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• Origem humilde no Rio de Janeiro.
• Negro.
• Aristocratização silenciosa.
• Funcionário público.
• Literato e crítico literário.
• Casamento (Carolina de Novais).
• Jornalismo.
Machado de Assis
Fases machadianas
Tendências românticas
Crença: valores da época e
esquema psicológico
Influência folhetinesca
Ressurreição (1872); A Mão e
a Luva (1874); Helena (1876);
Iaiá Garcia (1878)
Análise psicológica
Valores sociais
Refinamento da linguagem
Forte intertextualidade
Sofisticada ironia
Compartilhamento de
personagens em algumas
obras
Capítulos curtos
2ª Fase
Realismo
1ª Fase
Romantismo
• Aspectos realistas.
• Profunda análise e caráter denunciativo.
• Ironia sofisticada.
• Anatomia da psiquê.
• Concisão.
Características machadianas
EXERCÍCIO
(Enem) Naquele tempo, ltaguaí, que, como as demais vilas, arraiais e povoações da colônia,
não dispunha de imprensa, tinha dois modos de divulgar uma notícia; ou por meio de
cartazes manuscritos e pregados na porta da Câmara, e da matriz; – ou por meio de matraca.
Eis em que consistia este segundo uso. Contratava-se um homem, por um ou mais dias, para
andar as ruas do povoado, com uma matraca na mão. De quando em quando tocava a
matraca, reunia-se gente, e ele anunciava o que lhe incumbiam, – um remédio para sezões,
umas terras lavradias, um soneto, um donativo eclesiástico, a melhor tesoura da vila, o mais
belo discurso do ano, etc. O sistema tinha inconvenientes para a paz pública; mas era
conservado pela grande energia de divulgação que possuía. Por exemplo, um dos vereadores
desfrutava a reputação de perfeito educador de cobras e macacos, e aliás nunca domesticara
um só desses bichos; mas tinha o cuidado de fazer trabalhar a matraca todos os meses. E
dizem as crônicas que algumas pessoas afirmavam ter visto cascavéis dançando no peito do
vereador; afirmação perfeitamente falsa, mas só devida à absoluta confiança no sistema.
Verdade, verdade, nem todas as instituições do antigo regímen mereciam o desprezo do
nosso século.
ASSIS, M. O alienista. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 2 jun. 2019 (adaptado).
EXERCÍCIO
a) campanhas políticas.
b) anúncios publicitários.
c) notícias de apelo popular.
d) informações não fidedignas.
e) serviços de utilidade pública.
O fragmento faz uma referência irônica a formas de divulgação e circulação
de informações em uma localidade sem imprensa. Ao destacar a confiança da
população no sistema da matraca, o narrador associa esse recurso à
disseminação de
EXERCÍCIO
a) campanhas políticas.
b) anúncios publicitários.
c) notícias de apelo popular.
d) informações não fidedignas.
e) serviços de utilidade pública.
O fragmento faz uma referência irônica a formas de divulgação e circulação
de informações em uma localidade sem imprensa. Ao destacar a confiança da
população no sistema da matraca, o narrador associa esse recurso à
disseminação de
Literatura Contemporânea
Produções do final do século XX e da primeira metade do século XXI.
Obras marcadas pela multiplicidade técnica, estética e narrativa.
Relacionadas com o movimento modernista (teor disruptivo).
Crise existencial do sujeito pós-moderno.
Características
• Ecletismo (mescla de tendências).
• Prosa com teor histórico, social e urbano.
• Poesia com teor íntimo, visual e marginal.
• Temática cotidiana.
• Questão de identidade.
• Experimentalismo formal.
• Técnicas inovadoras.
• Formas reduzidas e econômicas.
• Intertextualidade e metalinguagem.
Prosa Contemporânea
• Traços do Realismo.
• Romance histórico.
• Realismo fantástico.
• Regionalismo crítico.
• Romance político e social.
• Memorialismo.
• Aspectos inovadores e sincretismo
estético.
Caio Fernando Abreu - Morangos Mofados
Moacyr Scliar - O Centauro no Jardim
Murilo Rubião - O Ex-Mágico
João Ubaldo Ribeiro - Sargento Getúlio
Marcelo Rubens Paiva - Feliz Ano Velho
Lygia Fagundes Telles - As Meninas
Chico Buarque - Fazenda Modelo
Lya Luft - As parceiras
Prosa Contemporânea - Autores e Obras
Rubem Fonseca - Feliz Ano Novo
Cristovão Tezza - O Filho Eterno
Milton Hatoum - Dois Irmãos
Conceição Evaristo - Ponciá Vicêncio
Raduan Nassar - Lavoura Arcaica
Jeferson Tenório - O Avesso da Pele
Itamar Vieira Jr - Torto Arado
Ailton Krenak - A vida não é útil
José Faleiro - Mas em que mundo tu vive
Ana Miranda - Boca do Inferno
Eliana Alves Cruz - Solitária
Prosa Contemporânea - Autores e Obras
EXERCÍCIO
(Enem) Passado muito tempo, resolvi tentar
falar, porque estava sozinha me embrenhando
na mesma vereda que Donana costumava
entrar. Ainda recordo da palavra que escolhi:
arado. Me deleitava vendo meu pai conduzindo
o arado velho da fazenda carregado pelo boi,
rasgando a terra para depois lançar grãos de
arroz em torrões marrons e vermelhos
revolvidos. Gostava do som redondo, fácil e
ruidoso que tinha ao ser enunciado. “Vou
trabalhar no arado.” “Vou arar a terra.” “Seria
bom ter um arado novo, esse arado tá troncho
e velho.” O som que deixou minha boca era
uma aberração, uma desordem, como se no
lugar do pedaço perdido da língua tivesse um
ovo quente. Era um arado torto, deformado,
que penetrava a terra de tal forma a deixá-la
infértil, destruída, dilacerada.
VIEIRA JR., I. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.
a) reflete o olhar do pai sobre as etapas
do plantio.
b) metaforiza a linguagem como
ferramenta de lavoura.
c) explicita, na busca pela palavra, o
medo da solidão.
d) confirma a frustração da narradora
com relação à terra.
e) sugere, na ausência da linguagem, a
estagnação do tempo.
Com a perda de parte da língua na
infância, a narradora tenta voltar a falar.
Essa tentativa revela uma experiência que
EXERCÍCIO
(Enem) Passado muito tempo, resolvi tentar
falar, porque estava sozinha me embrenhando
na mesma vereda que Donana costumava
entrar. Ainda recordo da palavra que escolhi:
arado. Me deleitava vendo meu pai conduzindo
o arado velho da fazenda carregado pelo boi,
rasgando a terra para depois lançar grãos de
arroz em torrões marrons e vermelhos
revolvidos. Gostava do som redondo, fácil e
ruidoso que tinha ao ser enunciado. “Vou
trabalhar no arado.” “Vou arar a terra.” “Seria
bom ter um arado novo, esse arado tá troncho
e velho.” O som que deixou minha boca era
uma aberração, uma desordem, como se no
lugar do pedaço perdido da língua tivesse um
ovo quente. Era um arado torto, deformado,
que penetrava a terra de tal forma a deixá-la
infértil, destruída, dilacerada.
VIEIRA JR., I. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.
a) reflete o olhar do pai sobre as etapas
do plantio.
b) metaforiza a linguagem como
ferramenta de lavoura.
c) explicita, na busca pela palavra, o
medo da solidão.
d) confirma a frustração da narradora
com relação à terra.
e) sugere, na ausência da linguagem, a
estagnação do tempo.
Com a perda de parte da língua na
infância, a narradora tenta voltar a falar.
Essa tentativa revela uma experiência que
Crônica Contemporânea
Jornalismo e literatura (aspecto multifacetado).
Síntese e concisão.
Relação com aspecto temporal.
Aspecto contemporâneo (a visão de mundo do/a cronista).
Não-ficção x Ficção.
Debate atual x depoimento íntimo x crítica.
Cronistas Contemporâneos
Humor, personagens-
tipos, ironia, cotidiano,
crítica, linguagem
simples.
O futebol e a
sociedade, análise do
comportamento
humano, o íntimo e o
político.
A sensibilidade, a
observação da vida, o
cotidiano e a reflexão.
