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Implementação de projeto web
Unidade 1 – Aula 1
Desenvolvimento de projetos: conceitos
O projeto é um empreendimento temporário, mas progressivo, com o objetivo de criar um produto ou serviço. Diz respeito a uma atividade ou a um conjunto de atividades para atender à necessidade para a criação de um produto (PMBOK, 2004).
Para a realização de um projeto será necessário realizar alguns levantamentos de informações para compor a base de um projeto. Será necessário encontrar um objetivo para a criação do projeto, uma justificativa e a metodologia que será desenvolvida ao longo dele. Após esses dados iniciais, deverá ser realizado o levantamento de requisitos (são declarações sobre o que um sistema deve ser capaz de fazer). Os requisitos se dividem em requisitos funcionais (funções que o sistema deverá realizar no sistema) e não funcionais (suporte para o bom funcionamento de um sistema). Será necessário também o levantamento da viabilidade do projeto e um cronograma para o desenvolvimento (BOARATI; RUFFINI, 2017). As etapas citadas são necessárias para o desenvolvimento de projetos de qualquer natureza e serão abordadas no capítulo.
Os requisitos funcionais visam as funcionalidades que o projeto irá disponibilizar (exemplos: realizar um cadastro, efetuar login, etc.). É possível obter essas informações relevantes para o projeto através de questionários e entrevistas sobre a necessidade do usuário mostrando o que realmente necessita que seja feito para a realização de suas tarefas rotineiras (BOARATI; RUFFINI, 2017).
Um projeto engloba uma série de dados necessários que formam um conjunto de princípios, conceitos e práticas para o desenvolvimento de projetos de sistemas. Para tanto, será necessário observar a implementação dos requisitos não funcionais que dão suporte ao melhor funcionamento do projeto desenvolvido, proporcionando funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência, manutenabilidade, portabilidade, entre outras (PRESSMAN, 2011).
Existem recursos disponíveis que podem facilitar a criação de projetos. A utilização de design patterns ajuda na padronização e resolução de problemas criando soluções que poderão ser reutilizadas em outros projetos que possam ocorrer com determinada frequência.
Para um projeto de sistemas web tornar profissionais mais preparados no desenvolvimento, no teste e na manutenção de um projeto, pode-se utilizar diversas tecnologias e diversas linguagens de programação e marcação. Ao praticar a diversidade, será necessária a busca de objetivo de atividade para gerar um modelo. A sociedade busca estar conectada à rede cada vez mais devido à popularização da web. Pensando nisso, exige também projetos sofisticados que acompanhem a velocidade e complexidade da internet, pois a World Wide Web foi o produto desenvolvido mais importante realizado no mundo.
Frente à pandemia que a população enfrentou em 2019, a programação voltada para a web cresceu, facilitando a vida dos consumidores, pois hoje temos muitas vendas, acordos, reuniões realizadas on-line, inclusive cursos que utilizam a plataforma. Por esse motivo, a criação de um projeto será essencial para que um software seja desenvolvido atendendo as necessidades dos usuários, pois a complexidade de um projeto em ascensão é grande e a arquitetura do software deve atender todas essas exigências.
Dessa maneira, será necessário seguir alguns protocolos importantes que atendam a comunicação, as funcionalidades e a estrutura de controle. Todo projeto necessita ser pensado e executado independente do ciclo de vida escolhido e aplicado, até mesmo paradigmas diferentes, pois o que importa é sua implantação atendendo as especificações do usuário.
Desenvolvimento de projetos: importância de projetar
Após conhecer um pouco sobre o conceito de projeto, será necessário saber o que o estudante gostaria de desenvolver. Para tanto, um planejamento se faz necessário. Saber quais são os objetivos do projeto, a justificativa, qual metodologia será utilizada. Essa etapa de planejamento será extremamente importante para que a equipe designada para o trabalho possa trocar informações e definir pontos-chaves do projeto. Algumas questões levantadas nessa fase devem ser respondidas, tais como:
1. O que vamos trabalhar nesse projeto?
2. Qual será o objetivo esperado no desenvolvimento desse projeto?
3. Como vamos dividir as tarefas para que todos tenham responsabilidades na execução do projeto?
4. Que materiais iremos utilizar?
5. Quais recursos das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) usaremos na realização desse projeto?
6 O que se espera aprender com essa prática na realização do projeto e quanto tempo durará?
7. Vale a pena planejar um projeto por etapas de trabalho com divisão de tarefas diárias?
8. Esse projeto inicial será realizado onde?
Todas essas perguntas poderão ser úteis na preparação e condução dessa prática na realização do projeto. Dessa forma, você e sua equipe poderá pensar e definir quais serão as metas, a metodologia, os materiais utilizados, a divisão de tarefas, os resultados prévios, a solução dos eventuais problemas e a solução final.
