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1 
 
CIÊNCIAS HUMANAS – HISTÓRIA 
 
O aparecimento da filosofia na Grécia não foi um 
fato isolado. Estava ligado ao nascimento da pólis. 
Marcelo Rede. A Grécia Antiga, 2012. 
A relação entre os surgimentos da filosofia e da pólis 
na Grécia Antiga é explicada, entre outros fatores: 
 
 
 
 
 
 
Os Impérios helenísticos, amálgamas ecléticas de 
formas gregas e orientais, alargaram o espaço da 
civilização urbana da Antiguidade clássica, diluindo-lhe 
a substância [...]. De 200 a.C. em diante, o poder 
imperial romano avançou para leste [...] e nos meados 
do século II as suas legiões haviam esmagado todas as 
barreiras sérias de resistência do Oriente. 
P. Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo. 
Porto: Afrontamento, 1982. 
Na região das formações sociais gregas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A era feudal tinha legado às sociedades que a 
seguiram a cavalaria, cristalizada em nobreza. [...] Até 
nas nossas sociedades, em que morrer pela sua terra 
deixou de ser monopólio de uma classe ou profissão, o 
sentimento persistente de uma espécie de supremacia 
moral ligada à função do guerreiro profissional — 
atitude tão estranha a outras civilizações, tal como a 
chinesa — permanece uma lembrança da divisão 
operada, no começo dos tempos feudais, entre o 
camponês e o cavaleiro. 
Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987. 
Segundo o texto, a valorização da ação militar: 
 
 
 
 
 
 
TEXTO I 
É da maior utilidade saber falar de modo a persuadir 
e conter o arrebatamento dos espíritos desviados pela 
doçura da sua eloquência. Foi com este fim que me 
apliquei a formar uma biblioteca. Desde há muito 
tempo em Roma, em toda a Itália, na Germânia e na 
Bélgica, gastei muito dinheiro para pagar a copistas e 
livros, ajudado em cada província pela boa vontade e 
solicitude dos meus amigos. 
GEBERTO DE AURILLAC. Lettres. Século X. Apud 
PEDRERO-SÁNCHEZ, M. G. História da Idade Média: texto 
e testemunhas. São Paulo: Unesp, 2000. 
 
2 
TEXTO II 
Eu não sou doutor nem sequer sei do que trata esse 
livro; mas, como a gente tem que se acomodar às 
exigências da boa sociedade de Córdova, preciso ter uma 
biblioteca. Nas minhas prateleiras tenho um buraco 
exatamente do tamanho desse livro e como vejo que tem 
uma letra e encadernação muito bonitas, gostei dele e 
quis comprá-lo. Por outro lado, nem reparei no preço. 
Graças a Deus sobra-me dinheiro para essas coisas. 
AL HADRAMI. Século X. Apud PEDRERO-SÁNCHEZ, M. G. A 
Península Ibérica entre o Oriente e o Ocidente: cristãos, judeus 
e muçulmanos. São Paulo: Atual, 2002. 
Nesses textos do século X, percebem-se visões distintas 
sobre os livros e as bibliotecas em uma sociedade 
marcada pela: 
 
 
 
 
 
 
Soberania popular, igualdade civil, igualdade perante 
a lei – as palavras hoje são ditas com tanta facilidade 
que somos incapazes de imaginar seu caráter explosivo 
em 1789. Não conseguimos nos imaginar num mundo 
mental como o do Antigo Regime. 
DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. Mídia, cultura e 
revolução. Trad., São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 30. 
As sociedades europeias do chamado Antigo Regime 
baseavam-se: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regimes que se dizem cristãos e que derivam sua 
autoridade de um determinado corpo de textos já 
variaram do reino feudal de Jerusalém aos shakers, do 
império dos tsares russos à República Holandesa, da 
Genebra de Calvino à Inglaterra georgiana. 
Em épocas distintas, a teologia cristã absorveu 
Aristóteles e Marx. Todos afirmavam provir dos 
ensinamentos de Cristo – embora em geral 
desagradando a outros cristãos igualmente convencidos 
de sua cristandade. 
HOBSBAWM, Eric. Como mudar o mundo. Marx e o marxismo 
(1840-2011). São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 312. 
No texto de Eric Hobsbawm, há informações que nos 
fazem em lembrar a Reforma Protestante, a qual pôs 
um fim no monopólio espiritual da Igreja Católica, 
oferecendo novas opções religiosas. 
Um dos efeitos do movimento, sobretudo a partir de 
Calvino, foi: 
 