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Poesia Contemporânea
Atenção à forma
Interesse em fenômenos de massas
Cotidiano expressivo
Regionalismo
Universalismo
Caráter intimista
Aspecto visual
Engajamento social
Experimentalismo formal
Teor marginal
Influências contraculturais e vanguardistas
Produção independente (GERAÇÃO MIMEÓGRAFO)
Busca pela síntese (base oswaldiana)
Espontaneidade lírica e coloquialismo
Oposição ao autoritarismo político
Adélia Prado - Bagagem
Manoel de Barros - O guardador de águas
FerreiraGullar - Poema sujo
Ana Martins Marques - O livro das
semelhanças
Elisa Lucinda - Vozes guardadas
Paulo Leminski - Distraídos venceremos
Angélica Freitas - Um útero é do tamanho
de um punho
Poesia Contemporânea – Autores e Obras
EXERCÍCIO
(Enem)
o que será que ela quer
essa mulher de vermelho
alguma coisa ela quer
pra ter posto esse vestido
não pode ser apenas
uma escolha casual
podia ser um amarelo
verde ou talvez azul
mas ela escolheu vermelho
ela sabe o que ela quer
e ela escolheu vestido
e ela é uma mulher
então com base nesses fatos
eu já posso afirmar
que conheço o seu desejo
caro watson, elementar:
o que ela quer sou euzinho
sou euzinho o que ela quer
só pode ser euzinho
o que mais podia ser
FREITAS, A. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
a) hipocrisia do discurso alicerçado sobre
o senso comum.
b) mudança de paradigmas de imagem
atribuídos à mulher.
c) tentativa de estabelecer preceitos da
psicologia feminina.
d) importância da correlação entre ações
e efeitos causados.
e) valorização da sensibilidade como
característica de gênero.
No processo de elaboração do poema, a
autora confere ao eu lírico uma identidade
que aqui representa a
EXERCÍCIO
(Enem)
o que será que ela quer
essa mulher de vermelho
alguma coisa ela quer
pra ter posto esse vestido
não pode ser apenas
uma escolha casual
podia ser um amarelo
verde ou talvez azul
mas ela escolheu vermelho
ela sabe o que ela quer
e ela escolheu vestido
e ela é uma mulher
então com base nesses fatos
eu já posso afirmar
que conheço o seu desejo
caro watson, elementar:
o que ela quer sou euzinho
sou euzinho o que ela quer
só pode ser euzinho
o que mais podia ser
FREITAS, A. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
a) hipocrisia do discurso alicerçado
sobre o senso comum.
b) mudança de paradigmas de imagem
atribuídos à mulher.
c) tentativa de estabelecer preceitos da
psicologia feminina.
d) importância da correlação entre ações
e efeitos causados.
e) valorização da sensibilidade como
característica de gênero.
No processo de elaboração do poema, a
autora confere ao eu lírico uma identidade
que aqui representa a
Geral Contemporâneo
Teatro
Instalações
Artes Integradas
Performances
EXERCÍCIO
(Enem) TEXTO I
Logo no início de Gira, um grupo de
sete bailarinas ocupa o centro da
cena. Mãos cruzadas sobre a lateral
esquerda do quadril, olhos fechados,
troncos que pendulam sobre si
mesmos em vaguíssimas órbitas,
tudo nelas sugere o transe. Está
estabelecido o caráter volátil do que
se passará no palco dali para frente.
Mas engana-se quem pensa que vai
assistir a uma representação
mimética dos cultos afro-brasileiros.
TEXTO II
EXERCÍCIO
a) crítica aos movimentos padronizados do balé clássico.
b) representação contemporânea de rituais ancestrais extintos.
c) reelaboração estética erudita de práticas religiosas populares.
d) releitura irônica da atmosfera mística presente no culto a entidades.
e) oposição entre o resgate de tradições e a efemeridade da vida
humana.
No diálogo que estabelece com religiões afro-brasileiras, sintetizado na
descrição e na imagem do espetáculo, a dança exprime uma
EXERCÍCIO
a) crítica aos movimentos padronizados do balé clássico.
b) representação contemporânea de rituais ancestrais extintos.
c) reelaboração estética erudita de práticas religiosas populares.
d) releitura irônica da atmosfera mística presente no culto a entidades.
e) oposição entre o resgate de tradições e a efemeridade da vida
humana.
No diálogo que estabelece com religiões afro-brasileiras, sintetizado na
descrição e na imagem do espetáculo, a dança exprime uma
A arte existe porque
a vida não basta.
- Ferreira Gullar
Título aqui
HISTÓRIA DAS
CONSTITUIÇÕES
BRASILEIRAS
Constituição – Promulgada ou Outorgada?
É elaborada por Assembleia
Constituinte eleita e
representa a vontade
popular
Exemplos: 1891 / 1934 /1946
/ 1967 / 1988
Imposta ao povo pelo
governante, sem
deliberações públicas.
Exemplos: 1824 / 1937
Constituição
Promulgada
Constituição
Outorgada
1824 –1º Reinado - D. Pedro I - Outorgada
1891 – República Velha - Mal. Deodoro - Promulgada
1934 – Gov. Constitucional – Vargas - Promulgada
1937 – Estado Novo – Vargas - Outorgada
1946 – Redemocratização – Dutra - Promulgada
1967 – Ditadura Militar – Castelo Branco – Promulgada (?)
1988 – Nova República – Const. Cidadã – Sarney - Promulgada
7 CONSTITUIÇÕES
Constituição de 1824 – Primeiro Reinado
Após a Independência, reuniu-se a
Assembleia Constituinte, com
intenção de elaborar uma carta
anti-absolutista.
Noite da Agonia
Dom Pedro I vai dissolver a
Assembleia Constituinte,
prendendo deputados, no
episódio conhecido como Noite da
Agonia, e outorgar a constituição
que lhe garante controle dos
demais poderes através do Poder
Moderador.
Constituição de 1824 – Primeiro Reinado
Monarquia Constitucional e Hereditária.
Voto Censitário (renda mínima).
Voto Descoberto (aberto e indireto).
Poder Moderador: exclusivo do Imperador, pode
intervir nos outros três poderes.
Catolicismo Oficial.
Regime do Padroado: Igreja subordinada ao Estado.
EXERCÍCIO
(Enem) Art. 90. As nomeações dos deputados e senadores para a Assembleia Geral, e dos membros dos
Conselhos Gerais das províncias, serão feitas por eleições, elegendo a massa dos cidadãos ativos em
assembleias paroquiais, os eleitores de província, e estes, os representantes da nação e província.
Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias paroquiais:
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais se não compreendem os casados, os oficiais militares,
que forem maiores de vinte e um anos, os bacharéis formados e os clérigos de ordens sacras.
II. Os filhos de famílias, que estiverem na companhia de seus pais, salvo se servirem a ofícios públicos.
III. Os criados de servir, em cuja classe não entram os guarda-livros, e primeiros caixeiros das casas de
comércio, os criados da Casa Imperial, que não forem de galão branco, e os administradores das
fazendas rurais e fábricas.
IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio, ou
emprego.
BRASIL. Constituição de 1824. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 4 abr. 2015 (adaptado).
EXERCÍCIO
De acordo com os artigos do dispositivo legal apresentado, o sistema
eleitoral instituído no início do Império é marcado pelo(a)
a) representação popular e sigilo individual.
b) voto indireto e perfil censitário.
c) liberdade pública e abertura política.
d) ética partidária e supervisão estatal.
e) caráter liberal e sistema parlamentar.
EXERCÍCIO
De acordo com os artigos do dispositivo legal apresentado, o sistema
eleitoral instituído no início do Império é marcado pelo(a)
a) representação popular e sigilo individual.
b) voto indireto e perfil censitário.
c) liberdade pública e abertura política.
d) ética partidária e supervisão estatal.
e) caráter liberal e sistema parlamentar.
Constituição de 1891 – Brasil Republicano
País passa por
transformações, como
a abolição da
escravatura, o golpe da
proclamação da
República e a chegada
de novos grupos ao
poder: militares e
cafeicultores do
Oeste.
Contexto
O princípio do
federalismo predomina,
com maior autonomia
para os estados.
Influência dos
EUA
Apesar de
democrática, permitiu
o controle eleitoral
pelas elites, através
de práticas como voto
de cabresto e curral
eleitoral, sustentando
a política dos coronéis
– coronelismo.
