Prévia do material em texto
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso de Enfermagem(EFM0427) SINDROME DE BURNOUT Autor(es): Nome do Acadêmico Ana Karolina Saldanha Cunha¹ Jheniff da Costa Silvestre¹ Leiney Silva de Lima¹ Maria Kaiany Rodrigues de Lima França¹ Yasmim da Silva Cajado¹ Tutor externo: Nome do Orientador Heidiany Medim da Mota² RESUMO Investigar a incidência da Síndrome do Burnout entre profissionais da saúde, avaliando o impacto negativo no bem-estar pessoal e profissional, assim como no cuidado ao paciente. Realização de uma revisão integrativa da literatura. Identificou-se um alto índice de Síndrome do Burnout em profissionais da saúde, com um risco elevado de desenvolver a condição e outros transtornos mentais. A maioria dos estudos envolveu profissionais de medicina e enfermagem, sendo a maior parte dos profissionais de saúde do sexo feminino e atuando em hospitais e unidades básicas de saúde. Destaca-se a necessidade de mais pesquisas na área, envolvendo diferentes categorias profissionais e ambientes de trabalho, além de analisar o impacto da predominância feminina na saúde. A Síndrome do Burnout é um distúrbio emocional, sendo que uns dos principais sintomas são a exaustão extrema, o estresse e o esgotamento físico, que é resultante de situações advindo do trabalho desgastante, onde demandam muita competitividade ou responsabilidade. Destaca-se a importância de abordagens preventivas e estratégias de intervenção para mitigar os efeitos da Síndrome do Burnout, visando melhorar a qualidade de vida dos profissionais e a eficácia no atendimento aos pacientes. Palavras-chave: Exaustão Emocional, Despersonalização, Realização Pessoal Reduzida 1 INTRODUÇÃO A Síndrome do Burnout também conhecida como esgotamento profissional, foi identificada em 1974 por Freudenberger. Essa condição se manifesta pela sensação de exaustão intensa, estresse e cansaço tanto físico quanto mental, provenientes de atividades laborais desgastantes, caracterizadas pela alta exigência de competitividade ou responsabilidade. A importância da pesquisa está na sua ampla incidência entre profissionais da saúde, educação e empresas, o que influencia de forma direta na vida dos trabalhadores e na eficácia dos serviços oferecidos. Reconhecer e compreender os elementos que contribuem para o surgimento da síndrome são fundamentais para a elaboração de Diante disso, necessário se faz perguntar: De que forma é realizado o diagnóstico? Por profissionais da área da Saúde: um Psiquiatra e um Psicólogo, por meio de uma entrevista extensa. Segundo os autores acima citados, o diagnóstico clínico é conduzido de acordo com a história de vida do paciente, também é levado em conta o grau de satisfação e de envolvimento do enfermo com o trabalho ou com a sua profissão. Em relação ao tratamento, a doença não exige necessariamente a inserção medicamentosa, contudo, deve ser apurada por um especialista, pois o uso de medicamentos para o tratamento da Síndrome de Burnout irá depender dos sinais e das características de cada paciente. Em relação ao tratamento psicológico, é importante saber sobre a doença para poder “conhecer os sintomas, entender a situação e identificar os fatores que deram origem a ela” (SILVA et al., 2020, p. 18) estratégias de prevenção e intervenção adequadas. Os principais problemas associados à Síndrome do Burnout incluem a diminuição da satisfação profissional, o aumento do absenteísmo e da rotatividade de funcionários, além de problemas de saúde mental como depressão e ansiedade. Esses problemas não só afetam o indivíduo, mas também a estrutura organizacional e a sociedade como um todo. O estudo tem como propósito examinar as origens, sinais e consequências, assim como descobrir abordagens eficazes para prevenir e intervir. Adicionalmente, almeja-se promover um ambiente laboral mais saudável e produtivo, priorizando o bem-estar dos colaboradores. Para conduzir a pesquisa, foram utilizadas técnicas qualitativas e quantitativas, tais como análises exaustivas da literatura, estudos de caso, investigações de campo e análises estatísticas. Essas metodologias permitem uma compreensão ampla do fenômeno, auxiliando na elaboração de soluções embasadas em evidências. 