 
 
 
 
 
Do Brasil descoberto esperavam os portugueses a 
fortuna fácil de uma nova Índia. Mas o pau-brasil, única 
riqueza brasileira de simples extração antes da “corrida 
do ouro” do início do século XVIII, nunca se pôde 
comparar aos preciosos produtos do Oriente. (...) O 
Brasil dos primeiros tempos foi o objeto dessa avidez 
colonial. A literatura que lhe corresponde é, por isso, 
de natureza parcialmente superlativa. Seu protótipo é a 
carta célebre de Pero Vaz de Caminha, o primeiro a 
enaltecer a maravilhosa fertilidade do solo. 
MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides − 
Breve história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: 
José Olympio, 1977, p. 3-4 
 
 
3 
A colonização portuguesa, no século XVI, se valeu de 
algumas estratégias para usufruir dos produtos 
economicamente rentáveis no território brasileiro, e 
de medidas para viabilizar a ocupação e 
administração do mesmo. 
São exemplos dessas estratégias e dessas medidas, 
respectivamente: 
 
 
 
 
 
 
Na colônia, a justiça era exercida por toda uma 
gama de funcionários a serviço do rei. A violência, a 
coerção e a arbitrariedade foram suas principais 
características. [...] Nas regiões em que a presença da 
Coroa era mais distante, os grandes proprietários de 
terras exerciam considerável autoridade administrativa 
e judicial. No sertão, os potentados impunham seus 
interesses à população livre. 
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. 
História do Brasil: uma interpretação, 2008. 
Ao analisar o aparato judiciário no Brasil Colonial, o 
texto: 
 
 
 
 
 
 
 
Outra importante manifestação das crenças e 
tradições africanas na Colônia eram os objetos 
conhecidos como “bolsas de mandinga”. A insegurança 
tanto física como espiritual gerava uma necessidade 
generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, 
das doenças, da má sorte, da violência dos núcleos 
urbanos, dos roubos, das brigas, dos malefícios de 
feiticeiros etc. Também para trazer sorte, dinheiro e até 
atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras 
décadas do século XVIII, envolvendo não apenas 
escravos, mas também homens brancos. 
CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. 
In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. 
A prática histórico-cultural de matriz africana descrita 
no texto representava um(a): 
 
 
 
 
 
 
Se a obra historiográfica de Sérgio Buarque de 
Hollanda foi um olhar para o passado brasileiro a partir 
da História de São Paulo (as monções, as entradas 
e bandeiras, os caminhos e fronteiras) entre 
a generalidade do ensaio, em Raízes do Brasil, 
e a sistematização acadêmica de sua produção na USP, 
a cidade do Rio de Janeiro funda um universo poético 
e um horizonte criativo inteiramente novos em Chico 
Buarque, no cruzamento das atividades do “morro” 
(o samba, sobretudo) com as da “cidade” (A Bossa 
Nova e a vida intelectual do circuito Zona Sul). 
FIGUEIREDO, Luciano (org). História do Brasil para ocupados. 
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013, p. 451. 
As entradas e bandeiras, durante o Período Colonial, 
foram expedições: 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
Nem todos os homens se renderam diante das forças 
irresistíveis do novo mundo fabril, e a experiência do 
movimento dos quebradores de máquina demonstra uma 
inequívoca capacidade dos trabalhadores para 
desencadear uma luta aberta contra o sistema de 
fábrica. De um lado, esse movimento de resistência 
visava investir contra as novas relações hierárquicas e 
autoritárias introduzidas no interior do processo de 
trabalho fabril, e nessa medida a destruição das 
máquinas funcionava como mecanismo de pressão 
contra a nova direção organizativa das empresas; de 
outro lado, inúmeras atividades de destruição 
carregaram implicitamente uma profunda hostilidade 
contra as novas máquinas e contra o marco organizador 
da produção que essa tecnologia impunha. 
Edgar de Decca. O nascimento das fábricas, 1982. Adaptado. 
Os movimentos dos quebradoreso czar 
Alexandre II, através de empréstimos franceses, inicia: 
 
 
 
 
 
