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SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM Profa. Ingridy Medeiros RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem (PE) em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 A SAE organiza o trabalho profissional quanto ao método, pessoal e instrumentos, tornando possível a operacionalização do processo de Enfermagem; O PE é um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de Enfermagem e a documentação da prática profissional; A operacionalização e documentação do PE evidencia a contribuição da Enfermagem na atenção à saúde da população, aumentando a visibilidade e o reconhecimento profissional. RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Art. 1º: o PE deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem. - § 1º – os ambientes de que trata o caput deste artigo referem- se a instituições prestadoras de serviços de internação hospitalar, instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, fábricas, entre outros. RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 - § 2º – quando realizado em instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, entre outros, o Processo de Saúde de Enfermagem corresponde ao usualmente denominado nesses ambientes como Consulta de Enfermagem. Diagnóstico de Enfermagem Implementação Avaliação de Enfermagem Planejamento de Enfermagem RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Art. 2º: o Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes: Histórico de Enfermagem (coleta de dados) RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem): Processo deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de métodos e técnicas variadas, que tem por finalidade a obtenção de informações sobre a pessoa, família ou coletividade humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde e doença RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Diagnóstico de Enfermagem: Processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados na primeira etapa, que culmina com a tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam, com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença; e que constituem a base para a seleção das ações ou intervenções com as quais se objetiva alcançar os resultados esperados NANDA-I RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Planejamento de Enfermagem: Determinação dos resultados que se espera alcançar; e das ações ou intervenções de enfermagem que serão realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença, identificadas na etapa de Diagnóstico de Enfermagem RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Implementação: Realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento de Enfermagem RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Avaliação de Enfermagem: Processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença, para determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado esperado; e de verificação da necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do PE ATENÇÃO! Histórico de enfermagem: processo deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de métodos e técnicas variadas, que tem por finalidade a obtenção de informações sobre a pessoa, família ou coletividade humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde e doença Avaliação de enfermagem: processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença... RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Art. 3º: o PE deve estar baseado num suporte teórico que oriente a coleta de dados, o estabelecimento de diagnósticos de enfermagem e o planejamento das ações ou intervenções de enfermagem; e que forneça a base para a avaliação dos resultados de enfermagem alcançados. Art. 4º: ao enfermeiro, observadas as disposições da Lei nº 7.498/1986 e do Decreto nº 94.406/1987, que a regulamenta, incumbe a liderança na execução e avaliação do PE, de modo a alcançar os resultados de enfermagem esperados, cabendo-lhe, privativamente: Diagnóstico de enfermagem Prescrição das ações ou intervenções de enfermagem RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Art. 5º: o Técnico de Enfermagem e o Auxiliar de Enfermagem, em conformidade com o disposto na Lei nº 7.498/1986 e do Decreto 94.406/1987, que a regulamenta, participam da execução do PE, naquilo que lhes couber, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro. RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Art. 6º: a execução do PE deve ser registrada formalmente, envolvendo: Um resumo dos dados coletados sobre a pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença Os diagnósticos de enfermagem acerca das respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença As ações ou intervenções de enfermagem realizadas face aos diagnósticos de enfermagem identificados Os resultados alcançados como consequência das ações ou intervenções de enfermagem realizadas RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009 Art. 7º: compete ao Conselho Federal de Enfermagem e aos Conselhos Regionais de Enfermagem, no ato que lhes couber, promover as condições, entre as quais, firmar convênios ou estabelecer parcerias, para o cumprimento desta Resolução. Art. 8º: esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições contrárias, em especial, a Resolução COFEN nº 272/2002. DECRETO 94.406/1987 Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras providências. Lei nº 7.498/1986: dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências DECRETO 94.406/1987 Art. 8º: ao enfermeiro incumbe: - Privativamente: Direção do órgão de Enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de Enfermagem Organização e direção dos serviços de Enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços Planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de