Prévia do material em texto
Palavra inventada por Pitágoras. Para ele, os filósofos são movidos pelo desejo de saber. A Filosofia como conhecimento racional e sistemático, é grega, pois possui características diferentes de outros povos. Atitude filosófica: Se distanciar da vida cotidiana e de si próprio. Interrogar a si mesmo, desejando conhecer as crenças e sentimentos FILOSOFIA Philo e Sophia = Filosofia Significa- amizade/amor pela sabedoria. CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA Filosofia é jamais aceitar as coisas como óbvias sem antes investigar e buscar compreender. Para o senso comum- não serve para nada. Sem finalidade prática e visível. EXAMPLE Ex: Em vez de “que horas são?”, perguntasse: O que é o tempo? Porém o cientista usa questões respondidas pela Filosofia. Ex: a verdade, o pensamento, etc. O QUE É FILOSOFIA? ATITUDE CRÍTICA Para que serve a filosofia? Dizer não ao senso comum e ao estabelecido e perguntar sobre o que são as coisas = Pensamento Critico Primeira verdade filosófica é dizer: “Sei que nada sei - Socrates” Para Platão, a Filosofia começa com a admiração; já para Aristóteles é com o espanto. Admiração e espanto significam: tomar distância do nosso mundo costumeiro, observar e interroga Filosofia como uma terapêutica torna-se mais forte com as filosofias que não dissociam corpo e alma. Elas enfatizam a importância do ambiente e do afeto para o pensamento. (i) estar aptos a perceber como se dá nosso funcionamento afetivo; (ii) selecionar os encontros favorecendo aqueles que nos trazem afetos ativos; Os pensamentos impactam o humor, corpo, vida e saúde. A saúde no geral se beneficia ao usar a prática reflexiva e questionadora da filosofia. RELAÇÃO ENTRE FILOSOFIA E SAÚDE Filosofia é vista como medicina da alma. Para Espinosa, a terapêutica consiste em: Teoria da grande saúde de Nietzsche: As adversidades devem ser usadas como oportunidades de crescimento e fortalecimento. (iii) nos maus encontros, deve-se de transformar os afetos passivos em ativos. Espinosa diz que: as impressões que recebemos dos outros geram afetos e sentimentos que influenciam nossa percepção, relações, pensamento e valores. A busca pelo sentido da vida é a questão central da existência. Estar preparado para a morte esclarece o que realmente importa na vida. O sentido da vida tem a dimensão que encontramos a que elegemos. Esse sentido muda conforme a temporalidade e historicidade. REFLEXÕES SOBRE A VIDA E MORTE Vida e morte são os limites extremos da existência humana. Há medo do sofrimento físico e emocional que vem com a morte. MORTE COMO LIMITE O ADOECIMENTO COMO MARCA DO FIM Não se vive bem o presente. O medo da morte nos prende no passado e futuro. As crenças influenciam a visão sobre a morte (salvação, castigo, vida após a morte) Atualmente a busca pela felicidade torna a sociedade aberta e vulnerável. Três aspectos do sentido da vida: 1. A vida humana é composta por acontecimentos que trazem significados e coerência a mesma. 2. A vida é uma sucessão de momentos. É uma narrativa com começo, meio e fim. 3. Para a vida ser digna de ser vivida, deve haver algo que lhe dê valor. A negação da morte é tão comum que não podemos imaginá-la ou compreendê-la. O que restará após todas as crenças perderem o sentido? A morte torna-se um problema subjetivo. Com o avanço da ciência, as explicações sobrenaturais sobre a vida e a morte não são mais tão aceitas. A angústia frente à finitude continua sendo um desafio. Medo de morrer: medo de perder aquilo que é importante. O doente precisa de suporte emocional para lidar com o sofrimento e morte iminente. Para garantir precisão e segurança deve desenvolver habilidades para lidar com as novas tecnologias. Adaptação envolve aprendizado contínuo e mudança de mentalidade. REFLEXÕES SOBRE A VIDA SOCIAL DO PROFISSIONAL DA SAÚDE Os profissionais da saúde enfrentam uma série de desafios devido às contínuas transformações no cenário global. Necessidade de atenção minuciosa na dispensação, orientação e monitoramento de medicamentos. Pressão do tempo leva ao estresse e compromete a precisão e segurança. Afeta saúde física, mental e qualidade do atendimento. A saúde teve avanços rápidos e transformadores. Trouxe