 
Os modernistas produziram manifestos e profissões 
de fé, fundaram revistas, formaram grupos, mesmo 
depois de estarem evidentes as diferenças dentro do 
grande grupo inicial. Os escritores de 30 não 
produziram um único manifesto estético. (...) Para 
entender essas diferenças pode ser útil voltar um pouco 
a algo apenas esboçado acima: aquela diferença entre 
as gerações formadas antes e depois da Primeira Guerra, 
articulada à dinâmica do funcionamento dos projetos de 
vanguarda. (...) O modernismo nasceu em São Paulo e 
não há quem deixe de apontar o quanto do 
desenvolvimento industrial da cidade alimentou a 
esperança de que a modernização do país, quando 
generalizada, poderia até mesmo tirar da marginalidade 
as massas miseráveis. 
BUENO, Luís. Uma história do Romance de 30. São Paulo: 
Edusp. Campinas: Editora da Unicamp, 2006, p. 66-67. 
O conhecimento histórico permite afirmar que a eclosão 
da Primeira Guerra Mundial deu grande impulso ao 
desenvolvimento industrial brasileiro, na medida em 
que: 
 
 
 
 
 
 
Quanto aos campos de batalha, os nomes de ilhas 
melanésias e assentamentos nos desertos norte-
africanos, na Birmânia e nas Filipinas tornaram-se tão 
conhecidos dos leitores de jornais e radiouvintes quanto 
os nomes de batalhas no Ártico e no Cáucaso, na 
Normandia, em Stalingrado e em Kursk. A Segunda 
Guerra Mundial foi uma aula de geografia. 
HOBSBAWM, E. Era dos extremos – o breve século XX: 1914-1991. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1997 (adaptado). 
 
 
9 
Um dos principais acontecimentos do século XX, a 
Segunda Grande Guerra (1939-1945) foi interpretada no 
texto como uma aula de geografia porque: 
 
 
 
 
 
 
Valente, composto em 1940. 
Chegou a hora dessa 
gente bronzeada 
mostrar seu valor! 
[...] 
eu quero ver 
O Tio Sam tocar pandeiro 
Para o mundo sambar 
O Tio Sam está querendo 
conhecer a nossa batucada 
anda dizendo 
que o molho da baiana 
melhorou seu prato 
Vai entrar no cuscuz 
acarajé e abará 
Na Casa Branca 
já dançou a batucada 
[...] 
Assis Valente. “Brasil Pandeiro”, 1940. Apud Antonio 
Pedro Tota. O imperialismo sedutor, 2000. 
Esse samba pode ser considerado um exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As pessoas tentam fazer pouco da gente 
Simplesmente porque existimos 
A barra não anda muito legal 
Espero morrer antes de ficar velho 
Esta é a minha geração 
MUGGIATI, R. Rock, o grito e o mito: música pop como forma 
de comunicação e contracultura. Petrópolis: Vozes, 1973. p. 47. 
O texto mencionado é um fragmento da letra da canção 
My Generation, gravada em 1965 pela banda britânica de 
rock The Who e livremente traduzida para o português. 
No mundo polarizado da Guerra Fria, que atitude da 
juventude daquela época está referida na canção? 
 
 
 
 
 
 
No período anterior ao golpe militar de 1964, os 
documentos episcopais indicavam para os bispos que o 
desenvolvimento econômico, e claramente o 
desenvolvimento capitalista, orientando-se no sentido da 
justa distribuição da riqueza, resolveria o problema da 
miséria rural e, consequentemente, suprimiria a 
possibilidade do proselitismo e da expansão comunista 
entre os camponeses. Foi nesse sentido que o golpe de 
Estado, de 31 de março de 1964, foi acolhido pela igreja. 
MARTINS, J. S. A política do Brasil: lúmpen e místico. 
São Paulo: Contexto. 2011 (adaptado). 
Em que pesem as divergências no interior do clero após 
a instalação da ditadura civil-militar, o posicionamento 
mencionado no texto fundamentou-se no entendimento 
da hierarquia católica de que o(a): 
 
 
10 
 
 
 
 
 
 
Ao longo da década de 1950, período marcado pelo 
que se chamou de “desenvolvimentismo”, manifestou-
se uma nova geração de escritores, bastante viva, 
apostando em profundo mergulho num Brasil histórico 
e mítico, como no caso singular de Guimarães Rosa, ou 
em tendências de vanguarda, como a dos poetas do 
“Concretismo”, que concebiam a linguagem como 
objeto visual, disposta na página em relação funcional 
com o espaço branco ou colorido, e aproveitando ainda, 
por vezes, o chamamento de recursos gráficos usuais 
nas mensagens de propaganda. 
MOREIRA, Tibúrcio. Inédito. 
Durante a Guerra Fria, o presidente norte-americano, 
John F. Kennedy, com a intenção de desenvolver o 
capitalismo na América Latina e assegurar sua influência 
na região, criou a Aliança para o Progresso, que: 
 
