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2º Período – UC4 – Habilidades laboratoriais Por Clara Souza Fase pré-analítica Fatores que podem interferir nos seus resultados e podem afetar a conduta médica e o bem-estar do paciente Responsável por 70% dos erros que ocorrem em um laboratório PROCEDIMENTO: Indicação do exame Redação Leitura Interpretação da solicitação Transmissão das instruções ao paciente Avaliação do seguimento das instruções Procedimentos de coleta Acondicionamento Transporte e preservação da amostra CAUSAS DE VARIAÇÃO DOS RESULTADOS: ATIVIDADE FÍSICA: ♥ Aumento na atividade sérica de algumas enzimas JEJUM: ♥ Jejum de 12 a 14 horas na maioria dos exames ♥ A falta do jejum pode ocasionar lipemia e turbidez do soro DIETA: ♥ O paciente deve manter sua dieta habitual FÁRMACOS E ÁLCOOL: ♥ Registrar o nome dos medicamentos utilizados ♥ Questionar acerca da ingestão de álcool (interfere nas dosagens de glicose, triglicérides e Gama GT) GARROTE: ♥ Não deve permanecer no braço do paciente por mais de um minuto ♥ Após 1 minuto Aumento da pressão intravascular Saída de líquido e moléculas para o espaço intersticial Hemoconcentração HEMÓLISE: ♥ Ruptura dos eritrócitos por causa da transferência de constituintes intracelulares para o plasma ou soro ♥ Interfere na dosagem de alguns analitos ♥ O soro ou o plasma fica com um aspecto avermelhado depois a centrifugação ou sedimentação Punção venosa Confirmar nome completo, data de nascimento e jejum PACIENTE NO LEITO: Verificar identificação na pulseira ou no leito (mesmo assim, perguntar seu nome se o paciente estiver acordado Materiais colhidos fora do laboratório devem ser devidamente identificados por etiquetas com os dados o paciente e então encaminhados aos setores técnicos; TRANSPORTE: Maletas térmicas ou isopor com gelo. ADULTO: BRAÇO: veias da fossa antecubital, com agulha ou tubo a vácuo MÃO: arco venoso dorsal. EVITAR: Áreas com terapias ou hidratação intravenosa Cicatrizes ou hematomas Membro superior perto do local onde foi realizado procedimentos cirúrgicos Fístulas arteriovenosas Veias que já sofreram trombose. COMO EVIDENCIAR A VEIA: Braço do paciente inclinado para baixo a partir da altura do ombro Botar o garrote com o laço para cima e 8cm acima do local da punção Abrir e fechar a mão Não bater na veia com dois dedos ANTISSEPSIA: Usar álcool 70% 2º Período – UC4 – Habilidades laboratoriais Por Clara Souza Movimentos circulares, do centro para periferia, virar o lado do algodão e repetir o movimento Deixar o local secar por 30s (NÃO soprar ou secar) Não tocar no local que foi realizado a antissepsia SEM JEJUM: Hemograma Bilirrubina Beta HCG Tipagem sanguínea Hemoglobina glicada Eletroforese da hemoglobina (anemia falciforme) COM JEJUM: Bioquímica Glicose Cálcio Colesterol total Triglicerídeos GGT, TGP, TGP Amilase Ácido Úrico Ureia Vitaminas Eletroforese lipídica e proteica TUBOS DE COLETA VERMELHO: Não tem anticoagulante AMARELO: Não tem anticoagulante Com gel separador Bioquímica Hormonais Sorologias em geral (HIV, toxoplasmose...) AZUL: ATIVO: citrato de sódio TAP (tempo de atividade de protrombina) TTPA Fibrinogênio VERDE: ATIVO: Heparina ROXO: ATIVO: EDTA Hemograma Hemoglobina glicada Reticulócitos (hemácias imaturas) VHS CINZA: ATIVO: Fluoreto de sódio Glicose (quando o sangue demora mais de 1h para ser centrifugado) SORO: sem anticoagulante PLASMA: com anticoagulante SANGUE TOTAL: com anticoagulante Homogeinizar coletas com anticoagulantes balançando a amostra Quando for transferir a amostra, colocar pela parede do tubo, para diminuir as chances de se sujar Fazer o esfregaço sem anticoagulantes Não centrifugar a amostra para obter soro antes da retração do coagulo À VÁCUO VANTAGENS Fácil de manusear Controle na quantidade de material colhido Segurança do profissional, pois é mais difícil ter contato com o material colhido SERINGA VANTAGENS Visualização do momento que atinge a veia Permite ajustar a agulha, caso o profissional perca o fluxo DESVANTAGENS Coleta limitada Maior chance de erros Maior contato com o sangue