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Febre Maculosa
Brasileira
No Brasil, a febre maculosa brasileira causada pela bactéria
Rickettsia rickettsii é a riquetsiose mais prevalente e
reconhecida. 
No entanto, recentemente novas riquetsioses também
causadoras de quadros clínicos da "febre maculosa" têm sido
confirmadas em diversas regiões do país. 
Febre Maculosa (FMB)
Zoonose
De acordo com a portaria GM/MS Nº 217, DE 1º DE MARÇO DE 2023 doença de
notificação compulsória imediata- deve ser realizada pelo profissional de saúde
ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao
paciente, em até 24 (vinte e quatro) horas desse
atendimento, pelo meio mais rápido disponível
SINANWEB - Febre Maculosa
(saude.gov.br)
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0217_02_03_2023.html
Agente Etiológico e
Vetores
Agente
Etiológico
A febre maculosa é
causada por bactérias
gram-negativas
intracelulares
obrigatórias, como a
Rickettsia rickettsii e a
Rickettsia sp. cepa Mata
Atlântica.
Vetores
Os principais vetores e
reservatórios no Brasil são os
carrapatos do gênero
Amblyomma, como o A.
sculptum, A. aureolatum e A.
ovale. 
Equídeos, roedores como a
capivara e marsupiais como o
gambá também participam
do ciclo de transmissão.
Transmissão
Nos humanos, a febre
maculosa é adquirida pela
picada de carrapatos
infectados. 
A febre maculosa (FM) é uma doença infecciosa aguda
zoonótica transmitida pela picada (saliva) de carrapatos infectados
com bactérias do gênero Rickettsia, intracelulares obrigatórios.
• Os principais carrapatos transmissores:
Amblyomma ovale, A. sculptum, A. aureolatum
As principais espécies de Bactérias Riquétsias estão associadas
a quadros clínicos da Febre Maculosa:
• Rickettsia rickettsii (PATÓGENO). Sendo transmitida pelo
carrapato Amblyomma sculptum e Amblyomma
aureolatum (VETOR). Associado a forma mais grave da
doença no humano.
1) Amblyomma ovale (SC, Litoral Paraná e SP) - (carrapato do cão) - Ricketsia parkeri
(são necessárias de 6 a 8h para transmitir)
Amblyomma aureolatum - Ricketsia rickettssi 
Associado a forma mais grave no humano. 
Cão doméstico faz o papel de amplificador da bactéria 
(10min de contato do carrapato com o humano são suficientes para 
transmitir a doença ao humano)
cão evolui para cura espontanea (infecção benigna no cão)
Amblyomma sculptum - carrapato estrela (antiga denominação Amblyomma
cajennense) 
Outono e inverno são os momentos que este carrapato espera para se alimentar do seu
hospedeiro - Capivara é o principal hospedeiro e o principal amplificador da doença -
Ricketsia rickettsii - 
Larvas e ninfas que transmitem a doença para os humanos... Pico de Transmissão da
Doença FMB é no inverno (julho-agosto e setembro) para a espécie 3. 
Associado a forma mais grave no humano.
Manifestações Clínicas
1 Início Abrupto
O início da febre maculosa é abrupto, com sintomas inespecíficos como febre alta,
cefaleia, mialgia intensa e mal-estar geral.
2 Exantema
Entre o segundo e o sexto dia, surge o exantema máculo-papular, de evolução
centrípeta e predomínio nos membros inferiores. Pode acometer palmas e plantas em
50-80% dos casos.
3 Casos Graves
Nos casos graves, o exantema se transforma em petequial e hemorrágico, com
equimoses, sufusões e, em alguns casos, necrose. Podem ocorrer edema,
hepatoesplenomegalia, insuficiência renal, manifestações pulmonares e neurológicas
graves.
Diagnóstico Laboratorial
1 Reação de
Imunofluorescência
Indireta (RIFI)
O método sorológico
mais utilizado, com
detecção de anticorpos
a partir do 7º-10º dia
de doença. Aumento de
4 vezes nos títulos de
IgG em amostras
pareadas confirma o
diagnóstico.
