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Fenomenologia situada no final do séc 19 p\ inicio do séc 20, a fenomenologia foi fundada por Husserl na Alemanha · É um movimento filosófico distintivo: não é uma ideia isolada ou abstrata · Husserl foi influenciado pelo pensamento de Platão, Descartes e Brentano · A fenomenologia investiga os fenômenos que são percebidos: Homem + objeto Se concentra na analise da experiencia consciente e dos fenômenos, e como eles se apresentam diretamente á consciência do individuo, em vez de se preocupar com a realidade externa em si mesma Tem como objetivo: 1- Descrever e entender a essência das experiencias humanas, se livrando de pressuposições teóricas ou preconceitos 2- Por meio da analise fenomenológica, busca capturar a maneira como as coisas se manifestam através da consciência, sem fazer interpretações sobre sua existência objetiva 3- Explora temas: percepção, intencionalidade, temporalidade, consciência e intersubjetividade. Intersubjetividade: relação entre a consciência de diferentes sujeitos ( tipo um senso comum) Intencionalidade: a consciência é sempre 'consciência de alguma coisa', que ela só é consciência estando dirigida a um objeto Ex; ao vermos uma arvore, percebemos a presença dela ali, dependendo da consciência de cada um, pensamos ou sentimos algo. É como nos relacionamos com um objeto, estamos sempre conscientes de algo externo ou interno á nós. Epoché: é exatamente a ideia de suspender preconceitos ou pressuposições sobre um objeto Redução Fenomenológica: envolve a aplicação da epoché para atingir a essência pura da experiencia -> Descobrir a verdadeira essência e natureza do objeto estudado Eidética: analise da essência invariável de um objeto, ou seja, o que torna esse objeto o que ele é. Obs: esses três tópicos andam em conjunto. Consciência metafisica: busca apreender ou aprender a essência do objeto por meio do uso da razão, separadamente de caráter espiritual ou religioso -> correlaciona com os tópicos acima Fenomenologia Existencial Contexto histórico: A corrente filosófica que mais chamou a atenção após a Segunda Guerra Mundial foi o existencialismo, que tem suas raízes no pensamento de importantes filósofos do século XIX, como Kierkegaard e Nietzsche. Nos anos de 1940 e 1950, o existencialismo surgiu como uma resposta às tragédias vivenciadas pela Europa durante a 2ª Guerra, consistindo em uma corrente filosófica que ultrapassou as grades das universidades, influenciando o jornalismo, as conversas e as produções dos intelectuais, a poesia, os romances, o teatro, as produções cinematográficas e as demais manifestações culturais daquela época. Kierkegaard (1813-1855) foi o fundador do existencialismo, por isso vamos situar a fenomenologia existencial como o primeiro passo de tudo · Contrária ao positivismo e à sua crença de que todas as coisas poderiam ser apreendidas pelas experiências · Kierkegaard acreditava que: Devido ao valor transcendente das considerações morais, a atividade humana mais importante é a tomada de decisão: é por meio das opções feitas pelos homens que se constrói a vida humana e os homens se tornam eles mesmos. Kierkegaard acreditava que tudo isso tinha implicações religiosas, sendo que, pela tradição central do protestantismo cristão, o que importava mais que tudo era a relação da alma individual com Deus* · Junção da perspectiva existencialista com a perspectiva fenomenológica · A angustia é uma espécie de confronto com a liberdade -> para ser livre ( ou escolher isso ou aquilo) é sempre fundamental mudar quem somos nesse momento. · O conceito de angustia não é apenas algo negativo, mas uma parte essencial da vida humana -> refletirmos sobre nossas ações e escolhas ( fé individual) Transcendência: De acordo com Kierkegaard, a angústia surge de uma tensão entre esse aspecto de nós mesmos que sempre está escolhendo, reconstruindo e renovando a nós mesmos e nós mesmos como coisas “para os outros” Facticidade: coleção de fatos contingentes