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ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS-ADC/EADF Prof. Msc. Odair Corrêa do Nascimento UNIDADE I: INTRODUÇÃO A ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - 25/10/2024 Odair.correa@p.ucb.br A p re se n ta çã o /O b je ti vo s Olá, sejam bem-vindos (as)! APRESENTAÇÃO Neste nosso ENCONTRO DA UNIDADE I, iniciaremos o estudo introdutório acerca da “ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS”. INTRODUÇÃO Vamos lá? A Análise de Balanço inicia-se a partir das demonstrações financeiras, nas quais o analista coleta dados, adequando-os para os cálculos de quocientes, índices ou coeficientes, que serão posteriormente interpretados. A Análise de Balanços está baseada em indicadores (indicadores de liquidez, endividamento, rentabilidade, rotatividade etc.) obtidos por meio de cálculos matemáticos, que medem uma visão aproximada da real situação econômica, financeira e patrimonial de uma entidade, que tem por objetivo a apuração de fraudes documentais e manipulação de resultados, verificação de procedimentos envolvendo as ações administrativas ou judiciais tanto ativas como passivas de cunho trabalhista, previdenciário, fiscal e tributário, com a finalidade de passar informações para que os seus usuários possam tomar decisões. In tr o d u çã o a A D C INTRODUÇÃO Dessa forma a Análise de Balanços é uma técnica matemática de obtenção de informações, não sendo, portanto, exigida por lei. Mas apesar de não estar sujeita a legislação, as demonstrações contábeis levantadas pelas entidades têm por base as legislações estabelecidas na lei das Sociedades por Ações, no Regulamento do Imposto de Renda, nas Normas Brasileiras de Contabilidade e na Comissão de Valores Mobiliários, portanto, a Análise de Balanços abrange também as respectivas legislações. O analista de balanços não é vidente nem adivinho. O que ele faz é analisar dados concretos aplicando fórmulas de acordo com sua experiência contábil e, a partir disso, é capaz de avaliar o presente com base no passado e projetar o futuro, fundamentando-se sempre no desempenho dos últimos períodos analisados. P ro ce ss o C o n tá b il PROCESSO CONTÁBIL A Análise de Balanços tem por fonte de informações as demonstrações contábeis e são baseadas em indicadores de cálculos matemáticos, os quais avaliam a aproximada situação econômica, financeira e patrimonial de uma entidade. Mas dependendo da situação, às vezes uma Análise de Balanços limitada a um exercício financeiro pode ser pouco reveladora, sendo necessário comparar os indicadores e as tendências com os indicadores dos demais concorrentes, bem como as metas inicialmente estabelecidas pela administração da entidade. Em outros casos, é mais importante a obtenção de informações relativas a cada conta dentro das demonstrações contábeis. Assim, tem-se que: “A Tarefa do Analista de Balanços começa onde termina a tarefa do Contador” Sabemos que o processo contábil se inicia com ocorrências dos fatos administrativos na entidade. A partir desses fatos, apoiado em documentos idôneos, o contabilista efetua os registros nos livros próprios, encerrando o processo contábil com a apuração do resultado do exercício e com a elaboração das demonstrações financeiras. P ro ce ss o C o n tá b il PROCESSO CONTÁBIL PROCESSO CONTÁBIL Inicio Fatos Compras Vendas Pagamentos Recebimentos (documentos idôneos). Escrituração Diário Razão Caixa Contas Correntes Apuração do Resultado Lucro Prejuízo Demonstrações Balanço Patrimonial – BP Demonstração do Resultado do Exercício - DRE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC Demonstração do Valor Adicionado - DVA Demonstração do Resultado Abrangente - DRA P ro ce ss o d a A D C PROCESSO da ADC A Análise de Balanços começa a partir dessas demonstrações elaboradas pela Contabilidade, analisando- as e interpretando-as, para apresentar informações a respeito das conclusões obtidas na respectiva análise. Assim, com base nas demonstrações financeiras, o analista efetua o exame e a coleta de dados, transformando-os em quocientes, coeficientes etc., analisa-os e interpreta-os, chegando a conclusões que são apresentadas por meio de relatórios. A figura exposta no slide seguinte demonstra o Processo da Análise de Balanços. P ro ce ss o d a A D C PROCESSO da ADC ANÁLISE DE BALANÇOS Inicio Exame e Padronização Balanço Patrimonial - (BP) Demonstração do Resultado do Exercício - (DRE) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados - (DLPA) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - (DMPL) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos-(DOAR) Coleta de Dados Extração de valores das demonstrações Financeiras como total do ativo Circulante, do Patrimônio Líquido, das vendas líquidas etc. Cálculos dos