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Aluno: Glauber Pablo Soriano de Carvalho Filho 1º Período Medicina Disciplina Anatomia Humana 1 Trabalho Avaliativo Professoras: Vanessa Rossinol e Mariana Bonfim. Osteologia Do MMSS O esqueleto apendicular dos membros superiores é formado pelo cíngulo do membro superior e pelo membro superior em si. O cíngulo escapular do membro superior é um anel ósseo, incompleto posteriormente, formado pela escápula e pela clavícula, que une o esqueleto apendicular superior ao esqueleto axial. No braço se encontra o úmero; no antebraço se localizam o rádio e a ulna e na mão existem 27 ossos. Totalizando 32 ossos em cada membro. Faz parte do cíngulo escapular do membro inferior: O cíngulo escapular, além de ligar o membro superior ao tronco, permite uma maior mobilidade devido ao fato da escápula não se encontrar fixada nas costelas. Clavícula: . Além de unir o membro superior ao corpo, ela atua como suporte, que suspende a escápula e o membro superior, dando liberdade de movimento. É um osso longo no formato sinusoidal. O Formato da clavícula várias mais do que o da maioria dos outros ossos longos. Às vezes a clavícula é perfurada por um ramo do nervo supraclavicular. A clavícula é mais espessa e mais curva em trabalhadores braçais, e os locais de fixação muscular são mais definidos. - Extremidade esternal - Extremidade acromial - se articula ao acrômio da escápula - Face superior - lisa - Face inferior - rugosa - Impressão do ligamento costoclavicular - primeira costela - Sulco do músculo subclávio - Tubérculo conóide - Linha trapezóidea Fratura da clavícula: A clavícula é um dos ossos fraturados com maior frequência. As fraturas da clavícula são especialmente comuns em crianças e, muitas vezes, são causadas por uma força indireta transmitida da mão estendida através dos ossos do antebraço e do braço para o ombro durante uma queda. A fratura também pode resultar de queda diretamente sobre o ombro. A parte mais fraca da clavícula é a junção de seus terços médio e lateral. A fratura da clavícula também é comum em atletas adultos (por exemplo jogadores de futebol americano e de hóquei e ciclistas). Depois da fratura da clavícula, o músculo esternocleidomastóideo eleva o fragmento medial do osso Devido à posição subcutânea da clavícula, a extremidade do fragmento deslocada para cima é proeminente – facilmente palpável e/ou visível. O músculo trapézio não consegue manter o fragmento lateral elevado em razão do peso do membro superior, e, assim, o ombro cai. Em geral, o forte ligamento coracoclavicular impede a luxação da articulação AC. As pessoas com fratura da clavícula sustentam o braço pendente com o outro braço. Além de ser deprimido, o fragmento lateral da clavícula pode ser tracionado medialmente pelos músculos adutores do braço, como o músculo peitoral maior. O cavalgamento dos fragmentos ósseos encurta a clavícula. Enfaixamento do tipo Velpeau é usado para “retirar o peso” do membro superior da clavícula e viabilizar o alinhamento e o processo de consolidação As clavículas delgadas dos neonatos podem ser fraturadas durante o parto se eles tiverem os ombros largos;entretanto, a consolidação óssea costuma ser rápida. Muitas vezes a fratura da clavícula é incompleta em crianças pequenas – fratura em galho verde Escápula: . A escápula é um osso plano triangular, que se articula diretamente ao úmero e a clavícula. Se situa superposta às costelas 2 a 7. - Margem medial - voltada para a coluna vertebral - Margem lateral - Margem superior - Ângulo superior - vértebra T2 - Ângulo inferior - vértebra T7 - Fossa subescapular - Fossa supraespinal - Fossa infra espinhal - Cavidade glenoidal da escápula - conexão com o úmero - Tubérculo supraglenoidal - Tubérculo infraglenoidal - Colo da escápula - Acrômio - final da espinha, tem ligação com a clavícula - Processo coracóide - Incisura da escápula - passagem de nervo - Espinha da escápula - divide a face dorsal em duas fossas A fratura da escápula é causada geralmente por um traumatismo importante, como ocorre em acidentes envolvendo pedestres e veículos. Normalmente, também há fraturas das costelas. Grande parte das fraturas requer pouco tempo de tratamento, pois a escápula está coberta por músculos nos dois lados. A maioria das fraturas inclui o acrômio subcutâneo protuso Úmero: . O úmero é o maior osso do membro superior, ele é articulado com a escápula pelo ombro e com o rádio e a ulna pelo cotovelo. Na Epífise proximal: - Cabeça do úmero - parte globosa e lisa, se encaixa na cavidade glenoidal - Colo anatômico - depressão que delimita a cabeça do úmero - Colo cirúrgico - Tubérculo maior - Tubérculo menor - Sulco intertubercular - Crista do tubérculo maior - Crista do tubérculo menor Na Diáfise: - Tuberosidade para o músculo deltóide - Sulco do nervo radial - nervo que garante