Prévia do material em texto
Processamento dos artigos odontológicos Limpeza - enxágue - secagem - empacotamento Profa Camila Fonseca Alvarenga Biossegurança 2021 FLUXO E PROCESSAMENTO DE ARTIGOS ODONTOLÓGICOS Em 1972, EARTE H. SPALDING: artigos críticos, não críticos e semicríticos (segundo o grau de aquisição de infecção relacionado com seu uso) NOGAROTO, 2006. Em 2004, TERRENCE J. THINES apresentou a classificação dos artigos odontológicos revisada pelos CDC, baseando-se nas definições propostas por Spalding. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS CARACTERÍSTICAS PROCEDIMENTO A SER REALIZADO EXEMPLOS ARTIGOS CRÍTICOS ENTRAM'EM' CONTATO'COM' TECIDOS'ESTÉREIS' OU'SISTEMA' VASCULAR' ESTERILIZADOS'OU' DESCARTADOS' INSTRUMENTAIS'CORTANTES,' BROCAS,'AGULHAS,'LIMAS,'CANETAS' DE'ALTA'ROTAÇÀO,'RASPADORES' PERIODONTAIS' ARTIGOS SEMICRÍTICOS ENTRAM'EM' CONTATO'COM' MEMBRANAS' MUCOSAS'E'PELES' NÃO'ÍNTEGRAS' DESINFECÇÃO'DE'ALTO' NÍVEL,'ESTERILIZAÇÃO'OU' DESCARTADOS' ABRIDORES'DE'BOCA,'ARCOS'PARA' ISOLAMENTO'ABSOLUTO,'ENGATES' PARA'PEÇAS'DE'MÃO' ARTIGOS NÃO CRÍTICOS COM CONTATO INTRABUCAL ENTRAM'EM' CONTATO'COM' SALIVA' DESINFECÇÃO'DE'NÍVEL' MÉDIO,'REPETIDA' PREVIAMENTE'AO'RETORNO' DO'PACIENTE' MOLDEIRAS,'PRÓTESES,'APARELHOS' ORTODÔNTICOS' ARTIGOS NÃO CRÍTICOS SEM CONTATO INTRABUCAL ENTRAM'EM' CONTATO'COM' PELE'ÍNTEGRA' DESINFECÇÃO'DE'NÍVEL' MÉDIO,'REPETIDA' PREVIAMENTE'AO'RETORNO' DO'PACIENTE' ARCOS'FACIAIS'ORTODÔNTICOS' ! • Reprocessamento de artigos: da limpeza à desinfecção e/ou esterilização de artigos. • Considerar a classificação segundo o risco potencial de transmissão de infecção em crítico, semicrítico e não crítico. • A ANVISA sugere um fluxo que deve ser seguido durante o processamento de artigos a fim de se evitar o cruzamento de artigos não processados (sujos) com artigos desinfetados ou esterilizados (limpos). ARTIGO'SUJO' ' ' EXPOSIÇÃO'AO'AGENTE'DE'LIMPEZA' ' ' ENXAGUE' ' ' SECAGEM' ' ' BARREIRA'FÍSICA'(GUICHÊ'OU'SIMILAR)' ' ' INSPEÇÃO'VISUAL' ' ' PREPARO'E'EMBALAGEM' ' ' DESINFECÇÃO/ESTERILIZAÇÃO' ' ' ARMAZENAMENTO' ! O USO DE EPI :DURANTE O REPROCESSAMENTO, A SUJIDADE OU MATÉRIA ORGÂNICA PRESENTE NÃO SE TORNE UM RISCO PARA A PESSOA QUE O MANUSEIA. Retirando luvas de procedimentos após atendimento Limpeza Primeiro passo; Etapa essencial e indispensável para o reprocessamento dos artigos, independente da sua classificação; Intimamente ligada à qualidade final do processo. Estudos demonstram que a limpeza manual ou mecânica, com água e detergente ou produtos enzimáticos, reduz aproximadamente 106 UFC do contingente microbiano presente nos artigos e superfícies. EPIs que garantem a segurança na realização da limpeza de artigos e superfícies: Luvas de borracha resistentes e de cano longo Gorro Máscara Óculos de proteção Avental impermeável Calçados fechados COMO USAR LUVAS DE UTILIDADES detergentes enzimáticos X detergentes domésticos Detergentes com ph neutro ou enzimáticos devem ser trocados sempre que estiverem saturados ou de acordo com orientações do fabricante. Detergentes enzimáticos x Detergentes domésticos ! ! ! Detergentes domésticos contém lipídeos e podem formar biofilme, seu uso não é recomendado ! Detergentes enzimáticos exercem ação específica sobre a matéria orgânica – enzimas funcionam como catalizadores das reações bioquímicas das células, amolecendo os resíduos orgânicos e os auxiliando a se desprenderem dos materiais sem causar danos aos artigos ! Detergentes com ph neutro ou enzimáticos devem ser trocados sempre que estiverem