Caso seja decidido realizar algum projeto simples, deverá pensar no tema do projeto para que possa se desenvolver melhor e raciocinar prevendo erros e buscando soluções possíveis. Na escolha do tema, meio ambiente, por exemplo, poderão desenvolver o projeto em laboratório com auxílio de equipamentos de medição de ar, poluição, temperatura ambiente, resultado de resíduos sólidos jogados em locais inadequados poluindo rios, lagos e mares, danificando os lençóis freáticos e aquíferos.
Dessa forma, buscando quais são os requisitos funcionais e não funcionais que devem ser inseridos no projeto. O erro de um iniciante em projetos é imaginar que irá sentar na frente de um computador e começar a codificar sem antes planejar um projeto em etapas para evitar o retrabalho. Dessa forma, será essencial pensar em um projeto simples para depois seguir com um mais complexo.
Será sempre necessário ter em mente os objetivos do projeto. Realizar pesquisas sobre o tema desejado, entrevistas, questionários on-line, observação de um ambiente, etapas utilizadas para o desenvolvimento de um trabalho em um setor, etc. Dessa forma, o estudante estará levantando os requisitos funcionais necessários para que sua implementação supra a necessidade de um setor, de uma empresa.
Faz parte criar um cronograma de trabalho para que o tempo seja calculado de forma correta e o projeto seja entregue dentro do prazo, pois quando se entrega produtos fora do prazo, o profissional ou a empresa acaba perdendo a credibilidade no mercado de trabalho. É preciso deixar uma margem de tempo para a realização de testes para que possíveis falhas possam ser contempladas e ajustadas. Dessa forma, o cliente recebe seu projeto de maneira satisfatória.
Desenvolvimento de projetos: hora de praticar
Nesta etapa de trabalho, você já recebeu instruções de como trabalhar, como proceder cada fase do projeto. De posse da metodologia que será utilizada e objetivos que serão desenvolvidos, pode seguir para a divisão de tarefas para colocar a mão na massa e dar início ao projeto. Caso queira desenvolver o projeto sozinho também poderá, porém será necessário realizar o cronograma de forma bem elaborada para que todo o trabalho seja contemplado e o produto final seja entregue dentro do prazo.
Dentro de um grupo de trabalho será necessário deixar os integrantes cientes de suas funções e que todos eles dependerão do desenvolvimento das tarefas para que o projeto consiga seguir, pois se alguém não conseguir cumprir o cronograma o projeto estará comprometido.
Após a decisão do projeto inicial, pode-se iniciar a preparação de um diário de bordo, onde serão registradas todas as atividades do dia, ocorrências, problemas, conquistas, nome dos responsáveis, tarefas de cada estudante etc. Você e sua equipe poderá observar se novas questões deverão ser discutidas, tais como: surgimento de problemas, dificuldades, mudanças de metas, etc.
De possedo tema ou produto que deseja produzir, deverá pensar nos requisitos para esse projeto. Como exemplo: uma criação simples de um site sobre a preservação da natureza deverá pensar nos requisitos funcionais, tais como: o site terá login obrigatório? O meio de comunicação será através de e-mail ou chat? Quem poderá interagir com a aplicação? Para participar do chat e deixar suas contribuições referentes à natureza, por exemplo, o usuário cadastrado deverá estar logado para poder identificar palavras de má conduta, ofensivas? Se o usuário do site não usar a identificação não será possível buscar informações para identificar esse tipo de usuário.
O site terá apenas informativos sobre como preservar a natureza ou dará recomendações importantes para a conservação com dicas e receitas para a utilização de materiais recicláveis evitando o desperdício e não poluindo o meio ambiente? O site usará recursos de mídia e imagens para ilustração? As imagens deverão ser tratadas e caso prefira pode-se produzir suas próprias imagens? Pois devemos tomar cuidado com os direitos autorais. O site terá depoimento de pessoas e/ou ambientalistas que poderão conscientizar a população para que o meio ambiente seja protegido? Importante também é ter a visão de que tipo de usuário irá utilizar as informações depositadas no site, pois temos diversos tipos de usuários.
