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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE 
DIREITO I.
Faculdade Raimundo MarinhoFaculdade Raimundo Marinho
Campus Penedo Campus Penedo 
2011-1 FCJAL 2011-1 FCJAL 
Prof. Mário Jorge S. Lessa.
www.mariojslessa.com.br
mariojslessa@mp.al.gov.br.
 
mailto:mariojslessa@mp.al.gov.br
mailto:mariojslessa@mp.al.gov.br
Curriculum
Mário Jorge Santos Lessa
Promotor de Justiça Aposentado
Graduação – CESMAC
Pós-Graduação: Especialista Direito e Processo 
Penal - CESMAC 
Professor de:
IED I, D. Processo Penal II, Penal IV,
Ciências Políticas e Antropologia – Fcjal.
Direito Civil e Comercial – Fcsap. 
Procurador-Geral do Município de Igreja Nova (AL).
 Advogado militante
Plano de Aula
1º. Período Direito
Janeiro/2011
 
Ementa.Ementa.
Introdução ao Estudo de Direito I.Introdução ao Estudo de Direito I.
Ementa
 O Homem e as exigências de sua natureza. 
Direito Objetivo, Direito Subjetivo, Direito 
Natural, Direito Positivo.
 Definição, Fundamentos e fins. 
 Estrutura Lógica das Normas Jurídicas. 
 A Relação Jurídica. 
 A Técnica do Direito.
Evolução das Espécies 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:PlacodermiZICA.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:PanderichthysZICA.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:AcanthostegaNewZICA.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:HylonomusZICA.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Eomaia23423.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:PlesiadapisNewZICA.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:PlesiadapisZICA.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:AegptecusZICA.png
AntropogêneseAntropogênese
A evolução humana
Antropogênese
Homo sapiens
Espécie distinta hominídeos
Os grandes macacos
Mamíferos placentários
Antropologia física
Primatologia
Arqueologia 
Linguística 
Genética
Evolução Humana – antropogêneseantropogênese
Evolução Humana - Charles Darwin
O Homem Atual - sua AlimentaçãoO Homem Atual - sua Alimentação
Charles Robert Darwin
 O Inglês Charles 
Robert Darwin. 
 * 12.02.1809, 
 +19.04.1882.
 Origem das espécies.
Naturalista britânico. 
Evolução das espécies.
Seleção natural e sexual.
Paradigma fenômenos na Biologia.
 Origem das Espécies (1859).
 Ancestral comum.
 Seleção natural.
 Explicação científica da diversidade de 
espécies na natureza.
 Escreveu sobre plantas e animais.
 1891 - Descendência do Homem e Seleção 
em relação ao Sexo.
A evolução x criacionismo
 A evolução humana.
 Linha do tempo.
 Versículos da Bíblia.
 A costela de Adão - o cromossomo.
 Evolução homem macaco. 
 Divergências ciência – religião. 
 Evolução Humana
 Ramapitheco – (14 milhões Ramapitheco – (14 milhões 
de anos).de anos).
 Vivia em árvores.Vivia em árvores.
 Australopitheco – (3 milhões Australopitheco – (3 milhões 
de anos).de anos).
 Volume cerebral – metade.Volume cerebral – metade.
 Andava em pé.Andava em pé.
 Usavam as mãos.Usavam as mãos.
 Colhiam frutos.Colhiam frutos.
 Pedras e paus - abate Pedras e paus - abate 
pequenos animais.pequenos animais.
 Os australopitecos 
(Australopithecus) 
(do Latim australis 
“do sul”, Grego 
pithekos “macaco”) 
ou “macaco 
austral”.
 Gênero de diversos 
hominídeos 
extintos, bastante 
próximos aos do 
gênero Homo. 
Lucy (Lucy (Australopithecus afarensis)Australopithecus afarensis)
mais completo encontrado.mais completo encontrado.
Cerca de 3,2 milhões de anos.Cerca de 3,2 milhões de anos.
Descoberto - Etiópia (1974). Descoberto - Etiópia (1974). 
Esqueleto de um indivíduo adulto, Esqueleto de um indivíduo adulto, 
fêmea.fêmea.
Caminhava sobre duas pernas.Caminhava sobre duas pernas.
Era bípede.Era bípede.
 Homo habilis - Primeira forma 
humana (2 milhões) de anos.
 Fabricava suas ferramentas 
quebrando lascas de pedra.
 Nos sítios arqueológicos 
foram encontrados vestígios 
das cabanas que construíram.
Homem Atual
 Homo sapiens sapiens.
 35 mil anos - o Homem 
de Cro-magnon (Grande 
Buraco). 
 Fisicamente é igual ao 
homem atual.
 Seu cérebro era bem 
desenvolvido. 
 Ocupou todas as partes 
da Terra.
 Grupos de caçadores e 
coletores.
Homem de Cro-Magnon (grande buraco)
No ano de 1868 - Foram No ano de 1868 - Foram 
descobertos esqueletos na descobertos esqueletos na 
FrançaFrança
Viviam há 40.000 anos atrás. Viviam há 40.000 anos atrás. 
Características:Características:
Robusto, 1,80 m altura.Robusto, 1,80 m altura.
Traços físicos do homem Traços físicos do homem 
atual.atual.
Os utensílios e sinais da civilização 
Possuíam uma inteligência mais evoluída
Homo sapiens (homem sábio).
Características - Cro-Magnon
 Poliam a pedra.
 Esculpiam em madeira e osso.
 Faziam esculturas de animais.
 Fabricavam: 
 arpões, anzóis, lanças e agulhas;
 Costuravam suas roupas de pele;
 Tinha sepulturas coletivas. 
No criacionismoNo criacionismo
 No criacionismo a 
criação divina do 
mundo se baseia no 
1º Livro Gêneses. 
 Faz parte do 
Pentateuco ou Torá, 
os cinco primeiros 
livros bíblicos 
 Deus, perfeito, incriado, que existe por si só e não Deus, perfeito, incriado, que existe por si só e não 
depende da existência do Universo, é o elemento depende da existência do Universo, é o elemento 
central da estrutura criacionista. central da estrutura criacionista. 
 Exercendo seu infinito poder criativo, ele criou o Exercendo seu infinito poder criativo, ele criou o 
Universo em seis dias e no sétimo descansou.Universo em seis dias e no sétimo descansou.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:God2-Sistine_Chapel.png
 No primeiro dia - Ele fez a luz e separou o 
dia da noite; 
 No segundo dia, Ele criou o céu;
 No terceiro dia, fez a terra e o mar, as 
árvores e as plantas; 
 No quarto dia, o Sol, a Lua e as estrelas; 
 No quinto dia, os peixes e as aves; e,
 No sexto dia, Ele criou os animais e, por fim, 
o homem e a mulher (Adão e Eva) à sua 
imagem e semelhança.
O Jardim do Éden – No criacionismo
No Gênesis, no jardim 
do Éden, Deus fez 
toda a espécie de 
árvores agradáveis à 
vista e de saborosos 
frutos para comer. 
Nele também colocou, 
ao centro, a Árvore da 
Vida e a Árvore da 
Ciência do Bem e do 
Mal. 
 A árvore do conhecimento 
tinha um fruto que, 
comido por Eva, 
manipulada pela serpente 
(simbolizando satanás) 
devia ser bom para 
comer, pois era de 
atraente aspecto e 
precioso para a 
inteligência. 
 A idéia de fruto proibido
vem do fato de que Deus 
teria proibido a Adão e 
Eva de comerem o fruto 
da árvore do 
conhecimento do bem e 
do mal.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Peter_Paul_Rubens_004.jpg
A Primeira Pena - Criacionismo
Deus, chamado por 
Adão e Eva, 
quando estes saem 
de trás de uma 
arvore. 
Estavam usando 
folhas de parreiras.
Deus expulsa-os 
do Paraíso.
Na Evolução - Pedra do Ingá (PB) - BrasilNa Evolução - Pedra do Ingá (PB) - Brasil 
Sítio Arqueológico de Ingá - Paraíba
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/23501888.jpg
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/23501885.jpg
Histórico da paleoantropologiaHistórico da paleoantropologia
As primeiras Sociedades na evolução
Prólogo
 Prólogo.
 Associavam em grupos.
 Criaram normas de comportamento.
 Ordem natural.
 Conjunto de normas as limitações de suas 
atividades.
 Objetivo à paz social.
A Origem da Sociedade
 A vida em sociedade. 
 Benefícios ao homem.
 Limitações - afeta a sua própria liberdade.
 Viver em sociedade - ato de vontade.
 A própria natureza do homem leva a 
limitações impostas pela vida social.
Sócrates 469 a 399 a. C. (Formação das 
Sociedades)
A Filosofia para a subversão.
Sócrates não deixou nada escrito, 
o que sabemos foi copilado pelo 
seu discípulo Platão.
Nasceu em Atenas.
Seu pai era escultor e sua mãe parteira.
Lutou na Guerra do Peloponeso contra 
Esparta.
Conta-se que andava com trajes simples por 
Atenas perdido em pensamentos. 
Platão 427 a 347 a.C (Filosofia da 
cidade Pura))
 Filho de uma família de aristocratas, 
começou seus trabalhos filosóficos 
após estabelecer contato com outro 
importante pensadorampla autonomia
 Direitos e garantias individuais: mandado de 
segurança coletivo, mandado de injunção, 
habeas data, proteção dos direitos difusos e 
coletivos; Aprovada com 315 artigos, 946 
incisos, dependendo ainda de 200 leis 
integradoras.
 
 Fase atual:
 Neoliberalismo e desconstitucionalização 
dos direitos sociais. 
 Considerada “Constituição Cidadã”.
