 
de concessão da água a novos projetos de irrigação. A situação sendo agravada com a 
falta de fiscalização tanto pelo órgão gestor quanto pelas agências fiscalizadoras federais 
e estaduais, que permite o desmatamento de nascentes em seus afluentes como o rio do 
Morro do Fogo ou da Barra. Bem como em 2019, com a estiagem, o volume da barragem 
desceu a níveis críticos, mas, ainda assim, o órgão gestor (Codevasf) continuou a liberar 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
água para a agricultura, ameaçando assim o próprio fluxo do rio que interrompeu o curso 
antes de chegar na vizinha cidade de Caturama. 
 Para solução de todos esses desses conflitos, a partir de estudos mais 
aprofundados e a mobilização de órgãos públicos em todas as esferas, como a EMBRAPA, 
ANA, CODEVASF, atores locais e regionais, é criado Comitê de Gestão dos Recursos 
Hídricos da Bacia dos Rios Paramirim e Santo Onofre. E por intermédio da ANA – Agencia 
Nacional de Aguas é instituído o MARCO REGULATORIO DE USO DA BACIA, 
estabelecendo, ações, cotas de uso da barragem, a regulação das vazões, regulação do 
uso e ordenamento prioritário do abastecimento, outorgas, a implantação de novos 
projetos. 
 
- Vazão Media: 
 Como vimos anteriormente, mediante a solução dos conflitos locais, a vazão média 
para captação e distribuição da agua nesta bacia ficou determinada e regulada de acordo 
com o Marco Regulatório de Uso da Bacia Hidrográfica. Implementado pela Agencia 
Nacional de Aguas – ANA; que estabelece em seu teor o limite de vazão para os sistemas 
conectados a partir do sistema hídrico do Zabumbão, compreendendo o reservatório de 
mesmo nome, localizado nos municípios de Paramirim e Érico Cardoso (BA), e trecho do 
rio Paramirim, a jusante, de domínio do Estado da Bahia, até a barragem Olaria situada às 
coordenadas 13° 14’ 5,31” Sul e 42° 16’ 47,60” Oeste, junto à comunidade Feira Nova, no 
município de Caturama (BA), conforme detalharemos a seguir. Tal instrumento dado a 
sazonalidade da disponibilidade hídrica da bacia estabelece cotas de vazão aos usuários 
conectados de acordo com o regime de recarga do reservatório principal. Que segundo 
dados do próprio documento veremos a seguir: 
 Um dos aspectos que fortemente influenciam a disponibilidade hídrica do 
sistema é a capacidade de acumulação de água do reservatório Zabumbão. Atualmente, à 
cota de soleira do vertedouro (670m) ela é estimada em 61,032 hm³, conforme estudo topo 
batimétrico realizado pela ANA em 2017. Observa-se que o volume útil do reservatório é 
igual a 56,94hm³, o que, comparado ao valor original de armazenamento (76hm³), 
provavelmente utilizado, tal estudo fixa o volume mínimo operacional para o reservatório 
foi definido pela cota do “porão”, abaixo da qual não há defluência por gravidade a jusante, 
igual a 650m. 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
O Plano propõe disponibilizar para outorga no sistema hídrico as vazões médias 
anuais resumidas, com vazão total outorgável igual a 698 L/s, sendo 217 L/s para 
captações no corpo hídrico de domínio da União. Observa-se que essa vazão está próxima 
ao valor estimado para a vazão regularizada com 100% de garantia constante na Nota 
Informativa nº 15/2015/COREG/SRE, igual a 658 L/s. – Usos associados ao reservatório 
Zabumbão; cujas finalidades e Vazão Média Anual (L/s) são respectivamente: 
Abastecimento público – SIAA Paramirim - Paramirim, Caturama, Tanque Novo e Botuporã 
130 L/s. Estimativa COMAR a partir da demanda informadapela EMBASA para 2018 
projetada para 2031 Abastecimento público – Sistemas Isolados de Rio do Pires, 
Ibipitanga, Macaúbas e Boquira, além de comunidades rurais nesses municípios 82 L/s 
Estimativa COMAR a partir da demanda informada pela EMBASA para 2031 e da 
população total dos municípios a serem atendidos Demais usos no entorno do açude 5 L/s 
Previsão COMAR Usos a jusante 400 L/s, valor médio anual estimado pelo 
deplecionamento do açude entre 2002 e 2009, cotejado com os estudos realizados e 
citados nesta Nota Técnica; Descarga por pulsos para atendimento de usos até Feira Nova 
81L/s Valor médio anual suficiente para duas descargas a jusante de 1,3 milhão de m3 
TOTAL OUTORGÁVEL 698 (1) Inclui usos que independem de outorga de direito de uso, 
tendo sido desconsideradas a disponibilidade hídrica incremental a jusante do açude, bem 
como perdas de trânsito, a serem definidas pelo INEMA em seus processos e regularização 
de usos. 
Paralelemente ao marco regulatório, cria também o que podemos chamar de 
estados hidrológicos, que determina o volume de vazões aos usuários conectados, 
mediante o valor das precipitações medias que fazem a recarga da bacia, e conforme a 
altura do reservatório fixa-se então os valores de referência para a vazão do sistema para 
os seus usuários conforme lista de priorização. 
Os estágios hidrológicos conformidade com o modelo de regulação dados do 
documento ficaram a seguir: 
a) EH Verde, quando os usos outorgados são autorizados; 
b) EH Amarelo, quando os usos devem se submeter às condições 
estabelecidas no Termo de Alocação de Água; 
c) EH Vermelho, situação de escassez hídrica, quando os usos devem 
se submeter à definição do órgão outorgante, após realização de 
reunião pública. 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
 