 
 
 
 
 
Dado que o Presidente eleito Donald Trump articulou 
uma visão coerente dos assuntos externos, parece que 
os Estados Unidos devem rejeitar a maioria das políticas 
do período pós-1945. Para Trump, a OTAN é um mau 
negócio, a corrida nuclear é algo bom, o presidente 
russo Vladimir Putin é um colega admirável, os grandes 
negócios vantajosos apenas para nós, norte-americanos, 
devem substituir o livre-comércio. 
Com seu estilo peculiar, Trump está forçando uma 
pergunta que, provavelmente, deveria ter sido levantada 
há 25 anos: os Estados Unidos devem ser uma potência 
global, que mantenha a ordem mundial – inclusive com 
o uso de armas, o que Theodore Roosevelt chamou, 
como todos sabem, de Big Stick? 
Curiosamente, a morte da União Soviética e o fim 
da Guerra Fria não provocaram imediatamente esse 
debate. Na década de 1990, manter um papel de 
liderança global para os Estados Unidos parecia barato 
– afinal, outras nações pagaram pela Guerra do Golfo 
Pérsico de 1991. Nesse conflito e nas sucessivas 
intervenções norte-americanas na antiga Iugoslávia, os 
custos e as perdas foram baixos. Então, no início dos 
anos 2000, os americanos foram compreensivelmente 
absorvidos pelas consequências do 11 de setembro e 
pelas guerras e ataques terroristas que se seguiram. 
Agora, para melhor ou para pior, o debate está nas 
nossas mãos. 
Eliot Cohen. “Should the U.S. still carry a ‘big stick’?”. 
www.latimes.com, 18.01.2017. Adaptado. 
O texto identifica dois períodos distintos nas relações 
globais após o fim da Guerra Fria. Tais períodos podem 
ser descritos da seguinte forma:o czar 
Alexandre II, através de empréstimos franceses, inicia: 
 
 
 
 
 
 
Os modernistas produziram manifestos e profissões 
de fé, fundaram revistas, formaram grupos, mesmo 
depois de estarem evidentes as diferenças dentro do 
grande grupo inicial. Os escritores de 30 não 
produziram um único manifesto estético. (...) Para 
entender essas diferenças pode ser útil voltar um pouco 
a algo apenas esboçado acima: aquela diferença entre 
as gerações formadas antes e depois da Primeira Guerra, 
articulada à dinâmica do funcionamento dos projetos de 
vanguarda. (...) O modernismo nasceu em São Paulo e 
não há quem deixe de apontar o quanto do 
desenvolvimento industrial da cidade alimentou a 
esperança de que a modernização do país, quando 
generalizada, poderia até mesmo tirar da marginalidade 
as massas miseráveis. 
BUENO, Luís. Uma história do Romance de 30. São Paulo: 
Edusp. Campinas: Editora da Unicamp, 2006, p. 66-67. 
O conhecimento histórico permite afirmar que a eclosão 
da Primeira Guerra Mundial deu grande impulso ao 
desenvolvimento industrial brasileiro, na medida em 
que: 
 
 
 
 
 
 
Quanto aos campos de batalha, os nomes de ilhas 
melanésias e assentamentos nos desertos norte-
africanos, na Birmânia e nas Filipinas tornaram-se tão 
conhecidos dos leitores de jornais e radiouvintes quanto 
os nomes de batalhas no Ártico e no Cáucaso, na 
Normandia, em Stalingrado e em Kursk. A Segunda 
Guerra Mundial foi uma aula de geografia. 
HOBSBAWM, E. Era dos extremos – o breve século XX: 1914-1991. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1997 (adaptado). 
 
