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As reações de hipersensibilidades ocorrem sempre que o sistema imunológico responde de forma exacerbada ou inadequada a um estímulo, que pode ser exógeno ou endógeno. Nos casos de hipersensibilidades, a ação do sistema imunológico será responsável pelas manifestações de sinais e sintomas das patologias. As hipersensibilidades são classificadas em quatro tipos: Tipo I: resposta de hipersensibilidade imediata. Tipo II: resposta de hipersensibilidade mediada por anticorpo. Tipo III: doença do complexo imune. Tipo IV: reação mediada por células. Hipersensibilidades e doenças autoimunes A gravidade dos sintomas depende dos anticorpos IgE, quantidade do alérgeno e fatores que aumentem a resposta imune (infecções virais e poluentes). Alérgeno é um antígeno que dá início à hipersensibilidade imediata. Alérgenos contribuem para rinite asmática ou alergia a alimentos. Testes de pele são utilizados para o diagnóstico e como guia para o tratamento, assim como a determinação de IgE. Hipersensibilidade imediata ou tipo I Fonte: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILAI, S. Imunologia celular e molecular. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. Primeira exposi- ção ao alérgeno Ativação dos linfócitos TH2 e estimulação da troca para classe IgE nos linfócitos B Produção de IgE Ligação de IgE a FC𝜺RI nos mastócitos Exposição repetida ao alérgeno Ativação do mastócito: liberação de mediadores Reação de hipersensibilidade imediata (minutos após a exposição ao alérgeno) Reação de fase tardia (2-4 horas após a exposição repetida ao alérgeno) Mediadores Alérgeno Linfócito B Célula TH2 IgE Linfócito B secretor de IgE FC𝜺RI Mastócito Aminas vasoativas, mediadores lipídicos Citocinas Variam com a localização anatômica da reação O ponto de contato com o alérgeno determina os órgãos ou tecidos envolvidos Exemplos: Antígenos inalados: rinite e asma Antígenos ingeridos: vômitos e diarreias Antígenos injetados: efeitos sistêmicos na circulação Alergias Fonte: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILAI, S. Imunologia celular e molecular. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. Aminas biogênicas (p.ex.: histamina) Mediadores lipídicos (p.ex.: PAF, PGD2, LTC4) Citocinas (p.ex.: TNF) Mediadores lipídicos (p.ex.: PAF, PGD2, LTC4) Enzimas (p.ex.: triptase) Lesão tecidual Inflamação Hipermotilidade intestinal Bronco- constrição Permeabilidade vascular Mastócito (ou basófilo) ativado O quadro mais grave irá ocorrer quando o alérgeno cai rapidamente na circulação Choque anafilático Diminuição do tônus vascular Extravasamento de plasma Queda da pressão arterial Constrição das vias aéreas superiores e inferiores Edema de glote Hipermotilidade do intestino Extravasamento de muco no intestino e no pulmão Lesões urticariformes na pele Anafilaxia Fonte: http://alergovaccine.com.br/mundo-das-alergias/alergia-medicamentosa/ É uma doença inflamatória causada por repetidas reações de hipersensibilidade imediata e tardia no pulmão Tríade clínico-patológica de obstrução intermitente e reversível das vias aéreas Inflamação brônquica crônica com eosinófilos Hipertrofia das células musculares lisas brônquicas Hiper-reatividade aos broncoconstritores Asma brônquica Fonte: http://pediatratepic.com.mx/articul os/25-un-defecto-genetico-pone- en-tela-de-juicio-las-teorias-en- torno-al-asma Bronquíolos normais Bronquíolo asmático Alergia a pólen de plantas ou ácaros da poeira doméstica por inalação Manifestações patológicas Edema de mucosa, infiltrado de leucócitos com abundantes eosinófilos, secreção de muco, tosse, espirros e dificuldade respiratória Conjuntivite alérgica, com prurido nos olhos Rinite alérgica Fonte: adaptado de: http://www.minutobiomedicina.com.br/postagens/20 16/07/30/rinite-alergica/ Olhos vermelhos, coçando e lacrimejando Espirro, congestão, nariz correndo Garganta coçando ou inchada, gotejamento pós- nasal, tosse Coceira nos ouvidos, som de zumbido