A interação homem-computador (IHC) deverá estar bem definida no projeto e também o uso de acessibilidade para determinados perfis que futuramente utilizarão o site produzido. Para as crianças, o site não poderá ser poluído com muitas imagens e nem cores vibrantes, para não causar distrações, pois dentro desse perfil também encontraremos usuários portadores de necessidades especiais, tais como: déficit de atenção e hiperatividade; daltonismo; cegueira; surdez; mobilidade; etc. (BOARATI, 2012).
Após a alimentação do conteúdo dentro do site, você deverá realizar testes para que qualquer tipo de problema seja solucionado. Logo em seguida, você deverá liberar o projeto para ser acessado por outros usuários. Dessa forma, realizando esse projeto simples você adquiriu experiências para desenvolver outra aplicação com maior complexidade.
Gerência de projetos: fundamentação
Sempre que iniciamos um novo projeto, do mais simples ao mais complexo, devemos nos atentar para diversos itens necessários para o sucesso. De acordo com o PMI (2008) a Gestão de Projetos é a aplicação que envolve conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas voltadas para as atividades do projeto a fim de atender aos seus requisitos.
O Guia de Conhecimento em Gerência de Projetos (PMBOK) é um guia que serve como uma norma para a profissão de gerenciamento de projetos. Funciona como um documento padrão que descreve as normas, os métodos, os processos e as boas práticas utilizadas para o gerenciamento de projetos. Dessa forma, os projetos ficam padronizados, facilitando sua utilização (PMI, 2008).
Para o gerenciamento de um projeto eficaz, será necessário identificar as necessidades, estabelecendo objetivos claros que deverão ser alcançados, balanceando demandas que podem influenciar na qualidade, no escopo, no tempo e no custo de um projeto. A gestão de projetos visa o sucesso e a qualidade do projeto desde o início até a execução dele. Sempre é aplicado através de fases, pois dessa forma os erros podem ser trabalhados antes de seguir na próxima fase. Cada experiência nova ou problemas inesperados que surgiram e seus resultados servirão de experiências para os projetos futuros.
Vale ressaltar que existem tipos de gestão de projetos diferentes, como gestão de projetos tradicional (garantir que todo o planejamento seja concluído com êxito, alcançando os resultados mais positivos possíveis) e gestão de projeto ágil (oferecer mais liberdade para os profissionais dentro de um fluxo de trabalho otimizado e prático), nesta aula o foco será no método tradicional.
Os indicadores de desempenho podem auxiliar no gerenciamento de um projeto medindo a qualidade do processo utilizado para alcançar os resultados finais de um projeto. Durante a execução de um projeto, ao ser observada uma falha não prevista anteriormente, poderá ser revisada antes de prosseguir. Fazem parte dos indicadores de desempenho a utilização da metodologia de gestão de projetos, processos de controle, uso de recursos aplicados em busca da qualidade do projeto e também o envolvimento do cliente no projeto.
Para atender as exigências dos clientes, será necessário observar e cumprir os prazos determinados, sempre lembrando de deixar uma margem para testes e correção de erros. O levantamento de custos do projeto é um item importante, pois mesmo realizando uma estimativa de valor a ser dispensado no projeto, poderá obter um orçamento estourado e para isso serão necessárias providências para sanar essa dificuldade.
Todo o projeto poderá e deverá ser feito com qualidade, pois o cliente busca a qualidade. Após a análise e a concordância sobre os itens discutidos no projeto, poderão ser feitos a assinatura e o registro do contrato de prestação de trabalho. Dessa forma, o tempo, o custo e a qualidade são itens essenciais no ciclo de vida de um projeto.
Para a execução de um projeto será necessário o profissional que atue como um gerente de projeto. Para isso será necessário ter habilidades gerenciais para liderar, decidir, comunicar-se, influenciar pessoas, negociar e resolver conflitos e problemas. Também deve ter conhecimento gerencial com técnicas e liderança de pessoas e conhecimento técnico dos produtos que serão produzidos.
Gerência de projeto: escopo
Quando é definido o escopo de um projeto, quer dizer que uma descrição bem detalhada foi inserida para que o projeto ou produto seja executado de maneira satisfatória. As premissas, entregas de etapas e restrições são detalhadas no escopo no início do projeto. O escopo precisa ser detalhado para que tudo o que foi idealizado e descrito seja contemplado, para que nada seja esquecido. Existe uma preocupação relacionada a riscos adicionais, integridade de um projeto. Se cada processo for realizado em fases, em etapas ficará mais fácil de trabalhar e gerenciar de forma satisfatória.
