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ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS-ADC/EADF
Prof. Msc. Odair Corrêa do Nascimento
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - 25/10/2024
Odair.correa@p.ucb.br
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Olá, sejam bem-vindos (as)!
APRESENTAÇÃO
Neste nosso ENCONTRO DA UNIDADE I, iniciaremos o estudo introdutório acerca da “ANÁLISE DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS”.
INTRODUÇÃO
Vamos lá?
A Análise de Balanço inicia-se a partir das demonstrações financeiras, nas quais o analista coleta dados, 
adequando-os para os cálculos de quocientes, índices ou coeficientes, que serão posteriormente 
interpretados.
A Análise de Balanços está baseada em indicadores (indicadores de liquidez, endividamento, 
rentabilidade, rotatividade etc.) obtidos por meio de cálculos matemáticos, que medem uma visão 
aproximada da real situação econômica, financeira e patrimonial de uma entidade, que tem por 
objetivo a apuração de fraudes documentais e manipulação de resultados, verificação de 
procedimentos envolvendo as ações administrativas ou judiciais tanto ativas como passivas de cunho 
trabalhista, previdenciário, fiscal e tributário, com a finalidade de passar informações para que os 
seus usuários possam tomar decisões.
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INTRODUÇÃO
Dessa forma a Análise de Balanços é uma técnica matemática de obtenção de informações, não sendo, 
portanto, exigida por lei. Mas apesar de não estar sujeita a legislação, as demonstrações contábeis 
levantadas pelas entidades têm por base as legislações estabelecidas na lei das Sociedades por Ações, 
no Regulamento do Imposto de Renda, nas Normas Brasileiras de Contabilidade e na Comissão de 
Valores Mobiliários, portanto, a Análise de Balanços abrange também as respectivas legislações.
O analista de balanços não é vidente nem adivinho. O que ele faz é analisar dados 
concretos aplicando fórmulas de acordo com sua experiência contábil e, a partir disso, 
é capaz de avaliar o presente com base no passado e projetar o futuro, 
fundamentando-se sempre no desempenho dos últimos períodos analisados.
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PROCESSO CONTÁBIL
A Análise de Balanços tem por fonte de informações as demonstrações contábeis e são baseadas em 
indicadores de cálculos matemáticos, os quais avaliam a aproximada situação econômica, financeira e 
patrimonial de uma entidade. Mas dependendo da situação, às vezes uma Análise de Balanços limitada 
a um exercício financeiro pode ser pouco reveladora, sendo necessário comparar os indicadores e as 
tendências com os indicadores dos demais concorrentes, bem como as metas inicialmente 
estabelecidas pela administração da entidade. Em outros casos, é mais importante a obtenção de 
informações relativas a cada conta dentro das demonstrações contábeis. Assim, tem-se que: 
“A Tarefa do Analista de Balanços começa onde termina a tarefa do Contador”
Sabemos que o processo contábil se inicia com ocorrências dos fatos administrativos na 
entidade. A partir desses fatos, apoiado em documentos idôneos, o contabilista efetua os 
registros nos livros próprios, encerrando o processo contábil com a apuração do resultado do 
exercício e com a elaboração das demonstrações financeiras.
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PROCESSO CONTÁBIL
 PROCESSO CONTÁBIL 
 
 Inicio 
 
 Fatos 
 
Compras 
 
 
Vendas 
 
 
Pagamentos 
 
 
Recebimentos (documentos idôneos). 
 
 
 
 
 Escrituração 
 
Diário 
 
 
Razão 
 
 
Caixa 
 
 
Contas Correntes 
 
 
 
 
 
Apuração do Resultado 
 
 
Lucro 
 
 Prejuízo 
 
 
 
Demonstrações 
Balanço Patrimonial – BP 
Demonstração do Resultado do Exercício - DRE 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL 
Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC 
Demonstração do Valor Adicionado - DVA 
Demonstração do Resultado Abrangente - DRA 
 