Diagnóstico Laboratorial
2 Pesquisa Direta
da Riquétsia
Imuno-histoquímica em
lesões de pele, PCR em
amostras de sangue,
coágulos ou tecidos, e
isolamento em cultura
são métodos diretos de
diagnóstico.
3 Exames
Complementares
Hemograma, enzimas
(CK, LDH,
aminotransferases) e
bilirrubinas auxiliam no
diagnóstico, com
achados como anemia,
plaquetopenia e
aumento de marcadores
inflamatórios.
Enzimas
Creatinoquinase (CK), desidrogenase
lática (LDH), aminotransferases
(ALT/TGP e AST/TGO) e bilirrubinas
(BT) estão geralmente aumentadas.
Tratamento
Antimicrobiano de Escolha
A doxiciclina é o antimicrobiano de escolha
para o tratamento de todos os casos
suspeitos de febre maculosa,
independentemente da idade ou gravidade.
O cloranfenicol é uma alternativa quando a
doxiciclina não pode ser utilizada.
Início Precoce
O sucesso do tratamento está diretamente
relacionado à precocidade da introdução da
terapia específica. Quando iniciada nos
primeiros 5 dias, a febre tende a
desaparecer em 24-72 horas e a evolução é
benigna.
Duração do Tratamento
O tratamento é realizado rotineiramente por
7 dias, devendo ser mantido por 3 dias após
o término da febre.
Não Recomendado
Não é recomendada a antibioticoterapia
profilática para indivíduos assintomáticos
picados por carrapatos, pois pode prolongar
o período de incubação da doença.
Características Epidemiológicas
Distribuição
Geográfica
A febre maculosa tem
sido registrada em
diversas regiões do
Brasil, com maior
concentração nas
regiões Sudeste e Sul.
Sazonalidade
O período de maior
incidência é em
outubro, quando se
observa maior
densidade de ninfas
de carrapatos,
podendo variar de
região para região.
Grupos
Afetados
A doença acomete
principalmente a
população
economicamente
ativa (20-49 anos),
com 10% dos casos
em crianças menores
de 9 anos.
Agentes
Etiológicos
A Rickettsia rickettsii é
o agente mais
frequente, embora
existam outras
espécies de riquétsias
associadas à doença.
Vigilância Epidemiológica
Detecção Precoce
Detectar e tratar precocemente os casos suspeitos, visando reduzir a letalidade.
Investigação e
Controle
Investigar e controlar surtos, mediante adoção de medidas de controle.
Conhecer a
Distribuição
Conhecer a distribuição da doença, segundo lugar, tempo e pessoa.
Definição de Caso
Caso Suspeito
Indivíduo com febre súbita,
cefaleia, mialgia e histórico
de picada de carrapato,
contato com animais ou
frequência em áreas de
transmissão.
Caso Confirmado
Indivíduo com critério
laboratorial (RIFI, imuno-
histoquímica, PCR ou
isolamento) ou clínico-
epidemiológico (óbito com
sinais e sintomas
compatíveis).
Caso Descartado
Caso suspeito com
diagnóstico confirmado para
outra doença ou sem dados
suficientes para confirmar o
diagnóstico de febre
maculosa.
Notificação e Investigação
1 Notificação
Compulsória
Todo caso suspeito de febre maculosa deve ser notificado imediatamente, pois
um caso pode significar a existência de um surto.
2 Investigação
Imediata
A investigação deve ser iniciada logo após a notificação, para permitir a adoção
oportuna de medidas de controle e prevenção.
3 Coleta de Dados
A Ficha de Investigação da Febre Maculosa deve ser preenchida com
informações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais.