São alergias a alimentos ingeridos que levam à liberação de mediadores dos mastócitos da mucosa e submucosa intestinais Manifestações clínicas Aumento do peristaltismo Aumento da secreção de líquidos Vômitos e diarreia Urticária Pode levar à anafilaxia Alergias alimentares Testes cutâneos de leitura imediata Testes cutâneos intradérmicos Eosinofilia IgE total IgE específico Diagnóstico Fonte: https://www.ahmetsirin.com/alerji-testi-prick-testi). As alergias são desencadeadas na presença de um antígeno, que irá desencadear uma resposta imunológica exacerbada, a hipersensibilidade do tipo I. Para o melhor diagnóstico das alergias, o exame recomendado é a determinação de: a) IgE. b) IgG. c) IgM. d) IgA. e) IgD. Interatividade As alergias são desencadeadas na presença de um antígeno, que irá desencadear uma resposta imunológica exacerbada, a hipersensibilidade do tipo I. Para o melhor diagnóstico das alergias, o exame recomendado é a determinação de: a) IgE. b) IgG. c) IgM. d) IgA. e) IgD. Resposta É mediada por anticorpos que se ligam a células específicas (IgG, IgM ou IgA) Anticorpos direcionados a antígenos de superfície são patogênicos Anticorpos direcionados a antígenos internos usualmente não são patogênicos Hipersensibilidade tipo II Fonte: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILAI, S. Imunologia celular e molecular. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. tipo II As hipersensibilidades do tipo II ocorrem: Contra eritrócitos e plaquetas Doenças hemolíticas (do RN ou autoimune) Transfusionais Trombocitopenia Contra tecidos, são exemplos: Goodpasture produzem anticorpos contra membranas basais (nefrites) Pênfigo é causado por autoanticorpos contra molécula de adesão celular Miastenia gravis autoanticorpos contra receptores para a acetilcolina Tipos de hipersensibilidade tipo II Doença do complexo imune Complexos imunes desencadeiam uma variedade de processos inflamatórios Deficiência do complemento resulta em complexos insolúveis que depositam nos tecidos – dano tecidual Hipersensibilidade tipo III Fonte: https://tutoriaisdeanestesia.paginas.ufsc.br/files/2016/06/328-Immunologia-para- anestesistas-Part-2-Hypersensitivity-Reactions.pdf) Os complexos imunes podem persistir e depositar nos tecidos causando dano mediado pelas células efetoras – hipersensibilidade tipo III ou doença do complexo imune Esses complexos são resultados de: Persistência de infecções Inalação de material antigênico Doenças autoimunes Crioglobulinas Podem ocorrer juntamente com a hipersensibilidade do tipo II Reação de Arthurs Doença do Soro Associadas a infecções Doença do Pulmão de Fazendeiro Exemplos de doenças do complexo imune Fonte: https://www.mymedfarma.com/pt/galeria-da-saude/16-outras- condicoes/260-doenca-do-soro O diagnóstico das doenças do complexo imune é feito a partir de busca e detecção desses complexos imunes nos tecidos acometidos. A técnica de imunofluorescência pode ser o método de escolha para buscar esses complexos imunes. Diagnóstico da hipersensibilidade tipo III Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt- br/profissional/dist%C3%BArbiosgeniturin%C3%A1rios/doen%C3%A7as- glomerulares/nefropatia-por-imunoglobulina-a Inflamação mediada por linfócito T De contato Tipo tuberculina Granulomatosa Antígenos podem ser: tecido estranho, parasitas intracelulares, proteínas solúveis, agentes químicos Hipersensibilidade tipo IV Fonte: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILAI, S. Imunologia celular e molecular. