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APG 27:
1. Revisar a morfofisiologia da
mama.
2. Compreender as alterações
patológicas das mamas
(benignas e malignas), sua
epidemiologia, etiologia,
fisiopatologia, manifestações
clínicas e diagnóstico (exame
físico e exames complementares).
MOFOFISIOLOGIA DAS MAMAS
Cada mama tem uma projeção
pigmentada, a papila mamária, que
tem uma série de aberturas pouco
espaçadas de ductos chamados
ductos lactíferos, dos quais emergem
leite. A área circular de pele
pigmentada ao redor do mamilo é
chamada aréola da mama; tem
aspecto áspero, porque contém
glândulas sebáceas modificadas.
No interior de cada mama está uma
glândula mamária, uma glândula
sudorífera modificada que produz
leite.
PATOLOGIAS MAMÁRIAS
A maioria das doenças da mama pode
ser descrita como benigna ou
maligna. Os tecidos mamários nunca
estão estáticos, ou seja, as mamas
reagem continuamente às alterações
dos estímulos hormonais, nutricionais,
psicológicos e ambientais que
acarretam alterações celulares
contínuas.
As doenças benignas das mamas não
são progressivas. Contudo, algumas
doenças mamárias benignas
aumentam o risco de desenvolver
câncer. Por isso, a adesão rigorosa a
uma dicotomia entre doenças
benignas versus malignas nem sempre
pode ser apropriada.
Epidemiologia: O pico de incidência é
tipicamente em meados dos anos 40 e
podem estar associadas a fatores de
risco como obesidade e
principalmente histórico familiar.
O risco de uma secreção do mamilo
ser causada por câncer aumenta de
7% em mulheres com idade inferior a
60 anos para 30% em mulheres com
mais de 60 anos. De modo semelhante,
apenas 10% das massas palpáveis em
mulheres com idade inferior a 40 anos
são carcinomas, já em mulheres com
mais de 50 anos esse percentual
aumenta para 60%.
MASTITE
Englobam várias lesões inflamatórias
da mama, algumas de causa
infecciosa, outras de etiologia
desconhecida.
A maioria dos casos manifesta-se
como aumento doloroso e eritematoso
das mamas.
Embora o tipo mais importante seja a
mastite aguda da lactação, algumas
mastites simulam câncer, e outras,
como o abscesso subareolar
recorrente, podem necessitar cirurgia
extensa, com alta morbidade.
A lesão ocorre por obstrução dos
vasos linfáticos dérmicos por êmbolos
neoplásicos, resultando em edema
acentuado da mama e eritema da
pele, semelhante ao quadro de
mastite aguda.
A maioria das infecções agudas da
mama ocorre durante a lactação, em
especial nas primeiras semanas de
amamentação. Nesse período, a
mama fica mais vulnerável à
penetração de bactérias,
principalmente Staphylococcus
aureus e estreptococos, através de
fissuras e rachaduras no mamilo ou na
aréola.
A infecção inicial causa mastite
aguda, difusa, dolorosa, com aumento
de volume da mama, por edema,
hiperemia e exsudato neutrofílico. O
quadro geralmente regride com
antibióticos e drenagem completa do
leite. Em alguns casos, a lesão evolui
para abscesso, necessitando
drenagem cirúrgica
Mastite crônica inespecífica é rara e
pode resultar de mastite aguda com
resolução incompleta. Caracteriza-se
por fibrose e infiltrado inflamatório
linfoplasmocitário.
Mastite crônica granulomatosa: são
raras e podem associar-se a doenças
granulomatosas sistêmicas. Ocorrem
na tuberculose, em micoses
(paracoccidioidomicose,
histoplasmose, actinomicose),
sarcoidose e poliangiite com
granulomas.
ABSCESSO SUBAREOLAR RECIDIVANTE
Abscesso sub ou periareolar
recidivante ou mastite periductal é
mais comum em mulheres adultas,
particularmente durante a lactação,
mas pode surgir após a menopausa e
em homens, em 90% dos casos em
fumantes.