Indicadores Quocientes Coeficientes Números-Índices Interpretação dos Quocientes Interpretação isolada e conjunta Análise Vertical/Horizontal Análise e interpretação de coeficientes e números-índices Comparação com Padrões Cálculos e Comparações Final Conclusões Elaboração de relatórios inteligíveis por leigos P ro ce ss o /C o n ce it o A D C PROCESSO da ADC Assim, pode-se concluir que, a Análise de Balanços pode ser realizada em sete etapas: 1º - Exame e padronização das demonstrações financeiras; 2º - Coleta de Dados; 3º - Cálculos dos indicadores: quocientes, coeficientes e números índices, mediante a aplicação de fórmulas já consagradas; 4º - Interpretação dos quocientes; 5º - Análise vertical/horizontal; 6º - Comparação com padrões; 7º - Elaboração de relatórios inteligíveis por leigos. Conceito de Análise de Balanço É uma arte por meio da qual são analisadas e interpretadas as principais demonstrações financeiras de uma entidade, visando fornecer informações acerca do estado do seu Patrimônio. P ro ce ss o /C o n ce it o A D C CONCEITO/TIPOS-ADC A Análise de situação econômica É feita com base nos elementos que compõe a Demonstração do Resultado do Exercício, pelo estudo e interpretação do resultado alcançado pela movimentação do Patrimônio. Essa análise possibilita conhecer a rentabilidade obtida pelo capital investido na entidade. Análise de situação financeira É feita com base nos dados constantes do Balanço Patrimonial. Ela permite conhecer o grau de endividamento, bem como a existência ou não de solvência suficiente para que a entidade possa cumprir seus compromissos de curto ou longo prazo. Tipos de Análises: Análise Interna É realizada dentro da entidade por seus próprios empregados, e visa informar administradores e diretores, auxiliando-os nas tomadas de decisões. Análise Externa É efetuada fora da entidade e seu objetivo é informar aos interessados acerca da situação econômica ou da estabilidade da entidade para concretização de negócios, concessões de créditos e financiamentos. É efetuado por profissionais externos, normalmente pertencentes às entidades interessadas na análise. Nesse caso, o analista tem em mãos somente as demonstrações financeiras publicadas pela entidade. C o n ce it o /T ip o A D C CONCEITO/TIPOS-ADC Finalidade da Análise de Balanços A finalidade da Análise de Balanço é transformar os dados extraídos das demonstrações financeiras em informações úteis para a tomada de decisões por parte das pessoas interessadas. METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS A Análise de Balanço não é somente desenvolvida por meio de aplicações de técnicas, mas também orientada, em grande parte, pela sensibilidade e experiência do analista. Para colaborar, apresenta-se a seguir um esquema básicode avaliação, para auxiliar na análise dos demonstrativos e verificar a situação das empresas: A. A Empresa e o Mercado Uma preocupação essencial do analista deve ser a de conhecer mais detalhadamente a empresa e seu mercado de atuação, de maneira a melhor avaliar as decisões financeiras (investimento e financiamento) tomadas. A análise de balanços torna-se bem mais consistente quando interpretada dentro das características do setor de atividade da empresa. Por exemplo, um giro de 70 dias dos estoques pode ser excessivo para determinado segmento comercial, sendo considerado, entretanto, adequado em outro. M et o d o lo gi as d e A D C METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS B. Relatórios Financeiros Este item engloba todas as demonstrações contábeis elaboradas pela empresa, que servirão de fonte de informações para a análise econômico-financeiras. É importante neste item avaliar-se os procedimentos contábeis padronizados para o setor, o plano de contas, o tratamento da inflação adotada nos demonstrativos etc. C. Análise Horizontal e Vertical A aplicação dessas técnicas tem por objetivo básico a avaliação dos demonstrativos contábeis pela evolução de seus valores ao longo do tempo (análise horizontal), e pela participação relativa de cada valor em relação a um total (análise vertical). D. Análise da Liquidez O estudo da liquidez visa conhecer a capacidade de pagamento da empresa, isto é, suas condições financeiras de cobrir no vencimento todos seus compromissos passivos assumidos. Revela, ainda, o equilíbrio financeiro e sua necessidade de investimento em capital de giro. M et o d o lo gi as d e A D C METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS E. Análise de Endividamento Avalia basicamente a proporção de recursos próprios e de terceiros mantidos pela empresa, sua dependência financeira por dívidas de curto prazo, a natureza de suas exigibilidades e seu risco financeiro. F. Análise de Rentabilidade e Lucratividade. É uma avaliação econômica do desempenho da