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. Hipersensibilidade do tipo tardio Inflamação Lesão tecidual Destruição celular e lesão tecidual Citocinas Célula T CD4+ APC ou antígeno tecidual Célula T CD8+ Tecido normal Citólise mediada por células T CD8+ CTLsB A Tipos de hipersensibilidade tipo IV Fonte: adaptado de https://es.slideshare.net/ManuelPaez/tuberculosis- guas-sivigila-ins-ministerio-de-salud). Fonte: https://www.elsevier.es/en-revista-enfermedades-infecciosas-microbiologia- clinica-28-articulo-patogenesis-tuberculosis-otras-micobacteriosis-S0213005X17303099 Correcto Incorrecto 48-72h 8 2 3b 1 3a 4a 5a 4b 5b 6 7 As hipersensibilidades ocorrem quando o sistema imunológico responde a um antígeno, que pode ser endógeno ou exógeno de forma exacerbada e/ou inadequada, causando lesão tecidual. Os componentes imunológicos da resposta de hipersensibilidade comumente são os anticorpos, exceto em: a) Hipersensibilidade do tipo I. b) Hipersensibilidade do tipo II. c) Hipersensibilidade do tipo III. d) Hipersensibilidade do tipo IV. e) Doenças autoimunes. Interatividade As hipersensibilidades ocorrem quando o sistema imunológico responde a um antígeno, que pode ser endógeno ou exógeno de forma exacerbada e/ou inadequada, causando lesão tecidual. Os componentes imunológicos da resposta de hipersensibilidade comumente são os anticorpos, exceto em: a) Hipersensibilidade do tipo I. b) Hipersensibilidade do tipo II. c) Hipersensibilidade do tipo III. d) Hipersensibilidade do tipo IV. e) Doenças autoimunes. Resposta Estão diretamente relacionadas com os mecanismos de tolerância imunológica Quebra da tolerância leva à autoimunidade Mecanismos: Anormalidade na seleção de linfócitos Estimulação linfocitário policlonal Reações cruzadas entre antígenos estranhos e próprios Regulação anormal linfocitária Associação genética – genes do MHC e outros Infecções Danos teciduais Fatores hormonais Doenças autoimunes Autoanticorpos naturais Linfócitos T autorreativos Componentes imunológicos Precursor linfoide Linfócitos imaturos Reconhecimento de autoantígeno Apoptose (deleção) Mudança nos receptores (edição de receptor; células B) Desenvolvimento de linfócitos T regulatórios (somente células T CD4+) Linfócitos maduros Reconhecimento de autoantígeno Anergia Apoptose (deleção) Supressão T o le râ n c ia p e ri fé ri c a : T e c id o s p e ri fé ri c o s T o le râ n c ia c e n tr a l: Ó rg ã o s l in fo id e s c e n tr a is ( ti m o , m e d u la ó s s e a ) Fonte: adaptado de: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3362318/m od_resource/content/1/AULA%20%236.pdf Exemplos: DM tipo I Doença de Graves Tireoidite de Hashimoto Glomerulonefrites Pênfigo Doenças órgão-específicas Como a patogênese das doenças autoimunes é a agressão do sistema imune celular e/ou humoral contra as células e os tecidos próprios, será comum que seja possível detectar autoanticorpos circulantes. Como independente do mecanismo de agressão, vai haver a presença dos autoanticorpos, a sua quantificação é a forma mais prática da detecção sorológica das doenças autoimunes. Hoje, as tecnologias usam antígenos recombinantes para auxiliar no diagnóstico diferencial da doença autoimune, em alguns casos, mais de uma doença pode reagir com esses antígenos, ou seja, possuir anticorpos contra o antígeno recombinante. A técnica de imunofluorescência indireta (IFI) e as técnicas imunoenzimáticas estão sendo cada vez mais utilizadas para o diagnóstico. Diagnóstico Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES, LUES) Crônico, multissistêmico, mais comum em mulheres (20 a 60 anos), negras Manifestações: eritemas cutâneos, artrite, glomerulonefrite, também anemia hemolítica, trombocitopenia e envolvimento do SNC Autoanticorpos – antinucleares (DNA, ribonucleoproteínas, histonas, antígenos nucleares) Diagnóstico: presença de anticorpos contra o DNA (FAN) Genes de suscetibilidade Doenças autoimunes sistêmicas – lúpus Fonte: https://www.tuasaude.com/sintomas-do-lupus/ Padrão de fluorescência Autoantígeno Clínica Homogêneo DNA nativo, histona, nucleossoma LES Homogêneo periférico Envelope nuclear Várias doenças autoimunes Pontilhado grosso Sm, U1-RNP, U2-RNP LES, DMTC Pontilhado fino SS-A/Ro, SS-B/La, outros Várias condições Pontilhado fino denso DFS-75 Várias condições Pontilhado grosso reticulado Ribonucleoproteínas heterogêneas Várias condições Pontilhado pleomórfico PCNA LES Centromêrico Proteínas de 130, 80 e 17kD do centrômero