 Já sofreu inúmeras emendas.
Princípios Fundamentais
 Indisolubilidade.
 Art. 1º A República Federativa do Brasil, 
formada pela união indissolúvel dos Estados 
e Municípios e do Distrito Federal, constitui-
se em Estado Democrático de Direito e tem 
como fundamentos:
 I - a soberania;
 II - a cidadania;
 III - a dignidade da pessoa humana;
 IV - os valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa;
 V - o pluralismo político.
 Parágrafo único. Todo o poder emana do 
povo, que o exerce por meio de 
representantes eleitos ou diretamente, nos 
termos desta Constituição.
 Poderes da União
 Art. 2º. São Poderes da União, 
independentes e harmônicos entre si, o 
Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Classificação da Constituição
 Quanto ao conteúdo:
 Formal: regras formalmente constitucionais, é o 
texto votado pela Assembléia Constituinte, estão 
inseridas no texto constitucional.
 Material:regras materialmente constitucionais, é o 
conjunto de regras de matéria de natureza 
constitucional, isto é, as relacionadas ao poder, 
quer esteja no texto constitucional ou fora dele.
Quanto a Forma
 Escrita: pode ser:
 Sintética (É aquela de texto resumido, 
que se limita a estabelecer os princípios e 
as normas gerais de regência do Estado, 
organizando-o e limitando seu poder, cujo 
exemplo é a Constituição Americana, que 
contém poucas dezenas de artigos); e,
 Analítica (expansiva, como a 
Constituição do Brasil). 
 A ciência política recomenda que as 
constituições sejam sintéticas e não 
expansivas como é a brasileira.
 Não escrita:
 É a constituição cujas normas não constam 
de um documento único e solene, mas se 
baseie principalmente nos costumes, na 
jurisprudência e em convenções e em textos 
constitucionais esparsos.
 Dogmática: 
 É Constituição sistematizada em um texto 
único, elaborado reflexivamente por um 
órgão constituinte; é escrita. É a que 
consagra certos dogmas da ciência política 
e dos Direitos dominantes no momento.
 Histórica: 
 É sempre não escrita e resultante de lenta 
formação histórica, do lento evoluir das 
tradições, dos fatos sócio-políticos, que se 
cristalizam como normas fundamentais da 
organização de determinado Estado. Como 
exemplo de Constituição não escrita e 
histórica têm a Constituição do Reino Unido 
da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte. 
(Magna Carta - datada de 1215).
 A Constituição Escrita é sempre dogmática; 
e a não escrita é sempre histórica.
Quanto a sua origem
 Processo de positivação:
 Promulgada: Aquela em que o 
processo de positivação decorre de 
convenção, são votadas, originam de um 
órgão constituinte composto de 
representantes do povo, eleitos para o fim 
de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 
1934, 1946, 1988.
 Outorgada: 
 Aquela em que o processo de positivação 
decorre de ato de força, são impostas, 
decorrem do sistema autoritário. 
 São as elaboradas sem a participação do 
povo. V.g.: Constituição de 1824, 1937, 
1967, 1969.
 Pactuadas: São aquelas em que os 
poderosos pactuavam um texto 
constitucional, o que aconteceu com a 
Magna Carta de 1215 (documento de 1215 
que limitou o poder dos monarcas da 
Inglaterra, especialmente o do Rei João, que 
o assinou, impedindo assim o exercício do 
poder absoluto).
 OBS:
 A expressão Carta Constitucional é usada 
hoje pelo STF para caracterizar as 
constituições outorgadas. Portanto, não é 
mais sinônimo de constituição.
Quanto à estabilidade ou mutabilidade
 Imutável: Constituições onde se veda 
qualquer alteração, constituindo-se relíquias 
históricas – imutabilidade absoluta.
 Rígida: Permite que a constituição seja 
mudada mas, depende de um procedimento 
solene que é o de Emenda Constitucional 
que exige 3/5 dos membros do Congresso 
Nacional para que seja aprovada.
 Flexível: A constituição flexível é aquela 
que pode ser livremente modificada pelo 
legislador, segundo o mesmo processo de 
elaboração das leis ordinárias. Em regra, 
são flexíveis as constituições não escritas, 
mas também há exemplos de constituições 
escritas flexíveis, como foram as 
Constituições francesas de 1814 e 1830 e a 
Imperial italiana de 1848 (Estatuto 
Albertino).
 Semi-rígida:
 A constituição semi-rígida é aquela que 
contém uma parte rígida e outra flexível, isto 
é, uma parte que somente pode ser 
modificada mediante processo especial e 
mais solene que o ordinário, e outra 
alterável pelo mesmo processo legislativo 
ordinário.
Normas Constitucionais - Classificação
 Eficácia - todas as normas constitucionais 
são dotadas de eficácia.
 Aplicabilidade - é a qualidade daquilo que é 
aplicável.
 Logo, todas as normas constitucionais são 
aplicáveis, pois todas são dotadas de 
eficácia jurídica. 
Poder Constituinte
 Definição: É a manifestação soberana da 
suprema vontade política de um povo, social 
e juridicamente organizado.
 O Poder constituinte é o poder que emana 
do povo, tudo pode.
 Titularidade do Poder Constituinte: é 
predominante que a titularidade do poder 
constituinte pertence ao povo. Logo, a 
vontade constituinte é a vontade do povo 
expressa por meio de seus representantes.
Emenda à Constituição
 Emenda à Constituição: A Constituição 
poderá ser emendada mediante proposta:
 I) de um terço, no mínimo, dos membros da 
Câmara dos Deputados ou do Senado 
Federal;
 II) do Presidente da República;
 III) de mais da metade das Assembléias 
Legislativas das unidades da Federação, 
manifestando-se, cada uma delas, pela 
maioria relativa de seus membros.
Bibilografia
 FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. A 
Ciência do Direito. 2ª Edição. Ed. Atlas, São 
Paulo, 1995.
 MACHADO NETO, A.L. Compêndio de 
Introdução à Ciência do Direito. 6ª ed. São 
Paulo: Saraiva, 1988.
 MONTORO, André Franco. Introdução à 
Ciência do Direito, 24ª Ed. São Paulo: 
Martins Fontes, 1997.
 NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do 
Direito. 14ª ed. Rio de Janeiro, Forense, 
1997.
 NASCIMENTO, Walter Vieira do. Lições de 
Historio do Direito. Rio de Janeiro, Zahar, 
1995
 PEREIRA. Caio Mário da Silva. Instituições 
de Direito Civil. 18ª ed. Rio de Janeiro, Ed. 
Forense, 1996.
 REALE, Miguel. Filosofia do Direito. 17ª ed. 
São Paulo Ed. Saraiva, 1996.
 Biblioteca Complementar:
 FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. 
Introdução ao Estudo do Direito. 5ª Edição. 
Ed. Atlas. São Paulo 2007.
 MACHADO, Hugo de Brito. Introdução ao 
Estudo de Direito. Ed. Atlas. 2ª Ed. São 
Paulo 2004.
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	Slide 255grego: 
Sócrates. 
Platão seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 
a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia 
com o propósito de recuperar e desenvolver as 
idéias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei 
Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, 
ensinando filosofia na corte.
Platão, na sua obra “A 
Republica”, faz referencia a 
uma organização social 
constituída racionalmente, 
sem qualquer menção à 
existência de uma 
necessidade natural.
O que se tem na verdade é a proposição de um modelo 
ideal, à semelhança o que fariam mais tarde os utopista 
do séc. XVI, que isenta dos males e das deficiências 
que viam em todas as sociedades.
Aristóteles Sec. IV a.C
 O homem é ser social por 
natureza.
 É um animal político. 
 Os irracionais também vivem 
em permanente associação 
meramente por instinto.
Só o homem possui: Razão
Possui Sentimento: do bem e do mal; do justo 
e do injusto.
Estas são as diretrizes da organização estatal.
A aceitação da própria existência do Estado.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Aristoteles_Louvre.jpg
Roma - Marcus Túllius Cícero
 Marco Túlio Cícero 
 Filósofo, Orador, Escritor, 
Advogado e Político Romano.
“A primeira causa de 
agregação de uns homens a 
outros é menos a sua 
debilidade do que um certo 
instinto de sociedade em todos 
inato; a espécie humana não 
nasceu para o isolamento e 
para a vida errante, mas com 
uma disposição que, mesmo 
na abundância de todos os 
bens, a leva a procurar apoio 
comum”.
 
Santo Tomás de Aquino
Afirmava que “o homem é, por natureza, 
animal social e político, vivendo em 
multidão, ainda mais que todos os outros 
animais”.
Afirmava ainda que a vida solitária é 
exceção, que pode ser enquadrada numa 
de três hipóteses: 
excellentia naturae - indivíduos 
notavelmente virtuoso, que vive em 
comunhão com a própria divindade, v.g.: 
os santos eremitas 
Corruptio naturae, referente aos casos de anomalia mental
Mala fortuna, quando por acidente, nos casos de naufrágio 
ou de alguém perdido numa floresta, passa a em isolamento
 Oreste Ranelletti, in Insituzioni di Diritto 
Pubblico, Parte Geral, p. 3, citado por Dalmo 
de Abreu Dallari, p. 11, verbo ad verbo: “o 
homem é induzido fundamentalmente por 
uma necessidade natural, porque o 
associar-se com os outros seres humanos é 
para ele condição essencial de vida”.
 Conclusão: “a sociedade é o produto da 
conjugação de um simples impulso associativo 
natural e da cooperação da vontade humana”. 
 
 Tinha um parâmetro com os contratualista 
seria a total submissão da vida social à 
razão e à vontade.
