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ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER ESCOLA SUPERIOR POLITÉCNICA ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA HIDROLOGIA ESTUDO DE BACIA HIDROGRÁFICA RIO PARAMIRIM BA LEANDRO RIBEIRO BRITTO PROF CARINA PEDROZO SALINAS -MG ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA INTRODUÇÃO Os estudos hidrológicos são necessários para analisar uma área a qual se pretende implementar um projeto de engenharia, como: obras de drenagem, obras de saneamento, rodovias, ferrovias, ampliações de cidades entre outros. A partir destes estudos, é possível quantificar e analisar as águas superficiais de uma determinada região, definir trajetos e minimizar movimentações de terra, rebaixamento de lençol freático, associação a projetos geotécnicos e obras de contenção, Assim como implementar politcas de desenvolvimento sustentavel, a criação de obras de fomento ao desenvolvimento das mais variadas atividades economicas, que depedendem do uso da agua, que promovam melhorias siginficativas na qualidade de vida e saude da população em geral, bem como a mediação de conflitos locais pelo uso racional da água, otimização e modernização de todo aparato de sistemas hidraulicos instalados ao longo da bacia hidrografica, e que fazem uso da mesma, sejam elas para fins de armazenamento, tratamento e distribuição, bem como a implementação de novas obras. Enfim que garantam o uso racional e segurança hidrica e sustentavel dos recursos naturais, daquela dada bacia hidrologica, garantindo o desenvolvimento e preservação do meio ambiente. O presente trabalho, tem como objetivo, apresentar um estudo hidrologico sobre a bacia do Rio Paramirim – Ba, afluente importante integrado a grande Bacia São Francisco, localizada no Estado da Bahia entre as coordenadas 12° 30’ e 13° 30’ de Latitude Sul e 41° 52’ e 42° 52’ de Longitude Oeste (Figura 1), à margem direita do médio São Francisco. Tem como divisores a oeste a bacia do rio Onofre, a norte o vale do rio São Francisco e leste as bacias dos rios Jacaré e Verde. Sendo este estudo desenvolvido em sua primeira fase respectivamente: a partir da sua caracterização Fisiografica, onde detalharemos seus principais dados cartográficos e de georefenciamento. Dados detalhados sobre as principais características físicas: Área de drenagem; Comprimento do rio principal; Declividade média do rio principal; Densidade de drenagem; Desnível; Influência os fatores hidrológicos e meteorológicos. Sequencialmente suas características geológicas e climáticas: Principal tipo de solo; Ocupação da Bacia hidrográfica (cidades, reservatórios, agropecuária); Principal tipo de clima, relação direta com a infiltração, armazenamento da água no solo e características agro-climáticas da bacia pelo tipo de precipitação, cobertura vegetal e evapotranspiração. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Em um segundo momento deste estudo abordaremos então o Regime Hidrológico desta bacia, onde veremos, seus dados de Regime de Cheia e Seca, dados de Vazao media, Obras hidráulicas que alteram ou podem alterar o regime hidrológico natural do rio (barragem, captação de água, canal de adução). E diga-se passagem abriremos aqui um parenteses para abordar tambem, mesmo que, de forma superficial algumas ações que já estão propostas para melhorias do uso sustentavel desta bacia, e a mediacao de um grande conflito existente nessa regiao relacionado ao uso dos recursos da mesma no que tange a regulação de vazões, recarga do sitema e a garantia da segurançao hidrica na região, envolvendo, atores locais, orgãos públicos de planejamento e gestão de recursos hidricos em geral, que foram propostas, a partir da criação de um comite de gestão dessa bacia, melhorias estas, que foram consolidadas, atraves do PLANO DE RECURSOS HIDRICOS e PROPOSTAS DE ENQUADRAMENTO das bacias dos Hidrograficas dos Rios Paramirim e Santo Onofre, e principalmente pela NOTA TÉCNICA Nº 13/2021/COMAR/SRE Documento no 02500.042681/2021-19, publicada pela ANA- Agencia Nacional de Aguas que cria um Marco Regulatório, estabelecendo condições de uso dos recursos hídricos no sistema hídrico Zabumbão, principal obra de regulação hidrica e armazenagem. Mais uma vez resalto que embora essa abordagem se faça um pouco superficial dado, a magnitute e profundidade que envolve este contexto, para não nos deixar sair do estudo principal desse trabalho, cabe aqui um capitulo a parte sobre esta tema, dentro deste estudo, tema este que sera ampliado e tratado com mais profundidade, ao tratarmos da conclusão final deste estudo, que, conforme foi solcitado em seu escopo pede: verificaremos ou validaremos a posibilidade de implatação de obras de engenharia viaveis para esta Bacia, tendo em vista que, tal tema remonta nossas alusões conclusivas convergindo para o mesmo ponto do qual elaboraremos no nosso parecer. Relembrando que mesmo ao final deste estudo, não pretendemos aqui esgotar o plano de discusões sobre o tema ,uma vez que, tais cosiderações visam ampliar o entendimento da importância do estudo hidrológico e suas importantes considerações para melhorias siginificativas na vida da sociedade como um todo. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA HORIZONTE TEORICO Para melhor embasamanto e compreensão, levamos em consideração, alguns horizontes teóricos que possam nos dar, maior entendimento sobre o tema estudado e a sua correlação com os objetivos propostos para este estudo. Ao delinearmos o conceito de Bacia Hidrográficas, temos então que: A bacia hidrográfica é definida como uma área de captação natural da água da precipitação que faz convergir os escoamentos para um único ponto de saída, seu exutório. É composta basicamente de um conjunto de superfícies vertentes e de uma rede de drenagem formada por cursos d’água que confluem até resultar um leito único no exutório (SILVEIRA, 2001), funcionando como um sistema aberto onde qualquer acontecimento que ocorra na bacia hidrográfica, repercutirá, direta ou indiretamente nos rios, configurando-se numa unidade espacial de análise ideal para estudos geomorfológicos e ambientais. A partir emprego do análise geográfica nos permite estabelecer critérios para a identificação, comparação e classificação das unidades da paisagem. Essa abordagem permite compreender a organização da paisagem e inferir sobre o comportamento de outros parâmetros como as características climáticas, os atributos dos solos e as distribuições da vegetação e habitats, o que possibilita ao pesquisador e aos planejadores uma visão integrada e sistêmica dos diversos componentes, processos e interações presentes na paisagem, e assim estabelecer conteudos, processos, procedimentos e intervenções aplicados a aquela região ou bacia. Ao realizarmos uma analise Fisiografica da bacia, alem dos levantamentos de praxe como, mome da bacia, sua localização georefrencial e a delemitação da area de estudo, alguns paramentros são essensiais para real caracterização e analise, a exemplo, do índice de forma, índice de circularidade, hierarquia fluvial, densidade de drenagem e hidrográfica, elevação e declividades do relevo. Dados estes, a exemplo: do perímetro; o fator de forma e índice de circularidade, importantes na estimativa do tempo a partir da precipitação que seja necessário para que a água dos limites da bacia contribua com o rio principal; a hierarquia fluvial, sendo considerado o primeiro passo para a realização das análises fisiográficos, pois facilita e torna mais objetivo tais estudos; a densidade hidrográfica, importante porque representaa capacidade de gerar novos cursos d’água de determinada área; a densidade de drenagem reveste-se de importância devido a duas principais funções: é resposta aos controles exercidos pelo clima, vegetação, litologia e outras características da área drenada, e é fator que influência o escoamento e o transporte sedimentar na bacia de drenagem. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Outro fator importante também, destaca-se o comprimento do rio principal, e o padrão de drenagem, que a partir de suas análises, é possível interpretar a natureza dos terrenos, a disposição das camadas e das linhas de falhamento, e os processos fluviais e climáticos predominantes, nos permitindo afirmar que: dada a orientação da bacia, esta define, a direção geral para qual a declividade está exposta, que por sua vez que tem relação importante com os processos hidrológicos: escoamento superficial, infiltração, umidade do solo e tempo de concentração da água nos canais de drenagem. A partir do apuramentos destes dados podemos então realizar uma analise morfometrica da mesma, lembrando que: O estudo da morfometria da superfície terrestre visa compreender a conformação geomorfológica e a configuração da paisagem, na quantificação das partes físicas da bacia hidrográfica, que refletem na hidrologia formada sob condições geográficas e climáticas similares. A caracterização morfométrica indica a dessecação da paisagem mediante o processo erosivo natural e do padrão de drenagem de cada área, considerando os aspectos do relevo e da rede de drenagem. Aliado a este estudo, a avaliação do impacto ambiental, das atividades antrópicas de acordo com a magnitude e importância, indica o grau de deterioração de uma bacia. Para auxiliar na formação deste deste estudo temos, o sistema de informação geográfica- SIG