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PROCESSO da ADC
A Análise de Balanços começa a partir dessas demonstrações elaboradas pela Contabilidade, analisando-
as e interpretando-as, para apresentar informações a respeito das conclusões obtidas na respectiva 
análise.
Assim, com base nas demonstrações financeiras, o analista efetua o exame e a coleta de 
dados, transformando-os em quocientes, coeficientes etc., analisa-os e interpreta-os, 
chegando a conclusões que são apresentadas por meio de relatórios.
A figura exposta no slide seguinte demonstra o Processo da Análise de Balanços.
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PROCESSO da ADC
 
 ANÁLISE DE BALANÇOS 
 
 Inicio 
 
 Exame e Padronização 
Balanço Patrimonial - (BP) 
Demonstração do Resultado do Exercício - (DRE) 
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados - (DLPA) 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - (DMPL) 
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos-(DOAR) 
 
 Coleta de Dados 
Extração de valores das demonstrações Financeiras como total 
do ativo Circulante, do Patrimônio Líquido, das vendas líquidas 
etc. 
 
 Cálculos dos Indicadores 
 Quocientes 
 Coeficientes 
 Números-Índices 
 
 Interpretação dos Quocientes 
 Interpretação isolada e conjunta 
 
 Análise Vertical/Horizontal 
 
Análise e interpretação de 
coeficientes 
 e números-índices 
 
 Comparação com Padrões 
 Cálculos e Comparações 
 
 Final 
 
Conclusões 
Elaboração de relatórios inteligíveis por leigos 
 
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PROCESSO da ADC
Assim, pode-se concluir que, a Análise de Balanços pode ser realizada em sete etapas:
1º - Exame e padronização das demonstrações financeiras;
2º - Coleta de Dados;
3º - Cálculos dos indicadores: quocientes, coeficientes e números índices, mediante a 
aplicação de fórmulas já consagradas;
4º - Interpretação dos quocientes;
5º - Análise vertical/horizontal;
6º - Comparação com padrões;
7º - Elaboração de relatórios inteligíveis por leigos.
Conceito de Análise de Balanço 
É uma arte por meio da qual são analisadas e interpretadas as principais demonstrações financeiras 
de uma entidade, visando fornecer informações acerca do estado do seu Patrimônio.
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CONCEITO/TIPOS-ADC
A Análise de situação econômica
É feita com base nos elementos que compõe a Demonstração do Resultado do Exercício, pelo estudo e 
interpretação do resultado alcançado pela movimentação do Patrimônio. Essa análise possibilita 
conhecer a rentabilidade obtida pelo capital investido na entidade.
Análise de situação financeira 
É feita com base nos dados constantes do Balanço Patrimonial. Ela permite conhecer o grau de 
endividamento, bem como a existência ou não de solvência suficiente para que a entidade 
possa cumprir seus compromissos de curto ou longo prazo.
Tipos de Análises:
Análise Interna
É realizada dentro da entidade por seus próprios empregados, e visa informar administradores e 
diretores, auxiliando-os nas tomadas de decisões.
Análise Externa
É efetuada fora da entidade e seu objetivo é informar aos interessados acerca da situação econômica ou 
da estabilidade da entidade para concretização de negócios, concessões de créditos e financiamentos. É 
efetuado por profissionais externos, normalmente pertencentes às entidades interessadas na análise. 
Nesse caso, o analista tem em mãos somente as demonstrações financeiras publicadas pela entidade.
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CONCEITO/TIPOS-ADC
Finalidade da Análise de Balanços
A finalidade da Análise de Balanço é transformar os dados extraídos das demonstrações financeiras em 
informações úteis para a tomada de decisões por parte das pessoas interessadas.
METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS
A Análise de Balanço não é somente desenvolvida por meio de aplicações de técnicas, mas também 
orientada, em grande parte, pela sensibilidade e experiência do analista.
Para colaborar, apresenta-se a seguir um esquema básicode avaliação, para auxiliar na análise 
dos demonstrativos e verificar a situação das empresas:
A. A Empresa e o Mercado
Uma preocupação essencial do analista deve ser a de conhecer mais detalhadamente a empresa e seu 
