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TRIPANOSOMOSE 
Dra Bianca Arnone
Taxonomia 
•Classe – Zoomastigophorea
Ordem – Kinetoplastida
Família - Trypanosomatidae
Gênero – Trypanosoma
T. evansi
• No Brasil, T. evansi afeta principalmente equinos e a prevalência da 
infecção varia de região para região.
• A doença é enzoótica em equinos do Pantanal mato-grossense.
• a tripanossomíase por T. evansi é também descrita em cães, 
capivaras, quatis, bovinos, búfalos, pequenos marsupiais.
• A Tripanossomose causada por T. evansi apresenta mais de 30 nomes. 
No Brasil, é chamada de “mal das cadeiras” ou “surra”, definição que 
na África significa “podre”.
Transmissão 
• T. evansi pode ser transmitido mecanicamente por insetos 
hematófagos das famílias Tabanidae e Stomoxidae
• e por morcegos hematófagos (Desmodus rotundus).
Sinais clínicos
• perda de peso, 
• graus variáveis de anemia, 
• febre intermitente, 
• edema dos membros pélvicos e das partes baixas do corpo e 
• fraqueza progressiva
• Fase final: sintomas neurológicos
Patogênese 
• elevação na temperatura corporal, a qual está diretamente associada 
com a parasitemia e 
• o progressivo desenvolvimento da anemia, 
• perda da condição física e fraqueza .
• Edema, principalmente, nas partes inferiores do corpo, e hemorragia.
Trypanosoma vivax
• é de grande importância econômica no continente africano, onde 
esse parasita é transmitido pela mosca tsétsé para ruminantes, 
• ocasionando infecções agudas e crônicas, que podem acarretar 
alterações hematológicas severas e mortalidade dos animais
• Na América do Sul, a transmissão da infecção por T. vivax é mecânica 
e atribuída, principalmente, a tabanídeos. 
• Esta tripanossomose é altamente prevalente nas regiões Norte e 
Central (Pantanal) do Brasil, onde é, geralmente, assintomática
Sinais clínicos
• anemia, 
• leucopenia, 
• lacrimejamento e 
• fraqueza progressiva, marcada por perda de peso e 
• abortos.
Diagnóstico 
• esfregaços de sangue corados com Giemsa
• PCR
• Aspirar linfonodo
Controle da tripanosomose
• quimioprofilaxia e o controle dos vetores com drogas pour on
• e armadilhas impregnadas com inseticidas continuam sendo usadas.
LEISHMANIOSE
Epidemiologia 
• No Brasil, o número de casos de LTA vem aumentando através de 
surtos epidêmicos recorrentes nas regiões: centro-oeste, sudeste, sul, 
nordeste e região norte, principalmente na área amazônica, 
ressaltando o estado do Amazonas 
• Já os casos da LV no país vêm aumentando continuamente em 21 
estados brasileiros, onde, é possível observar uma urbanização da LV, 
deste o Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) até Teresina (PI), e 
Fortaleza (CE) no Nordeste.
Taxonomia
• Reino: Protozoa
• Filo: Sarcomastigophora
• Classe: Zoomastigophorea
• Ordem: Kinetoplastida
• Família: Trypanosomatidae
• Gênero: Leishmania
• Subgênero: Viannia e Leishmania
• Espécie: Leishmania (Viannia) braziliensis , Leishmania (Leishmania) 
chagasi, entre outras
• É transmitido para o vertebrado pela picada de um inseto vetor. Há 
duas espécies de importância: L. chagasi (Leishmaniose visceral) e L. 
braziliensis. (Cutânea).
Principais reservatórios
• os canídeos silvestres, a raposa Cerdocyon thous Linnaeus
• raposa-do-campo Lycalopex vetulus Lund,
• cachorro-vinagre Spheotos venaticus Lund, 
• e lobo-guará Chysocyon brachyurus Illiger, 
• o cão é apontado como principal hospedeiro doméstico. 
Leishmaniose visceral
Leishmania chagasi
• Hospedeiro definitivo: homem e cães. 
• Vetores: Lutzomyia longipalpis no Brasil.
• Local: Os protozoários se multiplicam no interior de macrófagos, que acabam 
sendo destruídos, causando a liberação dos parasitos, que acabam por invadir 
macrófagos vizinhos.