e as técnicas de sensoriamento remoto de imagens orbitais, no geoprocessamento, que juntas permitem e facilitam a análise, a gestão ou a representação do espaço da bacia hidrográfica e dos fenômenos que nela ocorrem. O processamento destas informações espaciais e o cruzamento dos parâmetros morfométricos são capazes de construir uma base de dados sólida e segura para o planejamento e tomada de decisão sobre uso adequado do solo, e dos recursos hidricos. O uso da morfometria em diagnóstico de bacias hidrográficas possibilita explicar interações que ocorrem entre os elementos da paisagem. Descreve as características sobre o sistema fluvial e a modelagem do relevo, que em associação com a dinâmica de uso da terra permite: identificar os principais vetores que atuam sobre as transformações das paisagens locais, mediante as alterações antrópicas e naturais. A morfometria da rede de drenagem reflete a maturidade hidromorfologica da região. A variação dos parâmetros morfométricos indicam diferenças no desenvolvimento topográfico e geométrico das bacias, assim como, a análise destes parâmetros relatam a capacidade do armazenamento de água no sistema, bem como respectivo escoamento superficial das águas da chuva, que se acumulam nas calhas dos rios. As medidas morfométricas possibilitam o aprimoramento do manejo e a conservação do solo em zonas rurais, otimizando os uso dos recursos de forma sustentavel do ponto de vista social, economico e ambiental. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA BACIA HIDROGRAFICA DO RIO PARAMIRIM. I. Parte l; 1. Caracterização fisiográfica da Bacia Hidrográfica Bacia hidrografica do Rio Paramirim. - Mapa e localização da área de estudo. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA AREA DE ESTUDO E LOCALIZAÇÃO BACIA DO RIO PARAMIRIM A bacia do rio Paramirim está localizada no Estado da Bahia entre as coordenadas 12° 30’ e 13° 30’ de Latitude Sul e 41° 52’ e 42° 52’ de Longitude Oeste (Figura 1), à margem direita do médio São Francisco. Tem como divisores a oeste a bacia do rio Onofre, a norte o vale do rio São Francisco e leste as bacias dos rios Jacaré e Verde. Localizado no Centro Sul baiano, o território possui uma área de 10.146,32 Km². De acordo com IBGE, 163.705 pessoas vivem na região, o que equivale 1,16% da população da Bahia. Nove municípios – Boquira, Botuporã, Caturama, Érico Cardoso, Ibipitanga, Macaúbas, Paramirim, Rio do Pires e Tanque Novo – compõem o território. O rio Paramirim, principal rio e que dá nome a bacia, possui suas nascentes localizadas nas Serras das Almas, Preto e Pau Amarelo, a uma altitude entre 1.000 e 1.600 metros, localizadas nos municípios de Paramirim, Érico Cardoso e Caturama (Chahini et al, 2009). A área de drenagem da bacia é de aproximadamente 17.100 km2 (2,65% da área total da bacia do rio São Francisco) e o rio Paramirim, possui uma extensão de aproximadamente 360 km com sua foz na cidade de Morpará – Bahia, onde o mesmo deságua no rio São Francisco.. O uso e cobertura do solo são representados por atividades agrícolas (cultivo irrigado de feijão, arroz e milho), garimpos, barragens de hidrelétricas (barragem de Zabumbão), entre outros. Ao realizarmos uma analise Morfometrica desta bacia levando em cosideração seus paramentros como: Área de drenagem (A) que corresponte a todo o sistema fluvial delimitado por seus divisores de água, projetada de forma horizontal.; Perímetro (P) – delineado a partir da medida do contorno imaginária formada pelo divisor de águas topográfico que compõe toda a bacia hidrográfica;. Coeficiente de Compacidade (Kc): que representa a relação da forma/perímetro da bacia com a circunferência de um círculo de área igual, dependendo assim apenas da forma da bacia: �� = �, �� ∗ ⌊ � √ ⌋ (1); Fator de Forma (F): paramento que relaciona a forma da bacia com a de um retângulo, correspondendo à razão entre a largura média e o comprimento axial da bacia (da foz ao ponto mais longínquo do espigão). � = �² (2); Densidade de drenagem (Dd): Asoocia o comprimento total de todos os canais presentes na bacia com sua área de drenagem. � = �� (3) Onde: Lt – Comprimento total de todos os canais (Km); A Ordenação dos Cursos d’água refere-se ao grau de ramificação do sistema e foi realizado considerando a metodologia de hierarquização fluvial estabelecida por Strahler (1957). Chegamos entao aos seguintes resultados a seguir; ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Foram encontrados valores para a área 17525.44Km² e o perímetro 977,27Km. O fator de forma (0,25), o coeficiente de compacidade (2,06), obtidos indicam que a bacia hidrográfica do Rio Paramirim aponta um formato alongado e ramificado, possuindo menor