movimento para todos os músculos da parte posterior do membro superior Na Epífise distal: - Epicôndilo medial - Epicôndilo lateral - Crista supra epicondilar medial - Crista supra epicondilar lateral - Capítulo do úmero - conectado com o rádio, saliência mais lateralizada - Fossa radial - Tróclea do úmero - conectado com a ulna - Fossa coronóide - encaixe do processo coronóide da ulna - Fossa do olécrano - parte posterior, encaixe do cotovelo - Sulco do nervo ulnar Para garantir a movimentação de flexão e extensão, os acidentes anatômicos salientes da epífise distal do úmero devem se posicionar anteriormente. Ulna: . A ulna estabiliza o antebraço e é osso medial e mais longo entreos dois ossos do antebraço. Ela não tem contato direto com o carpo. Na Epífise proximal: - Olécrano - ponta do cotovelo - Processo coronóide - Incisura troclear - Incisura radial da ulna -Tuberosidade ulnar Na Diáfise: - Margem anterior - voltada para a frente - Margem posterior - Margem interóssea - voltada para a ulna - Face anterior - Face posterior - Face medial - Epífise distal - Processo estilóide da ulna Rádio: . O rádio, localizado lateralmente, é o mais curto dos dois ossos do antebraço. Na Epífise proximal: - Cabeça do rádio - Fóvea articular da cabeça do rádio - conexão com o capítulo da ulna - Circunferência articular da cabeça do rádio - Colo do rádio - Tuberosidade do rádio Na Diáfise: - Margem anterior - Margem posterior - Margem interóssea - voltada para a ulna - Face anterior - Face posterior - Face lateral Na Epífise distal: - Face articular carpal - Processo estilóide do rádio - Incisura ulnar do rádio Fraturas do rádio e/ou ulna em crianças pequenas, são muitas vezes fraturas incompletas, ou seja,fraturas em galho verde.As fraturas conjuntas do rádio e da ulna em pessoas idosas e adultos atléticos geralmente são consequência de lesão importante. Um golpe direto geralmente causa fraturas transversais no mesmo nível, em geral no terço médio dos ossos. Também há fraturas isoladas do rádio ou da ulna. Como os corpos desses ossos são firmemente unidos pela membrana interóssea, é provável que a fratura de um osso esteja associada à luxação da articulação mais próxima. A fratura da extremidade distal do rádio é comum em adultos com 50 anos de idade ou mais. É mais frequente em mulheres por causa da osteoporose. A fratura transversal completa dos 2 cm distais do rádio, denominada fratura de Colles, é a mais comum no antebraço . Há deslocamento posterior do fragmento distal e este é, muitas vezes, cominutivo. A fratura resulta da extensão forçada da mão, em geral resultante da extensão do membro superior na tentativa de aliviar uma queda. Com frequência, há avulsão do processo estilóide da ulna. Normalmente, o processo estilóide do rádio projeta-se mais distalmente do que o processo estilóide da ulna quando ocorre uma fratura de Colles, essa relação é invertida devido ao encurtamento do rádio. Essa fratura costuma ser denominada deformidade em dorso de garfo por causa da angulação posterior do antebraço imediatamente proximal ao punho e à curvatura anterior normal da mão relaxada. A curvatura posterior é produzida pelo deslocamento posterior e inclinação do fragmento distal do rádio. O relato típico de uma pessoa com fratura de Colles inclui um escorregão ou tropeção e, na tentativa de interromper a queda, apoio sobre o membro estendido com o antebraço e a mão em pronação. Por causa da rica vascularização da extremidade distal do rádio, a consolidação óssea geralmente é boa. Ossos da mão . Carpo . . Duas fileiras de pequenos ossos, que possibilitam articulação para um amplo movimento do punho e dos dedos. Em raios x é difícil ver fraturas nesses ossos. Escafóide: Um osso em forma de barco que se articula proximalmente com o rádio. Tem um tubérculo escafóide proeminente; é o maior osso na fileira proximal.É muito comum a fratura quando ocorre queda com a palma da mão espalmada. Semilunar: Um osso em forma de meia-lua entre os ossos escafóide e piramidal. Articula-se proximalmente com o rádio e é mais largo na parte anterior do que na posterior Piramidal: Um osso em forma de pirâmide na face medial do carpo. Articula-se proximamente com o disco articular da articulação radio-ulnar distal. Pisiforme:Um pequeno osso, em forma de ervilha, situado na face palmar do osso piramidal. Trapézio: Um osso com quatro faces situado na região lateral do carpo. Articula-se com os ossos metacarpais I e II, escafóide e trapézio. Trapezóide: Um osso cuneiforme, semelhante ao osso trapézio. Articula-se com os ossos metacarpais II, trapézio, capitato e escafóide. Capitato: Tem formato de cabeça e uma extremidade arredondada, é o maior osso carpal. Articula-se principalmente com o osso metacarpal III na parte distal e com os ossos trapezóide, escafóide, semilunar e hamato Hamato: Um osso cuneiforme