 O homem vive inicialmente em “estado de 
natureza” designando-se por esta expressão 
não só os estágios mais primitivos da 
história mas, também, a situação de 
desordem que se verifica sempre que os 
homens não tem suas ações reprimidas. 
A Primeira Sociedade
 Jean Jacques Rousseau, filósofo e literato 
suíço de língua francesa, ligado aos 
filósofos franceses do iluminismo, em suas 
elucubrações ensina que:
 A mais antiga das sociedades, e a única 
natural, é a sociedade da família. 
 Os filhos permanecem ligados ao pai 
apenas pelo período de tempo que deles 
necessitam para se manter. 
 Tão logo essa necessidade cesse, o laço 
natural se dissolve. 
 Os filhos, eximidos da obediência devida ao 
pai, isento dos cuidados que deve aos filhos; 
todos se estabelecem igualmente na 
independência. 
 Se continuam a permanecer unidos, já não é 
mais naturalmente, mas voluntariamente, e 
a própria família se mantém somente por 
convenção.
 Resta deduzido que a família é o primeiro 
modelo de sociedade política, pois quando 
finda o vinculo natural, ao permanecerem 
unidos, pais e filhos agem voluntariamente.
 Os filhos eximidos da obediência devida ao 
pai, e este isento dos cuidados que devem 
ter com os seus rebentos.
 Cada um pode assumir o controle de sua 
vida, seu livre arbítrio.
 Dalmo Dallari, afirma que o homem 
consciente das leis celebra um contrato, que 
é a mútua transferência de direitos, 
estabelecendo a vida em sociedade cuja 
preservação depende da existência de um 
poder visível, que é o Estado. 
 O Estado lhe dá proteção e defesa, em troca 
o indivíduo renuncia a auto-preservação, 
limitando-se a obediência as normas 
estatais. 
 O Estado, um grande e robusto homem 
artificial, uma pessoa de cujos atos se 
constitui em autora uma grande multidão, 
mediante pactos recíprocos de seus 
membros, com o fim de que essa pessoa 
possa empregar a força e os meios de 
todos, como julgar conveniente, para 
assegurar a paz social e a defesa ao bem 
comum.
O Contrato Social - Rousseau
 A mais antiga de todas as sociedades, e a 
única natural, é a sociedade da família.
 Os filhos permanecem ligados ao pai 
apenas pelo período de tempo que dele 
necessitam para se manter. Tão logo essa 
necessidade cesse, o laço natural se 
dissolve.
 Os filhos, eximidos da obediência devida do 
pai, e o pai, isento dos cuidados que deve 
aos filhos; todos se estabelecem igualmente 
na independência. 
 Se continuam a permanecer unidos, já não é 
mais naturalmente, mas voluntariamente, e 
a própria família se mantém somente por 
convenção.
 Essa liberdade comum é uma consequencia 
da natureza do homem.
 Sua primeira lei consiste em proteger a 
própria conservação, uma vez que seus 
primeiros cuidados são aqueles que deve a 
si próprio. 
 A família é, pois, o primeiro modelo, pode-se 
dizer, das sociedades políticas.
 O chefe é a imagem do pai, o povo é a 
imagem dos filhos e todos, nascidos iguais e 
livres, não alienam a liberdade a não ser 
para sua utilidade.
 “Encontrar uma forma de associação que 
defenda e proteja com toda a força comum a 
pessoa e os bens de cada associado e pela 
 qual cada um, unindo-se a todos, não 
obedeça portanto a si mesmo e permaneça 
tão livre como anteriormente”.
 Esse é o problema fundamental, cuja 
solução é dada pelo contrato social.
 “Cada um de nós põe em comum sua 
pessoa e todo o seu poder sob o supremo 
comando da vontade geral e haverá de 
receber ainda cada membro como parte 
indivisível do todo.” – Rousseau. 
 Mirabette, nos ensina que a vida em 
sociedade exige um complexo de normas 
disciplinadoras que estabeleçam um 
convívio harmônico entre os indivíduos que 
compõem esta sociedade.
 Ao conjunto destas regra de ordenamento 
social, é o que denominamos de direito 
positivo.
 O direito positivo estabelece os princípios 
gerais e os pressupostos para a sua 
aplicação em caso de violação. 
O Direito Positivo
 Embora não apresentassem as notas 
essenciais que a ciência moderna atribui ao 
mundo jurídico.
 Sendo ainda um complexo indiferenciado, 
no qual só mais tarde irão definir-se, como 
corpos distintos.
 O sentimento religioso, a moral, apoiando 
em todas normas de caráter costumeiro, 
anônimas, criadas e crescidas por impulso 
espontâneo da consciência coletiva, 
norteavam o empírico direito positivo.
Ubi societas ibi jus
 A esse conjunto normativo foi dado, por 
extensão, o nome de direito positivo, 
mormente quando aflora da fórmula 
derivada do latin:
 “Ubi societas ibi jus - onde está a sociedade 
está o direito”.
 Essas normas ajustam-se a conduta das 
sociedade primitivas a um padrão comum.
 É o padrão que convém à unidade e coesão 
do grupo social.
 Dessa sorte, ao erigir à categoria 
comportamental dos grupos buscava-se a 
preservação, a garantia e a tutela do bem 
social, como escopo de proteção e garantia.
 O homem é um animal sujeito as leis que 
regem a sociedade (soccii), voltadas à 
sobrevivência ou a perpetuação da espécie.
 Se ele mata, buscam as razões que levaram 
ao desvio de conduta: Se biológicas (vida); 
Mesológicas (meio Ambiente); Sociológicas 
(convivência social).
 O homem é, em suma, um bruto, que se 
encontra disposto a promover o embate 
contra aqueles que contrariam e atrapalham 
suas ambições.
 Surgem daí o embate entre as classes, 
buscando cada qual o seu espaço. O que nos leve a certeza, de que não 
importa a razão, pois a índole humana é 
selvagem e egoísta.
História do Direito
 Claude du Pasquier, in Introduction à la 
Théorie Génerale et à Philosophie du Droit 
(1937), 3ª ed., Neuchatel/Paris – Usou uma 
metáfora para se reportar sobre a busca da 
fonte do direito:
 “Se alguém procurasse a nascente de um 
rio, a delimitar o exato ponto em que as 
águas surgem das profundezas da terra 
dando origem a um curso d`água. Ali 
encontraria a Fonte”.
Evolução do Direito
 Julio Fabbrinni Mirabete, eminente mestre, 
preleciona que “a história do Direito é a 
história da humanidade”.
 O direito surgiu com o próprio homem e o 
tem acompanhado através dos tempos, pois 
dele nunca se afastou, mormente quando o 
crime, qual sombra sinistra, sempre esteve 
ao seu derredor.
 A evolução do Direito, fica sempre 
subordinada à idéia de que a história do 
Direito Penal e a Justiça Criminal 
confundem-se com a própria história da 
humanidade, pois tendo nascido com o 
próprio homem irá acompanhá-lo, 
continuamente, através dos tempos. 
 “Apesar de todas as utopias, idealismos e 
métodos ou técnicas de prevenção e repressão, o 
crime, como uma sombra sinistra e dolorosa, 
jamais se afastará do ser humano, como os outros 
males sociais como a doença, a miséria e a 
própria morte”. (Roque de B. Alves).
ROQUE DE BRITO ALVES
Doutor em Direito
Coordenador do curso de direito da 
SOPECE, Membro da Academia 
Pernambucana de Letras
A CIÊNCIA CRIMINAL. 1. ed. RIO DE JANEIRO: 
FORENSE, 1997. v. 1. 
O Surgimento do Direito
 O Direito surgiu com a evolução humana, 
pois, vem o homem reagindo à agressão. 
 Esta reação já era encontrada nos clãs e 
nas tribos primitivas, gerando as relações 
totêmicas.
 Quando houvesse a quebra de algum tabu 
(proibição sagrada, ligada às religiões 
primitivas), instituiu-se punições para 
aplacara a ira dos deuses.
 O homem não tendo condições de explicar 
os fenômenos naturais, passou a relacioná-
los aos deuses, que agiam de acordo com 
os gravames e as condutas dos grupos 
sociais. 
 Viviam os grupos sociais envoltos em 
ambiente mágico (vedas) e religioso.
 A peste, a seca, e todos os fenômenos 
naturais eram tidos como manifestações 
maléficas resultantes das forças divinas 
(totem).
 Os deuses encolerizados pela pratica de 
atos contrários às normas de 
comportamentos exigiam reparação. 
 Para aplacar a ira dos deuses, os grupos 
sociais criaram uma série de proibições de 
cunho religiosos, sociais e políticas, que 
ficaram conhecidas como tabus. 
 Num segundo momento, de formação 
histórica da sociedade, a pena passou a ser 
associada aos aspectos religiosos dos clãs 
e tribos, havendo estreita ligação entre 
crenças e punições, passando o crime a ser 
visto como uma ofensa aos deuses, capaz 
de fazer recair sobre o grupo as mais 
nefastas conseqüências. 
 A aplicação de determinadas penas aos 
ofensores era, então, considerada como 
reação social, como forma de reparação às 
divindades, a fim de evitar que sua ira 
recaísse sobre o conjunto da comunidade.
 As infrações a estas normas (infrações 
totêmicas) sempre levava as reprimendas, 
as quais permitiam que a coletividade 
através das punições desagravassem a 
entidade ultrajada, gerando-se daí, o que 
modernamente denominamos de pena e 
crime. 
O Primeiro ordenamento.
Moisés, os Hebreus e os X 
Mandamentos.
A primeira Lei 
A Violência envolvia os indivíduos e o 
seu grupo social, com sangrentas 
batalhas, causando muitas vezes a 
completa eliminação dos grupos rivais.