Esclerose e cirrose primária Pontos isolados 10/núcleo Sp-100 Várias condições Diagnóstico – lúpus Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Imunofluorescencia- indireta-em-celulas-HEp-2-exibindo-os-padroes-nucleares_fig2_245846722) Fonte: adaptado de: livro-texto A- Padrão nuclear pontilhado grosso (IFI-ANA, 400x, células HEp-2) Célula em interfase Célula em metáfase B – Padrão nuclear homogêneo (IFI-ANA, 400x, células HEp-2) Célula em interfase Célula em metáfase Célula em interfase Célula em metáfase C – Padrão nuclear pontilhado fino (IFI-ANA, 400x, células HEp-2) Célula em interfase Célula em metáfase D – Padrão nuclear pontilhado fino denso (IFI-ANA, 400x, células HEp-2) Manifestações: destruição das articulações por componentes imunológicos Diagnóstico: Fator reumatoide FAN Anticorpos anti-CCP PCR e VHS Doenças autoimunes sistêmicas – artrite reumatoide Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseosarticulares-e- musculares/dist%C3%BArbios-articulares/artrite-reumatoide-ar. O diagnóstico das doenças autoimunes é dependente da correlação clínica laboratorial, entretanto, nem sempre os marcadores sorológicos, quando presentes, são conclusivos para o diagnóstico diferencial, isso ocorre por várias razões, exceto? a) Nem todas as doenças autoimunes possuem marcadores específicos. b) A detecção de autoanticorpos é dificultada, pois os métodos são de baixa sensibilidade. c) Pacientes positivos nem sempre apresentam manifestações clínicas. d) Pacientes normais podem apresentar autoanticorpos positivos. e) As doenças sistêmicas podem apresentar o mesmo marcador sorológico, o que dificulta o diagnóstico diferencial. Interatividade O diagnóstico das doenças autoimunes é dependente da correlação clínica laboratorial, entretanto, nem sempre os marcadores sorológicos, quando presentes, são conclusivos para o diagnóstico diferencial, isso ocorre por várias razões, exceto? a) Nem todas as doenças autoimunes possuem marcadores específicos. b) A detecção de autoanticorpos é dificultada, pois os métodos são de baixa sensibilidade. c) Pacientes positivos nem sempre apresentam manifestações clínicas. d) Pacientes normais podem apresentar autoanticorpos positivos. e) As doenças sistêmicas podem apresentar o mesmo marcador sorológico, o que dificulta o diagnóstico diferencial. Resposta Em bancos de sangue, é essencial a aplicação de imunologia juntamente com a hematologia, em que será possível estudar os antígenos de eritrócitos, plaquetas e leucocitário, o HLA, devido à implicação desses antígenos na incompatibilidade transfusional e materno-fetal. Desde o século XVII, há relatos da utilização de sangue de origem animal para um possível tratamento de patologias. O processo até a doação propriamente dita inclui etapas criteriosas, que são regulamentadas por resoluções e portarias formuladas pela Anvisa com o intuito de garantir a padronização e a qualidade dos hemocomponentes a serem utilizados em uma transfusão sanguínea. Entre essas etapas, podemos citar cadastro do candidato à doação, triagem, triagem clínica e coleta. Para realizar a triagem de doadores e receptores, além dos testes sorológicos para as doenças infecciosas, HIV, HTLV-1, Chagas, Toxoplasmose, Sífilis, Hepatites B e C, por métodos de alta sensibilidade, para evitar resultados falso-negativos, é essencial o conhecimento e a determinação dos antígenos eritrocitários. Imuno-hematologia Estão presentes na superfície dos eritrócitos humanos e são constituídos de proteínas ou açúcares, possuem a capacidade de induzir a produção de anticorpos quando injetados por transfusão de sangue, pela via parenteral, ou por pela passagem desses eritrócitos pela placenta durante a gestação ou no parto. Antígenos eritrocitários Fonte: adaptado de: https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20190507/03150754- conceitos-basicos-em-imunohematologia.pdf) Grupo A Grupo B Grupo AB Grupo O Hemácia Anticorpos Antígenos Antígeno A Antígeno A e B Sem Antígeno