2 FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA Marcada por exaustão emocional, despersonalização e diminuição da satisfação pessoal, essa síndrome tem um impacto significativo na saúde e no bem-estar dos indivíduos, assim como na produtividade das organizações e de seus principais elementos, com repercussões tanto para as pessoas quanto para as empresas. O que se percebe atualmente é que, na maioria das vezes, são estabelecidas metas individuais, esquecendo-se do coletivo, gerando assim um ambiente de competição não saudável. (CARVALHO, 2023, p. 27). Em média, aproximadamente 72% dos trabalhadores são afetados pelas consequências do estresse, sendo que dentre esses, 32% são diagnosticados com a síndrome de Burnout (MPI, 2020.). Há uma maior propensão ao surgimento de outras doenças devido à persistência dos trabalhadores em manter sua jornada, mesmo insatisfeitos, por receio de perderem seus empregos. A principal razão para o surgimento dos sintomas dessa síndrome é a exaustão provocada pelas extensas horas de trabalho. Assim, é fundamental que a quantidade de horas trabalhadas por dia esteja alinhada com a saúde mental e física do indivíduo. “A síndrome de Burnout não é modismo, não é meramente um trend topic, é uma doença sorrateira que existe realmente, que acomete milhares de trabalhadores em todo o mundo neste exato momento e que pode se tornar uma grave ameaça para a saúde das pessoas, das organizações e da sociedadeem geral, trazendo diversos prejuízos.” (CARVALHO, 2023, p. 73). É preciso que casos de burnout não sejam erroneamente identificados pelas organizações como uma mera falta de inteligência, uma fraqueza do colaborador ou ainda um caso de pouca aderência ou comprometimento coma cultura da empresa. É preciso evitar banalizar e encarar a condição de forma simplista, pois, se as causas não forem devidamente identificadas e tratadas (…) serão inócuas. (CARVALHO, Antônio. 2020, p. 70). A Síndrome de Burnout, designada também como exaustão no trabalho, surge como uma reação duradoura e intensa ao estresse prolongado no ambiente profissional. Os seus sintomas se evidenciam por meio de três aspectos principais, de acordo com o modelo de Maslach e Leiter (1997): 1. Exaustão Emocional: os indivíduos experimentam sentimentos de exaustão profundo físico e emocional, levando ao cansaço constante, falta de energia e dificuldades lidar com as demandas do trabalho. A exaustão emocional é o primeiro pilar da Síndrome Burnout é caracterizado por uma sensação de intenso cansaço físico e mental Emoções. 2. Despersonalização: caracterizada por uma atitude cínica e negativa em relação o trabalho e as pessoas com quem lidamos profissionalmente. Isto leva a uma diminuição da sensibilidade e a formação de distanciamento emocional, também conhecido como cinismo. É a tendência para ele desenvolver uma atitude negativa, distante e despersonalizada em relação ao trabalho e as pessoas com quem você lida profissionalmente. 3. Redução pessoal: Sentimentos de incompetência e falta de o desenvolvimento pessoal marca esta dimensão. As pessoas podem pensar que o seu trabalho não tem significado ou influência, levando à baixa autoestima. Este componente está vinculado a sensação de que o trabalho não tem significado ou impacto, levando à percepção de incompetência e falta de sucesso. Os efeitos da Síndrome de Burnout são profundos e de longo alcance, afetando tanto indivíduos e organizações, como exaustão emocional e redução da realização pessoal resultante do Burnout, onde afeta diretamente a produtividade dos funcionários. Ausência de motivação e energia para realizar as tarefas reduzem a eficiência e a qualidade do trabalho. Pessoas que sofrem de esgotamento têm maior probabilidade de perdero emprego por causa disso problemas de saúde relacionados ao estresse crônico. Ausência frequente afeta a continuidade das operações e pode aumentar a carga de trabalho dos colegas. As empresas têm um papel fundamental a desempenhar na prevenção e no apoio colaboradores que enfrentam a Síndrome de Burnout, adotando essa abordagem, o que contribui para o bem-estar no trabalho. As empresas devem focar na cultura organizacional apoio, que é a promoção do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a ser partilhado a vida pessoal no trabalho pois é essencial para o bem-estar dos colaboradores o funcionamento das empresas. Além disso, ajustes na jornada de trabalho, dentro dos limites legais, e a redistribuição de tarefas entre a equipe podem ser necessários para reduzir a carga sobre o profissional reintegrado. Por esse motivo, é cada vez mais comum e necessário que as empresas tenham acompanhamento psicológico regular, pois o funcionário saudável rende melhor, para que o desenvolvimento de habilidades ocorra, como a inteligência emocional, promoção da saúde mental e a qualidade de vida. (BIBLIOTECA SEBRAE, 2023) A liderança autocrática é eficaz em certas situações, como em momentos de crise ou quando a equipe carece de experiência e precisa de orientação direta. No entanto, esse estilo de liderança tem suas desvantagens, como a falta de motivação dos membros da equipe, a limitação da criatividade e da inovação e a possibilidade de criar um ambiente de trabalho tenso e autoritário, está associada a diversos pontos negativos que podem prejudicar tanto a equipe quanto a organização como um todo (PEREIRA, 2014). 