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Como era o sistema de crenças e a 
religião dos Maias?
Os Maias possuíam uma rica e complexa tradição religiosa, baseada na crença de que o mundo era 
governado por uma intrincada teia de deuses e forças sobrenaturais. Eles não viam o universo como 
um único plano de existência, mas sim como um cosmos multidimensional, com diferentes níveis de 
realidade interconectados. A interação entre esses planos e as entidades que os habitavam 
influenciava todos os aspectos da vida maia, desde a agricultura e as colheitas até a saúde, a 
guerra, a política e os eventos da corte real.
A religião Maia era politeísta, com uma extensa hierarquia de deuses e deusas, cada um com suas 
responsabilidades específicas na criação e manutenção do cosmos. Itzamná, frequentemente 
considerado o deus criador, ocupava um lugar de destaque, sendo associado à sabedoria, ao 
conhecimento e à magia. Kukulkan, conhecido também como Quetzalcóatl em outras culturas 
mesoamericanas, era o deus da sabedoria, do conhecimento, e da invenção, representando a 
iluminação espiritual. Hunab Ku, uma força cósmica superior, era frequentemente vista como a fonte 
de toda a energia e a força criadora que governava todo o universo. Além desses, existia uma 
miríade de divindades menores, associadas a fenômenos naturais, aspectos da vida humana e 
atividades específicas.
O calendário Maia: Era muito mais do que um simples sistema de contagem de tempo; era um 
intrincado sistema religioso e astronômico que servia para prever eventos importantes, como 
eclipses solares e lunares, estações do ano, momentos propícios para plantações e colheitas, e 
até mesmo para prever eventos significativos na vida humana e do reino. Sua complexidade e 
precisão são surpreendentes, demonstrando um conhecimento avançado de astronomia.
A astrologia: Desempenhou um papel fundamental nas práticas religiosas maias. Sacerdotes 
altamente especializados observavam o céu noturno, interpretando o movimento das estrelas e 
dos planetas para determinar os momentos mais propícios para realizar rituais, festivais, guerras 
e até mesmo para tomadas de decisões políticas. A posição dos astros influenciava diretamente 
a vida cotidiana.
O ciclo da vida, morte e ressurreição: A crença na vida após a morte e na ressurreição estava 
profundamente enraizada na religião maia. Ritualmente, os Maias praticavam o sacrifício 
humano, não como um ato de crueldade gratuita, mas como uma forma de honrar e apaziguar os 
deuses, assegurando a fertilidade da terra, a abundância das colheitas e a prosperidade do 
reino. Acreditava-se que o sacrifício alimentava os deuses e mantinha o equilíbrio cósmico.
Influência na sociedade: A religião Maia influenciou profundamente todos os aspectos da vida 
social e política da civilização. Os sacerdotes, detentores do conhecimento sagrado e da 
capacidade de interpretar os sinais divinos, desempenhavam um papel fundamental na 
organização da sociedade, na tomada de decisões políticas, no planejamento do calendário 
agrícola e na condução de importantes rituais e festivais. Sua influência era imensa.
A religião Maia era uma força unificadora e vital na sociedade, permeando todos os aspectos da 
vida e contribuindo para a construção de uma rica e complexa cultura.

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