Prevenção e
Controle
Medidas Individuais - Evitar áreas com alta infestação de
carrapatos
- Usar roupas claras e cobertura corporal
- Aplicar repelentes em pele exposta
- Realizar inspeção corporal após atividades
em áreas de risco
Medidas Comunitárias - Controle de carrapatos em áreas de risco
- Educação em saúde sobre a doença
- Vigilância epidemiológica e ambiental
- Tratamento precoce de casos suspeitos
Leishmaniose Visceral: 
Uma Doença
Desafiadora
Etiologia da Leishmaniose
Visceral
Parasitas
Tripanossomatídeos
A leishmaniose visceral é causada
por protozoários do gênero
Leishmania, sendo a Leishmania
(Leishmania infantum) - sin chagasi -
a espécie mais comum nas
Américas.
2 Reservatórios Urbanos e
Silvestres
O cão é o principal reservatório
urbano, enquanto raposas e
marsupiais são os reservatórios
silvestres.
3 Vetores
Flebotomíneos
Os insetos transmissores são os flebotomíneos, sendo a Lutzomyia longipalpis a
principal espécie vetora no Brasil.
1
Epidemiologia da Leishmaniose
Visceral
TransmissãoA transmissão ocorre pela
picada de flebotomíneos
infectados com a L. (L.)
chagasi. Não há transmissão
de pessoa a pessoa.
O período de incubação varia
de 10 dias a 24 meses no
homem, e de 3 meses a vários
anos no cão.
Suscetibilidade
Crianças e idosos são mais
suscetíveis à leishmaniose
visceral. Após a infecção,
alguns indivíduos
desenvolvem imunidade,
enquanto outros podem
apresentar a doença em
casos de imunossupressão.
Vigilância
Epidemiológica
A leishmaniose visceral é de
notificação compulsória. A
vigilância epidemiológica
envolve a classificação de
áreas de transmissão,
investigação de casos
suspeitos e monitoramento
de reservatórios e vetores.
flagelada ou promastigota (Fig. 4), encontrada no tubo digestivo do inseto vetor e 
outra aflagelada ou amastigota (Fig. 5) nos tecidos dos vertebrados. 
Manifestações Clínicas da
Leishmaniose Visceral
Febre Prolongada
A leishmaniose visceral é caracterizada
por febre de longa duração,
acompanhada de perda de peso,
astenia, adinamia e
hepatoesplenomegalia.
2 Complicações
Podem ocorrer complicações como
otite, piodermites, infecções urinárias e
respiratórias, hemorragias e quadros
sépticos, que podem levar à evolução
fatal se não tratados.
3Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de
exames clínicos, sorológicos e
parasitológicos, sendo a identificação
do parasito no material biológico o
padrão-ouro.
1
Tratamento da Leishmaniose
Visceral
Tratamento em
Humanos
O antimoniato de N-metil glucamina é o
fármaco de primeira escolha, sendo a
anfotericina B lipossomal indicada em casos
de contraindicação ou toxicidade aos
antimoniais.
Tratamento em
Cães
A miltefosina (Milteforan) é o único produto
autorizado no Brasil para o tratamento da
leishmaniose visceral canina, embora o
tratamento não seja uma medida de saúde
pública.
Critérios de Cura
A cura é avaliada principalmente por critérios
clínicos, como desaparecimento da febre,
redução da hepatoesplenomegalia e melhora
dos parâmetros hematológicos.
Seguimento
O seguimento do paciente tratado deve ser
feito aos 3, 6 e 12 meses após o tratamento,
sendo considerado curado ao final desse
período.
Vigilância Epidemiológica da
Leishmaniose Visceral
Definição de Caso
A definição de caso suspeito, confirmado e infecção é fundamental para a
vigilância epidemiológica.
Notificação
A leishmaniose visceral é de notificação compulsória, devendo todo caso
suspeito ser notificado e investigado.
Classificação de
Áreas
Os municípios são classificados de acordo com a presença de transmissão,
vulnerabilidade e receptividade para a leishmaniose visceral.
Vigilância Entomológica da
Leishmaniose Visceral
Investigação
Entomológica
Verificar a presença de
flebotomíneos vetores, como
Lutzomyia longipalpis e
Lutzomyia cruzi, em áreas com
novos casos ou surtos.
Monitoramento
Entomológico
Conhecer a distribuição
sazonal e a abundância relativa
das espécies vetoras, para
direcionar as medidas de
controle.