De acordo com Lage e Martins (2014), pode-se utilizar uma estrutura analítica do projeto (EAP), que é uma decomposição hierárquica orientada às entregas do trabalho que deverão ser executadas pela equipe para atender os objetivos do projeto a ser desenvolvido. Quando o processo de formalização da aceitação das entregas concluídas de um projeto está ocorrendo, a validação de um escopo aumenta a chance de o projeto ser aceito no final. Dessa forma, a validação por etapa a cada entrega da parte produzida é validada e aceita. Controlar a qualidade é um item importante, com precisão das entregas e cumprimento dos requisitos de qualidade específicos.
Esse controle de qualidade pode ser entregue antes ou junto com o escopo. O processo de monitoramento do escopo, de como está indo, se houve modificação, é realizado no controle do escopo. O planejamento do escopo é primordial, pois todo o detalhamento é realizado e tudo o que se espera de um projeto já é contemplado. Todas as mudanças e alterações serão contempladas nesse momento (CAMARGO, 2021).
Normalmente, para um projeto bem executado são realizados alguns procedimentos iniciais, tais como: um questionário para saber mais sobre o projeto, preenchimento de planilhas com itens e funções solicitadas pelo cliente, requisitos funcionais e não funcionais, restrições declaradas no início do projeto, estudo de viabilidade, levantamento de materiais necessários, recursos, mão de obra e cronograma. Todas as providências devem ser pensadas e executadas antes ou no decorrer do projeto para que não ocorra atraso e margem financeira extrapolada.
Dessa forma, a declaração do escopo deve contemplar todos os itens que serão desenvolvidos em um projeto, atendendo os objetivos propostos. Se todos os pontos que foram levantados estiverem ordenados e de acordo com a solicitação do cliente, ficarámais claro para que o gerente de projeto possa entender quais foram as solicitações do projeto.
A declaração de escopo pode garantir que todos os envolvidos do projeto possam estar alinhados quanto ao objetivo, levantamento, solicitação para serem pensadas e desenvolvidas no projeto. Sendo assim, ficará mais fácil a organização e o planejamento do projeto (CAMARGO, 2021). O planejamento de estratégias e a definição de pacotes de trabalho são itens que estão inseridos na declaração do escopo.
Gerência de projeto: aplicação
Para que um projeto seja bem-sucedido, é de suma importância que sua execução seja realizada por um profissional capacitado. O gerente de projetos deve ser habilitado, preparado para atuar no levantamento de uma ideia inicial, no levantamento de requisitos funcionais e não funcionais, ele deve estudar a viabilidade do projeto, prever um orçamento real, desenvolver um cronograma compatível com a realidade da empresa e do cliente. Além disso, deve verificar se terá profissionais preparados para ajudar a desenvolver cada etapa estipulada, contratar profissionais para o desenvolvimento do projeto, a compra de materiais e os serviços necessários para que tudo corra dentro do prazo e orçamento esperados.
O sucesso do projeto deve-se a todos os itens estabelecidos previamente, a fim de atingir todos os objetivos do projeto e consequentemente o sucesso dele. Algumas tratativas do gerente de projeto serão necessárias em todo o decorrer do projeto, tais como: desenvolver um plano para gerenciamento e planos correlacionados, manter o cronograma e o orçamento pré-estabelecido, identificar os riscos e monitorar e fornecer relatórios precisos sobre o projeto. A função do gerente de projeto também está no campo da comunicação, pois terá que se comunicar com todas as partes envolvidas desse projeto. Se o projeto possui um patrocinador, deverá ser inclusa na comunicação toda a equipe do projeto e outros envolvidos na preparação, execução e entrega do projeto.
Dessa forma, vemos que o gerente de projeto possui muitas responsabilidades que exigem cuidado, dedicação e empenho: planejar, liderar, organizar e controlar. O gerente de projeto precisa ser preparado e possuir habilidades para liderar e empreender um projeto. De acordo com Kerzner (2003), a habilidade do gerente de projeto é importante para o sucesso final. As habilidades podem ser:
• Administração (desenvolver técnicas de controle, tempo e orçamento).
• Alocação de recursos (determinar os recursos necessários para a execução do projeto).
• Competência técnica (coordenar as ações técnicas do projeto que está sendo desenvolvido).
• Construção de equipes (formar e gerenciar equipes de trabalho).