Voto de
Cabresto
Constituição de 1891 – Brasil Republicano
República Federativa: autonomia aos
Estados.
Presidencialista: regime de 4 anos, sem
reeleição.
Voto: homens alfabetizados, excluindo
mulheres e membros de ordens
religiosas.
Voto Descoberto (aberto).
Estado Laico – Separação Igreja/Estado.
Três Poderes – Legislativo, Executivo e
Judiciário.
Constituição de 1934 – Governo Const.de Vargas
Após Revolução de 1930,
Vargas rasgou a
Constituição e governou
por decreto. Também
nomeou interventores
estaduais, sobretudo
tenentes, justificando como
necessário para romper
com o coronelismo.
Contexto
Oligarquia paulista
insatisfeita organiza
movimento, que é
derrotado por Vargas.
Contudo, após o evento, é
chamada a Assembleia
Constituinte.
Revolução
Constitucionalista
de 1932
Constituição de 1934 – Governo Const. De Vargas
Justiça Eleitoral e Justiça do
Trabalho.
Voto secreto, obrigatório,
direto e feminino (1932).
Legislação Trabalhista -
incorporados direitos como
férias, 8h diárias, previdência,
salário mínimo.
Direito à Educação e Cultura -
gratuidade e obrigatoriedade.
Extinção do cargo de vice-
presidente.
Anistia de todos os presos
políticos do País.
Elegeu, indiretamente, Vargas
como presidente.
Constituição de 1937– ESTADO NOVO
Contexto: Vargas cancelou eleições, dissolveu o
Congresso e instaurou um regime ditatorial,
justificando a medida como necessária para
combater supostas ameaças comunistas – Plano
Cohen.
Autogolpe: a nova constituição foi outorgada para
legitimar o regime, sendo influenciada por modelos
fascistas. Conhecida como “Polaca”, foi escrita por
Francisco Campos.
Estado Novo: práticas populistas e fascistas.
Constituição de 1937 – ESTADO NOVO
Regime Ditatorial: outorgado Estado de
Emergência
Centralização do Executivo: decreto-lei.
Fim do Legislativo e sujeição do Judiciário.
Estado Unitário: fim do federalismo e supressão
de símbolos estaduais.
Extinção dos partidos políticos.
Proibição de Greve e controle dos sindicatos; prisão
de opositores; supressão da liberdade de imprensa;
reintrodução da pena de morte.
EXERCÍCIO
(Enem) O autor da Constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado
Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a
independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o
Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade
imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de
ser um gênio político.
CAMPOS, F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).
Segundo as ideias de Francisco Campos,
a) os eleitores, políticos e juízes seriam mal-intencionados.
b) o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.
c) Vargas seria o homem adequado para implantar a democracia de partidos.
d) a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.
e) Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.
EXERCÍCIO
(Enem) O autor da constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado
Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a
independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o
Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade
imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de
ser um gênio político.
CAMPOS, F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).
Segundo as ideias de Francisco Campos,
a) os eleitores, políticos e juízes seriam mal-intencionados.
b) o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.
c) Vargas seria o homem adequado para implantar a democracia de partidos.
d) a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.
e) Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.
Constituição de 1946– REDEMOCRATIZAÇÃO
Contexto: com a deposição de Vargas pelos militares em 1945, o País retoma
a democracia, com eleições livres e uma Constituinte.
Constituição Liberal: refletiu um período de otimismo e revalorização das
liberdades após a ditadura.
Dutra: apesar da liberdade
partidária constitucional, o
presidente Dutra irá cassar o
partido comunista - PCB.
Constituição de 1946– REDEMOCRATIZAÇÃO
Retorno Democrático:
mandato de cinco anos para
presidência. Voto separado
para presidente e vice.
Autonomia:
harmonia entre 3 poderes e
federalismo.
Garantias Individuais:
liberdade de expressão;
pluralidade partidária; direito
de greve; inviolabilidade do lar
e sigilo de correspondência; fim
da pena de morte.
Função social da terra:
condicionamento do uso da
propriedade ao bem-estar
social.
Constituição de 1967 – Ditadura Militar
O Ato Institucional nº 4 atribuiu ao Congresso
Nacional a função de constituinte. No entanto, o
texto já veio pronto, e, com a oposição desfalcada
e forte pressão dos militares, foi aprovado quase
sem alterações pelo Congresso Nacional.
Promulgada?
1. Oficialmente, é uma constituição promulgada.
Faz parte da aparência democrática do
General Castelo Branco.
Constituição de 1967 – Ditadura Militar
Concentração de Poderes no Executivo: presidente era
eleito de forma indireta, por um Colégio Eleitoral.
Incorporou os AIs anteriores: eleições indiretas e
bipartidarismo.
Segurança Nacional: reforça o combate à oposição.
Reformas de 1969: a Constituição foi reformulada.
Em 1968, é decretado o AI-5, o “golpe dentro do
golpe” que deu poderes absolutos ao presidente:
fechou o Congresso, estabeleceu a censura prévia
e suspendeu o habeas corpus.
Constituição de 1988 – Nova República
Contexto: processo de
redemocratização, com
demanda pela ampliação
dos direitos individuais e
coletivos, bem como de
justiça social.
Assembleia Constituinte:
composta por 559
congressistas eleitos e
presidida por Ulysses
Guimarães.
Deliberativa:
elaboração do texto ao
longo de 18 meses, com
a participação da
sociedade civil, por
meio de abaixo-
assinados e sugestões
de emendas.
Emendas Populares:
122, assinadas por mais
de 12 milhões de
pessoas.
Constituição de 1988 – Nova República
Constituição Cidadã:
ampla gama de direitos.
Cláusulas Pétreas:
princípios invioláveis
(separação dos poderes,
estado federativo e voto
direto).
Voto: extensão a
analfabetos e jovens de 16
a 17 anos.
Racismo e Tortura:
inafiançáveis e
imprescritíveis.
Novos direitos trabalhistas.
Medidas de Proteção aos
idosos, ao meio-ambiente,
aos consumidores; criação do
SUS.
Direitos Indígenas e
Quilombolas: demarcação de
Terras.
EXERCÍCIO
(Enem) Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas,
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,
competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: www.planalto.gov. br.
Acesso em: 27 abr. 2017.
A persistência das reivindicações relativas à aplicação desse preceito normativo tem em vista
a vinculação histórica fundamental entre
a) etnia e miscigenação racial.
b) sociedade e igualdade jurídica.
c) espaço e sobrevivência cultural.
d) progresso e educação ambiental.
e) bem-estar e modernização econômica.
EXERCÍCIO
(Enem) Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas,
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,
competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: www.planalto.gov. br.
Acesso em: 27 abr. 2017.
A persistência das reivindicações relativas à aplicação desse preceito normativo tem em vista
a vinculação histórica fundamental entre
a) etnia e miscigenação racial.
b) sociedade e igualdade jurídica.
c) espaço e sobrevivência cultural.
d) progresso e educação ambiental.
e) bem-estar e modernização econômica.
Que a prova do Enem seja
como a Constituição de 1988:
sem censura, permitindo que
todos expressem seu
conhecimento!● Arché: elemento natural que compõe e dá
origem ao universo a partir da natureza.
● Cosmologia: universo analisado pelo Logos
(razão).
● Physis: filósofos da Natureza (Ciências e
Matemática).
● Monismo: identificam apenas um elemento
constitutivo de todas as coisas.
● Pluralismo: vários princípios que, misturando-
se, formam a multiplicidade das coisas
existentes.
PRÉ-SOCRÁTICOS (séc. VI a.C –V a.C)
● COSMOGONIA: explicação
mitológica que atribui sentido a tudo
o que existe através da ideia de
nascimento a partir de uma relação
(sexual) entre os deuses.
● COSMOLOGIA: explicação natural e
racional, portanto lógica, acerca dos
efeitos causais do universo.
COSMOGONIA –COSMOLOGIA
ESCOLAS PRÉ-SOCRÁTICAS
● ESCOLA JÔNICA: surgida em Mileto, na Jônia (Turquia). Fundada pelo
primeiro filósofo do Ocidente, Tales de Mileto, além dos pensadores
Anaximandro, Anaxímenes, ambos de Mileto, e o filósofo Heráclito de Éfeso.
Abordaram a origem do universo, sendo que o arché (princípio ou origem)
seria algum elemento específico ou indeterminável.