• Gênero
- Lutzomyia - Novo mundo
- Phlebotomus - Africa, Europa e Asia
•
• Criam-se em matéria orgânica em decomposição
• Somente as fêmeas são hematófagas
• Possuem atividade crepuscular e noturna
• No Brasil são conhecidos como mosquito palha, cangalhinha, birigui, 
asa branca...
Importância veterinária
• L. chagasi é um parasito exclusivo do Sistema Fagocitário 
Mononuclear (antigo Sist. Ret. Endotelial), 
• principalmente das células localizadas no baço, fígado e medula 
óssea, quando os parasitos são liberados, fagocitados por novas 
células e este ciclo continua indefinidamente.
Sintomas no cão
• sintomas de febre, palidez, emagrecimento e aumento do volume 
abdominal liderarem as queixas dos pacientes
• achados respiratórios (dispneia e tosse)
• alopecia, crescimento da unha (onicogrifose), feridas na pele 
(principalmente nas orelhas e na face), diarréia, êmese.
• No homem, os sintomas podem variar desde o emagrecimento 
progressivo, fraqueza, palidez cutâneo-mucosa, 
hepatoesplenomegalia, caquexia, picos febris 
• até manifestações mais graves como o comprometimento do sistema 
fagocítico, o infarto de gânglios, metástase medular seguido por 
anemia e pancitopenia, otite média, gengivorragia, diarréia e, em 
escalas menores, complicações renais e pulmonares. 
• No Estado de São Paulo, a doença era conhecida apenas por meio de 
casos importados de outros estados brasileiros. 
• No entanto, em 1998 foram detectados cães portadores de LVA, no 
município de Araçatuba localizado na região oeste do Estado de São 
Paulo. 
• O primeiro caso humano de LVA autóctone da região foi detectado 
em 1999. 
Diagnóstico
• No diagnóstico parasitológico: a punção aspirativa esplênica, aspirado de medula 
óssea, biópsia hepática e a aspiração de linfonodos.
• O exame imunológico mais utilizado no Brasil é a imunofluorescência indireta 
(RIFI) e os ensaios imunoenzimáticos.
• Quanto aos exames laboratoriais complementares: estes evidenciam anemia, 
trombocitopenia, leucopenia com linfocitose relativa
• As alterações bioquímicas: e incluem elevação dos níveis das aminotransferases
(duas a três vezes os valores normais) e aumento discreto dos níveis de uréia e 
creatinina. 
• Caso não seja feito o diagnóstico e tratamento, a doença evolui 
progressivamente para o período final, com febre contínua e 
comprometimento mais intenso do estado geral.
• Instala-se a desnutrição (cabelos quebradiços, cílios alongados e pele 
seca), edema dos membros inferiores que pode evoluir para anasarca, ou 
edema generalizado. 
• Outras manifestações importantes incluem hemorragias (epistaxe, 
gengivorragia e petéquias), icterícia e ascite. Nestes pacientes, o óbito 
geralmente é determinado por infecções bacterianas e/ou sangramentos. 
Tratamento 
• Em cães, no entanto, de acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 
2006), o tratamento de cães não é uma medida recomendada, 
porque a terapia pode proporcionar o desaparecimento dos sintomas, 
• mas os animais continuam portadores da doença, não prevenindo a 
ocorrência de recidivas, tendo efeito limitado na infectividade de 
flebotomíneos e levando ao risco de selecionar parasitos resistentes 
às drogas utilizadas para o tratamento humano.
• A portaria interministerial nº 1.426 de 11 de Julho de 2008, proíbe o 
tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano 
ou não registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
• A partir de 2016, entretanto, por meio da Nota Técnica Conjunta n°
001/2016 MAPA/MS, assinada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e 
Abastecimento e pelo Ministério da Saúde foi autorizado o registro do 
produto MILTEFORAN, indicado para o tratamento da leishmaniose visceral 
de cães. 
• No entanto, por ser recente, não é possível predizer o impacto desta 
possibilidade de tratamento de cães para o controle da doença. 
Leishmaniose tegumentar 
americana 
• é uma doença polimórfica da pele e mucosas e pode se manifestar 
em diferentes tipos: cutânea, cutaneomucosa e cutânea difusa, as 
quais possuem seis principais espécies de Leishmania envolvidas na 
infecção no Brasil: 
• Leishmania (Viannia) braziliensis, Leishmania (V.) guayanensis, 
Leishmania (V.) naiffi,Leishmania (V.) shawi, Leishmania (V.) lainsoni e 
Leishmania (Leishmania) amazonensis. 