• Empreendedor (gerar e gerenciar negócios do projeto).
• Liderança (influenciar e liderar toda a equipe).
• Organização (estabelecer os critérios de trabalho no projeto).
• Planejamento (elaborar planos e executá-los).
• Resolução de conflitos (identificar e resolver conflitos).
• Suporte gerencial (gerenciar interfaces com todos os envolvidos no projeto).
Um projeto concluído trará satisfação para a empresa e para o cliente, bem como para os profissionais envolvidos. Com o orçamento e prazo dentro do esperado, pode-se considerar um projeto que obteve sucesso e foi realizado com qualidade. Dessa forma, vale a pena pensar, analisar, estudar opções de compra, prazos e estabelecer objetivos coerentes com o projeto desejado.
Análise de projeto: conceito web
A informática surgiu para facilitar as tarefas dos usuários e não para complicar. Os sistemas mais antigos fixados em uma máquina, notebooks, foram ficando para trás, dando abertura às programações web que facilitam a vida dos usuários, pois traz facilidade no processo. Dessa forma, quando criado um programa, um site, um software, enfim, um sistema, deverá ser planejado e executado seguindo a solicitação do usuário ou das empresas solicitantes, de forma que atenda as demandas dos funcionários, porque o sistema deve se adaptar aos usuários, e não ao contrário.
Por isso, em uma conversa inicial, uma entrevista com o cliente e posteriormente com os funcionários será possível ter a real ideia do que o cliente espera que seja programado e executado. Muitas vezes o cliente sabe o que quer, porém não sabe explicar, enquanto que outras vezes o programador entende completamente diferente a solicitação do cliente. Dessa forma, a importância da documentação de projeto se faz necessária.
Vimos nos capítulos anteriores a importância de estudar a modelagem do sistema, definir seu escopo, suas prioridades, seus requisitos funcionais e não funcionais, etc., assim, a construção de um projeto é mais rica e promissora, trazendo benefícios para os usuários. Caso contrário, veríamos um projeto sem qualidade e com muito retrabalho, gastando mais tempo e muitas vezes tendo mais custos.
O uso de uma modelagem facilita na codificação do projeto, evitando esforço desnecessário para o analista de sistemas. O esforço na produção de um projeto poderá ser facilitado pelo uso de ferramenta CASE (Computer-Aided Software Engineering), frameworks, entre outras (FERREIRA, 2008).
O projeto web é desenvolvido em módulos que são caracterizados e organizados. O desenvolvimento de cada módulo deve constar na documentação do escopo. Existem diversos projetos web, do mais simples ao mais complexo, e cabe a definição de trabalho na metodologia do projeto. Para a modelagem, costuma-se utilizar as metodologias através de gráficos, modelos de entidade relacionamento (DER), Diagrama de Fluxo de Dados, Diagrama de Contexto, Diagrama de Orientação a objetos, etc. Dessa forma, pode-se declarar a entidade/classe, atributos e os métodos e verificar os relacionamentos entre eles. A Figura 1 mostra um esquema simples de como cada módulo será formado e desenvolvido.
Figura 1 | Esquema simples de um projeto
Fonte: adaptada de Ferreira (2008).
O uso da modelagem auxilia a visão do sistema que está sendo projetado. No diagrama de contexto poderemos observar um processo central e as entidades relacionadas a esse sistema. Já com o uso do diagrama fluxo de dados (DFD), conseguimos expandir os processos em outros para visualizar tarefas que ainda não foram contempladas e, dessa forma, evitar erros de programação. Quanto mais se expandem os processos, melhor será a visualização deles. Existem diversos diagramas que podem ser utilizados no desenvolvimento dos sistemas e cabe ao estudante escolher o que melhor representa e atende as necessidades do usuário (BOARATI, 2017).
Análise de projeto: projeto web
A construção de projetos de sistemas web tem crescido, pois dessa forma concretiza outros meios de comunicação diferentes do tradicional. As pessoas procuram por agilidade. As usabilidades dos sites são indispensáveis. De acordo com Pressman (2011), para um projeto de software deve-se levar em consideração os dados que é a base do projeto. Logo em seguida, a arquitetura deverá ser extraída, para em seguida realizar as tarefas do projeto.
Os sistemas para web precisam ser desenvolvidos pelos princípios da engenharia, por serem um pouco mais complexos. Suas características deverão funcionar de maneira eficaz. Para Pressman (2011), um projeto de software deverá ter um conjunto de princípios, conceitos e práticas para que o projeto que está sendo desenvolvido seja feito com qualidade. 