Objetivos
Levantar informações
quantitativas e qualitativas
sobre os flebotomíneos
transmissores da leishmaniose
visceral.
Vigilância no Reservatório
Canino
Caso Canino
Suspeito
Cães com manifestações
clínicas compatíveis, como
febre, apatia, emagrecimento e
lesões de pele.
Caso Canino
Confirmado
Cães com testes sorológicos
reagentes ou exames
parasitológicos positivos para
Leishmania infantum.
Ações de Vigilância
Alertar a população, realizar
inquéritos sorológicos e
implementar medidas de
controle do vetor.
Prevenção e Controle da Leishmaniose
Visceral
Medidas Individuais Uso de repelentes, telas em janelas e portas,
eliminação de criadouros do vetor.
Medidas Coletivas Controle químico do vetor, ações de limpeza
urbana, educação em saúde.
Vigilância Epidemiológica Notificação de casos, investigação de focos,
monitoramento de reservatórios e vetores.
Tratamento de Casos Terapêutica adequada em humanos e cães,
seguimento dos pacientes tratados.
Não há indicação do controle químico para ambiente silvestre
Desafios e Perspectivas
Desafios
A leishmaniose visceral é uma doença
complexa, com múltiplos fatores envolvidos
na sua transmissão, o que torna o seu
controle um grande desafio para a saúde
pública.
Pesquisa e Inovação
Investimentos em pesquisa e
desenvolvimento de novas ferramentas de
diagnóstico, tratamento e controle são
essenciais para o enfrentamento da doença.
Integração de
Ações
A articulação entre os setores de saúde, meio
ambiente e vigilância é fundamental para uma
abordagem efetiva na prevenção e controle
da leishmaniose visceral.
Educação e
Conscientização
A sensibilização da população e dos
profissionais de saúde sobre a doença e suas
formas de prevenção é crucial para o sucesso
das ações de controle.
Leishmaniose
Tegumentar
A leishmaniose tegumentar é uma doença infecciosa, não
contagiosa, causada por um protozoário e transmitida
por insetos vetores. Ela pode afetar a pele e as mucosas,
apresentando diferentes manifestações clínicas.
Etiologia
A leishmaniose tegumentar é causada por protozoários do gênero Leishmania. No
Brasil, foram identificadas sete espécies, sendo seis do subgênero Viannia e uma do
subgênero Leishmania. As três principais espécies são a Leishmania (Leishmania)
amazonensis, a Leishmania (Viannia) guyanensis e a Leishmania (Viannia) braziliensis.
Epidemiologia
Reservatórios
Várias espécies de animais silvestres, sinantrópicos e domésticos
podem ser infectados pelas leishmânias, mas seu papel na
manutenção do parasito no ambiente ainda não está totalmente
esclarecido.
2 Vetores
Os vetores da leishmaniose tegumentar são insetos flebotomíneos,
pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, subfamília
Phlebotominae, gênero Lutzomyia. As principais espécies envolvidas na
transmissão no Brasil são a Lutzomyia whitmani, Lu. intermedia, Lu.
umbratilis, Lu. wellcomei, Lu. flaviscutellata e Lu. migonei.
3 Transmissão
A transmissão ocorre por meio da picada de fêmeas de
flebotomíneos infectadas. Não há transmissão de pessoa a pessoa.
1
Manifestações Clínicas
Leishmaniose
Cutânea
A forma cutânea se
manifesta com lesões
únicas, múltiplas,
disseminadas ou difusas. A
úlcera típica é geralmente
indolor, com bordas bem
delimitadas e elevadas,
fundo avermelhado e
granulações grosseiras.
Leishmaniose Mucosa
A forma mucosa se
caracteriza pela presença de
lesões destrutivas
localizadas na mucosa, em
geral nas vias aéreas
superiores. Pode levar a
complicações como rinite
purulenta, sinusite e
broncopneumonia.
Complicações
Infecções secundárias,
eczema de contato,
dificuldade na deglutição,
perda auditiva, miíase e
meningite são algumas das
possíveis complicações da
leishmaniose tegumentar.