na região medial da mão. Articula-se com os ossos metacarpais IV e V, capitato e piramidal. Tem um processo característico semelhante a um gancho, o hâmulo do osso hamato, que se estende anteriormente. Metacarpo … Formado por 5 ossos longos, numerados de I a V começando pela região radial. Possuem cabeça (epífise distal), corpo (diáfise) e base (epífise proximal). Falanges Com exceção do polegar (1º dedo), os demais dedos são formados por 3 falanges que articulam entre si: falanges proximal, média e distal. O primeiro dedo possui apenas falanges proximal e distal. - Tuberosidade da falange distal - formato arredondado dos dedos Fratura do osso escafóide: O escafóide é o osso carpal fraturado com maior frequência. Muitas vezes a fratura é causada por queda sobre a palma com a mão em abdução e ocorre na parte estreita do osso escafóide . Na palpação, a dor é provocada na tabaqueira anatômica na face lateral do punho, em especial durante a dorsiflexão e a abdução da mão. Radiografias iniciais do punho podem não mostrar fratura; não raro a lesão é (erroneamente) diagnosticada como entorse grave do punho.Radiografias feitas 10 a 14 dias depois mostram a fratura porque houve reabsorção óssea no local Em razão da pequena vascularização da parte proximal do osso escafóide, a consolidação das partes fraturadas leva no mínimo 3 meses. Pode haver necrose avascular do fragmento proximal do osso escafóide(mortepatológica do osso causada pela vascularização inadequada) e consequente doença articular degenerativa do punho. Em alguns casos, é necessário proceder à fusão cirúrgica (artrodese) dos ossos carpais. Fratura do osso hamato: Na fratura do osso hamato pode não haver consolidação das partes ósseas fraturadas em decorrência da tração produzida pelos músculos hipotenares fixados a ele. Por estar próximo do hâmulo do osso hamato, o nervo ulnar pode ser lesado, causando diminuição da força de preensão.Também pode haver lesão da artéria ulnar na fratura do osso hamato. Osteologia do MMII Os membros inferiores são extensões do tronco especializadas para sustentação do peso do corpo, locomoção e manutenção do equilíbrio. Cíngulo Médio Inferior . É um anel ósseo, em forma de bacia, que une a coluna vertebral aos dos fêmures. Têm como função sustentar o peso da parte superior do corpo, transferir o peso do esqueleto axial para o apendicular inferior para ficar em pé e caminhar, proporcionar fixação aos músculos da locomoção e postura, assim como os da parede abdominal. O cíngulo é forte e rígido, ele também protege as vísceras pélvicas e proporciona sustentação, e é responsável pela fixação dos órgãos genitais externos. No indivíduo adulto é formado por três ossos, os ossos do quadril e o sacro. Nas crianças existem três ossos do quadril unidos por cartilagem, na puberdade os ossos ílio, ísquio e púbis se fundem para formar o osso do quadril. Nos cíngulos do membro inferior, as espinhas isquiáticas estendem-se em direção uma à outra, e a distância interespinhal é normalmente a parte mais estreita do canal pélvico (a passagem através da abertura superior da pelve, da pelve menor e da abertura inferior da pelve) através da qual a cabeça do feto precisa passar , mas não é uma distância fixa (ver “Relaxamento dos ligamentos pélvicos e aumento da mobilidade articular na gravidez avançada” neste boxe, mais adiante). Durante um exame pélvico, se os túberes isquiáticos estiverem suficientemente afastados para permitir a entrada de três dedos na vagina um ao lado do outro, oângulo subpúbico é considerado suficientemente largo para permitir a passagem da cabeça de um feto médio a termo. As Fraturas pélvicas A compressão do ântero posterior da pelve ocorre durante acidentes com esmagamento por exemplo, quando um objeto pesado cai sobre a pelve). Esse tipo de traumatismo costuma causar fraturas dos ramos do púbis. Quando a pelve é comprimida lateralmente, os acetábulos e ílios são pressionados em direção uns aos outros e podem ser fraturados. As fraturas do anel pélvico ósseo são quase sempre fraturas múltiplas ou uma fratura associada à luxação. Para ilustrar isso, experimente quebrar um biscoito pretzel em apenas um ponto. Algumas fraturas pélvicas resultam da ruptura do osso pelos fortes ligamentos associados às articulações sacroilíacas. As fraturas pélvicas podem resultar de traumatismo direto dos ossos da pelve, como ocorre durante um acidente automobilístico. Também podem ser causadas por forças transmitidas dos membros inferiores para esses ossos durante quedas de pé . As áreas fracas da pelve, onde as fraturas são frequentes, são os ramos do púbis, os acetábulos (ou a área imediatamente ao redor deles), a região das articulações sacroilíacas e as asas do ílio. As fraturas pélvicas podem causar lesão dos tecidos moles pélvicos, vasos sanguíneos, nervos e órgãos. As fraturas na área