Para evitar a dizimação das tribos, surgiu 
a Lei de Talião, determinando a relação 
proporcional ao mal praticado: olho por 
olho dente por dente, sendo este o maior 
exemplo de tratamento igualitário entre 
infrator e vítima, representando de certa 
forma, a primeira tentativa de 
humanização da sanção criminal.
A Lei do Talião
 SENTIDOS DA PALAVRA: DIREITO
 1 – Justo.
 2 - O poder de se exercer uma faculdade.
 3 - O estudo de um aspecto da norma 
jurídica.
 4 – Algo que designa o próprio saber 
jurídico.
Conceito de Direito
 Direito - é o ramo das ciências sociais 
aplicadas que tem como objeto de estudo o 
conjunto de todas as normas coercitivas que 
regulamentam as relações sociais, ou seja, 
são normas que disciplinam as relações 
entre os indivíduos, desses para com o 
Estado e do Estado para com seus 
cidadãos, por meio de normas que permitam 
solucionar os conflitos.
 O Direito constitui-se numa das Ciências 
Sociais cujo objeto não está no indivíduo, 
diretamente, mas no estudo das regras e 
princípios que disciplinam as relações 
humanas.
 A definição exata de Direito nunca foi ponto 
pacífico entre os pensadores. 
 O mestre alemão Claus 
Roxin – Direito: é o ramo
da ciência jurídica que 
define os pressupostos e 
as conseqüências da 
infração.
 Roxin introduziu a 
intervenção mínima do 
Estado ou principio da 
insignificância no Direito 
Penal. 
 O Direito ao longo da História teve diversas 
formas de conceituação; como ciência (área 
de conhecimento) foram aceitas, e logo 
após abandonadas;
 A própria evolução do direito - o proibido 
hoje, poderá não ser amanhã. 
 O direito é cíclico, mutável, inovador, etc. 
Muda de acordo com o tempo e as novos 
conceitos de vida e progresso. 
O Direito como Inspiração Divina
 O Direito já foi visto como algo de 
“inspiração divina”, ou tendo como fonte a 
“natureza”. É o direito natural.
 Todavia, como ciência, tem sempre como 
algo que tende a realizar a Justiça através 
de regras e do elemento coercitivo imposto 
pelo Estado, que o diferencia das demais 
normas sociais (éticas, morais e religiosas).
No Direito Romano 
 O Direito é arte das coisas humanas 
(humanum est), brilhantemente traduzida 
pelo jurisprudente romano Celso: 
 Ius est ars boni et aequi - “o direito é a arte 
do bom e do justo”. 
 O justo, traduz a idéia de equitativo, de 
equânime, de igualdade, de justiça.
 A alguém o que merece.
 A idéia de justiça que pode ser maximizada 
pela afirmação do jurisprudente romano 
Ulpiano:
 “La justitia est constans et perpetua voluntas 
ius suum cuique tribuendi” – “justiça é a 
constante e perpétua vontade de dar a cada 
um o que é seu”.
Domicio Ulpiano (Domitius Ulpianus)
 
 “A Justiça é a constante e perpétua vontade 
de dar a cada um o seu direito”.
Domicio Ulpiano (Domitius Ulpianus) 
 Ulpiano - jurisconsulto clássico romano, 
nascido em Tiro, na Fenícia, caracterizado 
por seu espírito humanista e eqüitativo;
 A sua obra foi fundamental na evolução do 
direito romano e bizantino (Otomano).
 Viveu desde a juventude em Roma, 
ocupando cargos administrativos nos 
reinados de Sétimo Severo (146-211), 
Caracalla (188-217) e Alexandre Severo
(209-235). 
 Foi assessor do jurista imperial Papiniano 
(205 a 211). 
 Ulpiano foi o conselheiro responsável pelas 
petições.
 Introduziu em Roma a tolerância para com 
os cristãos. 
 Influenciou o Direito Romano e o seu 
desenvolvimento, tendo como base as obras 
dos juristas: Gaio, Papiniano, Modestino e 
Tribuniano.
 O juristas Gaio, Papiniano, Modestino e 
Tribuniano, convenceram o Imperador 
Romano Marcus Aurelius Antoninus, 
conhecido por Caracalla (211-217) a 
estender o direito de cidadania a todos os 
habitantes das províncias, ou seja: 
distribuindo iqualdade de direitos, dos 
patrícios, plebeus e escravos conquistados.
Marcus Aurelius Antoninus, Caracalla 
 Caracalla nasceu em Gália no ano 186 d.C. 
Era o filho mais velho de Séptímio Severo e 
da futura imperatriz e membro da 
aristocracia síria Julia Domna. 
 Foi o sucessor de seu pai, que, na época de 
seu nascimento, era ainda o governador da 
Gália Lugdunense. 
Senatus Populusque Romanus
“O Senado e o Povo Romano”. 
Limites do Império Romano
O Direito na França
Revolução Francesa
 Os acontecimentos que, entre 5 de maio de 
1789 à 9 de novembro de 1799, alteraram o 
quadro políticoe social da França.
 Começa com a Queda da Bastilha e se encerra 
com o golpe de estado dado por Napoleão 
Bonaparte.
 Teve origem com a insatisfação do povo contra 
os privilégios do clero e da nobreza.
 Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da 
Independência Americana (1776).
Revolução Francesa
 Antecedentes/causas:
 Maior população da Europa Ocidental (25 milhões). 
 80% rural.
 Absolutismo parasitário. 
 Luís XVI e Maria Antonieta.
Movimentos:
Festas, 
banquetes, 
guerras inúteis, 
tratados 
desvantajosos.
 Estratificação Social
 97%
2%
1% 1º ESTADO: CLERO
 2º ESTADO: NOBREZA
3º ESTADO: BURGUESIA + 
CAMPONESES + SANS 
CULOTES (artesãos, 
trabalhadores e pequenos 
proprietários: obrigações e 
impostos.
Terras, 
cargos 
prestígio, 
privilégios, e 
isenção fiscal
1º - Estado – Clero;
2º - Estado – Nobreza;
3º - Estado:
– Burguesia;
– Camponeses;
– Sans-culotte
Os trajes de um típico sans-
culotte era composto por:
O pantalon (calças compridas) - 
em vez de culottes utilizada 
pelas classes mais alta o 
carmagnole (casaco curto); 
O barrete vermelho da liberdade;
Sabots (sapatos de madeira).
O Desenvolvimento do Ordenamento 
Civil brasileiro
 No aspecto do Direito Civil, as Ordenações 
Portuguesas: Manuelina, Afonsina e 
Filipinas, com algumas modificações, 
vigoraram até o Código Civil de 1916, que 
entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 1917, 
que em seu artigo 1807, dizia, verbis:
 “Ficam revogadas as Ordenações, Alvarás, 
Leis Decretos, Resoluções, Usos e 
Costumes concernentes às matérias de 
direito civil reguladas neste Código”.
Noções Elementares do Direito
 No Direito Objetivo (norma agendi) – Direito 
enquanto norma. 
 É a norma jurídica (Estrutura Normativa). 
 Já no Direito Objetivo (norma agendi) - é um 
conjunto de normas que regem o 
comportamento humano, prescrevendo uma 
sanção em caso de sua violação.
 O Direito de todos. 
 Direito Objetivo - é a regra social obrigatória 
imposta a todos, quer seja sobre a forma de 
lei ou mesmo sob a forma de um costume, 
que deva ser obedecido, é a norma agendi
(norma de agir), reguladora de todas ações 
do homem, em suas múltiplas 
manifestações e de todas as atividades das 
instituições políticas, ou públicas, e 
particulares.
 Diz-se que o Direito Objetivo é a norma, ou 
o conjunto de normas. É a expressão 
objetiva do Direito.
 É a norma, ou conjunto de normas que 
constitui padrão de comportamento, em 
razão do qual se dirá se uma conduta é 
correta ou incorreta no plano jurídico. 
 O Direito Objetivo é previsão de fatos e 
padrão para a avaliação destes. 
Direito Subjetivo
 No Direito Subjetivo (facultas agendi) – é o 
poder e faculdade outorgados às pessoas e 
às instituições, para que possam defender 
as relações jurídicas, de qualquer ordem, 
que afetam a seu patrimônio ou a sua 
própria existência, quando ameaçados ou 
turbados.
 O Direito Subjetivo não tem por base a 
vontade, mas a possibilidade de fazer a 
garantia da ordem jurídica tornar efetiva a 
proteção do direito.
Teoria Garantista Estatal
 A Teoria da Garantia Estatal busca no 
fundamento do Direito Subjetivo a garantia 
judiciária nas relações jurídicas.
 O Direito Subjetivo se baseia, não na 
vontade, nem na garantia, mais no 
interesse. 
 O Direito Subjetivo nada é mais do que a 
garantia conferida pelo Direito Objetivo, que 
será postulado quando a ordem é violada. 
 O Direito Subjetivo deixa de ser algo próprio, 
posto que a garantia decorre da obrigação e 
não de alguma faculdade subsistente por si.
 O Direito subjetivo é o direito de alguém.
 Hugo de Brito Machado, in Introdução ao 
Estudo de Direito, 2ª Ed. Editora Atlas S.A., 
2004: “É o Direito visto em sua 
subjetividade, vale dizer, ligado a alguém 
que é seu titular, que é o seu dono”. 
 O direito subjetivo decorre do direito 
objetivo, que foi violado. 
 É a incidência da norma ou prescrição 
jurídica sobre um fato anti-jurídico.
 É o efeito que a incidência da norma jurídica 
produz para alguém, para um detentor do 
direito que foi violado.
 A esse efeito da incidência de uma ou de 
algumas normas é o direito subjetivo. 