saturados ou de acordo com orientações do fabricante. PREPARANDO O DETERGENTE ENZIMÁTICO Deve ser realizada imediatamente após a finalização do procedimento, para evitar que a sujidade resseque sobre o artigo, dificultando a sua remoção; Deve contemplar todas as superfícies do material, incluindo canais e rachaduras; Antes de iniciar, os materiais devem ser desmontados em todas as partes possíveis, tesouras e pinças devem ser abertas. Imersão em solução aquosa de detergente enzimático ou com pH neutro em uma cuba plástica, mantendo os artigos imersos. Preparo da solução e o tempo de permanência do material imerso devem seguir as orientações recomendadas pelo fabricante. ERROS E ACERTOS DA LIMPEZA MANUAL Limpeza Manual Fricção com escovas e uso de soluções de limpeza Profissional treinado para tal função Artigos limpos manualmente Itens longos e com lúmen inspecionados com atenção Maior risco de exposição do profissional de saúde (respingos e perfurações) Instrumentos articulados devem ser desmontados Limpeza Mecânica ou Automatizada Uso de tecnologia automatizada combinada com temperatura, produto químico, ação mecânica e tempo. Lavadoras ultra-sônicas Lavadoras desinfetoras Lavadoras esterilizadoras Para odontologia: cubas ultra-sônicas (bolhas geradas por oscilação acústica) Vantagens: Diminui a exposição da equipe a riscos ocupacionais Padroniza o processo Mais qualidade Desvantagens: Custo elevado e uso limitado USO DA CUBA ULTRASSÔNICA PROTOCOLO DE DESCONTAMINAÇÃO DE CAR Enxágue Água potável e corrente Enxágue abundante sabões e detergentes neutralizam meios químicos ou podem queimar artigos submetidos à meios de esterilização físicos Qualidade da Água x Durabilidade do Material Recomenda-se que o último enxágue seja realizado com a água livre de metais pesados Artigos com lúmen - enxaguados com bicos de água sob pressão Inspeção Visual Secagem Água: Impede o contato com o agente esterilizante; Dilui a concentração de soluções; Pode se integrar à formulação alterando o poder desinfetante ou esterilizante; Aumenta a possibilidade de corrosão de artigos metálicos. Deve ser criteriosa, utilizando pano limpo e seco exclusivo para esta finalidade, secadora de ar quente/frio, estufa regulada para este fim e/ ou ar comprimido medicinal. Conforme o destino do artigo, armazená-lo ou submetê-lo à desinfecção ou esterilização. FATORES QUE INTERFEREM NOS PROCESSOS DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO Fundamental para uma adequada aplicação dos processos de desinfecção/esterilização PRIONS! ENCEFALOPATIAS!ESPONGIFORMES! TRANSMISSÍVEIS! PROCESSAMENTO DE PRIONS! ESPOROS! BACILLUS! CLOSTRIDIUM-DIFICILE! ESTERILIZAÇÃO! COCCIDIA! CRYPTOSPORIDIUM! ESTERILIZAÇÃO! MICOBACTÉRIAS! DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL! CISTOS! GIARDIA! DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL! VÍRUS2PEQUENOS2NÃO2 ENVELOPADOS! POLIOVÍRUS! DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO! TROFOZOITAS! ACANHTAMOEBA! DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO! BACTÉRIAS2GRAM9NEGATIVAS! PSEUDOMONAS! !PROVIDENCIA! DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO! FUNGOS! CANDIDA! ASPERGILLUS! DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO! VÍRUS2GRANDES2ENVELOPADOS! ENTEROVÍRUS! ADENOVÍRUS! DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO! BACTÉRIAS2GRAM9POSITIVAS! STREPTOCOCCUS!AUREUS! ENTEROCOCCUS! DESINFECÇÃO DE NÍVEL BAIXO! VÍRUS2LIPÍDICOS2ENVELOPADOS! HIV! HBV! DESINFECÇÃO DE NÍVEL