A Figura 2 mostra uma representação de um sistema web que gerencia e soluciona necessidades eventuais.
Figura 2 | Fase de projeto adaptação
Fonte: adaptada de Pressman (2006).
A ABNT (2003) utiliza para avaliação de produtos de software algumas características de qualidade, que são:  Funcionalidade (conjunto de funções que satisfazem às necessidades explícitas e implícitas e suas propriedades específicas);  Confiabilidade (capacidade do software de manter seu nível de desempenho); Usabilidade (esforço necessário para se utilizar um produto de software); Eficiência (nível de desempenho do software e a quantidade de recursos utilizados); Manutenibilidade (esforço para realizar as modificações);Portabilidade (capacidade de transferência de ambiente).
De acordo com Brito (2011), para trabalhar com interface web será necessário conhecer conceitos básicos sobre os diferentes tipos de usuários da web, o espaço de uma página, navegação nas páginas, características da página principal e páginas internas da web, a usabilidade, a acessibilidade e a legibilidade.
Além disso, é preciso aprender sobre as linguagens de marcação, Linguagem de Marcação de Hipertexto (HTML) é uma linguagem de computador que compõe a maior parte das páginas da internet, entendendo sobre os conceitos e funcionamentos do HTML, como atributos, marcadores, tabelas, inserções de imagens, sons e vídeos; e conhecer o editor de texto do software que será utilizado para a programação.
Ainda, é necessário aprender a utilizar o Cascading Style Sheets (CSS) nas programações, compreendendo seu conceito de utilização e criação de estilos, conhecer métodos de estilos e aplicações do CSS no documento HTML e conhecer o conceito de pseudoclasses e pseudoelementos.
Por fim, conhecer os tipos de imagens existentes e softwares que manipulam imagens, tais como o Coreldraw e suas ferramentas básicas, software GIMP e suas ferramentas e ferramentas de animação e interpolação da Adobe. Dessa forma, terá condições para desenvolver aplicações web.
Hoje em dia existem diversas opções de software que possam atender as demandas para a programação voltada para a web. Umas mais simples outras mais complexas que podem auxiliar nas manipulações de imagens, interações e até mesmo de programações que podem beneficiar o programador da melhor forma possível. A realização de programações e manipulações sempre são seguidas de testes para verificar se as imagens e outros recursos ficaram aceitáveis em tela e que serão futuramente disponibilizados na web.
Análise de projeto: projeto orientado a objetos
De acordo com Vargas (2009), um projeto possui um ciclo de vida que determina o início e o fim de cada etapa, dando alicerce ao tempo, ao custo e à qualidade, que é o tripé de sucesso. É preciso atentar-se que o ideal é entregar o projeto no prazo estabelecido juntamente com o orçamento estipulado, atendendo as necessidades dos usuários com qualidade.
Hoje em dia, muitas empresas estão buscando alternativas tecnológicas na otimização dos processos, diminuindo custos e otimizando os lucros, buscando a melhoria de seus produtos e serviços devido à competitividade do mercado. A maioria das empresas desenvolve projetos simultaneamente com objetivos diferentes, atendendo a necessidades diversificadas e, por esses motivos, necessitam de gerenciamento otimizado e manter alinhada com as metas da organização.
Também existe a possibilidade de alguns projetos serem afetados de forma negativa devido ao cronograma não cumprido a tempo, custo ultrapassado, escopo do projeto não estruturado e falta de qualidade no produto. Dessa forma, para evitar esses problemas em um local que muitos projetos estão sendo executados ao mesmo tempo deve-se redobrar a atenção (ALÉSSIO, 2016).
Os projetos que são desenvolvidos utilizando a orientação a objetos trabalha em busca de uma análise. Estruturação e interligação das partes de acordo com as funções específicas. É alicerçada em objetos que possuem o desenvolvimento de forma independente.
A orientação a objetos trabalha em três etapas no desenvolvimento de projeto: análise orientada a objetos; projeto orientado a objetos; programação orientada a objetos. Essas etapas são sequenciais e dependentes, finalizando sempre uma etapa antes de começar outra (ALÉSSIO, 2016).
Na programação estruturada os dados passam por funções, mostrando os dados recuperados, novos ou modificados. Já na programação orientada a objetos trabalha-se com classes que são compostas por atributos e métodos.