 O Direito Subjetivo é tão-somente o efeito 
da incidência da norma, ou de algumas 
normas, sobre um ou vários fatos.
 Diz-se subjetivo porque é sempre vinculado 
a alguém, que é o seu titular.
 Nesse sentido está a palavra quando 
alguém diz que tem esse ou aquele direito.
 O direito é de alguém. Tem um sujeito e 
deve ser visto em função de um sujeito. 
Dicotomia
 Dicotomia de dicótomo. s. f., divisão em 
duas partes; classificação que se baseia na 
divisão e subdivisão sucessiva em dois; fase 
em que a Lua apresenta metade do seu 
disco. 
 O Bem e o Mal.
 É o método de classificação em que cada 
uma das divisões e subdivisões não contém 
mais de dois termos. 
No Direito
 Direito Objetivo e Direito Subjetivo – origem 
da dicotomia. 
 A dicotomia pretende realçar que o direito é 
um fenômeno objetivo, que não pertence a 
ninguém socialmente. 
 É um dado cultural composto de normas. 
 É também um fenômeno subjetivo que faz 
dos sujeitos titulares de poderes, 
obrigações, faculdades, estabelecendo 
entre eles relações de equilíbrio. 
 A palavra direito possui várias acepções:
 Direito objetivo: regra imposta. V.g.: 
Respeitar as normas de trânsito é um direito 
objetivo imposto ao indivíduo.
 Direito positivo: conjunto de regras jurídicas 
em vigor em um Estado em determinada 
época.
 Direito natural: ordenamento ideal, 
simbolizando o sentimento de justiça da 
comunidade. 
O Dever Jurídico e a responsabilidade
 É importante aduzir que existe uma 
distinção entre dever jurídico e a
responsabilidade.
 No linguajar comum ou coloquial, costuma-
se dizer que é responsável a pessoa que 
normalmente cumpre seus deveres.
 Ser responsável, assim, é ser cumpridores 
de seus deveres.
 Todavia se ser responsável é ser cumpridor 
de suas responsabilidades. Dever e 
responsabilidade são coisas distintas.
 Dever Jurídico no dizer de Hugo de Brito 
Machado, in Obra citada: “Tal como o direito 
subjetivo, o dever jurídico é um resultado da 
incidência de uma norma jurídica. Não 
existe nenhuma diferença essencial entre 
um direito e um dever jurídico. A diferença é 
valorativa. Tudo que constitui direito 
subjetivo de alguém será, necessariamente, 
dever jurídico. Situa-se no mundo da 
liberdade jurídica”.
Responsabilidade
 A responsabilidade situa-se no mundo da 
coação jurídica. É o estado de sujeição no 
qual a lei coloca alguém, por isso mesmo 
responde pelo não-cumprimento do dever, 
seja esse dever próprio ou alheio.
 A titularidade de direitos e de deveres é 
inerente à personalidade; por isso, toda 
pessoa pode ser titular de direitos e de 
deveres na ordem civil (art. 1º do Código 
Civil). 
 A responsabilidade é inerente à capacidade 
jurídica, necessária para que as pessoas 
possam assumir deveres e exercer direitos.
 Por isso mesmo, existem pessoas 
absolutamente incapazes, e pessoas 
incapazes relativamente a certos atos ou a 
maneira de os exercer (arts. 3º e 4º, do 
Código Civil). 
Das Pessoas Naturais
 Art. 1º do Código Civil - Lei nº 10.406, de 10 
de janeiro de 2002. Entrou em vigor, em 10 
de janeiro de 2003 (art. 2.044), aduz:
 “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres 
na ordem civil”.
Absolutamente incapaz
 Art. 3º do NCC: São absolutamente 
incapazes de exercer pessoalmente os atos 
da vida civil:
 I – os menores de dezesseis anos;
 II – os que, por enfermidade ou deficiência 
mental, não tiverem o necessário 
discernimento para a pratica desses atos;
 III – os que, mesmo por causas transitória, 
não puderem exprimir sua vontade. 
Relativamente incapaz
 Art. 4º, do NCC: São incapazes, 
relativamente a certos atos, ou à maneira de 
exercer:
 I – os maiores de dezesseis e menores de 
dezoito anos;
 II – os ébrios habituais, os viciados em 
tóxicos, e os que por deficiênciamental, 
tenham o discernimento reduzido; 
 III – os excepcionais, sem desenvolvimento 
mental completo;
 IV – os pródigos.
 Parágrafo único. A capacidade dos índios 
será regulada por legislação especial. 
A Maioridade 
A menoridade e a impunidade
A impunidade de menores é o 
que revolta a sociedade brasileira 
e, talvez seja essa “brecha” na lei 
que ninguém explica o motivo 
que menores não são punidos. 
Por esse motivo é que busca-se 
no Brasil uma solução para o 
problema da violência, 
inicialmente precisamos tomar 
uma atitude, e a redução da 
maioridade é um passo, ou seja, 
a redução da maioridade pode 
até intimidar jovens a cometerem 
crimes hediondos e outros do 
gênero, mas com certeza não 
resolverá o problema da violência 
no Brasil. 
Maioridade 
 Art. 5º, NCC: A menoridade cessa aos 
dezoito anos completos, quando a pessoa 
fica habilitada à pratica de todos os atos da 
vida civil.
 Parágrafo único. Cessará, para os menores, 
a incapacidade:
 I – pela concessão dos pais, ou de um deles 
na falta do outro, mediante instrumento 
público, independente de homologação 
judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o 
tutor, se o menor tiver dezesseis anos 
completos. 
 II – pelo casamento;
 III – pelo exercício de emprego público 
efetivo;
 IV – pela colação de grau em curso de 
ensino superior;
 V – pelo estabelecimento civil ou comercial, 
ou pela existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor 
dezesseis anos completos tenha economia 
própria. 
Termino da Existência Civil
 Art. 6º, do NCC: A existência da pessoa 
natural termina com a morte; presume-se 
esta, quanto aos ausentes, nos casos em 
que a lei autoriza a abertura de sucessão 
definitiva. (Inventário). 
Morte Presumida
 Art. 7º, NCC: Pode ser declarada a morte 
presumida, sem decretação de ausência:
 I – se for extremamente provável a morte de 
quem estava em perigo de vida;
 II- se alguém, desaparecido em campanha 
ou feito prisioneiro, não for encontrado até 
dois anos após o termino da guerra. 
 Parágrafo único. A declaração da morte 
presumida, nesses casos, somente poderá 
ser requerida depois de esgotadas as 
buscas e averiguações, devendo a sentença 
fixar a data provável do falecimento.
Elementos do Direito - Tópicos
 Sujeito de Direito – aquele que tem a 
possibilidade de fazer valer o que está 
previsto na norma, em virtude de ter 
concretizado em seu desfavor uma situação 
prevista na norma jurídica. 
 Conteúdo do Direito – o que está previsto 
em norma, estabelecendo uma sanção. 
 Objeto do Direito - Objeto é o elemento 
sobre o qual incide uma ação, denominada 
de efeito imediato.
 Proteção do Direito – garantia que existe e 
que leva a exigir o que está estabelecido em 
norma.
 Teoria da Vontade – é o poder ou domínio 
da vontade livre do homem que o 
ordenamento protege e confere. 
 Teoria do Interesse – o interesse é protegido 
pelo ordenamento jurídico.
Direito Positivo e Direito Natural
 Se o Direito a Vida não fosse reconhecido 
pelo Estado, ainda assim seria reconhecido 
pelo Direito Natural. 
 Direito Natural – existe independente da 
vontade do homem. 
 Concepção Tomista – São Tomás Aquino 
dizia que o Direito Positivo deveria estar 
subordinado ao Direito Natural.
Direito Positivo
 Tercio Sampaio Ferraz Jr., in Introdução ao 
Estudo do Direito, 5ª Ed. Editora Atlas S.A. 
SP 2007, nos ensina que: 
 “Direito Positivo é o conjunto de princípios e 
regras que regem a vida Social de 
determinado povo em determinada época”. 
 O Direito Positivo tem seu suporte fático, no 
preceito: 
 “A partir do faz o bem e evita o mal, 
totalmente evidente à sua consciência, 
estrutura-se, num sistema lógico de 
conseqüências, verdadeiro código jurídico, 
paradigma ideal de todos os códigos 
positivos”. 
 Diretamente ligado ao conceito de vigência, 
o Direito Positivo, em vigor para um povo 
determinado, abrange toda a disciplina da 
conduta humana e inclui as leis votadas pelo 
poder competente, os regulamentos e as 
demais disposições normativas, qualquer 
que seja a sua espécie.
 Por definir-se em torno de um lugar e de um 
tempo, é variável, por oposição ao que os 
jusnaturalistas entendem ser o Direito 
Natural.
 As duas principais teorias acerca das 
relações entre o Direito e o Estado divergem 
quanto à natureza do direito positivo.
 Para a teoria dualística do direito, Estado e 
Direito Positivo seriam duas realidades 
distintas. 
 Já a teoria monística, por outro lado, 
entende que só existe um direito, o positivo, 
com o qual o Estado se confunde. Esta 
última corrente, portanto, iguala o Direito 
Positivo ao Estado que o produz. 
 Há também uma teoria pluralista, 
minoritária, que afirma ser o Direito Positivo 
apenas uma dentre outras manifestações 
jurídicas, ao lado do direito Canônico e 
outros.
Direito Natural
 Direito Natural (do latim lex naturalis) é uma 
teoria que postula a existência de um direito 
cujo conteúdo é estabelecido pela natureza 
e, portanto, é válido em qualquer lugar.