concentração do deflúvio, o que contribui para que seja menos comuns precipitações intensas cobrirem toda a extensão da bacia, diminuindo assim o risco de extravasamento da água no canal. A densidade de drenagem encontrada foi de 0,27 km.km-2 , e é considerada mal drenada, que nos permite afirmar que valores baixos de densidade de drenagem estão normalmente associados a regiões de rochas permeáveis e de regime pluviométrico determinado por chuvas de baixa intensidade ou pouca concentração da precipitação e que a declividade de uma bacia hidrográfica atinge consideravelmente a velocidade do escoamento superficial, diminuindo assim a infiltração da água no solo, que, associadas à ausência de cobertura vegetal potencializam o processo de erosão do solo e a ocorrência de enchentes. 2. Características geológicas e climáticas da Bacia Hidrográfica: - Principal tipo de solo; - Ocupação da Bacia hidrográfica (cidades, reservatórios, agropecuária); - Principal tipo de clima. Características geológicas da bacia tem relação direta com ainfiltração, armazenamento da água no solo e com a suscetibilidade de erosão dos solos e as características agro- climáticas da bacia pelo tipo de precipitação, cobertura vegetal e evapotranspiração.. PROCESSOS GEOLÓGICOS E PRINCIPAIS TIPOS DE SOLO Seguindo adiante nosso estudo, vemos então, a composicao dos principais tipos de solo e suas caracteristicas geologicas, resumindo seu processo de formação, e quais principais tipos de solo encontrados. A geologia da região, Insere-se no contexto do interior do Cráton do São Francisco submetido a uma série de eventos geológicos, como a formação do rift do Espinhaço (1750 Ma), dividido em dois setores no Proterozóico (1750 a 1000 Ma), e preenchido por sequências metavulcânicas e metassedimentares (Supergurpo Espinhaço). Uma reativação extensional na região do Espinhaço, acompanhada por abundantes intrusões de rochas básalticas, gerou o rift do Santo Onofre, condicionando a formação de um pacote de sedimentação mais recente denominado de Grupo Santo Onofre. Essas sequências todas de rochas foram intrudidas por corpos ígneos basálticos, gerando diques e soleiras (entre 1300 e 500 Ma). ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA A região sofreu ainda um processo de subsidência, formando uma bacia (mar raso), que possibilitou, durante a alternância de ciclos de glaciação e degelo, a deposição de grande quantidade de sedimentos glaciais e pelítico-carbonáticos dominantemente finos - Grupo Una - Supergrupo São Francisco (850 – 600 Ma). Este pacote, na bacia, é restrito à Formação Salitre, e aflorante em pequena área em sua porção norte. Durante a Orogênese Brasiliana (650 a 550 Ma), o conjunto litológico foi submetido a esforços compressivos laterais, gerando amplos dobramentos regionais e metamorfismo de baixa intensidade, os quais deram origem às cadeias de montanhas elevadas e com sistemas de estruturas dúcteis e rúpteis de direção NNW-SSE (que se destacam no relevo regional), compondo atualmente a Chapada Diamantina e a Serra do Espinhaço, estando o rio Paramirim entre ambas. Mais recentemente, já no Terciário (65 a 1,8 Ma), a região foi submetida a ciclos de aplanamento, os quais deram origem a coberturas detríticas coluvionares e acumulações arenosas diversas, que recobrem grande parte das rochas na porção central e norte da bacia (HydrosEngeplus, 2016c). Os processos geológicos da região completam- se na atualidade com a dinâmica sedimentar (processos do meio físico-hídrico), sobretudo evidenciados por aluviões (mais expressivos nos arredores imediatos da calha do rio São Francisco e em certas partes do rio Paramirim), além das transformações antrópicas da paisagem. Mediante todos esses processos geológicos de formação, conforme falamos acima, auferem a região solos seguindo a seguinte composição: A maior parte da área entre as elevações da Chapada Diamantina e Serra do Espinhaço e entre esta última, o rio São Francisco, é formada por latossolos vermelhos e vermelho-amarelos, enquanto que nas elevações ocorrem neossolos litólicos. Neossolos flúvico e quartzoarênico acompanham a calha do rio São Francisco, enquanto que argissolos acompanham a calha do rio Paramirim. Na região sul há grande extensão de ocorrências de planossolos e cambissolos háplicos. Latossolos vermelhos acompanham as ocorrências de rochas básalticas a leste de Bom Jesus da Lapa e entre Macaúbas e Boquira. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA DADOS DE CLIMA E VEGETAÇÃO A Bacia do Paramirim possui características climáticas condizentes com a área de abrangência da região semiárida, predominando o clima semiárido na parte oeste e subúmido a seco na parte leste que tem influência da Chapada Diamantina (SEI, 2021). O valor médio anual pluviométrico varia entre 650 e 1050 mm, sendo o município de Morpará no extremo norte o mais seco. Praticamente não chove na região de maio a setembro, sendo os meses mais chuvosos, março ao norte (125 mm) e dezembro ao sul (207 mm). A temperatura possui um perfil mais constante, com média anual entre 26 e 26,5 °C, com médias mais elevadas alcançando 28,6 °C entre os meses de setembro a novembro (INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA, 2021). A vegetação predominante da bacia é a Caatinga com cobertura de Savana estépica arborizada nas planícies entre as Serras do Espinhaço e Chapada Diamantina, e a Savana estépica arborizada montana e de campos rupestres no alto das referidas elevações (SEI, 2021). A Caatinga ocorre fragmentada especialmente na porção leste e quando associada à Floresta, os fragmentos aparecem mais continuadamente. As áreas de cerrado são mais uniformes, apresentando sua porção mais integrada em Barra. A Floresta de Galeria é encontrada nas várzeas dos rios principais. Nas áreas das serras, há presença de Floresta Estacional Decidual Montana. Em Barra e Muquém do São Francisco, a vegetação secundária tem presença nas áreas de Caatinga Arbórea Aberta - Ocupação da Bacia hidrográfica (cidades, reservatórios, agropecuária); O Território de Identidade Bacia do Paramirim localiza-se integralmente no semiárido baiano, no chamado Polígono das Secas. É composto por nove municípios: Boquira, Botuporã, Caturama, Érico Cardoso, Ibipitanga, Macaúbas, Paramirim, Rio do Pires e Tanque Novo, com área total de 10,1 mil quilômetros quadrados. Os três maiores municípios são Macaúbas (47 mil), Boquira (22 mil) e Paramirim (21 mil). O Território apresenta 20,9 mil estabelecimentos agropecuários com perfil de Agricultura Familiar, de acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2006.As maiores quantidades localizam-se em Macaúbas (5,8 mil), seguido de Boquira (2,8 mil) e Tanque Novo (2,3 mil). Os municípios com os menores números de estabelecimentos com Agricultura Familiar na Bacia do Paramirim são Ibipitanga (903), Érico Cardoso (1.610) e Rio do Pires (1.629). ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Quanto às rodovias, apenas a BA-156 corta a região e desempenha um papel importante ao ligar o Território à BR-242 e à BR-430. A ausência de grandes pólos explica- se pelo baixo dinamismo dos municípios que desenvolveram basicamente atividades agrícolas e comerciais. A atividade agrícola se baseia na agricultura de subsistência e na produção de algodão, banana e cana-de-açúcar. Na atividade pecuária, a criação de bovinos, suínos e frangos se destacam. Na indústria predominam empresas do segmento mineral voltadas para a lapidação de mármores e granitos, pedras de revestimento e extração de barita nos municípios de Macaúbas e Rio do Pires, e uma mina de chumbo implantada em Boquira. Na região podem ser encontrados ainda minerais como o titânio, talco, quartzo, ouro, manganês, ferro, cobre e ametista, embora não sejam explorados. II. Regime Hidrológico: O valor de precipitação média em bacias hidrográficas possibilita a realização de várias análises sobre o comportamento pretérito das precipitações ocorridas em uma determinada área de interesse. Para tanto, se faz necessário o uso do histórico de informações armazenadas pelas estações pluviométricas, que registra os valores precipitados nos seus respectivos locais de instalação em uma determinada série temporal. No Brasil estes dados podem ser consultados por meio do site da Agência Nacional das Águas (ANA). A partir da observação dos valores de precipitação da bacia do rio Paramirim no período analisado (1953 – 2005) e do cruzamento de dados via processamento de softwares a exemplo do SIG, observa-se, a existências de duas estações bem definidas na área de abrangência da bacia, sendo classificadas em: estação chuvosa e estação seca, com médias mensais apresentando variações no decorrer do ano, Constatou-se quea estação chuvosa, de acordo com os resultados obtidos na bacia, é composta por aqueles meses cujas precipitações médias apresentaram valores acima de 100 mm, correspondendo entre os meses de novembro e março. Os meses da estação seca, aqueles meses cujas médias obtidas foram abaixo de 100 mm mensais se estendem entre os meses de abril a outubro. Na estação chuvosa, as precipitações médias apresentaram valores de 100,4 mm a 143,0 mm nos meses de fevereiro e dezembro, epoca em que ocorre a recarga da bacia, Já o período seco da bacia, apresentou uma precipitação média variando entre 3,3 mm a 58,9 mm nos meses de agosto e abril, respectivamente. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Embora esta bacia apresente uma certa regularidade em definição aos seus periodos chuvosos e de estiagem. Não é observado nessa mesma maneira a repetição igualitaria das medias anuais, sendo visto ao longo dos anos uma certa alternancia entre anos com um volume maior, mais expresivo de precipitações garantido uma recarga grande de agua a calha do sistema, para anos com uma estiagem maior e indices de precipitaçoes abaixo da media historica causando um defcit hidrico nessa bacia. Uma alternativa encontrada para regularização das vazões foi a cosntrução de barragens e reservatorios para armazenamento de agua, a priore para o consumo humano e da dessedentação animal, seguidos da vazão ambiental para manutenção dos ecossistemas, para irrigação e demais atividades economicas. Em face as essas premissas surge entao: O sistema hídrico Zabumbão que compreende o reservatório de mesmo nome, localizado nos municípios de Paramirim e Érico Cardoso (BA), e trecho do rio Paramirim, a jusante, de domínio do Estado da Bahia, até a barragem Olaria situada às coordenadas 13° 14’ 5,31” Sul e 42° 16’ 47,60” Oeste, junto à comunidade Feira Nova, no município de Caturama (BA). Sendo a Barragem do Zabumbao maior obra hidrica do sistema, e tambem a mesma cujo respectivo uso de suas agua, responsalvel por uma das maiores zonas de confilto nessa região. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA - Obras hidráulicas que alteram ou podem alterar o regime hidrológico natural do rio (bar- ragem, captação de água, canal de adução, entre outros); Figura 1 Barragem Zabumbão Assim temos como obras hidraulicas existentes para essa regiao destacamos, o sistema hidrico do Zabumbão, maior obra hidrica dessa bacia responsavel pela perenizaçao do rio Paramirim, e tambem uma das principais causas de conflito nesta regiao. A barragem foi construída na década de 1990 pela própria Codevasf. O objetivo dessa infraestrutura hídrica é garantir o abastecimento de água do município de Paramirim e da região e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento da agricultura irrigada no Médio São Francisco baiano, graças à perenização do rio Paramirim. A Embasa – Empresa Baiana de Saneamento, utiliza a barragem para alimentar o Sistema Integrado de Abastecimento de Água dos municípios de Paramirim, Botuporã, Caraíbas, Caturama e Tanque Novo, atendendo a aproximadamente 60 mil habitantes. A barragem possui 60,9 milhões de m³ de volume e capacidade de captação de 80,5 litros por segundo. Além disso, indiretamente a Zabumbão abastece à jusante o Sistema de Abastecimento de Água dos Municípios de Ibipitanga e Açude, com capacidade de captação de 12,9 litros por segundos e de tratamento de 16,7 litros por segundo, o que permite o atendimento à aproximadamente 10 mil habitantes. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA O problema hídrico surge então caracterizado por conflitos entre usuários localizados no reservatório e no rio Paramirim, a jusante, dos quais temos o abastecimento público regional e o uso para agricultura irrigada; dado a sazonalidade da disponibilidade hídrica da barragem em longos períodos de estiagem, e mesmo no período chuvoso as chuvas chegando abaixo da média, não sendo suficientes para repor o volume de agua do reservatório ficando o sistema em déficit hídrico. O que levou aos conflitos, ora exemplificados como os a seguir: em 2015 a população se mobilizara contra a ampliação de concessão da água a novos projetos de irrigação. A situação sendo agravada com a falta de fiscalização tanto pelo órgão gestor quanto pelas agências fiscalizadoras federais e estaduais, que permite o desmatamento de nascentes em seus afluentes como o rio do Morro do Fogo ou da Barra. Bem como em 2019, com a estiagem, o volume da barragem desceu a níveis críticos, mas, ainda assim, o órgão gestor (Codevasf) continuou a liberar ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA água para a agricultura, ameaçando assim o próprio fluxo do rio que interrompeu o curso antes de chegar na vizinha cidade de Caturama. Para solução de todos esses desses conflitos, a partir de estudos mais aprofundados e a mobilização de órgãos públicos em todas as esferas, como a EMBRAPA, ANA, CODEVASF, atores locais e regionais, é criado Comitê de Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia dos Rios Paramirim e Santo Onofre. E por intermédio da ANA – Agencia Nacional de Aguas é instituído o MARCO REGULATORIO DE USO DA BACIA, estabelecendo, ações, cotas de uso da barragem, a regulação das vazões, regulação do uso e ordenamento prioritário do abastecimento, outorgas, a implantação de novos projetos. - Vazão Media: Como vimos