De acordo com Aléssio (2016), um projeto orientado a objetos é composto por uma:
• Classe (agrupamento de objetos similares que apresentam os mesmos atributos e operações. Exemplo: pessoas).
• Atributo (característica particular de uma ocorrência da classe. Exemplo: características de uma pessoa, tais como: nome, sexo, data de nascimento).
• Operações (lógica contida em uma classe para designar-lhe um comportamento. Exemplo: cálculo da idade).
• Encapsulamento (combinação de atributos e operações de uma classe. Exemplo: atributo – data de nascimento e operação – cálculo da idade).
• Herança (compartilhamento pela subclasse dos atributos e operações da classe pai. Exemplo: Subclasse – eucalipto que compartilha atributos e operações da classe árvore).
• Subclasse (característica particular de uma classe. Exemplo: classe – Árvore, subclasses – Ipê, Eucalipto).
• Instância de classe (ocorrência específica de uma classe, mesmo que objeto. Exemplo: uma pessoa, uma organização).
• Objeto (elemento do mundo real. Exemplo: Pessoa Fulano de tal).
• Mensagem (solicitação entre objetos para invocar certa operação. Exemplo: informar a idade de uma pessoa).
• Polimorfismo (mesma mensagem para invocar comportamentos diferentes. Exemplo: calcular saldo de correntista, usar derivações para cálculo de saldo de poupança).
A programação orientada a objetos representa as situações do mundo real e esse é o paradigma da orientação a objetos.
Características de projeto
De acordo com MPPR (2018), o projeto pode ser definido como um esforço temporário para a criação de algo único e exclusivo, pois são conjuntos de ações com prazo de execução (início, meio e fim), com recursos e objetivos previstos para o desenvolvimento de um produto ou serviço. Os projetos são caracterizados pela temporariedade, singularidade e progressividade, apresentando início e fim definidos, com recursos, prazo, custo e recursos humanos definidos de acordo com o objetivo proposto com geração dos resultados. Existem projetos que caracterizam prazos de curta ou longa duração, mas a temporariedade dos projetos não implicará a temporariedade dos produtos, serviços ou resultados.
Sabe-se que todo projeto poderá criar um novo produto definido de acordo com o objetivo e ser considerado único, porque cada produto possui peculiaridades exclusivas, pode até ter produtos similares, mas não igual. O projeto pode ser elaborado de forma progressiva e essa é uma característica importante que possibilita um desenvolvimento por etapas pré-definidas. Na iniciação de um projeto, é possível ter noção geral do projeto e à medida que são aplicadas novas técnicas para um gerenciamento eficaz, seguindo sua própria metodologia terá maior conhecimento com detalhes do projeto (MPPR, 2018).
Antes de executar um projeto, será necessária a realização de um plano de projeto, que será criado descrevendo as atividades, as tarefas, as dependências e os prazos. Para tanto, um gerente do projeto poderá      coordenar a preparação do orçamento do projeto, estabelecendo estimativas e levantamento de custo relacionados a equipamentos, materiais e mão de obra. Para uma empresa, o orçamento é fundamental, pois serve para controle dos gastos com custos do projeto e, dessa forma, poderá realizar as adequações necessárias na implementação de seu projeto de acordo com a empresa (MPPR, 2018).
O projeto possui um ciclo de vida que é uma série de fases pelas quais o projeto passa, desde seu início até a sua conclusão.
Conceito de ciclo de vida de projeto
De acordo com Soares (2013), o ciclo de vida de um projeto pode ser definido por um conjunto de fases que podem ser sequenciais ou não com a finalidade de gerenciar as atividades que serão desenvolvidas.
Sabe-se que as fases de um projeto podem depender de metodologia (é o estudo dos métodos, ou as etapas que devem ser seguidas, de um determinado processo) que poderá ser aplicada no projeto de acordo com a área, podendo ser na engenharia, tecnologia da informação, aquisições ou políticas públicas (SOARES, 2013).
De acordo com o MPPR (2018, p. 6), a representação das características de um projeto pode ser vista na Figura 1.
Figura 1 | Características de um projeto
Fonte: MPPR (2018, p. 6).
Um projeto pode ser temporário,mas com início, meio e fim do projeto. O projeto pode criar um produto ou serviço único e exclusivo. Pode-se também ser um projeto progressivo, com detalhamento proporcionando um melhor entendimento sobre o produto ou serviço disponibilizado.