e escolhidos que fazem de nós o que somos para os outros em qualquer momento a angústia é um fenômeno fundamentalmente existencial: nos revela nossa liberdade radical, lembrando-nos ao mesmo tempo do custo dessa liberdade, ou seja, o que nós queremos é o que nos tornamos. -> Quando experimentamos angústia, não nos sentimos apenas ansiosos; nós estamos ansiosos Kierkegaard compara a angústia com um tipo de tontura – algo que nos impede e desabilita a tomada de decisão efetiva. Existencialismo; Heidegger e Sartre Heidegger nasceu em 1889, em Baden, Alemanha. Com a intenção de se tornar um religioso da ordem dos Jesuítas, estudou Filosofia e Teologia na Universidade de Freiburg, onde foi aluno do renomado Husserl, a quem sucedeu no cargo de reitor dessa mesma universidade. Sua eleição à reitoria deu-se pelo fato de ter aderido ao Partido Nazista. Uma vez participante do nazismo, entretanto, Heidegger buscou apagar seu passado de ligação com Husserl, que era judeu. Com a derrota dos alemães na 2ª Guerra Mundial, Heidegger teve sua reputação manchada e foi proibido de ensinar durante seis anos como pena por seu passado. · Heidegger não era existencialista, ele segue a ontologia e diz que seus estudos era uma analítica existencial · O ser e o tempo: O ser humano para o ser finito (morte) -> O homem possui a necessidade de se projetar, e, nesse aspecto, o mundo apresenta-se como uma ferramenta para que ele alcance seu objetivo, projetando-se e construindo-se no próprio mundo. Dasein: antes de buscar compreender o sentido do mundo e das coisas, o homem deve se preocupar em conhecer o sentido dele mesmo -> O homem, assim, embora não tenha escolhido estar no mundo, nem tenha optado pelo espaço e tempo em que se encontra, encontra-se sempre em determinada situação dentro desse mundo Heidegger afirmava que: Apenas quando o ser humano se vê como finito, é que ele pode escapar de uma vida superficial Existência inautêntica: essa vivência da ocupação, de não pensar muito em nos mesmos · Passagem dessa existência inautêntica para a autêntica · Vida autêntica: A vida autêntica só é possível quando o homem aceita a ideia de que ele é um ser-para-a-morte · Vida inautêntica: É a vida em que o sujeito se prende às coisas em si mesmas, sem considerá-las como instrumentos que o levarão a um projeto maior, sendo esta uma existência anônima. Encaramos a morte de forma banal, mas pouco refletimos sobre isso em sentido ontológico Sartre e o existencialismo sartreano Jean-Paul Sartre, considerado por muitos como o mais representativo de todos os pensadores existencialistas, nasceu em Paris, em 1905. Estudou na Escola Normal Superior de Paris e foi professor de Filosofia nos liceus de Le Havre e de Paris. Convocado para a Segunda Guerra Mundial, foi preso pelo Exército alemão e levado à Alemanha. Ao retornar para a França, fundou, juntamente com MerleauPonty, o grupo de resistência intelectual denominado Socialismo e Liberdade Uma das ideias mais importantes de Sartre era a de que não havia qualquer espécie de determinismo em relação à realidade humana, sendo que o homem era totalmente livre e nada poderia tirá-lo dessa condição de liberdade “liberdade não é um ser, ela é o ser do homem, isto é, o seu nada de ser.” · A existência precede a essência -> não temos natureza pré definida ou proposito · liberdade e responsabilidade de lidar com as consequências das próprias escolhas · Angustia e náusea · Autenticidade · Conceito de Má-fé -> jogar a responsa das tuas atitudes e escolhas em terceiros · Conceito de nadidade -> esvaziar o ser: não é, não ter sentido -> construir um sentido para a vida · Sou condenado a ser livre Uma das ideias mais interessantes do existencialismo sartreano é a de que o próprio homem é quem decide o seu caminho, podendo optar por ser herói ou covarde, sendo, assim, o único responsável por suas decisões, sejam elas boas ou más, dignas ou indignas. · A escolha é possível, em certo sentido, porém o que não é possível é não escolher