Os pacientes apresentam nódulo
subareolar, doloroso e edematoso,
com episódios recorrentes de
fistulização e drenagem de material
purulento através do mamilo e da pele
da aréola. A patogênese é variada. Em
algumas mulheres, ocorre inversão do
mamilo por fibrose cicatricial por
outras lesões, predispondo a
metaplasia escamosa, dilatação,
ruptura e inflamação de ductos.
Outra possibilidade é tabagismo, que
altera a diferenciação do epitélio
ductal por causa de deficiência de
vitamina A e de substâncias contidas
no tabaco, que também favorecem
inflamação.
À microscopia, encontra-se
inflamação inespecífica, metaplasia
escamosa e tampões córneos nos
seios lactíferos, dilatação e ruptura
dos ductos e fístulas entre ductos e
pele.
Reação inflamatória crônica
desenvolve-se em torno de ceratina
extravasada. Infecção bacteriana
secundária pode ocorrer em qualquer
momento, levando a inflamação
aguda. O tratamento é difícil e requer
cirurgia extensa para remover o ducto
e o trato fistuloso em continuidade,
evitando-se deixar ductos com epitélio
ceratinizado, que são responsáveis
por recorrência
GALACTORREIA
Galactorreia é secreção de leite pelas
mamas de mulheres que não estão
amamentando. Isso pode ser causado
por estimulação vigorosa dos
mamilos, hormônios exógenos,
desequilíbrio dos hormônios
endógenos ou infecção ou
traumatismo torácico localizado.
Tumores hipofisários (p. ex.,
prolactinoma) podem aumentar
expressivamente os níveis de
prolactina e causar galactorreia.
Galactorreia ocorre em homens e
mulheres e, geralmente, é benigna. O
acompanhamento clínico pode ser
mantido por vários meses, antes que
seja indicada triagem hormonal com
finalidade diagnóstica. O
extravasamento espontâneo de leite
da mama (sem qualquer tipo de
estimulação) é patológico e deve ser
detalhadamente investigado
DISTÚRBIOS DO SISTEMA DUCTAL
Nas mulheres idosas, a dilatação dos
ductos mamários evidencia-se por
secreção mamilar cinza-esverdeada
intermitente, geralmente unilateral. A
palpação da mama aumenta o volume
da secreção.
A dilatação ductal ocorre durante ou
depois da menopausa e está
associada a sinais e sintomas como
ardência, prurido, dor e sensação de
tração do mamilo e da aréola. Essa
doença causa inflamação e
espessamento subsequente dos
ductos.
PAPILOMAS INTRADUCTAIS
São tumores benignos dos tecidos
epiteliais, cujas dimensões podem
variar de 2 a 5 cm. Uma porcentagem
muito pequena dessas lesões terá
células atípicas que podem progredir
para câncer e a excisão é
recomendada.
Em geral, os papilomas são
evidenciados por secreção mamilar
sanguinolenta. O tumor pode ser
palpado na região areolar. O
diagnóstico é estabelecido por
galactografia – uma radiografia obtida
depois da injeção de contraste no
ducto afetado.
O papiloma é explorado por uma
sonda através do mamilo e o ducto
afetado é removido. Tem-se
argumentado que a ressonância
magnética pode ser tão e, em alguns
casos, até mais eficaz na identificação
dessas doenças
Papiloma intraductal é uma neoplasia
benigna originada em ductos centrais
(papiloma central único) ou periféricos
(papilomas múltiplos).
● Papiloma central: origina-se
quase sempre em ductos
grandes, subareolares, e
manifesta-se por derrame
papilar seroso ou sanguinolento.
Quando o ducto torna-se muito
dilatado, o papiloma pode
formar nódulo clinicamente
palpável e detectável à
ultrassonografia e à mamografia.
Microscopicamente, o tumor tem
eixo fibrovascular revestido por
duas camadas de células, uma
mioepitelial interna e uma
epitelial externa com
pleomorfismo discreto e baixa
atividade mitótica. A fusão de
papilas forma estruturas
semelhantes a ductos, também
revestidas por epitélio e
mioepitélio.
● Papiloma periférico: é
geralmente múltiplo, envolve a
unidade ductolobular terminal,
associa-se a maior risco de
malignização e surge na
periferia da mama. Papiloma
periférico pode associar-se a
hiperplasia ductal atípica e a
carcinoma in situ
FIBROADENOMAS
São encontrados nas mulheres
pré-menopausa, mais comumente
entre a terceira e a quarta década de
vida.