 
Cuja tabela de vazões podemos observar a abaixo: 
 – Estados Hidrológicos e condições de uso para as finalidades 
 
 
PRIORIDADE FINALIDADES Média 
VERDE AMARELO VERMELHO 
% L/s % L/s % L/s 
1 Abastecimento Público - SIAA Paramirim 130 100% 130 100% 130 100% 130 
2 Demais usos no reservatório 5 100% 5 75% 4 50% 3 
2 Usos rio Paramirim - Zabumbão até açude Olaria 400 100% 400 75% 300 50% 200 
3 Descarga por pulso - usos ate Feira Nova 81 100% 81 50% 40 25% 20 
3 Abastecimento Público - Sistema Isolados 82 100% 82 50% 41 25% 21 
 TOTAL 698 698 515 373 
 
 
 
 
III. Conclusão das análises 
 
Ao final deste estudo, vimos então que, bacia hidrografica do rio Paramirim é um 
importante sistema hídrico que garante a manutencao da vida, das atividades economicas 
dessa grande regiao do semiárido baiano. A manutenção deste manacial garante a 
seguranca hídrica e oferta de agua com disponiblidade e qualidade para o abastecimento 
de agua à poulação dos municipios que ela engloba em suas mais variadas atividades 
econômicas. 
Tal estudo nos permite conhecer e inferir que: sendo esta bacia, situada na região 
semiárida, com a existência de extensas áreas com aptidão média a alta para a agricultura, 
a tradição na produção agrícola associada aos recursos hídricos e a existência de 
importantes reservatórios como o Zabumbão e Macaúbas, não foram sucientes 
historicamente para livrar a região da pobreza e da escassez. A região passou por um 
período de seca importante nos últimos anos, o que agravou o quadro econômico e social 
regional. Somente para citar problemas evidentes, destacam-se: O confliito pelo uso da 
água do reservatório de Zabumbão, em decorrência do projeto do sistema de 
abastecimento integrado desenvolvido pela Embasa para o abastecimento de cinco 
municípios (Paramirim, Botuporã, Caturama, Tanque Novo e Caraíbas) e a demanda dos 
irrigantes do vale do rio Paramirim;). A situação crítica da disponibilidade hídrica e os 
crescentes conflitos entre os diferentes usuários coloca em evidência a necessidade do 
planejamento integrado dos recursos hídricos. 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
Tais particularidades conforme falamos anterioremente, principalmente no tocante a 
sazonalidade dos regimes de chuva e recarga desta bacia, cuja configuração nos 
apresenta grande deficit hidrico, nos levam a concluir que: para implatação de qualquer 
obra de engenharia no ambito desta bacia, todas as premissas devem ser observadas, o 
planejamento e gestão hídrica devem ser realizados, a fim de que, se garanta a segurança 
hidrica e a mediação de conflitos entre os usuarios, vizando-se ter um sistema seguro e 
otmizado. 
Como ações de engenharia é sugerido então a modernização dos sistemas 
