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PED 01 1 Fonte: NOTA TÉCNICA N° 7/2018-CGSCAM/DAPES/SAS/MS Realizar ecocardiograma Não dar alta até esclarecimento diagnóstico Seguimento neonatal de rotina CARDIOPATIAS CONGÊNITAS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS Triagem neonatal de cardiopatia congênita crítica Oximetria de pulso SpO2 95% Membro superior direito e em um dos membros inferiores TESTE DO CORAÇÃOZINHO ou uma diferença ≥ 3% entre as medidas SpO2 95% e ≠ ≤ 3% Sat02 >95% e ≠ ≤ 3% Sat02 >95% e ≠ ≤ 3% e uma diferença 3% entre as medidas e uma diferença S de D2 e desvio do QRS à esquerda, para além de -45°). Tratamento: correção cirúrgica. Cardiopatia comumente associada à Trissomia do 21! COARCTAÇÃO DA AORTA Fisiopatologia: estreitamento anatômico na aorta. No feto com CoAo o fluxo sanguíneo para a aorta descendente é mantido pelo canal arterial. Caso o recém-nascido tenha uma CoAo dependente do canal, após o seu nascimento e o fechamento do canal arterial, o ventrículo esquerdo fica sob uma grande sobrecarga. Essa sobrecarga do ventrículo esquerdo resulta em falência cardíaca e hipoperfusão sistêmica (choque) Semiologia: diferença de pressão arterial entre os membros superiores e inferiores, podendo inclusive configurar um quadro de hipertensão arterial sistêmica Tratamento: em CoAo crítica, mantê-la aberta através da infusão de prostaglandina PGE1. Tratamento cirúrgico assim que possível. Legenda: bloqueio divisional ântero-superior. Notar QRS estreito, desvio ântero-superior do eixo (QRS - em AVF), com S de DIII > S de DII. Achado comum em pacientes com DSAVT! PED 01 4 CARDIOPATIAS CONGÊNITAS CIANÓTICAS TETRALOGIA DE FALLOT (T4F) Fisiopatologia: 4 alterações cardíacas - obstrução na via de saída do ventrículo direito, CIV, cavalgamento da valva aórtica sobre a CIV e hipertrofia do ventrículo direito. O sangue se desvia da direita para a esquerda através da CIV, resultando em cianose RX de tórax: sinal to tamanco holandês Tratamento: correção cirúrgica do defeito ou procedimento paliativo, indicado, por exemplo, em casos de crise de hipóxia refratária (Blalock-Taussig). ATLAS RESUMO TRANSPOSIÇÃO DAS GRANDES ARTÉRIAS (TGA) Fisiopatologia: comunicação direta da aorta com o ventrículo direito e da artéria pulmonar com o ventrículo esquerdo. O retorno venoso sistêmico está direcionado para a aorta e para a circulação sistêmica, enquanto o retorno venoso pulmonar fica direcionado para a artéria pulmonar e, assim, para o próprio pulmão. Semiologia: cianose precoce e progressiva, 2ª bulha hiperfonética e única no foco pulmonar. RX de tórax: área cardíaca normal ou discretamente aumentada, de forma ovalada (“ovo deitado”). Tratamento: cirurgia de Jatene. Para manter o fluxo sistêmico, manter o canal arterial aberto e uma CIA com bom fluxo. Se necessário, abrir o orifício da CIA pelo procedimento de Rashkind (atriosseptostomia), feito na urgência. Sinal do tamanco holandês, comum no RX de tórax da tetralogia de Fallot. CRISE DE HIPÓXIA - TETRALOGIA DE FALLOT Ocorrem por uma piora da obstrução da via de saída do ventrículo direito. CONDUTAS • Posição genupeitoral para aumentar a resistência vascular periférica; • Administrar oxigênio; • Bôlus de fluido isotônico - 10 a 20 mL/kg para aumentar a pré-carga de VD; • Morfina EV - 0,1 mg/kg, para relaxamento da musculatura da via de saída do VD; • Beta-bloqueadores (propranolol, esmolol) - redução de FC, aumento de enchimento ventricular e do fluxo para a circulação pulmonar • Considerar ECMO ou abordagem de urgência, como shunt aortopulmonar. PED 01 5 Sinal do ovo deitado na TGA. Fonte: Vincent Tatco - https://radiopaedia.org/cases/43062 TRUNCUS ARTERIOSUS Fisiopatologia: existência de apenas uma grande artéria no coração responsável pela circulação sistêmica, pulmonar e coronariana Semiologia: cianose discreta com aumento progressivo. Sopro sistólico em ejeção Tratamento: correção cirúrgica ATRESIA TRICÚSPIDE Fisiopatologia: ausência da valva tricúspide. Isto é, não há qualquer comunicação entre átrio direito e ventrículo direito Semiologia: cianose central, que está presente desde o 1º dia de vida. Tratamento: cirúrgico - sequência univentricular: conexão cavopulmonar parcial (Glenn), seguida da conexão cavopulmonar total (Fontan).