Anti-A e Anti-BAnti-AAnti-B A B AB O Sem Anticorpo Antígeno B Nomenclatura dos antígenos eritrocitários Símbolo ISBT Número ISBT Número de antígenos Nome do gene Localização cromossômica ABO 1 4 ABO 9q34.2 MNS 2 48 GYPA, GYPR, GYPE 4q31.22 PIPK 3 3 A4GALT 22q13.2 RH 4 54 RHD, RHCE 1p36.11 LU 5 21 LU, BCAM 19q13.32 KEL 6 35 KEL 7q34 LE 7 6 FUT3 19p13.3 PY 8 5 FY, DARC 1q23.2 JK 9 3 JK, SLCI4A1 1q12.3 OI 10 22 DA, SLC4A1 17q21.31 YT 11 2 YT, ACHE 7q21.1 *International Society of Blood Transufion (ISBT) Fonte: adaptado de: livro-texto Para o sistema ABO, em especial, vão ser circulantes no plasma os anticorpos naturais. São as iso-hemaglutininas, anticorpos de classe IgM, com capacidade de reconhecimento dos antígenos do sistema ABO. Esses anticorpos podem ser detectados a partir de 3 a 6 meses de idade, o pico da concentração será por vota dos 5 a 10 anos e mantido na fase adulta. Em alguns casos, essas aglutininas podem estar diminuídas ou até mesmo ausentes, por exemplo, em recém-nascidos, idosos e naqueles indivíduos com hipogamaglobulina ou agamaglobulina e em leucemias agudas. A produção desses anticorpos naturais é estimulada por antígenos polissacarídeos e lectinas, semelhantes aos antígenos ABO, porém provenientes de bactérias e células vegetais, respectivamente. É uma resposta imune do tipo T-independente e por esse motivo só vão existir anticorpos da classe IgM. Anticorpos naturais Tipagem sanguínea: é uma técnica de aglutinação direta. Determinação dos antígenos eritrocitários Fonte: https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20180626/25162613- conceitos-basicos-em-imunohematologia-lais-garcia-hospital-de-clinicas- de-porto-alegre.pdf). A B AB D D ctl A Rh pos. (D faible) No teste de detecção de PAI, será utilizado o dobro de volume do soro em relação ao volume de hemácias, para que seja possível detectar até mesmo os anticorpos quando presentes em baixas concentrações. Também nomeado de prova de Coombs direto. Alguns potencializadores podem ser utilizados para diminuir o potencial zeta entre as hemácias e facilitar a atração eletrostática, permitindo a aglutinação por moléculas de IgG. No caso de uso de albumina, porém, pode também ser utilizado LISS, enzima polibreno, polietilenoglicol. Pesquisa de Anticorpos Irregulares (PAI) Fonte: https://pt.slideshare.net/thiagoviannacarvalho30121982/imunohematologia-bsica É realizada com o soro do paciente, utilizando um painel de hemácias, do tipo O, com a presença dos antígenos contra os anticorpos a serem investigados. Essas hemácias é que deverão estar em suspensão de 3% a 5%. Para a interpretação do painel, vem um diagrama, contendo os fenótipos de cada uma das hemácias. Quando ocorrer a aglutinação à frente de diferentes fenótipos, vai ser possível identificar o anticorpo irregular. Identificação dos Anticorpos Irregulares (IAI) Fonte: https://docplayer.com.br/62055204-Universidade-de- sao-paulo-faculdade-de-medicina-de-ribeirao-preto-programa- de-pos-graduacao-mestrado-profissional-em-hemoterapia-e- biotecnologia.html). Sistemas Rh Kell MNS Kidd Duffy Lewis P Lutheran Células 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Nos bancos de sangue é necessário fazer a caracterização dos antígenos eritrocitários dos doadores e dos receptores. Essa caracterização é essencial para evitar a ocorrência de reações transfusionais. Para a determinação do tipo sanguíneo de um indivíduo, a metodologia utilizada é: a) ELISA. b) Imunocromatografia. c) Imunoprecipitação. d) Aglutinação direta. e) Aglutinação indireta. Interatividade Nos bancos de sangue é necessário fazer a caracterização dos antígenos eritrocitários dos doadores e dos receptores. Essa caracterização é essencial para evitar a ocorrência de reações transfusionais. Para a determinação do tipo sanguíneo de um indivíduo, a metodologia utilizada é: a) ELISA. b) Imunocromatografia. c) Imunoprecipitação. d) Aglutinação direta. e) Aglutinação indireta. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!