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Anemia falciforme ● Doença falciforme é o termo utilizado para definir um grupo de alterações genéticas caracterizadas pelo predomínio da hemoglobina S (HbS). ● Tipos, em ordem decrescente de gravidade: Anemia falciforme (HbSS); beta talassemia, Hb SC; Hb SD ● A HbS é uma Hb anormal, resultante da troca de ácido glutâmico pela valina na posição 6 da cadeia beta do gene da globina. ● A polimerização da HbS + outros fatores que ocorrem na doença falciforme (adesão das hemácias, dos leucócitos e das plaquetas e a redução da biodisponibilidade do óxido nítrico) geram um estado de microtrombos na circulação periférica de modo a gerar os sintomas álgicos + AVC, STA, osteonecrose, HAP, úlceras de pernas ● Quadro clínico: dores osteoarticulares (em crianças: alta frequência de dactilite), dores abdominais, infecções, STA (sintomas respiratórios como taquipneia, dispneia, tosse e dor torácica), retardo do crescimento e da maturação sexual, complicações oftalmológicas, AVC e comprometimento crônico de múltiplos órgãos ● Hipóxia, infecção, febre, acidose, desidratação e exposição ao frio extremo precipitam as crises álgicas ● Asplenia funcional: devido aos episódios de vaso-oclusão, gera-se fibrose e atrofia do baço / principalmente após os 5a de idade ○ Importante imunização ● As crises dolorosas são, em geral, as primeiras manifestações da doença falciforme. Comumente nos ossos longos e abdome. Dor → dano tecidual isquêmico. ● Febre é muito comum, sendo sinal de infecção bacteriana, STA e crises vaso-oclusivas ● Infecções tendem a apresentar maior frequência e gravidade ○ Deficiência de opsonização de bactérias devido a asplenia funcional ○ Defeito no sistema complemento ○ Deficiência de zinco ● Diagnóstico: eletroforese de hemoglobina ● Laboratorial ○ Hemácia em foice não necessariamente só na Hb SS ● Fator de risco: febre acima de 38ºC, desidratação, palidez, vômitos recorrentes, aumento de volume articular, dor abdominal, sintomas pulmonares agudos, sintomas neurológicos, priapismo, processos álgicos que não se resolvem com analgésicos comuns. ● Tratamento: eliminar os fatores precipitantes, com repouso, boa hidratação (muitas vezes, é necessário hidratação parenteral) e analgesia adequada. ● Exame físico: avaliar visceromegalias ● Investigação laboratorial ○ Hemograma com contagem de reticulócitos ○ Febre: encontrar possível foco infeccioso (EAS / RX / se apresentar sintomas associados) ○ Dor lombar: EAS / ATBgrama ○ Suspeita de osteomielite / artrite: RX das áreas Síndrome Torácica Aguda ● Infiltrado pulmonar novo, sintoma ou sinal respiratório (dor torácica, tosse, dispneia, taquipneia etc), hipoxemia, febre (85% crianças). ● Pessoas com DF e sintomas respiratórios devem ser investigadas Febre ● No caso de crianças, as infecções constituem a principal causa de morte em DF ● > frequência de pneumonias, infecções renais e osteomielites ● Crianças 38,3°C = internar ○ Procurar desconforto respiratório, meningite, sepse, esplenomegalia, icterícia, dor, AVC ○ Exames: hemograma com reticulócitos, RX tórax, hemo/urinocultura, USG abdome Crise aplástica ● Um dos principais gatilhos: infecção por parvovírus B19 ● Sintomas de anemia aguda sem aumento esplênico; em situações mais severas, não são incomuns sinais de choque hipovolêmico. ● Exame laboratorial: reticulocitopenia Crise de sequestração esplênica ● Repentino acúmulo intraesplênico de grandes volumes de sangue. ● O baço aumenta rapidamente de volume e ocorre queda súbita do nível de hemoglobina, com risco de choque hipovolêmico e morte. ● Exame laboratorial: reticulocitose AVC ● A obstrução de artérias cerebrais, provocando isquemia e infarto, ocorre em cerca de 10% das pessoas com DF ● Sinais focais prevalecem porém pode haver sinais generalizados, como convulsões e coma Úlceras de pernas ● Prevalência: 8 - 10% / principal em adolescente e adulto jovem / genótipo SS ● Localização: terço inferior da perna, sobre e ao redor do maléolo medial ou lateral e, em algumas ocasiões, sobre a tíbia ou o dorso do pé ● Etiologia: traumática, por contusões ou picadas de insetos, espontânea e por hipóxia tissular devido a crises vaso-oclusivas crônicas.