mercado de atuação, de maneira a melhor avaliar as decisões financeiras (investimento e financiamento) 
tomadas.
A análise de balanços torna-se bem mais consistente quando interpretada dentro das características 
do setor de atividade da empresa. Por exemplo, um giro de 70 dias dos estoques pode ser 
excessivo para determinado segmento comercial, sendo considerado, entretanto, adequado em 
outro.
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METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS
B. Relatórios Financeiros
Este item engloba todas as demonstrações contábeis elaboradas pela empresa, que servirão de fonte de 
informações para a análise econômico-financeiras. É importante neste item avaliar-se os procedimentos 
contábeis padronizados para o setor, o plano de contas, o tratamento da inflação adotada nos 
demonstrativos etc.
C. Análise Horizontal e Vertical
A aplicação dessas técnicas tem por objetivo básico a avaliação dos demonstrativos contábeis 
pela evolução de seus valores ao longo do tempo (análise horizontal), e pela participação 
relativa de cada valor em relação a um total (análise vertical).
D. Análise da Liquidez
O estudo da liquidez visa conhecer a capacidade de pagamento da empresa, isto é, suas condições 
financeiras de cobrir no vencimento todos seus compromissos passivos assumidos. Revela, ainda, o 
equilíbrio financeiro e sua necessidade de investimento em capital de giro.
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METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS
E. Análise de Endividamento
Avalia basicamente a proporção de recursos próprios e de terceiros mantidos pela empresa, sua 
dependência financeira por dívidas de curto prazo, a natureza de suas exigibilidades e seu risco 
financeiro.
F. Análise de Rentabilidade e Lucratividade.
É uma avaliação econômica do desempenho da empresa, dimensionando o retorno sobre os 
investimentos realizados e a lucratividade apresentada pelas vendas.
G. Conclusões
Apesar de cada item do esquema proposto de análise proporcionar conclusões especificas, esta parte 
final deve se apresentar conclusiva, desenvolvendo sucintamente a efetiva situação econômico-financeira 
da empresa e suas perspectivas de desempenho.
Atualmente, são muitos os usuários que recorrem a Análise de Balanço, seja para conhecer a 
rentabilidade do capital investido nas entidades e o grau de solvência para o cumprimento das 
suas obrigações, seja para avaliar o desempenho das entidades, de acordo com interesses 
específicos. Dentre os principais usuários dessas informações, temos: Bancos, Fornecedores, 
Administradores, Público investidor, Sindicatos de Classe e Governo. 
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil prevista na lei societária em seu artigo 176, item I, 
destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e 
financeira da Entidade.
O Balanço Patrimonial é composto pelo Ativo, que representa as aplicações de recursos (bens 
e direitos) e pelo Passivo e Patrimônio Líquido que representam as origens de recursos 
(obrigações). É considerado um dos mais valiosos relatórios gerados pela Contabilidade, uma 
vez que por meio dele o usuário poderá saber, a qualquer instante, a situação e a composição 
do patrimônio das entidades.
O Balanço Patrimonial deverá apresentar duas colunas: a do lado direito, com o passivo e o patrimônio 
líquido, ou seja, as obrigações e a do lado esquerdo, com o ativo, ou seja, os bens e os direitos, 
conforme demonstrado no próximo slide:
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
ATIVO PASSIVO + PATRIMONIO LÍQUIDO
Bens e Direitos
(Aplicação de Recursos)
Contas de natureza devedora
Obrigações com terceiros e com sócios
(Origens de Recursos)
Contas de natureza credora
Balanço Patrimonial
No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do 
patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da 
situação financeira da empresa.
Conforme Lei 6.404/76 (artigos 176 a 182 e artigo 187) e NBC T.3, o Balanço Patrimonial é 
constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido.
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
O Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade, 
capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de eventos ocorridos.
O Passivo Exigível compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para 