● ESCOLA PITAGÓRICA: da região da Magna Grécia (Itália). Foi fundada por
Pitágoras de Samos. Os pitagóricos compunham uma espécie de mística
universal que atribuía a origem e a ordenação da matéria e das almas e a
organização universal à Matemática.
● ESCOLA ELEATA: de Eleia (parte do sul da Itália). Os principais nomes foram
Parmênides e seu discípulo, Zenão de Eleia. Para eles, o mundo não seria
composto por movimento, mas por uma imutabilidade que constitui as
essências.
● FILÓSOFOS PLURALISTAS: para esses pensadores, existem vários princípios
que, misturando-se, formam a multiplicidade das coisas. Destacam-se:
Empédocles: quatro elementos; Anaxágoras: homeomerias. Leucipo e
Demócrito: átomos.
TALES DE MILETO (632 / 624 a.C. – 556/558 a.C.) – ÁGUA
ANAXIMANDRO (610 a.C – 547 a.C) - ÁPEIRON
ANAXÍMENES (585 a.C – 524 a.C) – AR (PNEUMA)
HERÁCLITO DE ÉFESO (540 a.C – 470 a.C) – FOGO (LOGOS)
PARMÊNIDES DE ELÉIA (510 a.C – 460 a.C) – SER (ESSÊNCIA)
PITÁGORAS DE SAMOS (570 a.C – 490 a.C) – NÚMEROS
DEMÓCRITO DE ABDERA (460 a.C – 370 a.C) - ÁTOMOS
ARCHÉS DOS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS
SÓCRATES (470 a.C – 399 a.C)
● Filho de uma parteira e de um pedreiro.
● Oráculo de Delfos: mais sábio de todos os homens.
● Busca artífices, poetas e políticos.
● Não deixou escritos.
● Antagônico aos sofistas.
● Foi general de guerra (Peloponeso).
● Vida ascética.
● Condenado por questões políticas: corromper a
juventude, ateísmo e paganismo.
● Preso por 30 dias e executado por ingestão de Cicuta.
PENSAMENTO SOCRÁTICO
“Quem conhece o que é o bem pratica o
bem” (Ética Intelectualista))
“Ó homem, conhece-te a ti mesmo e assim
conhecerás o universo e os deuses”
(Autoconhecimento)
Dialética: Tese + Antítese = Síntese
Maiêutica: Parto das ideias
SOFISTAS
● Mestres da retórica - Viajantes – Céticos.
● Cobravam pelos ensinamentos.
● Tudo é relativo (valores subjetivos) /
convencionalismo.
● Estabeleceram corrente própria de pensamento.
● (i)Moralidade precisa estar contextualizada no eixo
cultural.
Temas:
Homem em sociedade / Virtude pode ser ensinada
Questionavam:
Existência dos Deuses / Supremacia da cultura grega
Métodos:
Monólogos – Complicados jogos de palavras,
trocadilhos...
PRINCIPAIS PENSADORES SOFISTAS
“O homem é a medida de todas as coisas,
das coisas que são, enquanto são, das
coisas que não são, enquanto são”
PROTÁGORAS DE ABDERA
PAI DO RELATIVISMO
“A persuasão quando aliada das palavras
modela a mente dos homens como
quiser”
GÓRGIAS DE LEÔNTINOS
PAI DA RETÓRICA
UNIVERSALISMO X RELATIVISMO
UNIVERSALISMO DE SÓCRATES
AMOR, VIRTUDE, AMIZADE, CORAGEM, JUSTIÇA,
GOVERNO BOM
RELATIVISMO DOS SOFISTAS
Questiona as verdades universais do homem, tornando
o conhecimento subjetivo.
Ideia de que todos os seres humanos possuem uma
natureza comum e que essa natureza é boa por si
mesma.
“O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS”
PROTÁGORAS DE ABDERA
Racionalista, Idealista e Dualista
Influenciado por: Sócrates, Pitágoras, Heráclito e Parmênides
● Nome: Arístocles
● Aluno de Sócrates
● Dedicado aos esportes e à política
● Professor de Aristóteles
● Frequentou âmbito político
● Parte de Atenas após a morte de Sócrates
● (Círculo Socrático)
● Fundador da Academia
● Enterrado no pátio de Akademos
● Escreveu mais de 35 obras
● Foi inovador na escrita dos diálogos
PLATÃO (428 a.C. –348 a.C.)
● A Teoria das Ideias afirma que as formas
abstratas não-materiais (mas substanciais e
imutáveis) são as ideias, e elas que possuem o
tipo mais alto e mais fundamental da realidade.
● As formas concretas do mundo são mutáveis e
(re)conhecidas por nós através dos sentidos.
Captamos pelos sentidos as coisas puramente
físicas.
● O ver da inteligência capta formas inteligíveis,
que são as essências puras. As Ideias são as
essências eternas do bem, do belo etc.
TEORIA DAS IDEIAS
ALEGORIA DA CAVERNA
A República (Politeia) se refere a uma cidade ideal - Kallipolis ("cidade bela").
Diálogo Socrático narrado em primeira pessoa.
Personagem Narrador é Sócrates.
Composto por dez partes.
O tema central da obra é a justiça.
Apresenta também outros temas como: política, educação, imortalidade da alma...
A justiça é abordada ora por via do recurso do debate, ora por arcos dramáticos.
SOFOCRACIA
TEORIA DO FILÓSOFO-REI
LAVRADORES / ARTESÃOS / COMERCIANTES - Prestadores de serviço (Temperança)
GUARDAS - Segurança patrimonial e social (Coragem)
GOVERNANTES - Gerenciamento da cidade (Sabedoria)
A REPÚBLICA
ARISTÓTELES (384 a.C –322 a.C)
● Natural de Estagira, antiga cidade da Macedônia.
● Aluno de Platão, professor de Alexandre, O Grande.
● Optou pela Academia de Platão (que visava ciência)
e não a de Isócrates, que preparava para a vida
pública.
● Parte de Atenas, por decepção ao não ser conduzido
ao cargo de direção da Academia com a morte do
mestre Platão, pelo fato de ser estrangeiro.
● Convidado pelo Rei Filipe II da Macedônia, assume a
educação de Alexandre, com 13 anos.
● Retorna a Atenas em 355 a.C e funda o Liceu.
● Aos 62, após a morte de Alexandre, ruma para Cálcis,
onde morre de causas naturais.
● Em Ética Nicômaco, afirma que todos
os homens procuram a felicidade
como objetivo último das ações
humanas.
● Em Metafísica, Aristóteles vincula
certas propriedades da alma, como a
virtude ou a felicidade, à experiência
da contemplação.
TELEOLOGIA E EUDAIMONIA
EUDAIMONIA: estado de contentamento estável, felicidade, estado de
plenitude do ser.
A Ética aristotélica é teleológica (busca um fim) e visa a Eudaimonia (o fim
é identificado como felicidade).
● O homem é um animal político porque
possui em si uma inclinação natural
para a vida em comunidade.
● Ser que necessita de coisas e dos
outros, sendo, por isso, carente e
imperfeito, buscando a comunidade
para alcançar a completude.
● Quem vive fora da comunidade
organizada (cidade ou Pólis) ou é um
ser degradado ou um ser divino.
ANIMAL POLÍTICO (Zoon Politikon)
● Teoria da Virtude: os princípios éticos
estão determinados pelo caráter virtuoso
de uma pessoa.
● O Meio-Termo é o equilíbrio ideal entre
os Vícios e as Virtudes. É preciso mediar
a ação entre o Excesso e a Falta.
● A virtude só pode ser alcançada pela
prudência, a ponderação e a deliberação
sobre a Justa Medida entre os vícios por
omissão ou por excesso.
● Virtude carece do Hábito.
JUSTA MEDIDA
QUEM NÃO GOSTA DE POLÍTICA É
GOVERNADO POR QUEM GOSTA
(PLATÃO)
EXERCÍCIO
No centro da imagem, o filósofo Platão é
retratado apontando para o alto. Esse
gesto significa que o conhecimento se
encontra em uma instância na qual o
homem descobre a:
A) suspensão do juízo como reveladora da
verdade.
B) realidade inteligível por meio do método
dialético.
C) salvação da condição mortal pelo poder
de Deus.
D) essência das coisas sensíveis no
intelecto divino.
E) ordem intrínseca ao mundo por meio da
sensibilidade.