anteriormente, mediante a solução dos conflitos locais, a vazão média para captação e distribuição da agua nesta bacia ficou determinada e regulada de acordo com o Marco Regulatório de Uso da Bacia Hidrográfica. Implementado pela Agencia Nacional de Aguas – ANA; que estabelece em seu teor o limite de vazão para os sistemas conectados a partir do sistema hídrico do Zabumbão, compreendendo o reservatório de mesmo nome, localizado nos municípios de Paramirim e Érico Cardoso (BA), e trecho do rio Paramirim, a jusante, de domínio do Estado da Bahia, até a barragem Olaria situada às coordenadas 13° 14’ 5,31” Sul e 42° 16’ 47,60” Oeste, junto à comunidade Feira Nova, no município de Caturama (BA), conforme detalharemos a seguir. Tal instrumento dado a sazonalidade da disponibilidade hídrica da bacia estabelece cotas de vazão aos usuários conectados de acordo com o regime de recarga do reservatório principal. Que segundo dados do próprio documento veremos a seguir: Um dos aspectos que fortemente influenciam a disponibilidade hídrica do sistema é a capacidade de acumulação de água do reservatório Zabumbão. Atualmente, à cota de soleira do vertedouro (670m) ela é estimada em 61,032 hm³, conforme estudo topo batimétrico realizado pela ANA em 2017. Observa-se que o volume útil do reservatório é igual a 56,94hm³, o que, comparado ao valor original de armazenamento (76hm³), provavelmente utilizado, tal estudo fixa o volume mínimo operacional para o reservatório foi definido pela cota do “porão”, abaixo da qual não há defluência por gravidade a jusante, igual a 650m. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA O Plano propõe disponibilizar para outorga no sistema hídrico as vazões médias anuais resumidas, com vazão total outorgável igual a 698 L/s, sendo 217 L/s para captações no corpo hídrico de domínio da União. Observa-se que essa vazão está próxima ao valor estimado para a vazão regularizada com 100% de garantia constante na Nota Informativa nº 15/2015/COREG/SRE, igual a 658 L/s. – Usos associados ao reservatório Zabumbão; cujas finalidades e Vazão Média Anual (L/s) são respectivamente: Abastecimento público – SIAA Paramirim - Paramirim, Caturama, Tanque Novo e Botuporã 130 L/s. Estimativa COMAR a partir da demanda informadapela EMBASA para 2018 projetada para 2031 Abastecimento público – Sistemas Isolados de Rio do Pires, Ibipitanga, Macaúbas e Boquira, além de comunidades rurais nesses municípios 82 L/s Estimativa COMAR a partir da demanda informada pela EMBASA para 2031 e da população total dos municípios a serem atendidos Demais usos no entorno do açude 5 L/s Previsão COMAR Usos a jusante 400 L/s, valor médio anual estimado pelo deplecionamento do açude entre 2002 e 2009, cotejado com os estudos realizados e citados nesta Nota Técnica; Descarga por pulsos para atendimento de usos até Feira Nova 81L/s Valor médio anual suficiente para duas descargas a jusante de 1,3 milhão de m3 TOTAL OUTORGÁVEL 698 (1) Inclui usos que independem de outorga de direito de uso, tendo sido desconsideradas a disponibilidade hídrica incremental a jusante do açude, bem como perdas de trânsito, a serem definidas pelo INEMA em seus processos e regularização de usos. Paralelemente ao marco regulatório, cria também o que podemos chamar de estados hidrológicos, que determina o volume de vazões aos usuários conectados, mediante o valor das precipitações medias que fazem a recarga da bacia, e conforme a altura do reservatório fixa-se então os valores de referência para a vazão do sistema para os seus usuários conforme lista de priorização. Os estágios hidrológicos conformidade com o modelo de regulação dados do documento ficaram a seguir: a) EH Verde, quando os usos outorgados são autorizados; b) EH Amarelo, quando os usos devem se submeter às condições estabelecidas no Termo de Alocação de Água; c) EH Vermelho, situação de escassez hídrica, quando os usos devem se submeter à definição do órgão outorgante, após realização de reunião pública. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Cuja tabela de vazões podemos observar a abaixo: – Estados Hidrológicos e condições de uso para as finalidades PRIORIDADE FINALIDADES Média VERDE AMARELO VERMELHO % L/s % L/s % L/s 1 Abastecimento Público - SIAA Paramirim 130 100% 130 100% 130 100% 130 2 Demais usos no reservatório 5 100% 5 75% 4 50% 3 2 Usos rio Paramirim - Zabumbão até açude Olaria 400 100% 400 75% 300 50% 200 3 Descarga por pulso - usos ate Feira Nova 81 100% 81 50% 40 25% 20 3 Abastecimento Público - Sistema Isolados 82 100% 82 50% 41 25% 21 TOTAL 698 698 515 373 III. Conclusão das análises Ao final deste estudo, vimos então que, bacia hidrografica do rio Paramirim é um importante sistema hídrico