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patologias benignas da mama 1 👸 patologias benignas da mama alterações funcionais benignas da mama, o que são? variedade de alterações morfológicas do tecido mamário presentes durante seu desenvolvimento e sua involução. incidência das alterações funcionais benignas da mama? entre 20 a 50 anos de idade pico próximo a perimenopausa e raramente após a menopausa fisiopatologia das alterações benignas da mama? relacionada a alteração hormonal → desequilíbrio entre estrogênio e progesterona quais os sintomas das alterações funcionais benignas da mama? dor localizada e espessamento fibroelástico , móvel que involui após a menstruação o que é a avaliado na clínica das patologias benignas da mama? idade da paciente status hormonal fatores associados → dor , alteração cutânea, uso de medicações (contraceptivo hormonal sistêmico , TH ex. físico → inspeção estática e dinâmica , palpação de mama e das cadeias linfonodais (axilares, supra e infraclaviculares) exames de imagem → dx e lesões subclínicas exames das patologias da mama: mamografia → exame de restreio US obrigatório na diferenciação entre lesões sólidas e císticas ressonância magnética → situações especiais patologias benignas da mama 2 o que é usado para definir a lesão da mama? consistência limites regularidade localização o que são os nódulos de mama? tumoração na mama → sólida, cística corresponde a cerca de 60% das consultas ambulatoriais 7075% patologias benignas achados palpatórios fisiológicos → pseudo nódulos → junção costoesternal, tecido adiposo aprisionado entre os ligamentos de Cooper, diferença de consistência do parênquima → degraus conduta se paciente com massa palpável nas mamas: menos de 30 anos → US como método Dx inicial é suficiente para avaliação → mamografia complementar se houver achado clínico ou radiológico suspeito de malignidade mais de 30 anos → mamografia seguida de US de mamas é a melhor escolha como são as lesões do fibroadenoma ? lesões firmes e elásticas → fibroelásticos, com bordas regulares e lisas, forma arredondada ou lobulada são indolores → podem ser dolorosos nos períodos pré-menstruais, na gravidez e na lactação → pode ocorrer crescimento dos nódulos pelo próprio estímulo hormonal fibroadenomas, o que são? tumor benigno mais comum 50% dos resultados de biópsias mamárias → segunda neoplasia mamária mais prevalente, ficando atrás apenas do carcinoma mamário, tumor mais comum até a terceira década de vida , ocorrência rara após menopausa. pico de incidência fibroadenoma 15 a 35 anos quais as características dos fibroadenomas? patologias benignas da mama 3 geralmente percebidos pela própria paciente ocorre geralmente após a puberdade pela resposta exagerada aos estímulos hormonais crescimento lento → lesões 34 cm lesões hormônio dependentes conduta → expectante x cirúrgica o que é o fibroadenolipoma : hamartoma tumor bem delimitado, macio , que não difere da textura do parênquima circunjacente como é a lesão do fibroadenolipoma ? lesão benigna, formada por emaranhado de tecido glandular, tecido conectivo fibroso e gordura pico de incidência → pós menopausa achado incidental da mamografia histologia → breaste in breast → área de tecido mamário normal encapsulado sem necessidade de ressecção cirúrgica patologias benignas da mama 4 o que é a esteatonecrose ? necrose gordurosa lesão firme, mal definida, indolor e imóvel secundária a trauma e ou processo cirúrgico prévio → saponificação asséptica da gordura pela lipase do sangue/ tecido pode ser confundida com malignidade no ex físico e nos radiológicos não requer tto cirúrgico não aumenta o risco para câncer de mama subsequente o que são os cistos ? Lesões móveis, arredondadas ou ovoides, firme-elásticas, com bordas lisas e bem definidas, derivadas da unidade ducto-lobular terminal. como são os cistos na palpação? Nodulação