com terceiros, resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação.
O Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a diferença positiva 
entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. Quando o valor do Passivo for maior que o valor do Ativo, o 
resultado é denominado Passivo a Descoberto. Portanto, a expressão Patrimônio Líquido deve ser 
substituída por Passivo a Descoberto.
Bens e Direitos: caixa, bancos, aplicações financeiras, mercadorias, duplicatas a receber, 
investimentos em outras empresas, imóveis, veículos, terrenos, licenças, direitos autorais, 
marcas, adiantamento a fornecedores, tributos a recuperar, empréstimos a receber, prêmios de 
seguros a apropriar.
Obrigações (capital de terceiros): empréstimos e financiamentos bancários, fornecedores, 
obrigações fiscais, salários a pagar. Observe que todos esses itens possuem uma data pré-
estipulada para liquidação (vencimento).
Obrigações (capital próprio): composto pelas contas de patrimônio líquido (capital social e 
reservas), as quais não possuem como característica a liquidação, insto é, não há uma data de 
vencimento como é característico nos recursos obtidos por terceiros.
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Grau de Liquidez do Balanço Patrimonial
No Balanço Patrimonial, as contas são apresentadas em ordem decrescente. Assim, no lado do ativo 
virão em primeiro lugar as contas de alta conversibilidade em dinheiro e, por último, aquelas que não 
apresentam conversibilidade nenhuma. Isso significa que do lado do passivo, a conta que tiver maior 
exigibilidade de pagamento deverá vir primeiro, como pode ser notado no gráfico abaixo:
Grau de Liquidez
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ATIVO PASSIVO
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Alta
Circulante
 Caixa
 Bancos c/movimento
 Clientes
 Estoques
Circulante
 Fornecedores
 Contas a Pagar
 Obrigações Fiscais
 Obrigações Sociais
 Obrigações Trabalhistas
 Obrigações Financeiras
Média
Não-Circulante Realizável a longo prazo
 Créditos
 Empréstimos a sócios.
Não-Circulante
 Obrigações Comerciais
 Obrigações Financeiras
 Obrigações Diversas
Baixa
Não-Circulante
 Investimentos
 Imobilizado
 Intangível
Patrimônio Líquido
 Capital Social
 Reservas de Capital
 Prejuízos Acumulados
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Ativo Circulante
O ativo circulante abrange valores realizáveis no exercício social subsequente. Assim, por exemplo, uma 
empresa cujo exercício social encerre em 31 de dezembro, ao realizar o encerramento do exercício de 31 
de dezembro de 2006, deverá classificar no Ativo Circulante todos os valores realizáveis até 31 de 
dezembro de 2007.
Na empresa cujo ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, a classificação no 
circulante ou longo prazo terá por base o prazo deste ciclo. Raramente, porém, é usada esta 
classificação mais extensa, de forma que, como padrão, pode-se adotar a classificação das 
contas como circulante se forem realizáveisou exigíveis no prazo de 1 (um) ano. Conforme 
quadro abaixo:
Disponíveis (caixa e Equivalentes de Caixa)
Caixa – dinheiro disponível
Depósitos bancários a vista – conta corrente
Aplicações financeiras de curtíssimo prazo
Bens e Direitos realizáveis em curto prazo
Clientes
Adiantamentos
Aplicações financeiras de curto prazo
Impostos a recuperar
Estoques
Aplicação de recursos em despesas do exercício 
seguinte (despesas antecipadas)
Seguros
Alugueis
Despesas financeiras
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Ativo Não Circulante
São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura, destinados ao funcionamento 
normal da sociedade e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade.
O Ativo Não Circulante será composto dos seguintes subgrupos:
Ativo Realizável a Longo Prazo
Investimentos
Imobilizado
Intangível
Ativo Realizável a Longo Prazo
De uma forma geral, são classificáveis no Realizável a Longo Prazo contas da mesma natureza das do 
Ativo Circulante, que, todavia, tenham sua realização certa ou provável após o término do exercício 
seguinte, ou seja, serão convertidos em dinheiro após 360 dias da realização do referido balanço.
As despesas apropriáveis após o exercício seguinte também são classificadas no Ativo Realizável 