pubo-obturadora são relativamente comuns e não raro são complicadas por causa de sua relação com a bexiga urinária e a uretra, que podem se romper ou sofrer lacerações. Quedas de pé ou sobre as nádegas de uma escada alta podem empurrar a cabeça do fêmur através do acetábulo para a cavidade pélvica, lesando vísceras pélvicas, nervos e vasos. Nas pessoas com menos de 17 anos pode haver fratura do acetábulo através da cartilagem trirradiada em suas três partes de desenvolvimento ou ruptura das margens acetabulares ósseas. Ílio: . Acima do Acetábulo - Crista ilíaca - entre as espinhas ilíacas anterossuperior e posterossuperior - Asa do ílio (face glútea - linhas glúteas para fixação dos músculos glúteos e fossa ilíaca) - fixação de músculos - Corpo do ílio - Ajuda a formar o acetábulo - Espinha ilíaca ântero-superior - Espinha ilíaca ântero-inferior - Espinha ilíaca póstero-superior - Espinha ilíaca póstero-inferior - Incisura isquiática maior - Tuberosidade ilíaca - Face auricular - articulação sinovial - Linha arqueada - Eminência Iliopúbica - une o ílio e o púbis Ísquio: . Posterior ao Acetábulo - Espinha isquiática - Incisura isquiática menor - Corpo do ísquio - ajuda a formar o acetábulo - Túber isquiático - Ramo do ísquio - forma parte do forame obturado Púbis: . Anterior ao Acetábulo - Ramo superior do púbis - acetábulo - Ramo inferior do púbis - forame obturado - Tubérculo púbico - Crista obturatória - Linha pectínea do púbis - Face sinfisial - Forame obturado Acetábulo: . É uma cavidade que fica localizada na região medial do osso pélvico e se articula com a cabeça do fêmur - Fossa acetabular - Incisura acetabular - Face semilunar - Limbo (margem) do acetábulo Diferença entre a Pelve Óssea Masculina e Feminina . A pelve platipelóide, ou acentuadamente androide (masculina ou afunilada) é mais comum em homens, porém pode ocorrer em mulheres, sua incidência implica em riscos para o parto vaginal. Pelve Óssea MasculinaFeminina Estrutura Geral Compacta e pesada Delgada e leve Pelve maior Profunda Rasa Pelve menor Estreita e Profunda Larga e rasa, cilíndrica Abertura superior da pele Em forma de coração. estreita Oval e arredondada;larga Arco pubico e ângulo subpúbico Estreitos Largos Fora obturado Redondo Oval Forame obturado Estreitos Largos Acetábulo Grande Pequeno Incisura isquiática maior Estreita V Invertido Quase 90º Graus Fêmur: . É o osso mais longo e pesado do corpo. Seu comprimento corresponde a aproximadamente 25% da altura da pessoa. Na Epífise Proximal: - Cabeça do fêmur - Fóvea da cabeça do fêmur - Colo do fêmur - trapezóide, a parte estreita sustenta a cabeça - Trocânter maior - saliência arredondada - Trocânter menor - Linha intertrocantérica - união dos dois trocânteres - Crista intertrocantérica - Fossa trocantérica Na Diáfise: - Face anterior - Face medial - Face lateral - Margem medial - Margem lateral - Margem posterior - Linha áspera - Tuberosidade glútea - Face poplítea Na Epífise distal: - Côndilo medial - Côndilo lateral - Fossa intercondilar - Epicôndilo lateral - Epicôndilo medial - Face patelar - articula com a patela Introdução sobre Caso de fratura no fêmur: A fratura bilateral simultânea do colo do fêmur é uma entidade rara, frequentemente observada em pacientes com doenças metabólicas, osteomalácia, osteodistrofia renal e após crises epilépticas, choque elétrico ou trauma. Fraturas traumáticas bilaterais e simultâneas do colo do fêmur são ainda mais raras e são poucos os relatos de casos publicados nos quais a fratura ocorreu devido a impacto de baixa energia. Fraturas unilaterais do colo do fêmur são comumente observadas em adultos jovens após lesões de alta energia e em pacientes idosos após lesões de baixa energia. A ocorrência simultânea de fratura bilateral do colo do fêmur após acidentes de trânsito e trauma de alta energia, tais como queda de altura, tem sido relatada na literatura; entretanto, sua associação com lesões de baixa energia, tais como queda em domicílio, é muito rara. Relata-se aqui o caso de uma mulher de 66 anos que sofreu fratura intracapsular bilateral do colo do fêmur após um escorregão acidental e queda em casa (queda doméstica; Figura 1: Radiografia pré-operatória mostra fratura intracapsular bilateral do colo do fêmur. Relato de Caso Uma paciente de 66 anos foi levada ao pronto atendimento após uma queda simples ao pisar em chão escorregadio em casa. Após a queda, ela foi incapaz de ficar de pé sozinha e então levada ao hospital. Ela não apresentava queixas prévias de dor no quadril e se mobilizava bem, sem qualquer ajuda. A paciente era uma mulher ativa e independente, sem comorbidades associadas. O exame clínico revelou membros rodados externamente com dor ao movimento. Foram feitas radiografias que revelaram uma fratura intracapsular do colo do fêmur tipo Pauwell III ( fig. 1 ). Assim, artroplastia total do quadril bilateral cimentada foi planejada após a verificação das condições clínicas da paciente. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-36162017000300363&script=sci_arttext&tlng=pt#f01 A artroplastia total de quadril bilateral cimentada em estágio único foi feita com haste femoral CPT (Zimmer - Warsaw, Estados Unidos) e o copo acetabular ZCA (Zimmer - Warsaw, Estados Unidos) dois dias após a lesão ( Figura 2 ; Figura 3 ). Foi usada abordagem lateral direita, na posição lateral esquerda e direita, alternadamente. Após a cirurgia, a paciente foi mobilizada com carga total com uso de andador no primeiro dia pós-operatório, recebeu alta no quinto dia pós-operatório. Não foram observadas complicações na cicatrização das feridas cirúrgicas; na sexta semana pós-operatória a paciente deambulava de forma independente, sem qualquer auxílio. Nas consultas de seguimento protocolares ao terceiro e sexto mês e um ano pós-operatório, a paciente não apresentou queixas. A pontuação no Harris Hip Score no seguimento de um ano foi de 98, resultado que foi mantido até a última consulta de seguimento, 30 meses após a cirurgia. A figura 4 apresenta as radiografias da pelve aos 30 meses de seguimento. Figura 2: Radiografia anteroposterior pós-operatória após artroplastia cimentada bilateral. Figura 3: Radiografia em perfil pós-operatória após artroplastia cimentada bilateral. Figura 4: Radiografia anteroposterior da pelve aos 30 meses de seguimento. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-36162017000300363&script=sci_arttext&tlng=pt#f02 https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-36162017000300363&script=sci_arttext&tlng=pt#f03 https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-36162017000300363&script=sci_arttext&tlng=pt#f04 Fechamento de Caso A fratura bilateral do colo do fêmur é uma entidade rara, com poucos casos relatados na literatura. Essas fraturas ocorrem principalmente devido a lesões de alto impacto ou queda de altura. As causas não traumáticas incluem insuficiência renal crônica, irradiação pélvica, osteomalácia, gravidez, osteodistrofia renal e uso crônico de esteróides e anticonvulsivantes. Outras causas incomuns incluem crise epiléptica, choque elétrico e terapia eletroconvulsiva. O traumatismo não complexo é uma causa rara de fratura bilateral do colo do fêmur. A literatura apresenta poucos relatos de fratura bilateral do colo do fêmur em pacientes idosos após trauma mínimo. Além disso, é importante obter radiografias da pelve com ambos os quadris na avaliação inicial de cada paciente, especialmente em pacientes idosos e naqueles com comorbidades, de forma a descartar essa entidade rara. Várias modalidades de tratamento têm sido indicadas para tratar tais fraturas. Em pacientes mais jovens, recomenda-se osteossíntese com redução fechada ou aberta e fixação com parafuso canulado; em pacientes idosos, recomenda-se a artroplastia com o tratamento de escolha. Tíbia:. Está na face ântero-medial da perna, quase paralela à fìbula, é o segundo maior osso do corpo Na Epífise Proximal : - Côndilo medial - Côndilo lateral - Face articular superior medial - Face articular superior lateral - Eminência intercondilar - separa as faces articulares - Tubérculo intercondilar medial - Tubérculo intercondilar lateral - Face articular para fíbula - Tuberosidade tibial - fixação do ligamento patelar Na Diáfise: - Face medial - Face lateral - Face posterior - Margem anterior - Margem medial - Margem interóssea - fixação da membrana interóssea que une a tíbia a fíbula - Linha para o músculo sóleo Na Epífise distal: - Maléolo medial - Face articular do maléolo medial - Sulco maleolar - leva ao forame nutrício - artéria principal - Incisura fibular da tíbia - Face articular inferior da tíbia Fíbula: . Se situa póstero lateralmente à tíbia e está fixada firmemente a ela pela sindesmose tibiofibular (inclui a membrana interóssea). Não tem função de sustentação de peso, tendo como principal função a fixação muscular. Na Epífise proximal: - Cabeça da fíbula - Ápice da cabeça da fíbula - Colo da fíbula - Face articular da cabeça da fíbula Na Diáfise: - Margem anterior - Margem medial - Margem interóssea Na Epífise Distal: - Face articular para tíbia - Maléolo lateral - proeminente - Fossa do maléolo lateral Fraturas da tíbia: O corpo da tíbia é mais estreito na junção de seus terços médio e inferior, que é o local mais frequente de fratura. Infelizmente, essa área do osso também tem a menor vascularização. Como sua face anterior é subcutânea, o corpo da tíbia é o local mais comum de uma fratura exposta. As fraturas expostas da tíbia também podem ser causadas por traumatismo direto, uma “fratura por pára-choque” causada quando o pára-choque de um carro bate na perna). A fratura da tíbia através do canal nutrício predispõe o paciente à não