 A expressão “Direito Natural” é por vezes 
contrastada com o Direito Positivo de uma 
determinada sociedade, o que lhe permite 
ser usado, por vezes, para criticar o 
conteúdo daquele Direito Positivo. 
Para os jusnaturalistas (juristas que 
afirmam a existência do Direito 
Natural), o conteúdo do Direito Positivo 
não pode ser conhecido sem alguma 
referência ao Direito Natural. 
A teoria do Direito Natural abrange uma 
grande parte da filosofia de Tomás de 
Aquino e exerceu uma influência 
profunda no movimento do 
racionalismo jurídico do século XVIII, 
quando surge a noção dos direitos 
fundamentais, e no desenvolvimento da 
common law.
 O Direito Natural é deduzido da vontade de 
Deus. 
 Lei Natural – lei que rege o processo natural 
das coisas, como acontecem de acordo com 
a natureza. 
 Lei Positiva – estabelecida pelo homem, 
porém para que seja justa, tem que ter a 
subordinação da Lei Natural.
 Direitos Reais – são aqueles que autorizam 
o uso e gozo imediato de uma coisa, 
garantindo ao titular a faculdade de obter a 
entrega ou restituição do objeto em face de 
qualquer um que dele tenha se apossado. 
V.g.: o esbulho, a reintegração, etc. 
 Direitos Pessoais – corresponde a uma 
pretensão inerente a uma pessoa.
Inicio da Personalidade Civil 
 A personalidade civil começa do nascimento 
com vida, mas a lei põe a salvo desde a 
concepção os direitos do nascituro (art. 2º 
do Novo Código Civil). 
 É condição sine qua non que a criança se 
separe completamente do ventre materno. 
 Ainda não terá nascida enquanto 
permanecer ligada pelo cordão umbilical. 
 Os recém nascidos e os loucos têm 
somente a capacidade de direito, pois esta 
capacidade é adquirida assim que a pessoa 
nasce. 
 Eles podem, v.g., exercer o direito de 
herdar. 
 Mas não têm capacidade de fato, ou seja, 
não podem exercer o direito de propor 
qualquer ação em defesa da herança 
recebida, precisam ser representados pelos 
pais ou curadores. 
Docimasia Hidrostática de Galeno
 O recém-nascido 
 É necessário ainda que a criança recém-
nascida haja dado sinais inequívocos de 
vida, com vagidos e movimentos próprios. 
 A respiração, evidenciada pela docimasia 
hidrostática de GALENO, constitui 
concludente de que a criança nasceu com 
vida. 
 Requer a lei, portanto, dê o infante sinal 
inequívocos de vida, após o nascimento, 
para que se lhe reconheça personalidade 
civil e se torne sujeito de direitos, embora 
venha a falecer instantes depois.
 Se a criança nasce morta, não chega a 
adquirir personalidade, não recebe nem 
transmite direitos.
 Se nasce com vida, ainda que efêmera, 
recobre-se de personalidade, adquire e 
transfere direitos. A lei civil pátria afastou as 
questões relativas à viabilidade e forma 
humana. 
 Se o infante nasceu com vida, torna-se 
sujeito de direitos, ainda que a ciência a 
condene à morte pela precariedade da sua 
conformação. Para o mundo jurídico o ser pessoa humana 
implica, antes de tudo, o ser Homem Vivo, 
independente do lapso temporal que medeia 
o nascer com vida e o perecimento.
 Docimasia hidrostática – baseia-se essa 
prova no princípio de que o feto, depois de 
haver respirado, tem os pulmões cheios de 
ar. Assim, imerso em água, eles 
sobrenadam, o que não sucede com os 
pulmões que não respiram. 
 É de bom alvitre observar que, se o 
reconhecimento da pessoa humana está 
condicionado ao nascimento com vida, 
como fato gerador de sua juridicidade, a 
existência uterina ressalva-lhe certos 
direitos que titulariza na qualidade de sujeito 
– direitos do nascituro.
 Se a mãe puder exercer o pátrio familiar, 
comprovando a sua gravidez, pode ser 
investida judicialmente na posse dos direitos 
sucessórios que caibam ao nascituro. 
Pessoa Jurídica
 A pessoa representativa de um ato jurídico é 
a pessoa jurídica, uma vez que sua 
existência não está condicionada a nenhum 
fenômeno natural (nascer com vida). 
 Aparece na esfera do Direito como 
decorrência da exteriorização consciente de 
vontade do Homem. V.g.: Empresa, etc. 
 Ao constituírem a pessoa jurídica “os 
homens praticam atos prévios, que são os 
dados fáticos, com que operam”.
Normas
 As normas são produtos da vontade, não da 
inteligência, e dirigem-se como comandos 
preceptivos ou proibitivos a destinatários 
providos igualmente de vontade livre.
 A norma contém um dever fazer ou não 
fazer. Obriga. 
 Constitui a obrigação de conformar o seu 
comportamento com o modelo descrito 
abstratamente na norma.
 Existem as normas permissivas e 
atributivas. 
 Impõe direito de fazer ou não fazer. 
 Este imperativo não é pessoal, mas 
resultado de um juízo cognitivo, obrigatório.
 Verdadeiramente significa que é justo que é 
bem que se proceda de certo modo.
 O juízo de valor da norma comando. 
 É evidente que se não manda por mandar, 
mas para determinar certo comportamento 
para obter determinados fins ou tutelar 
certos interesses.
 Simplesmente, num imperativo logicamente 
deduzido, não há juízo de valor em que 
assente e se baseie a vontade.
 O justo ou injusto é como tal de considerar 
porque ordenado, ou porque proibido.
 Não se proíbe porque injusto; é injusto 
porque se proibiu.
 O conhecimento da lei. A ação objeto 
material terá de ser a ação voluntária. Só a 
vontade desobedece à norma.
 Este se propõe voluntariamente, livremente 
(não está subordinado causalmente) a 
realização de fins conformes ou 
desconformes com a razão, ou com o 
direito.
 No primeiro caso a sua atividade tem valor 
moral positivo; no segundo caso valor moral 
negativo.
 Mas o homem é eminentemente social. E 
por isso o modo da sua realização implica 
uma via e uma vida não coletiva, nem 
predominantemente individual, mas social.
 O bem último e final que qualifica 
positivamente a sua atividade é, na 
composição da vida coletiva, um bem 
comum dos que a compõem.
 O bem comum é o objeto da Justiça, ou a 
própria Justiça considerada do ponto de 
vista objetivo.
 Justiça é, pois, a designação do valor moral 
supremo na vida social, na atividade 
intersubjetiva, na relacionação de uns com 
os outros, de todos com cada um, ou de 
cada um com todos.
Fontes do Direito
 Norma - Comando, regra de conduta.
 Lei - norma escrita. 
 Classificação das leis segundo a hierarquia:
 Leis constitucionais: Reunidas na CF 
(Traçam elementos estruturais do Estado e 
da Nação e definem os direitos 
fundamentais do homem, considerado 
indivíduo e cidadão).
 Leis complementares: Regulamentam a CF; 
Ex: Norma que concede direito de greve.
Classificação das leis (norma jurídica):Classificação das leis (norma jurídica):
 Leis Ordinárias: Todas as outras leis 
Votadas e promulgadas pelo Poder 
Legislativo, na pessoa de seus vereadores, 
deputados e senadores;
• Gerais: cuidam de vários campos de 
atuação humana ao mesmo tempo. Ex: CC
• Especiais: Regulamentam determinada 
atividade, especificamente. Ex: Lei de 
Greve, Estatuto da OAB, etc. 
• Se tratar do mesmo assunto, a lei especial 
prevalece sobre a geral.
Classificação das leis segundo território 
 Federais - elaboradas pelo Congresso 
Nacional, aplicando-se a todo o país. V.g.: o 
NCC, a CLT, etc. 
 Estaduais - promulgadas pela Assembléia 
Legislativa. Destinam-se ao território 
estadual ou a parte dele. Ex: Lei do ICMS, 
Constituição Estadual, etc. 
 Municipais: Votadas pelas Câmaras, 
aplicando-se ao território da cidade em 
questão. Ex: Lei Orgânica Municipal, Lei do 
IPTU, etc.
Classificação das leis segundo sua força Classificação das leis segundo sua força 
obrigatória:obrigatória:
 Leis Imperativas (cogentes) – estabelecem 
princípios de observância obrigatória, 
necessários à manutenção da ordem 
pública. 
 Leis dispositivas - Estabelecem princípios 
não obrigatórios, referentes a direitos 
disponíveis. 
 Leis interpretativas - Explicam o conteúdo 
de outras leis, para que sejam aplicadas de 
forma equânime. V.g.: Decretos, Portarias, 
Regulamentos, etc.
Leis Ordinárias
 Lei Ordinária - é um ato normativo primário e 
contém, em regra, normas gerais e 
abstratas. 
 Embora as leis sejam definidas, 
normalmente, pela generalidade e abstração 
(lei material), estas contêm, não raramente, 
normas singulares (“lei formal” ou “ato 
normativo de efeitos concretos”).
Lei Material
 Lei em sentido material é expressão 
utilizada para definir qualquer conjunto de 
normas gerais e abstratas (aplicável a um 
número indefinido e indeterminável de 
pessoas e a um número indefinido e 
indeterminável de situações futuras) de 
caráter obrigatório (ressalve-se que, a rigor, 
somente as normas imperativas, que 
determinam ou proíbem uma conduta, são 
obrigatórias.
Lei Formal
 Lei em sentido formal é todo ato emanado 
do Poder Legislativo (devendo, de regra, ser 
sancionado pelo Poder Executivo), no uso 
de competência constitucionalmente 
definida, seguindo procedimento igualmente 
previsto na Carta Política, seja qual for o seu 
conteúdo.