(ENEM 2014)
EXERCÍCIO
Nocentro da imagem, o filósofo Platão
é retratado apontando para o alto. Esse
gesto significa que o conhecimento se
encontra em uma instância na qual o
homem descobre a:
A) suspensão do juízo como reveladora da
verdade.
B) realidade inteligível por meio do
método dialético.
C) salvação da condição mortal pelo
poder de Deus.
D) essência das coisas sensíveis no
intelecto divino.
E) ordem intrínseca ao mundo por meio
da sensibilidade.
(ENEM 2014)
Que na prova do Enem,
próximo domingo, você dê
uma sarrada filosófica!
O QUE É ARGUMENTAR?
INFORMAÇÃO OPINIÃO/ANÁLISE
DEFESA DE UMA IDEIA
COMPETÊNCIAS DE ARGUMENTAÇÃO
C2 C3
O QUE se escolhe para
sustentar as ideias
COMO as ideias são
sustentadas
COMPETÊNCIA
02
REPERTÓRIOS
TEXTOS
MOTIVADORES
NÃO
LEGITIMADO LEGITIMADO
PERTINENTE
NÃO SIM
PRODUTIVO
NÃO SIM
• Conceitos e suas definições;
• Informações, citações ou fatos e/ou referências a Áreas do Conhecimento;
• Fatos ou períodos históricos reconhecidos;
• Referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas
etc.;
• Referência a Áreas do Conhecimento e/ou seus profissionais, como Sociologia/sociólogos,
Filosofia/filósofos,Literatura/escritores/poetas/autores, Educação/educadores, Medicina/médicos,
Linguística/linguistas etc.;
• Referência a estudos e/ou pesquisas;
• Referência a personalidades, celebridades, figuras, personagens etc., desde que conhecidos;
• Referência aos meios de comunicação conhecidos, como redes sociais, mídia, jornais (O Globo,
Revista Veja, Rede Globo, Folha de S. Paulo Diário do Nordeste, A Crítica, Diário de Cuiabá e Zero
Hora etc.)
REPERTÓRIOS LEGITIMADOS
USE O QUE VOCÊ
SABE E CONHECE
Além disso, outro desafio para o reconhecimento desses indivíduos é a carência do progresso
sustentável. Nesse contexto, as entidades mercadológicas que atuam nas áreas ocupadas pelas
populações tradicionais não necessariamente se preocupam com a sua preservação, comportamento
no qual se valoriza o lucro em detrimento da harmonia entre a natureza e as comunidades em questão.
À luz disso, há o exemplo do que ocorre aos pescadores, cujos rios são contaminados devido ao
garimpo ilegal, extremamente comum na Região Amazônica. Por conseguinte, o povo que sobrevive a
partir dessa atividade é prejudicado pelo que a Biologia chama de magnificação trófica, quando metais
pesados acumulam-se nos animais de uma cadeia alimentar – provocando a morte de peixes e a
infecção de humanos por mercúrio. Assim, as indústrias que usam os recursos naturais de forma
irresponsável não promovem o desenvolvimento sustentável e agem de maneira nociva às sociedades
tradicionais
Primeiramente, é preciso destacar a importância da valorização das populações tradicionais
brasileiras para a formação de uma nação rica em diversidade cultural. Para as ciências
sociológicas, a coexistência de diferentes formas de organização social e expressão cultural é
de grande valor para a construção de uma comunidade plural, com aspectos identitários
sólidos, na medida em que o contato saudável entre perspectivas e realidades diversas
amplia as noções de tolerância e de respeito na sociedade. Nesse sentido, a valorização dos
povos tradicionais que têm como herança conhecimentos ancestrais diversificados,
transmitidos entre gerações por meio de suas práticas e seus rituais, é indispensável para a
formação de um acervo cultural nacional extremamente rico, de acordo com a Sociologia.
NÃO PRECISA
INVENTAR A RODA
A Constituição Cidadã traz, entre suas diretrizes legais, a igualdade entre homens e mulheres,
nas diversas áreas, o que inclui a esfera laboral. No entanto, na prática, a realidade brasileira
tem sido diferente do que propõe a lei, sobretudo, no que se refere aos desafios para o
enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado, em grande parte, realizado pelas
mulheres. Logo, debater sobre os principais fatores relacionados à problemática raiz cultural
e negligência estatal é indispensável para a reversão do atual quadro no Brasil.
NÃO TENHA
PRECONCEITO COM
OS SEUS REPERTÓRIOS
O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental e, por não
possuir atendimento psiquiátrico adequado, ocorre o agravamento do seu quadro clínico.
Com essa abordagem, a obra revela a importância da saúde psicológica para um bom
convívio social. Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfrentam situação
semelhante, o que colabora para a piora da saúde populacional e para a persistência do
estigma relacionado à doença mental. Dessa forma, por causa da negligência estatal, além da
desinformação populacional, essas consequências se agravam na sociedade brasileira.
Ademais, observa-se que o preconceito é um obstáculo para o enfrentamento da temática. Tal
premissa deve-se à disseminação massiva – oriunda de uma herança eurocêntrica que desvaloriza
culturas distintas – de estereótipos degradantes sobre grupos minoritários, como quilombolas e
ciganos. Consequentemente, há a criação, no imaginário social, de uma visão negativa acerca desses
povos, gerando uma marginalização e uma exclusão deles em relação à sociedade. Para ilustrar,
nota-se a animação "O Corcunda de Notre Dame", na qual uma personagem cigana é fortemente
desrespeitada e invisibilizada socialmente devido ao preconceito contra essa cultura. Fora das
telinhas, apesar de ficcional, a obra retrata uma situação que é a terrível realidade de muitos povos
tradicionais. Então, essa discriminação precisa ser urgentemente combatida pelas escolas.
COMPETÊNCIA
03
COMO SUSTENTAR AS IDEIAS
PROJETO
DE
TEXTO
DESENVOLVIMENTO
DAS IDEIAS
O PROJETO DE TEXTO
PROJETO DE TEXTO
OBJETIVOS
Introduçã
o
Argumento
02
Argumento
01
CONCLUSÃO
1.Meu parágrafo está
focado na tese?
2.Meu parágrafo
relaciona a tese com o
tema?
3.Meu parágrafo
mostra COMO o
repertório sustenta a
tese?
As décadas finais do século 20, no Brasil, foram marcadas pela presença de movimentos
sociais diversos, como o de ruptura das condições de gênero que prejudicavam as
mulheres no meio social. Embora as manifestações tenham conquistado direitos, ainda há
problemas que assolam o cotidiano feminino das brasileiras, como a invisibilidade do
trabalho de cuidado. De fato, essa questão é influenciada pelo sistema capitalista e pela
manutenção da visão patriarcal. Logo, é urgente sanar os desafios e enfrentar a
problemática.
As décadas finais do século 20, no Brasil, foram marcadas pela presença de movimentos
sociais diversos, como o de ruptura das condições de gênero que prejudicavam as
mulheres no meio social. Embora as manifestações tenham conquistado direitos, ainda
há problemas que assolam o cotidiano feminino das brasileiras, como a invisibilidade do
trabalho de cuidado. De fato, essa questão é influenciada pelo sistema capitalista e pela
manutenção da visão patriarcal. Logo, é urgente sanar os desafios e enfrentar a
problemática.
TEMA TESE 01 TESE 02
As décadas finais do século 20, no Brasil, foram marcadas pela presença de movimentos
sociais diversos, como o de ruptura das condições de gênero que prejudicavam as
mulheres no meio social. Embora as manifestações tenham conquistado direitos, ainda
há problemas que assolam o cotidiano feminino das brasileiras, como a invisibilidade do
trabalho de cuidado. De fato, essa questão é influenciada pelo sistema capitalista e pela
manutenção da visão patriarcal. Logo, é urgente sanar os desafios e enfrentar a
problemática.
TEMA TESE 01 TESE 02
Diante desse cenário, cabe analisar a relação entre o modelo econômico e a invisibilidade
referida. Consoante a tese do sociólogo Karl Marx, os donos de produção, no capitalismo,
possuem como fim o maior lucro possível. Nessa perspectiva do autor, nota-se que essa
mentalidade econômica ainda rege as relações atuais, incluindo as do Brasil. Desse modo,
em um contexto que o trabalho de cuidado não reproduz o capitaldesejado pelas
empresas, esse é invisibilizado e mal remunerado. Portanto, é visível que o sistema
capitalista é um entrave na questão sofrida pelas mulheres.