que garante a manutencao da vida, das atividades economicas dessa grande regiao do semiárido baiano. A manutenção deste manacial garante a seguranca hídrica e oferta de agua com disponiblidade e qualidade para o abastecimento de agua à poulação dos municipios que ela engloba em suas mais variadas atividades econômicas. Tal estudo nos permite conhecer e inferir que: sendo esta bacia, situada na região semiárida, com a existência de extensas áreas com aptidão média a alta para a agricultura, a tradição na produção agrícola associada aos recursos hídricos e a existência de importantes reservatórios como o Zabumbão e Macaúbas, não foram sucientes historicamente para livrar a região da pobreza e da escassez. A região passou por um período de seca importante nos últimos anos, o que agravou o quadro econômico e social regional. Somente para citar problemas evidentes, destacam-se: O confliito pelo uso da água do reservatório de Zabumbão, em decorrência do projeto do sistema de abastecimento integrado desenvolvido pela Embasa para o abastecimento de cinco municípios (Paramirim, Botuporã, Caturama, Tanque Novo e Caraíbas) e a demanda dos irrigantes do vale do rio Paramirim;). A situação crítica da disponibilidade hídrica e os crescentes conflitos entre os diferentes usuários coloca em evidência a necessidade do planejamento integrado dos recursos hídricos. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA Tais particularidades conforme falamos anterioremente, principalmente no tocante a sazonalidade dos regimes de chuva e recarga desta bacia, cuja configuração nos apresenta grande deficit hidrico, nos levam a concluir que: para implatação de qualquer obra de engenharia no ambito desta bacia, todas as premissas devem ser observadas, o planejamento e gestão hídrica devem ser realizados, a fim de que, se garanta a segurança hidrica e a mediação de conflitos entre os usuarios, vizando-se ter um sistema seguro e otmizado. Como ações de engenharia é sugerido então a modernização dos sistemas hidraulicos existentes visando a sua otimização de uso e diminuição de percas hidricas, como vazamentos, substituição de adutoras mal dimensionadas por projetos mais avançaados, com melhor vazão e menos perda de carga hidraulica, substituição de canais de escoamento abertos para irrigação por condutos fechados que diminuie a perda de volume de água pela evaporação; Utilizar tecnologias de irrigação que consumam menos água, a exemplo da microaspersão e do gotejamento; planejamento e dimensionamento correto do uso das vazões. Tanto para abastecimento humano quanto para areas de irrigação; realização de revitalização de matas nativas ciliaries, em encostas e nascentes mehorando o ciclo hidrologico, assim como fazer um controle efetivo de contaminates a exemplo de agrotoxicos, lixo e esgoto, preservando a qualidade dos solo e dos mananciais adjacentes tanto superficiais como de aguas subterranêas, fiscalizar e coibir a implantacao de sistemas clandestinos com criação de barragens e aberturas de poços artesianos, fora do planejamento proposto pelo Marco regulatorio bem como pelo Plano de Recursos Hidricos do comite de Gestão da Bacia. Enfim nosso parecer e favoravel e implantação de novas obras e melhorias no sistema hidrico regional desde que as premisas e observações tecnico cientificas aqui citadas sejam respeitadas e compridas fielmente. ATIVIDADE PRÁTICA ESCOLA POLITÉCNICA – ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE HIDROLOGIA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Alan Santana; Karolina Teixeira Silva; Rafael Santos Lemos. CARACTERIZAÇÃO MORFOMÉTRICA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAMIRIM, BRASIL. In: XVI ENEEAMB & LV FLAES, 2018, Palmas. Anais eletrônicos... Campinas, Galoá, 2018. Disponível em: Acesso em: 08 ago. 2023. ANA- Agencia Nacional de Aguas. NOTA TÉCNICA Nº 13/2021/COMAR/SRE Documento no 02500.042681/2021-19. Brasilia, setembro 2021. Chahini, Caroline Ribeiro; Ramos, Verônica Moreira; Nascimento, Fernanda de Lima do; Zamboni, Pedro Ghorayeb. Mapeamento de geoambientes na bacia do alto curso do rio Paramirim (BA) por meio de imagem de satélite. Plano de Recursos Hídricos e Proposta de Enquadramento dos Corpos de Água das Bacias Hidrográficas dos Rios Paramirim e Santo Onofre: Programas de Investimentos do PRHPASO. Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Paramirim e Santo Onofre. Salvador, 2017 Viglio, Eduardo Paim. Atlas geoquímico da bacia do rio Paramirim / Eduardo Paim Viglio, André Luís Invernizzi, Deborah Ribeiro Baptista. – Rio de Janeiro : CPRM, 2021. 1 recurso eletrônico : PDF Projeto levantamento geoquímico de baixa densidade do estado da Bahia. ISBN 978-65-5664-164-5