• A espécie Leishmania braziliensis é a mais prevalente no homem e 
pode causar lesões cutâneas e mucosas.
• As leishmanias apresentam-se sob a forma amastigota em seus 
hospedeiros vertebrados.
• São estruturas arredondadas ou ovaladas sem flagelos, que parasitam 
o hospedeiro vertebrado em seu sistema linfomonocitário, alojando-
se nos fagossomos dos monócitos, histiócitos e macrófagos 
• onde vivem e se multiplicam por divisão assexuada até romperem a 
célula, disseminando-se pela via hematogênica e linfática, 
• iniciando uma reação inflamatória e proporcionando a atração de 
outros macrófagos gerando um ciclo vicioso.
Leishmania brazilienses
• Hospedeiro definitivo: primatas, roedores, edentados, marsupiais, 
carnívoros e equinos
• vetores: Lutzomyia
Patogenia 
• Nos hospedeiros mamíferos, representados na natureza por várias 
ordens e espécies, os parasitas assumem a forma amastigota, 
arredondada e imóvel, que se multiplica obrigatoriamente dentro de 
células do sistema monocítico fagocitário. 
• À medida que as formas amastigotas vão se multiplicando, os 
macrófagos se rompem liberando parasitas que são fagocitados por 
outros macrófagos.
• Nos flebotomíneos, as leishmanias vivem no meio extracelular, na luz 
do trato digestivo. 
• Ali, as formas amastigotas, ingeridas durante o repasto sanguíneo, se 
diferenciam em formas flageladas, morfológica e bioquimicamente 
distintas das amastigotas, sendo posteriormente inoculadas na pele 
dos mamíferos durante a picada. 
Outras formas de transmissão
• transfusões sanguíneas, 
• aplicação de seringas e agulhas contaminadas, 
• a forma congênita sendo extremamente rara.
Sinais clínicos
• manifestações como o aparecimento de um nódulo dérmico com uma 
lesão ulcerocrostosa –ferida típica para a LTA a qual pode seguir ou 
não para eventos de metástases– e o comprometimento do sistema 
fagocitário seguido por uma hiperplasia histiocitária. 
Diagnóstico 
• exame parasitológico é feita a pesquisa direta das formas amastigotas 
em material obtido da lesão por escarificação, aspiração ou biópsia da 
borda.
• Histopatológico
• PCR
• Elisa
Profilaxia
• limpeza de quintais, terrenos e praças públicas para possivelmente 
evitar condições que favoreçam o desenvolvimento de criadouros de 
formas imaturas do vetor. 
• medidas de proteção individual devem ser estimuladas, tais como: 
uso de mosquiteiro com malha fina, telagem de portas e janelas, uso 
de repelentes, não se expor nos horários de atividade do vetor.
• O saneamento ambiental, o controle da população canina errante, a 
imposição da vacinação, o uso de telas em canis individuais ou 
coletivos e o emprego de Coleiras Impregnadas com Deltametrina a 
4%.
• O controle da LTA deve ser abordado, de maneira abrangente, sob 
cinco aspectos: vigilância epidemiológica, medidas de atuação na 
cadeia de transmissão, medidas educativas, medidas administrativas 
e vacina.
Esquema vacinal
• A vacinação contra leishmaniose deve ser aplicada em cães a partir de 
4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose 
Visceral Canina. 
• O protocolo completo deve ser feito com 3 doses, respeitando o 
intervalo de 21 dias entre cada dose (aplicação). 
• A revacinação é anual, contada a partir da 1ª Dose.
Leishmaniose nos gatos 
• os gatos que vivem em áreas endêmicas de leishmaniose visceral 
são significativamente mais propensos a sofrer co-infeção por FIV. 
• É altamente provável que o sistema imunitário do gato seja capaz de 
controlar a infeção provocada por este parasita, seja por meio de 
eliminação do mesmo ou mantendo-o num estado crônico subclínico.
• A doença apenas se manifesta num número reduzido de gatos, 
provavelmente em animais com um sistema imunitário 
enfraquecido.
Sintomas 
• Forma cutânea: É a mais frequente.
• Formas oculares
• Formas sistêmicas generalizadas: lesões no baço, no fígado, nos rins 
e nos nódulos linfáticos.
Prevenção 
• evitar a exposição aos vetores,
• repelentes de insetos à base de permetrinas são tóxicos para os 
gatos.

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