Diagnóstico
Clínico-
Epidemiológico
O diagnóstico presuntivo pode ser
baseado em critérios clínicos e
epidemiológicos, mas deve ser
complementado por métodos
laboratoriais.
2 Parasitológico
A demonstração direta do parasito, o
isolamento em cultivo in vitro ou in vivo
são os principais métodos
parasitológicos.
3 Molecular
A reação em cadeia da polimerase (PCR)
é um método considerado de alta
sensibilidade e especificidade.
4 Imunológico
A intradermo reação de Montenegro
(IDRM) é um dos métodos imunológicos
utilizados.
Tratamento
Formas Clínicas
O tratamento é indicado de acordo com a
forma clínica da leishmaniose tegumentar,
com o apoio do diagnóstico laboratorial.
Medicamentos
Os medicamentos de primeira escolha são
o antimoniato de meglumina e o isetionato
de pentamidina, dependendo da forma
clínica e da região.
Acompanhamento
Após o tratamento, os pacientes devem ser
acompanhados regularmente para
avaliação da resposta e detecção de
possível recidiva.
Critérios de Cura
O critério de cura é clínico, com
acompanhamento por 12 meses para
verificação da resposta terapêutica.
Vigilância
Epidemiológica
Objetivos
Reduzir a morbidade, as
deformidades e os óbitos por
leishmaniose tegumentar, por
meio de ações de diagnóstico,
tratamento, vigilância
epidemiológica e
entomológica.
Definição de Caso
Os casos suspeitos são
definidospor critérios clínicos
e epidemiológicos, enquanto
a confirmação requer critérios
clínico-laboratoriais ou clínico-
epidemiológicos.
Classificação
Epidemiológica
Os municípios são
classificados de acordo com a
presença de transmissão,
vulnerabilidade e
receptividade, para orientar
as ações de vigilância.
Vigilância
Entomológica
Monitoramento
O monitoramento
das espécies de
flebotomíneos é
importante para
identificar alterações
de comportamento e
estabelecer curvas
de sazonalidade.
Espécies Vetoras
As principais
espécies de
flebotomíneos
envolvidas na
transmissão da
leishmaniose
tegumentar no Brasil
são Lutzomyia
whitmani, Lu.
intermedia, Lu.
umbratilis, entre
outras.
Áreas de
Transmissão
O monitoramento
entomológico é
indicado para áreas
com transmissão
média, alta, intensa e
muito intensa de
leishmaniose
tegumentar.
Controle Químico
O controle químico
com inseticidas de
ação residual é
recomendado em
algumas situações,
como surtos ou áreas
com transmissão
recente.
Prevenção e Controle
Medidas Individuais
Uso de repelentes, mosquiteiros, evitar exposição em horários de
atividade do vetor e manter animais domésticos distantes do
intradomicílio.
Manejo Ambiental
Limpeza de quintais, poda de árvores, destinação adequada do lixo
orgânico e manutenção de abrigos de animais domésticos.
Controle Químico
Aplicação de inseticidas de ação residual em áreas com ocorrência
recente de casos ou transmissão ativa.
Considerações Finais
Complexidade Epidemiológica A leishmaniose tegumentar apresenta
diversidade de agentes, reservatórios e
vetores, o que torna o seu controle um
desafio.
Estratégias Flexíveis As estratégias de controle devem ser
adaptadas a cada região ou foco,
considerando os aspectos epidemiológicos e
determinantes locais.
Vigilância Integrada A vigilância epidemiológica, entomológica e
de reservatórios é fundamental para
orientar as ações de prevenção e controle.
Educação em Saúde A promoção de ações de educação em
saúde e mobilização social são importantes
para a prevenção da leishmaniose
tegumentar.
Doença de Chagas
A doença de Chagas é uma antropozoonose de
elevada prevalência e expressiva morbimortalidade,
também conhecida como tripanossomíase
americana. 
Apresenta curso clínico bifásico, com uma fase
aguda e uma fase crônica que pode se manifestar
de diversas formas.