consolidação dos fragmentos ósseos em razão da lesão da artéria nutrícia. As fraturas transversais por marcha (estresse) do terço inferior da tíbia são comuns em pessoas que fazem longas caminhadas antes de estarem preparadas para essa atividade. A sobrecarga pode fraturar o córtex anterior da tíbia. A violência indireta aplicada ao corpo da tíbia quando o osso gira com o pé fixo durante uma queda pode causar fratura (quando uma pessoa é derrubada no futebol americano). Além disso, a torção grave ao esquiar pode causar uma fratura diagonal do corpo da tíbia na junção dos terços médio e inferior, além de uma fratura da fíbula. Muitas vezes as fraturas diagonais estão associadas a encurtamento do membro causado por cavalgamento das extremidades fraturadas. Com frequência, durante a prática de esqui, a queda para a frente em alta velocidade, com angulação da perna sobre a bota de esqui rígida, provoca uma fratura transversa baixa do complexo tibiofibular Fraturas das lâminas epifisiais: O centro de ossificação primário da extremidade superior da tíbia aparece logo após o nascimento e se une ao corpo do osso durante a adolescência (geralmente aos 16 a 18 anos de idade). As fraturas da tíbia em crianças são mais graves quando incluem as lâminas epifisiais, porque pode haver risco para o crescimento normal contínuo do osso. A tuberosidade da tíbia geralmente se forma por crescimento ósseo inferior a partir do centro epifisial superior por volta dos 10 anos de idade, mas pode surgir um centro separado para a tuberosidade da tíbia com cerca de 12 anos de idade. A ruptura da lâmina epifisial na tuberosidade da tíbia pode causar inflamação da tuberosidade e dor recorrente crônica durante a adolescência (doença de Osgood-Schlatter), sobretudo em atletas jovens Fraturas da fíbula: As fraturas da fíbula costumam ocorrer de 2 a 6 cm acima da extremidade distal do maléolo lateral e, com frequência,estão associadas a fraturas–luxações da articulação talocrural, que são associadas a fraturas da tíbia. Quando uma pessoa escorrega e há inversão excessiva forçada do pé, os ligamentos do tornozelo se rompem, inclinando vigorosamente o tálus contra o maléolo lateral, podendo arrancá-lo. As fraturas dos maléolos lateral e medial são relativamente comuns em jogadores de futebol e basquete. As fraturas da fíbula podem ser dolorosas por causa da ruptura das inserções musculares. A marcha é comprometida por causa do papel desse osso na estabilidade do tornozelo. Osso do Pé . Tarso . - Tálus - articulação do tornozelo - Calcâneo - calcanhar - Navicular - Cubóide - Cuneiforme medial - Cuneiforme intermédio - Cuneiforme lateral Metatarso . São 5 ossos que formam o médio-pé denominados ossos metatarsais (I a V), partindo a contagem pela parte medial do pé. Falanges . Forma os dedos, parte anterior do pé. Cada dedo apresenta 3 falanges (proximal, média e distal) com exceção do hálux (dedão) que apresenta apenas falanges proximal e distal. Coxa vara e coxa valga O ângulo de inclinação entre o eixo longitudinal do colo do fêmur e o corpo do fêmur varia com a idade, o sexo e o desenvolvimento do fêmur (um defeito congênito na ossificação do colo do fêmur). Também pode modificar-se com qualquer processo patológico que enfraqueça o colo do fêmur (raquitismo). Quando o ângulo de inclinação é reduzido, a condição é denominada coxa vara,quando está aumentado, é denominada coxa valga. O termo “varo” ou “vara”descreve qualquer osso ou articulação de um membro que tenha sofrido deformação que causa desvio distal do elemento (neste caso, o corpo do fêmur em relação ao colo) em direção à linha mediana. Em contrapartida, o termo “valgo” ou “valga” descreve um osso ou articulação em um membro cuja deformação afasta distalmente o elemento da linha mediana. A coxa vara causa leve encurtamento do membro inferior e limita a abdução passiva do quadril. Defeitos Ósseos em Artroplastia Total de Joelho Primária Enxertia Autologa X Cunhas Metálicas: Defeitos segmentares assimétricos são achados frequentes em artroplastias totais de joelho (ATJ) primárias, principalmente no lado tibial. São causadas por gonartrose avançada, produzindo perda óssea posteromedial , no caso de deformidades em varo, ou lateral, no caso de genu valgum . Na prática, o que se observa é que os defeitos do planalto tibial posteromedial, presentes nos casos de deformidade angular em varo, atingem até a periferia da tíbia, produzindo em defeito segmentar. Nas deformidades em valgo, o defeito no planalto lateral geralmente é central, a cortical se mantém íntegra, e a estabilidade é obtida facilmente, apenas com preenchimento do defeito cavitário cm osso moído. Outras possíveis causas de defeito que necessitam atenção especial são seqüelas de fraturas ou osteonecrose. Pequenos defeitos tibiais habitualmente são eliminados no corte ósseo, perpendicular