amolecida, de estrutura tensa quando tem maiores dimensões Frequentemente assintomáticos Achado incidental durante auto- exame cistos relacionados a dor mamária quando? patologias benignas da mama 5 Distensão súbita e saída do líquido do interior do cisto para o tecido mamário adjacente, ou a ruptura e derrame do seu conteúdo em um ducto mamário. qual o pico de incidência dos cistos ? Entre 35 e 50 anos exames utilizados nos cistos mamários ? US e PAAF Alta acurácia para distinção das massas sólidas Não é comum a presença de derrame papilar; pode existir a comunicação entre o cisto mamário e um ducto: Derrame papilar resultante típico de fluido do cisto, com coloração amarelo citrino. qual o tto dos cistos ? cirúrgico: Cistos recidivantes, massa restante pós-punção, líquido sanguinolento, cisto complexo como é a conduta dos cistos simples ? Se palpáveis e dolorosos Punção de alívio → se conteúdo sanguinolento enviar para análise citológica Citologia indicada apenas se conteúdo sanguinolento, se muito volumosos, recidivas frequentes e rápidas qual a recorrência dos cistos ? Recorrência: Cerca de 20% dos cistos simples palpáveis submetidos à punção aspirativa Em casos extremos de cistos simples dolorosos, palpáveis e recorrentes (após três punções esvaziadoras guiadas por US de mamas) pode-se considerar o tratamento clínico com danazol 100mg por via oral, três vezes ao dia, por 3 meses. como é a conduta nos cistos espessos → complicados ? Bom controle com US para diferenciar de nódulo sólido Não há necessidade de biópsia ou punção BIRADS 3 apenas se novos em pacientes na menopausa ou de alto risco microcistos agrupados / septados qual a conduta ? patologias benignas da mama 6 semelhante ao cisto espesso pela baixa tx de malignidade conduta dos cistos complexos : abordagem indicada biópsia BIRADS4 o que são os cistos complicados ? Massas que à US preenchem todos os critérios para cistos simples, exceto por não serem anecoicos, mas hipoecoicos no seu interior. Quando possuem nível líquido-debris ou quando os ecos internos são móveis na avaliação em tempo real, são achados patognomônicos de cisto complicado. como é o dx dos cistos complicados ? dx diferencial de fibroadenoma mamário, glactocele e abscesso de mama dificilmente confundido com lesões malignas quando são considerados cistos complexos ? sólidas aqueles com componentes sólidos como: Parede espessa (maior ou igual a 0,5 mm) ou Septações espessas (maior ou igual a 0,5 mm) ou Massa intracística ou Massas sólidas com áreas císticas São achados considerados suspeitos para malignidade BIRADS® 4 e merecem diagnóstico histológico o que é ectasia ductal ? Nódulo retroareolar, endurecido, associado à sensibilidade dolorosa durante à palpação, inversão do mamilo e fluxo papilar multiductal Dilatação dos ductos terminais 3 mm) Acúmulo de detritos celulares Derrame papilar qual o pico de incidência da ectasia ductal ? e sua associação? 4ª década de vida e perimenopausa associação com o tabagismo patologias benignas da mama 7 o que é a mastalgia ? sintoma frequente 7080% das mulheres formas clínicas → cíclica, não cíclica (causas mamárias e extra mamárias. intensidade dos sintomas → leve 90% e moderada-intensa 10% o que é a mastalgia cíclica ? bilateral, aguda e difusa → tipo pontada associada ao desequilíbrio hormonal entre estrogênio e progesterona → periovulação e perimenstrual aumento da prolactina associado ex físico normal e sensibilidade aumentada o que é a mastalgia acíclica e extra-mamária ? unilateral, intensa e normalmente localizada → ponto específico pode irradiar → axila, braço, ombro, mão sem relação com o ciclo menstrual causas específicas incidência da mastalgia cíclica ? Mais frequente 2/3 dos casos Entre 20 e 40 anos Costuma ser bilateral Reforço no período pré-menstrual Tende a desaparecer após os 45 anos Causa fundamentalmente hormonal Desequilíbrio E/P na 2a fase do ciclo qual o tto da mastalgia cíclica? 