hidraulicos existentes visando a sua otimização de uso e diminuição de percas hidricas, 
como vazamentos, substituição de adutoras mal dimensionadas por projetos mais 
avançaados, com melhor vazão e menos perda de carga hidraulica, substituição de canais 
de escoamento abertos para irrigação por condutos fechados que diminuie a perda de 
volume de água pela evaporação; Utilizar tecnologias de irrigação que consumam menos 
água, a exemplo da microaspersão e do gotejamento; planejamento e dimensionamento 
correto do uso das vazões. Tanto para abastecimento humano quanto para areas de 
irrigação; realização de revitalização de matas nativas ciliaries, em encostas e nascentes 
mehorando o ciclo hidrologico, assim como fazer um controle efetivo de contaminates a 
exemplo de agrotoxicos, lixo e esgoto, preservando a qualidade dos solo e dos mananciais 
adjacentes tanto superficiais como de aguas subterranêas, fiscalizar e coibir a implantacao 
de sistemas clandestinos com criação de barragens e aberturas de poços artesianos, fora 
do planejamento proposto pelo Marco regulatorio bem como pelo Plano de Recursos 
Hidricos do comite de Gestão da Bacia. Enfim nosso parecer e favoravel e implantação de 
novas obras e melhorias no sistema hidrico regional desde que as premisas e observações 
tecnico cientificas aqui citadas sejam respeitadas e compridas fielmente. 
 
ATIVIDADE PRÁTICA 
ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL 
DISCIPLINA DE HIDROLOGIA 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Alan Santana; Karolina Teixeira Silva; Rafael Santos Lemos. CARACTERIZAÇÃO 
MORFOMÉTRICA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAMIRIM, BRASIL. In: XVI 
ENEEAMB & LV FLAES, 2018, Palmas. Anais eletrônicos... Campinas, Galoá, 2018. 
Disponível em: Acesso em: 08 
ago. 2023. 
 
ANA- Agencia Nacional de Aguas. NOTA TÉCNICA Nº 13/2021/COMAR/SRE Documento no 
02500.042681/2021-19. Brasilia, setembro 2021. 
 
Chahini, Caroline Ribeiro; Ramos, Verônica Moreira; Nascimento, Fernanda de Lima do; 
Zamboni, Pedro Ghorayeb. Mapeamento de geoambientes na bacia do alto curso do rio 
Paramirim (BA) por meio de imagem de satélite. 
 
Plano de Recursos Hídricos e Proposta de Enquadramento dos Corpos de Água das Bacias 
Hidrográficas dos Rios Paramirim e Santo Onofre: Programas de Investimentos do 
PRHPASO. Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Paramirim e Santo Onofre. 
Salvador, 2017 
 
Viglio, Eduardo Paim. Atlas geoquímico da bacia do rio Paramirim / Eduardo Paim Viglio, 
André Luís Invernizzi, Deborah Ribeiro Baptista. – Rio de Janeiro : CPRM, 2021. 1 recurso 
eletrônico : PDF Projeto levantamento geoquímico de baixa densidade do estado da Bahia. 
ISBN 978-65-5664-164-5

Mais conteúdos dessa disciplina