Etiologia e
Epidemiologia
Etiologia
O agente causador é o
protozoário flagelado
Trypanosoma cruzi.
Reservatórios
Centenas de espécies de
mamíferos silvestres,
domésticos e sinantrópicos
podem ser reservatórios, como
quatis, gambás e tatus.
Algumas espécies de morcegos
também podem atuar como
reservatórios.
Vetores
Os insetos da subfamília Triatominae, conhecidos como
barbeiros, são os principais vetores da doença de Chagas.
Modos de
Transmissão
Vetorial
Ocorre pelo contato do homem com as excretas contaminadas dos
triatomíneos durante a alimentação.
2 Vertical
Pode ocorrer durante a gestação ou no momento do parto, pela via
transplacentária.
3 Oral
Pela ingestão de alimentos contaminados acidentalmente com triatomíneos
ou suas fezes infectadas.
1
Sinais Clínicos
Fase Aguda
Caracterizada por febre
constante, miocardite,
pericardite, insuficiência
cardíaca e outros sintomas.
Pode evoluir para a fase
crônica ou, em casos graves,
para o óbito.
Fase Crônica
Pode apresentar-se de forma
indeterminada, cardíaca,
digestiva ou cardiodigestiva.
A forma cardíaca é a mais
grave, evoluindo para
miocardiopatia dilatada e
insuficiência cardíaca.
Transmissão Oral
Nos casos de transmissão
oral, os sintomas tendem a
ser mais graves, com maior
incidência de manifestações
gastrointestinais, como
hemorragia digestiva e
hepatite.
Diagnóstico
Laboratorial
Fase Aguda
O diagnóstico é feito por métodos
parasitológicos diretos, como a pesquisa a
fresco de tripanossomatídeos e métodos de
concentração. Métodos sorológicos também
podem ser utilizados.
Fase Crônica
O diagnóstico é essencialmente sorológico,
utilizando-se testes com alta sensibilidade e
especificidade, como ELISA, IFI e
hemaglutinação indireta.
Recém-Nascidos
O exame parasitológico do recém-nascido de
mãe sororreagente deve ser realizado
prioritariamente nos 10 primeiros dias de
vida.
Reativação
Em casos de reativação da doença, podem
ser empregados métodos parasitológicos
diretos para o diagnóstico.
Tratamento
Tratamento
Específico
O benznidazol é o fármaco de primeira escolha. O nifurtimox pode ser
utilizado como alternativa em casos de intolerância ou que não respondam
ao tratamento com benznidazol.
2 Critérios de Cura
Não existem critérios clínicos que possibilitem definir com exatidão a cura
de pacientes com doença de Chagas. A cura é definida pela negativação
sorológica.
Vigilância
Epidemiológica
Objetivos
Investigar casos agudos, monitorar a
infecção na população, manter
eliminada a transmissão vetorial por
Triatoma infestans e controlar
outras espécies importantes.
2 Definição de Caso
Caso suspeito de doença de Chagas
aguda inclui recém-nascidos de
mães infectadas, indivíduos com
sinais de porta de entrada e pessoas
com sintomas compatíveis.
3 Notificação
A ocorrência de casos suspeitos de doença de Chagas aguda requer imediata
notificação para os municípios e estados.
A ocorrência de casos suspeitos de DCA requer imediata
notificação para municípios e estados (até 24 horas 
após a suspeição).
1
Reservatórios e
Vetores
Reservatórios
Mamíferos
Centenas de espécies de
mamíferos silvestres,
domésticos e
sinantrópicos podem ser
reservatórios, como
quatis, gambás e tatus.
Esses animais se
aproximam de casas no
meio rural e na periferia
das cidades.
Vetores
Triatomíneos
Os insetos da subfamília
Triatominae, conhecidos
como barbeiros, são os
principais vetores da
doença de Chagas. T. cruzi.
Algumas espécies como
Triatoma brasiliensis,
Panstrongylus megistus e
Triatoma sordida têm se
tornado mais importantes.
Dispersão dos
Vetores
A introdução de
materiais com ovos de
triatomíneos aderidos,
como folhas de
palmeiras e lenha, pode
favorecer a colonização
desses insetos em
novos ambientes.