BAIXO! RESISTENTE! SUSCEPTÍVEL! !Número!e!localização!do!microrganismo:!! • >biocarga)>tempo)de)exposição)ao)agente) • Ar5gos) com) reentrâncias,) ar5culações,) canulados) e) ranhuras)>)dificuldade)quanto)à)limpeza)e)penetração)do) agente)(ar5gos)assim)devem)ser)desmontados)) ) ! Concentração! e! potência! do! agente! químico/tempo! de! exposição:!! • +)concentrado)>)eficácia)outros$fenóis$(hipoclorito$de$sódio)$ 3. Umidade)rela.va:$se$>$compromete$a$ação$de$compostos$gasosos$ como$óxido$de$e=leno$e$formaldeído$ 4. Dureza) da) água:) íons$ (Ca$ e$ Mg)$ interagem$ com$ sabõesH$ precipitados$insolúveis$ $diminuindo$a$ação$de$desinfetantes$como$ quaternários$de$amônio$ 5. Presença)de)matéria)orgânica:$impede$o$contato$do$agente$ DESCONTAMINAÇÃO ➤Não é sinônimo de desinfecção; ➤Compreende desde a limpeza à desinfecção ou esterilização. Processo de eliminação total ou parcial da carga microbiana de artigos e superfícies tornando-os aptos para manuseio seguro DESINFECÇÃO = HIGIENIZAÇÃO = SANITIZAÇÃO Processos físicos ou químicos que e l i m i n a m a m a i o r i a d o s microrganismos patogênicos ou não de artigos e superfícies, com exceção de esporos bacterianos PROCESSOS QUÍMICOS ➤ Classificação dos desinfetantes segundo Spalding: PROCESSOS'QUÍMICOS' CLASSIFICAÇÃO DOS DESINFETANTES SEGUNDO SPALDING (1977): ! Alto!nível Eliminação!de!alguns!esporos,! bacilo!da!tuberculose,!todas!as! bactérias!vegeta:vas,!fungos!e! todos!os!vírus. Ar:gos! semicrí:cos ! Ácido!peracé:co! Glutaraldeído! ! Médio!nível Age!de!forma!intermediária! sobre!vírus!não!lipídicos,!é! tuberculicida,!age!sobre!a! maioria!dos!fungos!e!bactérias! na!forma!vegeta:va.!Não!age! sobre!esporos. Ar:gos!nãoB crí:cos!e! desinfecção!de! superCcies Alcoóis! Cloro! Iodóforos! Fenólicos! ! Baixo!nível ! Maioria!das!bactérias! vegeta:vas.!Não!é! tuberculicida!nem!age!sobre! esporos,!pode!ou!não!ter!ação! sobre!vírus!não!lipídicos!e!tem! rela:va!ação!sobre!fungos Ar:gos!não! crí:cos!e! desinfecção!de! superCcies ! ! Quaternários!de! amônio! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a esterilização líquida de artigos médico-hospitalares através de imersão. A proibição é válida para os artigos invasivos (em que há penetração da pele, mucosas ou tecidos) Com a nova resolução, espera-se reduzir o número de infecções confirmadas, que de 2000 a 2008 somaram 2128 casos, 80% deles na rede privada de saúde do país. PROCESSOS QUÍMICOS: ➤IMPORTANTE: uso de EPIs e farta ventilação local. ➤ARTIGO: imerso na solução ou friccionado com pano embebido na impossibilidade de imersão. ➤TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO AGENTE: observado e respeitado ➤RECIPIENTES: devem permaneceer tampados durante o processamento ➤AO FINAL: enxágue inclusive no interior de tubulações, com água potável ou esterilizada, dependendo da classificação do artigo ➤Múltiplos enxágues são recomendados ➤Utilizar todo o conteúdo de recipientes contendo água esterilizada de uma vez ➤Soluções esgotadas ou vencidas: desprezadas NÃO SE DEVE DESINFETAR O QUE SE PODE ESTERILIZAR. PREPARO E SELEÇÃO DE EMBALAGENS PARA EMPACOTAMENTO ➤Selecionar e posicionar corretamente o instrumental facilita o contato do agente esterilizante e a abertura dos pacotes e aumenta as chances em realizar uma técnica segura. ➤Transporte e armazenamento ➤Favorece a abertura asséptica ➤Deve ser adequado ao item a ser esterilizado ➤Deve permitir sua identificação, além do fechamento completo e seguro