As manifestações clínicas incluem
massa arredondada firme e bem
demarcada com consistência de
borracha. À palpação, a massa
“escorrega” entre os dedos e pode ser
mobilizada facilmente. Em geral, a
paciente tem apenas um
fibroadenoma, mas as lesões são
bilaterais ou múltiplas em apenas 15%.
Os fibroadenomas são assintomáticos
e geralmente detectados casualmente.
Esses tumores benignos não parecem
ser precursores de câncer e o
tratamento consiste em excisão
simples.ALTERAÇÕES FIBROCÍSTICAS
São as lesões mais comuns das
mamas. Essas alterações são mais
frequentes nas mulheres entre a 2a e a
5a década de vida e são raras nas
mulheres pós-menopausa que não
fazem tratamento de reposição
hormonal
Em geral, as alterações fibrocísticas
evidenciam-se por massas mamárias
granulares e nodulares, que são mais
proeminentes e dolorosas durante a
fase lútea – ou de predomínio da
progesterona – do ciclo menstrual.
O desconforto varia de sensação de
peso até hipersensibilidade extrema,
dependendo do grau de congestão
vascular e distensão cística. As
alterações fibrocísticas englobam
grande variedade de lesões e
variações mamárias.
Ao exame microscópico, as alterações
fibrocísticas significam um conjunto
de alterações morfológicas
evidenciadas por: (a) cistos
microscópicos, (b) metaplasia
apócrina, (c) hiperplasia epitelial
branda e (d) aumento do estroma
fibroso.
Embora as alterações fibrocísticas
tenham sido relacionadas com um
aumento aparente do risco de câncer
mamário, apenas algumas variantes
nas quais há proliferação dos
componentes ductais estão realmente
associadas a um risco real.
A existência de cistos grandes e lesões
epiteliais proliferativas com atipia é
mais comum nas mulheres com risco
mais alto de desenvolver câncer de
mama invasivo.
A forma não proliferativa das
alterações fibrocísticas, que não
aumenta o risco de desenvolver
câncer, é mais comum. O diagnóstico
das alterações fibrocísticas é firmado
com base no exame físico, na
mamografia, na ultrassonografia e na
biopsia (i. e., aspiração ou retirada de
um fragmento).
CÂNCER DE MAMA
Epidemiologia: é a neoplasia maligna
mais comum das mulheres. Uma em
oito mulheres americanas
desenvolverá câncer de mama em
alguma fase de sua vida.
As taxas de incidência do carcinoma
in situ têm aumentado
dramaticamente desde meados da
década de 1970, por causa das
recomendações referentes à triagem
por mamografia.
As taxas de mortalidade diminuíram,
principalmente entre as mulheres com
menos de 50 anos. O declínio da taxa
de mortalidade por câncer de mama
desde 1989 é atribuído ao diagnóstico
mais precoce por meio dos programas
de triagem e à conscientização do
público, assim como ao
aperfeiçoamento dos tratamentos do
câncer
Os fatores de risco do câncer de
mama incluem sexo feminino,
envelhecimento, história pessoal ou
familiar de câncer mamário (i. e., as
mulheres em risco mais alto são as
que têm vários parentes de primeiro
grau com câncer de mama), história
de doença mamária benigna (i. e.,
hiperplasia “atípica” primária) e fatores
hormonais que estimulam a
maturação das mamas e podem
aumentar as chances de ocorrerem
mutações celulares (i. e., menarca
precoce, menopausa tardia, nenhuma
gestação a termo ou primeiro filho
depois da idade de 30 anos e não ter
amamentado).
Os fatores de risco modificáveis são
obesidade (especialmente depois da
menopausa), inatividade física e
etilismo (mais de um drinque por dia).
Cerca de 5 a 10% de todos os cânceres
de mama são hereditários e mutações
genéticas causam até 80% desses
carcinomas que se desenvolvem nas
mulheres com menos de 50 anos
Etiologia: Dois genes de
suscetibilidade ao câncer de mama –
BRCA1 no cromossomo 17 e BRCA2 no
cromossomo 13 – podem ser
responsáveis pela maioria das formas
hereditárias desse câncer. O BRCA1
está comprovadamente envolvido na
supressão tumoral.