Diante desse cenário, cabe analisar a relação entre o modelo econômico e a invisibilidade
referida. Consoante a tese do sociólogo Karl Marx, os donos de produção, no capitalismo,
possuem como fim o maior lucro possível. Nessa perspectiva do autor, nota-se que essa
mentalidade econômica ainda rege as relações atuais, incluindo as do Brasil. Desse modo,
em um contexto que o trabalho de cuidado não reproduz o capital desejado pelas
empresas, esse é invisibilizado e mal remunerado. Portanto, é visível que o sistema
capitalista é um entrave na questão sofrida pelas mulheres.
TEMA TESE 01 TESE 02
Diante desse cenário, cabe analisar a relação entre o modelo econômico e a invisibilidade
referida. Consoante a tese do sociólogo Karl Marx, os donos de produção, no capitalismo,
possuem como fim o maior lucro possível. Nessa perspectiva do autor, nota-se que essa
mentalidade econômica ainda rege as relações atuais, incluindo as do Brasil. Desse modo,
em um contexto que o trabalho de cuidado não reproduz o capital desejado pelas
empresas, esse é invisibilizado e mal remunerado. Portanto, é visível que o sistema
capitalista é um entrave na questão sofrida pelas mulheres.
TEMA TESE 01 TESE 02
Ademais, a permanência da visão patriarcal acentua o problema dessa invisibilidade. Tal
situação é explicada pois, desde o Período Colonial do Brasil, as mulheres foram
designadas a cumprir funções domésticas e de cuidado, já que não eram vistas como
capazes de exercer outro ofício. Nesse cenário, ao relacionar com a atualidade, é nítido
que essa convenção social do papel da mulher foi mantido como modo de continuar o
privilégio dos homens, detentores do poder. Assim, ao passo que esses se consideram
superiores, não há uma luta para valorizar o trabalho de cuidado, já que é visto como
função intrínseca e obrigatória do gênero feminino.
Ademais, a permanência da visão patriarcal acentua o problema dessa invisibilidade. Tal
situação é explicada pois, desde o Período Colonial do Brasil, as mulheres foram
designadas a cumprir funções domésticas e de cuidado, já que não eram vistas como
capazes de exercer outro ofício. Nesse cenário, ao relacionar com a atualidade, é nítido
que essa convenção social do papel da mulher foi mantido como modo de continuar o
privilégio dos homens, detentores do poder. Assim, ao passo que esses se consideram
superiores, não há uma luta para valorizar o trabalho de cuidado, já que é visto como
função intrínseca e obrigatória do gênero feminino.
TEMA TESE 01 TESE 02
Ademais, a permanência da visão patriarcal acentua o problema dessa invisibilidade. Tal
situação é explicada pois, desde o Período Colonial do Brasil, as mulheres foram
designadas a cumprir funções domésticas e de cuidado, já que não eram vistas como
capazes de exercer outro ofício. Nesse cenário, ao relacionar com a atualidade, é nítido
que essa convenção social do papel da mulher foi mantido como modo de continuar o
privilégio dos homens, detentores do poder. Assim, ao passo que esses se consideram
superiores, não há uma luta para valorizar o trabalho de cuidado, já que é visto como
função intrínseca e obrigatória do gênero feminino.
TEMA TESE 01 TESE 02
CUIDADO COM
O EXCESSO
Em primeira instância, é importante pontuar como o preconceito está presente em diversas áreas da
sociedade. No livro “Um Lugar Longe Daqui”, a protagonista sofre discriminação dos membros da
cidade por morar na beira do rio e sobreviver à base de pesca e de plantio, de forma que a chamam
de maluca e não falam com ela. Analogamente, no Brasil, se um grupo vive mais afastado dos
centros urbanos ou tem práticas de subsistência ligadas à natureza, é excluído e suas culturas e
trabalhos são imediatamente desvalorizados e tidos como inferiores. Dessa forma, o preconceito é
um dos desafios para valorização das comunidades e povos tradicionais brasileiros.
Ademais, é inegável que o descaso governamental afeta vários âmbitos sociais de forma direta ou
indireta. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devido às queimadas
e ao explícito desinteresse das autoridades de resolvê-la, os danos na Floresta Amazônica são
considerados irreversíveis. Diante disso, nota-se como um território tão importante para todos,
especialmente para as comunidades que têm seus conhecimentos e sustento adquiridos pela
natureza, foi negligenciado, de modo que sua relevância sociocultural e dos povos que ali vivem
foram ignoradas. Com isso, fica claro que o descaso governamental – que não fiscalizou ou puniu os
responsáveis pelos danos a esse território – atuou de forma direta e indireta para desvalorização dos
povos tradicionais.
O DESENVOLVIMENTO
DAS IDEIAS
DESENVOLVIMENTO DAS IDEIAS
RELACIONE
AS IDEIAS
CAUSA
CONSEQUÊNCIA
COMPARAÇÃO
CONTRASTE
AUTOSSUFICIÊNCIA DO TEXTO
O importante para a Competência III é a autonomia do texto, que deve
se sustentar sozinho, sem depender de conhecimento exterior por
parte do leitor, ou mesmo dos textos motivadores, para que faça
sentido. Trata-se daquele texto que se explica por si só.
DESENVOLVIMENTO
OBJETIVOS
Introduçã
o
Argumento
02
Argumento
01
CONCLUSÃO
1.Meu parágrafo está
focado na tese?
2.Meu parágrafo
relaciona a tese com o
tema?
3.Meu parágrafo
mostra COMO o
repertório sustenta a
tese?
As décadas finais do século 20, no Brasil, foram marcadas pela presença de movimentos
sociais diversos, como o de ruptura das condições de gênero que prejudicavam as
mulheres no meio social. Embora as manifestações tenham conquistado direitos, ainda
há problemas que assolam o cotidiano feminino das brasileiras, como a invisibilidade do
trabalho de cuidado. De fato, essa questão é influenciada pelo sistema capitalista e pela
manutenção da visão patriarcal. Logo, é urgente sanar os desafios e enfrentar a
problemática.
TEMA TESE 01 TESE 02
Diante desse cenário, cabe analisar a relação entre o modelo econômico e a invisibilidade
referida. Consoante a tese do sociólogo Karl Marx, os donos de produção, no capitalismo,
possuem como fim o maior lucro possível. Nessa perspectiva do autor, nota-se que essa
mentalidade econômica ainda rege as relações atuais, incluindo as do Brasil. Desse modo,
em um contexto que o trabalho de cuidado não reproduz o capital desejado pelas
empresas, esse é invisibilizado e mal remunerado. Portanto, é visível que o sistema
capitalista é um entrave na questão sofrida pelas mulheres.
TEMA TESE 01 TESE 02
Ademais, a permanência da visão patriarcal acentua o problema dessa invisibilidade. Tal
situação é explicada pois, desde o Período Colonial do Brasil, as mulheres foram
designadas a cumprir funções domésticas e de cuidado, já que não eram vistas como
capazes de exercer outro ofício. Nesse cenário, ao relacionar com a atualidade, é nítido
que essa convenção social do papel da mulher foi mantido como modo de continuar o
privilégio dos homens, detentores do poder. Assim, ao passo que esses se consideram
superiores, não há uma luta para valorizar o trabalho de cuidado, já que é visto como
função intrínseca e obrigatória do gênero feminino.
TEMA TESE 01 TESE 02
INATISMO X EMPIRISMO
INATISMO
(Platão, Espinoza, Descartes, Leibniz, Wolff)
Fundamenta na razão (intelecto) a principal
fonte de conhecimento.
1) Conhecer = apresentar razões.
2) O Mundo é totalmente racional.
O real é a essência das coisas.
3) Modelo de conhecimento: ciências matemáticas.
4) Verdades fundamentais se dão por evidências
lógicas e não é possível negá-las.
5) O conhecimento é a priori.
6) Para aumentar o conhecimento e
conectar as verdades, é preciso seguir
regras lógicas.
EMPIRISMO
(Aristóteles, Bacon, Locke, Hume, Hobbes)
Razão obtém dados a partir dos sentidos
(experiência sensível).
O ser humano vem ao mundo com consciênciavazia (tábula rasa).
1) Conhecer = analisar dados e experiências.