Saída%do%Ar% Entrada%do%Agente% Esterilizante% Microrganismos% Embalagem% AUTOCLAVE:* PAPEL%MANILHA% PAPEL%TOALHA% PAPEL%KRAFT% DESCARTADOS% PAPEL%GRAU%CIRÚRGICO% PAPEL%CREPADO% SMS% TYVEK% FILME%PLÁSTICO% TRANSPARENTE% Uso$da$seladora:$ $ Largura$de$10mm$de$selagem$(simples,$dupla,$tripla)$distante$da$borda$3$cm,$sem$ queimar$ou$enrugar$a$área$ Seladoras ! Promovem!fechamento!hemé/co!da!embalagem.!! Crí/co!para!conservação!da!esterilidade!dos!ar/gos.! $ Iden%ficação:- -- ! Indispensável.,, ! Uso,de,fita,ou,e3queta,adesiva,contendo,a,descrição,do, conteúdo,, data, e, validade, da, esterilização, e, nome, do, responsável,pelo,processamento,,quando,necessário., Não existe esterilização parcial. Estudo da esterilização: • Uso de esporos bacterianos • Bacillus stearotermophilus para calor úmido, • Bacillus atrophaeus para calor seco e óxido de etileno, • Bacillus pumilus para radiação iônica, • Clostridium esporogenes para agentes químicos. São usados para validar o processo de esterilização Esterilização Calor úmido (Vapor saturado sob pressão) Meios Físicos Cobalto 60 Calor Seco Físico-Químico Formaldeído gasoso + Vapor Óxido de Etileno Plasma peróxido de hidrogênio Pastilhas de paraformaldeído Ácido peracético Glutaraldeído Formaldeído SOBECC, 2005 Meios Químicos ! • Processo de eleição nas unidades hospitalares • Indicado para artigos termorresistentes e canetas de alta rotação • Oferece maior segurança • Destrói todas as formas de vida em temperaturas de 1210C a 1320C ! Destrói os m.o por coagulação do protoplasma, ação facilitada quando as proteínas estão úmidas ! Grande poder de penetração ! Não há resíduos tóxicos - processo econômico - Não indicado para materiais termo-sensíveis ou que possam entrar em contato com a umidade ! CALOR ÚMIDO ESTERILIZAÇÃO POR VAPOR SATURADO SOB PRESSÃO Seguro Eficiente Rápido Econômico Não é toxico É esporocida EPIs%recomendados:% Luvas&de&proteção&térmica& VALIDAÇÃO)DA)ESTERILIZAÇÃO)EM) AUTOCLAVE:) Validação:* ! Realização! de! testes! programados! e! documentados! para! demonstrar! que! um!processo! trabalha!dentro!de! limites! especificados! Monitoração:+ ! Processo! de! esterilização,! f u n ç ã o ! p a r a ! q u a l ! o! equipamento!está!sendo!usado.! ! Primeiro' passo' da' validação:' qualificar) a) autoclave) (feita) por) empresa) especializada) que) possua) equipamento) autorizado) segundo) normas) do) ISSO.) De) responsabilidade)do)fabricante)logo)após)a)instalação)da)mesma)) ! SegueAse)com)a)monitorização'dos'ciclos'de'esterilização'através)dos)indicadores) mecânicos,)Esicos)e)biológicos.) ! Quando)houver)falhas,)providenciar)os'reparos.) ! Validar' uma' vez' por' ano,) ou) quando) houver) quebra) no) equipamento) ou) mudança)de)qualquer)parâmetro)preconizado)anteriormente.) ! Limpeza'no'mínimo'semanal,)seguindo)recomendações)do)fabricante.) Os profissionais devem estar conscientes em garantir qualidade no material esterilizado utilizado no tratamento de seus pacientes, já que o uso de material duvidoso é problema ético de extrema gravidade DISPOSIÇÃO DOS ARTIGOS DENTRO DA CÂMARA ➤Favorece a circulação e penetração do vapor nos pacotes centrais; ➤Artigos de superfície (bandejas, bacias e instrumentais) não devem ser esterilizados junto com artigos de densidade (campos cirúrgicos, aventais, compressas); ➤Pacotes posicionados de forma a permitir que o vapor alcance todos os itens; ➤Manter espaço de 25 a 50 mm entre todos os pacotes e entre eles e as paredes da câmara. Não deve exceder a 80 % da sua capacidade; ➤Pacotes maiores na parte inferior e menores por cima; ➤Jarros, bacias, frascos e outros artigos