 Tanto os machos quanto as fêmeas são
hematófagos, em todas as fases de seu 
desenvolvimento.
Triatoma infestans
Transmissão Oral
Surtos por Transmissão
Oral
Os surtos de doença de Chagas por
transmissão oral geralmente estão
associados à ingestão de alimentos
contaminados acidentalmente com
triatomíneos ou suas fezes infectadas.
Sintomas Graves
Nos casos de transmissão oral, os
sintomas tendem a ser mais graves,
com maior incidência de
manifestações gastrointestinais, como
hemorragia digestiva e hepatite.
Morbimortalidade Elevada
A morbimortalidade é mais elevada na transmissão oral da doença de Chagas em
comparação com a transmissão vetorial.
Diagnóstico
Diferencial
Fase Aguda
Na fase aguda, deve-se
considerar o diagnóstico
diferencial com doenças
como leishmaniose visceral,
malária, dengue, febre tifoide,
toxoplasmose, entre outras.
Fase Crônica
Na fase crônica, o diagnóstico
diferencial deve incluir
condições como acalasia
primária idiopática,
amiloidose, sarcoidose,
neurofibrimatose,
gastrenterite eosinofílica,
entre outras.
Importância do
Diagnóstico
O diagnóstico diferencial é
essencial para evitar erros e
atrasos no tratamento
adequado da doença de
Chagas.
Complexo
Teníase-
Cisticercose
O complexo teníase-cisticercose é causado por duas espécies
de cestódeos, a Taenia solium e a Taenia saginata, em
diferentes estágios de seu ciclo de vida. 
A teníase é a infecção pelo verme adulto no intestino
humano, enquanto a cisticercose é a infecção pelos
cisticercos, a forma larval, nos tecidos do hospedeiro
intermediário, que pode ser o ser humano ou o animal.
Etiologia
Taenia saginata
A tênia adulta mede de 5 a 8 metros de
comprimento, com segmentos grávidos de 16
a 20 mm de comprimento e 4 a 7 mm de
largura. O cisticerco maduro, C. bovis, é
branco-acinzentado, oval e mede de 0,5 a 1,0
cm de comprimento e 0,5 cm de largura.
Taenia solium
A tênia adulta mede de 3 a 5 metros de
comprimento, com segmentosgrávidos de 10
a 12 mm de comprimento e 5 a 6 mm de
largura. O cisticerco mais comum é o cisticerco
celuloso, que apresenta uma vesícula
preenchida com líquido, de 0,5 a 1,5 cm de
comprimento, com o escólex invaginado.
ingestão do cisticerco
(larva) presente na
musculatura do bovino
ingestão do cisticerco
presente na musculatura do
suíno
Epidemiologia
Reservatório
O homem é o único hospedeiro
definitivo da forma adulta da
Taenia solium e da Taenia
saginata. O suíno é o hospedeiro
intermediário da T. solium, e o
bovino é o hospedeiro
intermediário da T. saginata.
2 Transmissão
A teníase é adquirida pela
ingestão de carne bovina ou
suína mal cozida, contendo
as larvas. 
A cisticercose humana
ocorre pela ingestão
acidental de ovos de T.
solium.
3Incubação e
Transmissibilidade
O período de incubação da
cisticercose varia de 15 dias a
anos, enquanto na teníase é de
cerca de 3 meses. Os ovos das
tênias permanecem viáveis por
vários meses no ambiente.
1
A cisticercose humana por 
ingestão de ovos de T. saginata não
ocorre ou é extremamente rara
Epidemiologia
Epidemiologia
Patologia
Taenia saginata
O cisticerco maduro, Cysticercus bovis, é
encapsulado pelo hospedeiro bovino em
uma fina cápsula fibrosa. Quando
morrem, são substituídos por massa
friável caseosa, que pode se tornar
calcificada.
Taenia solium
A forma mais comum é o Cysticercus
cellulosae, com vesícula preenchida por
líquido e escólex invaginado. A forma
racemosa, sem escólex evidente, pode
atingir grandes dimensões e causar
danos no sistema nervoso central.