2) O mundo é apreensível pelos sentidos.
O real das coisas é sua aparência.
3) Modelo de conhecimento: ciências naturais.
4) As verdades se apresentam aos sentidos.
5) O conhecimento se dá a posteriori.
6) Deve-se seguir a associação, a
abstração e a indução.
RENÉ DESCARTES E FRANCIS BACON
RENÉ DESCARTES “Penso, Logo Existo”
Dúvida Metódica e Certeza Fundamental
Só existe aquilo que pode ser comprovado
Res COGITANS
Res EXTENSA
Res DIVINA
Método: Evidência, Análise, Síntese e Controle (Enumeração)
FRANCIS BACON “Conhecimento é Poder”
Ídolos da Mente
Tribo, Caverna, Mercado (Foro) e Teatro
Método Indutivo
(Leis de Generalidade Crescente)
Método Científico: Observação, Compilação de Dados, Formulação
de Hipóteses e Experimentação
JOHN LOCKE – ENSAIO ACERCA DO ENTENDIMENTO HUMANO
IDEIA É O ATO MENTAL DE FAZER CONTATO PERCEPTUAL COM O
OBJETO EXTERNO
Uso dos 5 sentidos para experiência externa (sensações) –
Ex.: Cores, sons, tonalidades, etc.
Reflexões e experiências internas – Ex.: Lembrança,
imaginação, dúvida, comparação, abstração.
Ideia simples: experiência sensorial isolada.
Ideia complexa: combinação de pelo menos duas sensações
(Ex.: copo de suco de laranja azedo).
TÁBULA RASA – Condição de mente vazia e desprovida de ideias, de saberes ou de conhecimentos, que
necessita de instrução para aprender o mais básico de um assunto.
DAVID HUME - UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO
Buscou método para garantir caminho da verdade, discordando que
a experiência leva à formulação da ideia.
PERCEPÇÕES MENTAIS SÃO:
IMPRESSÕES (Sensações e Sentimentos) OU IDEIAS (Pensamentos)
Impressões Simples: características sensitivas que dão
particularidade para o objeto / fenômeno experimentado.
Impressões Complexas: apreensão do objeto no todo.
Ideias Simples: cópia fraca da impressão simples.
Ideias Complexas: cópia fraca da impressão complexa.
MEMÓRIA: arquiva impressões.
IMAGINAÇÃO: compõe, combina, refaz ideias.
Moral e Religião também são apenas o resultado de costumes e
hábitos. Devem basear-se no bem comum, que constitui o princípio
fundamental da sociedade.
“O hábito é o grande
guia da vida”
THOMAS HOBBES - LEVIATÃ
CONTRATO SOCIAL
Retira o homem de seu estado de natureza;
Intervenção de um corpo estatal forte, com leis rígidas;
O estado civil seria a solução para uma convivência pacífica;
O ser humano abriria mão de sua liberdade para obter a paz no convívio social;
Única forma de preservação da vida.
ESTADO DE NATUREZA:
Momento de inaptidão natural para a vida social;
Razão orienta a estipular um contrato (Única Forma De Preservação Da Vida).
☺ Liberdade.
Morte iminente, vida insuportável.
ABSOLUTISMO
O monarca pode fazer o que for preciso para manter a ordem social;
justificada pela sua necessidade como garantia do convívio seguro.
“O homem é Lobo do Homem”
(Homo Homini Lupos)
“Guerra de Todos contra todos”
(Bellum Omnium Contra Omnes)
JOHN LOCKE – SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO CIVIL
CONTRATO SOCIAL:
Media o litígio (disputa) entre indivíduos.
Evita injustiças e vingança daquele que se sentiu injustiçado.
Garante o direito natural à vida, à liberdade e à propriedade privada.
ESTADO DE NATUREZA
Tendem a uma vida pacífica.
Perfeita liberdade e igualdade.
Propriedade como um direito natural dos seres humanos.
Submetido a algumas leis de responsabilidade dos próprios homens,
que são as leis da natureza.
GOVERNO CIVIL (MONARQUIA CONSTITUCIONAL):
Soberania não reside no Estado, mas sim na população.
Para assegurar um Estado de direito, os representantes do povo
deviam promulgar as leis e o rei ou o governo executá-las.
"Onde não há lei, não
tem liberdade."
JEAN-JACQUES ROUSSEAU – DO CONTRATO SOCIAL
GOVERNO DE VONTADE GERAL (ASSEMBLEIA):
Fim dos laços sanguíneos e parentais como diferenciadores para
tratamento político e social.
Cada indivíduo concordaria em submeter-se à vontade da maioria:
nasce o Estado.
ESTADO DE NATUREZA:
O homem é íntegro, biologicamente sadio e tomado de retidão de
caráter (Bom Selvagem).
Quando a propriedade privada se desenvolveu, a sociedade teve de
criar mecanismo de proteção.
CONTRATO SOCIAL
Guiado pela razão e sentimento, garantido pela vontade geral interessada na
justiça e no bem comum.
Proponentes: proprietários.
Proposta: acordo que afiançava justiça, paz e segurança.
Acordantes: camponeses incautos acataram.
“O homem nasce livre e
por toda parte encontra-se
acorrentado”
Filósofo, político, historiador, estadista, músico e escritor Florentino
Pai do Pensamento Político Moderno
1512, os Médici recuperam o poder e Maquiavel é demitido do cargo, acusado
de conspiração, torturado e proibido de acessar prédios públicos.
1513, no exílio, escreveu O Príncipe.
1520, foi indicado como o principal historiador de Florença.
1519, anistiado, Maquiavel voltou para Florença para exercer funções
político-militares.
1520, conseguiu, do Cardeal Gíulio de Médici, a função remunerada de
escrever a “História de Florença”.
1527, Morreu sem ver seu sonho realizado, pois a unificação da Itália só
se completaria no século XIX.
NICOLAU MAQUIAVEL (1469 – 1527)
NICOLAU MAQUIAVEL
REALISTA
Superou naturalistmo / racionalismo / idealismo / divino.
Escritor empirista, faz uso do método indutivo.
O príncipe é um manual: conselhos práticos sobre a arte
de governar com base na observação histórica.
(Filosofia x história x política)
"É direto quanto ao objetivo
de seu príncipe: conquistar
e manter o poder”
CONCEITOS MAQUIAVELIANOS
1. A VERDADE EFETIVA DAS COISAS: defende a ideia de que o Estado
deve ser pensando pelo que realmente é e não pelo que gostaríamos que
fosse. Substitui o "Dever ser" por "ser". Separação da Ética e da Política.
2. A NATUREZA HUMANA: o homem mantém traços imutáveis.
3. OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS: frase nunca dita por Maquiavel é a
síntese de sua abordagem sobre escrúpulos e moralidade como
elementos dissociados da atividade política.
5. É PREFERÍVEL SER TEMIDO DO QUE AMADO: o amor é mantido por
vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários.
Já o temor em ser castigado não pode ser ignorado com tanta facilidade
e, portanto, não falha.
6. VIRTÙ X FORTUNA: a Fortuna é a sorte ou a imprevisibilidade,
enquanto a Virtù são as virtudes necessárias para o bom governante.
VIRTÙ E FORTUNA
Virtù: seria a capacidade que o príncipe ou
governante tem de controlar os
acontecimentos do seu governo.
Fortuna: a fortuna diz respeito à sorte
individual, às circunstâncias e necessidades
para alcançar o êxito.
Alemão, natural de Konigsberg (Prússia Oriental – Império
Alemão).
Contemporâneo da Independência Americana e da Revolução
Francesa.
Formado em teologia; estudou Filosofia, Matemática e Física.
Professor de Geografia, Ciências Naturais, Lógica e Matemática na
Universidade de Konigsberg.
Influenciado pela ciência natural de Newton e pelas abordagens do
Racionalismo (Descartes e Leibiniz) x Empirismo (Locke, Hume).
Nasceu numa família simples de origem escocesa. Seu pai era um
artesão; teve uma criação rigorosa e protestante.
Morreu aos 80 anos, cego e com Alzheimer.
IMMANUEL KANT (1724 – 1804)
A ÉTICA DE KANT
Buscou criar um modelo ético que fosse:
Independente de moral religiosa.
Baseado apenas na capacidade de julgar.
Em que as ações devem ser orientadas pela razão.