 Fundamental para caracterizar a lei em 
sentido formal é o órgão que a edita e o 
procedimento utilizado; o conteúdo é 
inteiramente irrelevante.
Leis Delegadas
 Lei Delegada (art. 59, IV e 68 da CF) - é um 
ato normativo elaborado pelo Presidente da 
Republica, com a autorização do Congresso 
Nacional para casos de relevância e 
urgência, quando a produção de uma lei 
ordinária levaria muito tempo para dar uma 
resposta à situação. 
 O Presidente solicita a autorização, e o 
congresso, julgando adequado o período, 
fixa os limites da lei delegada. 
 Depois de criada a lei pelo Presidente, ela é 
remetida ao congresso para avaliação e 
aprovação.
 Podem se utilizar deste expediente os 
Governos dos Estados Brasileiro.
Leis Complementares
 Lei Complementar é uma lei que tem como 
escopo: 
 Complementar:
 Explicar:
 Adicionar algo à Constituição.
 Á guisa de exemplificação podemos trazer a 
colação as leis Complementares da 
Magistratura e do Ministério Público. 
 A lei complementar como o próprio nome diz 
tem o propósito de complementar, explicar 
ou adicionar algo à constituição, e tem seu 
âmbito material predeterminado pelo 
constituinte; já no que se refere a lei 
ordinária, o seu campo material é alcançado 
por exclusão, se a constituição não exige a 
elaboração de lei complementar então a lei 
competente para tratar daquela matéria é a 
lei ordinária.
Finalidade do Direito
 No entender de Paulo Nader, o direito se 
propõe à realização da segurança segundo 
os critérios da justiça. 
 Outros autores sustentam que o direito visa 
à realização do Bem Comum ou a Paz 
Social, sendo esta uma resultante do 
somatório da justiça geral, distributiva e 
social. 
 Observamos que os autores citados são 
unívocos ao afirmarem que a segurança e a 
justiça constituem o fim precípuo do direito, 
neles incluídos a paz social e o bem comum 
(sob a ótica do desenvolvimento Mas só a noção mais simples e originária 
nos importa para explicar o modo de traduzir 
em fórmula técnica, a estrutura da vida 
jurídica, isto é, dos fatos sociais, enquanto 
qualificados juridicamente. 
 A relação jurídica destina-se a fornecer uma 
fórmula para melhor compreender o modo 
de subjetivação das normas jurídicas, isto é, 
o modo como atua a regulamentação da lei 
sobre a vida social. 
 A vida social é naturalmente uma sucessão 
de fatos. 
 Fatos:
 1 - a relação jurídica não pode, por isso, 
considerar-se estaticamente, mas na sua 
dinâmica; 
 2 - a vida social é movimento e mutação e 
este dinamismo reflete-se no nascimento, 
modificação e extinção das relações 
jurídicas. 
 O conteúdo da relação jurídica é constituído 
pelo direito subjetivo, que a norma 
assegura, e pelo correspondente dever que 
impõe.
Garantia da Relação Jurídica
 É o nome dado a este elemento da relação 
jurídica que revela o propósito primacial de 
análise das relações de direito privado. 
 O direito caracteriza-se pela coercibilidade 
que acompanha os seus preceitos. 
 A infração dos deveres que as normas 
jurídicas impõem, segue-se um 
procedimento sancionatório quando será 
aplicado as sanções jurídicas.
 V.g.: A sanção em matéria de direito privado 
não atua geralmente por iniciativa direta do 
Estado, mas por solicitação dos titulares dos 
correspondentes direitos subjetivos violados 
(Representação, etc.). Neste caso toma a 
forma de uma reparação. 
 Da garantia de obter coativamente a 
realização do interesse reconhecido por lei, 
ou indenização equivalente. 
 Na ordem jurídica em geral, porém, haverá 
que distinguir sanções jurídicas de diferente 
natureza e incluir por isso na explanação 
deste elemento aspecto que ultrapassam a 
esfera da simples “garantia” (mormente a 
responsabilidade penal).
Sujeitos da Relação Jurídica
 O homem e o conceito de personalidade 
jurídica; direitos da personalidade.
 O direito existe entre os homens e para os 
homens, porque seres racionais e sociais.
 Os homens são os titulares de direitos e 
obrigações e, em conseqüência, sujeitos 
ativos e passivos de relações jurídicas. 
 A susceptibilidade de direitos e obrigações 
inerentes a todos os homens, constitui a sua 
personalidade jurídica, cujo conteúdo é 
também designado por capacidade de gozo 
de direitos. 
 O conceito de personalidade jurídica, no seu 
significado substancial, derivará da própria 
natureza do homem. 
 Este não recebe a sua substância de um 
reconhecimento jurídico, antes constitui o 
substrato e pressuposto da realidade 
jurídica. 
 E assim os modos de ser do homem, as 
qualidades que o caracterizam como 
suporte da própria realidade jurídica, têm 
particular relevo na organização da vida 
social. 
 A essas qualidades ou modos de ser do 
homem designava o velho Código Civil por 
direitos originários e o Código atual por 
direitos de personalidade. 
 Verdadeiramente não se trata de “direitos” 
em sentido próprio, pois que o seu objeto 
não está fora do próprio homem, mas 
constituem as qualidades indispensáveis 
para participar na vida moral e jurídica. 
Normas Valiosas
 Normas valiosas – aqueles que além das 
instâncias de validade, trazem as instâncias 
de valor da ordem de transcendência: 
 Justiça; e,
 Legitimidade. 
Estruturas Lógica da Normas Jurídicas 
 Normas válidas aquelas que preenchem as 
instâncias de:
 Validade; 
 Juridicidade; 
 Positividade; 
 Vigência; e, 
 Eficácia. 
 Normas válidas - tem ela a capacidade de 
gerar deveres para as pessoas a que ela se 
dirige, o que é diferente de gerar obediência. 
 A obediência é uma questão de fato, que 
não está ligada necessariamente com a 
obrigatoriedade. 
 Muitas normas obrigatórias são 
freqüentemente desobedecidas, como a que 
estabelece a proibição do aborto. 
 O princípio da juridicidade consiste, na 
conformidade do ato não só com as leis, 
decretos, atos normativos inferiores (v.g. 
regulamentos, portarias), como também com 
os princípios que estão contidos no 
ordenamento jurídico. 
 Engloba o princípio da legalidade e 
acrescenta a este a necessidade de 
observância ao ordenamento jurídico como 
um todo. 
 Os juristas propõem a substituição do 
princípio da legalidade pelo princípio da 
juridicidade: 
 A noção de juridicidade, além de abranger a 
conformidade dos atos com as regras 
jurídicas, exige que sua produção (a desses 
atos) observe – não contrarie – os princípios 
gerais de Direito previstos explícita ou 
implicitamente na Constituição.
 A vigência não se confunde com a validade, 
posto que pode haver uma norma jurídica 
válida sem que esteja vigente, isso ocorre 
claramente quando se vislumbra a vacatio 
legis ou quando o dispositivo legal é 
revogado, embora continue vinculante para 
os casos pretéritos. 
 V.g.: O CC.
 A eficácia - é a relação entre os resultados 
obtidos e os objetivos pretendidos, ou seja, 
ser eficaz é conseguir atingir o objetivo para 
qual foi criada a norma.
 V.g.: Lei dos Crimes hediondos. 
O que é Justiça?
 Hans Kelsen: 
 Quando Jesus admitiu ser rei, disse: 
 Nasci e vim a este mundo para dar 
testemunho da verdade. 
 Ao que Pilatos perguntou: 
 o que é a verdade? 
 Cético, o romano não esperava resposta a 
essa pergunta, e o Santo também não a 
deu. 
 Dar o testemunho da verdade não era o 
essencial (...) nascera para dar 
testemunho da justiça (...) aquela que Ele 
desejara concretizar no reino de Deus e pela 
qual morreu na cruz... uma questão bem 
mais veemente...mais discutida do que 
nenhuma outra, pelas mentes mais ilustres, 
de Platão a Kant (...) para as quais vale o 
resignado saber de que o homem nunca 
encontrará resposta definitiva; deverá 
apenas tentar perguntar melhor.
Justiça 
 O termo justiça (do latim justitia, por via 
semi-erudita), de maneira simples, diz 
respeito à igualdade de todos os cidadãos. 
 É o principio básico de um acordo que 
objetiva manter a ordem social através da 
preservação dos direitos em sua forma legal 
(constitucionalidade das leis) ou na sua 
aplicação a casos específicos (litígios). 
Deusa Têmis
Na Mitologia
 Têmis quando ainda criança, foi entregue 
por Gaia aos cuidados de Nix, que acabara 
de Gerar Nêmesis. 
 O objetivo de Gaia, era proteger Têmis do 
enlouquecimento de Urano. Porém Nix 
estava cansada, pois gerara 
incessantemente seus filhos. Então Nix 
entrega sua filha Nêmesis, e a sobrinha 
Têmis aos cuidados de suas mais velhas 
filhas, as Deusas Moiras (Cloto, Laquésis e 
Atropo). 
 Têmis foi a segunda esposa de Zeus, depois 
de Métis e antes de Hera. 
 Ela temperou o poder de Zeus com muita 
sabedoria e com seu profundo respeito 
pelas leis naturais.
 Além de esposa e conselheira, Têmis foi 
também mentora de Zeus.
 Representada em Roma por uma estátua 
com olhos vendados, visa seus valores 
máximos onde “todos são iguais perante a 
lei” e “todos têm iguais garantias legais”, ou 
ainda, “todos têm iguais direitos”. 