empresa, dimensionando o retorno sobre os investimentos realizados e a lucratividade apresentada pelas vendas. G. Conclusões Apesar de cada item do esquema proposto de análise proporcionar conclusões especificas, esta parte final deve se apresentar conclusiva, desenvolvendo sucintamente a efetiva situação econômico-financeira da empresa e suas perspectivas de desempenho. Atualmente, são muitos os usuários que recorrem a Análise de Balanço, seja para conhecer a rentabilidade do capital investido nas entidades e o grau de solvência para o cumprimento das suas obrigações, seja para avaliar o desempenho das entidades, de acordo com interesses específicos. Dentre os principais usuários dessas informações, temos: Bancos, Fornecedores, Administradores, Público investidor, Sindicatos de Classe e Governo. B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil prevista na lei societária em seu artigo 176, item I, destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade. O Balanço Patrimonial é composto pelo Ativo, que representa as aplicações de recursos (bens e direitos) e pelo Passivo e Patrimônio Líquido que representam as origens de recursos (obrigações). É considerado um dos mais valiosos relatórios gerados pela Contabilidade, uma vez que por meio dele o usuário poderá saber, a qualquer instante, a situação e a composição do patrimônio das entidades. O Balanço Patrimonial deverá apresentar duas colunas: a do lado direito, com o passivo e o patrimônio líquido, ou seja, as obrigações e a do lado esquerdo, com o ativo, ou seja, os bens e os direitos, conforme demonstrado no próximo slide: B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC ATIVO PASSIVO + PATRIMONIO LÍQUIDO Bens e Direitos (Aplicação de Recursos) Contas de natureza devedora Obrigações com terceiros e com sócios (Origens de Recursos) Contas de natureza credora Balanço Patrimonial No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da empresa. Conforme Lei 6.404/76 (artigos 176 a 182 e artigo 187) e NBC T.3, o Balanço Patrimonial é constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido. B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC O Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de eventos ocorridos. O Passivo Exigível compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros, resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação. O Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a diferença positiva entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. Quando o valor do Passivo for maior que o valor do Ativo, o resultado é denominado Passivo a Descoberto. Portanto, a expressão Patrimônio Líquido deve ser substituída por Passivo a Descoberto. Bens e Direitos: caixa, bancos, aplicações financeiras, mercadorias, duplicatas a receber, investimentos em outras empresas, imóveis, veículos, terrenos, licenças, direitos autorais, marcas, adiantamento a fornecedores, tributos a recuperar, empréstimos a receber, prêmios de seguros a apropriar. Obrigações (capital de terceiros): empréstimos e financiamentos bancários, fornecedores, obrigações fiscais, salários a pagar. Observe que todos esses itens possuem uma data pré- estipulada para liquidação (vencimento). Obrigações (capital próprio): composto pelas contas de patrimônio líquido (capital social e reservas), as quais não possuem como característica a liquidação, insto é, não há uma data de vencimento como é característico nos recursos obtidos por terceiros. B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Grau de Liquidez do Balanço Patrimonial No Balanço Patrimonial, as contas são apresentadas em ordem decrescente. Assim, no lado do ativo virão em primeiro lugar as contas de alta conversibilidade em dinheiro e, por último, aquelas que não apresentam conversibilidade nenhuma. Isso significa que do lado do passivo, a conta que tiver maior exigibilidade de pagamento deverá vir primeiro, como pode ser notado no gráfico abaixo: Grau de Liquidez D is p o n ib il id a d e ATIVO PASSIVO E x ig ib il id a d e Alta Circulante Caixa Bancos c/movimento Clientes Estoques Circulante Fornecedores Contas a Pagar Obrigações Fiscais Obrigações Sociais Obrigações Trabalhistas Obrigações Financeiras Média Não-Circulante Realizável a longo prazo Créditos Empréstimos a sócios. Não-Circulante Obrigações Comerciais Obrigações Financeiras Obrigações Diversas Baixa Não-Circulante Investimentos Imobilizado Intangível Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Prejuízos Acumulados B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Ativo Circulante O ativo circulante abrange valores realizáveis no exercício social subsequente. Assim, por exemplo, uma empresa cujo exercício social encerre em 31 de dezembro, ao realizar o encerramento do exercício de 31 de dezembro