1ª linha NÃO FARMACOLÓGICO Orientação verbal! Convincente Explicar sobre a ausência de elevação de risco para câncer, e sobre a natureza funcional do quadro. Uso de sutiã adequado (tipo top esportivo) na semana pré-menstrual patologias benignas da mama 8 Restrição de excesso de metilxantinas (café, chá, chocolate, refrigerantes tipo cola) qual o tto farmacológico da mastalgia ? Analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais Principalmente através de uso tópico, para se evitar efeitos colaterais Tamoxifeno 10 mg/dia de 3 a 6 meses: Opção farmacológica bastante eficaz Utilização em casos de refratariedade conduta da mastalgia não cíclica ? Conduta dirigida sempre para o fator causal quando este puder ser identificado. Em geral, a primeira medida são os anti-inflamatórios não hormonais, como o diclofenaco em gel tópico, ou o nimesulida via oral. mastalgia não cíclica de causa mamária ? Não apresenta mais reforço pré-menstrual e pode ser contínua ou intermitente Propensa a surgir tardiamente, após os 40 anos, e geralmente é unilateral (focal ou difusa) Mamoplastia redutora é de absoluta exceção Preconizada para situações de mamas pendulares extremamente volumosas. quais as principais causas da mastalgia de causa mamária ? Principais causas: Traumatismo Mastite Tumor benigno Câncer de mama Grandes cistos Cirurgia mamária prévia Mama volumosa em pêndulo Uso crônico de medicamentos (digoxina, espironolactona, cimetidina, metildopa e outros) Reposição hormonal patologias benignas da mama 9 mastalgia NÃO cíclica de origem extra-mamária : provém de dores musculares na parede torácica, nevralgias (herpes zoster), fibromialgia, alterações vertebrais na coluna, angina ou reflexo gastroesofágico o que é o fluxo papilar? Aproximadamente 80% das mulheres apresentarão algum episódio ao longo da vida Exteriorização de material fluído por um ou mais poros galactóforos, uni ou bilateral, espontâneo ou não Maioria das causas de derrame papilar é decorrente de patologias benignas como é a classificação do fluxo papilar ? Fisiológico Lactacional Galactorreia não gestacional Patológico galactorreia como pode se apresentar? pode apresentar coloração brancacenta, amarelada ou esverdeada Causada por hiperprolactinemia Secundária a medicações Causa mais comum! Principalmente as que atuam no sistema nervoso central Incômodo significativo Reavaliação de uso pelo médico prescritor Causada por tumores hipofisários Estresse, distúrbios do sono e atividade física excessiva podem ser o motivo como é a fisiologia da galactorreia ? Geralmente é bilateral e não espontâneo (associação a estímulo manual ou compressão) e com coloração que não lembre a presença de sangue e nem transparente galactorreia lactacional e psicológica : patologias benignas da mama 10 Lactacional: As secreções da mama são o leite e o colostro (fluxo papilar lactacional) Patológica: Geralmente, é uma secreção aquosa, transparente, límpida, serosa ou sanguinolenta, espontânea, uniductal, unilateral e persistente como investigar o fluxo papilar ? Exames de imagem são importantes na investigação. Ressonância magnética mamária RMM, aparece como uma nova e importante indicação para derrames papilares com uma sensibilidade geral para detecção do câncer de mama entre 90 a 99%. qual o tto do fluxo papilar ? A cirurgia é considerada como padrão no tratamento do fluxo patológico da papila. Na presença de derrame papilar fisiológico, a biópsia é recomendada apenas em caso de anormalidades nos exames de imagem convencionais; o que são os processos inflamatórios da mama? mastites Alteração do tecido mamário que cursa com inflamação e/ou infecção Incidência: Entre 18 e 50 anos como é a classificação dos processos inflamatórios da mama? Agudas: Menos de 30 dias de evolução Principal: Mastite lactacional Crônicas: Evolução prolongada ou recorrência (mais de 30 dias) Acomete pacientes jovens (entre 30 e 40 anos) Podem ser infecciosas ou não causas das mastites agudas e crônicas ? AGUDAS lactacional CRÔNICA infecciosas ou não infecciosas como granulomatosa o que é a mastite lactacional ? patologias benignas da mama 11 Processo infeccioso bacteriano do sistema ductal Acomete aproximadamente 10% a 30% das pacientes nos primeiros meses de amamentação. Pode ocorrer além dos 42 dias do puerpério, sendo uma das principais causas de interrupção da lactação Inicia-se entre a 2a e a 5a semanas do puerpério, com os sinais inflamatórios locais e geralmente unilaterais quais os sinais da mastite lactacional ? Dor, rubor, calor, edema e perda da função (lactação) Precedidos por mal-estar, taquicardia, febre, calafrios, anorexia e cefaleia, podendo apresentar linfonodos axilares reacionais, aumentados e dolorosos à palpação. porta de entrada da mastite lactacional? Porta de entrada: Fissuras papilares Pega incorreta Fatores predisponentes: Estase e má higiene qual a via de contaminação mais frequente da mastite lactacional ? Fissuras mamárias (secundárias a má pega do recém-nascido) Associada a estase láctea (favorece o crescimento bacteriano, pois o leite é um excelente meio de cultura) A incidência diminui até o sexto mês reavaliação da mastite lactacional ? regular Caso a paciente não apresente melhora em 48h a 72h com o uso de antibiótico, ultrassonografia pode ser útil para o diagnóstico de abscesso retromamário. deve manter a lactação na mastite ? sim, com orientações : Orientar compressas geladas e hidratação Ordenha Elevação das mamas com sutiã firme patologias benignas da mama 12 Tratamento das fissuras Analgésicos, antitérmicos e ATB caso abscesso DRENAGEM O que são as mastites crônicas ? Doenças mamárias benignas que podem ocorrer em todas as faixas etárias Prevalência variável de acordo com a causa, a etnia da paciente e a localização de acometimento não relacionadas ao período gravídico-puerperal, mas podem estar presentes nele costumam se apresentar com formação de nódulos acompanhados de sinais flogísticos quais os sinais flogísticos da mastite crônica ? Dor, endurecimento, edema, eritema, calor e febre. Devem ser diferenciadas de lesões malignas da mama, especialmente do carcinoma inflamatório, se acompanhadas de edema e eritema importantes. o que é o abscesso subareolar crônico recidivante ? Mais comum no período da menacme, especialmente entre 20 e 58 anos História de formação de múltiplos abscessos na região periareolar de forma recidivante, acompanhada de drenagem por fístula, mais comumente na transição da pele e da aréola (colágeno mais frágil nessa região) qual o principal moo e o fator de risco do abscesso subareolar crônico recidivante ? bactérias anaeróbias e Staphylococcus aureus, principal fator de risco pra surgir a metaplasia escamosa é o tabagismo qual o tto do abscesso subareolar crônico recidivante ? Tratamento: Baseado na SUSPENSÃO DO TABAGISMO Associação de antibióticos que cubram bactérias anaeróbicas e aeróbicas na fase aguda patologias benignas da mama 13 como é classificada a mastite granulomatosa idiopática? Classificadas em dois subtipos principais: Específica (fator etiológico pode ser identificado) e inespecífica (o agente etiológico não é definido Mastite granulomatosa idiopática) o que é a mastite granulomatosa idiopática ? Condição benigna da mama que apesar de autolimitada possui uma resolução lenta, que pode levar de 6 a 12 meses com altas taxas de recidiva (aproximadamente 50% qual o tto da mastite granulomatosa ? NÃO existe consenso sobre a melhor modalidade de tratamento para a condição. Terapia com corticosteroides em altas doses Metrotexato → controla o processo inflamatório e assim prevenir complicações futuras, sem efeitos colaterais que os corticoides provocam em uso prolongado.