ao eixo mecânico do membro inferior. A altura do nível de corte é baseada no lado não afetado pela deformidade angular, e em geral tem cerca de 10 mm de altura. No caso de joelhos com deformidade em varo, o defeito posteromedial é eliminado se for menor que 10 mm. Alguns defeitos residuais, de até 5 mm de altura, podem ser preenchidos pelo manto de cimento, ou por tecido ósseo autólogo moído, se forem centrais, com bons resultados a longo prazo 12. Entretanto, defeitos maiores necessitam de abordagem diferente, para neutralizar forças de cisalhamento presentes. As opções habituais são: o uso de enxertos ósseos estruturais ou cunhas/blocos metálicos. A opção de fazer o corte da tíbia em nível mais distal, apesar de tentadora, leva a maior incidência de falha do componente tibial, pois o tecido esponjoso é menos denso à medida que se avança distalmente. Durante o planejamento pré-operatório o cirurgião deve estar alerta para a necessidade de correção de defeitos ósseos maiores. O corte tibial é planejado para ser feito a 90º do eixo longitudinal, e a presença de defeitos é detectada. Com isso podemos antever problemas e programar o uso de enxertos estruturais ou cunhas metálicas (Figura 1). Figura 1 (a,b): o adequado planejamento pré-operatório, que inclua radiografia de todo o membro inferior para verificar o eixo mecânico, pode antecipar a necessidade do uso de enxertos ósseos ou aumentos metálicos. Enxertos Ósseos O uso de enxerto ósseo em ATJ tem sido objeto de diversas publicações. É indicado, em forma de osso moído, no preenchimento de defeitos centrais, que não atinjam o osso cortical, e nesse caso seu papel é principalmente restaurar o estoque ósseo, já que a maior parte do apoio do componente tibial se faz no osso periférico. No caso de defeitos segmentares, que incluam a cortical, está indicado quando mais de 40% da área de carga está comprometida e de profundidade acima de 5 mm 10. No caso de ATJ primárias, fragmentos do côndilo femoral ou planalto tibial contralateral são fontes óbvias de enxerto ósseo autólogo, desde que a falha tenha pequenas dimensões (Figura 2). Figura 2: a- radiografia pré-operatória de defeito tibial. Fig 2b- rediografia pós-operatória com enxerto ósseo autólogo, obtido do côndilo femoral Se os defeitos tiverem acima de 15 mm, pode ser optado pelo uso de enxerto ósseo homólogo, obtido de banco, para tratamento do defeito. Cabeças femorais são utilizadas para esse propósito (Figura 3). Fig.3-a – Aspecto clínico do paciente Figura 3: a- aspecto clínico da paciente, mostrando grande deformidade angular dos membros inferiores. b- aspecto intraoperatório mostrando a extensão do defeito tibial posteromedial.no joelho esquerdo e preenchimento com enxerto ósseo homólogo (cabeça femoral), fixado com 2 parafusos. c- aspecto radiográfico pré e pós-operatório com 1 ano de evolução. As desvantagens do uso de enxerto ósseo são: a pequena quantidade disponível de tecido no caso de enxertos autólogos locais, a dificuldade para adaptar o enxerto ao leito subcondral, geralmente bastante esclerótico, e o risco de não ocorrer incorporação. Ainda no caso de tecido homólogo, há a possibilidade de transmissão de doenças e a possibilidade ainda maior do tecido não consolidado (2, 4, 9, 11-13). As técnicas descritas para adaptação do enxerto ao osso hospedeiro incluem a restauração do alinhamento do eixo mecânico do membro inferior, e a preparação adequada do leito receptor até a obtenção de osso sangrante, apropriado para consolidação do enxerto. Outro cuidado a ser tomado é a perfeita adaptação do enxerto ao leito hospedeiro na superfície de apoio da prótese, para evitar a penetração de cimento acrílico na interface, o que pode ser causa de não consolidação. Para esse fim, após fixação do enxerto estrutural, pode-se utilizar tecido ósseo moído para selar a junção. Há variações, contudo, no formato que deve ter o leito ósseo, se deve ser horizontalizado para que o enxerto não sofra forças de cisalhamento, mas apenas compressivas (11,12), ou se deve ficar no seu formato original, em geral ligeiramente oblíquo, o que evitaria o sacrifício de tecido ósseo vivo adicional (2,9). Existem ainda controvérsias na forma de fixação do enxerto ao osso, variando desde osteossíntese rígida com dois parafusos (4,7), não tão sólida com fios de Kirschner (9,11) ou mesmo sem utilização de nenhum material de síntese 9. Os resultados publicados na literatura refletem os eventuais problemas técnicos para restaurar o alinhamento do eixo mecânico e o preparo adequado do leito hospedeiro. Dorre colaboradores 12 relataram sucesso na incorporação de enxerto em 22 joelhos entre 24, sendo que houve pseudoartrose em 2 e colapso do enxerto em um destes pacientes. Windsor e colaboradores 2 defenderam o uso de enxerto ósseo, preferencialmente autólogo, no tratamento de defeitos tibiais