Sinais Clínicos
Neurocisticercose
As manifestações clínicas
dependem do tipo morfológico,
número, localização e fase de
desenvolvimento dos cisticercos,
além das reações imunológicas.
As mais frequentes são crises
epilépticas, síndrome de
hipertensão intracraniana,
meningite cisticercótica e
distúrbios psíquicos.
2 Complicações
Da teníase: obstrução do
apêndice, colédoco e duto
pancreático. Da
cisticercose: deficiência
visual, loucura, epilepsia,
entre outros.
1
Diagnóstico e
Tratamento
Diagnóstico
Humano
O diagnóstico é clínico,
epidemiológico e laboratorial. Os
estudos sorológicos e os exames de
imagem, como tomografia
computadorizada e ressonância
magnética, confirmam o diagnóstico
da neurocisticercose. A biópsia de
tecidos também pode identificar a
larva.
Diagnóstico
Animal
O diagnóstico em animais se baseia
em testes imunológicos, como o
ELISA, e no exame
anatomopatológico post mortem,
que é essencial para a identificação
da cisticercose e o sucesso dos
programas de prevenção da teníase
humana.
O tratamento da teníase
poderá ser feito através
das drogas: mebendazol,
niclosamida ou
clorossalicilamida, 
praziquantel, albendazol. 
Praziquantel e
albendazol têm sido
considerados eficazes
na terapêutica
etiológica da 
neurocisticercose
Prevenção e
Controle
Inspeção de
Carnes
A inspeção rigorosa
de carnes bovinas e
suínas é
fundamental para a
detecção de
cisticercos e a
prevenção da
teníase humana.
Saneamento
Básico
Melhorias no
saneamento básico,
como tratamento
adequado de esgoto
e abastecimento de
água potável, ajudam
a interromper o ciclo
de transmissão.
Educação em
Saúde
Ações de educação em
saúde pública são
essenciais para
conscientizar a
população sobre a
importância do
consumo de carnes
bem cozidas e da
higiene pessoal.
Cuidados na Suinocultura:
Impedir o acesso do suíno às
fezes humanas, à água e
alimentos contaminados com 
material fecal. Essa é a forma
de evitar a cisticercose suína.
Impacto na Saúde
Pública
Carga Global
O complexo teníase-
cisticercose representa
uma importante carga de
doença, especialmente em
países em
desenvolvimento, com
elevados custos
econômicos e impacto na
qualidade de vida dos
pacientes.
2 Gravidade
A neurocisticercose,
forma mais grave
da doença,
apresenta alto
coeficiente de
letalidade, variando
de 16,4% a 25,9%
em diferentes
serviços.
3 Desafios
O controle da
teníase-cisticercose
enfrenta desafios
como a falta de
saneamento básico,
a inspeção
inadequada de
carnes e a
dificuldade de
diagnóstico precoce.
Avanços e
Perspectivas
Diagnóstico
Aprimorado
Novos testes sorológicos e
de imagem, como a
ressonância magnética,
têm melhorado a detecção
precoce da
neurocisticercose.
Vacinas
Promissoras
O desenvolvimento de
vacinas contra a
cisticercose em animais e
humanos pode ser uma
estratégia eficaz para o
controle da doença.
Abordagem
Integrada
A adoção de medidas
integradas, envolvendo
saúde pública, vigilância
epidemiológica e
inspeção sanitária, é
essencial para o controle
da teníase-cisticercose.
Conclusão
Complexidade do
Problema
O complexo teníase-cisticercose
envolve múltiplos fatores, desde a
biologia dos parasitas até as condições
socioeconômicas e de saúde pública, o
que torna seu controle um desafio
complexo.
Necessidade de Ações
Integradas
O enfrentamento efetivo dessa zoonose
requer a adoção de medidas integradas,
envolvendo diferentes setores e níveis de
governo, para interromper a cadeia de
transmissão e reduzir o impacto na saúde
pública.
IN50 - Cisticercose Suína requer notificação mensal

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