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Paradigma respondente e o modelo de contingências Prof. Me Bruno Garcia Ideias Inicias As classes comportamentais: respondente e operante; Contingência = qualquer relação de dependência entre eventos (comportamentais e ambientais) - enfatiza como a probabilidade de um evento pode ser afetada ou causada por outros eventos; Ex.: Se você fez a tarefa de casa, então pode sair para o recreio; Contingência ≠ Contiguidade Ex.: Relampejou quando abri a janela / O ônibus parou no ponto assim que cheguei. Comportamento Respondente Reflexos inatos; São comportamentos tidos como uma “preparação mínima” que os organismos têm para começar a interagir com seu ambiente e sobreviver; Caráter filogenético; Pode ser compreendido como um relação entre um estímulo (S) e uma resposta (R); Comportamento Respondente Estímulo = É uma parte ou mudança em um aspecto do ambiente; Resposta = É uma mudança no organismo; S R (eliciar) Fogo próximo a mão contração do braço Alimento na boca salivação Martelada no joelho flexão da perna Luz próxima ao olho contração da pupila Intensidade e Magnitude Conceitos fundamentais na observação e mensuração do comportamento; Referem-se ao “quanto de” ou “a força do”; Ex. 1: A força da martelada = intensidade do S; O tamanho da distensão da perna = magnitude da R; • Ex.2: S (calor) = graus Celsius R (suor) = milímetros Propriedades do Reflexo Relações uniformes e constantes entre S e R Lei da intensidade-magnitude: - A intensidade do S é diretamente proporcional a magnitude de R Ex.: + S (calor) + R (suor) Lei do Limiar: - Para todo reflexo, a uma intensidade mínima de S para que a R seja eliciada (valores acima ou abaixo não eliciam) Ex.: S (choque) R (tremor) Propriedades do Reflexo Lei da latência (interval0): - A intensidade do S é inversamente proporcional a latência para a ocorrência de R; Ex.: S (calor) R (suor) Observação: - Além da latência, a intensidade de S é diretamente proporcional a duração da R; Ex.: S (calor) R (suor) Efeitos de eliciações sucessivas Habituação: quando um mesmo S é apresentado várias vezes em curtos intervalos de tempo, na mesma intensidade, observamos um decréscimo na magnitude da R Ex.: S (perfume) R (percepção) Potenciação: quando um mesmo S é apresentado várias vezes em curtos intervalos de tempo, na mesma intensidade, observamos um acréscimo na magnitude da R Ex.: S (ok ou né) R (irritação) Condicionamento Respondente O ser humano tem a capacidade de aprender novos reflexos e reagir de formas diferentes a antigos e novos estímulos; A aprendizagem de novos comportamentos reflexos/respondentes é chamado de condicionamento respondente ou pavloviano; O experimento de Ivan Pavlov (fisiologista russo); O reflexo salivar em cães; O experimento de Pavlov O experimento Sujeito = cachorro Estímulo incondicionado = carne Resposta incondicionada = salivar para carne Estímulo neutro = sino 1 Estímulo condicionado = sino 2 Resposta condicionada = salivar para sino O experimento Carne Salivação Sino -/- Carne + Sino Salivação (emparelhamento) Sino Salivação O experimento de Watson O experimento Barulho Medo Rato -/- Barulho + Rato Medo (emparelhamento) Rato Medo Eventos associados ao condicionamento Generalização respondente: Estímulos que se assemelham fisicamente ao estimulo condicionado podem passar a eliciar a resposta condicionada em questão; Ex.: cachorro = sino / passos Extinção: Perda progressiva do efeito eliciador. Quando o S condicionado é apresentado várias vezes sem o S incondicionado, ocorrerá a extinção Referências MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2018. (Cap. 1 e Cap 2)