Enfermagem Consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de Enfermagem DECRETO 94.406/1987 Consulta de Enfermagem Prescrição da assistência de Enfermagem Cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida Cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas DECRETO 94.406/1987 - Como integrante da equipe de saúde: Participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde Participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação Participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde Prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde Prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, inclusive como membro das respectivas comissões DECRETO 94.406/1987 Participação na elaboração de medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos pacientes durante a assistência de Enfermagem Participação na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral e nos programas de vigilânciaepidemiológica Prestação de assistência de enfermagem à gestante, parturiente, puérpera e ao recém-nascido Acompanhamento da evolução e do trabalho de parto Participação nos programas e nas atividades de assistência integral à saúde individual e de grupos específicos, particularmente daqueles prioritários e de alto risco DECRETO 94.406/1987 Execução e assistência obstétrica em situação de emergência e execução do parto sem distócia Participação em programas e atividades de educação sanitária, visando à melhoria de saúde do indivíduo, da família e da população em geral Participação nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde, particularmente nos programas de educação continuada Participação nos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e do trabalho DECRETO 94.406/1987 Participação na elaboração e na operacionalização do sistema de referência e contra-referência do paciente nos diferentes níveis de atenção à saúde Participação em bancas examinadoras, em matérias específicas de Enfermagem, nos concursos para provimento de cargo ou contratação de Enfermeiro ou pessoal TE e AE Participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada à assistência de saúde DECRETO 94.406/1987 Art. 9º: às profissionais titulares de diploma ou certificados de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, além das atividades de que trata o artigo precedente, incumbe: - Prestação de assistência à parturiente e ao parto normal; - Identificação das distocias obstétricas e tomada de providências até a chegada do médico; - Realização de episiotomia e episiorrafia com aplicação de anestesia local, quando necessária. DECRETO 94.406/1987 Art. 10: o Técnico de Enfermagem exerce as atividades auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de Enfermagem, cabendo-lhe: - Assistir ao Enfermeiro: No planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de Enfermagem Na prestação de cuidados diretos de Enfermagem a pacientes em estado grave Na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral em programas de vigilância epidemiológica Na prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar DECRETO 94.406/1987 - Executar atividades de assistência de Enfermagem, excetuadas as privativas do Enfermeiro e as referidas no Art. 9º deste Decreto; - Integrar a equipe de saúde. Na prevenção e controle sistemático de danos físicos que possam ser causados a pacientes durante a assistência de saúde Na execução dos programas referidos nas letras “”i”” e “”o”” do item II do Art. 8º DECRETO 94.406/1987 Art. 11: o Auxiliar de Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio atribuídas à equipe de Enfermagem, cabendo-lhe: - Preparar o paciente para consultas, exames e tratamentos; - Observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação; - Executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de Enfermagem, tais como: Fazer curativos Realizar controle hídrico Ministrar medicamentos por via oral e parenteral DECRETO 94.406/1987 Aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio Executar tarefas referentes à conservação e aplicação de vacinas Efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em doenças transmissíveis Realizar testes e proceder à sua leitura, para subsídio de diagnóstico Colher material para exames laboratoriais Prestar cuidados de Enfermagem pré e pós-operatórios - Prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente e zelar por sua segurança, inclusive: - Integrar a equipe de saúde; Zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependência de unidades de saúde DECRETO 94.406/1987 Circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar Executar atividades de desinfecção e esterilização Alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se DECRETO 94.406/1987 - Participar de atividades de educação em saúde, inclusive: - Executar os trabalhos de rotina vinculados à alta de pacientes - Participar dos procedimentos pós-morte. Orientar os pacientes na pós-consulta, quanto ao cumprimento das prescrições de Enfermagem e médicas Auxiliar o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem na execução dos programas de educação para a saúde DECRETO 94.406/1987 Art. 12: ao Parteiro incumbe: - Prestar cuidados à gestante e à parturiente; - Assistir ao parto normal, inclusive em domicílio; e - Cuidar da puérpera e do recém-nascido. As atividades de que trata este artigo são exercidas sob supervisão de Enfermeiro Obstetra, quando realizadas em instituições de saúde, e, sempre que possível, sob controle e supervisão de unidade de saúde, quando realizadas em domicílio ou onde se fizerem necessárias. REFERÊNCIAS RESOLUÇÃO COFEN nº 358, de 15 de outubro de 2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. DECRETO nº 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras providências.