melhorias no diagnóstico, tratamento e gestão de pacientes. Necessidade de: atualização e competência contínuas e investimentos em treinamento e infraestrutura. Carga de trabalho elevada Avanços tecnológicos e adaptação Pressão para melhorar a eficiência e reduzir custos Enfrentamento de Epidemias e Saúde Pública Medidas de Alívio: Aumento de equipe, melhoria das condições de trabalho e suporte à saúde mental. Implementar inovações mantendo empatia, ética e qualidade humana nos cuidados. Fornecer atendimento de qualidade em um ambiente financeiramente restrito. Pressões Sofridas: Otimizar o tempo de consulta. Reduzir os custos. Realocar recursos escassos. Impactos: afeta a individualização do cuidado ao paciente. Soluções: Equilibrar eficiência com qualidade e humanização do cuidado. Apoio aos profissionais, investimento em treinamento, redução de burocracia. Abordagem holística na gestão de recursos. Requer coordenação internacional, resposta ágil e comunicação eficaz. Desafios: preparação para pandemias, gestão de surtos e garantia de acesso a cuidados de saúde adequados. Necessita investimentos em estrutura. Ex: vacinas. Soluções: Aprender com Experiências Passadas. Reconhecer e apoiar os profissionais da saúde, com melhores condições de trabalho, investir em treinamento contínuo e promover políticas de saúde. O mesmo, pode ser dito das doenças. Para a religião a doença resulta do pecado ou de maldição. Para Hipócrates “A doença não é sagrada, tem uma causa natural e sua origem divina reflete a ignorância humana”. O QUE É SAÚDE? Não significa a mesma coisa para todas as pessoas. Depende: da época, do lugar, da classe social, valores individuais e concepções científicas, religiosas e filosóficas. Para Hipócrates haviam quatro fluidos (humores) no corpo: bile amarela, bile negra, fleuma e sangue. A saúde era baseada no equilíbrio desses elementos. Logo a doença era a desequilíbrio. No Oriente- quando as forças vitais estão em harmonia, há saúde, senão há doença. Ex: acupuntura e ioga. Para René Descartes o corpo funciona como uma máquina, um dualismo mente-corpo. Para Paracelsus se os processos internos do corpo são químicos, logo, os remédios também serão. Ex: Mercúrio para o tratamento de sífilis. Conhecimento de anatomia mudou as concepções de doença. Sec. XIX, Pasteur revelou os microrganismos causadores de doenças. Para um consenso sobre o conceito universal de saúde criou-se a ONU e a OMS. Para a OMS “Saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença”. O sistema nacional de saúde deve estar integrado ao processo de desenvolvimento social e econômico do país. Constituição Federal de 1988: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços”. Este é o princípio que norteia o SUS, Sistema Único de Saúde. . A relação entre saúde, sociedade e cultura é dinâmica e multifacetada. É importante compreender e respeitar as diferenças culturais para promover uma abordagem inclusiva e eficaz. Na abordagem de saúde devem ser considerados os diferentes contextos socioculturais. O conhecimento popular e tradicional sobre as plantas medicinais são transmitidas de geração em geração, se tornando parte da cultura local. As percepções culturais também impactam quanto à prevenção e ao cuidado com a saúde. RELAÇÃO ENTRE SAÚDE, SOCIEDADE E CULTURA Cultura é um conjunto de conceitos, símbolos, valores e atitudes que modelam uma sociedade e abrange o que se pensa, faz e tem como membros de um grupo social. A vida contemporânea trouxe mudanças nas condições e qualidade de vida, alterando o perfil das doenças. Issoexige que os profissionais de saúde estejam atentos a essas transformações, para oferecer melhorias a saúde. Em muitas culturas, a espiritualidade está intrinsecamente ligadas à busca pela cura. Ex: Na Umbanda, com rituais conduzidos por médiuns e líderes religiosos. Cura holística, considerando o corpo físico, espiritual e emocional do indivíduo. As identidades, rituais, práticas populares e os papéis nas comunidades devem ser respeitados, pois a cultura influencia as percepções de saúde e doença. A interação entre saúde, sociedade e cultura é intrincada e molda profundamente a forma como as pessoas percebem e lidam com a doença.