Para um ciclo de projeto eficaz será necessário dividir o projeto em fases com atividades interdependentes. Serão definidas técnicas de trabalho que serão aplicadas em cada fase, bem como quais pessoas estarão envolvidas nela. Cada marco é resultado de trabalhos que podem ser verificados no final de cada projeto. A elaboração progressiva é outra característica importante que possibilita o desenvolvimento em etapas. Já na iniciação, tem-se uma noção geral do projeto. As técnicas de gerenciamento são aplicadas no projeto utilizando uma metodologia para um maior conhecimento e detalhamento do projeto (MPPR, 2018).
O planejamento estratégico de um projeto pode ser medido através de um estudo de viabilidade ou a elaboração de um protótipo. Na conclusão de uma fase do projeto é necessária uma revisão nos trabalhos e nos padrões observando o desempenho para a verificação de sua continuidade e correção dos desvios do projeto (MPPR, 2018).
Segundo Camargo (2019), o ciclo de vida de um projeto poderá passar por algumas etapas importantes. As cinco fases da gestão de projetos são: início do projeto (com a definição de maneira ampla); planejamento de projetos (com utilização de um roteiro com criação de metas); execução do projeto (com uso das informações que serão reunidas nas etapas de criação e lançar o projeto); desempenho do projeto (com uso de indicadores-chave de desempenho com o objetivo de medir a eficiência de um projeto); encerramento do projeto (recapitulação entre os participantes do projeto) (Figura 2).
Figura 2 | Cinco fases da gestão de projetos
As cinco fases da gestão de projetos
Início do projeto
Defina o projeto de maneira ampla.
Planejamento de projetos
Use um roteiro para a criação de metas.
Execução do projeto
Use as informações reunidas nas duas primeiras etapas para criar e lançar o projeto.
Desempenho de projeto
Use indicadores-chave de desempenho para medir a eficácia do projeto.
Encerramento do projeto
Faça uma recapitulação com os participantes do projeto.
Fonte: MPPR (2018, p. 8).
Dessa forma, pode-se afirmar que no cumprimento das etapas do ciclo de vida de um projeto proporcionará menor número de erros e imprecisões, pois o ciclo de vida de um projeto pode facilitar o gerenciamento, o planejamento e o controle, proporcionando um projeto eficaz.
Boas práticas para projeto
A metodologia é um caminho para se chegar a um fim. Segundo Soares (2013), foi desenvolvida uma metodologia chamada de MGP-SISP5 através da união de: Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e órgão central do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP). Eles desenvolveram uma metodologia de gerenciamento de projetos que é um conjunto de boas práticas em gerenciamento de projetos para os órgãos da administração pública.
Os produtos de uma fase são insumos das fases posteriores, sendo que cada fase irá gerar seus próprios subprodutos e ao final de cada fase deverá resultar em uma avaliação da situação determinando se o projeto está correto ou necessita de correção. A estrutura com as características básicas do ciclo de vida do projeto de acordo com Soares (2013) podem ser:
• Início do projeto.
• Preparação e planejamento.
• Execução dos trabalhos, conforme as características e área de aplicação do projeto.
• Encerramento e aceitação dos resultados do projeto.
O grau de incerteza e os riscos estão nas fases iniciais de um projeto, pois os resultados não atingidos ocorrem com maior frequência nessas fases. Já nas fases intermediárias esses riscos e incertezas diminuem, chegando a zero ao terminar o projeto. Quando o projeto é iniciado, os riscos e temores são trabalhados e eliminados de forma que vão se regularizando nas demais fases até os términos dos riscos. Dessa forma, as falhas de planejamento vão sendo corrigidas.
Pensando no tamanho da equipe, os custos do planejamento e a execução são menores no início do projeto, nas fases iniciais, e vão crescendo quando executado, atingindo o seu ápice.
Dessa forma, pode-se concluir que a metodologia aplicada em cada projeto é o ciclo de vida do projeto escolhido para a execução de um projeto que é constituído pelas fases: início do projeto; organização e preparação; execução do trabalho do projeto e encerramento do projeto. Essas etapas podem ser revisadas de acordo com a necessidade da equipe e os objetivos propostos.
Falando sobre as boas práticas em gerenciamento de projetos, são processos com integridade e condução nesse conjunto de fases, que permitem a construção de uma base com metas definidas, com um elaborado escopo visando o custo e os prazos de trabalhos envolvidos no projeto. Dessa forma, é de extrema importância a aplicação das boas práticas de gerenciamento de projetos que podem garantir sua eficiência.
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