de 2006, deverá classificar no Ativo Circulante todos os valores realizáveis até 31 de dezembro de 2007. Na empresa cujo ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo deste ciclo. Raramente, porém, é usada esta classificação mais extensa, de forma que, como padrão, pode-se adotar a classificação das contas como circulante se forem realizáveisou exigíveis no prazo de 1 (um) ano. Conforme quadro abaixo: Disponíveis (caixa e Equivalentes de Caixa) Caixa – dinheiro disponível Depósitos bancários a vista – conta corrente Aplicações financeiras de curtíssimo prazo Bens e Direitos realizáveis em curto prazo Clientes Adiantamentos Aplicações financeiras de curto prazo Impostos a recuperar Estoques Aplicação de recursos em despesas do exercício seguinte (despesas antecipadas) Seguros Alugueis Despesas financeiras B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Ativo Não Circulante São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade. O Ativo Não Circulante será composto dos seguintes subgrupos: Ativo Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível Ativo Realizável a Longo Prazo De uma forma geral, são classificáveis no Realizável a Longo Prazo contas da mesma natureza das do Ativo Circulante, que, todavia, tenham sua realização certa ou provável após o término do exercício seguinte, ou seja, serão convertidos em dinheiro após 360 dias da realização do referido balanço. As despesas apropriáveis após o exercício seguinte também são classificadas no Ativo Realizável a Longo Prazo. B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Ativo Realizável a Longo Prazo Os direitos não derivados de vendas, e adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da empresa, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da empresa, serão classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo. Conforme quadro abaixo: Contas a Receber Contas a receber a longo prazo, ou seja, com as mesmas especificações do curto prazo, mas que vençam após 360 dias do encerramento do balanço. Empréstimos aos sócios ou acionistas, aos diretores e a outras pessoas. Contas a receber oriundas de transações não operacionais que tenham vencimento após 360 dias. Investimentos a longo prazo Qualquer investimento voluntário especificado no curto prazo que possua vencimento acima de 360 dias. Despesas antecipadas a longo prazo Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte consideradas de longo prazo (seguros, aluguéis, despesas financeiras). B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Investimentos No subgrupo Investimentos do Ativo Não Circulante devem ser classificadas as participações societárias permanentes, assim entendidas as importâncias aplicadas na aquisição de ações e outros títulos de participação societária, com a intenção de mantê-las em caráter permanente, seja para se obter o controle societário, seja por interesses econômicos, entre eles, como fonte permanente de renda. Devem ser classificados neste grupo: terrenos, edifícios adquiridos com a finalidade de alugá-los a terceiros e participações em outras companhias. Imobilizado O Ativo Imobilizado é formado pelo conjunto de bens e direitos necessários à manutenção das atividades da empresa, caracterizados por apresentar-se na forma tangível (edifícios, máquinas, etc.). O imobilizado abrange, também, os custos das benfeitorias realizadas em bens locados ou arrendados. Para classificarmos os bens e direitos neste subgrupo, é necessário que tenhamos três características concomitantes que possam determinar a classificação de um ativo imobilizado: B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Imobilizado Natureza relativamente permanente: praticamente nenhum bem (exceto os terrenos), possui vida ilimitada dentro da empresa, sofrendo desgastes com o uso e o tempo (desuso). Utilização na operação de negócios: deve ser um bem indispensável para o funcionamento da empresa, por exemplo, um prédio comercial da empresa utilizado para a sua montagem ou uma máquina indispensável à fabricação do produto. Não se destinar à venda: o bem não pode ter como finalidade a venda para adquirir lucros, pois ele deve estar vinculado ao objeto de produção da entidade. Terreno O que será realmente utilizado pela empresa. Edifícios Os que serão realmente utilizados pela empresa. Instalações Integradas aos edifícios, como instalações hidráulicas, elétricas e sanitárias, e prateleiras. Máquinas e equipamentos Aqueles utilizados para realizar a atividade da empresa. Móveis e utensílios Mesas, cadeiras, computadores, impressoras, aparelhos de fax e arquivos, entre outros, utilizados para o andamento dos trabalhos. Veículos Os que são utilizados para cargas, vendas, administração e outras atividades ligadas à empresa e a suas atividades. Ferramentas Somente