 A justiça deve buscar a igualdade entre os 
cidadãos. 
 Têmis - Deusa Grega guardiã dos 
juramentos dos homens e da lei, costumeiro 
invocá-la nos julgamentos perante os 
magistrados. 
Legitimidade 
 O termo legitimidade interessa 
precipuamente à ciência política, mas 
também é importante a todas as ciências 
humanas. 
 A palavra pode designar uma série de 
situações. 
 Desde a autenticidade de algum documento 
até a justificação com a vontade geral, por 
meio da lei.
A Técnica do Direito
 A técnica do Direito consiste em aplicar 
regras a casos. 
 Porém, que quer dizer “aplicar uma regra”?
 Uma regra é um enunciado de duas partes: 
condição e conseqüência. 
 Ela prevê certa situação (condição) em que 
deve ser tomada certa providência 
(conseqüência). 
 Uma regra se aplica a uma a providência 
que ela prescreve na situação fática. 
 V.g.: a regra do homicídio simples, Art. 121 
“caput”. Matar alguém:Pena - reclusão, de 6 
(seis) a 20 (vinte) anos. A regra do 
homicídio simples diz que àquele que matar 
alguém (condição/situação) deve ser 
imposta uma pena de reclusão de 6 a 20 
anos (conseqüência/providência). Não mais.
 
 Contudo, em várias situações a aplicação da 
regra pode tornar-se difícil. 
 Podem surgir dúvidas sobre a regra que se 
deve aplicar, sua interpretação e sua 
aplicação. 
 Qual a regra a aplicar? 
 Há duas situações típicas que causam 
dúvida sobre a regra a aplicar. 
 A primeira é a lacuna. 
 Diz-se que a Lei possui uma lacuna quando 
há um caso cuja solução não está prevista 
em nenhuma das suas regras. 
 A técnica jurídica recomenda solucionar a 
lacuna apelando para a analogia, os 
costumes, a eqüidade e os princípios gerais 
do Direito. 
 Nenhum deles, contudo, constitui uma 
solução “mecânica”.
 Todos eles fornecem mais que uma 
alternativa inicial e todos exigem uma 
justificação cuidadosa e trabalhosa.
 A segunda situação que causa dúvida sobre 
a regra a aplicar é o conflito de regras. 
 Diz-se que há um conflito de regras quando 
regras cujo âmbito pessoal, material, 
espacial e temporal coincidem prescrevem 
para o mesmo caso soluções inconciliáveis 
entre si.
 
 A técnica jurídica prescreve uma solução 
“mecânica” para o conflito de regras, com a 
aplicação de três critérios formais de 
precedência: tempo, hierarquia e 
especialidade.
 Contudo, conflitos entre os critérios podem 
tornar alguns casos indecidíveis. Isso se 
agrava pela tendência atual de decidir 
conflitos de regras segundo critérios 
materiais.
 Qual a interpretação da regra?
 Normalmente se diz que alguém interpreta 
alguma coisa quando extrai e compreende 
seu significado. 
 Essa é uma noção muito popular, mas muito 
enganosa. 
 Ela supõe que as coisas já têm significados 
dentro delas, que o intérprete colhe e traz à 
luz para serem apreciados.
 Essa concepção torna difícil de explicar por 
que existem erros de interpretação, por que 
existem diferentes interpretações para uma 
mesma coisa e por que às vezes é tão difícil 
decidir qual delas é melhor que as outras.
 Por isso, devemos adotar uma maneira mais 
pragmática de definir o que é a 
interpretação.
 A solução que a técnica jurídica fornece 
para esses problemas é o uso dos cânones 
de interpretação: 
 interpretação literal;
 interpretação segundo a intenção do 
legislador;
 segundo a história do instituto;
 segundo a conexão com outras regras;
 segundo o propósito da lei, etc. 
 Aqui novamente nenhuma das soluções 
pode ser considerada “mecânica”: 
 todas admitem várias alternativas de 
aplicação e podem entrar em conflito umas 
com as outras.
 A regra deve ser aplicada? Como?
 Há dois problemas no campo da aplicação 
stricto sensu: 
 o problema da subsunção; e,
 o da concretização da decisão. 
 Subsunção é o “liame” do caso na regra 
interpretada, de modo que o problema da 
subsunção consiste em saber se certo caso 
se enquadra ou não em certa regra jurídica. 
 Problemas de moralidade e legitimidade. 
 Outros problemas de aplicação de regras 
são as questões normativas de moralidade e 
legitimidade. 
 A questão da moralidade pode ser posta em 
âmbito geral ou especial. 
 No âmbito geral, pode-se perguntar se, para 
serem corretas juridicamente, as decisões 
jurídicas devem ser corretas moralmente. 
 Alguns dirão que não, que a exigência de 
conformidade com o Direito vigente pode 
obrigar a decisão jurídica a reproduzir as 
injustiças das Leis. 
 Outros dirão que sim, porque o Direito tem 
um propósito geral de justiça e oferece 
meios de chegar sempre à decisão mais 
justa.
Constituição
 É a lei fundamental de uma Nação. É um 
sistema de normas jurídicas, escritas ou 
costumeiras, que regula a forma do Estado, 
a forma de seu governo, o modo de 
aquisição e o exercício do poder, o 
estabelecimento de seus órgãos, os limites 
de sua ação, os direitos fundamentais do 
homem e as respectivas garantias.
 Em síntese, é o conjunto de normas que 
organiza os elementos constitucionais de 
um Estado.
 Forma: é um complexo de normas.
 Conteúdo: a conduta humana motivada 
(como sustentáculos) das relações sociais.
 Finalidade: a realização dos valores que 
apontam para o existir da comunidade.
 Causa Criadora: o poder que emana do 
povo. Do Povo, Pelo Povo e Para o Povo.
 Conjunto de Valores: 
 A Constituição não pode ser compreendida 
e interpretada, se não tivermos em mente 
essa estrutura, considerada como conexão 
de sentido, como é tudo aquilo que a 
integra.
As Constituições no Brasil
 O Brasil já teve 7 Constituições, a saber:
 1 – Constituição Federal de 1824
 Autocrática: Liberal
 Governo Monárquico: vitalício e hereditário 
 Estado Unitário: Províncias (Estados) sem 
autonomia
 4 poderes: Legislativo, Executivo, Judiciário 
e Moderador (Soberano).
 Comentários: O controle de 
constitucionalidade era feito pelo próprio 
Legislativo; União da Igreja com o Estado, 
sob o catolicismo. 
 Foi chamada de “a Constituição da 
Mandioca”.
 Uma comissão composta de seis deputados, 
liderados por Antônio Carlos de Andrada e 
Silva, irmão de José Bonifácio. 
 Elaboram um anteprojeto, que deveria ser à 
base da Constituição. 
 Foi apresentado para discussão na 
Assembléia em setembro de 1823. 
 Continha 272 artigos, inspirados 
parcialmente nos ensinamentos dos 
filósofos iluministas, dos quais se pode 
destacar o princípio da soberania nacional e 
o liberalismo econômico.
Constituição Federal de 1891
 Democrática: Liberal
 Governo Republicano
 Regime - Presidencialista
 Federalista: autonomia de Estados e 
Municípios.
 Introduziu o controle de constitucionalidade 
pela via difusa, inspirado no sistema 
jurisprudencial americano. 
 Separou o Estado da Igreja. 
 Tornando um estado laico.
Constituição Federal de 1934
 Democrática: Liberal-Social
 Governo Republicano – Presidencialista
 Federalista: autonomia moderada.
 Manteve o controle de constitucionalidade 
difuso e introduziu a representação 
interventiva.
Constituição Federal de 1937
 Ditatorial: Liberal-Social 
 Governo Republicano – Presidencialista 
(Ditador – Getúlio Vargas)
 Federalista: autonomia restrita.
 Implantou-se a Legislação trabalhista.
 Constituição semântica, de fachada (uma 
verdadeira Carta Política de conteúdo 
inverso ao das Constituições Sociais, visto 
que ela é um instrumento utilizado em favor 
do agente detentor do poder político para 
que permaneça na atuação deste poder. 
 Esse tipo de Constituição afronta 
diretamente os direitos humanos e suas 
liberdades públicas, especificamente 
àqueles de primeira geração, que se 
referem aos direitos civis e políticos do ser 
humano enquanto ser social. 
 Ficou conhecida como constituição “a 
Polaca”, em uma alusão a Polônia.
Constituição Federal de 1946
 Democrática: Social-Liberal 
 Governo Republicano – Presidencialista
 Federalista: ampla autonomia
 Estado Intervencionista (Emenda 
Parlamentarista/1961; Plebiscito/1963 - 
Presidencialismo;
Revolução Militar – 31.03.1964
 Golpe Militar/1964 – Início da Ditadura. 
Controle de constitucionalidade difuso e 
concentrado, este introduzido pela EC nº 
16/65.
 Suspendeu os direitos e garantias 
individuais. Etc.
Constituição Federal de 1967
 Ditatorial: Social-Liberal 67
 Governo Republicano – Presidencialista 
(Ditador)
 Federalista: autonomia restrita
 Ato Institucional nº 5/1969 – AI 5.
 Uma verdadeira carta constitucional: 217 
artigos aprofundando a Ditadura: autorizou o 
banimento; prisão perpétua e pena de 
morte; supressão do mandado de 
segurança e do habeas corpus; suspensão 
da vitaliciedade e inamovibilidade dos 
magistrados; cassação nos 3 poderes. 
 Manteve o controle de constitucionalidade 
pela via difusa e concentrada.
Constituição Federal de 1988
 Democrática: Social-Liberal-Social
 Governo Republicano – Presidencialista
 Federalista:114
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