 
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Um dos principais acontecimentos do século XX, a 
Segunda Grande Guerra (1939-1945) foi interpretada no 
texto como uma aula de geografia porque: 
 
 
 
 
 
 
Valente, composto em 1940. 
Chegou a hora dessa 
gente bronzeada 
mostrar seu valor! 
[...] 
eu quero ver 
O Tio Sam tocar pandeiro 
Para o mundo sambar 
O Tio Sam está querendo 
conhecer a nossa batucada 
anda dizendo 
que o molho da baiana 
melhorou seu prato 
Vai entrar no cuscuz 
acarajé e abará 
Na Casa Branca 
já dançou a batucada 
[...] 
Assis Valente. “Brasil Pandeiro”, 1940. Apud Antonio 
Pedro Tota. O imperialismo sedutor, 2000. 
Esse samba pode ser considerado um exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As pessoas tentam fazer pouco da gente 
Simplesmente porque existimos 
A barra não anda muito legal 
Espero morrer antes de ficar velho 
Esta é a minha geração 
MUGGIATI, R. Rock, o grito e o mito: música pop como forma 
de comunicação e contracultura. Petrópolis: Vozes, 1973. p. 47. 
O texto mencionado é um fragmento da letra da canção 
My Generation, gravada em 1965 pela banda britânica de 
rock The Who e livremente traduzida para o português. 
No mundo polarizado da Guerra Fria, que atitude da 
juventude daquela época está referida na canção? 
 
 
 
 
 
 
No período anterior ao golpe militar de 1964, os 
documentos episcopais indicavam para os bispos que o 
desenvolvimento econômico, e claramente o 
desenvolvimento capitalista, orientando-se no sentido da 
justa distribuição da riqueza, resolveria o problema da 
miséria rural e, consequentemente, suprimiria a 
possibilidade do proselitismo e da expansão comunista 
entre os camponeses. Foi nesse sentido que o golpe de 
Estado, de 31 de março de 1964, foi acolhido pela igreja. 
MARTINS, J. S. A política do Brasil: lúmpen e místico. 
São Paulo: Contexto. 2011 (adaptado). 
Em que pesem as divergências no interior do clero após 
a instalação da ditadura civil-militar, o posicionamento 
mencionado no texto fundamentou-se no entendimento 
da hierarquia católica de que o(a): 
 
 
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Ao longo da década de 1950, período marcado pelo 
que se chamou de “desenvolvimentismo”, manifestou-
se uma nova geração de escritores, bastante viva, 
apostando em profundo mergulho num Brasil histórico 
e mítico, como no caso singular de Guimarães Rosa, ou 
em tendências de vanguarda, como a dos poetas do 
“Concretismo”, que concebiam a linguagem como 
objeto visual, disposta na página em relação funcional 
com o espaço branco ou colorido, e aproveitando ainda, 
por vezes, o chamamento de recursos gráficos usuais 
nas mensagens de propaganda. 
MOREIRA, Tibúrcio. Inédito. 
Durante a Guerra Fria, o presidente norte-americano, 
John F. Kennedy, com a intenção de desenvolver o 
capitalismo na América Latina e assegurar sua influência 
na região, criou a Aliança para o Progresso, que: 
 
 
 
 
 
 
Dado que o Presidente eleito Donald Trump articulou 
uma visão coerente dos assuntos externos, parece que 
os Estados Unidos devem rejeitar a maioria das políticas 
do período pós-1945. Para Trump, a OTAN é um mau 
negócio, a corrida nuclear é algo bom, o presidente 
russo Vladimir Putin é um colega admirável, os grandes 
negócios vantajosos apenas para nós, norte-americanos, 
devem substituir o livre-comércio. 
Com seu estilo peculiar, Trump está forçando uma 
pergunta que, provavelmente, deveria ter sido levantada 
há 25 anos: os Estados Unidos devem ser uma potência 
global, que mantenha a ordem mundial – inclusive com 
o uso de armas, o que Theodore Roosevelt chamou, 
como todos sabem, de Big Stick? 
Curiosamente, a morte da União Soviética e o fim 
da Guerra Fria não provocaram imediatamente esse 
debate. Na década de 1990, manter um papel de 
liderança global para os Estados Unidos parecia barato 
– afinal, outras nações pagaram pela Guerra do Golfo 
Pérsico de 1991. Nesse conflito e nas sucessivas 
intervenções norte-americanas na antiga Iugoslávia, os 
custos e as perdas foram baixos. Então, no início dos 
anos 2000, os americanos foram compreensivelmente 
absorvidos pelas consequências do 11 de setembro e 
pelas guerras e ataques terroristas que se seguiram. 
Agora, para melhor ou para pior, o debate está nas 
nossas mãos. 
Eliot Cohen. “Should the U.S. still carry a ‘big stick’?”. 
www.latimes.com, 18.01.2017. Adaptado. 
O texto identifica dois períodos distintos nas relações 
globais após o fim da Guerra Fria. Tais períodos podem 
ser descritos da seguinte forma:

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