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO A síndrome de Burnout é um fenômeno complexo e multifacetado que afeta principalmente profissionais que atuam em áreas com alta demanda emocional e estresse crônico, como saúde e educação. A análise da literatura científica revela que esta síndrome é caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal no trabalho. Esses sintomas afetam não apenas a saúde mental e física do indivíduo, mas também a qualidade do serviço prestado, o que pode levar a erros profissionais e deterioração do atendimento ao cliente ou paciente1. Além disso, a predominância de casos em mulheres profissionais sugere influência de fatores socioculturais e de gênero, que podem agravar o estresse laboral e a vulnerabilidade à síndrome. O debate sobre a síndrome de esgotamento profissional implica a necessidade de abordagens e intervenções preventivas que levem em conta as peculiaridades de cada ambiente de trabalho e categoria profissional. É fundamental que as organizações desenvolvam estratégias para mitigar os fatores de risco, como carga de trabalho excessiva, falta de reconhecimento e conflitos interpessoais. Além disso, é importante promover uma cultura organizacional que valorize o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e forneça apoio psicológico. A implementação de programas de bem-estar e a formação de gestores para identificar e atuar nos primeiros sinais da síndrome são passos essenciais para prevenir o seu desenvolvimento e promover um ambiente de trabalho mais saudável. 4 REFLEXÕES FINAIS O estudo da Síndrome de Burnout tem contribuído significativamente para uma melhor compreensão dos desafios enfrentados pelos profissionais em ambientes de trabalho intensivos e exigentes. Através deste trabalho, foi possível identificar não só os sintomas e consequências da síndrome, mas também as suas causas subjacentes, muitas vezes enraizadas na cultura organizacional e nas expectativas sociais. Os resultados obtidos evidenciam a necessidade urgente de mudanças nas estruturas de trabalho, incluindo a implementação de medidas preventivas e de apoio aos trabalhadores. Observou-se que as intervenções centradas no indivíduo, como a terapia e o aconselhamento, são úteis, mas não são suficientes sem transformações organizacionais que abordem as causas sistémicas do stress ocupacional. Os objetivos deste estudo foram alcançados através da sensibilização para a Síndrome de Burnout e do fornecimento de dados concretos que podem ser utilizados pelas organizações para melhorar o bem-estar dos seus colaboradores. Além disso, o trabalho serviu como um apelo à ação para líderes e gestores, enfatizando a importância de criar um ambiente de trabalho equilibrado e sustentável onde o bem-estar dos trabalhadores seja uma prioridade. REFERÊCIAS BIBLIOTECA SEBRAE. Entenda como a Síndrome de Burnout afeta o dia a dia das empresas. Portal Sebrae, 31 de julho de 2023. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/pe/artigos/como-a-sindrome-de- burnout-afetao-dia-a-dia das empresas,14f4536044395710VgnVCM1000004c00210aRCRD. Acesso em: 10 de Junho. de 2024 CARVALHO, Antônio José de. Síndrome de Burnout: Uma ameaça invisível no trabalho. 1. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2023.E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 11 de set. 2023. MASLACH, C. e LEITER, M. The truth about burnout: How organizations cause personal stress and what to do about it. San Francisco: Josey-Bass, 1997. SILVA, Liandra Nogueira Soares da. MEDEIROS, Gabriela Pires Amâncio. SILVA, Marcibelly Fernandes da. SILVA, Crislane Mayara dos Santos. MARREIRO, João Vitor de Sousa. MPPI – Ministério Público do Estado do Piauí. Guia Prátio sobre a Síndrome de Burnout. Bem Viver no MPI. Tersinha – PT: Bem Viver no MPI, 2020. 27 p. Disponível:https://www.mppi.mp.br/internet/wp-content/uploads/2020/09/Ebook_Guia- pra%CC%81ticosobre-a-Si%CC%81ndrome-de-Burnout-2.pdf. Acesso em: 26 de jul. 2022. PEREIRA, Alonso Luiz. A liderança como um fator de diferencial competitivo. Negócios em Projeção,v.5,n.1,2014.Disponívelem: https://web.archive.org/web/20160906044418id_/http://revista.faculdadeprojecao.edu.br :80/in dex.php/Projecao1/article/viewFile/360/292. Acesso 10 de junho de 2024