As mulheres com mutações
confirmadas do gene BRCA1 têm risco
de 60 a 85% de desenvolver câncer de
mama em alguma época da vida e
estão mais sujeitas a ter câncer de
ovário.
Como o gene BRCA1, o BRCA2 é outro
gene de suscetibilidade que aumenta
o risco de ter câncer de mama.
Fisiopatologia:
O CDIS é um precursor do carcinoma
ductal invasivo e é tipicamente
encontrado como calcificações no
rastreamento mamográfico. Quando o
carcinoma se desenvolve em uma
mulher com diagnóstico prévio de
CDIS não tratado, geralmente é um
carcinoma ductal invasivo na mesma
mama.
O CLIS é um marcador de risco
aumentado e uma lesão precursora.
Quando o carcinoma se desenvolve
em uma mulher com um diagnóstico
prévio de CLIS, dois terços se
localizam na mesma mama e um terço
se encontra na mama contralateral.
Os carcinomas invasivos são
classificados de acordo com seu tipo
histológico e biológico:
● RE-positivo/HER2-negativo,
● HER2- positivo e
RE/RP/HER2-negativo
(triplo-negativo).
Os tipos biológicos de câncer
apresentam diferenças importantes
quanto às características do paciente,
grau, perfil de mutação, padrão
metastático, resposta à terapia, tempo
de recorrência e prognóstico.
Os três principais subtipos de câncer
de mama definidos pela expressão
diferencial de receptores hormonais e
HER2 surgem através de caminhos
mais ou menos distintos, e que
envolvem a aquisição progressiva de
mutações condutoras nas células
epiteliais do sistema ductal/lobular.
Os fatores que contribuem
diretamente para o desenvolvimento
do câncer de mama podem ser
agrupados em genéticos,hormonais e
ambientais.
Genéticos: mutações que afetam os
genes que regulam a estabilidade
genômica ou aqueles envolvidos em
vias de sinalização que estimulam o
crescimento. O BRCA1 e BRCA2 são
genes supressores de tumores
clássicos, o câncer surge somente
quando ambos os alelos estão
inativados ou defeituosos. Por razões
pouco claras, as mutações do BRCA2
são primariamente associadas a
tumores RE-positivos, enquanto as
mutações do BRCA1 mostram uma
forte associação com os tipos de
câncer triplo negativo. Outros genes
mutados associados ao câncer de
mama familiar incluem o TP53
(denominado “guardião do genoma”), e
o PTEN (um importante regulador
negativo da via PI3K-AKT
pró-crescimento). Uma mutação
condutora comum, clinicamente
importante no câncer de mama, é a
amplificação do gene HER2. O HER2 é
um receptor de tirosina cinase que
promove a proliferação celular e se
opõe à apoptose através da
estimulação das vias de sinalização
RAS e PI3K-AKT. Os cânceres que
superexpressam HER2 são
patogenicamente distintos e
altamente proliferativos.
Hormonais: Os estrogênios estimulam
a produção de fatores de crescimento,
tais como o fator transformador de
crescimento-α, o fator de crescimento
derivado de plaquetas, o fator de
crescimento de fibroblastos, entre
outros, os quais podem promover o
desenvolvimento de tumores através
de mecanismos parácrinos e
autócrinos. As influências hormonais
provavelmente induzem a proliferação
celular durante o desenvolvimento de
cânceres, a partir de lesões
precursoras que tipicamente
expressam fortemente RE, para
carcinomas completamente malignos
e até mesmo metastáticos.
Ambientais: Acredita-se que as
influências ambientais sejam
responsáveis pela incidência variável
de câncer de mama em grupos
geneticamente homogêneos (p. ex.,
mulheres japonesas que vivem no
Japão e nos Estados Unidos) e pelas
diferenças geográficas na incidência
do câncer de mama, como discutido
anteriormente.