Sair do particular, da ação individual, para o universal.
Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785)
Tema: embasamento racional para o dever.
Escrito em meses para responder alguns críticos da sua
explicação na Crítica da Razão Pura sobre a liberdade humana.
DEONTOLOGIA X TELEOLOGIA
Deontologia
– Intencionalismo
Teleologia
– Consequencialismo
Fundamentação deon, "dever" telos, "finalidade"
Corrente de Pensamento •Kantiana - dever
•Gregos -
felicidade/eudaimonia
•Medievais - Deus/salvação
•Utilitarista - prazer/ausênciade sofrimento
IMPERATIVO CATEGÓRICO
A vontade é boa quando ela é determinada segundo uma máxima que permite que a ação
seja pensada como boa a priori – isto é, antes da experiência de realizar a ação.
LEI UNIVERSAL: “Age como se a máxima de tua ação devesse
tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal”
FIM EM SI MESMO: “Age de tal maneira que trates a
humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem,
sempre como um fim e nunca como um meio”
LEGISLADOR UNIVERSAL: “Age como se a máxima de tua ação
devesse servir de lei universal para todos os seres racionais”
MENORIDADE HUMANA
Contemporâneo O esclarecimento é a saída do
homem de sua menoridade.
Menoridade é a incapacidade do homem de fazer uso
do seu próprio entendimento autonomamente, ou
seja, sem a tutela de uma razão alheia.
A permanência do homem na menoridade se deve ao
fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça
são as causas que levam os homens a permanecerem
na menoridade. Um outro motivo é o comodismo.
JUÍZO ESTÉTICO
Percepção sobre o Juízo (Gosto)
1. Agradável (Sujeito – Objeto | Tem alcance restrito |
prazer imediato)
2. Bom (Sujeito – Conceito da razão – Objeto)
3. Belo (emoção, não analítico, acrescenta informação nova
ao objeto, “Prazer desinteressado que suscita interesse” |
Finalidade sem fim)
4. Sublime (Lugar em que nossas faculdades vazam |
Horror, medo, fascinação, atração, repulsa)
Somente seria possível para aqueles com a faculdade de
julgar. Esses seriam os únicos capazes de uma investigação
crítica a respeito do conceito de "belo".
“O ser humano é aquilo
que a educação faz dele.”
Immanuel Kant
EXERCÍCIO
(Enem 2019) Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria
integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de
Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam
tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias
e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.
ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).
O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre
a) idealidade e efetividade da moral.
b) nulidade e preservabilidade da liberdade.
c) ilegalidade e legitimidade do governante.
d) verificabilidade e possibilidade da verdade.
e) objetividade e subjetividade do conhecimento.
EXERCÍCIO
(Enem 2019) Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria
integridade física, tal resolução diz respeito apenas a sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de
Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam
tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias
e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.
ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).
O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre
a) idealidade e efetividade da moral.
b) nulidade e preservabilidade da liberdade.
c) ilegalidade e legitimidade do governante.
d) verificabilidade e possibilidade da verdade.
e) objetividade e subjetividade do conhecimento.
Que na prova do Enem, no
próximo domingo, a força
da Filosofia esteja com
você!
[LITERATURA SOS] Live 2_Machado de Assis e Literatura Contemporânea
Número do slide 1
Machado de Assis
Fases machadianas
Características machadianas
Número do slide 5
Número do slide 6
Número do slide 7
Literatura Contemporânea
Características
Prosa Contemporânea
Prosa Contemporânea - Autores e Obras
Prosa Contemporânea - Autores e Obras
Número do slide 13
Número do slide 14
Crônica Contemporânea
Cronistas Contemporâneos
Poesia Contemporânea
Poesia Contemporânea – Autores e Obras
Número do slide 19
Número do slide 20
Geral Contemporâneo
Número do slide 22
Número do slide 23
Número do slide 24
Número do slide 25
Número do slide 26
Hst Bruno - Constituições PRONTO - Revisado
Número do slide 1
Número do slide 2
Constituição – Promulgada ou Outorgada?
7 CONSTITUIÇÕES
Constituição de 1824 – Primeiro Reinado
Constituição de 1824 – Primeiro Reinado
Número do slide 7
Número do slide 8
Número do slide 9
Constituição de 1891 – Brasil Republicano
Constituição de 1891 – Brasil Republicano
Constituição de 1934 – Governo Const. de Vargas
Constituição de 1934 – Governo Const. De Vargas
Constituição de 1937– ESTADO NOVO
Constituição de 1937 – ESTADO NOVO
Número do slide 16
Número do slide 17
Constituição de 1946– REDEMOCRATIZAÇÃO
Constituição de 1946– REDEMOCRATIZAÇÃO
Constituição de 1967 – Ditadura Militar
Constituição de 1967 – Ditadura Militar
Constituição de 1988 – Nova República
Constituição de 1988 – Nova República
Número do slide 24
Número do slide 25
Número do slide 26
FILOSOFIA_GREGOS_SOS APROVA
Slide 1
Slide 2: PRÉ-SOCRÁTICOS (séc. VI a.C – V a.C)
Slide 3: COSMOGONIA – COSMOLOGIA
Slide 4: ESCOLAS PRÉ-SOCRÁTICAS
Slide 5: ARCHÉS DOS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS
Slide 6: SÓCRATES (470 a.C – 399 a.C)
Slide 7: PENSAMENTO SOCRÁTICO
Slide 8: SOFISTAS
Slide 9: PRINCIPAIS PENSADORES SOFISTAS
Slide 10: UNIVERSALISMO X RELATIVISMO
Slide 11: PLATÃO (428 a.C. – 348 a.C.)
Slide 12: TEORIA DAS IDEIAS
Slide 13: ALEGORIA DA CAVERNA
Slide 14: A REPÚBLICA
Slide 15: ARISTÓTELES (384 a.C – 322 a.C)
Slide 16: TELEOLOGIA E EUDAIMONIA
Slide 17: ANIMAL POLÍTICO (Zoon Politikon)
Slide 18: JUSTA MEDIDA
Slide 19
Slide 20
Slide 21
Slide 22
Slide 23
Como argumentar sem medo_REVISADO
Número do slide 1
O QUE É ARGUMENTAR?
COMPETÊNCIAS DE ARGUMENTAÇÃO
Número do slide 4
REPERTÓRIOS
REPERTÓRIOS LEGITIMADOS
Número do slide 7
Número do slide 8
Número do slide 9
Número do slide 10
Número do slide 11
Número do slide 12
Número do slide 13
Número do slide 14
Número do slide 15
COMO SUSTENTAR AS IDEIAS
Número do slide 17
PROJETO DE TEXTO
Número do slide 19
Número do slide 20
Número do slide 21
Número do slide 22
Número do slide 23
Número do slide 24
Número do slide 25
Número do slide 26
Número do slide 27
Número do slide 28
Número do slide 29
Número do slide 30
Número do slide 31
DESENVOLVIMENTO DAS IDEIAS
AUTOSSUFICIÊNCIA DO TEXTO
DESENVOLVIMENTO
Número do slide 35
Número do slide 36
Número do slide 37
Número do slide 38
Filosofia Moderna_SOS-Revisado (2) (1)
Slide 1
Slide 2: INATISMO X EMPIRISMO
Slide 3: RENÉ DESCARTES E FRANCIS BACON
Slide 4: JOHN LOCKE – ENSAIO ACERCA DO ENTENDIMENTO HUMANO
Slide 5: DAVID HUME - UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO
Slide 6: THOMAS HOBBES - LEVIATÃ
Slide 7: JOHN LOCKE – SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO CIVIL
Slide 8: JEAN-JACQUES ROUSSEAU – DO CONTRATO SOCIAL
Slide 9: NICOLAU MAQUIAVEL (1469 – 1527)
Slide 10: NICOLAU MAQUIAVEL
Slide 11: CONCEITOS MAQUIAVELIANOS
Slide 12: VIRTÙ E FORTUNA
Slide 13: IMMANUEL KANT (1724 – 1804)
Slide 14: A ÉTICA DE KANT
Slide 15: DEONTOLOGIA X TELEOLOGIA
Slide 16: IMPERATIVO CATEGÓRICO
Slide 17: MENORIDADE HUMANA
Slide 18: JUÍZO ESTÉTICO
Slide 19
Slide 20
Slide 21
Slide 22
Slide 23