com concavidade, colocados com suas aberturas para baixo. Controle de Qualidade.... !! Registro!dos!dados!do!ciclo!de!esterilização!em!livro!ata.! Documentação! MONITORAMENTO)DO)PROCESSO)DE) ESTERILIZAÇÃO:! ! Parâmetros)essenciais:)mecânicos,)químicos)e)biológicos.) ) Indicadores+ mecânicos:+ manômetros,! manovacuômetros! e! termômetros! instalados! no! painel! do! equipamento.! Seguem! valores! determinados! pelo! fabricante.! ! Fita%zebrada Indicadores%químicos:%6%classes% % Classe%1:% • Indicador* de* processo* –* vem* na* embalagem* ou* fitas* adesivas(com* listras* que* mudam* de* cor).* Usados* externamente* em* todos* os* pacotes.* Indicam* se* a* temperatura* foi* a>ngida* em* determinado*momento* e* que*o*pacote*foi*processado.* Classe&2:&& • Indicador)de)teste)específico)–)Bowie&Dick.&Testa)a) eficácia)do)vácuo)da)autoclave)pré7vácuo.)Garante) ou)não)a)existência)de)bolhas)de)ar)ou)ar)residual) no)interior)da)câmara.)Tb)detecta)falha)da)bomba) de)vácuo.) Classe&3:& • Indicador)de)um)só)parâmetro)–)responde)a)um)parâmetro)escolhido)–)temperatura.) Verifica) ) se) ela) alcançou) o) valor) pré) estabelecido.) Classe&4:& • Indicador)mul-parâmetro:)-ras)de)papel)impregnadas)de) -nta) termoquímica) que) mudam) de) cor) como) fitas) adesivas.)Colocado)no) interior)dos)pacotes,) indicam)se)a) embalagem) foi) permeável) ao) agente) e) se) tempo) e) temperatura)foram)a-ngidos)em)algum)momento.) Classe&5:&& • Indicador)integrado:)reage)a)todos)os) parâmetros)crí3cos)–)tempo)temperatura) qualidade)do)vapor)dentro)de)um)intervalo) específico)de)ciclos)de)esterilização.)Usados) dentro)dos)pacotes.) Classe&6:& • Indicador)de)simulação:)reage)a)todos)os) parâmetros)crí7cos)quando)95%)do)ciclo) es7ver)concluído.) Tipo de Teste Frequência preconizada Recomendado pela Vigilância Sanitária Bowie e Dick Diariamente, antes da primeira carga SIM Indicador Biológico Semanal SIM Indicadores Químicos Diária, dentro de cada pacote ou caixa SIM Fita zebrada Diária, no lado externo de cada pacote ou caixa SIM !Indicadores!Biológicos!! • Testes%com%bactérias%esporuladas.%% • Esporos%viáveis%devem%sobreviver%a%tratamento%de%100graus% celsius%durante%10%horas.%% • Bacillus(stearotermophilus.%Disponíveis%em%sistemas% autocon=dos:% ! 1ª geração: tiras de papel com leitura em 2-7 dias. ! 2 geração: leitura em 48 horas ! 3 geração: leitura em 3 horas ! Estufas incubadoras próprias. ARMAZENAMENTO DE ARTIGOS ESTERILIZADOS ➤ANVISA 2006 ➤Local separado dos demais; ➤Armários fechados, protegidos de poeira, umidade e insetos, ➤Distante 20 cm do chão, 50 cm do teto, 5 cm da parede, ➤Pacotes manipulados o mínimo possível e com cuidado. ! VALIDADE'DE'ESTERILIZAÇÃO' AUTOR INVÓLUCRO TEMPO OBSERVAÇÕES Zanon, 1987 Papel grau cirúrgico, algodão cru Enquanto íntegra 3 semanas 8 semanas Prateleira aberta Prateleira fechada Nogueira et al, 1987 Papel kraft, manilha Campo duplo de algodão Caixas de metal 10 dias 30 dias 30 dias Não houve diferença entre a s e s t o c a g e n s e m armários com diferentes características São Paulo, 1994 Diferentes embalagens, em processo físico Papel grau cirúrgico, óxido de etileno 7 dias Indefinido Estéreis enquanto em íntegras Rutala, 1992 Invólucros plásticos semipermeáveis Musselina duplo 9 meses 30 dias Selados com calor Gardner & Peel, 1986 Tecido algodão simples Tecido algodão duplo Papel crepom 3-14 dias 14-21 dias 28-56 dias 56-77 dias 28-49 dias > 63 dias Prateleira aberta Prateleira fechada Prateleira aberta Prateleira fechada Prateleira aberta Prateleira fechada