Manifestações clínicas: O câncer de
mama pode manifestar-se
clinicamente como massa, retração
mamilar deprimida, ou secreção
mamária anormal. Alguns tumores são
percebidos pelas próprias pacientes –
algumas vezes quando há apenas
espessamento ou alteração sutil do
contorno mamário.
Diagnóstico:
As mulheres pré-menopausa que
fazem AEM devem realizar o exame
pouco depois das menstruações. Esse
período é mais apropriado em razão
das alterações mamárias cíclicas que
ocorrem em resposta às variações dos
níveis hormonais. As mulheres
pós-menopausa e as que fizeram
histerectomia podem fazer o
autoexame em qualquer dia do mês.
O exame deve ser realizado no
chuveiro ou na banheira, ou à hora de
deitar. O aspecto mais importante do
AEM é adotar um método sistemático,
conveniente e consistente para
examinar as mamas.
As mulheres devem ser examinadas
por um médico experiente, no mínimo
a cada 3 anos entre as idades de 20 a
40 anos e anualmente depois de
completar 40 anos.
Mamografia é o único exame de
triagem eficaz para estabelecer o
diagnóstico precoce de lesões
clinicamente imperceptíveis. Um tipo
de câncer geralmente com
crescimento lento, o carcinoma de
mama podese manifestar por 2 a 9
anos antes que chegue ao tamanho
de 1 cm, que é a menor massa
normalmente detectável por palpação.
A mamografia pode detectar lesões de
apenas 1 mm e áreas de calcificação,
que podem justificar uma biopsia para
excluir câncer. A mamografia tem
sensibilidade de 80 a 90% no
diagnóstico desse tipo de câncer,
mesmo quando é realizada nas
instituições mais capacitadas.
Os procedimentos realizados para
diagnosticar câncer de mama incluem
exame físico, mamografia,
ultrassonografia, biopsia de aspiração
por agulha fina, biopsia por agulha
estereostática (i. e., biopsia com
agulha cilíndrica) e biopsia excisional.
Em geral, o carcinoma de mama
evidencia-se por uma única lesão
indolor, firme e fixa com bordas mal
demarcadas. O tumor pode estar
localizado em qualquer parte da
mama, mas é mais comum no
quadrante superior externo. Por causa
da variabilidade de apresentação,
qualquer alteração suspeita dos
tecidos mamários deve ser investigada
com muito cuidado.
O uso diagnóstico da mamografia
viabiliza a definição mais clara de uma
área clinicamente suspeita (p. ex.,
formato, características, calcificação)
e pode contribuir para a detecção
precoce do câncer. A colocação de um
marcador de fio metálico sob controle
radiográfico pode assegurar a biopsia
cirúrgica precisa das áreas suspeitas,
embora impalpáveis.
A ultrassonografia é útil como exame
diagnóstico para diferenciar entre
lesões císticas e sólidas nas mulheres
com espessamento inespecífico.
A aspiração por agulha fina é um
procedimento simples realizado no
consultório, que pode ser efetuado
repetidamente em várias áreas com
desconforto mínimo.
A biopsia pode ser realizada
estabilizando-se a massa palpável
entre dois dedos, ou com a ajuda de
uma sonda de ultrassonografia para
definir massas císticas ou alterações
fibrocísticas e recolher amostra
A aspiração por agulha fina pode
revelar células malignas, mas não
consegue diferenciar entre carcinoma
in situ e câncer invasivo. A biopsia por
agulha estereostática é um
procedimento ambulatorial realizado
com a ajuda de um aparelho de
mamografia. Depois de localizar a
lesão radiograficamente, uma agulha
calibrosa é introduzida
mecanicamente e avançada
rapidamente para dentro da área
afetada, removendo um núcleo de
tecidos no interior da agulha
Os tumores são classificados
histologicamente de acordo com as
características dos tecidos e
estagiados com base na dimensão do
tumor, na invasão linfática e na
existência de metástases.
É recomendável realizar análises de
receptores de estrogênio e
progesterona nas amostras obtidas
cirurgicamente. A informação quanto
à existência ou não de receptores de
estrogênio e progesterona pode ser
usada para prever a resposta do
tumor às intervenções hormonais.
Níveis altos desses dois receptores
melhoram o prognóstico e aumentam
as chances de remissão.