a Longo Prazo.
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Ativo Realizável a Longo Prazo
Os direitos não derivados de vendas, e adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou 
controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da empresa, que não constituírem negócios 
usuais na exploração do objeto da empresa, serão classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo. 
Conforme quadro abaixo:
Contas a Receber
Contas a receber a longo prazo, ou seja, com as mesmas 
especificações do curto prazo, mas que vençam após 360 
dias do encerramento do balanço.
Empréstimos aos sócios ou acionistas, aos diretores e a 
outras pessoas.
Contas a receber oriundas de transações não operacionais 
que tenham vencimento após 360 dias.
Investimentos a longo prazo
Qualquer investimento voluntário especificado no curto prazo 
que possua vencimento acima de 360 dias.
Despesas antecipadas a longo prazo
Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte 
consideradas de longo prazo (seguros, aluguéis, despesas 
financeiras).
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Investimentos
No subgrupo Investimentos do Ativo Não Circulante devem ser classificadas as participações 
societárias permanentes, assim entendidas as importâncias aplicadas na aquisição de ações e 
outros títulos de participação societária, com a intenção de mantê-las em caráter permanente, seja 
para se obter o controle societário, seja por interesses econômicos, entre eles, como fonte 
permanente de renda. Devem ser classificados neste grupo: terrenos, edifícios adquiridos com a 
finalidade de alugá-los a terceiros e participações em outras companhias.
Imobilizado
O Ativo Imobilizado é formado pelo conjunto de bens e direitos necessários à manutenção das 
atividades da empresa, caracterizados por apresentar-se na forma tangível (edifícios, máquinas, 
etc.). O imobilizado abrange, também, os custos das benfeitorias realizadas em bens locados ou 
arrendados. Para classificarmos os bens e direitos neste subgrupo, é necessário que tenhamos três 
características concomitantes que possam determinar a classificação de um ativo imobilizado:
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Imobilizado
Natureza relativamente permanente: praticamente nenhum bem (exceto os terrenos), possui vida 
ilimitada dentro da empresa, sofrendo desgastes com o uso e o tempo (desuso).
Utilização na operação de negócios: deve ser um bem indispensável para o funcionamento da 
empresa, por exemplo, um prédio comercial da empresa utilizado para a sua montagem ou uma 
máquina indispensável à fabricação do produto.
Não se destinar à venda: o bem não pode ter como finalidade a venda para adquirir lucros, pois ele 
deve estar vinculado ao objeto de produção da entidade.
Terreno O que será realmente utilizado pela empresa.
Edifícios Os que serão realmente utilizados pela empresa.
Instalações Integradas aos edifícios, como instalações hidráulicas, elétricas e sanitárias, e 
prateleiras.
Máquinas e equipamentos Aqueles utilizados para realizar a atividade da empresa.
Móveis e utensílios Mesas, cadeiras, computadores, impressoras, aparelhos de fax e arquivos, entre 
outros, utilizados para o andamento dos trabalhos.
Veículos Os que são utilizados para cargas, vendas, administração e outras atividades 
ligadas à empresa e a suas atividades.
Ferramentas Somente as que têm vida útil acima de um ano.
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Intangível
Os ativos intangíveis compreendem o leque de bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia 
ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.
Trata-se de um desmembramento do ativo imobilizado, que, a partir da vigência da Lei 11.638/2007, 
ou seja, a partir de 01.01.2008, passa a contar apenas com bens corpóreos de uso permanente. 
Como exemplos de intangíveis, os direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou 
permissão do Poder Público, marcas e patentes, softwares e o fundo de comércio adquirido.
Passivo Circulante
Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusive financiamentos para aquisição de 
direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem no exercício seguinte. No caso de o ciclo 
