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TDE 02 
DOSCENTE: PROFESSOR ME. LUCIANO MOREIRA ALENCAR
ADOÇÃO DE UM IDOSO
DISCENTES: MARIA DAIANE DA SILVA QUESAD;
 MARIANE QUEIROZ SANTANA
JUAZEIRO DO NORTE – CE
2024
ADOÇÃO DE UM IDOSO
Introdução:
 A adoção nesse caso é voltada para aqueles que acumularam histórias, experiências e sabedoria ao longo de suas vidas. Neste trabalho, escolhemos adotar avó e mãe, Maria Valdelice Queiroz dos Santos, de 80 anos, que é mãe de seis filhos e viúva. E Maria do Socorro da Silva Quesado, 65 anos, mãe de três filhas, casada e aposentada. Essa decisão foi motivada por um profundo amor e carinho, e pela vontade de proporcionar a elas o acolhimento e a atenção que merecem, especialmente após terem enfrentado perdas dolorosas em sua vidas. 
 Maria Valdelice, que atualmente mora com um dos filhos e um neto, traz consigo uma bagagem emocional rica. Sua trajetória é um testemunho da força e resiliência da mulher idosa, que, apesar das dificuldades, continua a ser um pilar em sua família. Ao longo das visitas, busquei não apenas registrar suas histórias, mas me conectar de forma genuína. Desde o cuidado com sua saúde até as pequenas alegrias compartilhadas, cada encontro revelou a importância da presença familiar e do afeto. 
Maria do Socorro, atualmente mora em uma casa confortável com seu esposo e filha do meio. Tem uma história de lutas e muita perseverança. Trabalhou desde os 8 anos de idade para ajudar a criar seus oito irmãos; passou por casas de farinha, doméstica, criou animais para o abate, porém, hoje, o seu maior trabalho é cuidar de seu jardim.
Ao longo dos dias em que fora dedicado um tempo exclusivo para Maria do Socorro, pude notar sua alegria por me ver ao seu lado em um momento de descontração, ou quando fazíamos mudas de rosas. Mesmo sento uma senhora de personalidade forte, pude notar sua fragilidade e seu amor pela família quando estávamos conectadas.
IDOSAS ADOTADAS:
 MARIA VALDELICE QUEIROZ DOS SANTOS; IDADE: 80 ANOS; MÃE DE 6 FILHOS; VIUVA. 
 MARIA DO SOCORRO DA SILVA QUESADO; IDADE: 65 ANOS; MÃE DE 3 FILHAS E AVÓ.
Relato sobre Maria Valdelice
Mora hoje com um dos filhos e um neto. Perdeu o esposo para a dengue hemorrágica e o filho caçula para a cirrose, e é um pouco melancólica. 
Na primeira visita, embora ela seja minha avó, optei por não registrar nada, pois desejava priorizar uma conversa significativa com ela, na qual pudesse explicar sobre as visitas que estávamos realizando. Ela, sendo uma pessoa muito comunicativa, não apresentou objeções, embora tenha demonstrado certo grau de timidez. Conversamos a respeito de sua saúde e ela me informou que a cirurgia para a remoção do sarcoma na perna já estava agendada. No momento, ela apresentava um ferimento na perna que a biópsia havia indicado como sarcoma, e ela expressou uma leve apreensão. Pude tranquilizá-la e distraí-la ao cortar seu cabelo, uma tarefa que, segundo suas próprias palavras, somente eu sei realizar.
Na segunda visita, a cirurgia já havia sido realizada, e ela se encontrava em excelente estado. Neste dia, fui acompanhá-la ao hospital para a troca do curativo, procedimento que deve ser efetuado a cada dois dias. Estavam presentes a minha avó, sua filha e eu. Nesse encontro, percebi que ela estava mais sensível; durante a troca do curativo, chegou a se emocionar e a chorar. Ela optou por não compartilhar o motivo de sua emoção, e eu respeitei seu desejo. Permanecemos em silêncio por um período, como se a mera presença um do outro fosse suficiente.
Na terceira visita, fomos à casa da irmã dela, situada em um sítio, e passamos a tarde lá. Ela ficou muito animada, cantando suas músicas favoritas e conversando com alguns familiares. Essa visita foi marcada por momentos de alegria e descontração, evidenciando a força dos laços familiares que nos unem e como fazem bem para ela, elevando sua autoestima.
Na quarta visita, decidimos sair para dar uma breve caminhada, devido a lesão na perna não permitir longas distancias. Durante o passeio, conversamos sobre as brincadeiras e obrigações que ela enfrentava na infância. Dona Valdelice sempre assumiu muitas responsabilidades, incluindo o cuidado de seus pais durante os últimos momentos de suas vidas, sempre com uma postura subserviente. Após a caminhada, tomamos um suco de caju, acompanhados de seu filho e nora.
Em todas as visitas tentei fazer alguma atividade lúdica, como jogar jogos de tabuleiro, ou ler alguns poemas, que ela gosta, mas ela se negou, preferia ouvir música, conversar e cozinhar, e assim fizemos, os registros foram limitados, pois as fotos só podiam ser feitas quando ela estava arrumada.
 
IMAGENS DAS VISITAS – Maria Valdelice
VISITA 01 – 30/08/2024
 
VISITA 02 – 12/09/2024
VISITA 03 – 05/10/2024
VIDEO
VISITA 04 – 02/11/2024
Fotos da lesão:
1- Lesão logo após a cirurgia
2- Lesão na ultima troca de curativo
 
Relato sobre Maria do Socorro
Maria do Socorro mora atualmente com seu esposo e filha do meio.
No primeiro momento nos sentamos no alpendre e eu lhe expliquei sobre o trabalho que precisava fazer e que a havia escolhido como “minha idosa”. Ela, apesar de não oferecer resistência alguma, disse que não se considerava idosa, mas uma senhora de cabelos brancos. Continuamos nossa conversa e ela apresentou queixas de dor de cabeça e um pouco de tontura. Aferi sua pressão e estava 150x80, a mesma tomou seus remédios e em pouco tempo já se encontrava melhor.
Maria do Socorro possui HAS+, artrose e diverticulite, fazendo tratamento e controle de todas as patologias. Reforcei minha preocupação sobre um exame de rotina que estava em atraso e pedi que me informasse qual dia seria realizado.
No segundo momento saímos para o terreno vizinho em busca de substrato com o intuito de fazermos mudas de rosas vermelhas, que apesar de já ter dessas flores em seu jardim ela me explicou que: “quanto mais melhor” e soltou uma risada. Logo após fomos colher acerolas no quintal, uma atividade que ela adora fazer enquanto toma café da manhã. 
No terceiro momento – dia 23 de outubro de 2024 – acompanhei Maria do Socorro em um exame de rotina, porém, ela pediu que não registrasse muitas fotos neste dia e eu respeitei. 
No quarto momento, nos distraímos com um dos jogos produzidos para o TDE1. Escolhi o jogo da velha para jogarmos e ela me venceu em praticamente todas as partidas.
Conversamos sobre o quanto ela se sente bem com a presença de sua neta Aurora em sua casa. “Me traz muitas alegrias. Aurora é uma das maiores felicidades dos meus dias”, relatou. Aqueles momentos de descontração, me fez perceber o quanto eu preciso estar mais próxima da minha mãe, do quanto ela se sente cansada pelos tempos de trabalho e esforço dedicados a sua família, do quanto ela ainda precisa do seu esposo e filhas por perto. A vejo hoje muito fragilizada pelo tempo, mas ainda com muita força para ver sua neta crescer. 
IMAGENS DAS VISITAS – Maria do Socorro
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