AVALIAÇÃO DAS MAMAS
Para fins clínicos, as mamas são
divididas em quadrantes, por meio de
duas linhas que se cruzam no nível da
papila, uma na direção horizontal e
outra na vertical. Essas linhas dividem
as mamas nos quadrantes superiores
e inferiores e nos laterais e mediais
Anamnese - Deve-se obter
informações sobre ciclo menstrual,
fatores de risco para câncer de mama.
Importante anotar idade, cor,
naturalidade, idade da menarca,
números de gravidezes, partos,
abortamentos, idade do primeiro
parto. Queixa principal e duração,
história pregressa da doença atual,
interrogatório sintomatológico,
antecedentes familiares de câncer de
mama, ovário e tuba uterina.
Antecedentes de doenças prévias ou
atuais, tais como: hipertensão arterial,
diabetes, cardiopatias, pneumopatias
e tromboembolismo. História de
cirurgias prévias de neoplasias e
estéticas da mama. Uso de
medicamentos que podem causar
galactorreia e outros sintomas
mamários. Utilização de bebidas
alcoólicas, tabagismo, etilismo,
atividade física, alimentação e uso de
terapia hormonal.
Sinais e sintomas: Dor mamária,
nódulo e derrame papilar são os
principais motivo da consulta
Dor mamária: Mastodinia ou
mastalgia, representa 50% das
queixas. É localizada na topografia da
mama, sendo mais comum na
menacme (idade fértil) e tende a
diminuir com a menopausa,
mostrando estreita interação com o
ciclo menstrual.
● Cíclica – Dor difusa, bilateral,
varia de intensidade durante o
ciclo menstrual e intensifica-se
na última semana. Melhora após
a menstruação
● Acíclica – Sem associação com o
período menstrual, localizada,
unilateral, geralmente causada
por cistos, mastites, traumas,
tromboflebite e mastopatia
diabética
● Extramamária – Origem fora da
mama, costocondrite, neurite,
traumas, fratura de costelas
Pode ser classificada também
conforme a intensidade da dor em
leve, moderada e intensa. O
diagnóstico é feito pela anamnese e
pelo exame clínico detalhado. Os
exames de imagem como mamografia
e ultrassonografia devem ser
solicitados de acordo com as
suspeitas clínicas de lesões focais
evidenciadas ao exame clínico
Nódulo mamário: Podem ser benignos
ou malignos. Os mais frequentes são
os fibroadenomas, cistos, lipomas,
adenomas, tumor filodes e o
carcinoma. Podem ser caracterizados
conforme a localização (uni ou
bilateral), tamanho, crescimento
(rápido, progressivo ou estacionário),
consistência, mobilidade e
sensibilidade).
Derrame papilar: Também chamado de
secreção, fluxo ou descarga mamilar,
pode ser decorrente de causa
mamária ou extramamária. Ocorre
tanto no homem quanto na mulher,
pode ser classificado como
galactorreia, derrame fisiológico e
patológico.
● Galactorreia: a secreção é
leitosa, bilateral, multiductal,
fora do ciclo grávido puerperal,
e, geralmente, causada pelo
aumento da prolactina
produzida por tumores
hipofisários ou uso de
medicamentos (fenotiazinas,
metildopa, neurolépticos,
antidepressivos, opiáceos,
ranitidina) e drogas ilícitas
(cocaína).
● Derrame fisiológico: a secreção é
multiductal, bilateral, provocada
ou espontânea, de cor amarela,
esverdeada ou escura,
geralmente causada pela
manipulação mamilar ou ectasia
ductal.
● Derrame patológico: a secreção
é unilateral, uniductal,
espontânea, persistente e de
coloração cristalina (água de
rocha), serosa ou hemática.
Geralmente é causada por
papiloma ductal ou carcinoma
mamário
EXAME FÍSICO
Inspeção estática: é realizada com a
paciente sentada, com os membros
superiores dispostos paralelamente
ao longo do tronco, usando avental
tipo camisola com abertura na frente.
Observam-se pele, contorno, forma,
volume e simetria glandular,
pigmentação da aréola, aspecto da
papila, presença de abaulamentos ou
de retrações, circulação venosa e
presença de sinais flogísticos (edema
e rubor).