diversos, mesmo de grandes dimensões. Aglietti e colaboradores 4 relataram 17 artroplastias com uso de enxerto autólogo, fixado com 1 ou 2 parafusos, tendo obtido consolidação em 14 casos, e em 3 houve união fibrosa, sem que tenha ocorrido necrose ou colapso. Enfatizaram a importância da técnica cuidadosa e alinhamento adequado. Barreto e colaboradores 11 referiram que enxerto ósseo foi necessário em 20 joelhos entre 182 artroplastias primárias, tendo utilizado tecido autólogo em 18 e homólogo em 2 pacientes. Alguns poucos trabalhos relatam o comportamento biológico do enxerto a longo prazo. Parks e Engh 8 examinaram a estrutura histológica de 9 enxertos, de origem autóloga ou homóloga. Os enxertos homólogos estavam integrados e intactos no período pós-operatório médio de 4 meses, mas não revascularizados em sua estrutura total. Os enxertos autólogos mostraram-se totalmente revascularizados. Os autores comentaram que o uso de hastes intramedulares longas possa ter contribuído para o sucesso das operações, por reduzirem o estresse a que os enxertos foram submetidos. Aumentos metálicos - Cunhas e Blocos Do ponto de vista mecânico, o uso de aumentos metálicos é um conceito atraente. Em estudos realizados testando-se as diversas opções de reconstruções em defeitos tibiais, o uso de cimento, associado ou não a parafusos, mostrou-se inadequado quando para suportar cargas mecânicas, e a utilização de próteses feitas sob medida mostrou-se a melhor opção. Contudo, o uso de cunhas metálicas modulares conferiu quase a mesma capacidade de suportar cargas que as próteses custom made , com a vantagem daquelas poderem ser confeccionadas no intraoperatório 5 . Esse achado levou ao desenvolvimento de sistemas de artroplastias que incorporam a possibilidade de adaptar cunhas e blocos metálicos a componentes primários (Figura.4) Figura 4: Emprego de bloco metálico medial no componente tibial em artroplastia total de joelho primária. Radiografias pré e pós-operatórias. Alguns detalhes técnicos devem ser tomados ao utilizarem-se aumentos metálicos: a rotação do componente tibial deve ser cuidadosamente determinada antes do corte adicional de osso subcondral que habitualmente é necessário. A não observação desse cuidado pode levar a implantação em rotação inadequada, cuja correção causa perda óssea adicional, ou a mau alinhamento do aparelho extensor. Outro cuidado a ser lembrado é com relação à cobertura do implante pelo osso tibial, principalmente no lado medial, visto que o corte tibial será feito em um nível distal ao habitual. O bordo do aumento metálico exposto causa irritação no ligamento colateral medial, com dor constante no pós-operatório 10 .O uso de hastes intramedulares associado a cunhas e blocos é discutível, e pode ser necessário caso não se consiga estabilizar o implante de prova apenas com a haste curta habitual. A haste reduz o estresse dos elementos articulares pela redistribuição de carga no canal medular. O resultado do uso de cunhas e blocos metálicos, principalmente no lado tibial, tem sido publicado em diversos artigos. Rand 5 tratou 28 joelhos em 25 pacientes com aumentos metálicos na tíbia, sendo 24 mediais e 4 laterais. O resultado com 2 anos e meio após a operação em média foi excelente em 79% e bom em 21%. Havia linhas radiotransparentes em 13 joelhos, mas não eram progressivas. Pagnano e colaboradores 6 acompanharam os 25 pacientes com 28 joelhos operados que já haviam sido relatados por Rand, e após 5,6 anos de média de segmento pós-operatório, não houve deterioração da interface aumento metálico/prótese ou aumento/prótese/osso com o tempo adicional. Brand e colaboradores 3 recomendaram também o uso de aumentos metálicos no componente tibial. Apesar de encontrarem presença de linhas radiotransparentes em 25% das artroplastias após 3 anos e meio de pós-operatório, constataram que não eram progressivas e não estavam associadas a falhas dos implantes. Sem dúvida, um dos aspectos relevantes no uso de cunhas e blocos metálicos é seu alto custo, o que faz com que a opção por uso de enxerto seja mais atraente em situações em que ambas as soluções possam ser empregadas. O cirurgião, face a um defeito significativo que mereça considerações se deve utilizar aumento metálico ou enxerto ósseo, deve ainda levar em conta a idade e a atividade do seu paciente. Devido a maior possibilidade de ser necessária uma cirurgia de revisão da prótese no futuro em pacientes jovens e ativos, possivelmente a opção de enxertar o defeito possa levar a reconstrução biológica do defeito ósseo, tornando o procedimento futuro mais facilmente solucionável. Referências Bibliográficas : Moore - Anatomia Orientada para a Clínica (8ª Edição) Kenhub - ( https://www.kenhub.com/pt ) Instituto Fuchs - ( https://institutofuchs.com.br ) https://www.kenhub.com/pt https://institutofuchs.com.br/