as que têm vida útil acima de um ano. B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Intangível Os ativos intangíveis compreendem o leque de bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Trata-se de um desmembramento do ativo imobilizado, que, a partir da vigência da Lei 11.638/2007, ou seja, a partir de 01.01.2008, passa a contar apenas com bens corpóreos de uso permanente. Como exemplos de intangíveis, os direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, softwares e o fundo de comércio adquirido. Passivo Circulante Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem no exercício seguinte. No caso de o ciclo operacional da empresa ter duração maior que a do exercício social, a concepção terá por base o prazo desse ciclo. Passivo Não Circulante Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem após o exercício seguinte. No caso de o ciclo operacional da empresa ter duração maior que a do exercício social, a concepção terá por base o prazo desse ciclo. B al an ço P at ri m o n ia l ESTUDO DO BALANÇO PATRIMONIAL – SUBSIDIAR A ADC Patrimônio Líquido É a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos. É constituído por Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados. Contas retificadoras do Ativo: são contas que reduzem normalmente o lado esquerdo do Balanço Patrimonial. Exemplos: provisão para crédito de liquidação duvidosa (PCLD), duplicatas descontadas, provisão para ajuste de bens a valor de mercado, depreciação acumulada, amortização acumulada, exaustão acumulada. Contas retificadoras de Passivo: são contas que reduzem normalmente o lado direito do Balanço Patrimonial. Exemplos: capital a integralizar, ações em tesouraria. No slide seguinte, apresenta-se Quadro-resumo do Balanço Patrimonial: Q u ad ro -R es u m o QUADRO-RESUMO DO BALANÇO PATRIMONIAL Balanço Patrimonial Empresa: ADF-UCB/2023 S/A. Ativo Passivo Circulante Todas as contas que se encontram em constante circulação (giro), sendo que sua conversão em dinheiro será, no máximo, em 1 ano. Não-circulante Realizável a longo prazo Bens e direitos que se transformarão em dinheiro após o período de 360 dias, a contar da data de apresentação do Balanço Patrimonial. Investimento Inversões financeiras de caráter permanente que geram rendimentos e não são necessárias à manutenção da atividade fundamental da empresa. Imobilizado Bens corpóreos que se destinam à produção e à manutenção da atividade operacional e básica da empresa. Intangível Bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade operacional e básica da empresa. Circulante Todas as obrigações exigíveis que serão liquidadas (pagas)no próximo ano ou dentro dos próximos 360 dias, após o levantamento patrimonial realizado. Não-circulante Obrigações exigíveis que serão pagas após 360 dias a contar da apresentação do levantamento patrimonial apresentado no momento do fechamento do exercício. Patrimônio Líquido Recursos dos sócios aplicados na empresa quando do início das atividades e o acúmulo dos resultados positivos do trabalho da empresa. R ef er ên ci as REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços: Um enfoque econômico-financeiro. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2020. PEREZ JUNIOR, José Hernandez; BEGALLI, Glaucos Antônio. Elaboração e Análise das Demonstrações Contábeis. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2015. IUDICIBUS, Sérgio de. MARTINS, Eliseu. GELBCKE, Ernesto Rubens. SANTOS, Ariovaldo dos. Manual de Contabilidade Societárias Sociedades Por Ações: Aplicável a Todas as Sociedades. 3.ed. São Paulo. Atlas, 2018. SILVA, Alexandre Alcântara da. Estrutura, Análise e Interpretação das Demonstrações Contábeis. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2017. RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanços Fácil. 11. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2015. PADOVEZE, Clóvis Luís. Manual de Contabilidade Básica - Contabilidade Introdutória e Intermediária. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2017. Slide 1: ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS-ADC/EADF Slide 2: Apresentação/Objetivos Slide 3: Introdução a ADC Slide 4: Processo Contábil Slide 5: Processo Contábil Slide 6: Processo da ADC Slide 7: Processo da ADC Slide 8: Processo/Conceito ADC Slide 9: Processo/Conceito ADC Slide 10: Conceito/Tipo ADC Slide 11: Metodologias de ADC Slide 12: Metodologias de ADC Slide 13: Balanço Patrimonial Slide 14: Balanço Patrimonial Slide 15: Balanço Patrimonial Slide 16: Balanço Patrimonial Slide 17: Balanço Patrimonial Slide 18: Balanço Patrimonial Slide 19: Balanço Patrimonial Slide 20: Balanço Patrimonial Slide 21: Balanço Patrimonial Slide 22: Balanço Patrimonial Slide 23: Balanço Patrimonial Slide 24: Quadro-Resumo Slide 25: Referências