O carcinoma inflamatório pode cursar
com edema do tecido subcutâneo,
descrito classicamente como pele em
casca de laranja. A retração da papila,
quando recente, é sinal de alerta para
câncer
A aréola deve ser cuidadosamente
examinada, pesquisando eczema,
dermatite de contato e doença de
Paget, que é um tipo de câncer de
mama. Na pele, eventualmente
pode-se observar lesões vesiculares
típicas de infecção viral por
herpes-zóster.
Inspeção dinâmica: Solicita-se à
paciente que eleve os braços acima
da cabeça ou que pressione as asas
dos ossos ilíacos, colocando as mãos
na cintura e fazendo compressão. Tais
manobras tornam mais evidentes as
retrações e assimetrias, além de
possibilitar a avaliação do
comprometimento muscular pela
neoplasia
Palpação dos linfonodos: Os
linfonodos são melhor examinados
com a paciente sentada de frente
para o examinador. Com a mão
espalmada (a mão direita examina o
lado esquerdo da paciente e
vice-versa), faz-se a palpação
deslizante do oco axilar e de suas
proximidades. As fossas supra e
infraclaviculares e as axilas são
palpadas com as pontas dos dedos
A presença de linfonodos palpáveis,
móveis e fibroelásticos não representa
sinal de suspeição. Linfonodos
axilares aumentados, endurecidos,
fixos e coalescentes são indicativos de
metástase de carcinoma de mama,
linfomas ou outros tipos de neoplasias
malignas.
Palpação mamária: a palpação pode
ser executada por meiode duas
técnicas: a de Velpeaux, em que se
utiliza a região palmar dos dedos, e a
de bloodgood, em que são utilizadas
as falanges distais.
Realiza-se a palpação das mamas com
a paciente em decúbito dorsal com as
mãos apoiadas atrás da cabeça e os
braços bem abertos. A palpação deve
ser feita delicadamente, partindo-se
da região subareolar e estendendo-se
até as regiões paraesternais,
infraclaviculares e axilares
(prolongamento axilar da mama).
Em um primeiro momento, a palpação
deve ser executada com leve pressão,
a fim de permitir a detecção de
nódulos superficiais, e, em seguida,
com mais vigor, procurando nódulos
profundos A consistência das mamas
normais varia amplamente,
dependendo das proporções relativas
de tecido gorduroso e glandular,
podendo ser observada certa
irregularidade, que aumenta no
período pré-menstrual.
No período pré-menstrual, as mamas
podem aumentar de tamanho e
tornarem-se hipersensíveis à
palpação. Há aumento também da
nodularidade, que pode despertar a
atenção da paciente no autoexame.
Na presença de nódulo palpável,
definir localização, tamanho,
consistência (fibroelástica, cística ou
endurecida), superfície (regular,
lobulada ou irregular) e aderência a
planos superficiais ou profundos.
Expressão papilar: Terminada a
palpação, faz-se uma delicada
pressão no nível da aréola e da papila,
identificando as características da
secreção como coloração
(sero-hemática, citrina, serosa, láctea,
esverdeada ou acastanhada); se
ocorre por ducto único ou múltiplo, se
é espontânea ou provocada.
A pesquisa do ponto do gatilho, que é
a digitopressão realizada de forma
circular ao redor da aréola, pode
auxiliar na identificação do ducto
comprometido Geralmente os
derrames papilares contendo sangue,
sero-hemáticos ou cristalinos em água
de rocha levantam a suspeita de
neoplasia (papiloma ou carcinoma) e
devem ser investigados com biopsia
excisiona.
EXAMES COMPLEMENTARES
● mamografia
● ultrassonografia
● punção aspirativa por agulha
fina,
● biópsia por agulha grossa
Referências
Norris, Tommie L. Porth - Fisiopatologia .
Disponível em: Minha Biblioteca, (10ª
edição). Grupo GEN, 2021
Porto, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª
edição . Disponível em: Minha Biblioteca,
Grupo GEN, 2019.
KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica .
[Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2018.
E-book. ISBN 9788595151895. Disponível
em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/bo
oks/9788595151895/.

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