operacional da empresa ter duração maior que a do exercício social, a concepção terá por base o prazo 
desse ciclo.
Passivo Não Circulante
Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusive financiamentos para aquisição de 
direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem após o exercício seguinte. No caso de o ciclo 
operacional da empresa ter duração maior que a do exercício social, a concepção terá por base o prazo 
desse ciclo.
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ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC
Patrimônio Líquido
É a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos. É constituído por Capital Social, Reservas de 
Capital, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos 
Acumulados.
Contas retificadoras do Ativo: são contas que reduzem normalmente o lado esquerdo do 
Balanço Patrimonial. Exemplos: provisão para crédito de liquidação duvidosa (PCLD), duplicatas 
descontadas, provisão para ajuste de bens a valor de mercado, depreciação acumulada, 
amortização acumulada, exaustão acumulada.
Contas retificadoras de Passivo: são contas que reduzem normalmente o lado direito do Balanço 
Patrimonial. Exemplos: capital a integralizar, ações em tesouraria.
No slide seguinte, apresenta-se Quadro-resumo do Balanço Patrimonial:
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QUADRO-RESUMO DO BALANÇO PATRIMONIAL
Balanço Patrimonial Empresa: ADF-UCB/2023 S/A.
Ativo Passivo
Circulante
Todas as contas que se encontram em constante circulação (giro), sendo 
que sua conversão em dinheiro será, no máximo, em 1 ano.
Não-circulante
Realizável a longo prazo
Bens e direitos que se transformarão em dinheiro após o período de 360 
dias, a contar da data de apresentação do Balanço Patrimonial.
Investimento
Inversões financeiras de caráter permanente que geram rendimentos e 
não são necessárias à manutenção da atividade fundamental da 
empresa.
Imobilizado
Bens corpóreos que se destinam à produção e à manutenção da 
atividade operacional e básica da empresa.
Intangível
Bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade operacional e 
básica da empresa.
Circulante
Todas as obrigações exigíveis que serão liquidadas 
(pagas)no próximo ano ou dentro dos próximos 360 
dias, após o levantamento patrimonial realizado.
Não-circulante
Obrigações exigíveis que serão pagas após 360 dias a 
contar da apresentação do levantamento patrimonial 
apresentado no momento do fechamento do exercício.
Patrimônio Líquido
Recursos dos sócios aplicados na empresa quando do 
início das atividades e o acúmulo dos resultados 
positivos do trabalho da empresa.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços: Um enfoque econômico-financeiro. 12. ed. São Paulo: 
Atlas, 2020.
PEREZ JUNIOR, José Hernandez; BEGALLI, Glaucos Antônio. Elaboração e Análise das Demonstrações Contábeis. 5. 
ed. São Paulo: Atlas, 2015.
IUDICIBUS, Sérgio de. MARTINS, Eliseu. GELBCKE, Ernesto Rubens. SANTOS, Ariovaldo dos. Manual de 
Contabilidade Societárias Sociedades Por Ações: Aplicável a Todas as Sociedades. 3.ed. São Paulo. Atlas, 2018.
SILVA, Alexandre Alcântara da. Estrutura, Análise e Interpretação das Demonstrações Contábeis. 5.ed. São Paulo: 
Atlas, 2017.
RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanços Fácil. 11. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2015.
PADOVEZE, Clóvis Luís. Manual de Contabilidade Básica - Contabilidade Introdutória e Intermediária. 10ª ed. São 
Paulo: Atlas, 2017.
	Slide 1: ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS-ADC/EADF
	Slide 2: Apresentação/Objetivos
	Slide 3: Introdução a ADC
	Slide 4: Processo Contábil
	Slide 5: Processo Contábil
	Slide 6: Processo da ADC
	Slide 7: Processo da ADC
	Slide 8: Processo/Conceito ADC
	Slide 9: Processo/Conceito ADC
	Slide 10: Conceito/Tipo ADC
	Slide 11: Metodologias de ADC
	Slide 12: Metodologias de ADC
	Slide 13: Balanço Patrimonial
	Slide 14: Balanço Patrimonial
	Slide 15: Balanço Patrimonial
	Slide 16: Balanço Patrimonial
	Slide 17: Balanço Patrimonial
	Slide 18: Balanço Patrimonial
	Slide 19: Balanço Patrimonial
	Slide 20: Balanço Patrimonial
	Slide 21: Balanço Patrimonial
	Slide 22: Balanço Patrimonial
	Slide 23: Balanço Patrimonial
	Slide 24: Quadro-Resumo
	Slide 25: Referências

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